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Liberdade Disruptiva – Podcast #16

Liberdade Disruptiva – Reflexões de um YogIN Contemporâneo – Podcast #16.

O episódio de hoje falará de tecnologias disruptivas e a constante busca pela liberdade expressa desde os primeiros textos que falam de Yoga. Como tudo isso vai se encontrar você acompanha no podcast – Liberdade Disruptiva.

 

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Podcast #07 – A ética protestante e o espírito tântrico

 

  • Independência do Judiciário 
O Sistema Judicial Hindupor P. B. Mukharji,
juiz na Corte Suprema de Calcutta,
Referência bibliográfica:
THE RAMAKRISHNA MISSION INSTITUTE OF CULTURE. The Cultural Heritage of India. Calcutta, 1970. 5 v. (Inglês) (Vol 2, cap. 26, pág 434 a 439)

“A independência do judiciário era uma das características mais destacadas do sistema judicial hindu. Mesmo nos dias da monarquia hindu, a administração de justiça sempre se manteve separada do Executivo. Era uma regra independente tanto na forma quanto no espírito. O sistema judicial hindu foi o primeiro a perceber e reconhecer a importância da separação do judiciário do executivo, e deu a esse princípio fundamental uma definição e formulação prática. O caso de “Anathapindika contra Jeta”, relatado no Vinaya-Pitaka, é uma brilhante ilustração deste princípio. Nesse processo, um príncipe e um cidadão comum submetem seu caso à corte de justiça, e a corte decidiu contra o príncipe. O príncipe aceitou tal decisão como uma questão de competência à qual ele estava sujeito. A evolução do princípio de separação do judiciário em relação ao executivo foi em grande medida resultado da concepção hindu de que a lei se aplica também ao soberano. A lei, na jurisprudência hindu estava acima do soberano. Ela era o dharma.”

 

 

 

  • Artigo da Harvard Business Review sobre Blockchains

 

Liberdade Disruptiva #16

Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e está começando o 16º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast semanal a respeito de assuntos contemporâneos com uma visão voltada para a inteligência da cultura indiana, desde os seus princípios até o dia de hoje. A nossa ideia é sempre fazer uma análise com algum tipo de conteúdo relacionado ao yoga, com a cultura sânscrita, com o hinduísmo, de alguma forma relacionar os assuntos cotidianos com essas filosofias. E hoje o nome do podcast é Liberdade Disruptiva.

Como eu disse no episódio anterior é importante sempre a gente dar o conceito. Parte da filosofia é explicar conceitos, deixá-los mais inteligíveis a todas as pessoas. Disruptiva é uma palavra usada bastante no ramo da tecnologia, mas nem todo mundo sabe o que é, mas significa quebrar comportamentos padrões. Hoje se fala muito sobre tecnologia disruptiva, que é o caso do Uber.

Existe uma forma de pegar transporte público, especialmente taxi, e a tecnologia do Uber, através do aplicativo e a conciliação de todos os sistemas dos carros, foi diruptiva, quebrou um padrão de mercado para se pegar um taxi.

E a liberdade é o tema central do yoga desde os seus primórdios, o próprio yoga sutra de Patanjali(..) as pessoas falam que a meta do yoga é o Samádi, ele é o estado que propicia a kaivalya, que é a liberdade, a libertação.

Que liberdade é essa que o yôgin busca e que está escrita no Yoga Sutra de Patanjali? É a liberdade para fazer o que ele bem entende, acordar tarde e gastar o que não tem, fazer tudo o que ele sempre quis? Não, é a liberdade de você conseguir expressar a sua real natureza. A liberdade que o yoga busca é que sem nenhum impedimento você consiga expressar o que tiver de verdadeiro. A busca pela verdade de cada um é parte do yoga e isso é considerado um estado de liberdade, de libertação (kaivalya). Inclusive o Yoga Sutra é dividido em quatro blocos ou capítulos e o último é tratando de kaivalya, da liberdade e o Samádi é o estado que irá ajudar nessa busca pela libertação proposta por Patanjali.

Então o podcast chama Liberdade Disruptiva e ele irá abordar tanto da parte filosófica da liberdade quanto o que estiver relacionado a tecnologia, então nós temos o podcast 7 que fala sobre o tantra e que mostra o movimento tântrico como um movimento de busca e liberdade e, depois deu origem ao Hatha Yoga, o yoga de alguma forma sempre esteve relacionado com assuntos de liberdade, em diferentes maneira de expressar a liberdade. Isso e a própria proposta do yoga é de liberdade como vimos na palavra kaivalya que é descrita como objetivo último do yoga.

Pra gente começar a nossa análise, vamos começar a entender dois momentos dos primeiros textos a ser compostos na Índia, que são os Vedas. Há dois momentos dos Vedas que são os primeiros livros que começam a compilar a sabedoria indiana, os debates e tudo que havia de inteligência naquela região e pode-se datar o início do primeiro veda, que é o Rigveda, em 3400 a.C., então temos escrituras com mais de 5000 de existência. Essas escrituras começam a ser construídas e passa a ter dois momentos, o primeiro, chamado de Karma kanda e o segundo momento chamado de Brahma kanda. E aí, a gente vai ver o início dessa busca de liberdade.

O Karma kanda é a primeira parte dos vedas e é muito relacionado, ele tem muitas descrições de rituais que era muito presente e se valorizava muito a capacidade do próprio Brahma de conduzir os rituais, de ele ser uma espécie de elo entre o que se buscava e a forma como se busca. O Brahma, o sacerdote, tinha um poder muito forte e todos os primeiros vedas sãos escritos neste formato, com grande poder para os brâmanes e uma grande valorização dos rituais.

O segundo momento que é chamado Brahma kanda, que é do final da construção do Rigveda e começo da construção das primeiras Upanishads, tem uma diferenciação com o que acontecia Karma kanda. Então vamos entender a política da Índia para saber o que dá fato significa a mudança de um momento para outro.

No primeiro momento, os brâmanes, que são detentores do conhecimento e dos textos antigos, era pastore, então havia uma troca que existia da seguinte forma: eles chegavam em determinado local e faiam uma troca com a pessoa local, essa troca consistia em poder deixar o gado pastando e em troca eles faziam rituais que davam avalia de que a região pertencia a pessoa ou ao grupo de pessoas com quem estava mantendo contato. Então, a propriedade privada era determinada pelo próprio brâmane detentor desses rituais, que era a validação da propriedade privada. Como os brâmanes estavam num posto em que eles determinavam de quem era as propriedades, os rituais demoravam, as vezes mais de três anos, mas após o ritual o proprietário poderia ter a certeza de que determinada terra pertencia a ele. Só que com o tempo a sociedade indiana passou a se organizar e a criar regras que não necessitassem do poder dos brâmanes, houve um questionamento, quando se começa a construir as primeiras Upanishads, por volta de 1900 a.C. E isso começou a ir para todas as esferas, inclusive na política, existem textos que mostram que nessa época houve um julgamento ocorrido por meio de uma denúncia feita por um indivíduo contra um rei ou um príncipe (vou deixar o trecho deste julgamento que aparece nas escrituras indianas) que assumiu o erro. Isso ocorre nesse momento em começou a se questionar o poder dos brâmanes e o indivíduo comum passa a ter mais poder.

Então vem a diferença entre Karma kanda, o primeiro momento da sabedoria hindu, e Brahma kanda, o primeiro é mais fortalecido nos rituais e o Brahma kanda traz o poder para o indivíduo. As Upanishads começas a deixar claro que o conhecimento dos vedas é importante, mas que o maior conhecimento de todos é o que está´ no nosso coração. Então tira o poder que as escrituras tinham e levam para o indivíduo, para o poder que cada um possui independentemente de um ritual ou de um a situação específica.

Tudo dentro das organizações da sociedade tem a ver com convenção, como no primeiro momento em que o brâmane designava de quem era a propriedade, isso era uma convenção. Com o tempo, as pessoas começaram a ver que poderiam ter outras convenções como regras escritas que quem as cumprisse teria mérito, então começou a se estabelecer um código civil que mantem uma autonomia entre judiciário e executivo. Quem estuda direito, vê o romano como o primeiro povo a distinguir o judiciário do executivo, mas isso aconteceu na Índia há muito tempo antes. Só que antes eles acreditavam nos rituais, na força evocada pelos brâmanes, e quando eles passam a não acreditar mais isso passa-se a se formar o Estado que é uma instituição que aparece para cuidar para que as regras fossem cumpridas e respeitadas.

O que acabou acontecendo não só na Índia como no mundo todo (porque essa estrutura de estado acabou sendo muito parecida em várias partes do mundo, estabelece-se determinadas regras e alguém precisava controlar isso de maneira isenta, mas como sabemos o ser humano não é um ser isento em nada que ele faz) o estado ganhou um poder tamanho e começou a prejudicar e interferir na vida da pessoa, então esse trabalho que era feito pelo brâmanes  agora pelo Estado começou a diminuir a liberdade de cada indivíduo, porque a partir do momento em que o Estado tem muito poder ele pode controlar o indivíduo pela sua própria vontade. O grande problema é que o estado que foi criado para observar o que está certo passa a interferir e prejudicar a vida de todos.

Como o Estado pode fazer isso de fato?

Digamos que um país tenha determinado dinheiro e que todos tenham trabalhado para a produção dele, o Estado que foi criado para cuidar desse dinheiro, de repente imprime mais dinheiro e, quando isso acontece, ele fica com mais dinheiro enquanto o que era da sociedade se dilui, acaba valendo mesmo. Quando se imprime mais dinheiro ele perde o valor por uma óbvia matemática. Então essa é uma das formas que o Estado prejudica, além disso ele coloca mais dinheiro no mercado, o que aumenta a inflação. O Estado começou a controlar algo, a exercer um papel na sociedade que hoje em dia chega ao limite de estar insuportável, as pessoas não aguentam mais o poder que um político tem na mão de com uma caneta acabar como seu trabalho ou tirar dinheiro diretamente de você como o caso eu que citei. Isso está chegando em um ponto que está insustentável, e o que a gente consegue vislumbrar para um primeiro momento é que se a gente diminuir a interferência do Estado na nossa vida será melhor para cada um, porque podemos tomar decisões de acordo com a nossa vontade e aí a gente volta de alguma forma a Patanjali, a gente está mis livre, a gente pode agir de forma mais livre e não tendo que se submeter a regras impostas pelo Estado.

Tudo o que a gente vai estabelecendo dentro do Estado tem a ver com convenção, até mesmo a data de hoje, você acha que hoje é que dia? Não sei que dia você está lendo isto, mas digamos que seja dia 15 de maio, só que você quer que hoje seja dia 18 de maio. Isso pode acontecer? Pode, se você conseguir a convencer todas as pessoas que de fato é melhor ou o correto é o dia que você quer e elas acreditarem a mudança acaba acontecendo porque essas questões das regras são convenções que se estabelecem em determinados momentos e passa a ser validado como verdade, então muitas vezes a gente pensa nisso de uma forma muito concreta, mas é totalmente abstrato, pessoas que tiveram uma ideia e aplicaram, muitas vezes ele fazem coisas erradas, mas tudo é questão de convenção, como atualmente que para que uma lei passe a entrar em vigor ela deve passar pela Câmara, do Senado, for sancionada pelo presidente. É uma convenção que todos aceitam e passa a ser tido como verdade. A mudanças das convenções vai transformando a forma como o mundo se comporta, está começando agora a um movimento pra tirar esse poder todo de regulamento e transferir para os indivíduos e isso se dará especialmente por uma mudança de convenção.

Quando Buda morreu, a primeira ação de um dos discípulos mais próximos dele foi de analisar qual eram os principais ensinamentos de Buda, eles estabeleceram quais era e a partir daí criaram hinos, cantavam e repetiam para que a ideia central fosse preservada. Se acreditava que a repetição levaria ao aprendizado e manteria a palavra de Buda viva, mesmo quando o grupo de discípulos estava apartado, a mensagem principal deveria estar presente e quando eles se encontravam ajustavam possíveis modificações. O que acontecia era que a responsabilidade de se manter a ideia de Buda foi espalhado por vários de seus discípulos e demorou de 200 a 300 para que o primeiro livro com os ensinamentos fossem reunidos e escritos, o primeiro momento da mensagem de Buda é totalmente oral, apenas posteriormente passa a ser construído e compilado em um livro bastante conhecido na cultura budista chamado Tripitaka, criado a partir das convenções dos discípulos em cima do pensamento de Buda.

Uso esse exemplo porque essa questão de dissipar a responsabilidade é a convenção que está mais se mudando no mundo. E começa a partir de 2008 com uma tecnologia chamada Blockchain, para falar sobre teremos de dar um passo pra trás e a gente vai ter que entender um pouco melhor como se formou a internet e como esta ferramenta pode ajudar na maneira nos comportamos, trabalhamos e nos relacionamos, quantos anos pra frente eu não sei, tudo vai depender de um momento de convenção, mas adotar o Blockchain não é tão simples quanto o Uber e ele não é uma tecnologia disruptiva, mas de base. Então para entender o que é uma tecnologia de base eu vou tentar se o mais simples possível e eu acredito que eu m não sabe vai conseguir entender.

A internet surgiu a partir de experimentos do exército americano para transmitir uma determinada informação gráfica, com palavras, de um ponto para o outro, muito próximo do que era o telefone, só que mais sofisticado por que o número de dados enviados poderia ser maior. A partir do momento em que conseguiu se estabelecer o envio de mensagens as próprias empresa começaram a criar estruturas de redes internas para que esse tipo de mensagem começasse a circular dentro delas.  Então havia um investimento financeiro para que o desenvolvimento das redes acontecessem de maneira rápida, porque haveria um aumento de produtividade com elas. A partir daí, houve o protocolo to TCP IP, que é o que muda completamente a estrutura de rede inicial. Esse primeiro protocolo determina que certos códigos não fossem enviado diretamente destinatário, eles iriam para uma rede não controlada por ninguém e qualquer pessoa tendo a permissão para acessar a informação exatamente como ela foi enviada, não existe mais um ser controlador que controla as informações como acontecia no telefone (que para ter uma ligação realizada precisava da ajuda de uma telefonista estatal), hoje não ocorre isso porque a internet é livre, então você manda a informação para o espaço e o computador que tiver permissão poderá ler a mensagem.

A internet abriu o fluxo de informações, a gente começou a ter fluxo de informações rápidas e fáceis, mas ainda existe algumas coisas que tem um intermediário, como por exemplo, os contratos que são intermediados pelo governo.  O blockchain vai quebrar isso.

De que forma?

Você já usou Google Drive dou Dropbox, esses sistemas de rede? Eles funcionam da seguinte forma: um determinado arquivo de Word ou Excel que é salvo na nuvem e compartilhado com outras pessoas, se elas tiverem acesso ao arquivo ele poderá ser editado que se atualizará para todos que acessarem. Esse sistema dissipa a informação, assim como o blockchain, só que em relação aos contratos.

O blockchain é uma espécie de Google Drive só que fica hospedado e você estabelece com alguém algum tipo de contrato que ficará numa espécie de nuvem que é um sistema inteiramente criptografado, nunca foi burlado, então não tem como sofrer invasões. Então digamos que nós dois façamos um contrato, podemos fazer o acordo via blockchain, ele será espalhado por toda a internet, reconhecerá as nossas assinaturas e poderá ser editado desde que haja a assinatura de ambos. Isso já está sendo feito em alguns escritórios de advocacia, dentro d algumas empresas que usam internamente, como no início da internet. Hoje esse sistema já existe, porém de maneira interna, quando ganhar a massa e se transformar numa convenção(…) claro que isso vai mudar, e é preciso ter cuidado com as mudanças e o meu objetivo com este podcast é dar um pouco mais de lucidez no sentido de assuntos, se você não tiver informação nenhuma, não vai conseguir nem decidir o que e melhor e quanto mais a gente tiver o debate aberto e as pessoas sendo esclarecidas sobre o assunto,  será melhor porque terá uma participação maior da sociedade opinando sobre ele.

Todos assuntos relacionados a tecnologia não tem como serem evitados, não há como impedir o avanço de escolhas genéticas ou a robótica, inteligência artificial…não tem como. O que a gente pode fazer é se munir de informações e cobrar dos governantes porque a gente entende, tem uma opinião formado sobre assuntos. Então a tecnologia não é mais coisa de nerd, e é comportamento e certamente após o Blockchain isso vai ficar muito maior. Fala-se em décadas de implementação, para você não se assustar, mas estas previsões relacionadas à tecnologia ninguém consegue acertar. Um exemplo disso é a bitcoin, que é uma moeda independente que não tem governo controlando, inclusive o Blockchain foi criado pela Bitcoin, para validar as transações desta moeda e toda a vez que há um momento de turbulência, uma possível guerra, a saída do Brexit o valor da bitcoin aumenta no mercado. Se estourar alguma guerra talvez as pessoas migrem para a tecnologia, porque é um sistema autônomo, não depende de governo. Aparentemente é um lugar livre e ele será se cada vez mais a gente conseguir construir opinião e informação para gerar convenções mais convenientes para nós e não deixar na mão de quem souber de tecnologia que vão decidir o que é convenção para todo mundo. Então a gente tem uma massa crítica para opinar como, por exemplo, neste caso do Blockchain é fundamental para que o poder seja dissolvido no momento de uma decisão que afeta a todos.

O Blockchain está nesse primeiro momento, de acesso interno pelas empresas, e o segundo momento será como aconteceu com a Internet, porque quando a internet se tronou popular ela já tinha uma estrutura interna nas empresas. O Que está acontecendo agora é que as pessoas estão aprendendo e se habituando a esses contratos internos e o próximo passo vai ser a diminuição drástica da interferência do governo em todo e qualquer contrato, seja de compra e venda, seja de trabalho. Uma das coisas que se consegue no Blockchain é usar linguagem de programação, então você vai começar a programar um tipo de empresa em que você não vai precisar absolutamente de ninguém porque tudo será programado e automatizado.

Aí você me diz:” que horror, você não vai ter mais contato com ninguém no mundo?” Não, muito pelo contrário, você vai conseguir automatizar uma forma que precisa de pessoas, hoje se você precisa de pessoas há a burocracia do governo. A partir do momento em que você tem um sistema automática de contrato direto para determinados acordos de trabalho, haverá mais liberdade para se fazer o que se bem entender, não vai depender do governo aceitar as regras estabelecidas entre as duas partes, fora que o custo irá baixar bastante. Até a questão da propriedade provada, quem garante é o Estado, mas a partir do momento em que a gente tiver um sistema como o Blockchain muito firme por que eu vou precisar dizer para o estado detalhes da transação de venda do meu apartamento se interessa apenas ao comprador? A informação já estará na nuvem, todos saberão que eu negociei com a pessoa, terá a minha assinatura, então não haverá a necessidade de um intermediário, livremente se poderá negociar com quem quiser, não precisa pagar por isso e terá segurança até maior, ninguém poderá tomar a sua propriedade porque o contrato estará lá, na nuvem no Google Drive bem seguro independentemente do governo ou do país, assim como hoje é muito difícil bloquear a internet, se você tem o espaço que as pessoas podem inserir informações, ninguém pode controlar  isso. A partir do momento em que a gente tiver um espaço em que os acordos entre as pessoas são válidos dentro de um espaço virtual, a gente vai precisar bem mesmo do governo, as coisas serão muito mais azeitadas e a gente vai acabar tendo muito mais liberdade.

A música de hoje é Sagração da Primavera, uma obra de Stravinsky, um compositor russo que h=chegou na França ou menos na década de 20 e causou uma grande revolução, inclusive a primeira apresentação desta música é considerada como um momento marcante em Paris, da década de 20, um momento em que reuniu praticamente todos os intelectuais, o pessoal de literatura dizem que tanto Proust quanto James Joyce estavam no mesmo ambiente. Foi um momento em que as pessoas se revoltara é uma música difícil, que incomoda. Uma música difícil, mas altamente disruptiva.

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Daniel De Nardi

Head de conteúdo do YogIN App. Autor de 6 livros sobre Yoga. Pesquisador da História do Pensamento Indiano.