Yoga: você pratica e nem imagina!

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YogIN | 20 jan 2018 | Ellen Lima


Yoga: você pratica e nem imagina!

Quando alguém fala em praticar yoga logo vem à mente pessoas de corpos esguios,

flexíveis e fazendo asanas (posturas) complicados, mas a verdade é que Yoga vai além de

asanas lindos, difíceis e cheios de flexibilidade. O asana é a ponta do iceberg que todo mundo

enxerga, uma parte importante do yoga, porém existe todo o resto escondido, submerso e tão

maior do que se vê e que são práticas tão importantes quanto os asanas.

Na realidade não existe nada separado no Yoga, é um estilo de vida que você aplica à sua

rotina, desde a hora que acorda até o momento do seu sono. É bem possível que você, mesmo

sem conhecer, mesmo senso sedentário, pratique um pouco de yoga em algum momento do seu

dia, de forma inconsciente.

Se você acorda e antes de qualquer coisa começa a imaginar tudo que terá que fazer

durante seu dia e já deseja e mentaliza tudo dando certo, você coloca uma intenção para que seu

dia seja bom, no yoga isso se chama Sankalpa. Criar uma intenção direciona o fluxo de energia

para aquilo que você pensou, por isso a importância de mantermos bons pensamentos com a

gente. Durante uma meditação, um ralaxamento ou até mesmo durante a prática de asanas criar

um sankalpa é extremamente importante, já que você está concentrado e focado durante aquele

momento.

Você se espreguiça. Você já pensou o que isso significa para seu corpo?! Um bom

espreguiçamento promove uma pequena tração das vértebras da coluna, movimenta a energia

pelo corpo, acorda o cérebro, libera endorfina, alonga os músculos; a prática de asanas no yoga

tem como foco a coluna vertebral, trabalhando seus movimentos, melhorando a flexibilidade e

juntamente, promovendo o alongamento dos músculos e o fortalecimento de todo seu corpo físico,

energético e mental.

Você respira fundo tomando fôlego para encarar o dia; por um instante você colocou

consciência e atuou na sua respiração. O yoga trabalha a respiração consciente, o chamado

Pranayama, que é o controle da respiração e através dela, a expansão do fluxo de prana, energia

vital que absorvemos através da respiração . Existem inúmeros tipos de pranaymas e com

finalidades diversas: ganho de energia, diminuição do fluxo de pensamentos. A frase de Iyengar

ressalta muito bem a importância da respiração: “A mente é o rei dos sentidos, a respiração é o rei

da mente.”

Quando você toma banho, escova os dentes, assoa o nariz, lava os olhos, você pratica

Saucha, purificação externa. Existem ainda purificações internas de grande valor para a saúde e

que poucas pessoas tem conhecimento, são os chamados Kriyas, que são técnicas que visam a

limpeza e purificação de órgãos como os olhos, o intestino, os pulmões, o estômago.

Yoga é ser tolerante e praticar a não violência, Ahimsa, com aqueles que são diferentes e

não pensam como você, é aplicar ahimsa com você mesmo, quando você não alcança os

resultados esperados. É ser sempre verdadeiro, praticar Satya, com você, com os outros, com a

vida; Satya nas ações, sentimentos e pensamentos. É ser grato e manter uma atitude positiva, de

contentamento, Santosha . É observar-se, enxergar-se, conhecer-se, praticar Swádhyaya, para

buscar ser melhor. É não desistir diante das dificuldades, é se auto-superar, é praticar Tapas. É

ter humildade para reconhecer que, mesmo depois de tanto esforço, se algo não aconteceu é

porque existe uma Inteligência Superior que rege o Universo; manter a calma diante dessas

situações é aplicar Iswara Pranidhana, entregar-se e confiar nessa Inteligência Superior.

A verdade é que yoga não é só aquele momento que você faz no seu tapetinho por uma ou

duas horas, desconectado do mundo. Yoga é um estado de espírito, um modo de vida que

quando você decide conhecer, se dedicar, praticar e viver, muda não as coisas à nossa volta, mas

a maneira como enxergamos e reagimos à vida. Se você já pratica de forma inconsciente,

algumas das inúmeras atitudes da filosofia yogin, conhecer essa filosofia e praticar de forma

consciente pode mudar a sua vida.

A qualidade da sua respiração influencia diretamente no seu estado psicológico, portanto a

prática de pranayamas ajuda a ampliar a consciência e o auto-controle; a prática de Kriyas,

limpeza interna, melhora sua visão, sua respiração, o funcionamento do seu intestino, fígado,

vesícula e pâncreas; a prática dos asanas fortalece seu corpo, ajuda no equilíbrio, movimenta sua

energia, estimula seus órgãos e glândulas e afeta diretamente todo seu sistema fisiológico, mental

e energético.

Aprender Yoga é reaprender a fazer todas as coisas essenciais que fazemos de maneira

automática e sem qualidade. Yoga é o respirar, é o pensar, o falar, o fazer, o sentir e também é o

aprender a cessar todas essas coisas, yoga é também o asana. Yoga é o caminho para desfrutar

e fazer jus ao sopro de vida que existe em cada um de nós!

 

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Algumas posturas também são excelentes para reduzir a rigidez e a tensão nos músculos ao redor da coluna cervical.  Se você é daqueles que fica logo com os ombros e pescoço rígidos nos momentos de estresse, dá uma olhada nessa uma seleção de asanas para descarregar a tensão: Comece sentando confortavelmente. Lembre-se de manter a coluna ereta, e se for preciso, apoie o quadril em uma almofada ou bloco. Comece a elevar o queixo em direção ao teto durante a sua inspiração. O movimento é lento e sincronizado. Suave o suficiente para não comprimir a cervical deixando o peso da cabeça solto para trás. Na exalação, desça o queixo em direção ao peito. Não é necessário encostar, mas vá até onde sua exalação e alongamento permitirem. Repita 6 vezes e retorne o queixo paralelo ao chão.   Agora inicie o movimento para os lados. Exalando, leve o queixo para a direita, tentando alinhar com o ombro direito. 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De nada adianta alongar a musculatura se não formos capazes de relaxar as tensões acumuladas na área. O pescoço e os ombros guardam todos os prazos apertados, cobranças e exigências da vida em sociedade. Incluir técnicas de respiração profunda e estabilidade emocional, é ideal para minimizar qualquer tensão sobre esta região.   Aproveite seu savasana. Namaste!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 24 Maio 2020 | Daniel De Nardi
Quais asanas estimulam o chakra do coração?

Quais técnicas do Yoga podem estimular so chakras. Descobertas da neurociência mostram que estímulos corporais modificam a estrutura do cérebro. Sim, dependendo do que sentimos mudamos o formato do órgão dentro da nossa cabeça. Quando aprendemos algo novo por exemplo, o cérebro modifica sua estrutura física para conectar os neurônios necessários na assimilação do novo conhecimento. Pode acreditar, isto está acontecendo com você agora mesmo enquanto você lê e pensa sobre esse texto. Do lado YogIN, essas investigações começaram antes, durante o período chamado de Renascimento Indiano, no séc. X d.c. Explorar o corpo era a palavra de ordem deste movimento cultural que tinha como objetivo dar mais liberdade aos indivíduos. O sistema de castas mantinha o poder nas mãos dos brahmanes, os sacerdotes que conduzem os rituais e ensinam as escrituras sagradas. Estes pregavam que a única forma de realização pessoal seria seguir exatamente o que está escrito nos Vedas e nas outras escrituras importantes. Só que um grupo de YogINs começou a questionar essa infalibilidade das escrituras. Começaram a investigar o que o corpo, em suas diferentes formas de manifestação, tem a dizer em relação às verdades de cada um. Para eles, o corpo seria o local onde estariam nossas respostas Isso incomodou os brahmanes que perderam poder à medida em que as pessoas entendiam que sentindo mais o corpo poderiam saber mais sobre elas mesmas e não ouvindo os rituais. Estas definições do corpo humano vão além do que se pode ver ou tocar. Os YogINs elaboraram explicações minuciosas de conceitos como prana, chakras e nadis. Escreveram sobre esses assuntos durante séculos até que no séc. XIX, intelectuais ocidentais como o pesquisador Sir John Woodroffe traduziram os principais deles para o inglês. Nesta época, assuntos relacionados ao Yoga eram vistos como religiosos ou filosóficos e não eram verificados por pesquisas científicas. Hoje em dia, a precisão das ferramentas de mensuração e das pesquisas tem aproximado cada vez mais as visões de corpo humano segundo os antigos indianos e o que a ciência sabe sobre nós. Muitas das comprovações podem ser encontradas no livro A  Moderna Ciência do Yoga do jornalista americano Willian Broad. Desprezar as observações feitas por toda a Índia ao longo de séculos é pensar que o conhecimento só passou a ser válido depois da criação dos métodos científicos propostos por Descartes no século XVII. Muita verdade foi relatada nesses textos, obviamente com linguagens diferentes e menos precisão que um artigo de Harvard, mas nem por isso menos valioso.   Chakras possuem estreita relação com partes importantes do nosso corpo Quando falo de importância, me refiro a quantidade de neurônios presentes na região. Possuímos neurônios espalhados pelo corpo todo; e claro, as partes que contem mais neurônios têm mais sensibilidade que as que possuem poucas terminações nervosas. Uma terminação nervosa é um acúmulo de neurônios, como se fosse um cabo formado por esse tipo de célula. Os neurônios são responsáveis por transmitir comandos de reação ao corpo. Quanto mais elaborada é a função de uma parte do corpo, mais neurônios precisará para cumprir seu papel. O cérebro é a região do corpo que mais concentra esse tipo de célula, mas também há grande quantidade deles no abdômen por causa das funções relacionadas a digestão e também ao longo da coluna. Para deixar claro, se alguém bater com bastante força a perna, a maior probabilidade é que tenha problemas apenas nessa região. Agora se a pessoa se ferir com violência em qualquer parte da coluna, corre risco de perder todos os movimentos voluntários do corpo. Regiões com grande quantidade de terminações nervosas, são as partes mais caras ao corpo. Voltando para o Oriente, os YogINs fizeram grandes descobertas de sensações relacionadas aos 6 principais chakras. Todos eles, localizados ao longo da coluna em pontos com grande quantidade de terminações nervosas. Se pensarmos de forma totalmente científica e começarmos a percorrer o corpo dos pés em direção a cabeça, qual é o primeiro ponto onde encontramos uma grande quantidade de neurônios ? No joelho? NÃO!!!!! Resposta correta = períneo; região situada entre o anus e os órgão genitais. Mesmo local em que os textos descrevem o primeiro chakra: muládhara (mula = raiz). Esta é uma parte do corpo que canaliza muitas dessas terminações nervosas para dentro da coluna, afetando diretamente o sistema nervoso central. É uma região muito sensível e essencial para o funcionamento dos órgãos genitais e de funções como o movimento das pernas. O Hatha Yoga Pradipika, importante tratado do Yoga do Renascimento Indiano, fala de um canal central no campo energético chamado sushumna. Dele brotam os principais chakras. A medula espinal é considerada um centro de transmissão de informações que recebe e transmite mensagens do cérebro para as partes periféricas e delas para o cérebro. Até mesmo as informações de estímulos involuntários como a digestão ou o piscar dos olhos, passam pela coluna. Nossa coluna funciona como um grande chip que distribui informação por aqueles canaizinhos que  partem para a borda. Tanto na visão anatômica científica quanto na visão de um corpo sutil, a parte central do corpo é essencial para o funcionamento de todo o resto. O sistema nervoso central precisa estar funcionando bem, com seus comandos sendo atendidos, para que a pessoa desempenhe suas funções, especialmente aquelas relacionadas a sensações ou pensamentos elaborados. Na visão YogIN, o canal central sushumna, tem que estar desobstruído para que uma energia situada na base da coluna chamada kundaliní seja despertada. Kundaliní é descrita como uma serpente adormecida ou como uma chama congelada. Refere-se ao potencial humano, oprimido por falta de autoconhecimento. Para que esse potencial seja despertado, tanto as funções do sistema nervoso central devem estar funcionando perfeitamente quanto na visão indiana, a sushumna deve estar desobstruídas. Há muitos outros casos em que essas duas formas de entender o corpo humano se assemelham. Por exemplo na relação entre amígdalas e o vishuddha chakra. A região da garganta é conhecida por inflamar em estados de stress quando o corpo dá respostas a algum perigo eminente. O vishuddha é relacionado aos pensamentos e como externalizá-los (voz). A ciência sabe que pensamento acelerado é um dos efeitos de altos níveis de stress. A proposta do Yoga com suas diferentes técnicas é canalizar prana (bioenergia) para os chakras. O direcionamento da atenção para uma parte do corpo, pode ampliar a circulação sanguínea naquela região. Se você não acredita, comprove com um experimento que está ao alcance das suas mãos. Ele também demonstrará a capacidade que você possui de interferir no seu corpo e que provavelmente não usa.  Olhe para as palmas das suas mãos. Se conseguir fotografe-as. Mantenha durante 5 minutos, sem nenhuma interrupção (sem Whatsapp até), toda sua atenção apenas em uma delas. Observe se não há diferença nas sensações das mãos e na cor delas. A mão que recebe mais atenção costuma aumentar a circulação de sangue. E o que isso tem a ver com os chakras? A concentração de sangue é usada no nosso corpo como um recurso para modificações. Quando uma parte do corpo começa a dar sinais de fraqueza, o corpo envia sangue como um mecanismo de resposta ao problema. Junto com o sangue, irão todos os nutrientes que o corpo possui para tentar resolver o problema. Mas não apenas quando estamos doentes o corpo usa sua capacidade de concentração sanguínea. Quando fazemos exercícios e precisamos melhorar o desempenho de algum músculo, ele também direciona mais sangue para a região trabalhada. A concentração de sangue contribui para diversos tipos de mudanças que vão desde o ganho de resistência, passando pela regeneração celular, oxigenação das células até a cura. O Yoga atua de diferentes forma para estimular os centros de força Mentalização (manaskriya) - o direcionamento de atenção para diferentes partes do corpo é parte do treinamento YogIN em qualquer tipo de prática (sadhana). Compressões de glândulas (bandhas) - compreensões estimulam a circulação do sangue (aqui você também pode fazer um teste simplesmente apertando sua mão com força por alguns segundos) esses movimentos de contração atuam em regiões com grande quantidade de neurônios. Períneo estimulado pelo mula bandha, e o plexo solar, que é região do abdômen onde há milhões de terminações nervosas por causa da digestão (manipura chakra); Posturas (asanas) - através do alongamento forçamos o corpo a direcionar sangue às partes mais trabalhadas. E finalmente respondendo a pergunta do título -  Quais asanas estimulam o chakra do coração? Portanto, não apenas o asana, mas toda técnica que estimule o fluxo de consciência/sangue/prana vai estimular o funcionamento de uma parte sensível e por isso mesmo, importante ao funcionamento do corpo. Mentalização, bandhas e asanas que atuam estimulando a região do coração ou do anahata chakra vão ajudar a trazer à tona informações que estão ali presentes e que podem ser muito úteis ao seu desenvolvimento pessoal. Boas práticas e muito amor! Quer saber mais sobre os Asanas, posturas do Yoga, baixe o livroi gratuitamente new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();

sirshasana
Filosofia do Yoga | 23 Maio 2020 | Daniel De Nardi
O Nome Sirshasana – Invertida Sobre a Cabeça

Entenda a postura mais excêntrica do Yoga, a invertida sobre a cabeça. Referindo-se a postura de invertida sobre a cabeça não aparece em nenhuma escritura antiga o que sugere duas hipótese, uma é que a posição seria uma técnica iniciática, ensinada apenas aos yogins avançados que passavam pelas provas do treinamento. Outra possibilidade é que a postura tenha sido criada em tempos recentes. No entanto, a cabeça é uma região com muitos significados na Cultura Yogin.  Esta parte representa o topo do corpo, o que existe de mais elevado na manifestação física. Atualmente, a Ciência reconhece o cérebro humano como a mais complexa manifestação física que temos conhecimento. Na Índia, o cume das montanhas é considerado um local sagrado, onde os grandes sábios se encontram. Segundo a mitologia Shiva, o criador do Yoga, habita o cume do monte Kailash, nos Himalayas. Ainda hoje, yogins ascetas isolam-se nas montanhas para períodos de intensificação de suas práticas. Por ser o local dos sábios, a cabeça representa a sabedoria. É também a sede dos chakras superiores, entre eles o ajña, na região do intercílio. Ajna, significa comando. Este chakra representa o comandante, aquele que tem a melhor visão das situações e que consegue agir com mais sabedoria. O ájña é o chakra que aceita o comando interno.  A posição invertida dá ao yogin, a possibilidade de ver sob outro ponto de vista. Enxergando tudo de cabeça para baixo, podemos encontrar soluções para situações aparentemente impossíveis de serem desvendadas com a visão normal das coisas. Ver o mundo ao contrário, mesmo que seja por alguns minutos pode fazer muito bem para a sua sabedoria. Experimente!   obs: esta foto foi tirada nos Himalaias, a cordilheira mais alta do mundo.   Saiba mais sobre as posturas do Yoga, os asanas! new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();