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O Yoga e os Doshas – Podcast #49

O Yoga e os Doshas – Podcast #49

Nesse podcast a professora Gisele Correa, vai falar sobre doshas. Características individuas que devem ser equilibradas para que a pessoa consiga expressar suas capacidades.

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O Yoga e a Reprogramação de Condicionamentos – Podcast #47

 

 

 

 

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Ayur Yoga – Dosha Vata

 

Ayur Yoga – Dosha Kapha

Transcrição:

Yoga e os Dhoshas – Podcast #49

 

Está começando o 49º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast semanal a respeito do yoga e da espiritualidade, dando uma visão da cultura ancestral da Índia para as acontecimentos do dia-a-dia.

Você está ouvindo uma música chamada “Pedro e o Lobo” de Prokofiev, que foi um compositor russo e ele compôs essa música com a intenção de que as pessoas aprendessem o som de cada um dos instrumentos, ao final eu vou deixar uma versão narrada explicando sobre cada um dos elementos que compõe a música. Assim, os personagens com o som vão contando uma história. É uma música muito interessante para quem quer aprender sobre os sons da música clássica e também conhecer melhor como são esses sons e como eles criando uma música. Porque a música é de fato uma conversa, ela quer transmitir algo e a gente entender como isso funciona, especialmente no caso da música clássica, favorece a contemplação deste tipo de som.

Hoje eu vou começar lendo um e-mail que chegou da Ana Beatriz que é uma ouvinte recente do podcast, inclusive, eu nem pedi autorização para ler o e-mail. Se você não quiser, pode me mandar uma mensagem que eu edito e tiro esta parte. Ela escreve:

“Olá Daniel,
Quis escrever para dizer que gostei muito do podcast ‘O Yoga e a Reprogramação de Condicionamentos’ (…)”

Esse podcast foi o 47, no episódio 48 fiz uma mensagem para 2018, então quem não ouviu vale ir lá, foi nesta época de final de ano, então nem todo mundo ouvir esse podcast, vou deixar o link na descrição.

“(…) sinto que o yoga já me ajuda bastante neste processo, principalmente com os exercícios de respiração, mas me identifiquei bastante quando você falou sobre comer rápido (…)”

Efetivamente essa desprogramação do condicionamento que o yoga propõe pode ajudar em diversos outros tipos de condicionamentos, em muitas outras ações que a gente faz no automático. A medida em que você para e observa o seu corpo em uma determinada posição ou observa como a sua respiração está respondendo, isso irá ajudar quando você quiser observar um tipo de comportamento ou alterar algo que esteja arraigado a tantos anos. Mudar comportamento não é algo simples, é difícil, é doloroso, custoso e, dependendo do nível, vai ter uma dor, um sofrimento. A minha sugestão é que –tem um livro muito interessante, recente, chamado “O Poder do Hábito”, ele fala que hoje a ciência estuda e entende sobre hábitos, o que se parece muito com o conceito de Samkhya, que envolve os condicionamentos, os vassanas, que é a visão indiana dos condicionamentos. Então, o que a ciência descobre hoje parece muito, e nos dois casos vai funcionar se você adotar as sugestões, tanto do livro quanto se você estudar Samskar e Vassanar.

A Ana fala “me identifiquei bastante quando você falou sobre comer rápido”, naquele podcast eu falei muito sobre o simples fato de eu sentar na frente do meu pai nas refeições, que é uma pessoa que come rápido, me influenciou. Então, eu tenho que fazer um trabalho para que haja uma mudança, hoje em dia já tenho muito mais consciência quando vou comer, mas isso foi uma das coisas que eu trabalhei na minha vida e que eu acho importante também as pessoas observarem e fazerem um tipo de reprogramação de condicionamento.

“(…)eu como absurdamente rápido e sinto que isso me faz mal, mas é algo muito difícil para eu mudar, mas aceitei p desafio e vou começar a mentalizar, como você sugeriu e me esforçar para começar a mudar isso. Mas vai ser o meu primeiro passo e tenho certeza que isso irá me fazer bem. Enfim, demorei muito para ouvir o podcast, mas gostei tanto que quis compartilhar. Este livro já está na minha lista, eu quero ler, e agora estou mais interessada.

Feliz 2018!

Ana Beatriz”

Muito obrigado pelo e-mail, o livro ao qual ela se refere é o que estou num processo de produção, ele vai sair em audiobook em breve, espero que em janeiro ele saia, é um livro que trata sobre o yoga e o autoconhecimento. É um trabalho bem amplo que desenvolvi ao longo e 2017 finalizando este processo agora no início de 2018. Então aguardem porque haverá novidades sobre esse audiobook.

A gente falou sobre o episódio 47, mas agora vou falar um pouco sobre o episódio 48 onde eu falo o quanto é importante a gente fazer uma observação no sentido de valorizar aquilo que a gente já tem e não sempre buscando o que não temos ou que não está acessível. Então é muito mais inteligente, quando se está buscando uma tranquilidade interior, aceitar o que já tem, o que já é.

Nesse sentido, a visão dos Dhoshas da medicina ayurveda se encaixa muito nisso. Os Dhoshas são uma forma de autoconhecimento que você vai perceber características pessoais, vou fazer uma comparação bem rude, mas os Dhoshas são mais ou menos como os signos do zodíaco, cada signo tem suas características, inclusive, a Nath sampradaya, que criou o Hatha yoga, tem como estudo o Hatha, a ayurveda e a astrologia, ninguém é especialista em todos, mas se tem uma noção dos assuntos. Estou começando o meu estudo agora de Dhoshas e ayurveda, não sou um conhecedor profundo, e quando a gente não conhece alguma coisa, a forma mais inteligente é primeiro assumir, porque ninguém conhece tudo e pegar de pessoas que já estão estudando, já estão aprendendo.

No podcast de hoje, vou deixar uma explicação que a professora Gisele fez num live explicando sobre os Dhoshas, explicando como as técnicas do yoga podem casar neste tipo de prática, casar no sentido de equilibrar os Dhoshas. Então, por exemplo, se você tem um Dhoshas que é Pita, que significa muita agitação, pode usar positivamente e canalizar esta energia para uma coisa mais tranquila e você vai fazer um trabalho se ele tiver desequilibrado, isso vai muito de encontro com essa mensagem minha de 2018, de a gente ajustar aquilo que a gente já é pra conseguir viver melhor. Entender sobre os Dhoshas, entender o que são Dhoshas desequilibrados e como ajustá-los, podendo usar a prática do yoga para esse tipo de equilíbrio, é algo que eu acredito e vejo acontecendo nas pessoas.

A Gisele especialmente tá trabalhando com a Ayuryoga, que vai muito fundo nessa análise dos Dhoshas e depois com as técnicas especificas. Nós gravamos três aulas com ela, uma para cada Dhosha, e quem é aluno do YogIN App pode assistir a essas aulas, a gente já publicou duas delas e em breve vem a terceira. Vou deixar a Gisele aqui com vocês, aproveitando o áudio que ela fez. Quem já assistiu, vale a pena assistir de novo, é um conceito que tem sempre coisas pra gente aprender, e, ao final, terá a narração de “Pedro e o Lobo”, de Prokofiev, que eu espero que seja um despertar para um conhecimento dos instrumentos, e que será muito interessante depois, ao ouvir outras músicas, a identificar cada instrumento. Quando se tem um aprofundamento em determinada área, se tem aspectos mais sutis.

Um bom áudio com a Gisele, no vemos na semana que vem Satya mevajayate!

 

“Como eu já me apresentei, o meu nome é Gisele Correia, eu conheci a ayurveda através da professora Márcia de Lucca, então tenho uma grande gratidão por ela, minha professora. E no ano passado, quando voltei da Índia, fui conversar com ela me falou sobre o trabalho dela com ayurveda, eu achei superinteressante. Li os livros dela, ela tem um livre completo sobre o assunto, inclusive o tenho aqui, acho que para quem não conhece ayurveda e Ayuryoga, é um livro super gostoso, é uma leitura gostosa. O nome do livro é “Ayurveda – Cultura de bem viver”, sempre recomendo para os meus alunos.

Fui lendo o livro e me interessando, comecei a aplicar algumas coisas na minha vida, em paralelo a isso, uma das minha alunas começou a fazer curso com o Dr. Ruget, que é a Aline Arruda, e a gente acabou abrindo uma empresa que se chama “Você no Infinito”, uma empresa que fala sobre ayurveda e yoga, tem até o nosso Instagram (@voce_no_infinito), quem quiser acompanhar o nosso trabalho, a gente posta bastante coisa sobre ayurveda e yoga. Acabei fazendo curso de especialização em Ayuryoga, então foi uma semana na fazendo Lila, com a Márcia de Lucca e um grupo, foi super legal, a gente passou uma semana imersos nesse conhecimento sobre ayurveda e yoga. E de lá pra cá tenho aplicado bastante nas minhas aulas, tenho lido bastante, tenho procurado mais informações sobre o assunto e nesse ano, na verdade, comecei a dar algumas aulas sobre Ayuryoga. Pelo Você no Infinito, eu e a Aline promovemos um retiro que, inclusive montamos uma apostila da qual irei ler pra você saber sobre cada Dhosha.

Pra quem já conhece um sobre Ayuryoga, é um assunto muito extenso, muito difícil falar em 10/15 minutos, sobre esses dois assuntos, principalmente sobre ayurveda, que muita gente não conhece, então vou conversar com vocês um pouquinho sobre os Dhoshas e de como eu apliquei esse conhecimento nas aulas que foram gravadas e que o YogIN App vai disponibilizar pra vocês nas próximas semanas.

Ayurveda (ayur, que significa vida e veda, conhecimento, então seria o Conhecimento da Vida ou também A Ciência da Longevidade) é uma medicina da Índia, ela consiste em um apanhado de conhecimentos milenares, existem textos que falam sobre tais conhecimentos, muito profundo sobre o ser humano e tem uma abordagem muito particular. Na ayurveda existe um tratamento para cada pessoa, na Índia existem hospitais ayurvédicos, o tratamento consiste em uma investigação sobre o estilo de vida do paciente, não simplesmente a indicação de um medicamento, indo, desta forma, do profundo da causa. É uma transformação, Então, para se cuidar de acordo com a ayurveda, é importante analisar os próprios hábitos alimentares, o sono, a maneira como se lida no cotidiano com as tarefas rotineiras e com os relacionamentos. Enfim, é uma investigação e dentro dela existem orientações que vão desde aulas de yoga (técnicas do yoga, Ayuryoga) e tem também as terapias, como massagens, recomendações alimentares, ervas. Então, é um tratamento bastante completo.

Quando falamos sobre ayurveda é entender que o universo é constituído por cinco elementos (terra, água, fogo, ar e éter), ele é o macrocosmo enquanto nós, o microcosmo desse macro, então nós também temos os cinco elementos, terra seria a nossa estrutura mais densa (ossos, órgãos, músculos…), a água seria os músculos que a gente tem no nosso corpo, o fogo seria o nosso fogo digestivo, um conceito da ayurveda chamado agni, responsável por digerir tudo o que a gente assimila através dos sentidos, não só a digestão de alimentos, como a digestão de emoções, cheiros, visão, tato…Tudo isso é muito importante na Ayurveda, depois se tem o ar, que a gente respira, e depois o éter que seria o espaço que a gente tem no nosso corpo.

Dhosha significa desequilíbrio, também é um conhecimento extenso para ser passado em pouco tempo, mas o que é importante, quando se passa a ter contato com esse conhecimento da ayurveda, é saber que os Dhoshas sãos constituídos pelos elementos. O primeiro Dhosha é o vata, que é constituído pelos elementos ar e éter, o segundo Dhosha é o Pita, que é fogo com um pouquinho de água e, por último, Kapha, que é terra com água.

Vou falar um pouco sobre cada um desses Dhoshas, vou ler da apostila que preparamos para o retiro porque está de uma maneira bem resumida, vocês vão observar que haverá uma identificação com cada Dhosha, e é natural que se tenha características de cada um à medida que se tem os cinco elementos no corpo. O fato de um Dhosha ser predominante, não significa que os outros não estarão em seu corpo e também não significa que que não haverá equilíbrio dos outros Dhoshas. Inicialmente pode parecer confuso, mas conforme formos estudando e aplicando nas nossas vidas, esse conhecimento fica mais fácil.

Vata (ar + éter)

União de espaço e ar, regula todo o movimento do corpo e da mente, diz respeito, principalmente ao sistema nervoso, responsável pelo pensamento, pela atividade neuromuscular, respiração, circulação e movimento peristáltico. Está diretamente ligado aos ossos, a energia de Vata se concentra na região do cólon (intestino grosso, pélvis), juntas, sacro ilíacas e lombar. Quando o Dhosha entra em desequilíbrio, esses são os primeiros órgãos a apresentar problemas.

Características: frio, leve, seco, irregular, inconstante, áspero, ágil e instável.

Esse é o Dhosha do movimento, as pessoas que tem predominância desse Dhosha são pessoas com a mente muito ativa, que tem a mente pululante, então ela pensam em tudo ao mesmo tempo, falam bastante, se comunicam muito bem, são muito criativas, são pessoas que precisam estar em movimento o tempo todo. Exatamente por isso, dentro da Ayuryoga (Ayurveda + yoga), o yoga traz um equilíbrio para esta condição, quando em desequilíbrio, e uma prática do yoga boa para o equilíbrio do Vata, é uma prática que traz o oposto, Isto se chama teoria dos opostos. Dessa forma que a gente aplica as técnicas do yoga e todo o tratamento da ayurveda.

Na teoria dos opostos o Dhosha Vata, por exemplo, que pertence, geralmente, as pessoas que sentem muito frio, pessoas leves que estralam as juntas com muita facilidade, sempre é possível saber que uma pessoa Vata está no ambiente devido ao estralo das suas juntas. Para trazer equilíbrio é necessário aquecer esta pessoa, no caso das juntas secas, é necessário consumir água e cuidar das articulações. Técnicas que não só ajudem no corpo físico, como também na estrutura sutil. Aquecer as articulações e, também, devido à mente pululante de um Vata, sugiro uma respiração ritmada, pra diminuir um pouco a necessidade de se movimentar, de falar, de se comunicar, para que Vata treine o oposto e consiga o equilíbrio.

A prática que preparei para o equilíbrio de Vata começa com uma respiração ritmada, é uma prática bastante gentil, a gente cuida bastante das articulações, foca bastante na respiração para que a mente não saia voando por aí e não fique pensando em outras coisas e esqueça da execução da prática, há mais permanência nos asanas para trazer o equilíbrio inerente ao Vata, trazer a estabilidade.

Pitta (muito fogo + pouca água)

Representa o metabolismo e a energia potencial que dá brilho ao olhar, regula a fome, a sede e todos os processos de transformação que ocorre no corpo, como a digestão, a sua função é gerar energia, diz respeito ao sistema digestório, endócrino e enzimático. É responsável pela clareza mental, percepção visual, digestão, metabolismo e regulagem da temperatura. Está diretamente conectado ao sangue. Dinamismo e paixão caracterizam as pessoas de Pitta. Esse Dosha se concentra na região abdominal, intestino delgado, parte baixa do estômago e fígado, quando o dosha entra em desequilíbrio, esses são os primeiros órgãos a sofrer.

Características: quente, leve, intenso, perspicaz, impetuoso e cáustico.

Pitta é o responsável pelo metabolismo, o fogo digestivo (agni) responsável por metabolizar tudo o que a gente recebe pelos sentidos. Por ser quente, ele é o oposto de Vata. Tudo em desequilíbrio não é interessante, então quando muito quente, Pitta pode estar em pessoas muito agressivas, impacientes, irritadiças. Neste caso é necessário resfriar Pitta com técnicas como as ante flexões. Técnicas que esfriem e acalmem, como a invertida sobre a cabeça (todos que fazem yoga querem esta posição). Pra Pitta, dependendo do dia, as coisas se agravam ainda mais, então é necessário que se vá para a prática de yoga para acalmar a irritação com as pessoas e com a competitividade exacerbada. E, as vezes, a pratica do yoga acaba intensificando o desequilíbrio, neste caso, ao invés de realizar a invertida sobre a cabeça, se pode fazer um sarvangasana (invertida sobre os ombros), que acalma e traz equilíbrio. Também coloquei uma técnica respiratória onde se puxa o ar pela boca e solta pelo nariz, então essa é uma técnica que resfria. É importante ir se testando e observando se a técnica está sendo importante pra você. Existem técnicas que irão pressionar a região do plexo solar (do estômago e do fígado), diferentes para o solo (como o asana, dolasana, shalabhasana…as torções também são técnicas importantes para se trazer equilíbrio para Pitta, então as inclui na nossa prática.

Vale ressaltar que nenhum dosha é bom ou ruim, cada um tem a sua característica. A gente identifica o desequilíbrio porque na marioia das vezes estamos em desequilíbrio, a ideia é que o desequilíbrio seja identificado e que se entenda como as técnicas do yoga podem trazer o equilíbrio.

Kapha (terra + água)

Influência estabilizadora que lubrifica, mantem e contem. Dhosha responsável pelo acúmulo de gordura no corpo e pela retenção de líquido, representa a estabilidade e o “pé no chão”, sua função é regular a energia. Diz respeito, principalmente, ao sistema linfático, é responsável por dar suporte e nutrir o sistema nervoso, lubrificar o trato digestivo, as articulações e o trato respiratório, regular água e gordura. Está diretamente conectado em cinco do sete tecidos do corpo humano (plasma, músculo, gordura, medula e fluído reprodutivo), sua energia se concentra na parte alta do estômago e nos pulmões e vias respiratórias, os primeiros órgãos a adoecerem quando o Kapha entra em desequilíbrio.

Características: frio, oleoso, pesado, sólido, estável, suave, leve e letárgico.

O frio é a única coisa que Vata e Kapha tem em comum. Por se pesado, ter a tendência a letargia e a lentidão, é necessário, para trazer a teoria dos opostos, uma prática voltada no caminho inverso, neste caso: movimento, leveza e dinamismo. Então, a prática deste dhosha começa com um respiratório que vai aquecer o corpo, que vai movimentar esta energia sutil (que é o [inint 30:34], respiração acelerada), depois a gente começa com surya namaskar. Então a gente faz alguns suryas para ir aquecendo e movimentando o corpo, não permanecemos muito tempo nos asanas, a gente tenta desafiar o corpo porque Kapha tem a tendência a estagnação, então a gente precisa de movimento e de desafio.

São muito boas as técnicas de extensão da coluna (quando se vai com ela para trás), isso estimula a região das vias respiratórias e pulmões, além de se trabalhar a extroversão. Kapha em desequilíbrio tende a depressão, se torna nostálgico. A prática deste dhosha e a mais intensa, quando comparado aos outros, a descontração no final não pode ser muito longa. E é recomendável para quem, por exemplo, senta para meditar e sente que está com sono, fazer uma respiração acelerada e depois fazer a meditação, isso irá deixa-lo mais acordado, e vai fazer com que você aproveite melhor a sua prática.

Caso haja dúvidas, se quiser perguntar, podem me mandar mensagens por aqui, me marcar ou mandar um direct no Instagram. Aconselho a voc~es fazerem as três práticas (quem não conhece), e sentir como é que cada prática atua no seu corpo físico, atua na sua sensação, nos seus sentimentos, na sua mente. Perceber a diferença entre cada prática e notar qual delas traz equilíbrio ou desequilíbrio.

Quando falamos sobre ayurveda, é importante que tenhamos em mente que não é uma ciência de bolo, aprendi isso com a Laura Pires, que é super conhecida na ayurveda, uma pessoa muito especial, uma estudiosa, se especializou em alimentação, mas tem bastante conhecimento na ayurveda (depois vou recomendar dois livros pra vocês). Pode ser que você seja uma pessoa que tenha uma constituição Vata, mas que esteja com desequilíbrio de Kapha, então, a pratica mais indicada será a de Kapha. Tudo depende de como se está no dia, qual o comportamento de vida. É importante ver e cuidar do desequilíbrio.

 

E como se descobre isso?


Vou recomendar dois livros que tem testes que podem ser feitos e ter uma ideia de qual é o dhosha mais predominante. É importante ler sobre o assunto e identificar o que se está em desequilíbrio. Quem estiver afim de ir a fundo pode se consultar com uma terapeuta ayurveda que irá recomendar os alimentos e a prática de yoga mais interessante no momento. Se for uma doença grave, o ideal é que se vá ao médico porque o tratamento será outro (que pode ser o Dr. Ruguê ou o Dr. César Deveze e tem outro muito bons de ayurveda no Brasil).

“O Sabor da Harmonia” é o livro da Laura Pires, tem umas receitas muito bacanas, tem o questionário e depois ela discorre um pouco sobre cada dhosha. “Cultura de Bem Viver”, da Márcia de Lucca, bem completo. E, para quem já conhece esses títulos, também tem outro que eu gosto que é o “Yoga e Ayurveda – selfhealing and self realization”, do David Frolley (é possível comprar na Amazon). É um livro interessante porque no livro, o Dr. David Frolley é um grande mestre de ayurveda, ele fala sobre astrologia védica. Sugiro que leiam os outros livros antes do Dr. Frolley.

Não consegui acompanhar as perguntas no live, se quiserem, temos alguns minutos ainda.

Acho que vi que alguém perguntou se darei aula em grupo. Não tem como dar aula em grupo de Ayuryoga, mas é possível orientar cada um, é importante que todos tenham uma prática pessoal (aluno e professor). Conversando e tendo conhecimento, o professor pode orientar qual é a melhor técnica de yoga a ser feita naquele momento pelo aluno na própria casa ao acordar. Quando dou aula em grupo, consigo apenas explanar rapidamente sobre cada dosha, não é possível, desta forma, indicar algo específico para cada aluno, até porque é um processo mais demorado e pessoal. Não é algo simples de se verificar na aula. É preciso passar por uma consulta ayurvédica e, então, entender como se busca o equilíbrio através do yoga e das outras recomendações.

É isso, acho que falei tudo.

Obrigada, espero que vocês gostem das aulas que estarão disponíveis ao longo das semana. Qualquer dúvida, pode mandar pelo direct do Instagram, terei o maior prazer de falar com você, ok?

Obrigada e Namastê!

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Daniel De Nardi

Head de conteúdo do YogIN App. Autor de 6 livros sobre Yoga. Pesquisador da História do Pensamento Indiano.