Narrativas Internas e Invasão Ariana na Índia – Podcast #23

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Filosofia do Yoga | 23 abr 2021 | Daniel De Nardi


Narrativas Internas e Invasão Ariana na Índia – Podcast #23

Neste podcast vamos entender como as narrativas internas da nossa mente podem nos conduzir à verdade ou a ignorância.

 

A verdade é um valor muito querido na cultura hindu.

A descrição que Patanjali faz sobre avidya, palavra que pode ser traduzida por ignorância mostra como o conceito da verdade era importante na visão do Yoga. O Yoga-Sútra apresenta avidya como a principal causadora das perturbações da mente e a descreve da seguinte forma nos 5º e 6º sutras do II Capítulo

“Falta de sabedoria [avidya] é como o campo onde crescem as demais perturbações, quer estejam adormecidas, enfraquecidas, isoladas ou totalmente ativas. Falta de sabedoria é a percepção da eternidade, pureza, bem estar e individualidade naquilo que é perecedor, impuro, desagradável e não-individual.”

 

O trabalho do YogIN é destruir a ignorância, avidya, para perceber o mundo como ele é. O Yoga-Sutra sugere para essa investigação a aplicação de viveka, o discernimento. Viveka destrói avidya, pois o discernimento é o que possibilita diferenciar o eterno do perecedor ou o puro do impuro.

No 4º capítulo, Patanjali de diferentes vozes internas, que dificultam a investigação. Como se fosse um colegiado de mentes onde apenas uma pode manifestar a natureza autêntica. Todas as outras são fruto de narrativas distorcida. A voz que manifesta a natureza autêntica é reconhecida no aquietamento da mente.

Uma mente preenchida por vozes falsas, deslocadas da realidade,  tem muita dificuldade de ver as coisas como ela são.

 

Yoga-Sutra, capítulo IV, Sutras

4. Os cittas criados [pela mente] surgem de dentro dos limites da egoidade.

5. Um único citta dentre muitos é eficaz no corte da tendência à atividade.

6. Lá [esse citta] é o assento da mente [manas], nascido de dhyana.

tradução Carlos Eduardo Barbosa

 

No Yoga podemos exemplificar isso com um caso bastante estudado nessa área, a Invasão Ariana.

Quando o acesso às antigas escrituras indianas era limitado, os estudos sobre o início do pensamento vedico não pareciam corresponder com o que verdadeiramente aconteceu na história da Índia.

Aqueles que interpretaram a história, não estavam preocupados em ver as coisas como elas eram, mas sim, em encaixar narrativas ideológicas dentro de evidências históricas.

 

  •  1ª Teoria da Invasão Ariana – Elaborada a partir dos estudos de Max Muller. Ideologia da raça superior.

Essa teoria, encaixou muito bem para as intenções intelectuais e políticas daquele momento histórico. A Inglaterra colonizava a Índia e estudava formas para que houvesse menos revoltas com o domínio britânico.
O texto mais antigo da Índia, o Rig Veda, descreve como arya (nobre) um povo superior moralmente. Como os europeus também tinham erra palavra ária para designar um povo, não foi simples demonstrar que foram os arianos europeus que levaram a cultura para a Índia. Seu principal tratado já “dizia” isso.

A teoria da invasão ariana como um povo superior foi exaustivamente ensinada nas escolas indianas durante a colonização britânica.

Em 1844, antes de iniciar sua carreira acadêmica na Universidade de Oxford, Muller estudou em Berlim com Friederich Schelling, dando continuidade a sua pesquisa sobre sânscrito. Foi através de Schelling que Max começou a relacionar a historia da linguagem para a história da religião.

A intenção da interpretação histórica dos Vedas fica mais evidente quando Max Muller escreve privadamente em 1868, uma carta a George Campbell , o recém-nomeado secretário de Estado para a Índia.

“Índia foi conquistada uma vez, mas a Índia deve ser conquistada de novo, e que a segunda conquista deve ser uma conquista por educação.”

 

Uma das evidências que mostra a fraude dessa tese é que não só os indianos usaram o termo nobre para descrever a si mesmos como superiores moralmente, mas outros povos também o fizeram. Na Irlanda usa-se Iri, no Irã, Ira e na Índia Arya.  Todas as formas designando o próprio povo como nobre.

 

  • 2ª teoria da invasão ariana – elaborada por Van Lysebeth. Ideologia marxista (opressor e oprimido).

Em 1968, quando Andre Van Lysbeth escreve seu primeiro livro, J’apprends le Yoga em Paris, a cidade vivia o fervor da famosa Revolta dos Estudantes. Os estudantes reivindicavam liberdade sexual e acreditavam que quase todos os problemas do mundo deviam-se a forças opressoras que subjugavam os mais fracos.

Van Lisbeth estuda uma antiga Civilização que povoou o noroeste da Índia de 3400 A. C até aproximadamente 2000 A.C e que provavelmente por abalos sísmicos que são comuns naquela região fez o principal rio, o Saraswati, mudar de direção o que fez este povo entrar em declínio.

Evidências não interessam muito a quem quer encaixar na história uma visão ideológica. Então, Van Lysbeth, se apoia na teoria de Max Muller, mas troca a narrativa.

Agora, são os árias os vilões opressores. O povo de pele branca, invade os fragilizados indianos de pele escura. O povo que foi oprimido tinha uma Cultura mais elevada, mas como era pacífico perdeu a guerra e foi subjugado. Segunda Van Lysbeth o povo drávida vivia uma sexualidade totalmente livre, valor que foi proibido pelos arianos patriarcais e opressores.

Parece roteiro do filme Avatar, mas até hoje muita gente acredita nisso, mesmo não havendo nenhum registro que demonstre o que esse povo pensava ou como se comportava. Justamente por ter poucas evidências essa história encaixou como uma luva para as ideologia dos centros acadêmicos europeus.

 

  • 3ª teoria da invasão ariana – Elaborada por Shri Kant Talegari – não houve invasão ariana 

O Rig Veda é a primeira grande obra literária da História da Humanidade. Contém mais de 10 mil versos e foi composto por centenas de autores. Cada verso do Rig Veda tem a indicação de quem foi o autor ou a família que fez a inserção literária.

Os hinos eram cantados e descreviam os rituais de sacrifício em que acreditavam conseguir extrair a essência espiritual do objeto ou animal sacrificado. Em seguida, de alguma forma transferiam a essência do objeto para uma bebida ou um alimento que seria posteriormente ingerida pelos praticantes ou patrocinadores do ritual. Quando ingerissem, ganhariam essa força espiritual extra, proporcionada pelo ritual. O Rig Veda é repleto dessas descrições e faz parte da primeira etapa do pensamento védico, chamada de Karma Kanda que é caracterizada por esse tipo de ritual.

Este texto começa a apresentar conceitos importantes que serão explorados pelas próximas correntes literárias do pensamento indiano, mas ele está longe de ser uma Enciclopédia Universal da sua época, como alguns tentam vender.

Comparando a antiguidade dos versos com o local de origem das famílias que os produziram, o historiador Shrikant Talageri, demonstrou o movimento migratório desejado pelos príncipes de Kashi.

Os versos mais antigos foram compostos próximos a Varanasi e foram sendo produzidos até a região da Caxemira, cerca de 1500km de distância do local original. Com isso, os príncipes conseguiram unir culturalmente a região e habitar o local que para eles era sagrado, a região de Brahmavarta, onde hoje em dia fica a cidade de Delhi.

A família dos Príncipes de Kashi, a família nobre da época, chamava-se Bharatas.

O épico literário mais importante da Índia chama-se Mahabharata, Maha = Grande, conta a história da unificação da Grande Índia, que ainda hoje intitula-se de Bharata.

 

Links

Curso Yoga – Formação de Professores

 

 

 

 

 

 

Narrativas Internas – Podcast #23

 

Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e está começando 23º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast que eu tenho grava semanalmente trazendo um pouco sobre a cultura sânscrita, cultura antiga da Índia, e também informações sobre coisas que acontecem em nosso cotidiano, filmes e estabelecendo relações entre esses mundos aparentemente tão distantes, mas na prática, tão próximos.

Hoje nós vamos falar sobre narrativas internas e o quanto elas podem dificultar a nossa percepção da verdade. A verdade é um valor muito importante dentro da cultura hindu. Patanjali, que é o primeiro escritor de yoga (nós falamos algumas vezes sobre ele), fala sobre o principal obstáculo do yoga, segundo ele, que é Avidhya, a ignorância. Ignorância esta que é a causadora das perturbações da mente, Avidhya pode ser traduzida também como falta de sabedoria.

Quando Patanjali fala sobre Avidhya, deixa claro a relação dela com a verdade. Ele fala sobre no capítulo 2, no sutra 5 e 6, da seguinte forma:

“Falta de sabedoria, Avidhya, é como o campo onde nascem as demais perturbações, quer sejam adormecidas, enfraquecidas, isoladas ou totalmente ativas. Falta de sabedoria é a percepção da eternidade, pureza, bem estar, individualidade, aquilo que é perecedor, impuro, desagradável e não individual”.

A ideia de gravar o episódio de hoje aconteceu porque eu estou gravando uma nova aula para o curso de formação. Para quem não sabe, a gente tem um curso de formação de yoga online, no YogIN App, que serve tanto para aqueles que querem aprofundar o entendimento no yoga, quanto para aquelas pessoas que querem se formar e usar o yoga como profissão. Então, para estar pessoas, a gente faz uma avaliação, a gente tem dois encontros presenciais, então o curso tem as aulas teóricas on line e uma parte presencial para que possamos avaliar a qualidade das aulas e também se conhecer e ver como está a absorção do entendimento desta filosofia. E aí eu estava gravando uma das aulas, a gente tem uma das aulas que é sobre Samkhya que é uma antiga filosofia indiana que da base para o pensamento de Patanjali, eu estava desenvolvendo uma aula sobre o Yoga Sutra, como ele é baseado no Samkhya eles se casam em muitos aspectos, e dessa aula se desdobrou a ideia deste podcast que veio reforçar aquilo que eu estava estudando, mas de uma forma diferente e será complementar para quem estiver fazendo o curso de formação. Este podcast é gravado como os meus podcasts semanais, mas ele vai servir como parte desta aula que estou montando.

Nós vamos começar uma nova turma deste curso no dia 07 de agosto, então quem tiver interesse, como é um curso que a gente tem um acompanhamento diário, nas redes sociais tem grupos que são acompanhados diariamente, esclarecendo as dúvidas e conversando. Este é um curso com o número de vagas limitadas, há uma página na internet que explica detalhadamente qual é o currículo do curso e, para quem quiser, tem o link na descrição. Mas quem quiser saber um pouco mais, quiser entender mais e conversar com a gente sobre o curso, no dia 09 de julho a gente vai fazer um encontro online, então está aqui também o link para a inscrição gratuita no curso em que a gente vai falar um pouco mais sobre o yoga, mas explicar sobre o curso e tirar dúvidas dos interessados. Então fica o convite, a minha dica é a seguinte: se você vem ouvindo os podcasts semanais e vem gostando, eu garanto pra você que irá gostar desse curso. Ele é feito com muito carinho, eu e a Mayara que somos coordenadores do curso, nós colocamos bastante dedicação tanto da produção das aulas quanto na base de estudo. Além disso, tem vários outros professores que fazem parte do curso também, então não é apenas aulas minhas e da Mayara, tem também aulas da Renata Mosini, do Pedro Franco, que é um professor reconhecido internacionalmente com várias aulas gravadas fora do Brasil, Mila Monteiro que as pessoas devem conhecer das redes sociais, tem a Beth Pedotti, a Sá Souza. Todo esse pessoal tem aulas no aplicativo e as aulas são bem completas, elas abrangem desde um pouco de anatomia dos asanas, toa a parte de história do yoga, filosofia e principais técnicas. Então é um curso bastante completo e quem tem o interesse em conhecer mais sobre o yoga eu garanto que vai gostar do curso, quem está na dúvida, não sabe ainda, pesquise um pouco mais, talvez não seja o seu momento, este curso exige dedicação, ele realmente tem o que estudar, o yoga é uma sabedoria que vem sendo desenvolvida desde 3400 a.C., então a gente tem 5.500 anos de produção literária no yoga, então tem bastante coisa para estudar, mas obviamente dá para fazer através do curso on line como aprofundamento, de estudo, de curiosidade e dá para estudar dentro das suas possibilidades.

Vejamos o que Patanjali fala a respeito dessa falta de sabedoria, a Avidhya ou também chamada de ignorância. No capítulo 2, sutra 5 e 6 ele diz o seguinte:

“A falta de sabedoria, a Avidhya, é como o campo onde crescem as reais perturbações da mente, quer estejam adormecidas, esquecidas, isoladas ou totalmente ativas. Falta de sabedoria, a Avidhya, é a percepção da eternidade, pureza, bem estar, individualidade naquilo que é perecedor, impuro e não individual”

Esta é uma tradução do professor Carlos Eduardo Barbosa, eu vou deixar a tradução completa do Yoga Sutra no link da descrição. O que ele fala que é interessante aqui é a falta de sabedoria é você ter uma percepção da eternidade no que é perecedor, da pureza no que é impuro, há uma distorção da percepção, por vários motivos, perturbação da mente e tudo mais, a gente não vai aprofundar isso agora neste podcast, mas há uma interferência de uma narrativa interna e isso dificulta a percepção real, dificulta o encontro da verdade, e o trabalho do yôgin é destruir essa ignorância, destruir a Avidhya para ver o mundo realmente como ele é, para se perceber de fato como é. Para isso é necessário investigar essas informações que distorcem a percepção do mundo, para isto a Yoga Sutra sugere a aplicação de Viveka, o discernimento, o que define o que é o puro, o que é o desagradável, a capacidade de você diferenciar essas influencias da natureza e você ter, de fato, noção do que está acontecendo.

No quarto capitulo, Patanjali fala de diversas vozes internas que dificultam a investigação, como se fosse um colegiado de mentes e apenas uma consegue manifestar a nossa natureza autentica. Então, você é como se você tivesse vários conselheiros, mas todos eles, a não ser um, não vão te direcionar para um bom caminho e existe um conselheiro que é o Tita, que são as vozes das quais ele fala que te direciona para a manifestação da natureza autentica. Todas as outras são frutos de distorções de narrativas e a voz que manifesta a natureza autentica é reconhecida no aquietamento da mente. Quando a mente é preenchida por essas vozes falsas, deslocadas da realidade, ela tem muita dificuldade de ver as coisas como elas são. No capítulo 4, nos sutras 4, 5 e 6 Patanjali diz o seguinte a respeito daquelas vozes internas:

“Os Titas criados pela mente, surgem dentro dos limites da egoidade, o único Tita entre muitos é eficaz no corte a tendência a atividade, lá nesse Tita é o assento da mente, nascido da meditação.”

O yoga tem um exemplo muito claro de um assunto que se estuda muito no yoga, que mostra nitidamente o quanto essa tendência da narrativa distorce as coisas como elas realmente são. O assunto que vamos usar como exemplo é sobre a invasão ariana. Fala-se muito sobre esta invasão porque talvez ali tenha sido o início do yoga, mas a gente vai ver de fato o que há por trás dessa história e o quanto das narrativas ideológicas acabam distorcendo a visão da verdade.

Quando o acesso as antigas escrituras indianas era limitado, os estudos sobre o início do pensamento védico não pareciam corresponder com o que verdadeiramente aconteceu na história da Índia. Aqueles que interpretaram a história não estavam preocupados em ver as coisas como elas eram, mas sim encaixarem narrativas ideológicas dentro de evidencias históricas.

Existem várias teorias sobre a invasão, mas a primeira teoria a ser defendida foi elaborada a partir dos estudos de Max Müller, que tinha como ideologia a raça ariana como superior, então esta teoria se encaixou perfeitamente para as intenções intelectuais e políticas daquele momento histórico. A Inglaterra colonizava a Índia e estudava as melhores formas que houvessem para ter menos revolta com domínio britânico. O que eles poderiam fazer para gerar menos conflitos e para que os hindus aceitassem aquela superioridade que foi imposta na guerra através do governo britânico.

O texto mais antigo da Índia, o Rigveda, descreve “aria” como nobre, um povo superior moralmente. Como para os europeus também usavam a palavra aria, não foi simples demonstrar que o aria que o Rigveda se referia eram os europeus. Então, o indiano deveria aceitar essa colonização, porque foram os britânicos que haviam levado a cultura para a Índia. Esta era a tese de Max Müller, e depois esta narrativa casou bastante com a proposta do nacional socialismo, com o nazismo, comandado por Hitler, que buscava símbolos para afirmar suas ideias com a tese de Müller.

Em 1944, antes de iniciar a sua carreira na Universidade de Oxford, Müller estudou em Berlim Friedrich Schelling, dando continuidade à sua pesquisa sobre sânscrito. Foi através de Schelling que Max Müller começou a relacionar a historia da linguagem com a da religião.

Schelling era um estudioso, ele foi uma grande influência de Hegel, e começou a mostrar a Müller que se eles convencessem – Müller era um estudioso das religiões, ele foi inclusive o fundador da ciência das religiões –, usassem a linguagem das crenças para algo político, haveria uma aceitação maior do povo. Como dá pra ver no exemplo do Rigveda, já existia um povo chamado aria, que na verdade eram os indianos escrevendo o seu próprio povo que eles consideravam nobre, esse povo era superior moralmente, assim como todo o povo que conta a própria história. Os intelectuais pegaram esta história e se apropriaram, mas não tem relação com a realidade.

A intenção dos vedas, fica mais evidente quando Müller escreve uma carta privada ao George Campbell, que havia sido recém nomeado secretário de Estado da Índia, que fala o seguinte:

“A Índia foi conquistada uma vez, mas deve ser conquistada de novo e que a segunda conquista dever ser uma conquista por educação”

Eles identificaram esta ideologia dentro da história indiana, e começaram a direcionar o povo a creditar que eles haviam levado sabedoria e cultura para o país, e que consequentemente os indianos deveriam obedecê-los e respeitá-los. Essa vontade ideológica por trás da análise dos fatos, fez com que tudo fosse distorcido porque não houve um povo que saiu da Europa e chegou até a Índia para colonizá-la. Uma grande evidência disso é que não só os indianos usam o termo nobre para descreverem a si mesmos como os superiores moralmente, outros povos também o fizeram. Na Irlanda, usa-se “Iri”; no Irã, Ira e na Índia, Aria, todas maneiras de designar um povo como nobre.

A segunda teoria sobre e invasão foi formulada por Andre Van Lysebeth, um professor de yoga belga, autor de um livro bastante famoso chamado “Tantra, o culto a feminilidade”. Em 1968, quando Van Lysebeth escreve o seu primeiro livro J’apprends le Yoga, em Paris, a cidade vivia o fervor da famosa revolta dos estudantes que reivindicavam liberdade sexual e acreditavam que quase todos os problemas do mundo deviam ser as forças opressoras que subjugavam os mais fracos. Era a época da Revolução Sexual, de questionar as regras da sociedade e perceber o mundo como sendo um lugar de opressor e oprimido, então há várias escolas de intelectuais europeus que tinham este discurso, o que fez com que a Revolta de 1968 fosse tão forte dentro da cultura ocidental. O Van Lysebeth estava em Paris nessa época, ele publica o livro dele na cidade, e em seus estudos encontra uma antiga civilização que povoou o noroeste da Índia, de 3400 a.C. até 2.550 a.C., esta civilização chamada de Civilização do Vale do Indo provavelmente sofreu um abalo sísmico muito comum aquela região. Então houve um terremoto que desviou o rio Saraswati – quem já foi pra Índia sabe que as cidade vivem em função dele, quando um rio é desviado, a cidade morre – a civilização entrou em declínio até se extinguir completamente até 2.000 a. C. tendo um pico de 1.500 anos de muita produção, encontraram muitas evidências, mas nada escrito. As evidências não são interessantes para investigação quando se há o interesse em difundir uma ideologia. Então na época do Max Müller, o acesso aos textos era muito difícil, poucas pessoas conseguiam ler o devanagari (a língua em que os livros eram escritos), por isso, a capacidade de distorção das coisas era enorme e Müller cometeu erros crassos em relação a datação e tudo mais. Quando entra Van Lysebeth com esta narrativa toda, da liberdade sexual, do opressor e do oprimido e encontra essa civilização em que não há evidências históricas, se consegue colocar qualquer tipo de narrativa – porque não há como provar, a civilização não deixou nada registrado e o que há de registro escrito, não foi decifrado, eles criaram uma teoria que o povo da região era livre sexualmente, que explorava a sua sexualidade que deu origem ao tantra, embora não haja nenhuma relação com evidências históricas sobre isso. Eles criaram um ambiente perfeito, de uma sociedade perfeita que foi invadida pelos arianos, então ele aceita a teoria do Max Müller, houve a invasão ariana, que eram altos, loiros e de olhos claros e atacaram um povo que tinha muito mais cultura, que foi escravizado e toda a cultura foi perdida porque esse povo “malvadão” invadiu e destruiu tudo. Não há evidências históricas, como saber se havia uma sexualidade livre na época se não deixaram uma frase escrita, como dizer que o yoga já era praticado na época, que existiam técnicas, se depois, quando o Yoga foi compilado por Patanjali, não existiam tais técnicas que só apareceram depois, com os tântricos.

Então, esta história da Civilização do Vale do Indo é excelente para quem quer introjetar uma narrativa específica, não há evidência, então pode ser contada qualquer história porque não há como provar. Mas as evidências acabam deixando a tese muito fraca, justamente por não ter documentação e hoje em dia, só quem não continua estudando o assunto é que aceita “uma civilização perfeita, matriarcal, que vivia o amor livre e que criou o yoga”, isto já foi derrubado por vários tipos de estudos ao longo dos últimos anos, entre eles um estudo que a gente vai mencionar agora prioritariamente que é a terceira teoria que, pelas evidências, deve ser a que se aproxima mais, tem pontos que a gente consegue verificar evidências históricas, verdades, você consegue analisar o que tem de fato e que não é só fruto da cabeça de um intelectual que tem o interesse em passar uma narrativa a diante.

Esta terceira teoria é criada por um acadêmico indiano chamado Shri Kant Talegari e apoiada por muitos intelectuais, inclusive o David Frawley (vou deixar aqui o vídeo), pesquisador americano que também não acredita a invasão ariana, inclusive tem uma palestra que dele que fala sobre isso. A teoria do Talegari mostra que existe índice no Rigveda que é elaborado por cronologia, ele tem ali as famílias com o compositor. Então, ele começou a fazer um estudo dessas famílias e verificou que o Rigveda tinha um movimento: os mais antigos textos começaram perto de onde hoje é a cidade de Varanasi, mas que também era chamado de Kashi, os príncipes de Kashi era entusiastas (já falei a respeito em outro episódio) e patrocinaram a produção literária do Rigveda que foi produzido para gerar uma série de sabedorias locais para criar uma cultura local, uma tradição que era parte do que acontecia na época. Eles foram escritos ao longo da Índia, começando em e indo em direção ao noroeste do país.

O próprio movimento migratório do Rigveda mostra uma discrepância em relação as teorias da invasão ariana, porque nesta teoria o movimento começava no noroeste e ia migrando para o centro da Índia. O Rigveda, que é o primeiro texto, o mais antigo, começando em 3400 a.C. relata um movimento contrário, como citado anteriormente. Então, existe a teoria das duas civilizações que foram ocupando a Índia simultaneamente, mas a que realmente escreve os textos é a civilização existente em Varanasi e nas cidades seguintes.

Isto se parece muito mais com o que de fato aconteceu por essas evidências históricas, até datação e nomes, além de demonstrar que não houve essa guerra uma vez que havia muito espaço dentro da Índia, não havia porque brigar por terra, o que houve foi uma ocupação de um povo chamado Indo-europeu, que é um povo que habitou a região da China e da Mongólia, o centro da Ásia, e veio migrando para diferentes partes, inclusive a Índia, esse povo, sim, vem construindo sabedoria e cultura junto, mas ocupa aos poucos (ao longo de milhares de anos) e vai havendo uma produção e construção dessa civilização antiga que pode ser chamada de Sânscrita porque tudo produzido por ela foi em sânscrito.

Isso mostra que quando você se desfaz da vontade de ter uma ideologia e investiga onde está a verdade, você se aproxima muito mais das coisas como elas são e você consegue prever ou, pelo menos, pensar nas coisas de uma forma mais clara, sem distorção, isso favorece o seu próprio conhecimento, pois irá perceber fatos condizentes com a realidade. No momento em que você investigar a sua realidade, aquilo também fica muito mais próximo de ser verdadeiro.

Para finalizar, quem está assistindo o podcast pelo aplicativo, que você pode fazer quando é aluno, assinando qualquer plano você pode ouvir o podcast pelo aplicativo e a vantagem disto é que eventualmente é quando tem uma cena, ou alguma imagem citada por mim ela aparecerá. Quem quiser, obviamente estará na descrição, mas é mais fácil e melhor para assistir. Vou trazer aqui uma cena do filme Amadeus, que conta a história de Mozart. Ganhou muitos Óscares, se eu não me engano foi em 1985 ou 1986. Conto a história de Amadeus no e-book sobre respiração que eu escrevi no YogIN App, porque foi o primeiro filme que eu assisti no cinema, assisti com o meu pais, então me marcou e eu sempre gostei muito.

O Amadeus tem uma cena em que há uma conspiração contra Mozart, por inveja dos compositores da época, no caso do filme por Salimieri. Eles fazem uma conspiração contra Mozart que explica como é a sua obra, os conselheiros do rei já o intoxicaram com conselhos distorcidos, falando que Mozart havia produzido uma obra que podia gerar uma revolta social porque mostrava a opressão da nobreza sobre os servos. Então tem essa abordagem de que quando se coloca algo na cabeça, mesmo que não corresponda a realidade, tudo que é visto confirma no que se crê. O rei, em questão, proíbe Mozart de produzir a obra, este fica desesperado porque ela já está quase pronta e não pode mostrar nada ao rei. Mozart suplica tentando fazer com que o rei saiba qual é, ao menos, a primeira cena. O rei o permite mostrar, e agora vou deixar aqui a descrição:

Mozart não estava querendo mostrar uma situação de opressão, mas algo do cotidiano, que é um rapaz medindo a cama para ver se ela cabia. Como já existia essa narrativa, já tentou interpretar toda a obra com esse tema da revolta social, do opressor com o oprimido.

Então agora eu vou deixar o primeiro ato, que é o momento em que mostra essa cena e quem está assistindo pelo podcast vais poder ver, quem quiser ver a ópera inteira, tem a descrição no link. Até o próximo podcast.

Ohm Namah Shivaya!  

 


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Daniel De Nardi>

Daniel De Nardi

Daniel é Professor de Yoga há mais de 20 anos. Pesquisador do Yoga e das raízes dessa Filosofia Milenar. É autor de diversos livros: "Aprenda a Meditar com o Yoga", "As Origens da Meditação e do Yoga", "Asana - Posturas do Yoga", "Como a Meditação funciona?", "O Yoga do Autoconhecimento", "Pra que Meditar?", dentre outros. Também é responsável por produzir a série de podcasts "Reflexões de um YogIN Contemporâneo" do YogIN Cast, o canal de podcasts de Yoga mais acessado do Brasil. Instagram: @reflexoesdeumyogin

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Filosofia do Yoga | 22 ago 2021 | Daniel De Nardi
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Quais técnicas do Yoga podem estimular so chakras - Descobertas da neurociência mostram que estímulos corporais modificam a estrutura do cérebro. Sim, dependendo do que sentimos mudamos o formato do órgão dentro da nossa cabeça. Quando aprendemos algo novo por exemplo, o cérebro modifica sua estrutura física para conectar os neurônios necessários na assimilação do novo conhecimento. Pode acreditar, isto está acontecendo com você agora mesmo enquanto você lê e pensa sobre esse texto. Do lado YogIN, essas investigações começaram antes, durante o período chamado de Renascimento Indiano, no séc. X d.c. Explorar o corpo era a palavra de ordem deste movimento cultural que tinha como objetivo dar mais liberdade aos indivíduos. O sistema de castas mantinha o poder nas mãos dos brahmanes, os sacerdotes que conduzem os rituais e ensinam as escrituras sagradas. Estes pregavam que a única forma de realização pessoal seria seguir exatamente o que está escrito nos Vedas e nas outras escrituras importantes. Só que um grupo de YogINs começou a questionar essa infalibilidade das escrituras. Começaram a investigar o que o corpo, em suas diferentes formas de manifestação, tem a dizer em relação às verdades de cada um. Para eles, o corpo seria o local onde estariam nossas respostas Isso incomodou os brahmanes que perderam poder à medida em que as pessoas entendiam que sentindo mais o corpo poderiam saber mais sobre elas mesmas e não ouvindo os rituais. Estas definições do corpo humano vão além do que se pode ver ou tocar. Os YogINs elaboraram explicações minuciosas de conceitos como prana, chakras e nadis. Escreveram sobre esses assuntos durante séculos até que no séc. XIX, intelectuais ocidentais como o pesquisador Sir John Woodroffe traduziram os principais deles para o inglês. Nesta época, assuntos relacionados ao Yoga eram vistos como religiosos ou filosóficos e não eram verificados por pesquisas científicas. Hoje em dia, a precisão das ferramentas de mensuração e das pesquisas tem aproximado cada vez mais as visões de corpo humano segundo os antigos indianos e o que a ciência sabe sobre nós. Muitas das comprovações podem ser encontradas no livro A  Moderna Ciência do Yoga do jornalista americano Willian Broad. Desprezar as observações feitas por toda a Índia ao longo de séculos é pensar que o conhecimento só passou a ser válido depois da criação dos métodos científicos propostos por Descartes no século XVII. Muita verdade foi relatada nesses textos, obviamente com linguagens diferentes e menos precisão que um artigo de Harvard, mas nem por isso menos valioso.   Chakras possuem estreita relação com partes importantes do nosso corpo Quando falo de importância, me refiro a quantidade de neurônios presentes na região. Possuímos neurônios espalhados pelo corpo todo; e claro, as partes que contem mais neurônios têm mais sensibilidade que as que possuem poucas terminações nervosas. Uma terminação nervosa é um acúmulo de neurônios, como se fosse um cabo formado por esse tipo de célula. Os neurônios são responsáveis por transmitir comandos de reação ao corpo. Quanto mais elaborada é a função de uma parte do corpo, mais neurônios precisará para cumprir seu papel. O cérebro é a região do corpo que mais concentra esse tipo de célula, mas também há grande quantidade deles no abdômen por causa das funções relacionadas a digestão e também ao longo da coluna. Para deixar claro, se alguém bater com bastante força a perna, a maior probabilidade é que tenha problemas apenas nessa região. Agora se a pessoa se ferir com violência em qualquer parte da coluna, corre risco de perder todos os movimentos voluntários do corpo. Regiões com grande quantidade de terminações nervosas, são as partes mais caras ao corpo. Voltando para o Oriente, os YogINs fizeram grandes descobertas de sensações relacionadas aos 6 principais chakras. Todos eles, localizados ao longo da coluna em pontos com grande quantidade de terminações nervosas. Se pensarmos de forma totalmente científica e começarmos a percorrer o corpo dos pés em direção a cabeça, qual é o primeiro ponto onde encontramos uma grande quantidade de neurônios ? No joelho? NÃO!!!!! Resposta correta = períneo; região situada entre o anus e os órgão genitais. Mesmo local em que os textos descrevem o primeiro chakra: muládhara (mula = raiz). Esta é uma parte do corpo que canaliza muitas dessas terminações nervosas para dentro da coluna, afetando diretamente o sistema nervoso central. É uma região muito sensível e essencial para o funcionamento dos órgãos genitais e de funções como o movimento das pernas. O Hatha Yoga Pradipika, importante tratado do Yoga do Renascimento Indiano, fala de um canal central no campo energético chamado sushumna. Dele brotam os principais chakras. A medula espinal é considerada um centro de transmissão de informações que recebe e transmite mensagens do cérebro para as partes periféricas e delas para o cérebro. Até mesmo as informações de estímulos involuntários como a digestão ou o piscar dos olhos, passam pela coluna. Nossa coluna funciona como um grande chip que distribui informação por aqueles canaizinhos que  partem para a borda. Tanto na visão anatômica científica quanto na visão de um corpo sutil, a parte central do corpo é essencial para o funcionamento de todo o resto. O sistema nervoso central precisa estar funcionando bem, com seus comandos sendo atendidos, para que a pessoa desempenhe suas funções, especialmente aquelas relacionadas a sensações ou pensamentos elaborados. Na visão YogIN, o canal central sushumna, tem que estar desobstruído para que uma energia situada na base da coluna chamada kundaliní seja despertada. Kundaliní é descrita como uma serpente adormecida ou como uma chama congelada. Refere-se ao potencial humano, oprimido por falta de autoconhecimento. Para que esse potencial seja despertado, tanto as funções do sistema nervoso central devem estar funcionando perfeitamente quanto na visão indiana, a sushumna deve estar desobstruídas. Há muitos outros casos em que essas duas formas de entender o corpo humano se assemelham. Por exemplo na relação entre amígdalas e o vishuddha chakra. A região da garganta é conhecida por inflamar em estados de stress quando o corpo dá respostas a algum perigo eminente. O vishuddha é relacionado aos pensamentos e como externalizá-los (voz). A ciência sabe que pensamento acelerado é um dos efeitos de altos níveis de stress. A proposta do Yoga com suas diferentes técnicas é canalizar prana (bioenergia) para os chakras. O direcionamento da atenção para uma parte do corpo, pode ampliar a circulação sanguínea naquela região. Se você não acredita, comprove com um experimento que está ao alcance das suas mãos. Ele também demonstrará a capacidade que você possui de interferir no seu corpo e que provavelmente não usa.  Olhe para as palmas das suas mãos. Se conseguir fotografe-as. Mantenha durante 5 minutos, sem nenhuma interrupção (sem Whatsapp até), toda sua atenção apenas em uma delas. Observe se não há diferença nas sensações das mãos e na cor delas. A mão que recebe mais atenção costuma aumentar a circulação de sangue. E o que isso tem a ver com os chakras? A concentração de sangue é usada no nosso corpo como um recurso para modificações. Quando uma parte do corpo começa a dar sinais de fraqueza, o corpo envia sangue como um mecanismo de resposta ao problema. Junto com o sangue, irão todos os nutrientes que o corpo possui para tentar resolver o problema. Mas não apenas quando estamos doentes o corpo usa sua capacidade de concentração sanguínea. Quando fazemos exercícios e precisamos melhorar o desempenho de algum músculo, ele também direciona mais sangue para a região trabalhada. A concentração de sangue contribui para diversos tipos de mudanças que vão desde o ganho de resistência, passando pela regeneração celular, oxigenação das células até a cura. O Yoga atua de diferentes forma para estimular os centros de força Mentalização (manaskriya) - o direcionamento de atenção para diferentes partes do corpo é parte do treinamento YogIN em qualquer tipo de prática (sadhana). Compressões de glândulas (bandhas) - compreensões estimulam a circulação do sangue (aqui você também pode fazer um teste simplesmente apertando sua mão com força por alguns segundos) esses movimentos de contração atuam em regiões com grande quantidade de neurônios. Períneo estimulado pelo mula bandha, e o plexo solar, que é região do abdômen onde há milhões de terminações nervosas por causa da digestão (manipura chakra); Posturas (asanas) - através do alongamento forçamos o corpo a direcionar sangue às partes mais trabalhadas. E finalmente respondendo a pergunta do título -  Quais asanas estimulam o chakra do coração? Portanto, não apenas o asana, mas toda técnica que estimule o fluxo de consciência/sangue/prana vai estimular o funcionamento de uma parte sensível e por isso mesmo, importante ao funcionamento do corpo. Mentalização, bandhas e asanas que atuam estimulando a região do coração ou do anahata chakra vão ajudar a trazer à tona informações que estão ali presentes e que podem ser muito úteis ao seu desenvolvimento pessoal. Boas práticas e muito amor! Quer saber mais sobre os Asanas, posturas do Yoga, baixe o livroi gratuitamente new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Respirar é Viver | 1 ago 2021 | Equipe YogIN App
Encerramento Mês da Respiração

Encerramento Mês da Respiração Encerramos o Mês da Respiração com uma super aula neste sábado reunindo na prática tudo o que explicamos sobre a importância da Respiração nas últimas semanas. Deixe nos comentários o que você achou do conteúdo do Mês da Respiração  

Pranayama - Respiratórios do Yoga
Respirar é Viver | 26 jul 2021 | Equipe YogIN App
Pranayama – Respiratórios do Yoga – Live

Pranayama - Respiratórios do Yoga - Na Live Pranayama - Respiratórios do Yoga abordamos os principais pranayamas do Yoga e como se pode adequar a prática de pranayama tradicional ao estilo de vida contemporâneo. https://youtu.be/6OvR4t5biZI   Você pode baixar gratuitamente o Hatha Yoga Pradipika, texto usado na live que abroda pranayamas. Quer ver o conteúdo completo da série - Professor de Yoga - Bases do Ensino? Clique na imagem abaixo e acesse a página dedicada a quem dá aulas ou está pensando em ensinar Yoga.   https://yoginappacademy.com/blog/pagina-da-serie-completa-professor-de-yoga-bases-do-ensino/  

hatha yoga pradipika
Respirar é Viver | 25 jul 2021 | Equipe YogIN App
Hatha Yoga Pradipika – Baixe o Livro

Hatha Yoga Pradipika - O Hatha Yoga Pradipika é um dos textos mais importantes do Hatha Yoga. Na Live sobre Pranayama, comentamos o 2º capítulo dessa obra que se dedica exclusivamente aos exercícios respiratórios, os pranayamas. https://youtu.be/6OvR4t5biZI Para baixar o clique no botão abaixo.