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MEDITANDO COM MOZART

MEDITANDO COM MOZART

 

O título parece aqueles clichês de meditação com música clássica ou mais algum estudo demonstrando que as crianças que ouvem Mozart aumentam o QI.

 

Não falarei nada disso. Eu estava revisando o livro Treinamento YogIN de Respiração – e na apresentação inicial, conto da vez que meu pai me levou para ver Amadeus (biografia de Mozart) no cinema e o quanto aquilo interferiu nas minhas pesquisas dali em diante. Parei de revisar e abri instantaneamente o GoogleDocs para começar a escrever este texto. Este clichê de que quando você tem uma boa ideia deve colocar imediatamente no papel, hoje não seria mais papel, é bastante verdadeiro. Quando a ideia vier, abra o que for preciso e aproveite, talvez ela não volte nunca mais.

Desculpe pela digressão, vou voltar ao assunto:

 

Mozart era um fanfarrão né? Produzia como se regasse plantas no jardim.

 

 

 

Não, não acredite nesse mito de que o gênio simplesmente recebeu uma benção. Não podemos negar diferenças genéticas, mas não há como construir algo sólido com pouco esforço. Queremos que isso seja verdade, mas…

 

Mozart, que é usado como exemplo perfeito desse clichê, morreu com 35 anos, sim 35. Começou a produzir aos cinco e em larga escala a partir dos 17. Mozart produziu em aproximadamente 18 anos mais de 600 peças – que desde: 21 óperas, 15 Missas, mais de 50 sinfonias, 81 concertos para piano, violinos, árias além outras coisas.

 

Façamos uma aproximação da nossa realidade. Sei que são duas tarefas diferentes com demandas diferentes. Atualmente, Woody Allen é considerado um dos artistas que mais produz. Escreve, atua e dirige seus filmes. Produz um filme por ano, marca única entre os diretores expressivos. Todo ano tem filme novo do Woody Allen, sempre me impressionei com isso.

 

Mozart compôs mais de uma Ópera por ano. Claro, fazer um filme é mais difícil que uma Ópera (alguns dirão será?). Só que Mozart não compôs “apenas” uma ópera por ano como Woody Allen e seus filmes. Nestes mesmos anos, ele compôs também uma Missa por ano, três sinfonias, dois concertos para piano, um de violino e a lista anual ainda vai longe. No final da vida, ele também dava aulas e se apresentava publicamente para ganhar um dinheiro extra. Agora explique como alguém pode produzir, sem nenhuma tecnologia uma quantidade que nem o Deep Blue é capaz de produzir sendo um gênio fanfarrão e indisciplinado?

 

Daria tudo para passar um final de semana com Mozart. Consigo imaginá-lo tirando música de tudo, das panelas cozinhando, do grito das crianças e de cada detalhe na melodia das risada. Consigo vê-lo se levantando, olhando para todos com aquele olhar de maluco que Tom Hulce imortalizou no filme. dizendo:

 


“Parem, preciso de um papel e uma caneta tive uma idéia!”

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Daniel De Nardi

Head de conteúdo do YogIN App. Autor de 6 livros sobre Yoga. Pesquisador da História do Pensamento Indiano.

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    ADRIANA BORGES - 11 maio 2017

    ESSE FILME É INCRÍVEL ACHO QUE MOZART FOI A PERSONIFICAÇÃO DO QUE É VIVER COMPLETAMENTE O ESTADO DE TURYA

    • Daniel De Nardi

      Daniel De Nardi - 12 maio 2017

      :-)

  • Avatar

    ADRIANA BORGES - 11 maio 2017

    EU GOSTARIA DE TROCAR UMA IDÉIA COM SALIERI TAMBÉM E PERGUNTAR A ELE COMO SERIA POSSÍVEL TANTA NATURALIDADE EM TANTA GENIALIDADE EM MOZART

    • Daniel De Nardi

      Daniel De Nardi - 12 maio 2017

      Talvez ele não fosse tão cruel como o filme representa, por outro lado é inegável o talento sempre acompanha a inveja.

  • Cris ferreira

    Cris ferreira - 13 out 2019

    Adoro quando o Daniel de Nardi, traz textos ou episódios no podcast sobre música erudita. :)