Realização do EU

La La Land e a Realização do EU – Podcast #01

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Filosofia do Yoga | 27 jul 2020 | Daniel De Nardi


La La Land e a Realização do EU – Podcast #01

A Realização do EU é um dos objetivos do Yoga, por isso, hoje começo um projeto antigo de produzir um conteúdo semanal que tenha significado pessoal.

Esta série de podcast que se chamará Reflexões de um YogIN trará relações da vida contemporânea com a sabedoria registrada nos shastras (textos clássicos da cultura sânscrita).

Como o YogIN pode aplicar a sabedoria do Yoga na sua vida cotidiana. Meu objetivo é trazer assuntos contemporâneos e analisá-los pela ótica do conhecimento YogIN.

Neste primeiro episódio, trago a reflexão sobre o filme que está dando o que falar em 2017.

La la Land foi o maior ganhador do Globo de Ouro e já teve 14 indicações ao Oscar

Só que a pergunta ainda não foi respondida.

O que o filme mais falado do momento tem a ver com o Yoga?

Ouça o podcast e descubra!!

ESSE PODCAST CONTÉM SPOILERS DO FILME

 

Esta série já completou 108 episódio e você já pode assistir todos eles!

Conheça a série REFLEXÕES DE UM YOGIN CONTEMPORÂNEO COMPLETA

 

Reflexões de um YogIN Contemporâneo – Série de Podcasts

 

Links

 

 

Transcrição do Podcast – La La Land e a Realização do EU

Realização do eu – 

 

Olá, pra quem não me conhece, meu nome é Daniel De Nardi e eu sou um dos fundadores do YogIN App, responsável pelo conteúdo do YogIN App.

Criei esta sessão do podcast que via se chamar Reflexões de um YogIN Contemporâneo, a ideia desse podcast é que ele seja semanal e ele vai trazer como nos dias de hoje a gente consegue aplicar a prática do yoga nessa vida cotidiana, no dia a dia de ter que pagar conta, de ter que trabalhar, de como a filosofia do yoga estaria funcionado juntamente com o cotidiano de pessoas comuns, normais que trabalham que pagam conta, que vivem uma vida normal que não são yôgins isolados no meio da montanha, ou yôgins  que viveram em tempos remotos. A ideia é trazer um pouco da cultura que vou chamar de dentro desse podcast de sânscrita. Por que sânscrita? A cultura sânscrita é mais do que a cultura hindu, porque vem antes do hinduísmo e envolve toda aquela região não só na Índia, mas do Paquistão, do Nepal, então tudo o que foi produzido em termos de conteúdo e até hoje esses conteúdos sãos escritos em sânscrito, então a ideia é trazer essa cultura, que tipo de informação que essa cultura sânscrita produziu e o que seria relevante para nós que vivemos um dia a dia em cidades agitada, onde quer que seja. Então, Reflexões de um Yôgin Contemporâneo vai ser essa a nossa temática, sempre trazendo assuntos cotidianos para dentro da experiência com o yoga. Eu sou uma pessoa viciada em podcast, falo viciada obviamente de brincadeira, mas desde que eu descobri, acerca de dois anos eu venho ouvindo regularmente porque eu acho que é um sistema de conhecimento, de transmissão de conhecimento espetacular,  o vídeo e essa a minha série poderia, deveria ser em vídeo, eu não tenho nenhum problema em ser filmado eu até tenho uma certa facilidade na frente das câmeras por que já dei várias entrevistas quando era mais novo em relação ao yoga, mas eu não me motivo vendo uma câmera, não é algo que me agrada, mas por outro lado a transmissão de conhecimento me agrada muito, e hoje quando eu parei para escrever pra começar a pensar num primeiro episódio que ia fazer desse podcast, eu pensei especialmente em escrever eu comecei escrevendo sobre esse filme que a gente vai falar hoje, porque quando um filme me impacta muito ou alguma situação ou alguma reflexão eu venho fazendo eu sinto umas necessidade de passar aquela informação ou de registrar aquela informação até pra minha própria pesquisa por que eu sei que aquele é um momento muito especial da reflexão ou algo que eu apliquei e funcionou e aquele momento pode ser perdido e se eu registrar aquilo pode ser usado tanto pra mim quanto para as outras pessoas. O que eu quero dizer com isso, o que acho é que o mais importante é a informação aquilo que vai te fazer viver melhor, é aquilo que vai te ajudar de alguma forma pratica isso é o que vale, e não aparecer na frente de uma câmera e tudo mais, como eu vejo a informação mais importante do que essa aparição eu acredito que o podcast é mais útil que os vídeos. O vídeo eu acho necessário quando realmente a expressão é importante. Então, por exemplo, a gente vai falar de um filme hoje, se você ouvisse um filme, ouvisse a história, eu já ouvi alguns áudio books também de romances, não é a mesma coisa, ali se perde mesmo porque o visual interfere, mas o que a gente vai falar hoje se você me visse falando isso não ia mudar o ais importante é a mensagem, a reflexão que eu estou querendo trazer aqui pra vocês. Este podcast vai trazer muito do que eu dou aulas regulares de yoga, diariamente, e boa parte da minha aula, além das técnicas, além da meditação tudo, são as reflexão s que eu consigo gerar junto com os meus alunos e aí não só eu introduzindo determinadas reflexões mas e também recebendo feedbacks e imputs porque é por aí que a gente cresce. A pessoa mais sábia ela sabe que consegue tirar conhecimento de determinadas situações e que tudo é importante no sentido de aprendizado, então essa maturação de reflexões que eu faço nas aulas que eu faço com os meus alunos eu quero trazer nesse podcast semanal aqui o suco disso, o que a gente tirou de extrato, o que deu pra dar uma depurada uma aprofundada no que for mais importante e trazer aqui pra vocês reflexões mais pura, mais direta já tendo passado por várias outras reflexões com outras pessoas e com outras opiniões. Além dessas reflexões tem o estudo diário que eu faço de yoga, então o yoga não é apenas a prática, a gente fala muito da prática e a prática é realmente importante, mas o aprofundamento do estudo do yoga é essencial pro caminho do praticante porque quando a gente começa a estudar, o estudo é uma lembrança, se a gente tiver trazendo o yoga para o dia a dia. Quando a gente estuda yoga a gente fica com aquela informação vibrante na cabeça e nas situações diária a gente traz aquele tipo de informação para lidar com o dia a dia, vamos ver o exemplo da concentração, que seria a coisa mais óbvia: a pratica de yoga é uma pratica de extremo treinamento de concentração, você tem que direcionar o foco ora pra uma coisa, ora pra outra, mas chega o momento que você tem de levar isso para o seu dia a dia senão não teve valor, porque o que adianta eu ali durante a pratica superconcentrado, mas eu não consigo ler duas páginas de um livro, então essa transferência do que a gente treina num extremo, na pratica ela tem que ser transferida para o dia a dia, então isso é muito importante, então vem a importância de a gente fazer estudos e leituras constantes do yoga pra se de fato querermos ver o yoga ser praticado no dia a dia.

Tenho estudado um curso de um professor chamado Carlos Eduardo Barbosa, e o Carlos traz muita informação diretamente dessa cultura sânscrita, diretamente da fonte deles que são Vedas, Upanishads, Puranas, textos antigos da cultura sânscrita que o tempo inteiro são trazidos pra reflexões, como referência. Não é algo que ele inventa, tira da cachola, mas sempre trazendo o texto que está sendo estudado e em cima disso cria-se uma reflexão.

O texto que eu vou apresentar hoje pra vocês, o contexto do texto é uma Upanishad e esse texto também foi me apresentado pelo Carlos. O que são as Upanishads? Os textos mais antigos da cultura são os vedas, eles são os primeiros textos a serem escritos dentro do hinduísmo, o hinduísmo reconhece os Vedas como a sua verdade suprema, digamos assim, assim como existe textos clássicos para outras filosofias e outras religiões, então os vedas tem uma grande importância. Então dentro dos Vedas se dividem em vários grupos de textos e ao final tem as Upanishads que são uma espécie de comentário dos Vedas ou aquele tipo de informação aplicado no dia a dia, mais ou menos o que a gente está fazendo aqui. Upanishad significa sentar-se junto, porque era o momento em que aqueles que estavam transmitindo conhecimento finalizavam e falavam “bom, agora vamos ver o que a gente tirou dessa informação dos vedas” e iam passando reflexões em cima daquilo ou os próprios brâmanes escreviam ou os alunos deles escreviam aqueles textos e aí isso acabou ficando como textos muito importantes até hoje, muito revistos na cultura hindu. Então, a gente vai falar de uma Upanishad específica, chamada Mandukya Upanishad e ela tem um sentido de realização de três eu’s que a gente tem no nosso corpo e a gente realizar o nosso eu mais importante, o mais verdadeiro que é o eu do coração (dentro do yoga há sempre uma busca pela verdade, o que é realmente você, o que é realmente a sua vontade e o que é a influência externa, a gente vive esse conflito, o mundo espera de nós uma coisa, a gente se coloca em determinadas situações em determinados papéis, mas internamente a gente tem uma voz eu vai dizendo muitas vezes o oposto ou coisas diferentes daqui que está se buscando fora), essa Upanishad traz a reflexão no sentido de que há uma interferência externa, e isso é revelado pelos outros eu’s, o eu da mente o eu do corpo, mas há aquele ponto que é o eu do coração que onde vem a voz verdadeira e, segundo a cultura sânscrita quando a gente ouve essa verdadeira voz, que seria a voz da consciência, a voz do eu, a gente não erra. Então a busca do yôgin é sempre uma busca de buscar uma verdadeira mensagem essa verdadeira informação, observação da consciência e transportá-la para a vida como um todo, transportá-la para o cotidiano, a vida, a gente expressar o eu que vem do eu do coração que não é um eu influenciado por influências externas é um eu mais puro, o que de mais verdadeiro você tem dentro de você. E pra expressar esse contexto de busca para realização desse eu, eu vou utilizar hoje como exemplo um filme, que está sendo falado no momento pela quantidade de indicações ao Oscar, o filme La la Land.

Pra quem já assistiu ao filme, vai consegui acompanhar melhor o que eu vou falar, quem não assistiu, mas pretende assistir, saiba que haverá spoilers que é quando a gente revela informações do filme mais pra frente, então esses spoilers podem atrapalhar quem não gosta de saber antes o que vai acontecer, enfim. Interrompe aqui a audição, vê o filme e depois volta aqui. Quem não se importa em saber, ou quem já viu, a gente vai comentar bastante a situação do filme que tem a ver com essa busca Mandukia Upanishad fala, essa busca da realização do eu, a gente vai usar o filme como um exemplo desse processo que é a busca do yoga, no fundo o que o yôgin busca é trazer esse eu e revelar esse eu pro mundo, no sentido de ser mais aquilo que realmente a consciência emana  de informação e de observação, falando, então de La la Land, primeiro é importante ressaltar que o diretor, Damien Chazelle – de quem a gente deve começar a prestar atenção, é algo pra quem a gente deve direcionar a nossa atenção porque certamente é um diretor muito expressivo e que vai fazer muito sucesso – Chazelle ele já tinha sido o diretor e o roteirista de Whiplash, pra quem não lembro este foi o filme que concorreu com mais chances no Oscar contra Birdman, acabou perdendo, era um filme que contava a história de um estudante de música que queria se tornar o maior musico de jazz de todos os tempos comparado aos grandes mestres do jazz como Miles Davis, Duke Ellignton e os outros grandes mestres do Jazz. Eu não sou um ouvinte de jazz, mas a cultura do jazz e essa busca – e especialmente Whiplash trouxe isso pra mim – eu acho que ela é muito interessante, o jazz tem muitos aspectos interessantes, como o filme La la Land mostra, ele explica o jazz como uma construção comunitária em eu cada um vai fazendo o que é importante pra si e no final há uma harmonia generalizada, isso tem muito a ver com ideia que o hinduísmo tem em relação a Dharma, que existe um Dharma, um objetivo de cada pessoa e que se cada pessoa cumprir verdadeiramente, o mundo como um todo estará harmonizado, ele está cumprindo o seu papel ele está andando porque todo mundo está expressando a maior verdade, que vem de dentro, então ele demostra essa reflexão com o jazz no momento em que ele vai apresentando os diferentes músicos para a Mia, que é a personagem interpretada pela Emma Stone, o Ryan Gosling ele vai apresentando e falando um pouco nessa individualidade e que ao mesmo tempo em conjunto se transforma em uma grande harmonia, então é interessante a gente observar essa relação também com o hinduísmo, com o conceito de Dharma.

E o Whiplash é um filme maravilhoso de uma busca, uma perfeição por conta de um propósito. O menino tinha certeza de que tinha de fazer aquilo, ele segui, ia ao limite daquilo, e o filme também traz essa reflexão de realização pessoal. E eu tinha gostado tanto de Whiplash que eu inclusive escrevi sobre ele, por conta do que eu falei anteriormente, dessa necessidade de você marcar um momento histórico ou de um momento seu, de uma reflexão que tinha de acontecer naquele momento, então Whiplash me toco muito eu escrevi sobre ele, vou deixar o link do texto que eu fiz quando o filme surgiu. O interessante é que Damien Chazelle, ele já era um estudioso de cinema, e ele estava fazendo Harvard e já tinha a ideia de La la Land e apresentou essa ideia para alguns produtores e os caras falaram “você tá louco, musical, nada a ver” e, como acontece no filme em que aparece cenas que a menina vai ser submetida a testes, ela é atriz, e aquilo representa tudo na vida dela, e as pessoas que estão vendo, analisando não estão nem aí, porque é mais uma candidata mais uma ali, do tipo “apresenta e tchau”. O Chazelle passou por isso, ele apresentou essa ideia que acabou se realizando num projeto fantástico, mas no momento os caras “mais um aí querendo tirar uma ideia que não tem nada a ver” e não aprovaram, aí ele veio e trouxe a proposta do Whiplash que era uma proposta menos arrojada, mas mesmo assim os produtores não aceitaram a ideia. Então ele falou “tá bom”, deu um passo mais pra trás, fez um curta metragem, esse curta metragem fez bastante sucesso ele acabou conseguindo ser conhecido e promovido, bancou essa produção, bancou Whiplash que, pros filmes da época, era um filme com um custo baixíssimo, mas apesar disso fez bastante sucesso, quase ganhou o Oscar e foi evidenciado por toda a mídia e aí que ele ganhou força para montar o projeto dele, que era o inicial, esse filme atual, La la Land. Pra quem não assistiu, tá ouvindo aqui, vale a pena assistir ao filme. Eu particularmente gostei mais do Whiplash, mas o La la Land traz reflexões e trás, é como se fechasse a conta   como se o ponto da realização pessoal ele estivesse ali mostrando os dois lados, que um é o lado da obsessão por ser de fato o melhor, pra marcar a história que é o caso do Whiplash e o outro ponto é o que ele apresenta nesse filme que também é uma visão muito interessante que é essa realização interna não precisa ser necessariamente mundialmente conhecida, a realização não é uma competição na qual poucos sortudos tem a chance de conseguir, a realização pessoal não é uma soma zero, em que eu vou disputar com você uma partida, se eu me realizar mais, você se realizou menos. Não, a realização pessoal independe do sucesso, ela é, como o próprio nome diz, algo pessoal, e esse filme mostra muito bem isso por que os atores, os personagens não eram os melhores, mas eles tinham uma busca pessoal que era a realização de um objetivo que cada um tem o seu. No caso o Sebastian que era o músico ele queria construir um espaço em que o jazz fosse verdadeiro, como ele acreditava que o jazz devia ser, e aquilo era a realização dele, não deixar o jazz, como ele acreditava que ele era, morrer e ser difundido, e ela era ser uma atriz famosa, de Hollywood, como existe milhares em Los Angeles buscando o sonho. Damien faz esses dois casos da realização, os filmes acabam sendo, como eu disse, conclusivos um ao outro.

Esse podcast, especialmente, a parte de detalhes do filme, eu me inspirei no RapaduraCast que é um podcast de quase duas horas gravados por especialistas em cinema, eu não sou especialista em cinema, eu entendo de yoga, mas não de cinema, de cinema eu sou um curioso, um estudioso, um admirador da arte do cinema. Então, quem quiser pode ouvir o podcast completo do La la Land vou deixar também o link aqui embaixo pra vocês.

A informação da relação do yoga com o filme, a gente busca o primeiro texto de yoga que é um texto que deve ser estudado por todos os praticantes e estudiosos de yoga, que é o yoga sutra, vou deixar também, uma tradução do yoga sutra do próprio Carlos Eduardo, muito boa a tradução ele é um super estudioso de sânscrito, vou deixar a tradução do livro dele pra quem não leu. Mas Patanjali que foi o primeiro escritor de yoga, a primeira pessoa que registrou uma obra só de yoga, ele fala muito sobre essa busca da identidade, e nas primeira frase do livro Patanjali deixa claro que ou você busca a sua verdadeira identidade ou você vai viver uma vida de outras pessoas, uma vida que não é sua, uma vida confusa que vai te gerar algum tipo de angustia e daí ele vai classificando as angustias, os medo. A obra é bastante ampla, quem quiser se aprofundar tem muito material sobre Patanjali na internet, mas o ponto aqui é essa confusão do que entre o que é o verdadeiro eu e o que a sociedade espera, isso é mostrado muito claramente em dois momentos especiais. Primeiro quando o Sebastian ouve a mãe da Mia questionando se era possível ele sustentar a Mia, eles conseguirem vier uma vida de conforto. Aquilo gera um conflito que Patanjali já alertava e que toda a cultura sânscrita vem trabalhando, que é eu vou fazer o que é importante, o que aparentemente os outros esperam ou que o meu medo impõe ou eu vou fazer aquilo que é a minha realização pessoal. Então no caso do filme fica muito claro que ele tem um medo que a Mia vá largar ele por que ele não é o que a mãe dela espera, então ele acaba seguindo um papel que não é dele, o próprio personagem ele acaba criando um personagem que não é dele, no fundo a Mia tanto fez como tanto faz. Teria dinheiro ou não, teria segurança. E ela relembra ele o tempo inteiro durante o filme que ele deve buscar o sonho dele, que é essa casa de Jazz, mas ele entra nessa confusão que é uma confusão já tratada nos textos da cultura sânscrita que e a confusão do medo interferindo na verdade pessoal de cada um E ele consegue um relativo sucesso como muita gente que busca papeis, criar personagens na vida, conseguem sucesso também, mas o ponto é como está internamente a sensação Patanjali fala dos kleshas das angustias das pessoas quando vivem esses papéis. Ryan Gosling, que é o ator, mostra muito bem isso no momento em que ele, no show em que se apresenta, aquele show pra todo mundo era absurdamente um sucesso, o que poderia ser mais sucesso do que o cara cantando para um plateia enlouquecida, ganhando dinheiro e sendo famoso, só que ele estava fazendo uma coisa que não tinha a ver com ele, não era a dele aquilo, então apesar de ele estar ali, ele conseguiu um sucesso que a sociedade acha que é o sucesso, mas pra ele não fazia sentido, agora esse sucesso não queria dizer que não faça sentido pra todo mundo, aparente mente o cantor da banda buscava, ou o cantor não, mas talvez um outro ali, mas a gente não pode julgar achando que quem faz sucesso faz um personagem, não necessariamente, talvez seja daquela pessoa. Assim como a Mia, buscava um sucesso como atriz e ela conseguiu ao final do filme, então não é “você faz sucesso, então, você faz um personagem”, não, é o que é pra cada pessoa. No caso do Sebastian não era a dele o sucesso, não era a dele ficar sendo ovacionado, mas ficar produzindo um tipo de música que ele não acreditava que fosse a verdadeira música que tinha valor pro mundo, ou pelo menos pra ele. Então ele entra nessa confusão, nessa angustia, começa a ficar atrapalhado, angustiado e ele acaba não conseguindo seguir essa linha e acaba buscando o que era realmente dele. Quando a gente está, de fato, seguindo essa vocação verdadeira, vão ocorrer momentos em que vai haver decepção. No caso do filme aquele momento em que a Mia vai, faz toda a produção de uma obra de teatro dela, escreve, se dedica, aluga um teatro e quando ela apresenta tem meia dúzia de pessoas, aquilo ali é uma situação muito dura, ela passou por muitas dificuldades, mas quando você tá buscando essa realização do eu o externo não pode ter tanta influência, porque você está buscando o seu, quem realmente está buscando a verdadeira realização pessoal tem eu se preocupar menos com o meio e mais com o quanto aquilo está afetando, seguir fazendo, seguir realizando, seguir correndo atrás do objetivo. No caso dela, fica evidente que essa busca incessante pelo objetivo que fez com que nessa meia dúzia que estava na apresentação, uma delas fosse a diretora que chamou ela. Então, é esse estar na ação do objetivo que faz você chegar num objetivo maior, não é ficar sendo famoso aqui que uma hora vai chegar meu bar, não, tem que estar agindo de acordo com eu, então ela estava agindo de acordo com o que era a vocação dela, no caso da Mia, daí surgiu em cima disso a oportunidade. E como eu já mencionei, mas eu vou ressaltar trazendo uma outra cena, a realização não significa necessariamente você está sendo maior, significa você estar agindo de acordo com aquilo que você sabe que é bom e é como você consegue contribuir para a humanidade, é esse tipo de investigação, de audição que o yôgin faz durante a sua prática, então quando a gente para o corpo, a respiração, quando a gente leva a nossa atenção para um determinado ponto por um tempo, o que nós estamos fazendo é dando uma oportunidade para que a nossa voz interna seja ouvida e ser, depois de ouvida, colocada em prática. A prática do yoga ela vai contribuir muito para essa audição, para essa conexão, pra você não estar agindo o que aparentemente é melhor para os outros, mas pra você seguir aquilo que é a sua verdadeira natureza, para fazer isso você não precisa ser o melhor e o filme mostra muito bem isso, até mesmo quando eles interpretam, então tanto tocar o piano foi o Ryan Gosling que tocou, e a Emma Stone também não sabia dançar, ela fez curso de sapateado ele fez curso de piano, mas eles não são cantores excelente, eles não são os melhores dançarinos, mas aquilo ali tinha a ver, no caso do filme, tinha a ver com a proposta do filme, e eles cantando mesmo sendo imperfeito tem mais a ver com a vocação do que você colocar o melhor. Então, nesse caso do filme, o objetivo era a realização do que você considera melhor, então eles não eram os melhores cantores, mas eles foram atrás e no final ficou muito claro, apesar do final triste porque eles não acabam juntos, o final é feliz, aparentemente triste, mas no fundo ele é feliz, porque os dois conquistaram os objetivos maiores, os dois conquistaram a realização, eles estavam de fato no final do filme no momento de realização eles estavam de fato expressando o que eles eram, ela tinha esse objetivo de ser famosa, ela tinha esse objetivo da família e ele tinha aquela paixão pelo local do jazz puro ele fala até do frango como algo original do jazz, que aquilo devia ter no espaço dele e tal.  O final é muito feliz, o final é a realização, porque pra realização algumas coisas você vai ter de abrir mão, o objetivo maior, no todo, eles acabam sendo pequenos, eles não ficarem juntos, pro filme, foi algo secundário.

Pra finalizar, como eu falei, muito da inspiração desse podcast veio do RapaduraCast, das minha reflexões com o Carlos e, também, do que eu venho estudando e conversando com os meus alunos, eu vou deixar no final uma das mensagens do Rapadura Cast que eu achei que foi a maior forte, a mais impactante e que tem tudo a ver aqui com o que a gente falou até agora, vou deixar o final do podcast com essa mensagem bonita, e eu me despeço aqui, espero que semana que vem estejamos novamente juntos refletindo sobre o yoga no mundo contemporâneo.

“Vou pedir uma permissão aqui também pra eu falar sobre isso, sobre a mensagem do filme mesmo, complementar isso que você tá falando, agora eu não vou falar com o Jura nem o Cica, agora eu vou falar com você, ouvinte, você mesmo que agora tá olhando pro lado aí como se não fosse contigo, é contigo mesmo que eu estou falando, você que tá ouvindo isso no busão, no seu trabalho, na faculdade, no seu carro, no seu sofá, na tua cama, onde você tiver, o que eu quero saber de você é o seguinte: você, hoje, tem a vida que você imaginava que ia ter na tua idade? E daqui a dez anos, que vida você imagina pra você? E mais do que isso, o que eu você anda fazendo em direção a vida que você sonhou pra você. É que nem o Juras falou, a gente sabe, a gente sabe a realidade é dura, a vida é foda. E pode ser que hoje você não seja a pessoa que você sonhou que seria há dez anos atrás e ainda sim isso não vai querer dizer que você não tenho se esforçado pra se a melhor pessoa que você pôde, que você pode ser. Como, também, pode ser, que anos atrás você tivesse energia, mas faltasse uma experiência, assim como pode ser o oposto, pode ser que hoje você tenha experiência, mas te falte energia necessária que você tinha antes pra buscar aquele sonho que só você sabe qual é. A questão é todos nós nascemos de uma história e todos nós vamos nos tornar uma quando a gente morrer, então o que eu estou te perguntando, cara, é que tipo de história você quer que seja contada sobre você? A resposta disso a gente não pode dizer, ela é sua pra você mesmo. Você e a única pessoa que pode decidir se você está fazendo o suficiente para ser a pessoa que você sonhou ser, o melhor do dia de hoje aqui enquanto você está compartilhando esse momento que a gente. É que pra gente, aqui desse lado, não importa se você tem a vida que você queria ou a vida que você gostaria de ter. O Einstein já dizia que a imaginação é mais importante que o conhecimento, ele estava certo brother, por que sempre vai ter esse lugar no abstrato, no seus sonhos, na sua imaginação, é esse que é o princípio do RPG, da literatura dos vídeo games de um show de música, até mesmo do RapaduraCast, é pra isso, pra te levar para um momento, te levar para um lugar que é só seu, então não deia de viver isso cara, por favor, nunca deixa de viver isso, quando a realidade estiver pesando, quando você achar que precisa de um momento de descanso em um mundo que seja apenas seus, o que a gente pode dizer aqui é seja bem-vindo ao mundo da lua, seja bem-vindo ao mundo espetacular do cinema, seja bem-vindo a La la Land.


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Daniel De Nardi>

Daniel De Nardi

Daniel é Professor de Yoga há mais de 20 anos. Pesquisador do Yoga e das raízes dessa Filosofia Milenar. É autor de diversos livros: "Aprenda a Meditar com o Yoga", "As Origens da Meditação e do Yoga", "Asana - Posturas do Yoga", "Como a Meditação funciona?", "O Yoga do Autoconhecimento", "Pra que Meditar?", dentre outros. Também é responsável por produzir a série de podcasts "Reflexões de um YogIN Contemporâneo" do YogIN Cast, o canal de podcasts de Yoga mais acessado do Brasil. Instagram: @reflexoesdeumyogin

Um comentário

    YogIN App Ângela |

    muito bem, abra o envelope 1!!

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Se quiser ajudar essa mensagem chegar a mais pessoas, vou ficar muito feliz se você avaliar esse podcast na Itunes ou no seu leitor de podcast do Android.   Abaixo os links citados no podcast Meu curso Yoga, Liberdade e Aprendizado que trata desse tema Entrevista lida no podcast  Meu curso sobre aprendizado que falei no início do podcast - Yoga, Liberdade e Aprendizado Curso online de Literatura do escritor Fábio Barreto Playlist de Meditação do YogIN App Se quiser aprender como acessar e assinar um podcast CLIQUE AQUI Transcrição do Podcast #02 - Cérebro Bom Exige   Cérebro bom exige cama, comida e aprendizado #02 Olá, meu nome é Daniel De Nardi e eu sou responsável pela parte de conteúdo do YogIN App eu venho trazendo pra vocês semanalmente neste podcast reflexões que entendam o mundo contemporâneo com uma vida agitada como nós temos, de que forma este mundo pode ser compreendido, pode ser ajudado por ensinamentos antigos, do que vou chamar de cultura sânscrita, que é a cultura que deixou registrada todos os seus insights na língua sânscrita que é uma língua antiga da Índia, traz o conhecimento do yoga para nosso os dias agitados e como esse tipo de conhecimento pode, de fato, nos ajudar a ter uma vida melhor. E essa, de fato, é a proposta do yoga, a proposta do yoga como uma “salvação”, digamos, nem tanto no sentido religioso, mas uma salvação de você livrar o sofrimento seja ele qual for. Este desconforto, tudo isso era a proposta inicial que desde Patanjali, primeiro professor a registrar os seus ensinamentos sobre yoga sempre houve essa busca pela libertação, para você ter de fato uma vida mais bem vivida, uma vida mais plena. Eu vou falar um pouquinho sobre o que aconteceu nos meus últimos tempos de estudos e trabalho pra você entender sobre o que a gente vai falar hoje que o assunto é o cérebro bom exige cama, comida e aprendizado. Na metade de 2015 decidi a construir junto com outros sócios o YogIN App e eu coloquei de fato toda a minha energia, e a minha capacidade para desenvolver o projeto porque eu acreditava bastante nele. Só que eu não sabia, não tinha uma dimensão do que era uma empresa de tecnologia, de fato a gente começou a montar mesmo sem querer, mesmo sem saber só. Era uma questão que a gente acreditava muito na mensagem do yoga a gente viu que era possível aumentar essa difusão desse ensinamento através da internet  e aí nos propomos a fazer esse projeto que foi um projeto bastante inovador desde o início como, por exemplo, ele trouxe aulas ao vivo, primeiro pelo hangout do YouTube, então toda a semana tinha aula, e hoje em dia a gente tem um sistema de transmissão da aula de forma interativa que no Brasil não existe, não existe em língua portuguesa alguma então foi um trabalho bastante diferente do que eu fazia. O nível de compreensão, de  aprendizado que eu precisei ter desde então foi bastante grande, teve de ser acelerado, uma empresa de tecnologia é uma empresa cara e não é simples vender na internet como as pessoa criam fantasias ou imaginam que seja que você vai montar uma coisinha e você já vai vender e ficar milionário, existe um oferta de conteúdo grátis na internet muito grande e muito qualificado, então pra você entregar algo que realmente tenha uma diferença que seja algo a mais que aquele conteúdo grátis ali, que faça uma diferença na vida das pessoas a ponto de elas querem pagar isso não é simples, como  por exemplo, você ligar a tevê e assistir o jornal nacional ou ver qualquer programa de tevê e você ir ao cinema que você se propor um gasto extra por que você vai ter uma experiência melhor de algo que realmente vale a pena pra você. Embora todo mundo venha com essa ideia, não é fácil vender na internet e o YogIN App teve uma necessidade de um desenvolvimento rápido de aprendizado e de desenvolvimento porque senão a gente não teria dinheiro suficiente para bancar o projeto. O YogIN App não teve investidores, ele foi desenvolvido com o nosso próprio capital, a gente se orgulha bastante disso, a gente não tinha tempo pra perder e tinha que sair atrás de aprendizado, e eu lembro que logo que eu comecei o trabalho no YogIN App eu tinha um certo receio de como eu ia mudar a minha assinatura no e-mail e isso era uma coisa que pra mim era algo que eu teria que parar e pensar, algo complexo, algo chato, algo que me incomodava a fazer porque era difícil era totalmente fora do meu trabalho. Como eu falei anteriormente, como eu comecei a desenvolver uma empresa de tecnologia eu tive que de fato mergulhar e aprender sobre isso e sobre tudo que envolve tecnologia, mesmo que alguns assuntos superficialmente como inteligência artificial, que eu tenho uma noção curta, mas não sou um estudioso, mas em outra áreas deu tive de me dedicar mais e estudar e aprender um pouco mais. Então, especialmente o ano de 2016 foi o ano, pra mim, que eu mais aprendi na minha vida. E eu aprendi sobre diversas áreas, desde a parte de literatura, eu me inscrevi num curso online pra escritores, o Conti, do escritor Fábio Barreto, quem tiver interesse vale a pena procurar, ele é um professor muito bom de literatura. Eu fiz curso de vídeos, eu fiz curso de inglês online, eu estudei muito durante esse ano de 2016 e praticamente todos os dias eu estuei algo sobre o yoga. Foi um anos que realmente cresceu muito a força do yoga, eu fiz uma revisão do yoga na minha vida tentando compreender outras visões e tentando o que de fato o yoga representava na minha vida, acabou me surpreendendo por que o yoga é muito mais daquilo que aparenta ou aquilo que é uma foto de um asana. O yoga busca uma natureza própria uma identidade totalmente pessoal, de a gente buscar a nossa verdadeira natureza e, de alguma forma trazer isso à tona ao mundo e isso é um aprendizado, é um caminho para a via toda a gente sempre tá presente externalizando a nossa real natureza é algo que o yoga se propõem a ajudar seus praticantes e é algo que pra mim faz sentido como busca pra todo mundo. Então se existe técnica pra isso, existe um estudo pra isso, vale a pensa a gente aprofundar, estudar e ler sobre isso, como eu disse no início do podcast vai nos ajudar a viver melhor, eu acho que não existe esforço mais bem empregado do que o esforço para uma vida melhor e é isso que de fato o yoga se propõe e pelo menos como experiência pessoal, ele conseguiu preencher. Então, o ano de 2016 muito aprendizado pra mim, e foi um ano que eu comecei a perceber que eu tinha facilidade de aprender assuntos diversos, e isso se deve ao fato dos meus pais terem me incentivado a estudar e praticar diferentes esportes e atividade, mas se deve pelo fato de eu ter começado a lecionar cedo eu comecei a dar aula de yoga aos dezoito anos, e quando você ensina você dá uma valor maior ao conhecimento porque você sabe que aquilo que você está aprendendo você pode ensinar para outras pessoas, então o conhecimento acaba tendo um valor duplo não só pra você, que você vai poder usar de alguma forma, mas pra passar para outras pessoas. Quando você é professor, seja de qualquer área, você tem que trabalhar a capacidade de aprender e de transmitir aquele conhecimento, então, quanto mais variado for aquele conhecimento mais fácil você aprende qualquer conhecimento. Voltando, quando você se limita a estudar profundamente uma única matéria, isso é interessante, é importante, se aquilo é a sua vocação se é o que você ama você realmente deve ir nessa linha, mas estudar áreas diferentes ajuda diferentes compreensões porque você vai criando associações diferentes, então, por exemplo você estudou literatura e depois você vai estudar você consegue fazer associações com isso, se você estudou história...então você vai fazendo associações que vão fazendo você compreender mais profundamente a área que está estudando naquele momento. E isso foi uma coisa sempre presente na minha vida eu sempre me interessei por assunto diversos e eu comecei a observar que eu deveria ajudar as pessoas nesse sentido, do aprendizado ou da transmissão do aprendizado, comecei a fazer anotações, insights, fui estudando e aprofundando discursos na área, também, e acabei montando um curso que no final do ano eu fiquei vinte dias com os meus pais foi um período bastante feliz pra mim e durante esses vinte dias eu consegui produzir e concretizar esse curso que eu comecei a desenvolver lá. E esse curso começa pelo aprendizado do yoga que foi a minha experiência mais forte, a mais presente no ano de 2016, uma revisão da minha forma de ver o yoga eu começo o curso mostrando a importância dessa busca pessoal para o aprendizado, o quanto você está conectado ou se conhece, vai ajudar ao aprendizado como um todo tirando no sentido de ir mais fundo no aprendizado quanto no sentido de aprender seja o que for, por que você vai estar mais conectado. Então esse assunto eu desenvolvo bastante no curso, vou deixar um link na descrição do podcast, quem tiver interesse pode clicar lá e ver. Eu falei desse curso porque nessa semana eu recebi uma reportagem de uma amiga minha, A Regiane, que sempre me traz conteúdos bastante relevante e eu parei pra ler e a entrevista tinha tudo a ver com o que eu tenha disponibilizado como curso na semana anterior ou há duas semanas, então como foi dois assuntos casados eu decidi hoje trazer essa entrevista pra vocês. Vou ler e comentar algumas partes e já trazer junto o assunto que tem tudo a ver com o assunto que eu acabei finalizando no final do ano. Bom, quem quiser eu vou deixar também o link da entrevista. Foi uma entrevista dada para a Folha de São Paulo por uma neurocientista chamada Tara Swart, e ela é especializada em liderança. A minha leitura de liderança ela não é tanto no sentido de você ser líder de uma empresa, ou de um tipo, mais a ver com uma liderança pessoal, quem de fato está comandando a sua vida. Você está sendo líder de você mesmo? Então, isso tem mito a ver com que o curso fala sobre a voz da consciência de você ouvir e de todo o sistema de aprendizado que o curso desenvolve. Esse tipo de liderança pra mim e para o yoga é a liderança mais verdadeira, quando a gente realmente tá comandando as nossas ações e não indo com o rebanho, fazendo as coisas porque é importante para as pessoas ou por uma pessoas específica ou por um desejo prazer ou por um medo, então você está realmente liderando as duas ações, pra mim isso é a grande definição de liderança, ela é especializado em liderança então ela vai ter essa visão mais empresarial, então ela começa falando que o início da formação em negócios vai passar por cursos que oferecem yoga meditação  ginastica comida saudável, segundo  a neurocientista Tara Swart. O primeiro ponto é que a ciência começou a chegar num ponto multidisciplinar de conexões sistêmicas, as coisas estão interligadas, que não é corpo e mente, que não é o cara é intelectual e sedentário, que você tem de ter para um bom funcionamento do corpo, você precisa de uma integração do todo, de  nada adianta você estimular o cérebro e deixar o seu corpo definhar, por outro lado de que adianta você só trabalha corpo se você não faz nenhum tipo de estímulo emocional ou cerebral, então o trabalho vem como um todo e isso foi descoberto pelos yôgins em todo o seu trabalho desde Patanjali, os nathas,  que é o segundo momentos do renascimento do yoga, que a gente pode começar ali pelo século VI d.C., eles trazem essa visão do corpo, que a ciência tá começando a aprender também. Então a neurocientista começa a trazer esse tipo de informação para as pesquisasse, então a Folha pergunta: - Como a neurociência pode ser útil na vida profissional? Tara Swart: - Quando você atua como um líder, se entender algumas questões chaves sobre o funcionamento do cérebro, conseguira tomar as melhores decisões e também extrair o melhor do cérebro da outras pessoas. Mas vamos pensar no nosso próprio comportamento, o quanto que as emoções e o cansaço afetam a nossa capacidade em decidir o que realmente a gente quer, então o yoga busca um estado em que a mente consegue ficar suficiente mente tranquila, para que a gente consiga ouvir a mais profunda voz, a mais verdadeira voz que é a voz que, segundo a cultura sânscrita, é a voz que vai tomar as decisões mais acertadas. Na cultura sânscrita o mais importante é a verdade, é você de fato estar conectado com essa voz da verdade, se você estiver lá você não vai errar por que você vai agir de forma verdadeira, de forma conectada com a sua essência. E o cansaço ou uma mente muito agitada, ela vai atrapalhar esse tipo de observação dessa voz interna. Ela fala no sentido mais físico de quanto o cansaço atrapalha o funcionamento do cérebro, mas aqui a gente tá falando não só do cérebro, mas também da consciência. A gente vai falar do cérebro, mas de uma consciência por trás que é o eu, o Purusha. E aí a Folha pergunta: - Como seria a escola de negócios perfeita no ponto de vista da neurociência? Tara Swart: - Quando você ensina, neurociência, precisa sentar com os alunos para aprender da melhor forma possível. Neurociência tem muito a ver com mudar o comportamento e conhecer as coisas novas. Vou dar a minha explicação, o comportamento ou a forma como a gente age e aprende também fisicamente está relacionado a nossa forma mental de aprender, o processo é o mesmo. Nos dois casos você precisa gerar um tipo de incômodo para que aja transformação. Quem quer desenvolver força no músculo ou alongamento, sabe que se ficar sempre na zona de conforto não vai mudar. O músculo muda quando você tira ele da zona de conforto e aí começa a gerar um estresse, que é o estresse que causa a mudança, o que acontece é eu você vai mudando o tipo de comportamento. E o comportamento, nesse caso do músculo, mas se você muda o tipo de comportamento mental ele vai facilitar o aprendizado. Quando você aprende várias áreas você está treinando uma mudança do comportamento natural que seria o comportamento de aprender só uma coisa ou poucas coisas. Daí ela continua a resposta: - Fazer exercícios pela manhã, antes do início das aulas deve ser incluído no programa porque assim os alunos vão faze-lo. Em dias que você se exercita, há uma chance maior de você ser mais produtivo por que o cérebro fica mais oxigenado, lembra mais coisas, aprende melhor e pensa de forma mais criativa, também há outros aspectos: a comida que consome, a agua que bebe, se toma café ou álcool a noite, tudo isso afeta o cérebro, então é preciso dar os melhores conselhos, mas também ajudar os alunos a ter acesso a isso. Precisa disponibilizar, ter comida saudável, ter água, muita água na sala de aula, por exemplo. Um outro nicho da neurociência que atua hoje nos modos de acalmar a mente e ajudar a focar no que realmente importa. Então, no fim do dia, no curso do MIT temos um guia que dá uma aula para acalmar a mente, também tem esteiras para que o aluno faça os exercícios, isso ajuda no que chamamos de aprendizado espacial. É uma técnica na qual você aprende alguma coisa, para e vai aprender outra completamente diferente, como correr. Pequenas coisas, como isso, estimulam o seu cérebro a aprender mais do que se você só ficar sentado ouvindo o professor falar. Bom, mais uma vez a questão. Primeiro essa coisa sistêmica que é o trabalho como um todo, então você exercitar o físico ajuda a parte cerebral. E outro é o que ela fala da importância de você aquietar a mente para que o corpo também se estabilize, para que a mente possa decidir de forma mais correta, ela precisa estra mais calma. “Um outro nicho da neurociência que atua hoje nos modos de acalmar a mente e ajudar a focar no que realmente importa”, então como eu falei, se você está com a mente mais tranquila, você começa a identificar o que é mais importante pra você e você vai tomar as decisões mais acertadas, se você tomar a decisão em função de agitação, ansiedade e turbulência você tem mais chance de errar. Mais uma pergunta: - É possível ensinar o cérebro a liderar? Tara Swart: - Pessoas tem habilidades naturais, mas há duas opções: ou ficar nessas habilidades que possui ou aprender novos hábitos e comportamentos, sabemos hoje que o cérebro tem plasticidade e habilidade de mudar, não podemos exagerar dizer que todo mundo vai virar um líder, mas a maior parte das pessoas pode mudar e atuar no comando e fazer coisas que acham não podem fazer. Um caminho é aprender novas línguas ou um instrumentos musical, por que isso ajudar o cérebro a ficar flexível, o que permite pensar menos, solucionar problemas de maneiras diferentes e ser mais criativo. Sensacional essa resposta, porque ela fala aquilo que eu trabalho no meu curso, da importância de você desenvolver habilidades que aparentemente você não faria ou que você não se vê fazendo, você acha que não consegue fazer, mas que sabe que são importantes pra você, que gostaria de fazer. Por exemplo, tocar um instrumento ou falar uma língua que ninguém conhece ou que pouca gente fala, são habilidades interessantes de desenvolver e elas vão “remodulando” o nosso cérebro, porque o nosso cérebro é formado por neurônios, como todo mundo sabe, e esses neurônios ele vão se associando um ao outro criando caminhos de comandos cerebrais, quando você aprende novas habilidades você vai criando novos caminhos , então o cérebro de fato fisicamente ele vai se mudando, ele tem uma capacidade de plasticidade como qualquer outro músculo, de se modificar e essa modificação tem muito a ver com o tipo de estimulo que você vai dando para o cérebro. Se você vai estimulando o seu cérebro a diferentes habilidades, você vai desenvolvendo áreas que já estavam ali mas estavam adormecidas, mas você acordou por novos estímulos. No início não vai ser fácil, vai gerar um incômodo, um estresse, mas imagina isso, o quanto do seu cérebro tá dormindo e você pode acordar com coisas simples como fazer uma atividade que você não faz, estudar algo que você não estudaria, fazer um tipo de treinamento de meditação e ir evoluindo nisso para você treinar a concentração, a expansão da concentração, tudo isso você pode fazer. E por fim, a última pergunta dele é como melhorar o rendimento do cérebro. Tara Swart: - É preciso começar com parte física dele, primeiro ele precisa descansar com sete a nove horas de sono por noite. Se não fizer isso, terá um QI menor no dia seguinte, é preciso dar mis nutrientes para p cérebro, o que significa consumir uma comida mais saudável, mais alimentos como abacate, salmão, ovos, óleo de castanha de côco, chá verde e beber mais água. Mantenha o corpo mais hidratado e o cérebro oxigenado através de exercício, não precisa ser nada pesado, só não pode ficar sentado o dia todo é preciso ser ativo, se você não tiver tempo apenas medite e respire melhor, isso já ajuda a oxigenar o cérebro. Por último, é preciso levar um pouco de simplicidade para a rotina, ser um líder exige muito do tempo, então, se não se organiza o cérebro vai perder tempo com questões menos importantes como escolher qual roupa escolher para vestir no outro dia de manhã. Muito bom, ela coloca essa importância, não precisa ser alguma coisa exagerada. Eu já treinei exageradamente há uns anos e eu sei que quando você treinar muito deixa o seu cérebro lento e difícil por que você coloca uma energia tamanha pro físico que aquilo dificulta a sua capacidade intelectual por conta do cansaço. A gente pensa pior cansado, e quando você faz uma atividade que pode ser asana ou pranayama, como ela mesma falou, mas pode ser outra atividade também, você precisa regular essa atividade para que ela te traga energia e não você ficar extremante cansado. Você pode fazer isso se o seu objetivo é um desenvolvimento corporal “ok”, mas se o seu objetivo é um desenvolvimento mais completo, como ela tá falando aqui, é interessante esse trabalho de exercício física não ser desgastante, mas ele é essencial para te dar um gás pra te dar um up. Então isso ajuda a gente a pensar melhor, a tomar melhores decisões e fazer essa busca essa investigação dessa natureza interna. Então eu fico aqui, quem quiser ler a reportagem completa acessa o link abaixo e quem quiser saber do meu curso também no link abaixo. Uma boa semana a todos e nos vemos semana que vem em outro podcast.

Filosofia do Yoga | 10 ago 2020 | Fernanda Magalhães
Por que o Yoga não é uma atividade física

Quais a diferenças de uma atividade física e de uma prática de Yoga. Porque o Yoga não é uma atividade física é uma pergunta feita por alunos de Yoga, mas também por profissionais de Educação física que eventualmente querem saber mais sobre a prática de Yoga. O motivo do Yoga não ser uma atividade física é explicado neste post, mas você poderá aprender mais acessando o canal de Podcasts do YogIN App clicando na imagem abaixo. https://soundcloud.com/yogin-cast Sou professora de Ashtanga e Vinyasa no Rio de Janeiro e, além das aulas no estúdio e aqui pela plataforma do YoginApp, dou aulas também em uma academia de ginástica. Recebo muita gente me perguntando se seria melhor fazer yoga ou pilates, ou se há problemas em sair direto da aula de yoga para o spinning ou vice e versa. Esse tipo de pergunta é natural de quem observa uma aula de Yoga baseada na execução de posturas, chamadas de Asanas. O que sempre tento explicar à estas pessoas é que o Yoga não é um exercício físico e sugiro que separem as coisas. Sim, movimentamos o corpo, suamos, alongamos a musculatura e fazemos  força durante uma sequência de asanas, mas tudo isso é apenas uma parte do Yoga, que por trabalhar aspectos do corpo físico, provoca a confusão aos olhos ocidentais. “Em primeiro lugar, se expõem os asanas, pois eles constituem o primeiro passo do Hatha Yoga. Os asanas se praticam para conquistar postura firme, saúde e flexibilidade” (Hatha Yoga Pradípika 1:17) Embora a saúde, a força física e o equilíbrio hormonal sejam extremamente importantes para a prática do Yoga, são apenas alicerces para a construção de um caminho de volta ao Eu. Aquele Eu que é parte do todo e não está preso a visão do ego. [caption id=\"attachment_527464\" align=\"aligncenter\" width=\"364\"] Por que o Yoga não é uma atividade física?[/caption] E se o Yoga não é exercício, o que ele é? O que é o Yoga? O Yoga é um dos seis sistemas ortodoxos da filosofia indiana, o que trata da relação com a mente. O grande tratado de Yoga foi compilado por Patanjali entre 400 e 200 A.C. É deste tratado, o Yoga Sutra, que obtemos a afirmação de que Yoga é a supressão das instabilidades da mente (em sânscrito: yoga chitta vritti nirodha). A partir desta afirmação, Patanjali descreve oito passos para o sucesso da tarefa e, entre esses passos, é apresentada a parte do trabalho corporal (asanas). É bem razoável compreender que, sendo seres humanos, vivendo em um corpo físico, nada seria mais natural do que usá-lo como veículo para vivenciar todas as outras 7 partes deste caminho ao Yoga. Nosso engano ocorre ao tentar compreender uma Cultura pelo olhar de outra. Não há a mesma bagagem para gerar a mesma compreensão. Principalmente nós, ocidentais, que estando muito identificados com o físico, acreditamos que nós somos o nosso corpo, enaltecendo tudo que é executado por ele. Neste corpo, incluo a mente como conhecemos, esta que lê o mundo através dos nossos sentidos (visão, olfato, paladar, audição e tato) e traduz em uma língua de condicionamentos adquiridos e pré-estabelecidos em nossa mente. Então as posturas psicofísicas (chamadas de asanas) caem como uma luva para desviar a atenção da mente condicionada direcionando para uma percepção mais ampla do Eu, desconectado dos processos mentais que geram ansiedade, estresse e depressão através do foco no corpo. Ansiedade, estresse e depressão são três dois problemas mais comuns gerados pela mente inquieta e descontrolada. E quem nunca? Existe uma relação direta entre Estados mentais e o corpo, como a respiração acelerada provocada pelo medo ou os ombros e pescoço rígidos por estresse. Um dos benefícios da prática de asanas (as posturas psicofísicas) é trazer a relação oposta trabalhando o corpo  para provocar o estado mental desejado. Por exemplo, a tensão da mente pode ser eliminada através do alongamento de músculos e a ansiedade afastada pelo controle do tempo de inspiração e exalação. E da mesma forma medos podem ser ultrapassados e traumas vencidos. Este trabalho corporal inclui não só a execução de alguma sequência de ásanas, mas também exercícios respiratórios e técnicas de limpeza e purificação. “À medida que aperfeiçoamos o asana, começamos a entender a verdadeira natureza da nossa corporificação, do nosso ser e da divindade que nos anima… Para compreender isso, é preciso mais do que proficiência técnica; cada asana deve ser realizado não como um simples exercício físico, mas como meio de entender o corpo e então integrá-lo com a respiração, a mente, a inteligência, a consciência e o centro” (B.K.S. Iyengar, Luz na Vida)   Então, o Yoga, antes de atividade física é uma atividade para o controle da mente, onde o físico é utilizado para acessarmos estados diferenciados de consciência. E por isso, não é errado iniciar seu estudo do Yoga através da prática de asanas, pois precisamos vencer essa barreira de identificação material para conectar com as partes mais sutis da prática. Essa é só uma forma contemporânea de nos voltarmos ao centro. Na próxima vez que você subir no seu tapetinho, observe mais os efeitos que o Yoga tem em sua vida, não só no seu corpo físico, ou ta tonificação de seus músculos e flexibilidade. Yoga é união, trabalhando você por inteiro, como parte de um todo. Namastê! new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Qual a diferença de Praticar Yoga pelo YouTube de ter seu próprio Studio de Yoga Online? No YogIN App Studio temos aulas de Yoga ao vivo todos os dias e você também pode fazer aulas gravadas montadas em formato de série conforme seu objetivo na prática. Digamos que seu objetivo com o Yoga seja Alongar. No YogIN App Studio você encontra uma série que vai passo a passo produzir melhor alongamento. Agora, se o que você quer no Yoga é Silenciar a Mente. Neste caso, você também encontra Séries de Aulas que Silenciam a Mente a partir da Respiração ou Meditação. Além disso, os alunos do YogIN App Studio recebem materiais complementares para conhecer melhor tudo o que está por trás dessa prática milenar. Aulas de Yoga Ao Vivo Todos os Dias No YogIN App Studio você pode fazer aulas de Yoga ao vivo todos os dias. Para conferir a programação com toda a agenda de aulas dos próximos dias - CLIQUE AQUI e busque o que espera com a prática de Yoga. Aulas de Yoga Gravadas com seu Objetivo Para entender melhor como as aulas no YogIN App Studio estão organizadas - CLIQUE AQUI e busque o que espera com a prática de Yoga. Então se está buscando o Yoga com algum desses objetivos, faça a aula recomenda acima e perceba em si mesmo se a prática funciona. Não vai custar nada essa aula de yoga online gratis e acho que você vai gostar.

Dois documentarios para desistir do yoga
Podcast de Yoga | 9 ago 2020 | Daniel De Nardi
Dois Documentários para desistir do Yoga

Os Dois Documentários de Yoga terão spoilers! Serão Dois Documentários para desistir do Yoga! Está preparado? Se sim, dê PLAY nesse LINK Ou use o botão abaixo para ouvir o Podcastdos Dois Documentarios Para Desistir do Yoga PARA OUVIR O PODCAST CLIQUE NO BOTÃO   Confira os spoiler dos dois documentários de Yoga: Bikram Yogi Guru Predador Bikram é um professor de Yoga muito famoso nos Estados Unidos que chegou a ter mais de 1000 escolas, mas nunca foi aceito no meio do Yoga. Disse que foi campeão de Yoga na Índia com 12, 13 e 14 anos e depois disseram para ele não competir mais. Foi para os Estados Unidos e curou o problema que o presidente Nixon tinha na perna Começou a dar aulas de Yoga com um método que dizia ter criado, nisso ele era honesto, que consistia em 26 posturas e 2 respiratórios. Surgem diversas denúncias de alunas próximas a ele, situações nojentas. Quem quer entender melhor como isso não se encaixa com Yoga, ouça o podcast, Ä Desculpa do Prem Baba\". Nesse podcast é mencionado o caso do Bikram e de outros gurus e eu explico como gurus indianos que não são reconhecidos na Índia, vem para o Ocidente e agem como se estivessem acima das leis.  Seita de emagrecimento  O caso do Bikram tem a mesma conclusão dos outros casos. Se o professor ensina no Brasil, precisa respeitar as leis brasileiras, se ensina nos Estados Unidos, deve respeitar as leis da América. Não é porque ensina espiritualidade ou porque é indiano que pode fazer o que pensa, pois está acima disso tudo. Isso é discurso de guru picareta. Vou deixar também o link da série de podcasts em que comentei o    UMA - Luz do Himalaya Foi no mesmo dia que assisti o documentário do Bikram que comprei o ingresso para ver \"UMA, Luz do Himalaya\". Eu havia visto um video do Jonas Masetti e achei ele coerente nas explicações.  Vedanta, Índia, Ganges são coisas que atraem meu interesse.  O filme começa com isso e lindas imagens da Índia, daí entra uma personagem que não lembro o nome, mas lembro que ela é de Curitiba, essa personagem parece ter bancado a produção, pois o filme mostra mais ela em poses de instagram do que algo sobre Índia, Yoga ou Vedanta. O filme era para ter no máximo 30min, mas como eles precisavam passar no cinema tiveram que estender cenas desnecessárias e repetidas. Um fator que para mim é considerável é que uma coisa é fazer um vídeo para postar no Youtube, o que na minha opinião aceita todos os níveis de qualidade. O Cinema é outra coisa. O cinema é uma arte e uma vez que você se proponha a colocar algo na telona, você precisa respeitar a tradição daquela arte.  O filme não tem roteiro,  não tem conteúdo, trilhas sonoras deslocadas, o filme é um vexame em todos os sentidos, no final, são apenas os minutos iniciais que agradam, pois a sequência é uma sucessão de clichês, cenas feitas apenas para a curitibana aparecer e cenas \"como a que ela é gravada mandando um áudio para um grupo, que são lamentáveis.\" Eles falando de ahimsa e chamando um negro pra falar de castas Nunca havia uma única explicação, era só exibicionismo, por exemplo a cremação  Nada em termos de espiritualidade, transformação  Nada sobre História ou tradição da Índia ou do Yoga Nada de Vedanta, mistura vedanta e yoga Fui ao cinema esperando ver cinema, mesmo que o assunto seja Yoga. Paguei R$38 pelo ingresso e o que tive que ver foi uma espécie de stories editado para 1h12min de sofrimento.   LINKS Filme disponível na NetFlix: Bikram Yogi Guru Predador Podcast  \"A Desculpa do Prem Baba\" https://yoginapp.com/a-desculpa-do-prem-baba-podcast-86 BONS DOCUMENTÁRIOS DE YOGA / ÍNDIA no YOUTUBE Varanasi, India Beyond https://youtu.be/fbmyclkGhWg Caminhos do Yoga - Filme de 2012 https://youtu.be/ARhuIMmIcBg Trilogia de Aprofundamento no Yoga https://yoginapp.com/documentario-de-yoga/  

Podcast de Yoga | 8 ago 2020 | Daniel De Nardi
Gratidão e Thanksgiving – Podcast #43

Gratidão o que a Ciência conhece sobre seu poder Thanksgiving, o dia da gratidão. Esse é o primeiro episódio a tratar sobre esse tema, mas ele vai além e discorre sobre comprovações do que funciona para construir felicidade.   https://soundcloud.com/yogin-cast/gratidao-e-thanksgiving-podcast-43   LINKS   O que a ciência sabe sobre felicidade - Superinteressante - Setembro de 2017. https://t.co/ygfpXMu2IA — Daniel De Nardi (@danieldenardi) November 24, 2017   Podcast do Murilo Gun sobre Gratidão - https://soundcloud.com/murilogun/gratidao   Pirâmide de Maslow   Leonard Berstein Episódio que fala do compositor George Gershwin  Mihaly Csikszentmihalyi Relato de Budapeste  Crítica sobre a obra de Sandor Marai, escritor Húngaro https://youtu.be/yG4tv9Sddcc   Trilha sonora da série - Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Transcrição: Gratidão e Thanksgiving -  Podcast #43 Está começando o 43º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, o seu podcast semanal a respeito de yoga e de assuntos relacionados a espiritualidade e outras buscas. Estou tentando encontrar uma frase que fique boa para este começo, mas isso não parece ser algo tão simples, se alguém tiver alguma sugestão pode escrever no comentários. Todo podcast tem uma slogan para abrir o episódio, e o meu cada dia penso em um diferente. Hoje vamos falar sobre gratidão, que é uma palavra bastante falada e difundida pelos iogues, quem acompanha o meu trabalho sabe que eu não uso muito essa palavra, não porque eu não goste ou não a valorize, mas porque acho que tenha se transformado em um clichê e acabou modificando um conceito do qual acredito, então acabo não usando, muito embora eu já tenha escrito sobre gratidão muito antes de virar uma tendência de hashtag. O texto que vou ler agora pra vocês escrevi em 2008, quando estava nos EUA no Thanksgiving, que é um dia especial pela gratidão, um dia que surge com o intuito de gratidão. Estamos falando após o Thanksgiving que foi ontem, na quinta-feira, e hoje vamos conversar um pouquinho sobre o conceito da gratidão e sobre esse dia. O texto que escrevi em 2008 diz o seguinte: “Hoje é dia de Thanksgiving, um dia para agradecer a tudo que temos, a data começou a ser celebrada em 08 de setembro de 1565 quando um grande almoço foi organizado de maneira colaborativa em Santo Agostino, Flórida, entre os exploradores ingleses e os nativos da América. Mesmo sabendo de todas as barbáries cometidas a posteriori, o fato de se ter reservado o dia para a consciência da gratidão foi bastante feliz. A gratidão é um dos mais nobres sentimentos humanos e é tão pouco praticado com sinceridade. Agradecemos o tempo todo por educação e não com o coração. Esse tipo de agradecimento só acontece quando estamos plenos, satisfeitos e consciente do valor das coisas. Só agradece sinceramente quem sente, vive e quem percebe com sinceridade. É preocupante o quanto reclamamos da vida e o quão pouco a valorizamos, agradecer é abrir espaço para receber mais e mais. Se recebo um presente e reclamo, é natural que quem me deu evite me presentear novamente, mas se agradeço com veracidade, a tendência é que eu receba outro presente e outro, e outro...Esse mesmo processo acontece na nossa vida, se agradecemos aos acontecimentos, aos amigos que temos, a boa relação familiar, ao sucesso no trabalho, abrimos espaço para continuar sempre.” Saiu uma reportagem, recentemente, na revista Superinteressante, falando sobre como construir a sua felicidade, na edição de setembro de 2017, ali eles usam de pesquisas cientificas e as comprovações relacionadas a felicidade. Um desses pontos, ao todo são sete comprovados pela ciência, é a gratidão, eu poderia explorara apenas ela, mas como a reportagem tá bastante rica e ela tem uma relação muito grande com o yoga, porque a medida que a gente observando que a ciência foi descobrindo como se produz felicidade, como a gente pode viver uma vida com mais bem estar, a gente vai observando que essas coisas, algumas delas que foram comprovadas já, mais da metade delas são trabalhadas na prática do yoga. Se eu quiser forçar, posso dizer que todas elas, mas tem algumas que são bem pontuais e bem nítidas, inclusive as citadas, como a meditação. Mas sabemos que yoga e meditação são uma coisa só, vou falar um pouquinho sobre o que mais me chamou a atenção nessa reportagem que achei interessante, e o que vale a pena relacionada a felicidade sendo construída pela prática, pela filosofia de como o yoga vê o mundo. A reportagem se chama “Felicidade, como construir a sua”, e eles vão tocar em sete pontos que foram comprovados pela ciência. Atitudes ou mudanças que se pode fazer para ter mais felicidade, mais bem estar. Eles usam bastante a pesquisa que cito aqui, uma pesquisa que foi transformada em documentário da Netflix do Happy, inclusive, eles vão citar aqui o Martin Seligman, que é quem conduz a pesquisa e o filme, então a reportagem diz que ele teve uma grande sacada, mas isso já havia ocorrido com outros psicólogos como, por exemplo, Maslov. Ele foi um dos primeiros cientistas a afirmar que a psicologia estava focando apenas em problemas e que se podia fazer um desenvolvimento através de coisas positivas. Que a gente poderia mudar aspectos da nossa personalidade a partir de aspectos positivos. Na reportagem eles falam que isso aconteceu pela primeira vez pelo Seligman, pesquisador da Universidade da Pensilvânia. A história começou a mudar em 1998, quando Seligman, especialista em depressão, deu uma palestra na Associação Americana de Psicologia. Ele pediu para que os cientistas se preocupassem mais com as qualidade humanas e não apenas com os seus defeitos, ali eles fundaram a psicologia positiva, que seria mais ou menos isso que eu estava falando, de você trazer estímulos positivos e trabalhar com aspectos positivos para melhorar problemas. Essa ideia já vem da cultura indiana, que se você tem um ambiente escuro, não se pode tentar expulsar a escuridão, tem que se trazer coisas positivas, mais luz. Então se a sua questão é ficar doente a todo o momento, a ideia não é ir se aprofundando na doença e nos remédios para trata-la, mas observar e praticar hábitos mais saudáveis ou evitar aquilo que tá aparentemente gerando aquele tipo de doença, então isso seria a psicologia positiva voltada para uma busca de felicidade. Então, quais foram os sete pontos que eles identificaram? A primeira teoria que eles abordam surge de uma pesquisa do Daniel Kahneman, que é o escritor do livro “Pense rápido e devagar”. Kahneman foi Prêmio Nobel de economia, por comprovar através do livro que temos a tendência de agirmos de determinada forma, e que isso acaba gerando, muitas vezes, uma intuição. De tanta repetição feita é desenvolvida uma inteligência que não é possível mensurar, mas que pela habilidade e repetição acaba-se agindo quase que instintivamente, intuitivamente. Ele provou outras coisas, como essa questão das memórias, que é a primeira dica em relação a felicidade. Ele fez uma experiência de medir a dor. Colocaram um paciente par medir o nível de dor, digamos que numa escala de 0 a 10, ele o mantiveram no nível 7 e no final da pesquisa eles diminuíram o nível de dor. Este paciente relatava a intensidade da dor que sentiu. Em outro paciente, o nível de dor mantido era praticamente zero, e no final eles aumentavam muito, o paciente ia de um nível quase nulo ao máximo de dor. Ao indagar o paciente, eles observaram que o segundo paciente relatava a experiência bastante dolorosa. Aqui entra a questão dos contrastes em relação a felicidade, que a gente precisa ter um contraste para que a gente perceba uma melhoria e aí sinta felicidade. Só que esses contrastes não podem acontecer o tempo todo, e isso é muito difícil, inclusive na reportagem isso fala, que se quiser manter esse estado de contaste o tempo todo seria necessário um desencadeamento de fortes (e boas) emoções, o que efetivamente é impossível. Não tem como gerar o tempo todo situações melhores, a vida vai sempre oscilar bastante porque a gente tem esse momento em que aparentemente está melhor, mas sempre se compara ao que aconteceu anteriormente. Não é necessariamente o real, depende sempre de uma comparação. O Kahneman diz que existem dois “eu’s” o eu do presente e o do passado, esses eu’s entram em conflito porque o do presente percebe as coisas de uma forma, mas a memória é diferente do que se está vivenciando. Então existe esse conflito dentro de nós, que a gente tem sempre o eu do presente e o do passado em conflito. É citada uma pesquisa realizada com os soldados da Segunda Guerra Mundial em que relatam como foi a experiência. Em 1946, cerca de 34% dos participante relataram que estiveram no meio do fogo cruzado e 25% confessaram te matado alguém. Quarenta anos depois os números haviam mudado, 40% disseram que haviam participado de batalhas e apenas 14% relataram que chegaram a matar. Ou seja, a passagem dos anos faz com que vida se torne mais aventura e menos perigosa, na hora, as vezes não é a melhor situação, mas as memórias que a gente vai criando, memórias positivas, não é o caso aqui da guerra, não é o caso da guerra, mas eles acabaram lembrando mais foi sobre a aventura que vivenciaram na guerra, e não das mortes. Isso é um caso extremo, mas na nossa vida a gente precisa, segunda esse primeiro ponto, geras memórias positivas, diferentes, gerar momentos que marquem a nossa vida de forma que os momentos de tristeza irão aparecer, que são esses momentos de flutuação ou de perda do status quo, sempre vão existir. E o que vai trazer o ânimo novamente, é o resgate das memórias positivas que a gente já teve. Tentar gerar movimentos, experiências diferentes são coisas que nos ajudam muito quando temos esses momentos da queda, por exemplo, eles falam sobre se investir em experiências muito mais do que em objetos, isso vai ser trazido quando se estiver num período mais pra baixo. A medida que se cria experiência, se ela tiver relevância, a gente acaba lembrando como algo positivo, mesmo que no momento tenha sido algo angustiante aquilo é lembrado de forma positiva. Investir em experiências pode manter a nossa fica com mais felicidade. A segunda dica é sobre meditação, como uma técnica para a melhoria do foco, isso as pesquisas já mostram, porque quando estamos no presente, a gente não tem tanto a vivencia do medo, não temos a vivencia da ansiedade, a vivencia do presente faz com que a gente reduza o seu medo e, consequentemente, o estresse, a preocupação constante que hoje a vida impõe as pessoas, e a meditação tem esse poder, de nos deixar totalmente no presente e, com isso, reduzir o estresse no nosso dia-a-dia. A terceira dica é o que eles chamam de estado de graça, essa teoria muito interessante – já a conhecia – é a teoria do Flow, uma teoria aplicada a administração, há muitos anos ela tem sido aplicada, mas agora cada vez mais pela difusão do Mindfullness. O Flow é, basicamente, o Mindfullness pra tudo, só que ele começou a ter comprovações científicas a partir de um psicólogo húngaro chamado Mihaly Csikzentmihalyi. (Há uns anos atrás fui para a Hungria sozinho, ninguém queria ir por ser inverno. A minha vontade de ir para lá se deu por dois motivos, o primeiro pelo fato do meu escritor favorito – Sándor Márai – ser húngaro, tinha um desejo de conhecer a terra dele; o segundo, porque na abertura do filme “Budapeste”, baseado no livro do Chico Buarque, tem uma cena filmada no Rio Danúbio, isso me fascinou a ponto de querer conhecer. Li um pouco que o húngaro é a língua do diabo, por ser a mais difícil do mundo. Quando cheguei no aeroporto de lá e vi as placas e ouvi as pessoas falando fiquei realmente assustado.) Csikzentmihalyi criou uma teoria de que o nosso cérebro consegue processar 110 bits e que quando fazemos uma atividade simples, estamos processando uma quantidade menor de bits. Se você faz uma atividade mais complexa, você vai acabar usando os 110 bits. Então se você está, por exemplo, dirigindo, é possível ouvir um podcast porque não exige totalmente da sua atenção. Agora, você não conseguiria fazer isso surfando, ali é necessário tem 100% da atenção no momento em que se está fazendo, ou qualquer outra atividade que exija 100% da atenção. As atividades que exigem uma atenção especial, geralmente atividade relacionadas a arte e ao esporte, deixam o executor tão envolvido que ele acaba entrando num estado de graça. A prática da meditação tem o intuito de levar a esse estado porque não estaria se usando os bits para nada além da função, pegaria algo simples e daria muita importância, isso faria com que o seu cérebro, ocupando toda a sua capacidade, desenvolvesse esse estado de graça, que é muito descrito em várias áreas, não apenas na meditação. Inclusive foi realizada uma pesquisa com 8 mil pessoas ao redor do mundo (monges, montanhistas, CEO’s...), esse estado de graça, o estado de flow, tem sempre as mesmas características, é uma concentração extrema que leva ao êxtase, um senso de claridade, um feedback imediato, a perda da noção do tempo e do indivíduo, e a sensação de que se faz algo maior. Isso é, efetivamente, uma descrição de um estado meditativo. A teoria do flow sugere que a gente faça essa ocupação da nossa capacidade do cérebro em todos os momentos, ou na maior parte dos momentos da nossa vida. Isso não abre espaço para preocupação. Por exemplo, quando se está no mar surfando, não tem como pensar que não se tem dinheiro para pagar o cartão de crédito, se está 100% focado no que está acontecendo no momento e quando se mantem mais foca nas atividades menos espaço se dá para o medo, para a preocupação, se faz essa vivência plena do momento presente, o que mantem um estado de motivação. A quarta dica eles chamam de antídoto para a tristeza, que seria uma capacidade de resiliência a suportar as dificuldades e se reabilitar por uma próxima dificuldade que vem à tona. Então seria não sofrer um baque tão grande, porque todos temos momentos na vida em que a emoção pesa, um momento mais difícil. Todo mundo já perdeu algum ente querido, perdeu algum relacionamento que gostava ou teve problemas no trabalho, isso é normal. O ponto é o quanto aquilo irá abatê-lo a ponto de você não voltar mais a vida como você quer viver, que pode desperdiçar, acabar com a vida de alguém quando ela não consegue se recuperar de uma situação emocional muito difícil. Isso não tem a ver com quantidade de dificuldade ou de dor que a pessoa está passando ou passou, mas sim com a capacidade de resiliência, de resistir aquela dor. Falei um pouco sobre o Sándor Márai, um outro escritor de romances, o Ian McEwan, tem como base em seu trabalho justamente esse tipo de situação, em que os personagens se colocam em situações extremas e não conseguem voltar à vida normal. Um bom exemplo é o livro “Na Praia” que retrato muito isso, o quanto um impacto pode acabar com a vida de alguém se ela não tiver a capacidade de se reerguer. Tem a ver com otimismo, de a gente ver a vida de uma forma positiva, saber que os momentos difíceis vão passar e que a gente vai poder se reconstruir, apesar de todas as perdas. A diferença entre o otimista e o pessimista é o tamanho da importância que eles dão para esses momentos mais difíceis, e a gente tentar dar menos importância para o que não está acontecendo de tão bom e valorizar mais o que é importante vai melhorar a nossa vida como um todo. Esse ponto está ligado a quinta dica que é a gratidão, o tema desse podcast, que será desdobrado em outro podcast a partir do que o Murilo Gun fala, que “gratidão não é moda e sim, tendência”. Moda é algo que passa, mas a gratidão faz com que valorizemos mais a vida, comecei lendo o meu texto que fala muito sobre isso, que ser grato faz com que as coisas venham com você. Nesse podcast do Murilo ele fala que a gratidão chegou para ficar, é uma tendência de comportamento, que não é passageiro, que marcou o nosso momento histórico, a gente está no momento de já resolver os problemas da humanidade, que a gente vai escalando nas necessidades, segundo Maslov, sendo essas necessidade fisiológicos, depois o ser humanos vai buscar um agrupamento e depois destaque nesse grupo, e dentro desse processo de evolução da sociedade como um todo, a gente está num momento em que não ´mais necessário lutar desesperada mente pela sobrevivência, algo que os nossos antepassados tiveram que fazer frequentemente. Hoje devemos ser muito gratos aos que vieram antes porque vivemos uma situação de conforto que não nos cabe outra coisa senão a gratidão aos antepassados, aqueles que sofreram para que hoje tenhamos a vida que temos. Lendo na íntegra o que a reportagem fala: “(...)5. Gratidão Ela surgiu em 2015 geralmente acompanhadas com fotos de pôr do sol ou de casais apaixonados, espalhou-se pelo Instagram e Facebook até se tornar a hashtag do momento. Logo, “#gratidão” virou desculpas para ostentar situações especiais pela rede. Mas não deveria ser assim, a gratidão – aquele genuína – que sentimos por alguém que nos faz bem, é uma fonte real de felicidade, pelo menos e o que dizem as pesquisas. Dois psicólogos da Universidade da Califórnia resolveram fazer o teste. Dividiram um grupo de participantes em três times. O primeiro, deveria escrever toda a semana frases sobre o que s deixam gratos; o segundo, sobre tristezas; e o terceiro, sobre eventos neutros, nem bons nem ruins. Depois de dez semanas, quem escreveu sobre gratidão, não estava mais otimista. Tinha feito mais exercícios e visitado menos os médicos. Faz sentido porque a gratidão funciona como um detector de coisas boas, quando começamos a agradecer pelos momentos bons da vida, e pelas coisas boas, ficamos também mais conscientes quando essas coisas acontecem de fato. Outra pesquisa mostrou que pessoas gratas apreciam mais as coisas simples do dia-a-dia, não dependem tanto de eventos extraordinários para se sentirem felizes. O bê-á-bá da gratidão Uma vez por mês, tire cinco minutos para escrever um e-mail para alguém que te ajudou, vale um professor inspirador, um amigo que te emprestou um dinheiro em algum momento de crise, uma ex-namorada que segurou a onda quando a sua mãe morreu...Pode parecer bobo e, talvez, você se sinta constrangido em enviá-lo, mas acredite, os efeitos do bem estar serão imediatos. Ao final do dia, anote três coisas boas que aconteceram nas últimas 24 horas, mesmo que pareçam insignificantes. Como, por exemplo o rapaz que ofereceu o lugar no ônibus para você sentar. Para incentivar o hábito, publique a lista todos os dias no Facebook, ao ver as palavras na tela, ela ficarão oficializadas e o saldo do seu dia parecerá melhor. Quando alguém fizer algo de bom para você, detecte e formalize o agradecimento na hora, faça uma ligação curtinha, mande uma mensagem no WhatsApp ou deixe um bilhete. O seu cérebro vai se acostumar a reconhecer as pequenas alegrias do dia-a-dia.” A sexta dica: nada e mais importante do que as pessoas. O Grand Studyé um estudo que começou a ser feito em 1938, eles se propuseram a acompanhara vida de 268 alunos da Universidade de Harvard até a morte com o objetivo de entender padrões em relação as escolhas, a felicidade, aos amigos. Hoje, dos alunos acompanhados, apenas 19 estão vivos, eles tem mais de cem anos. Um dos participantes era o John Kennedy. E o que a pesquisa acabou mostrando foi que as pessoas que tiveram menos problemas de saúde e que viveram uma vida com mais qualidade, o que ele tiveram não foi mais dinheiro ou mais fama, mas mais relações sustentáveis, saudáveis com a família e amigos de modo geral. As pessoas que tinham um casamento satisfatório, tinha isso bem mais como um valor do que o dinheiro e não obtiveram nenhum tipo de doença grave. Eles acabaram por mostrar nesta pesquisa, através do pesquisador, a conclusão de que a felicidade é amor. Então, a relação com as pessoas é muito importante para que se tenha a sustentação de um estado de felicidade. A sétima e última dica, para fechar, fala sobre a paz, de valorizá-la, de não gerar agressões ou conflitos desnecessários. Encontrar um tipo de solução, dentro do possível, já é uma grande contribuição. Isso que já é tratado no primeiro norma ética do yoga que é o Ahimsa, que tem uma relação com a paz. O princípio da não agressão é quando você tem certeza que não será agredido, só quando se tem essa tranquilidade é que se consegue ficar num estado de paz. Jamais existiria paz com possibilidade de agressão a qualquer momento. Então, se você não agride, você sabe que o outro também não irá te agredir, aí se gera um estado de confiança. Este é o podcast de hoje, ele começou com a música, homenageando a América, com um compositor nova iorquino Leonard Bernstein, a música é um trecho de um obra composta por ele chamada “The West Side Story”. A evolução da música clássica acabou indo para o cinema, como vimos com o John Williams e com o Phillip Glass, e também c para os musicais, como é o caso de Bernstein. Ele foi o regente principal do Lincoln Center durante muito tempo, compôs algumas óperas e foi para a Broadway. Independendo do veículo no qual está sendo veiculado, tudo é música e se está contando uma história através dela. Claro que a ópera tem um valor de antiguidade, mas a questão de ser popular é só devido ao momento histórico, hoje é mis agradável para as pessoas absorverem um musical do que uma ópera, mas no fundo eles são uma coisa só. E se vê esse momento de fusão que não aconteceu apenas com o Bernstein, mas também com o Gershwin, que é um outro compositor que morava em Nova Iorque e que passou a compor peças para a Broadway, falamos sobre ele no episódio 9 com o Rhapsody in blue, uma música bastante famosa. Temos aqui Leonard Bernstein com um trecho de “The West Side Story”. A história gira em torno do momento em que estava havendo uma desocupação da parte oeste de Nova Iorque, devido a construção do Lincoln Center. Bernstein conta a história de duas gangues rivais (uma de porto-riquenhos e outra de americanos) e um do líderes se apaixona pela irmão do líder da gangue rival. Uma história baseada em Romeu e Julieta uma ópera dos nossos tempos atuais. Leonard Bernstein ainda está vivo e compõe, trabalhou recentemente na composição de uma música pra um filme. Fiquem com um pouquinho de Leonard Bernstein um trecho de “West Side Story – América”.