O Oriente encontra o Ocidente, o início do Yoga por aqui – Podcast #13

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Filosofia do Yoga | 20 jan 2020 | Daniel De Nardi


Como o Yoga começou por aqui – Podcast #13

No podcast de hoje vamos entender quando o Yoga chega ao ocidente trazido pela influência de um violinista. O desconhecido no mundo do Yoga e famoso no mundo da música Yehudi Menuhin, primeiro aluno ocidental de B.K.S. Iyengar.

A primeira aparição do Yoga no ocidente acontece em 1893 na Conferência Internacional das Religiões em Chicago. Vivekanada, o yogin que primeiro falou sobre o Yoga no ocidente foi homenageado com o nome dessa rua na cidade onde a conferência aconteceu.

Depois disso, as ideias do Yoga não criaram raízes no pensamento ocidental.
A prática de Yoga começa a ganhar força apenas na década de 50 quando o violinista Yehudi conhece Iyengar e começa a traze-lo regularmente para palestrar no ocidente.

Primeiro na Suíça em 1952 e depois em várias cidades americanas, onde funda escolas e começa a difusão do Yoga no Ocidente.

Iyengar conheceu Menuhin em 1952 em Bombaim, Índia. Menuhin estudou com Krishnamurti que recomendou que Iyengar ensinasse Yoga ao violinista.

Quando se encontraram, Menuhin disse que estava muito cansado e que não ia poder ficar muito tempo com o professor. Iyengar lhe ensinou uma invertida e o músico executou. Menuhin adorou a técnica e ficou praticando por mais uma hora com Iyengar.

Menuhin começou a perceber que o Yoga melhorava sua performance na música. Tornou-se um yogin disciplinado e estudioso.

Manteve contato com Iyengar por toda a vida dedicando seu mais famoso livro – Light on Yoga ao seu aluno Äo meu melhor professor de violino.”B.K.S. Iyengar.

 

 

 

 

 

 

Links

Curso Online de Formação de Professores de Yoga do YogIN App

https://youtu.be/sMTFMVvzHfQ

 

Hatha Yoga com Props

 

 

Boas reflexões e até o próximo Reflexões de um YogIN Contemporâneo.

Transcrição do Podcast

 

O Oriente Encontra o Ocidente, O Início do Yoga por Aqui #13

Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e hoje é o dia em que a gente vai unir a música clássica com o nascimento do yoga no ocidente ou a vinda do yoga para o ocidente.

No curso de formação do YogIN App, nós temos uma aula bem extensa que explica detalhadamente qual é o contexto histórico tanto na índia quanto no ocidente quando o yoga passa a ser difundido e praticado e reconhecido. Hoje a gente vai falar um trecho desta história porque vamos comentar sobre quem canta esta música com Ravi Shankar, é um violinista chamado Yehudi Menuhin, podemos considerá-lo o padrinho do yoga no ocidente. Oficialmente o yoga chega ao ocidente em 1893, na Conferência Internacional da Religiões, um grande mestre de yoga indiano chamado Vivekananda é convidado para falar sobre o yoga e o hinduísmo e ali se pode dizer que o yoga foi explicado como conceito pela primeira vez no ocidente, em Chicago. Inclusive, na praça principal da cidade, onde tem alargada da maratona de Chicago, tem uma ruela chamada Vivekananda way, em homenagem ao mestre, por ter trazido o yoga ao ocidente.

Mas após a palestra o assunto não fica presente, não cria raiz, tanto que passa-se muitos anos e demora para que se tenha uma escola de yoga por aqui. Fala-se que em 1940 abriu a primeira escola de yoga, de uma russa em Cuba, porém não foi nada expressivo. O yoga começa de fato ser conhecido no ocidente a partir desse violinista, o Yehudi que eu já mencionei.

Yehudi Menuhin não é muito conhecido como popstar, mas dentro do meio da música clássica ele é bastante reconhecido, ele foi um dos maiores violinistas do mundo de sua época, ele nasceu em 1916 e morreu em 1999, e ele era um prodígio desde o início de sua carreira ele tocava de forma magnifica, começou muito cedo e tinha muita habilidade para aquilo. E ele esgotou os recursos da música ocidental e começou a pesquisar os padrões orientais, ele começou a observar que a Índia não seguia o mesmo padrão de notas musicais e ritmos, e passou a estudar a música inicialmente indiana, mas você fizer um estudo profundo sobre a música indiana (e a gente tem um outro curso de mantra do Sandro Shankara que pesquisa a música indiana clássica) vem junto muitos conceitos do hinduísmo não é só a música pura. E, a partir dali, Menuhin começa a travar contato com a inteligência indiana, filosofia, modo de viver, especulações sobre a vida, então ele começou a estudar um autor famoso no ocidente chamado Krishnamurti que recomendou a ele que conhecesse o Iyengar e praticasse yoga.

Um dia Menuhin estava na Índia e chamou o Iyengar para fazer algumas posições pra ele (esta história é conhecida ela, inclusive, está na página do Iyengar), ele estava muito cansado e, então, o Iyengar chegou lá e disse que ensinaria um exercício que iria melhorar o cansaço dele, pediu para que ele levantasse as pernas, provavelmente pediu para que ele fizesse um sarvangasana – uma invertida sobre os ombros – , Menuhin gostou daquilo, sentiu os efeitos e ficou mais de uma hora praticando com Iyengar. Depois passou a chamá-lo porque sentiu-se muito bem, assim tornou-se um exímio praticante. Em 1952 ele chama Iyengar para ir a Suíça para dar uma palestra, foi aí que o yoga começou, realmente, a criar raiz no ocidente.  Depois Iyengar vai para os EUA e começa a fundar as primeiras escolas de yoga, então o yoga funda-se realmente como uma estrutura, como uma marca indiana no ocidente, a partir desse movimento desses dois importantes ícones da cultura do yoga e foi esse acaso que fez com que o yoga fosse difundido, porque ele ganha corpo no ocidente com o Iyengar que, inclusive em 2004, entrou para a lista da revista Times como um dos cem homens mais importantes do mundo, ele chegou a um patamar que nenhum outro mestre de yoga chegou, e talvez chegue, ele foi mundialmente reconhecido e quando você vê entrevistas ou estuda a obra dele (eu sempre falo da audible, que tem muitos livros dele para quem gosta de ouvir, mas que gosta e ler tem a obra toda traduzida para o português) percebe que e não era a intenção dele ficar conhecido no mundo todo, tanto que ele ficou morando na cidade dele a vida toda. Ele era um difusor, ele sobre levar a mensagem do yoga com um aspecto terapêutico, mostrando fato os efeitos que prática fazia nos praticantes e adequando a pratica como um estilo de vida para a vida inteira. Ele inclui props que são aquele bloquinhos e também faixas.

Se você for muito tradicionalista você vai dizer “ah, imagina, na antiguidade não se praticava com bloco e nem com faixas” mas e daí? Na antiguidade se dormia na pedra, então vamos dormir também? Isso não faz sentido, o yoga é um filosofia que venceu ao tempo justamente pela sua adequação, ele não ficou preso a dogmas inflexíveis, e foi mantendo o centro essa busca por uma paz interna, por uma sensação de auto-observação mais precisa, o yoga manteve isso apesar das técnicas irem mudando ao longo do tempo e isso se preservou e isso é o que se tem de mais valioso no yoga, agora, “não vou usar o props porque os primeiros praticantes não tinham” isso eu acho uma besteira muito grande, eu uso e me ajuda muito na prática, assim como as faixas, determinadas posições você não consegue realizar (como alcançar o pé ou levantar a perna)  e você não vai usar a faixa porque é um tradicionalista, mas se usasse conseguiria realizar a posição, relaxando o músculo sem fazer força, qual é a escolha mais inteligente? Então o Iyengar trouxe esses materiais e a adequação do yoga como um estilo de vida para as pessoas praticarem ao longo dos anos, inclusive ele era um crítico dos altos, no Ashtanga ele dizia “como é que você vai saltar aos 80 anos?”. A prática dele tem esse objetivo, ficar a vida inteira praticando (como ele, existe imagens dele bem velhinho praticando) porque ele usou desse método, se o yoga é uma prática que desenvolve longevidade, precisa ser uma prática que você consiga levar para a longevidade, então o estilo de yoga do Iyengar faz esse trabalho.

A gente tem uma aula de yoga com props da professora Mariel, eu vou deixar o link pra quem for aluno e quiser praticar, pra quem não for aluno eu vou deixar uma apresentação dessa aula que a gente tem o YouTube e também o link das nossas aulas, pra você ver quantas aulas o YogIN App tem disponível. A gente mais de cem aulas e o aluno pode escolher por diferentes períodos e estilos, você poderá fazer uma triagem de acordo com as suas necessidades, praticar quantas vezes quiser, salvar nos favoritos, então você poderá acessar facilmente essa aula e fazer tudo isso pelo aplicativo ou pelo site. Quem não conhece e quer conhecer aproveita que a gente está por um período, que eu não sei quanto tempo irá durar, para baixar o aplicativo e tem trinta dias grátis para experimentar, pode cancelar antes dos trinta dias, sem custo. Uma oportunidade para você que não pratica yoga começar.

A ideia não é substituir a aula presencial, algumas pessoas não tem a possibilidade de frequentar aulas de yoga, às vezes não tem na cidade delas, então para ela seria interessante. Quem  faz em uma escola pode conciliar, aulas online tem essa vantagem de a gente fazer na hora que a gente quiser ou nos momentos em que não tem aula, hoje, por exemplo, eu estou gravando numa sexta-feira de feriado e muitas escolas podem estar fechadas e quando o aluno quiser praticar ele tem a opção do yoga on line, pode fazer um plano simples, tem planos a partir de R$29,00 e escolher um plano pra você ter como um plano B. E pra quem faz regularmente e só tem essa opção, eu sugiro que faça um plano que vocês consigam interagir com os professores (é uma opção, você pode continuar com a aula gravada), o plano Premium a gente consegue interagir e vê-los durante a prática.

Então eu encerro por aqui, esse foi mais um Reflexões de um YogIN Contemporâneo, e eu vou deixar o link do álbum que eles gravaram do Menuhin com Ravi Shankar que começa a ligação do yoga com o ocidente, vou deixar o álbum pra quem quiser ouvir. Até o próximo podcast.

Om Namah Shivaya!

 

 

Reflexões de um YogIN Contemporâneo – série de podcasts Yoga pro seu dia a dia [SÉRIE DE CONTEÚDOS]


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Daniel De Nardi

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Hoje completamos quarenta episódios com muita alegria, este podcast não nasceu de uma forma planejada, foi simplesmente, como vocês já ouviram aqui, eu sou um ouvinte contínuo de podcast, gosto muito dessa ferramenta, acho que ela tem um futuro brilhante pela frente à medida que as pessoas começarem a usar e ver o quanto se pode aprender em um momento que se perderia tempo (no trânsito, na fila...), você pode ter um conhecimento de qualidade, porque geralmente os podcasts são ricos em conteúdo e sem precisar de muito esforço, a mensagem está digerida pra você simplesmente absorver. Então, foi com essa ideia que eu gravei o primeiro da série que foi comentando o filme “La la Land” que eu tinha visto e havia me impactado bastante por essa questão da busca pessoal, da realização que é muito importante hoje em dia, trabalhar em algo, não necessariamente profissional, que faça sentido, que nos preencha. Comecei com aquele podcast e fui desenvolvendo diferentes temas relacionados ao yoga e hoje estamos com 40 episódios. Mesmo a música clássica não foi algo planejado. No primeiro episódio foi um Jazz, devido ao filme, depois eu coloquei uma música clássica, no terceiro coloquei Moon River, que é uma música cantada pelo Frank Sinatra e depois que segui com essa linha da música clássica. Não sou um estudioso de música clássica, simplesmente gosto e tenho curiosidade e conheço alguma coisa e venho trazendo essas informações pra vocês. Obviamente, o que eu mais gosto de música clássica já foi exposto nos 40 episódios, agora eu vou buscando uma curiosidade ou outra, alguma música que faça algum sentido dentro do tema. E hoje, surgiu esta música do Egberto Gismonti, um compositor brasileiro. Gismonti é famoso no meio musical, as pessoas o conhecem porque ele produziu muita música instrumental e foi produzido por uma gravadora alemã. Ele tem reconhecimento, é um músico que faz uma produção bastante reconhecida dentro e fora do Brasil. Esta música veio como sugestão do Spotify. Pra quem não sabe, o Spotify gera uma lista chamada Discovery Week que são as músicas que você mais ouviu ou músicas relacionadas ao que você está ouvindo, toda a segunda-feira a lista é atualizada. Nesta semana, por eu usar algumas músicas nas aulas de yoga, esta música veio como sugestão, que é uma música maravilhosa. Tem umas criancinhas no fundo porque ela se chama Palhaço, mas a parte instrumental é muito tocante e muito gostosa para praticar tanto os asanas quanto os pranayamas. Tem uma levada que envolve e fica como sugestão para quem quer praticar e não sabe, essa é uma música bem gostosa que você pode colocar na sua playlist. Inclusive, a gente tem no YogIN App playlist de diferentes professores, vou deixar algumas delas na descrição do episódio, mas a gente tem no perfil do YogIN App no Spotify essas diferentes listas (pra respiração, pra meditação, com as músicas que cada professor gosta). Quem quer dicas de músicas para dar aula, segue lá o nosso perfil, se chama “Músicas de Yoga – YogIN App” e você tem lá essas diferentes playlists. Essa música foi sugerida e me lembrou que era a mesma que a minha primeira professora, a Vera Edler, de Porto Alegre, usava muito em aula. Houve também a coincidência que na semana passada tivemos o Yoga Lifestyle BR e, no Rio de Janeiro, teve a Conferência Carioca de Yoga, organizada pelo Sandro Shankar, que é um professor parceiro nosso que, inclusive, tem artigo, podcast, curso aqui no YogIN App. Ele é um cara muito querido, que a gente gosta muito, que estudou música indiana a sério na própria Índia, anualmente ele vai pra lá. O Sandro organizou esse evento, infelizmente casou com o mesmo dia do Yoga Lifestyle BR, então não pude ir, era um evento que gostaria de ver porque tem, também, um outro professor que eu gosto que é o Leandro Castelo Branco que deu algumas aulas lá, assim como a minha professora Vera Edler que deu uma palestra nesta conferência. E quando a música veio, eu me lembrei de toda aquela descoberta inicial, das aulas da Vera, que sempre trabalhou a parte musical porque sempre foi ligada à música, inclusive o filho dela é músico, tem CDs gravados, inclusive com mantra e música instrumental ocidental. Então, me tocou muito, me lembrei daquele momento inicial, em que a gente começa o yoga e tem uma busca transcendental e, muitas vezes, essa mudança não é de uma forma como o aluno iniciante espera. Particularmente, comecei muito cedo, faz vinte anos que dou aula, então faz mais de vinte anos que comecei a praticar. Então pra mim a busca era muito maior, de algo mais transcendental e efetivamente as coisas que eu buscava no yoga chegaram até mim, só que de uma outra forma. A gente tem um ganho de percepção, mas isso não fica muito evidente porque se está constantemente vivendo aquilo, então se tem uma percepção, se entende o meio, consegue se adequar ao meio e isso eu acho que o Yoga nos dá esse trabalho de auto-observação, mas o que geralmente se espera pelo praticante no começo é uma mudança geral, de praticamente sair do mundo e viver em outra dimensão. Isso acaba acontecendo, mas não de forma tão evidente. Em relação aos asanas, sempre tive dificuldade no aspecto corporal, mas não posso negar que ganhei muito alongamento, flexibilidade e consciência corporal. E o mais importante de tudo é que ao longo desses vinte anos de trajetória, eu não lembro de ter ficado doente por mais de três ou quatro dias. Então, pra mim, isso tem um grande valor, eu tinha essa preocupação com a longevidade, com a saúde e isso correspondeu, durante esses anos tive uma saúde impecável, dentro do possível. E o yoga tem essa preocupação, por isso o trabalho corporal é importante. O que vale é não deixar o corporal estar acima de toda proposta de transformação que o yoga se propõe a fazer. Acontece muito em algumas linhas é prezar pela parte corporal e deixar de lado a parte meditativa. O yoga mesmo é a meditação, o asana e o pranayama são essenciais para preparar o corpo para uma boa meditação, se houver uma preparação corporal e não acontecer a meditação, tudo acaba sendo incoerente. É necessário um tempo dedicado a meditação e eu acredito que o asana seja eficiente para a preparação do corpo de forma estrutural. As articulações, por exemplo, não tem tanto importância em muitos trabalhos corporais. Porém o yoga dá bastante importância para as articulações em seu processo, embora saibamos que os asanas irão trabalhar em pontos de força, de energia que são os chacras, os pontos sensíveis do nosso corpo. Os chacras são mais importantes em áreas como a coluna e em pontos de articulação não haveria chacras tão importantes, neste contexto não haveria necessidade de dedicação à parte articular. Se a gente pensa em longevidade, a gente não pode esquecer as articulações porque elas são o elo frágil da corrente. Se observarmos pessoas mais velhas, podemos notar que, geralmente, elas tem problemas nas articulações como no quadril e no joelho, mas não há problemas nos músculos, como no quadríceps, isquiotibial, músculo do abdômen ou tórax. O que precisamos nos preocupar é com o que estiver dando mais problemas e a articulação deve ser trabalhada na prática do yoga. Momentos de trabalho articular, mexer a mobilidade do pé, trabalhar o joelho, diferentes movimentos do joelho, trabalhar a coluna...tudo isso vai gerando uma estrutura física muito importante na hora que a pessoa sentar e ter um estado de asana, como o descrito pelo próprio Patanjali como Sthira Sukham, firme e confortável. Se não tiver a articulação funcionando bem, isso vai ficar muito difícil. Então, fica a dica para quem não está fazendo esse trabalho focado, para quem está apenas trabalhando a musculatura do corpo, de não se esquecer da flexibilização do joelho, do quadril, dos pés (para desenvolver o lótus). E, por outro lado, tem a parte do alongamento e do fortalecimento que é muito importante para a longevidade, porque o músculo precisa de ter estrutura para sustentar o corpo, ele vai precisar ter força e tônus. Não hipertrofia, de transformar o corpo em algo gigante. Inclusive, a transformação do corpo não precisa ser a ênfase do yôgin, que busca algo que vai além do físico, que busca a verdadeira essência, o seu verdadeiro purusha. Então, isso vai além do corpo, embora não despreze o corpo, use o corpo como ferramenta para se chegar nisso. O fortalecimento e o alongamento são importantes, e quando a gente pensa em asana, precisamos pensar na estrutura dos três pontos que são as articulações trabalhando, o trabalho de alongamento de grandes músculos como nos asanas (inint. 14:01) ou a cobra, a serpente Bhujangasana, são asanas que irão fazer esse trabalho mais completo. Mas não se pode esquecer algumas questões de força como o guerreiro, o Chaturanga, posições que vão dar uma estrutura de força. Então os três pontos precisam ser observado quando falamos de asanas: ter a articulações com bastante mobilidade, ter o corpo alongado, não gerando tensões que isso não só impedem circulação de sangue, circulação energética como geram um desconforto, o que prejudica a meditação. E ter, também, um trabalho de força, sem nenhum exagero, sem hipertrofia, sem “morrer” nas posições, mas um trabalho que se tenha uma força de sustentação, força trabalhada com a isometria que vai dentro do músculo, essa força o yoga trabalha em seu trabalho com os asanas. Então, com essa explicação do asanas e da importância do trabalho corporal para a longevidade, finalizo esse quadragésimo episódio contando um pouco como foi a experiência no Yoga Lifestyle nesse final de semana. Foram dois dias de evento, foi algo maravilhoso, um marco na história do Yoga no Brasil porque foi um evento que juntou gente do País inteiro, muitos professores brasileiros que moram fora estavam aqui (como a Helena Rosenthal, que mora em Londres; a Liana, que mora na Austrália, a própria Mayara que mora em Miami). A gente consegui fazer um evento com pessoas do Brasil inteiro, alguns alunos vieram de Natal, de Manaus, do Paraná, do Rio grande do Sul, de Santa Catarina, do Rio de Janeiro...obviamente. Foi um encontro com vários tipos de yoga e várias práticas, uma overdose porque eram doze horas por dia em duas salas acontecendo simultaneamente. Tivemos mais de cinquenta horas de aula, se morar tudo. Mas vamos lançar algo online para quem perdeu, como as aulas eram simultâneas, muita gente teve de escolher. Eu mesmo dei aula no mesmo horário que a Liana, e queria participar da aula dela. Mas com a versão online haverá a possibilidade de poder assistir e ver todas as aulas quantas vezes quiser. Realmente foi um evento maravilhoso, muita gente passou por lá no final de semana todo, foi um evento grande com a presença do yoga, mais pra frente a gente vai avisar vocês. Por fim, gostaria de pedir uma ajuda em relação a divulgação do podcast, algo que falei na semana passada. O que você puder fazer (curtir, compartilhar) já ajuda o algoritmo a mostrar que você está gostando desse podcast. Se estiver usando iPhone, é possível ir no aplicativo da Apple e avaliar, no caso de Android, é só avaliar pelo Soundcloud. Isso faz com que o próprio sistema sugira o podcast para mais pessoas, aumento o acesso de algo que é restrito para poucas pessoas. Esse sempre foi o intuito inicial do YogIN App, dar acesso a este conhecimento que é muito especial, mas que ficou restrito às cidades grande. Como o yoga é voltado para um público específico, cidades pequenas não tinham demanda para sustentar uma escola de yoga. Yoga é muito diferente de ginástica, que é popular. No yoga, há uma quantidade menor que na ginástica, um grupo menor. O nosso trabalho no YogIN App é justamente levar as informações sobre o yoga para pessoas que não tem tanto acesso, seja físico ou financeiro, até porque damos acesso a 200 aulas por apenas R$ 29,90. Contamos com a sua colaboração, seja você praticante ou professor, para engajar neste movimento e fazer a mensagem chegar a mais gente. Então, até o próximo episódio, nos vemos no episódio 41. Agora Egberto Gismonti com a música “Palhaço”. Ohm Namah Shivaya!  

Saudação ao Sol
Vídeos de Yoga | 29 Maio 2020 | Equipe YogIN App
Como Fazer – Surya Namaskar a Saudação ao Sol

O Surya Namaskar é uma das sequências mais conhecidas do Yoga. O Surya Namaskar é conhecida como uma das séries de ásanas mais primitivas que se tem conhecimento. Podemos praticar a Saudação como uma forma de agradecer pelo dia, purificando o corpo, acalmando a mente e iluminando o espírito. O Surya Namaskar se torna uma dança quando os movimentos corporais são feitos de forma fluida e harmônica. Além de aquecer o corpo, também ajuda a preparar a pessoa para permanecer nas posturas que o exercício exige, atuando nos níveis físico, mental e emocional. Fisicamente, o Surya Namaskar desenvolve a musculatura do corpo e promove o alongamento dos músculos, desintoxica os órgãos internos e as articulações, aquece a musculatura e trabalha todo o corpo proporcionando energia. Permite manter a coluna vertebral saudável e estimula o sistema respiratório e circulatório. Nos níveis mental e emocional, trabalha no reequilíbrio dos centros de energia (chakras), ou seja, equilibra e atua nos hormônios das glândulas do corpo, acalmando assim os pensamentos. No nível espiritual, o despertar da energia interna ativa a intuição e expande a percepção de si mesmo e do mundo.  A saudação ao Sol é uma sequência de 12 posturas: 1  - Tadasana - postura da montanha Proporciona equilibrio e conexão. 2 - ardha chakrasana - meia roda Abre a energia do coração e alivia a lombar 3 - Uttanasana ou Padahastasana - postura das mãos nos pés Anteflexão da coluna, alonga as pernas e alivia o pescoço 4 - Ashwa Sanchalanasana - postura equestre Solta os quadris e abre a região a torácica 5 - Adho Mukha Svasana - cachorro olhando para baixo Irriga o cérebro, alonga as costas e fortalece os braços 6 - Chaturanga Dandasana ou variação com os joelhos no chão Fortalece braços, trabalha auto superação e auto controle. 7 - Bhujangasana - Postura da Cobra Beneficia os rins, pulmões e predispõe a estados de expansão e euforia Fecha a sequência: 8 - Adho Mukha Svasana - cachorro olhando para baixo 9 - Ashwa Sanchalanasana - postura equestre com a outra perna 10 - Uttanasana ou Padahastasana - postura das mãos nos pés 11 - Ardha Chakrasana - meia roda 12 - Tadasana - postura da montanha Assista o vídeo com a execução dos nossos professores: https://www.youtube.com/watch?v=21B9LB19f2c&feature=youtu.be     Quer saber mais sobre Asana, as posturas do Yoga? Baixe gratuitamente o livro preenchendo o formulário abaixo. new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();

detox do yoga
Filosofia do Yoga | 28 Maio 2020 | Fernanda Magalhães
Shankha Prakshalana – O Detox do Yoga

Shankha Prakshalana - O Detox do Yoga Nosso estilo de vida e consumo atual provoca em parte das pessoas uma ânsia por desintoxicação de tudo aquilo que foi adicionado ao nosso corpo devido a industrialização de nossos processos e a poluição ambiental ao longo das últimas décadas.   A velocidade da sociedade moderna foi atropelando os ritmos naturais da produção de alimentos tornando a alimentação mais um dos processos acelerados e industrializados que vivenciamos. Começamos a consumir produtos que não seriam naturalmente ingeridos pelo ser humano sem o auxílio de tecnologia.   Após anos de consumo inconsciente voltado para os industrializados e processados, temos milhares de pessoas com sensibilidade e até mesmo doenças provocadas por esta intoxicação.   E então entramos na era do detox. Dietas e suplementos com objetivo de realizar limpeza interna são a moda de quem se preocupa com a saúde hoje em dia. E sim, retirar o máximo possível de produtos químicos da alimentação, como um retorno ao mais natural é o melhor caminho para não se “intoxicar”.   Mas, mesmo com todo cuidado com o que ingerimos, nosso corpo, como qualquer máquina, precisa de limpeza periódica em nossos canais de conexão com o exterior.   O intestino é o nosso grande órgão do aparelho digestivo que precisa lidar com todo o “lixo”, tóxico ou não, sofrendo em doses homeopáticas de envenenamento que podem resultar em doenças mais graves ou desconfortos e intolerâncias alimentares.   A ciência e as pesquisas médicas têm demonstrado através de estudos recentes a importância do intestino, para a manutenção da saúde e do bem estar. Passou a ser reconhecido como um \'\'órgão inteligente\'\' chegando a ser denominado por especialistas como um \'\'segundo cérebro\'\' por sua capacidade de executar funções independentemente do Sistema Nervoso Central.   Apesar de nosso corpo ser uma máquina inteligente, a combinação de pregas e microvilosidades existentes no intestino não são limpas automaticamente. O acúmulo de matérias nessas reentrâncias é o que provoca doenças e sensibilidades.   Parece que os Yogis da antiguidade já sabiam disto...   No Hatha Yoga existem alguns procedimentos para a purificação do corpo físico que incluem a limpeza completa dos intestinos.   Os procedimentos de limpeza do Hatha Yoga removem impurezas que estão no caminho para a clareza e concentração. São divididos em seis grupos principais e chamados Shat Karma. Alguns dos métodos mais simples são, por exemplo, escovar os dentes e limpar o couro cabeludo.   Estes seis grupos de procedimentos incluem a limpeza do nariz - neti, do estômago e reto - Dhauti e Basti, exercícios abdominais, para massagem dos órgãos - nauli, exercícios para os olhos - trataka e exercício de respiração - Kapalabhati, para limpeza dos pulmões. new RDStationForms(\'e-book-yamas-e-niyamas-1f965e8db29fe9c4625b-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();     E há também, um krya de limpeza intestinal, não incluído nos Shat karmas do hatha yoga pradipika, o Shanka prakshalana que proporciona uma renovação em todo o aparelho digestivo.   Shankha, significa intestinos; Prakshalana, significa limpar completamente. Na verdade, Shankha Prakshalana não apenas limpa os intestinos, mas limpa todo o sistema digestivo, começando pela boca até o ânus. Em certos textos, Shankha Prakshalana é chamado de Varisara Dhauti.   Shankha Prakshalana é um método para desintoxicação do corpo físico a partir de uma lavagem intestinal por método não invasivo e não agressivo que consiste em ingerir água salgada morna na mesma concentração do soro fisiológico para não ser absorvida pela mucosa intestinal.   A ingestão de água salgada é seguida de uma série de movimentos para facilitar o deslocamento e a velocidade da água pelo aparelho digestivo até ser eliminada pela evacuação. A ingestão da mistura é alternada com os movimentos até que que a água eliminada pela evacuação esteja completamente limpa. O fluxo de água promove a lavagem total e profunda dos órgãos internos.   Você provavelmente irá começar a visitar o banheiro após o quinto ou sexto copo, e a partir deste ponto, intercalar as idas ao banheiro com mais ingestão de água salgada e exercícios.   Esta auto lavagem deve ser feita em jejum, ao acordar e dura, em média, de uma hora e meia a duas horas.   Após a lavagem do sistema digestivo, sugere-se que a alimentação seja leve, sem comidas cruas, processados, alimentos integrais ou laticínios. A primeira refeição deve ser realizada de 30 minutos a 1 hora após a limpeza e deve conter gordura, como azeite ou ghee, para lubrificação dos intestinos. A refeição ideal é arroz bem cozido com lentilhas e ghee para ajudar o processo digestivo a começar de novo de uma forma suave e equilibrada.   Descanse por 30 minutos após o procedimento e não faça sua prática de asanas ou outras atividades fisicamente desgastantes no dia.   O método deve ser realizado quatro vezes por ano, na mudança de estações e a primeira vez indica-se que seja orientado e supervisionado por um professor experiente.   Mas há uma versão mais leve da limpeza, Laghooprakshalana, que pode ser realizada com mais frequência, por pessoas com condições de saúde que não permitem a limpeza completa e com independência. Neste caso, apenas 6 a 8 copos de água morna com sal são ingeridos em grupos de 2 copos por sequência de movimentos. Pode ser realizado semanalmente ou com maior frequência para casos de constipação.   As orientações são similares à da limpeza completa, devendo seguir os exercícios descritos abaixo entre a ingestão dos copos de água e as idas ao banheiro. Tadasana - Entrelace as mãos, levante os braços com as palmas voltadas para cima e suba nas pontas dos pés. Em seguida, desça-os imediatamente e coloque as mãos sobre a cabeça. Repita 8 a 10 vezes.   Tiryaka tadasana - Comece em Tadasana. Estenda as mãos sobre a cabeça entrelace os dedos e volte as palmas para o céu, incline-se para a esquerda, retorne ao centro e incline-se para a direita. Continue indo da esquerda para a direita. Repita 8 a 10 vezes.   Kati Chakrasana - Possui duas formas de execução. Para a primeira fique em pé com os pés afastados e braços pendurados ao lado do corpo. Comece a balançar os braços de um lado para o outro, torcendo o corpo. Quando você girar para a direita, olhe tanto quanto puder sobre o ombro direito - depois gire para a esquerda olhando também sobre o ombro. Agora balance tão rápido que sua mão esquerda termina em seu ombro direito e a mão direita balança atrás de suas costas e toca sua cintura no lado esquerdo, e vice-versa. Seus braços devem estar tão relaxados que se movem horizontalmente para fora do corpo. Para a segunda forma, Comece também de pé com pés afastados na largura do quadril. Eleve os cotovelos na altura dos ombros e junte a ponta dos dedos do meio das mãos na frente do peito. Palmas voltadas para o peito, não tocando o corpo. Exale torcendo para a direita esticando o braço direito para trás. Olhe para seu dedão direito e tente manter o quadril voltado para a frente. Inspire voltando ao centro e exale torcendo para o lado esquerdo. Este exercício também é feito de oito a dez vezes para cada lado.   Tiryaka Bhujangasana - Deite-se de barriga para baixo com as pernas afastadas. Levante o corpo com os braços retos e torça a cabeça e o tronco para que você possa olhar por cima do ombro direito e ver o calcanhar esquerdo. Retorne ao centro e olhe por cima do ombro esquerdo para ver o calcanhar direito. Repita 8 a 10 vezes.   Udarakarshanasana - Agache-se na ponta dos pés e descanse as nádegas nos calcanhares. Mantenha os joelhos afastados e as mãos apoiadas nos joelhos. Traga o joelho esquerdo para o chão com a ajuda da mão esquerda. Volte para o centro e traga o joelho direito para o chão. Repita 8 a 10 vezes.   Outra versão ainda mais leve é apenas ingerir os copos de água morna e salgada intercalando com exercícios de contrações abdominais: nauli kriya e uddiyana bandha, no lugar dos cinco movimentos descritos.   Laghoo é recomendado para aqueles que sofrem de desordens digestivas como constipação, flatulência, acidez, indigestão e outros males digestivos.   A vantagem dessa limpeza é a recuperação do movimento peristáltico dos intestinos, sem os efeitos danosos que os laxantes causam.   Os resultados da prática se sentirão em todos os níveis do organismo: tonificação das paredes intestinais, estímulo do peristaltismo, hálito mais puro e fresco, pele mais limpa, melhora do sono, leveza, bem-estar e melhora da disposição geral.   Aproveite esta purificação para iniciar uma jornada mais equilibrada na sua alimentação com alimentos naturais utilizando a menor quantidade de processados possíveis. Cuide do seu sistema digestivo mantendo uma alimentação mais energética e sáttwica.   E lembre-se que há uma relação direta entre a saúde do intestino e o equilíbrio emocional. O intestino produz e armazena 90% da serotonina, o neurotransmissor responsável pelo bom humor e memória.   O Yoga acontece no equilíbrio entre as borboletas no estômago e o frio na barriga.   Namastê

Dicas de Yoga | 27 Maio 2020 | Daniel De Nardi
Como Fazer – Bhujangasana, a postura da Cobra

Como Fazer Bhujangasana Conhecida como postura da cobra, o bhujangasana é um dos asanas mais importantes do Yoga. Uma excelente compensação de posturas como o paschmottanasana e adho mukha. A professora Fernanda Degilio explica como executar perfeitamente essa postura no vídeo abaixo. Confira:   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();