Homo Deus – resumo parte 02 – Podcast #83

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Podcast de Yoga | 6 fev 2021 | Daniel De Nardi


Homo Deus.

A segunda parte do livro do escritor israelense Yuval Harari trata da busca pela felicidade eterna, o que a ciência está fazendo sobre eisso e quais as consequências desse avanço pra nossa vida futura.

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O que veneras te matará – Podcast #73

 

 

 

 

 

 

 

 

Não Seja Um Misticóide – Podcast #74

 

Transcrição parcial

 

 

Parte 2

 

O Homo sapiens da sentido ao mundo

 

Capítulo 04 – Os Narradores

 

Os lobos e chimpanzés vivem numa realidade dual, de uma lado a parte física a outra tem consciência de medo, alegria e desejo, os homens tem 3 realidades, relatos sobre deuses nações e companhias.

Os sumérios criaram a escrita e o $. Isso permitiu que as realidades imaginárias ampliassem seu alcance. Após isso, os egípcios criaram a instituição dos Faraós e mesmo depois que um faraó morria, o sistema continuava acontecendo.

Mao Tse Tung concentrou a produção e vendas de alimentos, só que as informações era erradas e a China havia vendido todo o alimento e comprado muitas armas. Faliram e fizeram o povo passar fome.

A escrita começou como uma forma de descrever a realidade, mas aos poucos tornou-se uma ferramenta para remodelá-la.

As escrituras tinham coisas escritas que correspondiam com a realidade, como por exemplo mulheres não davam testemunho, deve-se pagar dízimo e todo mundo da e por ai vai.

Como determinar apoiar a narrativa e como observar isso?

Perguntando – Sofre?

Se sofre, um sofrimento real é a realidade.

 

Capitulo 05 – a Estranha parceria

O envolvimento com as grandes narrativas possibilitou o homem a criar coisas incríveis. Sempre aumentando o poder dessas entidades ao inves de focar no individuo.

Qual a relação entre a Ciência e a Religião?

A religião válida normas sociais, dando-lhe um aspecto que não foram criadas pelos homens, logo devem ser obedecidas.

Na época medieval a igreja disse que Deus não gostava dos ricos.

A Religião é um pacto enquanto a espiritualidade é uma viagem.

Dualismo o Deus bom e o Deus mal, o mal que criou nos espiritos e o satanás criou a matéria.

Para dar vida a suas matérias, satanás buscou deu prazer para as pessoas se manterem no corpo.

Os viajantes espirituais ponham em questões todas as crenças espiritual. Essas buscas espirituais não são bem vistas nas Igrejas. Lutero começou a questionar verdades, pois fazia seus questionamentos espirituais. Levantou 96 questionamentos contra as ações da Igreja.

Alguns acreditam que existe um luta entre Religião e Ciência.

A Religião dá uma orientação para as pessoa, como no exemplo da represa chinesa.

Outros acham que cada uma cuida de sua área.

  

Capitulo 06 – Aliança Moderna

Esse capítulo mostra o quanto a ciência foi apoiada e desenvolveu o capitalismo. Desde que nascemos assinamos um pacto. Todo contrato se resume a uma frase, todos estamos de acordo em renunciar o sentido em prol do poder.

Quando as religiões dominavam conta de toda a narrativa, o poder do homem tinha um limite. Éramos uma espécie de atores das obras de Deus.

A ciência rechaça essa tese e demonstra que o UNiverso é um processo cego, violento e com consequências não deliberadas. Não há nenhum sentido nessa existência.

O crescimento econômico tornou-se o centro de todas as buscas, pois é o que apresenta mais evidências de que a vida das pessoas melhoram. O desenvolvimento é a única verdade firme. O que for necessário para isso hoje em dia será feito.  

Isso só faz sentido no mundo moderno. Dificilmente os antigos líderes prometiam que seus impérios iriam crescer sempre. Pode-se dizer hoje é uma religião o crescimento econômico.

O capitalismo pode também ser considerado uma religião, mas inegavelmente fez as pessoas entenderem que os negócios não são um jogo de soma zero. Que a economia pode crescer para todos e isso sim, fez grande diferença na qualidade de vida das pessoas. Essa noção de que a contribuição produz benefícios mútuos é o principal fator da harmonia global. Isso trouxe mais paz para o mundo que todas as rezas juntas.

O primeiro mandamento do capitalismo é reverter os ganhos em investimento para mais resultados.

Durante séculos o crescimento dependeu de conquistas de mais territórios. Hoje a economia depende de melhores métodos de produção.

O problema do crescimento é a degradação dos ecossistemas.  

 

Capitulo 07 – A Revolução Humanista

O pacto moderno nos diz que se abrimos mão da crença de um Deus organizador, teremos mais poder. Para isso, é preciso encontrar um  sentido para a vida que esteja relacionado com um plano cósmico deliberado.

Até bem pouco tempo, grandes filósofos acreditavam que se deixássemos de acreditar em Deus, se instauraria um grande caos na sociedade. Isso não aconteceu de forma que as maiores ameaças de guerra que existem hoje, vem justamente de povos que creem fortemente em Deus.

O Humanismo é uma religião que põe a humanidade no papel central e espera que ela faça o papel que o deus católico fazia.  Os humanistas esperam que as experiências internas deem sentido ao cosmos. Criar sentido para um mundo sem sentido.

Na idade média europeia as pessoas não acreditavam que podiam saber o que era bonito o feio, o que era certo ou errado isso tudo tinha sido determinado por Deus na visão delas.

Imagine uma mulher que teve um caso com o vizinho e confessa isso ao padre. Recebe um julgamento. Hoje ela conversa com uma amiga ou com o psicólogo e os dois casos ajudarão a pessoa a investigar seu universo interior e chegar no entendimento pessoa daquele ato e como deve reagir a ele. Não existe mais, uma atitude correta a ser tomada nesse caso e qual seria a melhor reação.

Houve um grande movimento de valorização do Universo interior, como um orientador interno que toma decisões a partir das experiências.

Anjos e demônios deixaram de ser algo externo e passaram a habitar o universo interno de cada indivíduo.

O Homem matou Deus e a vida continuou funcionando normalmente.  

O Humanismo pôs as experiências como a melhor forma de conhecer o mundo, Como se o uma vida bem vivida seria colher com experiência e sabedoria o máximo de coisas que existem no mundo.

Isso fez crescer o desejo do consumidor que vale mais que tudo.

Além disso, fez valer o sofrimento do soldado médio, que vê a Guerra com olhos de dentro e quem sempre pensara que a guerra não vale a pena.

 

Capitulo 07 – A Revolução Humanista

Ossss

Olá Daniel.
Então…

Falaria rapidamente dos primeiros capítulos e focaria na “religião humanista liberal”.


Nesse capítulo ele questiona o liberalismo pq temos ao menos 2 eus.O eu da experiência momento a momento (consciência) e o eu da narrativa (o que fica remoendo o passado e projetando o futuro, o ego).

Daí ele fala que não faz sentido pq não tem um eu só. E aí entra o yoga!

O liberalismo supervaloriza o ego na verdade,né? É a busca do prazer.


Na parte do futuro, danova religião do tecno-humanismo ele fala de humanos aperfeiçoados com eng genética, ciborgues, remédios. E aí entra o yoga novamente.

Já temos os remédios nas técnicas do yoga, e na filosofia.

Daí vamos direto no ponto! Yoga, meditação, meditação e meditação ou antidepressivos, anti-isso e anti-aquilo.

 

  


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Daniel De Nardi>

Daniel De Nardi

Daniel é Professor de Yoga há mais de 20 anos. Pesquisador do Yoga e das raízes dessa Filosofia Milenar. É autor de diversos livros: "Aprenda a Meditar com o Yoga", "As Origens da Meditação e do Yoga", "Asana - Posturas do Yoga", "Como a Meditação funciona?", "O Yoga do Autoconhecimento", "Pra que Meditar?", dentre outros. Também é responsável por produzir a série de podcasts "Reflexões de um YogIN Contemporâneo" do YogIN Cast, o canal de podcasts de Yoga mais acessado do Brasil. Instagram: @reflexoesdeumyogin

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E há todo o resto de praticantes e aspirantes a Yogi que compartilham sua própria experiência. Neste grupo, há aqueles com grande bagagem e vivência prática, mas que também não são Gurus. São professores e, acima de tudo, estudantes. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Os professores de Yoga passam o conhecimento sobre os estados mais elevados de consciência mesmo sem estarem estabelecidos nestes estados, compartilhando experiência própria e limitada. Esse conhecimento é passado a nível intelectual e através de técnicas que direcionam ao autoestudo. A figura do mestre ou professor, dentro deste caminho de Yoga, merece respeito, humildade e confiança do discípulo. E embora todos tenham sua devida importância na jornada do autoconhecimento, não podemos confundir os papéis de cada um deles. 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Reflexões de um jovem veterano yogin

Reflexões yogin de mais de duas décadas! Eu poderia começar este texto citando Vyása ou passagens das Upanishads. Acho que você não me daria nem duas linhas. Por falar em atenção, vamos ao que interessa - os benefícios do Yoga. Podemos dizer que o mundo está corrompido por um imediatismo e que hoje em dia ninguém se dedica a algo \"pela arte\". Verdade, mas será que nossos ancestrais também não agiam pensando no retorno que seu esforço proveria? Ou - será que o mais puro dos artistas também não age por alguma vantagem pessoal? Acredito que sim, tanto a arte quanto o esporte, trabalho, são meios pelos quais agimos buscando algo em troca.   Isto não tira a nobreza da ação, pelo contrário, se algo se perdura pelos séculos é sinal que de alguma forma aquilo vem gerando benefícios aos seus praticantes. O Yoga está vivo, cinco mil anos depois de sua criação, se não tivesse importância na vida das pessoas, já teria sido perdido ao longo da História. Depois dessa breve introdução - ou seria uma defesa prévia? - posso responder:   PARA QUE SERVE O YOGA? Poderia abrir outro parêntese para falar das mil vantagens de um estado de consciência expandida que os praticantes podem alcançar quando dedicam sua vida a isto, mas no final do dia, aqueles 99% dos praticantes que fazem Yoga 2x por semana, o que eles ganham? Há incontáveis benefícios em parar 2 horas na semana para se observar mais. Diminuir um pouco o inesgotável fluxo de informações que se recebe de fora para dentro o tempo todo. Há gente que não desliga nunca. E se nos aproximássemos mais da voz da consciência, que está sempre presente e que esses turbilhões de pensamentos nos impedem de ouvir com clareza - já seria um bom motivo.   “A voz da consciência é tão delicada que é fácil ignorá-la. Mas também é tão clara que se torna impossível iludi-la”. Madame de Stael        OS EFEITOS MAIS RELEVANTES A disciplina da mente - não é apenas o Yoga que produz esse tipo de habilidade. Se você deseja aprofundar-se em alguma atividade como estudo, esporte ou trabalho, terá que, necessariamente, repetir ações ao invés de ceder à tentação da dispersão. A vantagem que vejo no Yoga em relação às outras atividades é que há técnicas para educar a mente a fazer isto. No dia a dia, a mente quer sempre fugir da repetição. Aí está o poder - decidir de cima, como o senhor que ordena as rédeas das suas atitudes, que agora é o momento do foco e não da distração. No treinamento do ritmo respiratório, quando o praticante trava contato pela primeira vez com a contagem do tempo das fases da respiração, se dá conta que não é tão simples quanto parece repetir o mesmo tempo para inspirar, reter o ar nos pulmões, expirar e reter com os pulmões vazios. A mente, que é dispersa por natureza, não gosta de ritmos cadenciados. Ela sempre vai preferir a diversidade, as variações, é sedenta pelo seu alimento vital - as dispersões. Mas a experiência de se notar que a mente foge do ritmo e ao observar esta atitude, volta a manter a cadência respiratória, nos dá aquela sensação de missão cumprida. E este é apenas um exemplo das dezenas de técnicas do Yoga que atuam neste sentido. Aprender isso com um exercício e depois transferir para as tarefas do dia a dia é algo que a prática nos ensina. A auto-observação - este processo é tão importante dentro da prática que o Yoga Clássico possui entre seus passos iniciais, uma fase chamada de swádhyaya, ou auto-estudo. Vou dar, mais uma vez, um exemplo de técnica, pois no final, Yoga nada mais é que a prática dos exercícios desta filosofia. Quando treinamos as posições de equilíbrio com os olhos fechados, somos obrigados a observarmo-nos internamente. Sem uma percepção de como o peso está distribuído no único pé que ficou no chão, torna-se impossível manter a posição por mais de alguns segundos. Mais uma vez, a técnica ensina o praticante a permanecer no melhor caminho, observando e atuando. Unindo - disciplina da mente e auto observação - temos o melhor dos cenários na busca para se alcançar objetivos desafiadores. Para tanto, é imprescindível que nos aproximemos cada vez mais daquilo que realmente somos, estabelecendo uma ligação mais próxima com a nossa consciência, que é a mais expressiva manifestação da nossa essência. Somente quando a pessoa está intimamente conectada consigo poderá reconhecer melhor seus defeitos e transformá-los em virtudes, conhecer suas vocações para poder realizar seu pleno potencial. A conexão interna nos proporciona uma grande confiança para traçarmos metas audaciosas. Ela nos conscientiza de que só depende da nossa própria capacidade de autoaprimoramento para que alcancemos tais objetivos e o Yoga pode ajudar qualquer um nesse processo. Talvez este seja seu maior benefício. É praticar para crer.   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();