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Estamos em eterna construção…

Estamos em eterna construção…

Na busca incessante de nos sentirmos preenchidos, buscamos no externo algo que nos preencha.

Nos apegamos aos nossos sentimentos, relacionamentos, objetos e diplomas.
Como se fosse possível ter posse de alguma coisa!! Ilusão!!
Esta falsa sensação de “poder da posse” infelizmente não traz nenhum tipo de preenchimento.
Traz apenas aborrecimento e infelicidade.

É preciso se esvaziar para nos preencher.
É preciso deixar ir o que já não é.
Tudo é transitório.
E como fazer isso ?
Faça seu auto estudo, Swadhyaya.
Pare por alguns instantes.
Feche seus olhos.
Inspire e expire profundamente.
Se observe internamente sem julgamentos.
Trate-se com amorosidade.

Swadhyaya faz parte de um dos Niyamas que são normas de conduta que se referem à disciplina individual.

O Swadhyaya significa o estudo do Ser Universal.

Swa significa si próprio e dhyaya significa estudo ou educação.

Tudo o que precisamos já existe dentro de nós e está ao nosso alcance.
Basta abrirmos os olhos internos, os olhos do coração.

É o momento de nos reinventar, alterar padrões, quebrar paradigmas e aceitar tudo que já é.

Estamos em eterna construção.

 

Como uma obra prima de Rodin, somos seres inacabados em busca de TRANSFORMAÇÃO.

O que nos move para MUDAR é saber que temos chance de sermos ainda melhores do que somos. Temos potencial, conhecimento e principalmente vontade, pois nos vemos inacabados como o “O Homem de Nariz Quebrado”.
Esta obra prima de Rodin, de 1864 foi considerada pelo júri do Salon de Paris, como um projeto inacabado. Um esboço, que não poderia ser exposto.

O mais incrível é que uma das características do escultor Rodin é o “non finito”. Este conceito, nas artes, se aplica a obras não acabadas intencionalmente.

Agora você me pergunta, qual o sentido das obras inacabadas de Rodin com esta reflexão?

 

MUDAR é a cada instante nos refazer, nos reconstruir e nos reestruturar.
Assim como “O Homem de Nariz Quebrado”, quando nos reconhecemos como seres inacabados, através de um auto estudo a alavanca propulsora da transformação é acionada.
Sem esta percepção podemos nos encontrar muitas vezes em estado de estagnação.
Não é necessário estarmos prontos para sermos perfeitos.

 

Patanjali, o primeiro mestre a escrever sobre o Yoga, recomenda o Swadhyaya, a auto observação. Através desta prática podemos nos observar e entender quem realmente somos, para que possamos a partir daí viver uma vida mais autêntica coerente com nossa essência. A medida que nos observamos, atuamos em nossos condicionamentos, nos revelando.

  1. K. S. Iyengar, diz: “Aquele que pratica o Swadhyaya lê seu próprio livro da vida, ao mesmo tempo em que o escreve e revisa. Há um mudança em sua maneira de ver a vida. Ele começa a perceber que toda a criação é destinada à bhakti (devoção) e não ao bhoga (prazer); que toda a criação é divina; que a divindade reside em seu interior e que a energia que o move é a mesma que move todo o universo … Através da prática o sadhaka (praticante) entende a natureza de sua alma e obtém a comunhão com o divino.

Agora, feche os olhos.
Inspire e expira lentamente.
Reduza a influência dos sentidos e seu ritmo respiratório.
Observe o que realmente é importante para você.
Agora apenas se observe.
Esteja presente.

Estamos em eterna construção.

Estude a si mesmo e descobrirás o divino. — Yoga Sutra de Patañjali, II.44

 

Adri Borges – Plié Namastê

www.plienamaste.com.br

Adri Borges

Dri é bailarina e professora de Yoga formada no YogIN App.

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    Rubiane Massoni - 15 fev 2018

    __bem verdade; sei tão pouco de mim mesma___ grata