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Meditação | 8 jan 2021 | Daniel De Nardi


Meditação!

Eu estava pedalando com um amigo que me questionou – mas o fato de você fazer esses esportes de resistência não é contraditório com a filosofia de vida que você segue?

Não achei a pergunta inusitada, inusitado era o fato de lecionar Yoga há 17 anos e ninguém nunca ter me questionado isto antes.

Uma vez eu fiz esse mesmo questionamento em relação ao life style de escritores, que no imaginário coletivo sempre tem uma vida boêmia e desregrada. Poderia um escritor viver de forma saudável e disciplinada? Encontrei a resposta num livro do renomado Haruki Murakami, que descobri depois ser um exímio triatleta. Em Do que eu falo quando eu falo de corrida Murakami fala dos seus longos e repetitivos treinos e como isso o ajuda no ofício da escrita.

“Por mais mundana que uma ação possa parecer, fique nela o tempo suficiente e ela se tornará um ato contemplativo, meditativo até.”

Se você buscar no dicionário a palavra meditação, encontrará uma definição relacionada a pensar, refletir. Entretanto, meditar significa justamente o oposto, meditar é não pensar. Mas, como somos condicionados a pensar o tempo todo não conseguimos simplesmente “parar de pensar”. Para tanto, você precisa saturar a sua mente com um único pensamento até que ela pare. Quando isso acontece, a consciência pode fluir por planos mais sutis como o da intuição.

Os exercícios de meditação, são técnicas em que precisa-se repetir o mesmo som ou imagem por muito tempo até que se atinja o estado desejado. Quando você nada, pedala ou corre por horas, de alguma forma você também entra num outro estado de consciência. É interessante observar, que assim como acontece na meditação, na maior parte das vezes, o começo é mais difícil, ao longo da prática, quando você atinge esse estado, o corpo e a mente entram num fluxo de atenção contínua, é como se um escudo contra a dispersão e o cansaço tomasse conta do praticante. Você cansa muito menos e fica cada vez mais claro na sua mente onde você quer chegar.

Um praticante pouco treinado na meditação, não consegue sustentar a concentração por muito tempo, dispersa rápido e sente muito desconforto tendo vontade de parar rapidamente. O atleta pouco treinado, sempre pensa que não vai conseguir, sente mais do que cansaço, um incomodo mental quando faz treinos muito longos e muitas vezes não consegue terminá-los. Mas nos dois casos, a persistência vai tornando a prática mais prazerosa, o corpo para de brigar com a mente e a coisa flui.

Então para mim, aqui existe uma simbiose entre os esportes de endurance e a meditação, ambos vão se apoiando, ambos vão se ajudando a manter a nossa mente mais focada e isso permite mais tempo e mais performance no que quer que façamos.

 

 


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Daniel De Nardi>

Daniel De Nardi

Daniel é Professor de Yoga há mais de 20 anos. Pesquisador do Yoga e das raízes dessa Filosofia Milenar. É autor de diversos livros: "Aprenda a Meditar com o Yoga", "As Origens da Meditação e do Yoga", "Asana - Posturas do Yoga", "Como a Meditação funciona?", "O Yoga do Autoconhecimento", "Pra que Meditar?", dentre outros. Também é responsável por produzir a série de podcasts "Reflexões de um YogIN Contemporâneo" do YogIN Cast, o canal de podcasts de Yoga mais acessado do Brasil. Instagram: @reflexoesdeumyogin

3 comentários

    YogIN App adriana44alvim |

    Concordo com você, Daniel. Acho que existe essa simbiose entre os esportes de “endurance” e a meditação, bem como existe sinergia entre a yoga e outras atividades físicas. Fazer yoga não implica excluir outras atividades físicas, até mesmo porque a yoga pode melhorar elementos que estão relacionados com basicamente todos os esportes, como a energia, coordenação, flexibilidade, equilíbrio, resistência, foco, reflexos, amplitude de movimentos e criação de novas vias neuromusculares. E quando se atinge a concentração plena na execução de um determinado movimento ou prática esportiva, a mente fica focada apenas na execução e se desliga da dor. Tudo parece natural e mais fácil. Seu cérebro entre em outro tipo de domínio ou frequência. A concentração é plena, porque se inibem os pensamentos, o corpo não mais sofre retaliações da mente, e, então, se alcança o estado meditativo.

    YogIN App Roberta |

    Tenho meditado enquanto pratico caminhada. O meu foco (Âncora) é o como meus pés tocam o chão.
    Gratidão pessoas!

    YogIN App Bianca Vita |

    Muito bom Roberta!

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Mesmo nos dias da monarquia hindu, a administração de justiça sempre se manteve separada do Executivo. Era uma regra independente tanto na forma quanto no espírito. O sistema judicial hindu foi o primeiro a perceber e reconhecer a importância da separação do judiciário do executivo, e deu a esse princípio fundamental uma definição e formulação prática. O caso de “Anathapindika contra Jeta”, relatado no Vinaya-Pitaka, é uma brilhante ilustração deste princípio. Nesse processo, um príncipe e um cidadão comum submetem seu caso à corte de justiça, e a corte decidiu contra o príncipe. O príncipe aceitou tal decisão como uma questão de competência à qual ele estava sujeito. A evolução do princípio de separação do judiciário em relação ao executivo foi em grande medida resultado da concepção hindu de que a lei se aplica também ao soberano. A lei, na jurisprudência hindu estava acima do soberano. Ela era o dharma.\"   Artigo da Harvard Business Review sobre Blockchains A verdade sobre os Block Chains - Harvard Business Review - Abril de 2017. https://t.co/BwuAT9Ywie — Daniel De Nardi (@danieldenardi) May 8, 2017 A proposta de Jimmy Wales, fundador da Wikipedia The news is broken and we can fix it #WikiTribune Support us at https://t.co/izeIUC1nf5 pic.twitter.com/psxx25pGkU — WikiTribune (@WikiTribune) April 26, 2017 Podcast Sobre os 3 EUs da Mandukhya Upanishad https://soundcloud.com/yogin-cast/cerebro-boicotando-o-eu-podcast-03-reflexoes-de-um-yogin-contemporeneo?in=yogin-cast/sets/podcast-reflexo-es-de-um-yogin   Evolução da Qualidade de Vida no Mundo nos últimos 200 anos https://youtu.be/Qe9Lw_nlFQU   Perguntas sobre Wikitribune   Session on @Quora with @jimmy_wales https://t.co/yk8fiAPdPs — Daniel De Nardi (@danieldenardi) May 8, 2017   Read Jimmy Wales\' answer to Why has Jimmy Wales picked only left-leaning figures to head his WikiTribune crowdsourced project? Why are there no Conservative advisors? on Quora Página de Cursos do YogIN App https://yoginapp.com/cursos-de-yoga/   Trilha Sonora da série de Podcasts - Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Série de Podcasts - Reflexões de um YogIN Contemporâneo Perfil de Guy Kawasaki, mencionado na resposta Tweets by GuyKawasaki   Transcrição do Podcast   Suspeitando do EU Alheio #17 Olá, meu nome é Daniel De Nardi e está começando o 17º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo” No episódio anterior, que a gente falou sobre o Blockchain, a gente falou de um redução de concentração de poder em diferentes exemplos, eu dei o exemplo de que antes a concentração do que passaria ase propriedade privada dependeria dos brâmanes isso com a civilidade e a construção de regras e fizeram uma divisão clara entre o legislativo, o judiciário e o executivo, então havia aquelas regras de forma muito clara e nem mesmos os reis e os príncipes(...) é citado o caso de um príncipe que perdeu para um cidadão comum, justamente nessa época, muito antes de Roma falar esses conceitos do executivo ser separado do judiciário, na Índia esse movimento já existia, então o movimento que dava autonomia para o indivíduo dando mais liberdade, mais poder para o indivíduo e não concentrava esse poder na mão dos brâmanes que eram os sacerdotes da época que vinham ganhando muito poder ao determinar as terras e propriedades, então começou a se criar regras na sociedade que diminuíram a concentração do poder. Depois eu dei um outro exemplo que é o Tripitaka, que é o primeiro texto escrito a partir das ideias de Buda, então após a morte de Buda, para não ter uma concentração de poder nas mãos de um único monge, eles criaram um conselho, um colegiado, um grupo de monges e decidiram de tudo o que era mais importante dentro dos ensinamentos de Buda, eles criaram hinos e cânticos a partir desses ensinamentos, que começaram a ser repetidos por todos aqueles monges e por todos os seguidores dos monges. Então não havia a concentração de poder da palavra de Buda nas mãos de apenas um, essa pluralidade que fazia com que o poder fosse validado porque era várias pessoas falando a mesma coisa, se um mudasse o que era dito seria visto como alguém que estivesse deturpando, então é justamente a distribuição de poder que a mensagem conseguiu ir pra frente sem deturpação até se escrever o livro, que é o primeiro que contem a palavra de Buda. Então a gente vê mais um exemplo de não concentração de poder para que o resultado seja mais efetivo. E, por fim, citei o caso dos Blockchain que eu acredito que seja mais para dez, vinte anos aí pra frente uma alternativa para menos concentração na mão do Estado. Ao invés de a gente ter de relatar tudo ao Estado, como a venda de uma casa, vamos poder estabelecer uma relação direta com o comprador e, após o contrato firmado, qualquer pessoa terá acesso ao contrato e a negociação que estará em um drive virtual, o arquivo não poderá ou não ser editado de acordo com a autorização de ambas as partes, as regras não serão estabelecidas pelo governo, mas pelas pessoas que estiverem negociando diretamente e isso é maravilhoso no sentido da autonomia no sentido de você mais uma vez diminuir os custos, a legislação e ajustar mais perfeitamente porque é você negociando diretamente com a pessoa. A tendência dessa dissolução de poder é interessante de diversas formas, mas pode haver situação em que isso não estará tão nítido quanto esses exemplos que a gente viu agora. Um outro exemplo dessa dissolução do poder é a Wikipédia, que cria conteúdo a partir de muitas contribuições, mas há vários “xerifes” dos textos que verificam a veracidade e relevância do texto, qualquer um poderá ser este xerife. A Wikipédia cria um sistema inteligente de as pessoas criarem e verificarem o conteúdo para evitar propagandas e coisas do tipo, ela tem um sistema muito eficaz na distribuição porque não há uma concentração, não há uma pessoa ou um grupo dizendo o que é correto, na verdade há esse grupo, mas qualquer um pode fazer parte, é aberto, então elimina a possibilidade de ficar nas mãos de uma pessoa. Quem criou a Wikipédia foi Jimmy Wales, o novo projeto dele é o Wikivideo (vou deixar o link), ele demonstra que a mídia após a invenção da internet ficou tão focada em click que perdeu o foco na credibilidade, que era o principal papel da mídia antes da internet. Você pagava um jornal porque acreditava que ele estava filtrando as melhores informações e te entregava um conteúdo mais próximo da verdade. O que aconteceu é que, segundo ele e eu concordo com ele, a internet é diferente do sistema anterior, jornal tevê, porque na internet a informação não fica registrada como no papel, não é um documento, então o que acontece muitas vezes é que você clica em uma matéria é direcionado para outra, aquilo dá o dinheiro que o site queria, as vezes nem era o que você estava buscando, muitas vezes é só uma notícia sem relevância, as vezes o site cria notícias e de desaparece logo em seguida. Há sites que são criados só para gerar uma notícia, para dar um buzz e fazer dinheiro em cima de clicks porque isso gera dinheiro, por exemplo, se você inscreve o seu blog dentro do Google, de Adsense, você ganha um valor por cada click. Então perde-se o compromisso com a verdade, a partir do momento em que se paga pelo clique ele passa a ser mais importante e como é tudo muito variado(..)por exemplo, você tem alguns jornais na banca de jornal, se caso um estiver falando muitas besteiras, no dia seguinte você compra outro. A variedade dos cliques é muito grande, então são tantas opções que acaba ficando difícil não clicar, diferente do caso do jornal. O Jimmy Wales começou a condenar isso dizendo que havia uma distorção muito grande e propôs uma ideia chamada Wikitribune, que receberá doações de crowdfunding e vai contratar jornalistas para fazer um sistema parecido com o da Wikipédia, mas diferente desta, eles terão jornalistas profissionais trabalhando para validar as verdades das notícias. Então haverá a contribuição dos usuários, mas os jornalistas serão contratados para verificar a veracidade. A ideia, aparentemente é muito boa, profissionais e a comunidade conseguirão validar informações da mídia e poderão dar uma resposta mais próximas da verdade. Inclusive os especialista poderão colocar toda a fonte e as maneiras com as quais conseguiram chegar a elas. Como eu falei a ideia é muito boa, o ponto é como ela vai ser implantada, porque aqui a gente tem que fazer um divisão que é entender o funcionamento do osso cérebro trabalhando pelo menos 90.000 em função da escassez e justamente por isso as notícias chamam muito a atenção, notícias violentas, alarmantes. Vou deixar um vídeo mostrando o quanto o homem vem melhorando, é bem interessante este estudo que vai mostrando a evolução de acordo com a expectativa de vida e qualidade de vida. Você vê que a humanidade como um todo está melhorando, mas as notícias ruins sempre vem porque a gente é atraído pelo medo, a notícia ruim chama mais atenção porque ela acende regiões do nosso cérebro responsáveis pelo medo, então a gente fica mais atento por uma preservação própria. Por outro lado, o ser humano tem a tendência a sempre agira baseado na escassez e no individualismo puro, então você não acredita em atitudes desapegadas, feitas simplesmente por um bem maior, é interessante olhar o podcast 3 que fala dos três Eu’s (eu do corpo, da mente e do coração) e a medida que o corpo, especialmente a mente, trabalha com a escassez a voz interna, do eu, irá trabalhar para os valores mais universais, espirituais e pode a ver uma atitude mais altruísta. Só que o ponto é quando envolvemos a política, é complicado acreditar que as pessoas estarão agindo desta forma, porque a conexão é muito pessoal e não é possível de ser mensurada, você pode aparentemente fingir que está fazendo o bem, mas aquilo está sendo feito para cumprir uma vontade pessoal. Não vejo tanto problema quando é algo privado, porque neste caso, não há obrigatoriamente uma imposição. Por exemplo, o responsável pelo Mcdonald’s fez algo para o bem porque ele queria que as pessoas comessem melhor ou mais barato, ou fez porque queria ganhar mais dinheiro e ficar famoso. Independentemente de qual seja a intenção dele, no final quem decide é você, por mais que houve uma intenção, não final a decisão é sua. Quando a gente vai para o plano público, o raciocínio é outro porque a decisão de um político interfere diretamente na vida de outras pessoas que não escolheram por aquilo, se você vai ao Mcdonald’s e acha que está caro, você pode ir embora, é uma decisão sua, é privado. E pode de fato observar as pessoas e acreditar que elas estão agindo de maneira altruísta, mas quando entra na esfera pública fica mais complicado. Quando a gente trata de questões políticas, eu prefiro sempre pensar que vai haver um interesse egoísta na decisão de determinada pessoa. Essa ideia aparentemente boa de resolver as mentiras da mídia com um sistema que seria um validador da verdade, ideia está boa e abnegada porque o próprio Jimmy Wales não recebe salário da Wikipédia, ele faz um trabalho voluntário, se ganhasse a esfera pública acaba tendo consequência não tão boas. Se eu acredito na intenção do Jimmy Wales? Posso até acreditar que ele esteja querendo fazer o bem, mas existem brechas que se ele não estiver(...)não tem como a gente saber, não tem como você chegar nele e saber se ele está fazendo de forma pura, uma intenção que vem do coração ou por egoísmo de ganhar mais poder. Imagine o quanto de poder existe quando se pode validar todas as notícias do mundo atribuindo veracidade a elas, se toda a notícia que todas as mídias sociais derem, as pessoas irem no seu site verificar se é verdade ou não. Qual o poder de influência no mundo quando se tem isso. Entendido que pode haver uma abnegação na atitude, isso pode existir, mas quando envolve as esferas púbicas e políticas, como no caso, temos que tomar algumas precauções e não aceitar acreditam que todos estão fazendo por bem. Por exemplo, terá os jornalistas e os contribuintes, estes jornalistas serão pagos através dos fundos de doação, porém quem irá entregar o contracheque será o próprio Jimmy Wales, ele que vai pagar os profissionais para pesquisar, eles terão autonomia, porém não há uma autonomia total quando esta se vincula a um pagamento. Haverá um grupo de jornalistas e muitas pessoas verificando, qual será o peso do algoritmo? Na Wikitribune não ficará claro o quanto de peso terá o jornalista e quanto terá a sociedade que estará contribuindo com o algoritmo. A partir do momento em que se coloca um peso no algoritmo e se contrata jornalistas, pode-se dizer e determinar o que é verdade ou não a partir de decisões pessoais. Um outro ponto é que os profissionais remunerados terão um tempo maior para se dedicar ao trabalho, diferente do colaborador que não estará sendo remunerado. Digamos que um jornalista e um colaborador tenham visões contrárias, o jornalista terá muito mais recursos para investigar e criar o conteúdo, enquanto o colaborador, por mais certo que possa estar, não terá tempo e ferramentas para criar um conteúdo contundente e poderá se desmotivar e desistir. Além do algoritmo, quem é remunerado tem uma outra vantagem de atuar com mais tempo e poder de persuasão que um colaborador, aqui já começa a ter outra distorção nas notícias. O Jimmy Wales fez uma sessão de perguntas e respostas no site Cora e perguntaram pra ele qual era a motivação dele para o Wikitribune, ele responde que na posse do presidente Donald Trump houve muito embate de quantas pessoas haviam no dia e que o Wikitribune ajudaria de alguma forma. Isso já não me agrada, independente do lado que ele defenda, você ter como motivação a política e se colocar como validador das notícias do mundo, começa parecer um pouco estranho, começa a parecer um pouco (...) pode não ser, como eu falei, se eu tivesse que acreditar eu gostaria de acreditar q eu o projeto é isento, mas ele tem muitas brechas para ser um projeto de poder totalitário. Se isso passa a se tornar uma convenção, se a verdade é apenas o que o Wikitribune valida, ele começa a ter o poder da verdade nas mãos e para distorcer é muito simples, hoje em dia você tem uma quantidade tamanha de informação para qualquer área, numa mesma situação você consegue provar coisas opostas. Existe uma escola de economia chamada de Escola de Virginia ou Public Choice que tem uma premissa muito simples, mas que é tão óbvia. Eles colocam que quando uma pessoa cria empresa ou tem alguma relação de trabalho a premissa é de que esta pessoa vai agir de maneira egoísta e que precisa ver o máximo de regras pra contê-la, o egoísmo e a busca impetuosa pelo poder (em geral a gente sabe que as pessoas abrem empresas para exercer os seus dons e para ganhar a vida, est é a motivação da maioria das pessoas), mas pra proteger esse capitalismo selvagem criam-se várias regras, porque o indivíduo está agindo de forma egoísta, só que quando entra na esfera pública parece que tudo muda. A Public Choice não vê o ser humano com divisões entre aqueles que agem tendo como foco interesses pessoais e aqueles que são abnegados, eles pensam que se um empresário, toma decisões por meios pessoais(...) como eu falei, pode haver a decisão de um eu do coração? Pode, mas a gente tem que partir do pressuposto que se a gente não consegue medir isso e só observar em nós mesmos só você poderá perceber a conexão, que a sua vida tomou um sentido e que está caminhando com foco naquilo que é mais importante pra você, poderá até mentir isso para as pessoas, não vai fazer bem e irá tirá-lo da conexão, mas não há como ninguém medir pra você e afirmas se você está no seu caminho, que está seguindo o seu Dharma ou agindo de forma abnegada. Então a gente sempre tem de dar um passo pra trás e procurar proteger, saber que a princípio você mesmo sempre estará agindo de forma abnegada, à medida que só você pode saber sobre si mesmo, o outro tem de suspeitar e que pode se beneficiar das confiança alheia. Então a gente precisa pensar sempre que as pessoas estão agindo de forma pessoal para nos proteger, a própria Public Choice coloca que quando há criação de leis e cargos é feito para beneficiar quem criou. Então a Public Choice sempre entende o indivíduo como um indivíduo em qualquer ambiente e não existe uma divisão do indivíduo egoísta no campo privado e abnegado quando estra no campo político. Então vamos criar regras para não dar muito poder para eles porque uma pessoa no âmbito privado não pode impor nada a ninguém, quem está no campo público pode, temos de tomar cuidado quando essas decisões são tomadas porque elas podem nos afetar diretamente. Algumas coisas são interessantes para a agente responder, qual é o real interesse de quem propõem as mudanças? Qual é o real interesse de Jimmy Wales? Será que é validar as notícias ou ele quer adquirir poder? Existe alguma forma de deter esse poder? A gente pode criar mais recursos, mas os políticos de alguma forma tem um jeito de deter a expansão de poder que é o sistema judiciário. No caso do Wikitribune, se começar a ganhar muito poder, como vamos parar a sua expansão? Até porque todo o recurso será oriundo de doações voluntárias, não por publicidade. Entra um ponto que se só as notícias de Wikitribune forem válidas não será, então. Um outro meio de monopólio ainda maior que o da mídia atual? Precisamos questionar, aliás esse é um dos pontos que a Escola de Virgínia faz, questionar como se resolve a questão da desigualdade social, sendo que os recursos estão escassos, pagar para políticos que se dizem abnegados resolver esse problema? Como resolvê-lo? De fato há um problema com a mídia atual, mas como podemos resolver esse problema? Colocando um grande fiscalizador da veracidade das notícias? Fica para cada um pensar, se quiser colocar nos comentários a sua opinião, eu vou ficar feliz, ler e a gente vai debatendo. O questionamento pra mim, inicialmente eu nem tinha pensado num tipo de solução, porque eu não acho que seja simples de solucionar. Talvez o Wikitribune seja um alternativa com alguma mudança, mas qual é a solução eu também não sei. O que eu tenho visto como uma forma que tem funcionado é o sistema de patrocinadores, no sentido de mecenato, que é a contribuição a partir do conteúdo consumido, tem alguns podcast que eu acompanho e que tem esse sistema e que contribuo com quantias baixas de doação, mas que para a pessoa que está produzindo faz uma grande diferença e é nisso que eu acredito, numa pessoa sem muito poder de validar, com ideia que consiga vender, ser remunerada pelo trabalho e desenvolver com mais dedicação, financiada pelos seus próprios consumidores. Não é o caso do nosso podcast que é realizado com o interesse em divulgar os nossos produtos e serviços, obviamente a gente usa esse espaço para falar sobre yoga e dar opiniões, mas temos produtos que vendemos. Quem quiser ajudar o podcast, pode ir até o site e adquirir um dos nossos cursos que, de alguma forma, você estará ajudando este projeto a se manter. Mas essas pessoas que são jornalistas amadores ou profissionais não tem o que vender, diferente do nosso caso que podemos vender um serviço que consegue se vender online e agrada as pessoas, porém quem tem um serviço relacionado a conteúdo escrito ou falado não tem um serviço para vender, então sendo financiadas diretamente pelo seu público é uma boa solução. Como no caso do Petryum que é um canal internacional que tem essa lógica. O sistema de crowdfunding para podcast e blogs que acho que são muito mais eficazes, além de dissolver o poder, o público escolhe quem quer patrocinar, é um sistema democrático. Uma das perguntas que fizeram para o Jimmy Wales, no Cora, questiona porque todos os conselheiro do Wikitribune são do partido democrata. Então é como se o UOL fosse criar um portal e todos os conselheiros fossem vinculados a um único partido, seja lá qual for, no caso deles são dois partidos, digamos que por aqui no Brasil só existisse PT e PSDB, se todos os conselheiros fossem de apenas de um partido como o outro reagiria? Isso não é saudável e não tem como confiar plenamente. Quando é feita essa pergunta, é exposta uma relação com os nomes de todos os integrantes, um dos nomes da lista é de Gui Kawasaki, que é o embaixador da apple, Jimmy Wales responde que não sabia qual era o partido político de Kawasaki. Se você contrata alguém para ser conselheiro da sua empresa, pelo menos uma vez você irá acessar o perfil da pessoa na mídia social que ela se relaciona. O perfil de Kawasaki no Twitter (vou deixar o link pra vocês verem) de dois ou três tweets um é político, então se começa a suspeitar que há um movimento político, independente de para qual lado for, que não é favorável a distribuição de poder, dá uma ideia de concentração de poder. Então pratique o altruísmo, pratique ações sem intenção de retorno, isso é maravilhoso porque mostra a sua verdadeira vocação, o seu verdadeiro eu, mas não acredite o eu alheio. Hoje nós vamos ficar com uma música de um compositor Nino Horta, que é um dos primeiros compositores a criar músicas para trilhas sonoras de cinema, vamos ver outros como John William, mas hoje nós vamos ficar com Nino Horta com a famosa trilha de O Poderoso Chefão.

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Dicas de Yoga | 26 jan 2021 | Fernanda Magalhães
A Postura de Marichi

A Postura de Marichi Marichyasana é um grupo de posturas realizadas em sequência na primeira série do Ashtanga Yoga. São quatro variações, A, B, C e D, encaixadas logo após a sequência de janu sirsasana e antes de bhujapidasana e kurmasana. Um conjunto de asanas que trabalham a abertura do quadril, com flexões para frente e torções.   Marichyasana é a pose de Marichi que, em sânscrito, significa Raio de Luz. Marichi, era um dos filhos do Senhor Brahma, o criador divino.   Começando do princípio, falaremos sobre Marichyasana A, uma flexão para frente com um complicador: umas das pernas dobrada. Esta posição da perna dobrada dificulta a execução da postura para quem te isquiotibiais rígidos. Deve-se evitar levar o peso para a perna dobrada para que aconteça o benefício da abertura no quadril deste lado. A flexão a frente é realizada apenas com a ativação dos flexores de quadril e sustentada pelo tronco e pernas, já que os braços estão em gancho, não participando desse ajuste.   Vejo alguma dificuldade dos alunos em compreender a execução da postura durante as aulas, então, vamos ao nosso passo a passo:   Partindo de Dandasana, dobre a perna direita com o joelho para o alto e sola do pé no chão. O calcanhar chega o mais próximo possível ao seu quadril e o pé afasta da coxa esquerda mantendo quase um palmo de distância. Mantenha a perna esquerda esticada com joelho e dedos dos pés apontados para cima. A perna esquerda faz uma leve rotação para dentro, enquanto a perna direita rotaciona para fora.   Flexione o corpo a frente como se quisesse segurar seu pé esquerdo com a mão direita. Faça uma rotação interna no ombro levando o polegar em direção ao chão e envolva sua perna, com o braço direito ainda rotacionado, pela frente da canela encaixando a axila na frente do joelho. Nesse momento seu tronco faz uma leve torção para o lado esquerdo deixando o ombro direito mais a frente. Deslize o antebraço pela lateral da coxa levando sua mão em direção às costas.   Um quadril rígido pode dificultar a posição da perna atrás do ombro, então se for preciso, segure sua canela direita com a mão esquerda no momento de enlaçar a canela com o braço.   Leve agora o braço esquerdo pelas costas direcionando a mão esquerda para encontrar a mão direita. Segure, se possível, seu punho esquerdo com a mão direita. Se não chegar ao punho, faça um gancho com os dedos ou utilize uma faixa , corda ou toalha entre as mãos para vencer o espaço que falta para realizar o gancho.     Exalando leve o tronco a frente em direção a canela da perna esquerda. Mantenha a base da coluna alongada tentando levar o queixo na canela e não a testa no joelho. Seu quadril do lado direito subirá suavemente, mas mantenha a sola do pé direito firme no chão. Olhar (drishti) no dedão do pé esquerdo.   Faça algumas respirações e repita para o lado esquerdo.   A dificuldade provocada pela rigidez de quadril e isquiotibiais pode ser vencida utilizando um cobertor dobrado como assento.   Marichyasana é uma postura que acalma mente, alonga ombros e quadris. Massageia os órgão internos ajudando na digestão e aliviando os sintomas da digestão inadequada e ineficiente.   É uma ótima postura para introspecção.   As variações de Marichyasana não são posturas muito populares no mundo do Yoga ocidental, mas como boa praticante de Ashtanga, me deparei logo com o desafio de “fechar os ganchos”. Erro de principiante lutar contra o próprio corpo na tentativa de encontrar as mãos nas costas, ainda mais sem vê-las.   Foi quando compreendi que Marichyasana não é sobre fechar ganchos, mas sim, sobre seguir a direção correta para construir espaço, que aprendi a apreciar o processo. E minhas mãos, então, finalmente se encontraram.   “Pratique, pratique e tudo virá” - SRI K Pattabhi Jois   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 25 jan 2021 | Daniel De Nardi
O Yoga pode ajudar na redução do Stress?

O Yoga pode ajudar na redução do Stress? Pergunte aos seus amigos, o que é o stress? Alguns dirão, nervosismo, tensão muscular, outros frio na barriga, palpitação. Eles não estão errados, mas isso são os efeitos físicos do stress; o stress mesmo começa bem antes. Quando o cérebro entende que estamos numa situação de perigo, ele avisa ao corpo para que se proteja da ameaça. Não são apenas os humanos que se estressam, todo animal possui algum tipo de defesa em casos de risco. A sensação de medo aciona o sistema simpático ( que de simpático não tem nada, pois é o sistema responsável pela luta ou fuga, o sistema simpático é responsável pelos instintos mais primitivos de sobrevivência). Quando isso acontece, todas as sensações descritas pelas pessoas, começam a aparecer, o batimento cardíaco aumenta, os vasos sanguíneos se contraem para que menos sangue seja perdido caso haja corte, os sentidos se aguçam, as pupilas de dilatam para vermos mais detalhes, o sangue sai de órgãos como estômago ou intestinos e se desloca para o cérebro e músculos. Estamos prontos para lutar bravamente pela vida, só que como será a digestão de alguém muito estressado durante vários dias?  O que desencadeia o stress é uma percepção subjetiva de um risco aparente. Cada pessoa, internamente identifica algum tipo de ameaça e aquilo vai afetá-la na proporção direta do seu medo. Em outras palavras, o stress começa por causa de alguma insegurança, um medo que quanto maior, maior o estado do stress. O stress em si não é ruim, ele já salvou nossas vidas inúmeras vezes. O ponto é que há um preço a ser pago pelo corpo por todas essas alterações hormonais. Como o corpo gasta muita energia para entrar no estado de luta ou fuga, se o estado for repetido constantemente, o sistema imunológico cai, a recuperação do corpo é prejudicada e mesmo dormindo, alguém com altas taxas de cortisol, permanece cansado. No médio prazo, pode aparecer efeitos como tristeza e depressão. A Organização Mundial de Saúde vem chamando a atenção para a gravidade de doenças relacionadas ao coração. 90% das pessoas com diabetes ou doenças cardíacas desenvolve esses sintomas por causa do estilo de vida. É uma unanimidade entre especialistas, que o maior risco de doenças cardíacas se dá em pessoas com pressão alta, altos níveis de colesterol e açúcar no sangue. Fatores relacionados às respostas do stress e má alimentação.   O stress quando salva nossa vida é bem vindo, o problema é quando geramos o stress em situações desnecessárias, por motivos que não valiam esse esforço luta/fuga. Passar constantemente por situações estressantes, desequilibra a vida, tira a pessoa do eixo.   Centenas de estudos como este, demonstram melhorias importantes relacionando meditação a redução de ansiedade e depressão. Hoje é comum praticantes procurarem o Yoga para baixar os níveis de cortisol ( um hormônio que indica um estado constante de stress),   Mas será que o Yoga consegue fazer isso? A primeira definição do Yoga foi feita por Patanjali, um importante mestre de Yoga dizia que o Yoga é a suspensão das agitações mente/emoções. Numa leitura científica, Patanjali estaria dizendo que deve-se evitar usar demais o sistema simpático (aquele que ativa fuga/luta) e que também deve-se usar o outro sistema o parasimpático, responsável pelo descanso e digestão, por reabilitar o corpo, deixando revigorado. Patanjali propõe um caminho de não agitação, não stress, caminho de equilibrio entre o vigor e a calma. Uma pessoa estressada, sente-se de alguma maneira ameaçada, isso provoca agitação. Ela vive o medo, deixa de ser ela mesma e por isso, passa longe do estado sugerido por Patanjali. Por outro lado, a melhor forma de se ativar o sistema parassimpático, produzindo revigoramento físico e mental é a prática de Yoga. O Yoga apresenta muitas ferramentas para atuarmos melhor nas causas do stress e suas respostas.   Contato com sua respiração - fisiologicamente uma das respostas mais imediatas do stress sobre o corpo é a alteração da respiração. Tornar a respiração lenta e profunda muda completamente o estado interno. O cérebro entende a respiração profunda como um momento de segurança e com isso diminuiu as substâncias para defesa como adrenalina e outras.  Relaxamento físico - tanto as posições físicas quanto os exercícios de relaxamento possibilitam descontração muscular, liberando tensões e melhorando a circulação sanguínea. Meditação - o terceiro ponto, relacionado ao quanto, nossa percepção de mundo pode mudar e o quanto isso evita o stress, precisaremos voltar a Patanjali. No seu livro Yoga-Sutra, Patanjali trata de klêshas, obstáculos para alcançar a estabilidade YogIN. Para ele, o que dificulta a vivência constante do EU são esses 5 fatores:   Ignorância; Apego; Aversão Egotismo; Medo.   Podemos explorar os 5 klêshas em outro texto, mas agora, é o último que nos interessa - MEDO! Nos primeiros sutras (aforismos), Patanjali diz que o YogIN só tem duas possibilidades: ou encontra sua identidade ou irá se identificar com personagens, no caso desse klêsha, um personagem tomado pelo medo (stress). Em seguida, descreve diversos sentimentos decorrentes dessa identificação com o medo, tais como angústia, infelicidade e nervosismo. A busca do YogIN é livrar-se do que lhe afasta do EU, os klêshas que impossibilitam a estabilidade mente/psiquismo. A palavra sânscrita satya, verdade, vem de sat, ser, existir. Então a verdade de satya não é no sentido de contar uma verdade, mas de ser verdadeiro. Essa é a maior verdade, uma verdade que gera convicção, pois você é você mesmo e isso é essencial para estar seguro. Patanjali indica satya como um passo importante na libertação do YogIN. Entre todas as suas técnicas, pranayamas, asanas e especialmente na meditação, o que o Yoga se propõe a fazer é revelar o EU. Trazer ao praticante aquilo que ele já é, e sempre foi, mas nem sempre trouxe essa essência para o mundo. Quando há conexão com EU há esse sentimento de Satya, o verdadeiro sentimento de SER quem se verdadeiramente é. Para saber se você tem vivido próximo ao EU, olhe para sua vida e observe se mesmo com os altos e baixos, de uma maneira geral a direção faz sentido pra você. Quando você percebe esse sentido, passa não se incomodar tanto com os obstáculos, mas aprende com eles. A vida se tona mais leve, seu EU é mais presente. Por outro lado, se fazendo a análise você notar que há um desalinhamento, que você parece estar deslocado de lugar, fazendo algo que não gosta, vivendo uma vida que não é sua, provavelmente, por diversas razões, mas o desalinhamento por si só, põe nosso psiquismo em estado de stress.  Viver desconectado daquilo que você realmente é, gera insegurança, você pisa num terreno desconhecido, logo vê perigo a frente o tempo todo e o corpo responde com stress. Diminuir o stress requer prática dos exercícios de Yoga, mas também uma vontade do praticante de vencer esses medos. Encará-los para conseguir distinguir dentro das sensações o que é realmente seu, o que verdadeiramente ameaça-o, o que é pura construção do psiquismo. Meditar é trazer o EU para o eixo e depois tentar trazê-lo para o dia a dia. Encontrar sua estabilidade interna, para agir no mundo, seguro que o seu EU está fazendo o melhor.       Baixe GRÁTIS o e-book - O Yoga e o Stress