Brand

Suspeitando do EU alheio – Podcast #17

Suspeitando do EU alheio – Podcast #17 – Reflexões de um YogIN Contemporâneo –

O novo projeto de Jimmy Wales, fundador da Wikipedia chama-se WikiTribune, uma Wikipedia de notícias que determinará a verdade dos fatos. Será?

Saiba mais no 17° episódio de Reflexões de um YogIN Contemporâneo, um programa semanal de assuntos cotidianos relacionados ao Yoga.

 

 

 

Links

  • Liberdade Disruptiva, o Podcast mencionado no #17

 

  • Independência do Judiciário 

O Sistema Judicial Hindu

por P. B. Mukharji,
juiz na Corte Suprema de Calcutta,

Referência bibliográfica:
THE RAMAKRISHNA MISSION INSTITUTE OF CULTURE. The Cultural Heritage of India. Calcutta, 1970. 5 v. (Inglês) (Vol 2, cap. 26, pág 434 a 439)

“A independência do judiciário era uma das características mais destacadas do sistema judicial hindu. Mesmo nos dias da monarquia hindu, a administração de justiça sempre se manteve separada do Executivo. Era uma regra independente tanto na forma quanto no espírito. O sistema judicial hindu foi o primeiro a perceber e reconhecer a importância da separação do judiciário do executivo, e deu a esse princípio fundamental uma definição e formulação prática. O caso de “Anathapindika contra Jeta”, relatado no Vinaya-Pitaka, é uma brilhante ilustração deste princípio. Nesse processo, um príncipe e um cidadão comum submetem seu caso à corte de justiça, e a corte decidiu contra o príncipe. O príncipe aceitou tal decisão como uma questão de competência à qual ele estava sujeito. A evolução do princípio de separação do judiciário em relação ao executivo foi em grande medida resultado da concepção hindu de que a lei se aplica também ao soberano. A lei, na jurisprudência hindu estava acima do soberano. Ela era o dharma.”

 

  • Artigo da Harvard Business Review sobre Blockchains

  • A proposta de Jimmy Wales, fundador da Wikipedia

  • Podcast Sobre os 3 EUs da Mandukhya Upanishad

 

  • Evolução da Qualidade de Vida no Mundo nos últimos 200 anos

 

  • Perguntas sobre Wikitribune

 

 

Read Jimmy Walesanswer to Why has Jimmy Wales picked only left-leaning figures to head his WikiTribune crowdsourced project? Why are there no Conservative advisors? on Quora

    • Página de Cursos do YogIN App

    Cursos de Yoga

     

    • Trilha Sonora da série de Podcasts – Reflexões de um YogIN Contemporâneo

     

    • Série de Podcasts – Reflexões de um YogIN Contemporâneo

    Perfil de Guy Kawasaki, mencionado na resposta

 

Transcrição do Podcast

 

Suspeitando do EU Alheio #17

Olá, meu nome é Daniel De Nardi e está começando o 17º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”

No episódio anterior, que a gente falou sobre o Blockchain, a gente falou de um redução de concentração de poder em diferentes exemplos, eu dei o exemplo de que antes a concentração do que passaria ase propriedade privada dependeria dos brâmanes isso com a civilidade e a construção de regras e fizeram uma divisão clara entre o legislativo, o judiciário e o executivo, então havia aquelas regras de forma muito clara e nem mesmos os reis e os príncipes(…) é citado o caso de um príncipe que perdeu para um cidadão comum, justamente nessa época, muito antes de Roma falar esses conceitos do executivo ser separado do judiciário, na Índia esse movimento já existia, então o movimento que dava autonomia para o indivíduo dando mais liberdade, mais poder para o indivíduo e não concentrava esse poder na mão dos brâmanes que eram os sacerdotes da época que vinham ganhando muito poder ao determinar as terras e propriedades, então começou a se criar regras na sociedade que diminuíram a concentração do poder.

Depois eu dei um outro exemplo que é o Tripitaka, que é o primeiro texto escrito a partir das ideias de Buda, então após a morte de Buda, para não ter uma concentração de poder nas mãos de um único monge, eles criaram um conselho, um colegiado, um grupo de monges e decidiram de tudo o que era mais importante dentro dos ensinamentos de Buda, eles criaram hinos e cânticos a partir desses ensinamentos, que começaram a ser repetidos por todos aqueles monges e por todos os seguidores dos monges. Então não havia a concentração de poder da palavra de Buda nas mãos de apenas um, essa pluralidade que fazia com que o poder fosse validado porque era várias pessoas falando a mesma coisa, se um mudasse o que era dito seria visto como alguém que estivesse deturpando, então é justamente a distribuição de poder que a mensagem conseguiu ir pra frente sem deturpação até se escrever o livro, que é o primeiro que contem a palavra de Buda. Então a gente vê mais um exemplo de não concentração de poder para que o resultado seja mais efetivo.

E, por fim, citei o caso dos Blockchain que eu acredito que seja mais para dez, vinte anos aí pra frente uma alternativa para menos concentração na mão do Estado. Ao invés de a gente ter de relatar tudo ao Estado, como a venda de uma casa, vamos poder estabelecer uma relação direta com o comprador e, após o contrato firmado, qualquer pessoa terá acesso ao contrato e a negociação que estará em um drive virtual, o arquivo não poderá ou não ser editado de acordo com a autorização de ambas as partes, as regras não serão estabelecidas pelo governo, mas pelas pessoas que estiverem negociando diretamente e isso é maravilhoso no sentido da autonomia no sentido de você mais uma vez diminuir os custos, a legislação e ajustar mais perfeitamente porque é você negociando diretamente com a pessoa.

A tendência dessa dissolução de poder é interessante de diversas formas, mas pode haver situação em que isso não estará tão nítido quanto esses exemplos que a gente viu agora. Um outro exemplo dessa dissolução do poder é a Wikipédia, que cria conteúdo a partir de muitas contribuições, mas há vários “xerifes” dos textos que verificam a veracidade e relevância do texto, qualquer um poderá ser este xerife. A Wikipédia cria um sistema inteligente de as pessoas criarem e verificarem o conteúdo para evitar propagandas e coisas do tipo, ela tem um sistema muito eficaz na distribuição porque não há uma concentração, não há uma pessoa ou um grupo dizendo o que é correto, na verdade há esse grupo, mas qualquer um pode fazer parte, é aberto, então elimina a possibilidade de ficar nas mãos de uma pessoa.

Quem criou a Wikipédia foi Jimmy Wales, o novo projeto dele é o Wikivideo (vou deixar o link), ele demonstra que a mídia após a invenção da internet ficou tão focada em click que perdeu o foco na credibilidade, que era o principal papel da mídia antes da internet. Você pagava um jornal porque acreditava que ele estava filtrando as melhores informações e te entregava um conteúdo mais próximo da verdade. O que aconteceu é que, segundo ele e eu concordo com ele, a internet é diferente do sistema anterior, jornal tevê, porque na internet a informação não fica registrada como no papel, não é um documento, então o que acontece muitas vezes é que você clica em uma matéria é direcionado para outra, aquilo dá o dinheiro que o site queria, as vezes nem era o que você estava buscando, muitas vezes é só uma notícia sem relevância, as vezes o site cria notícias e de desaparece logo em seguida. Há sites que são criados só para gerar uma notícia, para dar um buzz e fazer dinheiro em cima de clicks porque isso gera dinheiro, por exemplo, se você inscreve o seu blog dentro do Google, de Adsense, você ganha um valor por cada click. Então perde-se o compromisso com a verdade, a partir do momento em que se paga pelo clique ele passa a ser mais importante e como é tudo muito variado(..)por exemplo, você tem alguns jornais na banca de jornal, se caso um estiver falando muitas besteiras, no dia seguinte você compra outro. A variedade dos cliques é muito grande, então são tantas opções que acaba ficando difícil não clicar, diferente do caso do jornal.

O Jimmy Wales começou a condenar isso dizendo que havia uma distorção muito grande e propôs uma ideia chamada Wikitribune, que receberá doações de crowdfunding e vai contratar jornalistas para fazer um sistema parecido com o da Wikipédia, mas diferente desta, eles terão jornalistas profissionais trabalhando para validar as verdades das notícias. Então haverá a contribuição dos usuários, mas os jornalistas serão contratados para verificar a veracidade. A ideia, aparentemente é muito boa, profissionais e a comunidade conseguirão validar informações da mídia e poderão dar uma resposta mais próximas da verdade. Inclusive os especialista poderão colocar toda a fonte e as maneiras com as quais conseguiram chegar a elas.

Como eu falei a ideia é muito boa, o ponto é como ela vai ser implantada, porque aqui a gente tem que fazer um divisão que é entender o funcionamento do osso cérebro trabalhando pelo menos 90.000 em função da escassez e justamente por isso as notícias chamam muito a atenção, notícias violentas, alarmantes. Vou deixar um vídeo mostrando o quanto o homem vem melhorando, é bem interessante este estudo que vai mostrando a evolução de acordo com a expectativa de vida e qualidade de vida. Você vê que a humanidade como um todo está melhorando, mas as notícias ruins sempre vem porque a gente é atraído pelo medo, a notícia ruim chama mais atenção porque ela acende regiões do nosso cérebro responsáveis pelo medo, então a gente fica mais atento por uma preservação própria. Por outro lado, o ser humano tem a tendência a sempre agira baseado na escassez e no individualismo puro, então você não acredita em atitudes desapegadas, feitas simplesmente por um bem maior, é interessante olhar o podcast 3 que fala dos três Eu’s (eu do corpo, da mente e do coração) e a medida que o corpo, especialmente a mente, trabalha com a escassez a voz interna, do eu, irá trabalhar para os valores mais universais, espirituais e pode a ver uma atitude mais altruísta. Só que o ponto é quando envolvemos a política, é complicado acreditar que as pessoas estarão agindo desta forma, porque a conexão é muito pessoal e não é possível de ser mensurada, você pode aparentemente fingir que está fazendo o bem, mas aquilo está sendo feito para cumprir uma vontade pessoal. Não vejo tanto problema quando é algo privado, porque neste caso, não há obrigatoriamente uma imposição. Por exemplo, o responsável pelo Mcdonald’s fez algo para o bem porque ele queria que as pessoas comessem melhor ou mais barato, ou fez porque queria ganhar mais dinheiro e ficar famoso. Independentemente de qual seja a intenção dele, no final quem decide é você, por mais que houve uma intenção, não final a decisão é sua. Quando a gente vai para o plano público, o raciocínio é outro porque a decisão de um político interfere diretamente na vida de outras pessoas que não escolheram por aquilo, se você vai ao Mcdonald’s e acha que está caro, você pode ir embora, é uma decisão sua, é privado. E pode de fato observar as pessoas e acreditar que elas estão agindo de maneira altruísta, mas quando entra na esfera pública fica mais complicado.

Quando a gente trata de questões políticas, eu prefiro sempre pensar que vai haver um interesse egoísta na decisão de determinada pessoa. Essa ideia aparentemente boa de resolver as mentiras da mídia com um sistema que seria um validador da verdade, ideia está boa e abnegada porque o próprio Jimmy Wales não recebe salário da Wikipédia, ele faz um trabalho voluntário, se ganhasse a esfera pública acaba tendo consequência não tão boas.

Se eu acredito na intenção do Jimmy Wales? Posso até acreditar que ele esteja querendo fazer o bem, mas existem brechas que se ele não estiver(…)não tem como a gente saber, não tem como você chegar nele e saber se ele está fazendo de forma pura, uma intenção que vem do coração ou por egoísmo de ganhar mais poder. Imagine o quanto de poder existe quando se pode validar todas as notícias do mundo atribuindo veracidade a elas, se toda a notícia que todas as mídias sociais derem, as pessoas irem no seu site verificar se é verdade ou não. Qual o poder de influência no mundo quando se tem isso. Entendido que pode haver uma abnegação na atitude, isso pode existir, mas quando envolve as esferas púbicas e políticas, como no caso, temos que tomar algumas precauções e não aceitar acreditam que todos estão fazendo por bem.

Por exemplo, terá os jornalistas e os contribuintes, estes jornalistas serão pagos através dos fundos de doação, porém quem irá entregar o contracheque será o próprio Jimmy Wales, ele que vai pagar os profissionais para pesquisar, eles terão autonomia, porém não há uma autonomia total quando esta se vincula a um pagamento. Haverá um grupo de jornalistas e muitas pessoas verificando, qual será o peso do algoritmo? Na Wikitribune não ficará claro o quanto de peso terá o jornalista e quanto terá a sociedade que estará contribuindo com o algoritmo. A partir do momento em que se coloca um peso no algoritmo e se contrata jornalistas, pode-se dizer e determinar o que é verdade ou não a partir de decisões pessoais.

Um outro ponto é que os profissionais remunerados terão um tempo maior para se dedicar ao trabalho, diferente do colaborador que não estará sendo remunerado. Digamos que um jornalista e um colaborador tenham visões contrárias, o jornalista terá muito mais recursos para investigar e criar o conteúdo, enquanto o colaborador, por mais certo que possa estar, não terá tempo e ferramentas para criar um conteúdo contundente e poderá se desmotivar e desistir. Além do algoritmo, quem é remunerado tem uma outra vantagem de atuar com mais tempo e poder de persuasão que um colaborador, aqui já começa a ter outra distorção nas notícias.

O Jimmy Wales fez uma sessão de perguntas e respostas no site Cora e perguntaram pra ele qual era a motivação dele para o Wikitribune, ele responde que na posse do presidente Donald Trump houve muito embate de quantas pessoas haviam no dia e que o Wikitribune ajudaria de alguma forma. Isso já não me agrada, independente do lado que ele defenda, você ter como motivação a política e se colocar como validador das notícias do mundo, começa parecer um pouco estranho, começa a parecer um pouco (…) pode não ser, como eu falei, se eu tivesse que acreditar eu gostaria de acreditar q eu o projeto é isento, mas ele tem muitas brechas para ser um projeto de poder totalitário. Se isso passa a se tornar uma convenção, se a verdade é apenas o que o Wikitribune valida, ele começa a ter o poder da verdade nas mãos e para distorcer é muito simples, hoje em dia você tem uma quantidade tamanha de informação para qualquer área, numa mesma situação você consegue provar coisas opostas.

Existe uma escola de economia chamada de Escola de Virginia ou Public Choice que tem uma premissa muito simples, mas que é tão óbvia. Eles colocam que quando uma pessoa cria empresa ou tem alguma relação de trabalho a premissa é de que esta pessoa vai agir de maneira egoísta e que precisa ver o máximo de regras pra contê-la, o egoísmo e a busca impetuosa pelo poder (em geral a gente sabe que as pessoas abrem empresas para exercer os seus dons e para ganhar a vida, est é a motivação da maioria das pessoas), mas pra proteger esse capitalismo selvagem criam-se várias regras, porque o indivíduo está agindo de forma egoísta, só que quando entra na esfera pública parece que tudo muda. A Public Choice não vê o ser humano com divisões entre aqueles que agem tendo como foco interesses pessoais e aqueles que são abnegados, eles pensam que se um empresário, toma decisões por meios pessoais(…) como eu falei, pode haver a decisão de um eu do coração? Pode, mas a gente tem que partir do pressuposto que se a gente não consegue medir isso e só observar em nós mesmos só você poderá perceber a conexão, que a sua vida tomou um sentido e que está caminhando com foco naquilo que é mais importante pra você, poderá até mentir isso para as pessoas, não vai fazer bem e irá tirá-lo da conexão, mas não há como ninguém medir pra você e afirmas se você está no seu caminho, que está seguindo o seu Dharma ou agindo de forma abnegada. Então a gente sempre tem de dar um passo pra trás e procurar proteger, saber que a princípio você mesmo sempre estará agindo de forma abnegada, à medida que só você pode saber sobre si mesmo, o outro tem de suspeitar e que pode se beneficiar das confiança alheia.

Então a gente precisa pensar sempre que as pessoas estão agindo de forma pessoal para nos proteger, a própria Public Choice coloca que quando há criação de leis e cargos é feito para beneficiar quem criou. Então a Public Choice sempre entende o indivíduo como um indivíduo em qualquer ambiente e não existe uma divisão do indivíduo egoísta no campo privado e abnegado quando estra no campo político. Então vamos criar regras para não dar muito poder para eles porque uma pessoa no âmbito privado não pode impor nada a ninguém, quem está no campo público pode, temos de tomar cuidado quando essas decisões são tomadas porque elas podem nos afetar diretamente.

Algumas coisas são interessantes para a agente responder, qual é o real interesse de quem propõem as mudanças? Qual é o real interesse de Jimmy Wales? Será que é validar as notícias ou ele quer adquirir poder? Existe alguma forma de deter esse poder? A gente pode criar mais recursos, mas os políticos de alguma forma tem um jeito de deter a expansão de poder que é o sistema judiciário. No caso do Wikitribune, se começar a ganhar muito poder, como vamos parar a sua expansão? Até porque todo o recurso será oriundo de doações voluntárias, não por publicidade.

Entra um ponto que se só as notícias de Wikitribune forem válidas não será, então. Um outro meio de monopólio ainda maior que o da mídia atual? Precisamos questionar, aliás esse é um dos pontos que a Escola de Virgínia faz, questionar como se resolve a questão da desigualdade social, sendo que os recursos estão escassos, pagar para políticos que se dizem abnegados resolver esse problema? Como resolvê-lo?

De fato há um problema com a mídia atual, mas como podemos resolver esse problema? Colocando um grande fiscalizador da veracidade das notícias? Fica para cada um pensar, se quiser colocar nos comentários a sua opinião, eu vou ficar feliz, ler e a gente vai debatendo.

O questionamento pra mim, inicialmente eu nem tinha pensado num tipo de solução, porque eu não acho que seja simples de solucionar. Talvez o Wikitribune seja um alternativa com alguma mudança, mas qual é a solução eu também não sei. O que eu tenho visto como uma forma que tem funcionado é o sistema de patrocinadores, no sentido de mecenato, que é a contribuição a partir do conteúdo consumido, tem alguns podcast que eu acompanho e que tem esse sistema e que contribuo com quantias baixas de doação, mas que para a pessoa que está produzindo faz uma grande diferença e é nisso que eu acredito, numa pessoa sem muito poder de validar, com ideia que consiga vender, ser remunerada pelo trabalho e desenvolver com mais dedicação, financiada pelos seus próprios consumidores.

Não é o caso do nosso podcast que é realizado com o interesse em divulgar os nossos produtos e serviços, obviamente a gente usa esse espaço para falar sobre yoga e dar opiniões, mas temos produtos que vendemos. Quem quiser ajudar o podcast, pode ir até o site e adquirir um dos nossos cursos que, de alguma forma, você estará ajudando este projeto a se manter. Mas essas pessoas que são jornalistas amadores ou profissionais não tem o que vender, diferente do nosso caso que podemos vender um serviço que consegue se vender online e agrada as pessoas, porém quem tem um serviço relacionado a conteúdo escrito ou falado não tem um serviço para vender, então sendo financiadas diretamente pelo seu público é uma boa solução. Como no caso do Petryum que é um canal internacional que tem essa lógica. O sistema de crowdfunding para podcast e blogs que acho que são muito mais eficazes, além de dissolver o poder, o público escolhe quem quer patrocinar, é um sistema democrático.

Uma das perguntas que fizeram para o Jimmy Wales, no Cora, questiona porque todos os conselheiro do Wikitribune são do partido democrata. Então é como se o UOL fosse criar um portal e todos os conselheiros fossem vinculados a um único partido, seja lá qual for, no caso deles são dois partidos, digamos que por aqui no Brasil só existisse PT e PSDB, se todos os conselheiros fossem de apenas de um partido como o outro reagiria? Isso não é saudável e não tem como confiar plenamente. Quando é feita essa pergunta, é exposta uma relação com os nomes de todos os integrantes, um dos nomes da lista é de Gui Kawasaki, que é o embaixador da apple, Jimmy Wales responde que não sabia qual era o partido político de Kawasaki. Se você contrata alguém para ser conselheiro da sua empresa, pelo menos uma vez você irá acessar o perfil da pessoa na mídia social que ela se relaciona. O perfil de Kawasaki no Twitter (vou deixar o link pra vocês verem) de dois ou três tweets um é político, então se começa a suspeitar que há um movimento político, independente de para qual lado for, que não é favorável a distribuição de poder, dá uma ideia de concentração de poder.

Então pratique o altruísmo, pratique ações sem intenção de retorno, isso é maravilhoso porque mostra a sua verdadeira vocação, o seu verdadeiro eu, mas não acredite o eu alheio.

Hoje nós vamos ficar com uma música de um compositor Nino Horta, que é um dos primeiros compositores a criar músicas para trilhas sonoras de cinema, vamos ver outros como John William, mas hoje nós vamos ficar com Nino Horta com a famosa trilha de O Poderoso Chefão.

Daniel De Nardi

Head de conteúdo do YogIN App. Autor de 6 livros sobre Yoga. Pesquisador da História do Pensamento Indiano.