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Disciplina, Determinação e Realização

Disciplina, Determinação e Realização

Você nunca se questionou de onde vem a força das pessoas que passam por muitas dificuldades e que, apesar de tudo, perseveram em seus objetivos, conseguindo, com muita luta, realizá-los? Por outro lado, vemos pessoas com tudo aquilo de que precisam a seu alcance e que, apesar disso, levam uma vida sem rumo, nada realizando pela melhoria do mundo em que vivemos. Muitas vezes, a facilidade pode se tornar nosso maior inimigo e a dificuldade, nossa maior dádiva, dependendo apenas de nossas decisões. Fica claro que realizar não depende das condições iniciais, mas da vontade e da determinação daquele que se propôs a “colocar a ideia de pé”

Acreditamos que essa força da determinação tem início com o autoconhecimento; na medida em que nos conhecemos mais, vamos descobrindo também qual é o nosso propósito de vida. Quando temos isso muito claro, fica mais fácil agirmos com uma convicção plena de que o sucesso virá, aconteça o que acontecer. Saber para que viemos ao mundo alimenta nossa motivação, tornando-a inabalável. Para chegar a esta descoberta tão íntima, cabe apenas a você o desenvolvimento de um autoestudo muito profundo.

Pátañjali, grande mestre de Yoga indiano do século IV a.C., disse que para se conquistar algo extremamente difícil, como a meditação, é necessária “uma disciplina diligente cultivada por um longo tempo, sem interrupção e com profunda dedicação”. Também é necessário “subjugar a compulsão pelas dispersões”. Este pensamento poderia ser de um grande empresário, a respeito da construção de uma empresa; ou de um medalhista olímpico, sobre suas conquistas – mas tem mais de dois mil anos.

A persistência sustentada por um longo período torna-se o maior aliado daquele que busca grandes realizações, ou seja é um ativo indispensável à conquista dos nossos sonhos. Mas, afinal, que recompensa poderia ser valiosa quando conquistada num curto espaço de tempo?

“O valor das conquistas está diretamente ligado à quantidade de coisas que tivemos que abrir mão para conquistá-las”. Este pensamento, atribuído a Gandhi, complementa o de Pátañjali: a cada dia, maior é a quantidade de diferentes estímulos que recebemos; podemos fazer virtualmente o que quisermos, mas nunca conseguiremos fazer tudo o que o mundo nos oferece. Cabe a cada um, portanto, conhecer suas motivações internas e não deixar que as dispersões lhe tirem do foco da meta.

Temos aqui dois pontos indispensáveis para a construção de obras grandiosas ou de realizações com grande valor pessoal: permanecermos focados por muito tempo naquilo que desejamos e não nos dispersarmos com as alternativas que o mundo oferece. A sua percepção interna é que mostrará aquilo que você quer realmente. Uma vez descoberto, será a hora de começar a lutar bravamente para transformar seu desejo em realidade.

 

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Daniel De Nardi

Head de conteúdo do YogIN App. Autor de 6 livros sobre Yoga. Pesquisador da História do Pensamento Indiano.

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    BEL Meirelles - 9 dez 2015

    sensacional a materia!!!

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    CLENA Rocha - 7 mar 2018

    Excelente! Motivacional para qualquer projeto na vida!