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COMO O YOGA PODE TE AJUDAR A DORMIR MELHOR

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Dicas de Yoga | 4 mar 2021 | Daniel De Nardi


COMO O YOGA PODE TE AJUDAR A DORMIR MELHOR

 

O sono é uma das partes mais importantes da vida, passamos, pelo menos deveríamos passar, quase um terço da nossa existência dormindo – dormir com qualidade é viver com qualidade.

Nem sempre conseguimos cumprir as oito horas recomendadas pelos médicos e especialistas, e nesse caso, torna-se ainda mais importante que se tenha qualidade enquanto se dorme.

As técnicas que sugerimos abaixo não tomam mais de 15 minutos e fazem toda a diferença para o seu sono.

 

 

 

ISOLE AS DISPERSÕES

O sono é um estado de consciência que para ser gerado depende de monotonia. Se você dificulta o acesso à dispersão, já estará dando um bom passo em direção a um sono com qualidade. Procure deixar o celular carregando longe de você. Evite televisão. Prefira um livro ou algo que exija sua atenção, pois sustentar a atenção por um tempo é o melhor caminho para gerar monotonia e, consequentemente, sono.   

SAIBA COMO O YOGA PODE AJUDÁ-LO A ACORDAR MELHOR

SOLTE O AR DEVAGAR

A expiração é a principal fase respiratória responsável pela descontração. Toda vez que expiramos no nosso dia-a-dia geramos um pequeno grau de descontração. Quando passamos a dar uma atenção para esta fase, pondo a intenção do relaxamento, o corpo responderá com mais eficácia.

De olhos fechados, concentre-se em sua expiração, você pode contar o tempo – pelo menos 10 segundos – ou simplesmente atentar para que a expiração seja lenta. Faça com que cada expiração faça o corpo se soltar mais e mais. Observe as partes mais tensas do corpo e dedique algumas expirações a elas. Ponha toda a intenção do relaxamento especificamente nestas áreas. Um corpo sem tensões é a certeza para a qualidade de sono.   

 

MEDITE

A meditação por si só já valeria a pena, mas como estamos falando de sono, vejamos como ela contribui para isso. Como explicado acima, para o sono acontecer é preciso de um estado de monotonia que começa a dizer a mente que é o momento de descansar, sem isso tudo fica mais difícil. A meditação é a técnica mais eficiente do Yoga para acalmar a mente. Reduzir ao máximo o fluxo incessante dos pensamentos. Com uma meditação breve de 5 minutos você estará mais apto a fechar os olhos e descansar mais rápido.   

 

NÃO PERCA O PRÉ-SONO

Antes de adormecermos, entramos num estado de consciência muito especial que no Yoga chamamos de Yoganídra Vastha ou estado de Yoganídra. Neste estado, situado entre o sono e a vigília, baixamos nossa auto censura, ficamos mais suscetíveis. Neste estado, sentimos que nossos objetivos são possíveis. Apesar das dificuldades do caminho, a realização é viável. No estado de vigília, os sonhos parecem mais distantes, somos mais céticos e menos esperançosos. Aproveitar este estado que passamos todos os dias antes de adormecer é de muita utilidade para a criação de um modelo mental que será seguido pelas ações cotidianas, até sua realização no plano da matéria.      

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Daniel De Nardi>

Daniel De Nardi

Daniel é Professor de Yoga há mais de 20 anos. Pesquisador do Yoga e das raízes dessa Filosofia Milenar. É autor de diversos livros: "Aprenda a Meditar com o Yoga", "As Origens da Meditação e do Yoga", "Asana - Posturas do Yoga", "Como a Meditação funciona?", "O Yoga do Autoconhecimento", "Pra que Meditar?", dentre outros. Também é responsável por produzir a série de podcasts "Reflexões de um YogIN Contemporâneo" do YogIN Cast, o canal de podcasts de Yoga mais acessado do Brasil. Instagram: @reflexoesdeumyogin

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Exercendo a Gratidão para um Encontro com Santosha Pode até ser moda entre a comunidade Yogin, parecer meio bobo, e um pouco otimista demais, talvez, mas o exercício da gratidão pode transformar completamente a sua maneira de ver as coisas. Quem aí não conhece uma pessoa que apesar das adversidades está sempre alegre e ainda consegue elevar o astral de quem se conecta a ela? Mesmo, e talvez principalmente, possuindo poucos bens materiais essas pessoas parecem sempre felizes. Você já parou para pensar nisso? Estas pessoas estão no momento presente, apreciando o pagode de domingo sem pensar em acordar às 4h na segunda-feira... Somos buscadores. É natural que tenhamos desejos e normalmente falhamos em reconhecer o que já está presente em nossa vida. Esta é uma percepção que pode ser alterada para uma vida mais equilibrada, onde nossos desejos não serão mais valiosos do que a realidade.   O ser humano aprende a associar a felicidade com objetos desde o seu nascimento. Objetos, neste caso, também são outras pessoas, ou qualquer coisa que não seja ele mesmo. Tudo que é lido e compreendido neste mundo através de seus órgãos de sentido.   Então buscamos a vida inteira pelo outro, pelo homem ou a mulher, pelo carro, pela casa, pelo filho, pelo emprego, pela estética, pela grama mais verde do vizinho… É uma busca incansável por mais e mais um pouco.   O sentimento de alegria e o reconhecimento da felicidade pode vir quando nos reunimos com o tal objeto de desejo, mas isso é passageiro, porque está relacionado com esse o desejo e não com o objeto em si. O mesmo objeto tem um valor diferente se é desejado ou se já se faz presente.   E esta busca se torna interminável, por toda a vida, desejando o amanhã. Mas assim que conseguimos nosso grande desejo, surge um novo. Reconhece o sentimento?   Tem uma frase que sempre me faz parar e refletir, você já até deve ter lido por aí nas mídias sociais: “Você se lembra de quando você queria o que você tem hoje?”   É aí que colocamos nossa felicidade para depois, quando eu tiver tal coisa. Quando eu estiver em tal lugar. Quando estiver com tal pessoa. Ah, aí sim, eu serei feliz! E a tal felicidade nunca chega. Porque ela não mora em um objeto, ela mora na ausência de desejos a estes objetos. Ao reconhecer que ela já está dentro de você pois é um ser completo, que já possui tudo que precisa.   Se você já possui tudo que precisa, seja grato! Agora! Presença!   Não digo que é fácil, afinal, somos buscadores, é nossa natureza. Mas se mudarmos nossa forma de pensar e começarmos a enxergar o que é no lugar do que queremos?   Aquilo que você pensa, onde coloca seu foco, cresce. E, se sentimentos são resultados de pensamentos, você escolhe o que quer sentir hoje. O que vai ser?   Passei um ano inteiro escrevendo diariamente no meu pote da gratidão e percebi que os dias mais difíceis de reconhecer o que havia para ser grata eram aqueles onde não houveram flutuações, distrações ou inconvenientes. Naqueles dias onde tudo correu bem, dentro da minha rotina. Não era naquele dia onde tudo deu errado, sabe como é esse dia, né? Nos dias “ruins” é ainda mais fácil encontrar razões para ser grato do que em um dia neutro. Eram nestes dias neutros que eu precisava enxergar a vida pelos olhos de Santosha para exercitar minha gratidão.   Santosha, o segundo Niyama do Yoga é o contentamento. Não é alegria exacerbada, estar sempre sorrindo, aquele estereótipo de buda feliz que parece nem perceber o estresse externo. Santosha é equilíbrio. É reencontrar a felicidade que mora dentro de você independente dos cenários externos. É se sentir completo. Santosha é compreender que neste mundo, tudo é finito e mutavel, principalmente as emoções - incluindo alegria e tristeza.   Para mim, gratidão é instrumento ideal para obtenção de Santosha. Todo mundo sabe o quanto é fácil ser grato quando se está alegre. Os momentos turbulentos são reconhecidos e até mesmo enaltecidos atualmente como momentos de grande aprendizado. O difícil de verdade é ser grato pelo “comum”.   A Gratidão precisa se tornar um hábito. Quando exercido diariamente, programa o seu cérebro para se sentir agradecido mais frequentemente, afastando emoções negativas. Hábitos são ações que você se propõe a realizar até que se tornem cada vez mais natural. E pode confiar, essa mudança de olhar acontece. Fica cada vez mais frequente no dia a dia.   Como? new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Se ao invés de reclamar do formato do seu corpo, você olhar para todo o complexo funcionamento dos seus sistemas que te permitem estar vivo lendo este texto? Então neste caso, você escolhe no cardápio de emoções que sua mente te proporciona, entre sofrimento pela vergonha e gratidão pela vida que vibra em todo seu corpo.     E durante a sua prática de asanas, você vai reclamar da mão que não chega até o pé ou você vai agradecer por ela abraçar seus tornozelos?   Meu pote da gratidão foi um excelente instrumento para desenvolver essa visão de presença através da gratidão, mas você pode começar apenas com um caderninho mesmo. Todos os dias um motivo de gratidão. Anote, tente não repetir. Use o mesmo horário, todos os dias. Se for fazer a noite, relacione com o dia que passou e se lembre de tudo que você viveu. De quanta vida você tem aí dentro.   Além dos benefícios relacionados a felicidade, segundo Emmons, psicólogo estudioso dos efeitos da gratidão, existem também benefícios físicos relacionados ao exercício da gratidão como: fortalecimento do sistema imunológico, diminuição das queixas de dores, diminuição da pressão arterial, melhora no sono e mais disposição ao acordar.   O exercício da gratidão nos faz perceber que estamos no poder do direcionamento de nossas emoções. Algumas mais fáceis de lidar que outras, certamente... Mas somos mestres da nossa mente e podemos alterar o curso de nossos pensamentos com ferramentas simples como “sou grato”.     Então faça sua mente trabalhar de forma positiva. Tirar o negativismo proporciona fluidez, desbloqueia e abre caminhos. Valorizar tudo que te fez chegar onde você está agora te tira do vitimismo. Você está exatamente onde deveria estar e tudo na sua vida te trouxe para este momento.   Respire, olhe para o lado e perceba, neste momento, do que você pode ser grato?   Sou grata por poder escrever semanalmente para vocês!   Gratidão!   Ouça também via: