Cérebro Bom Exige, Cama Comida E Aprendizado – Podcast #02 – Reflexões De Um YogIN Contemporâneo

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Filosofia do Yoga | 6 fev 2018 | Daniel De Nardi


Cérebro Bom Exige, Cama Comida E Aprendizado –

Podcast #02 – Reflexões De Um YogIN Contemporâneo

 


Este é o 2º episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo que traz interpretações de acontecimentos na visão de diferentes ensinamentos do Yoga.
Neste podcast, fiz comentários sobre uma entrevista com a neurocientista Tara Swart que fala de comportamentos que ajudam a mente a tomar melhores decisões e funcionar melhor.

Se você gostou das reflexões, isso já me faz sentir com a missão cumprida. Se quiser ajudar essa mensagem chegar a mais pessoas, vou ficar muito feliz se você avaliar esse podcast na Itunes ou no seu leitor de podcast do Android.

Abaixo os links citados no podcast

 

 

 

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Transcrição do Podcast #02

 

Cérebro bom exige cama, comida e aprendizado #02


Olá, meu nome é Daniel De Nardi e eu sou responsável pela parte de conteúdo do YogIN App eu venho trazendo pra vocês semanalmente neste podcast reflexões que entendam o mundo contemporâneo com uma vida agitada como nós temos, de que forma este mundo pode ser compreendido, pode ser ajudado por ensinamentos antigos, do que vou chamar de cultura sânscrita, que é a cultura que deixou registrada todos os seus insights na língua sânscrita que é uma língua antiga da Índia, traz o conhecimento do yoga para nosso os dias agitados e como esse tipo de conhecimento pode, de fato, nos ajudar a ter uma vida melhor. E essa, de fato, é a proposta do yoga, a proposta do yoga como uma “salvação”, digamos, nem tanto no sentido religioso, mas uma salvação de você livrar o sofrimento seja ele qual for. Este desconforto, tudo isso era a proposta inicial que desde Patanjali, primeiro professor a registrar os seus ensinamentos sobre yoga sempre houve essa busca pela libertação, para você ter de fato uma vida mais bem vivida, uma vida mais plena. Eu vou falar um pouquinho sobre o que aconteceu nos meus últimos tempos de estudos e trabalho pra você entender sobre o que a gente vai falar hoje que o assunto é o cérebro bom exige cama, comida e aprendizado.

Na metade de 2015 decidi a construir junto com outros sócios o YogIN App e eu coloquei de fato toda a minha energia, e a minha capacidade para desenvolver o projeto porque eu acreditava bastante nele. Só que eu não sabia, não tinha uma dimensão do que era uma empresa de tecnologia, de fato a gente começou a montar mesmo sem querer, mesmo sem saber só. Era uma questão que a gente acreditava muito na mensagem do yoga a gente viu que era possível aumentar essa difusão desse ensinamento através da internet  e aí nos propomos a fazer esse projeto que foi um projeto bastante inovador desde o início como, por exemplo, ele trouxe aulas ao vivo, primeiro pelo hangout do YouTube, então toda a semana tinha aula, e hoje em dia a gente tem um sistema de transmissão da aula de forma interativa que no Brasil não existe, não existe em língua portuguesa alguma então foi um trabalho bastante diferente do que eu fazia.

O nível de compreensão, de  aprendizado que eu precisei ter desde então foi bastante grande, teve de ser acelerado, uma empresa de tecnologia é uma empresa cara e não é simples vender na internet como as pessoa criam fantasias ou imaginam que seja que você vai montar uma coisinha e você já vai vender e ficar milionário, existe um oferta de conteúdo grátis na internet muito grande e muito qualificado, então pra você entregar algo que realmente tenha uma diferença que seja algo a mais que aquele conteúdo grátis ali, que faça uma diferença na vida das pessoas a ponto de elas querem pagar isso não é simples, como  por exemplo, você ligar a tevê e assistir o jornal nacional ou ver qualquer programa de tevê e você ir ao cinema que você se propor um gasto extra por que você vai ter uma experiência melhor de algo que realmente vale a pena pra você. Embora todo mundo venha com essa ideia, não é fácil vender na internet e o YogIN App teve uma necessidade de um desenvolvimento rápido de aprendizado e de desenvolvimento porque senão a gente não teria dinheiro suficiente para bancar o projeto. O YogIN App não teve investidores, ele foi desenvolvido com o nosso próprio capital, a gente se orgulha bastante disso, a gente não tinha tempo pra perder e tinha que sair atrás de aprendizado, e eu lembro que logo que eu comecei o trabalho no YogIN App eu tinha um certo receio de como eu ia mudar a minha assinatura no e-mail e isso era uma coisa que pra mim era algo que eu teria que parar e pensar, algo complexo, algo chato, algo que me incomodava a fazer porque era difícil era totalmente fora do meu trabalho.

Como eu falei anteriormente, como eu comecei a desenvolver uma empresa de tecnologia eu tive que de fato mergulhar e aprender sobre isso e sobre tudo que envolve tecnologia, mesmo que alguns assuntos superficialmente como inteligência artificial, que eu tenho uma noção curta, mas não sou um estudioso, mas em outra áreas deu tive de me dedicar mais e estudar e aprender um pouco mais. Então, especialmente o ano de 2016 foi o ano, pra mim, que eu mais aprendi na minha vida. E eu aprendi sobre diversas áreas, desde a parte de literatura, eu me inscrevi num curso online pra escritores, o Conti, do escritor Fábio Barreto, quem tiver interesse vale a pena procurar, ele é um professor muito bom de literatura. Eu fiz curso de vídeos, eu fiz curso de inglês online, eu estudei muito durante esse ano de 2016 e praticamente todos os dias eu estuei algo sobre o yoga. Foi um anos que realmente cresceu muito a força do yoga, eu fiz uma revisão do yoga na minha vida tentando compreender outras visões e tentando o que de fato o yoga representava na minha vida, acabou me surpreendendo por que o yoga é muito mais daquilo que aparenta ou aquilo que é uma foto de um asana. O yoga busca uma natureza própria uma identidade totalmente pessoal, de a gente buscar a nossa verdadeira natureza e, de alguma forma trazer isso à tona ao mundo e isso é um aprendizado, é um caminho para a via toda a gente sempre tá presente externalizando a nossa real natureza é algo que o yoga se propõem a ajudar seus praticantes e é algo que pra mim faz sentido como busca pra todo mundo. Então se existe técnica pra isso, existe um estudo pra isso, vale a pensa a gente aprofundar, estudar e ler sobre isso, como eu disse no início do podcast vai nos ajudar a viver melhor, eu acho que não existe esforço mais bem empregado do que o esforço para uma vida melhor e é isso que de fato o yoga se propõe e pelo menos como experiência pessoal, ele conseguiu preencher.

Então, o ano de 2016 muito aprendizado pra mim, e foi um ano que eu comecei a perceber que eu tinha facilidade de aprender assuntos diversos, e isso se deve ao fato dos meus pais terem me incentivado a estudar e praticar diferentes esportes e atividade, mas se deve pelo fato de eu ter começado a lecionar cedo eu comecei a dar aula de yoga aos dezoito anos, e quando você ensina você dá uma valor maior ao conhecimento porque você sabe que aquilo que você está aprendendo você pode ensinar para outras pessoas, então o conhecimento acaba tendo um valor duplo não só pra você, que você vai poder usar de alguma forma, mas pra passar para outras pessoas. Quando você é professor, seja de qualquer área, você tem que trabalhar a capacidade de aprender e de transmitir aquele conhecimento, então, quanto mais variado for aquele conhecimento mais fácil você aprende qualquer conhecimento. Voltando, quando você se limita a estudar profundamente uma única matéria, isso é interessante, é importante, se aquilo é a sua vocação se é o que você ama você realmente deve ir nessa linha, mas estudar áreas diferentes ajuda diferentes compreensões porque você vai criando associações diferentes, então, por exemplo você estudou literatura e depois você vai estudar você consegue fazer associações com isso, se você estudou história…então você vai fazendo associações que vão fazendo você compreender mais profundamente a área que está estudando naquele momento. E isso foi uma coisa sempre presente na minha vida eu sempre me interessei por assunto diversos e eu comecei a observar que eu deveria ajudar as pessoas nesse sentido, do aprendizado ou da transmissão do aprendizado, comecei a fazer anotações, insights, fui estudando e aprofundando discursos na área, também, e acabei montando um curso que no final do ano eu fiquei vinte dias com os meus pais foi um período bastante feliz pra mim e durante esses vinte dias eu consegui produzir e concretizar esse curso que eu comecei a desenvolver lá. E esse curso começa pelo aprendizado do yoga que foi a minha experiência mais forte, a mais presente no ano de 2016, uma revisão da minha forma de ver o yoga eu começo o curso mostrando a importância dessa busca pessoal para o aprendizado, o quanto você está conectado ou se conhece, vai ajudar ao aprendizado como um todo tirando no sentido de ir mais fundo no aprendizado quanto no sentido de aprender seja o que for, por que você vai estar mais conectado. Então esse assunto eu desenvolvo bastante no curso, vou deixar um link na descrição do podcast, quem tiver interesse pode clicar lá e ver. Eu falei desse curso porque nessa semana eu recebi uma reportagem de uma amiga minha, A Regiane, que sempre me traz conteúdos bastante relevante e eu parei pra ler e a entrevista tinha tudo a ver com o que eu tenha disponibilizado como curso na semana anterior ou há duas semanas, então como foi dois assuntos casados eu decidi hoje trazer essa entrevista pra vocês. Vou ler e comentar algumas partes e já trazer junto o assunto que tem tudo a ver com o assunto que eu acabei finalizando no final do ano.

Bom, quem quiser eu vou deixar também o link da entrevista. Foi uma entrevista dada para a Folha de São Paulo por uma neurocientista chamada Tara Swart, e ela é especializada em liderança. A minha leitura de liderança ela não é tanto no sentido de você ser líder de uma empresa, ou de um tipo, mais a ver com uma liderança pessoal, quem de fato está comandando a sua vida. Você está sendo líder de você mesmo? Então, isso tem mito a ver com que o curso fala sobre a voz da consciência de você ouvir e de todo o sistema de aprendizado que o curso desenvolve. Esse tipo de liderança pra mim e para o yoga é a liderança mais verdadeira, quando a gente realmente tá comandando as nossas ações e não indo com o rebanho, fazendo as coisas porque é importante para as pessoas ou por uma pessoas específica ou por um desejo prazer ou por um medo, então você está realmente liderando as duas ações, pra mim isso é a grande definição de liderança, ela é especializado em liderança então ela vai ter essa visão mais empresarial, então ela começa falando que o início da formação em negócios vai passar por cursos que oferecem yoga meditação  ginastica comida saudável, segundo  a neurocientista Tara Swart.

O primeiro ponto é que a ciência começou a chegar num ponto multidisciplinar de conexões sistêmicas, as coisas estão interligadas, que não é corpo e mente, que não é o cara é intelectual e sedentário, que você tem de ter para um bom funcionamento do corpo, você precisa de uma integração do todo, de  nada adianta você estimular o cérebro e deixar o seu corpo definhar, por outro lado de que adianta você só trabalha corpo se você não faz nenhum tipo de estímulo emocional ou cerebral, então o trabalho vem como um todo e isso foi descoberto pelos yôgins em todo o seu trabalho desde Patanjali, os nathas,  que é o segundo momentos do renascimento do yoga, que a gente pode começar ali pelo século VI d.C., eles trazem essa visão do corpo, que a ciência tá começando a aprender também. Então a neurocientista começa a trazer esse tipo de informação para as pesquisasse, então a Folha pergunta:

– Como a neurociência pode ser útil na vida profissional?

Tara Swart:

– Quando você atua como um líder, se entender algumas questões chaves sobre o funcionamento do cérebro, conseguira tomar as melhores decisões e também extrair o melhor do cérebro da outras pessoas.

Mas vamos pensar no nosso próprio comportamento, o quanto que as emoções e o cansaço afetam a nossa capacidade em decidir o que realmente a gente quer, então o yoga busca um estado em que a mente consegue ficar suficiente mente tranquila, para que a gente consiga ouvir a mais profunda voz, a mais verdadeira voz que é a voz que, segundo a cultura sânscrita, é a voz que vai tomar as decisões mais acertadas. Na cultura sânscrita o mais importante é a verdade, é você de fato estar conectado com essa voz da verdade, se você estiver lá você não vai errar por que você vai agir de forma verdadeira, de forma conectada com a sua essência. E o cansaço ou uma mente muito agitada, ela vai atrapalhar esse tipo de observação dessa voz interna. Ela fala no sentido mais físico de quanto o cansaço atrapalha o funcionamento do cérebro, mas aqui a gente tá falando não só do cérebro, mas também da consciência. A gente vai falar do cérebro, mas de uma consciência por trás que é o eu, o Purusha. E aí a Folha pergunta:

– Como seria a escola de negócios perfeita no ponto de vista da neurociência?

Tara Swart:

– Quando você ensina, neurociência, precisa sentar com os alunos para aprender da melhor forma possível. Neurociência tem muito a ver com mudar o comportamento e conhecer as coisas novas.


Vou dar a minha explicação, o comportamento ou a forma como a gente age e aprende também fisicamente está relacionado a nossa forma mental de aprender, o processo é o mesmo. Nos dois casos você precisa gerar um tipo de incômodo para que aja transformação. Quem quer desenvolver força no músculo ou alongamento, sabe que se ficar sempre na zona de conforto não vai mudar. O músculo muda quando você tira ele da zona de conforto e aí começa a gerar um estresse, que é o estresse que causa a mudança, o que acontece é eu você vai mudando o tipo de comportamento. E o comportamento, nesse caso do músculo, mas se você muda o tipo de comportamento mental ele vai facilitar o aprendizado. Quando você aprende várias áreas você está treinando uma mudança do comportamento natural que seria o comportamento de aprender só uma coisa ou poucas coisas. Daí ela continua a resposta:

– Fazer exercícios pela manhã, antes do início das aulas deve ser incluído no programa porque assim os alunos vão faze-lo. Em dias que você se exercita, há uma chance maior de você ser mais produtivo por que o cérebro fica mais oxigenado, lembra mais coisas, aprende melhor e pensa de forma mais criativa, também há outros aspectos: a comida que consome, a agua que bebe, se toma café ou álcool a noite, tudo isso afeta o cérebro, então é preciso dar os melhores conselhos, mas também ajudar os alunos a ter acesso a isso. Precisa disponibilizar, ter comida saudável, ter água, muita água na sala de aula, por exemplo. Um outro nicho da neurociência que atua hoje nos modos de acalmar a mente e ajudar a focar no que realmente importa. Então, no fim do dia, no curso do MIT temos um guia que dá uma aula para acalmar a mente, também tem esteiras para que o aluno faça os exercícios, isso ajuda no que chamamos de aprendizado espacial. É uma técnica na qual você aprende alguma coisa, para e vai aprender outra completamente diferente, como correr. Pequenas coisas, como isso, estimulam o seu cérebro a aprender mais do que se você só ficar sentado ouvindo o professor falar.

Bom, mais uma vez a questão. Primeiro essa coisa sistêmica que é o trabalho como um todo, então você exercitar o físico ajuda a parte cerebral. E outro é o que ela fala da importância de você aquietar a mente para que o corpo também se estabilize, para que a mente possa decidir de forma mais correta, ela precisa estra mais calma. “Um outro nicho da neurociência que atua hoje nos modos de acalmar a mente e ajudar a focar no que realmente importa”, então como eu falei, se você está com a mente mais tranquila, você começa a identificar o que é mais importante pra você e você vai tomar as decisões mais acertadas, se você tomar a decisão em função de agitação, ansiedade e turbulência você tem mais chance de errar. Mais uma pergunta:

– É possível ensinar o cérebro a liderar?

Tara Swart:

– Pessoas tem habilidades naturais, mas há duas opções: ou ficar nessas habilidades que possui ou aprender novos hábitos e comportamentos, sabemos hoje que o cérebro tem plasticidade e habilidade de mudar, não podemos exagerar dizer que todo mundo vai virar um líder, mas a maior parte das pessoas pode mudar e atuar no comando e fazer coisas que acham não podem fazer. Um caminho é aprender novas línguas ou um instrumentos musical, por que isso ajudar o cérebro a ficar flexível, o que permite pensar menos, solucionar problemas de maneiras diferentes e ser mais criativo.

Sensacional essa resposta, porque ela fala aquilo que eu trabalho no meu curso, da importância de você desenvolver habilidades que aparentemente você não faria ou que você não se vê fazendo, você acha que não consegue fazer, mas que sabe que são importantes pra você, que gostaria de fazer. Por exemplo, tocar um instrumento ou falar uma língua que ninguém conhece ou que pouca gente fala, são habilidades interessantes de desenvolver e elas vão “remodulando” o nosso cérebro, porque o nosso cérebro é formado por neurônios, como todo mundo sabe, e esses neurônios ele vão se associando um ao outro criando caminhos de comandos cerebrais, quando você aprende novas habilidades você vai criando novos caminhos , então o cérebro de fato fisicamente ele vai se mudando, ele tem uma capacidade de plasticidade como qualquer outro músculo, de se modificar e essa modificação tem muito a ver com o tipo de estimulo que você vai dando para o cérebro. Se você vai estimulando o seu cérebro a diferentes habilidades, você vai desenvolvendo áreas que já estavam ali mas estavam adormecidas, mas você acordou por novos estímulos. No início não vai ser fácil, vai gerar um incômodo, um estresse, mas imagina isso, o quanto do seu cérebro tá dormindo e você pode acordar com coisas simples como fazer uma atividade que você não faz, estudar algo que você não estudaria, fazer um tipo de treinamento de meditação e ir evoluindo nisso para você treinar a concentração, a expansão da concentração, tudo isso você pode fazer.

E por fim, a última pergunta dele é como melhorar o rendimento do cérebro.

Tara Swart:

– É preciso começar com parte física dele, primeiro ele precisa descansar com sete a nove horas de sono por noite. Se não fizer isso, terá um QI menor no dia seguinte, é preciso dar mis nutrientes para p cérebro, o que significa consumir uma comida mais saudável, mais alimentos como abacate, salmão, ovos, óleo de castanha de côco, chá verde e beber mais água. Mantenha o corpo mais hidratado e o cérebro oxigenado através de exercício, não precisa ser nada pesado, só não pode ficar sentado o dia todo é preciso ser ativo, se você não tiver tempo apenas medite e respire melhor, isso já ajuda a oxigenar o cérebro. Por último, é preciso levar um pouco de simplicidade para a rotina, ser um líder exige muito do tempo, então, se não se organiza o cérebro vai perder tempo com questões menos importantes como escolher qual roupa escolher para vestir no outro dia de manhã.

Muito bom, ela coloca essa importância, não precisa ser alguma coisa exagerada. Eu já treinei exageradamente há uns anos e eu sei que quando você treinar muito deixa o seu cérebro lento e difícil por que você coloca uma energia tamanha pro físico que aquilo dificulta a sua capacidade intelectual por conta do cansaço. A gente pensa pior cansado, e quando você faz uma atividade que pode ser asana ou pranayama, como ela mesma falou, mas pode ser outra atividade também, você precisa regular essa atividade para que ela te traga energia e não você ficar extremante cansado. Você pode fazer isso se o seu objetivo é um desenvolvimento corporal “ok”, mas se o seu objetivo é um desenvolvimento mais completo, como ela tá falando aqui, é interessante esse trabalho de exercício física não ser desgastante, mas ele é essencial para te dar um gás pra te dar um up. Então isso ajuda a gente a pensar melhor, a tomar melhores decisões e fazer essa busca essa investigação dessa natureza interna.

Então eu fico aqui, quem quiser ler a reportagem completa acessa o link abaixo e quem quiser saber do meu curso também no link abaixo. Uma boa semana a todos e nos vemos semana que vem em outro podcast.


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Daniel De Nardi

Daniel é Professor de Yoga há mais de 20 anos, e se interesso no estudo do Yoga e das raízes dessa Filosofia Milenar. É autor de diversos livros: "Aprenda a Meditar com o Yoga", "As Origens da Meditação e do Yoga", "Asana - Posturas do Yoga", "Como a Meditação funciona?", "O Yoga do Autoconhecimento", "Pra que Meditar?", dentre outros. Também é responsável por produzir a série de podcasts "Reflexões de um YogIN Contemporâneo" do YogIN Cast, o canal de podcasts de Yoga mais acessado do Brasil. Instagram: @reflexoesdeumyogin

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Pra que meditar?

Meditar? Meditar vai te tornar mais apto para desempenhar funções cognitivas importantes no seu dia a dia, principalmente em relação ao trabalho e estudos. Então, o que a ciência anda pesquisando sobre a Meditação? Assim como o Yoga está em alta atualmente, a Meditação também tem conquistado seu espaço e vem ganhando muita popularidade nos últimos tempos. Acredito que por conta do nosso estilo de vida dentro da sociedade moderna, estilo este que geralmente nos leva para a contramão do bem estar e da saúde, temos buscado cada vez mais por alternativas que melhorem a nossa qualidade de vida.   Essa consciência está ganhando tanto espaço que até os Órgãos Públicos (como o SUS) estão aderindo a estratégias como essas. http://www.brasil.gov.br/saude/2017/01/sus-passa-a-oferecer-terapias-alternativas-para-a-populacao   Na verdade, a Meditação faz parte do Yoga e já existe há mais de 5 mil anos! Apesar de vermos nos dias de hoje técnicas exclusivas para Meditação, elas surgiram juntas na Índia. Afinal, o objetivo real do Yoga é o autoconhecimento e expansão da consciência, metas alcançadas principalmente por meio do treinamento do ato de meditar. Por outro lado, vemos na nossa era atual uma necessidade enorme de usar a ciência e os recursos disponíveis para tornar verdadeira uma ideia, uma hipótese ou uma prática (mesmo essa \"verdade científica\" não sendo eterna e estar sempre sofrendo alterações). Ou seja, a ciência busca comprovar o conhecimento empírico (aquele adquirido por meio da observação, também conhecido como senso comum). As filosofias antigas surgiram no empirismo. Não havia outra forma de descobrir sobre o que quer que fosse, se não pela observação minimalista. No caso do Yoga e da Meditação, observação de si mesmo. Abstrair os estímulos externo, voltar a atenção para dentro, focar em um único ponto de concentração e observar. 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A literatura científica tem se apoiado no fato de que a meditação é o treinamento mental da atenção capaz de produzir mudanças a longo prazo no cérebro e na função cognitiva, afetando de forma significativa a maneira como os estímulos são processados e percebidos.  Dentre a variedade enorme de tipos e linhas de meditação (coloca lá no Google e você verá que de cara mais de 10 opções surgirão), vamos focar esse texto na finalidade (no \"pra que\") de praticar o foco e a concentração.   1- MEDITAÇÃO MELHORA A SUA CAPACIDADE DE ATENÇÃO E O SEU CONTROLE EXECUTIVO CEREBRAL : Quer um exemplo? Nosso cérebro tem uma capacidade limitada de processar dois itens temporariamente próximos e significativos. Isso é chamado de déficit de \"piscar de atenção\". Normalmente, quando um estímulo visual chega ao nosso cérebro, o tempo necessário para que ele seja armazenado na nossa memória de curto prazo é de aproximadamente meio segundo (500ms) ou mais. 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Meditar vai te tornar mais apto para desempenhar funções cognitivas importantes no seu dia a dia, principalmente em relação ao trabalho e estudos.   2- MEDITAR PROMOVE EQUILÍBRIO E REGULAÇÃO DAS EMOÇÕES:  Vários estudos mostram a relação da prática meditativa com o melhor controle emocional. Sugerindo que o aumento da capacidade da atenção traz como consequência uma maior habilidade para estar equilibrado emocionalmente. Por isso, se você quer se ver livre daqueles momentos de ansiedade e irritação extrema comece a meditar com regularidade. Embora a relação entre atenção e regulação emocional seja complexa, nós temos estruturas no Sistema Nervoso Central chamada de Amigdalas (cerebrais) que são responsáveis por essa interação, pois elas facilitam a atenção para estímulos que são significativos ou relevantes emocionalmente, principalmente nos estados de medo, ira e agressividade. As pesquisas estão mostrando que a meditação diminui a ativação delas e justificam que isso acontece porque como o estado de atenção está ativo, há uma melhor interpretação daquele estímulo que poderia desencadear o estado de desequilíbrio emocional, comparado com pessoas que não desenvolveram essa habilidade de atenção e consequentemente de análise das suas reações.   Pra que meditar? Meditar vai te deixar mais calmo, tranquilo, seguro e menos estressado para enfrentar os desafios da sua vida cotidiana.    3- MEDITAÇÃO ESTIMULA A COMPAIXÃO Por meio da meditação guiada para a compaixão, uma técnica diferente da meditação com foco em um objeto de atenção ou foco na própria consciência, é possível despertar sentimentos de bondade e virtude nas pessoas. A compaixão é o sentimento de se sensibilizar com o sofrimento ou o problema do outro. Quanto mais pessoas compassivas existirem no mundo melhor será viver, não é? O que os estudos estão colocando em relação ao treino da Meditação da Compaixão é que os praticantes começam a desenvolver, além desse sentimento, bem estar, alívio dos seus problemas psicológicos como ansiedade ou autocrítica, ficam estimulados ao seu propósito de vida, sentem otimismo e aumentam as suas experiências afetivas positivas.   Pra que Meditar? Meditar com foco na compaixão, bondade e amor vai te proporcionar maior conexão social e positividade na vida!   4- MEDITAR FORTALECE ÁREAS CEREBRAIS E PREVINE O ENVELHECIMENTO DOS NEURÔNIOS:  Envelhecer é uma condição natural da vida e por mais que isso não seja um problema para alguns (ou é); o real dilema do envelhecimento está atrelado ao fato de irmos diminuindo e perdendo progressivamente nossas faculdades mentais e habilidades físicas. Nesse processo, muitas doenças surgem em decorrência do desgaste celular. Os neurônios, células que compõem o nosso Sistema Nervoso, não fogem a regra. 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Estão relacionando a meditação até com o alívio de dor crônica ... dá para imaginar? Mas apenas esses benefícios (ou todos esses, depende do referencial) podem mudar a sua vida!! É inevitável afirmar que temos uma ferramenta poderosa nas mãos capaz de causar transformações profundas em nosso ser e nos levar por um caminho melhor e virtuoso. Espero que este texto seja capaz de atualizar os interessados no assunto, mas principalmente que seja capaz de transformar a sua vida com práticas diárias e constantes. Embora os efeitos sejam empolgantes, a disciplina e constância são fundamentais para alcançá-los, pois todos os estudos afirmaram que as alterações positivas detectadas estavam presentes apenas nos meditadores antigos. Agora que você já sabe pra que meditar, que tal começar hoje? ???? Ôm Namah Shivaya     REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Meditation experience is associated with increased cortical thickness Sara W. Lazar, Catherine E. Kerr, Rachel H. Wasserman, Jeremy R. Gray, Douglas N. Greve, Michael T. Treadway, Metta McGarvey, Brian T. Quinn, Jeffery A. Dusek, Herbert Benson, Scott L. Rauch, Christopher I. Moore, Bruce Fischl Neuroreport. Author manuscript; available in PMC 2006 Feb 6. Published in final edited form as: Neuroreport. 2005 Nov 28; 16(17): 1893–1897.   Mental Training Affects Distribution of Limited Brain Resources Heleen A Slagter, Antoine Lutz, Lawrence L Greischar, Andrew D Francis, Sander Nieuwenhuis, James M Davis, Richard J Davidson PLoS Biol. 2007 Jun; 5(6): e138. Published online 2007 May 8. doi: 10.1371/journal.pbio.0050138   Effects of mindful-attention and compassion meditation training on amygdala response to emotional stimuli in an ordinary, non-meditative state Gaëlle Desbordes, Lobsang T. Negi, Thaddeus W. W. Pace, B. Alan Wallace, Charles L. Raison, Eric L. Schwartz Front Hum Neurosci. 2012; 6: 292. Published online 2012 Nov 1. doi: 10.3389/fnhum.2012.00292   Meditation, mindfulness and executive control: the importance of emotional acceptance and brain-based performance monitoring Rimma Teper, Michael Inzlicht Soc Cogn Affect Neurosci. 2013 Jan; 8(1): 85–92. Published online 2012 May 12. doi: 10.1093/scan/nss045   The effect of meditation on brain structure: cortical thickness mapping and diffusion tensor imaging Do-Hyung Kang, Hang Joon Jo, Wi Hoon Jung, Sun Hyung Kim, Ye-Ha Jung, Chi-Hoon Choi, Ul Soon Lee, Seung Chan An, Joon Hwan Jang, Jun Soo Kwon Soc Cogn Affect Neurosci. 2013 Jan; 8(1): 27–33. Published online 2012 Jun 8. doi: 10.1093/scan/nss056   Cognitive-affective neural plasticity following active-controlled mindfulness intervention Micah Allen, Martin Dietz, Karina S. Blair, Martijn van Beek, Geraint Rees, Peter Vestergaard-Poulsen, Antoine Lutz, Andreas Roepstorff J Neurosci. Author manuscript; available in PMC 2015 Sep 15.   https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5241348/ Medicina e Meditação: um médico ensina a meditar, 2011. Roberto Cardoso  

Dicas de Yoga | 2 jun 2020 | Fernanda Magalhães
Autoaceitação através do Yoga

Autoaceitação através do Yoga   Talvez você tenha buscado o Yoga para sua vida como uma ferramenta de relaxamento contra o estresse, para melhorar sua flexibilidade ou até mesmo como caminho de elevação espiritual, mas o que você não sabia e que começa a nascer lentamente dentro de você através da prática consistente, é o efeito colateral que considero mais importante do Yoga: o amor-próprio. Com o tempo, percebi que o Yoga é uma prática curativa através do encontro com si. Mas não você como é visto, não através da percepção externa como estamos acostumados a nos qualificar nessa sociedade. Nossa percepção de aceitação é baseada desde nossa infância, ou até mesmo desde a barriga de nossas mães, em estímulos externos. Algumas observações mal colocadas ao longo do nosso desenvolvimento podem nos fazer crer que não somos suficiente, o que é reproduzido em todas as áreas da nossa vida adulta. Então estamos sempre aguardando uma aprovação externa para nos sentirmos qualificados, seja intelectualmente, fisicamente, afetivamente ou qualquer outro aspecto de nossas vidas. E como o Yoga pode ajudar nisso? Simplesmente alterando o foco do externo para o interno. O Yoga não estimula competitividade e o julgamento. Mesmo que você pratique em grupo, todos estão envolvidos com sua prática pessoal, com seu corpo e mente sem preocupar-se ou mesmo observar o colega ao lado, ignorando a comparação natural do ser humano. As posturas são executadas com pontos focais específicos ou de olhos fechados, obrigando a sua percepção interna a trabalhar mais do que seus sentidos. Sem se preocupar com a observação alheia, começamos a não nos preocupar em como aparentamos naquele momento e nos permitimos sentir. Diferente de qualquer outra atividade onde você se ajusta para se “encaixar” ou ser aceito, é o Yoga que se ajusta a você. Não existem corpos certos para a prática, logo, também não existem pessoas que não podem praticar, tirando esse critério de exclusão da prática. Existem variações de posturas para todos os níveis de flexibilidade e força, proporções corporais e fragilidades, abraçando a todos com a mesma eficiência. Também existem diversos estilos e métodos para se praticar. Sempre indico à pessoas que não se adaptaram ao Yoga a tentar outros estilos e por que não, outros professores. É necessário estar confortável com quem direciona seu caminho e te orienta para que você se possa se despir para si próprio. “Todos podem praticar. Jovens podem praticar. Idosos podem praticar. Pessoas bem velhas podem praticar. Doentes, podem praticar. Quem não tem força pode praticar. Exceto preguiçosos; preguiçosos não podem praticar Ashtanga yoga” - Pattabhi Jois O Yoga te traz para o momento presente. O julgamento que fazemos de nós próprios se baseia em uma ideia do que deveríamos ser, uma projeção, o que não existe. O que existe é como você se apresenta agora e o tapete é o seu momento de se conectar com isto. Encerra os pensamentos de “se” e “quando” te convidando ao que “é”. Emoções que ignoramos por anos e anos vêm à tona, são vividas e curadas no tapete. Consequentemente aqueles padrões de pensamentos negativos em relação a sua visão de si desenvolvidos desde sua infância são quebrados dando espaço para novos pensamentos de auto-aceitação. A prática estimula a gratidão, trazendo uma nova direção para a observação do que há de bom no lugar do que você considera que é falho. O exercício da gratidão te faz reconhecer características suas e na sua vida que passavam despercebidas e não eram valorizadas. Com a prática constante você observa seu corpo executando movimentos que sua percepção de si não acreditava ser possível. Esses desbloqueios corporais te mostram que a sua percepção não sabe nada! (ego… tsc, tsc,tsc) Com o tempo você vai abandonando essa voz que te limita e que você permite te definir. Você começa a honrar seu corpo e reconhecer o poder dele como veículo dentro dessa evolução.   new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); O Yoga te convida a experienciar ao inves de analisar, racionalizar e/ou criticar.   E para mim, o mais importante de tudo, o Yoga te permite falhar e te transforma em uma pessoa comum. Não há perfeição no Yoga. Há sempre um passo a mais a ser dado. É aprendizado e evolução constantes durante esse ciclo. É a libertação da tentativa de perfeição. A aceitação da falha, do incompleto, do caminho de construção ao invés do objetivo final. Abrir seu tapete e dedicar um tempo para você já é por si um ato de amor próprio, mas quando você se conecta com sua essência e compreende que é parte do todo, não há como não desenvolver um amor e respeito profundo por quem você é. “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” - Mateus 22:39 Namastê!  

Dicas de Yoga | 1 jun 2020 | Fernanda Magalhães
Para Tirar o Peso dos Ombros – Relaxando o Pescoço

Para Tirar o Peso dos Ombros - Relaxando o Pescoço   Nosso pescoço é uma parte importante e delicada do nosso corpo. Além de suportar o peso da cabeça em sua delicada estrutura, recebe toda carga de tensão emocional do dia a dia. Passar horas em frente a computadores e smartphones, padrões de movimentos repetitivos e estresse, podem fazer com que os músculos e ligamentos do pescoço se encurtem e se contraiam. Apesar de mais comum em pessoas que utilizam o computador por muitas horas, a dor no pescoço afeta muitas pessoas. Alongar a musculatura, promover relaxamento e fortalecer a área é a solução para prevenir maiores problemas. A prática de asanas ajuda a recuperar a forma perdida da coluna pela má postura. Algumas posturas também são excelentes para reduzir a rigidez e a tensão nos músculos ao redor da coluna cervical.  Se você é daqueles que fica logo com os ombros e pescoço rígidos nos momentos de estresse, dá uma olhada nessa uma seleção de asanas para descarregar a tensão: Comece sentando confortavelmente. Lembre-se de manter a coluna ereta, e se for preciso, apoie o quadril em uma almofada ou bloco. Comece a elevar o queixo em direção ao teto durante a sua inspiração. O movimento é lento e sincronizado. Suave o suficiente para não comprimir a cervical deixando o peso da cabeça solto para trás. Na exalação, desça o queixo em direção ao peito. Não é necessário encostar, mas vá até onde sua exalação e alongamento permitirem. Repita 6 vezes e retorne o queixo paralelo ao chão.   Agora inicie o movimento para os lados. Exalando, leve o queixo para a direita, tentando alinhar com o ombro direito. Inspirando, retorne ao centro para na próxima exalação, direcionar o rosto para o lado esquerdo. Repita 3 vezes para cada lado.   Com o rosto de volta ao centro, eleve os braços sem suspender os ombros e entrelace os dedos das mãos. Gire as palmas para o teto e exale descendo as mãos com os braços esticados, até que os braços fiquem paralelos ao chão. A coluna curva como se seu umbigo fosse colar nas costas, as escápulas se afastam ganhando curvatura no peito, a cabeça desce alinhada com os braços e o pescoço relaxa. Mantenha por cinco respirações e suba novamente. Gire novamente a palma das mãos para baixo ainda com os dedos entrelaçados e leve-as até a nuca, dobrando os cotovelos. Exale deixando o peso dos braços contribuírem na descida do rosto em direção ao chão. Neste movimento, ao contrário do anterior, a coluna permanece ereta, isolando o alongamento na cervical. Respire e permaneça 8 respirações. Inspire elevando o queixo paralelo ao chão novamente. Solte o entrelace dos dedos e leve as mãos relaxadas sobre os joelhos.   Entre em quatro apoios. Certifique-se que seus punhos se localizam alinhados com seus ombros e joelhos alinhados com o quadril. Faça o movimento gato-vaca arredondando a coluna para frente na inspiração e para trás na exalação. Não comprima a cervical na inspiração e mantenha os ombros afastados das orelhas empurrando o chão com as mãos. Repita 6 vezes, retorne a neutralidade da coluna e repouse em balasana, levando o quadril em direção aos calcanhares.   Se para relaxar em balasana você precisa de um apoio para sentar-se (se seu quadril está muito longe dos calcanhares) use um bloco entre os pés ou um rolo. Agora prepare-se para uma torção suave elevando o tronco um pouco do chão e passando o braço direito abaixo da axila esquerda. Deite seu braço direito completamente no chão deixando a palma da mão para cima, encoste a lateral da cabeça no chão. Leve a palma da mão esquerda sobre a direita e exalando eleve a mão esquerda empurrando o dorso da mão direita contra o chão. Direcione suavemente seu olhar para o dedão da mão esquerda. Permaneça 5 respirações.   Exale descendo a mão esquerda sobre a direita, leve a mão ao chão e empurre para trocar de lado.     Deite-se de barriga para baixo para entrar em bhujangasana (postura da cobra). Mãos abaixo dos ombros, inspire elevando o tronco e esticando o máximo possível os braços. Mantenha os ombros afastados das orelhas, as pernas ativas e a lombar firme. Mantenha cinco respirações. Exale descendo novamente o corpo ao chão, empurre o chão com as mãos e eleve o quadril entrando em adho mukha svanasana (a postura do cachorro olhando para baixo). Vá caminhando com as mãos em direção aos pés. Se for preciso, dobre os joelhos.    Faça algumas respirações relaxando o pescoço. Deixe a cabeça pesar em direção ao chão. Segure o cotovelo com a mão do braço oposto. Faça balanços suaves para um lado e outro. Pare no centro e solte ainda mais a cervical com movimentos como se estivesse dizendo sim (frente e trás) e depois como se estivesse dizendo não (um lado e outro).  Solte novamente as mãos no chão e comece a desenrolar vértebra por vértebra de baixo para cima enquanto sobre o tronco. Cervical desenrola por ultimo. Mantendo a postura com os pés afastados na largura do quadril, coluna ereta , queixo paralelo ao chão, faça giro de ombros partindo das escápulas, para frente e depois para trás. Três vezes girando os ombros para frente e afastando as escápulas e três vezes girando para trás e juntando as escápulas.   Relaxe os ombros e inicie o movimento de enrolar a coluna para descer novamente a cabeça em direção ao chão. Agora o movimento de mergulho é iniciado pela cervical levando o queixo em direção ao peito. Leve as mão ao chão e retorne a adho mukha svanasana caminhando com as mãos no chão. Leve os joelho no chão, sente-se nos calcanhares e deixe o peso do quadril deslizar para o lado esquerdo. Estique as pernas no chão e deite-se.  Inspirando eleve o joelho direito e segure-o com a mão esquerda. Exalando puxe o joelho em direção ao chão. Deite o braço direito no chão na linha dos ombros e olhe em direção a sua mão direita. Respire 10 vezes deixando o joelho pesar mais a cada exalação. Tente manter o ombro direito no chão.   Inspire retornando o joelho direito ao alto, solte a perna e desça ao chão exalando. Repita tudo com a perna esquerda. Agora, o momento mais importante, relaxar. Entre me savasana afastando os pés mais distantes que a largura do quadril. Deixe os braços repousarem afastados do tronco com as palmas das mãos para cima, feche os olhos e solte o maxilar deixando os lábios superior e inferior levemente afastados. Faça algumas respirações profundas exalando pela boca e entregue o corpo ao chão por, no mínimo 7 minutos. De nada adianta alongar a musculatura se não formos capazes de relaxar as tensões acumuladas na área. O pescoço e os ombros guardam todos os prazos apertados, cobranças e exigências da vida em sociedade. Incluir técnicas de respiração profunda e estabilidade emocional, é ideal para minimizar qualquer tensão sobre esta região.   Aproveite seu savasana. Namaste!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();