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YogIN


YogIN | 17 Maio 2019 | Fernanda Magalhães

A Força que abre Espaço – Apana Vayu

A Força que abre Espaço - Apana Vayu Os Vayus são correntes dentro do corpo que transportam energia em diferentes direções. Em sânscrito, Vayu significa vento, aquilo que flui, transporta ou move.   O Prana, energia criadora circula dentro do nosso corpo pelas diversas correntes - Vayus.   Existem cinco destas forças que trabalham em um nível físico, mental e emocional. Cada uma delas é responsável por controlar percepção, absorção, circulação, distribuição e eliminação em todos os níveis. Em geral, somos capazes de experimentar os Vayus no corpo, pensamentos e emoções. Por isso há uma relação direta entre doenças físicas e os bloqueios nestes fluxos.   O Apana Vayu é nosso sistema de eliminação energético e nossa força de ancoragem. Cada Vayu está ligado a um elemento e o de Apana Vayu é terra. Nos permite deixar ir fazendo-nos sentir enraizados, claros e presentes.   Junto com Prana Vayu, Apana é considerado um dos mais importantes dos 5. Os dois trabalham juntos na conexão com o todo, o que não cabe no corpo físico - enquanto Prana recebe, Apana elimina.   Ele influencia a digestão, a eliminação e a reprodução, localizando-se na área entre umbigo e pelve. E, por natureza, seu movimento é sempre descendente, para baixo, para a terra trabalhando na excreção do corpo - função renal, parto,exalação, ciclo menstrual, ejaculação, etc…   A ação de mula bandha, a contração do períneo, é associada ao movimento de Apana Vayu.   Emocional e mentalmente Apana trabalha da mesma forma, regulando a liberação de pensamentos e experiências que não nos servem no momento. Um Apana Vayu equilibrado ajuda a se desprender de pensamentos negativos, condicionamentos mentais, expectativas e julgamentos, diminuindo a bagagem emocional.   Se Apana está fraco, o apego aparece. Memórias são carregadas por muito tempo, ocupando a mente. Sobrecarregados pelo excesso de resíduos, experimentamos constipação, preguiça, ciclos menstruais irregulares, instabilidade mental e indecisão. Nos sentimos sem direção.   Quando não há eliminação dos resíduos, não há espaço para absorção e assimilação do novo.   O oposto também pode ocorrer: Um Apana muito forte promove uma liberação tão rápida que impede a assimilação no tempo natural e necessário. Pense na última vez que você teve diarreia… Se sentiu fraco, não foi? Isso aconteceu porque corpo não teve tempo de assimilar os nutrientes da alimentação antes que acontecesse a eliminação. Assim também acontece com o Prana que é absorvido pelo seu corpo quando apana está muito forte. A consequência é a falta de energia.   Especialmente por isso, na prática de asanas e pranayama, o Apana não deve ser estimulado em gestantes durante grande parte inicial da gestação ou bloqueado em mulheres durante o início do ciclo menstrual. Não é desejável acelerar a eliminação na primeira e nem impedir na segunda.   O importante é perceber seus vayus para entender quando estão desequilibrados e precisam de atenção. Levar consciência aos seus vayus através da prática de Yoga ajuda a voltar-se ao presente, principalmente com Apana e seu potencial de aterramento.   Vejo Apana, que quando equilibrado promove uma desintoxicação, nos liberando de resíduos do corpo, mente e emoções, totalmente conectado com Vairagya, o desapego.   O que você anda segurando que não te serve mais?   Om Namah Shivaya   new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

YogIN | 8 Maio 2019 | Daniel De Nardi

O CORPO E O ÁSANA

O Corpo e o Ásana UM POUCO DE HISTÓRIA A proposta deste texto é falar sobre a parte corporal do Yoga, o ásana. O Yoga é uma filosofia de vida que tem como objetivo o perceber sua verdadeira identidade uma Identificação com o EU. Para alcançar essa meta, o Yoga dispõe de uma variedade de técnicas que vão obrigando o YogIN a prestar mais a atenção em si mesmo. É como se o YogIN ligasse uma chave de consciência e a deslocasse ora para respiração ora para uma parte do corpo. Com isso o YogIN aprende a lidar com sua capacidade de observador, característica da identificação com a consciência - observar-se mais.  As técnicas para que o o YogIN aprenda a habilidade de comandar a direção do seu complexo (mente/emoção) vão desde exercícios com as mãos (mudrás) até meditação (samyama), podemos também citar os respiratórios (pranáyámás), vocalização de sons e ultra-sons (mantras) e a técnica corporal (ásana), a qual iremos abordar. Cada uma dessas técnicas atua em diferentes áreas do ser humano a fim de que ele possa ampliar sua capacidade de auto observação e ganhar mais energia vital para realizar seus objetivos. O Tantra divide as técnicas em dois gurpos  Shivas - voltadas para a aproximação desta consciência pura  Shaktis - técnicas de geração de energia, processo indispensável ao desenvolvimento do YogIN. Apesar de poder se meditar em um ásana (dhyanásanas), a prática de ásanas que envolvem movimentação e diferentes níveis de esforço tem como objetivo esse movimento da energia no corpo, prána. Tanto para desobstruir canais de energia (nadís) quanto para gerar mesmo energia, com bandhas e outras técnicas. Quando o yogin começa a fazer uma posição é muito importante que ele se sinta bem executando-a, pois no Yoga valoriza-se a permanência e é muito difícil permanecer muito tempo se você não está se sentindo bem na posição. Da permanência longa depende a evolução na execução, ganhando-se alongamento, força e flexibilidade e também a ampliação a capacidade de auto-observação já citada como um dos objetivos da prática. Mencionei também os respiratórios (pránáyámas) que podem ser praticados a parte, em qualquer posição sentada, ou dentro do ásana. Escolas como o Ashtanga, aconselham a execução do ujjay um respiratório que aquece o corpo e produz um soa parecido com ressoar. A respiração é uma das ferramentas mais importantes do Yoga. “A mente é senhora dos sentidos, mas a expiração é senhora da mente.” diz o Hatha Yoga Pradipika, principal obra de ásanas no Yoga. Com a respiração consciente, consegue-se atuar na melhor administração do emocional e na redução do desgaste, seja este físico ou por uma situação de stress. O princípio disso é que assim como o nosso emocional influencia a respiração, podemos fazer o caminho inverso e a partir da respiração também influenciar o emocional. Não significa que você vai parar de sentir ou que nunca ficará cansado, mas o fato é que sempre quando sentimos um stress muito grande ou um cansaço forte o corpo fica se desgastando para se recuperar. Liberando diversas substâncias, nem sempre saudáveis para as células. Essa recuperação poderá ser mais rápida a medida que se controla o processo respiratório. Dentro do ásana a respiração vai contribuir nesses dois sentidos, diminuindo o desgaste físico e permitindo um mergulho maior para dentro de si a medida que se executa a posição. Além disso, pode-se aplicar vocalizações (mantras), meditações em alguma parte do corpo (samyama) e mentalizações. Tudo isso, amplia a vivência e os efeitos de cada posição. O QUE AS ANTIGAS ESCRITURAS HINDUS DIZEM DO ÁSANA Que fique bem claro: não se trata em absoluto de convidar os doutos europeus a praticar Yoga (o que aliás é menos fácil do que dão a entender certos amadores), nem de propor às diversas disciplinas ocidentais que aplique métodos do Yoga ou adotem sua ideologia. Uma possibilidade que nos parece bem mais fecunda é estudar o mais atentamente possível os resultados obtidos por tais métodos de investigação da psique. Assim, abre-se ao pesquisador europeu toda uma experiência imemorial referente ao comportamento humano em geral. Seria imprudência não se tirar proveito disso. Mircea Eliade, Yoga Imortalidade e liberdade.   Os antigos sábios hindus gostavam de começar suas explanações definindo o que entendiam pelo assunto que iriam abordar. Seguindo seu exemplo, vou começar pela definição de Yoga mais clássica que existe, feita por Pátañjali um importante mestre que viveu na Índia no século III A.C. Pátãnjali tem uma importância muito grande dentro da história desta filosofia, é considerado o pai do Yoga pois ele foi o primeiro a escrever um livro falando somente desta prática, o famoso Yoga Sútra. Este livro é escrito em aforismos, frases concisas repletas de conhecimento, começando desta forma. I - 1 Agora o conhecimento do Yoga I - 2 Yoga é a supressão da instabilidade da consciência Então para o Yoga o importante é reduzir todas as formas de instabilidade, sejam elas físicas, emocionais ou mentais para que a consciência em sua forma mais limpa possa ser vislumbrada. Esse processo vai sendo conquistado de diferentes formas, os yogins aprendem a direcionar sua atenção ora para um som (mantras) ora para a respiração (pránáyáma), ora para uma única imagem (samyama) ou para o corpo (ásana) e neste último ponto que começa o nosso trabalho. O corpo é portanto, uma importante ferramenta para que o yoga atinja sua meta. O ÁSANA Começaremos mais uma vez usando uma definição de Patáñjali para ásana, feita no Yoga Sútra capítulo II, versículo 46 \"ásana é toda posição firme e agradável.\" Patánjáli viveu em uma sociedade extremamente patriarcal. No século III A.C., a cultura do guerreiro era bastante presente na Índia. Os arianos haviam dominado o país e imposto sua filosofia comportamental, na qual, a repressão ao prazer era prática regular. Treinamentos militares primitivos eram comuns entre os jovens e os guerreiros gozavam de prestígio dentro da sociedade. Apesar disso tudo, Patánjali define a parte corporal da filosofia que desejava propagar como algo \"agradável\", portanto prazeroso. Isto certamente deve ter gerado muitos questionamentos quando foi apresentado. Entretanto, Patánjáli não estava criando um método novo. O Yoga já existia na Índia há pelo menos dois mil anos antes dele escrever seu livro. Os textos mais antigos do hinduísmo, Vêdas, Ithásas e Upanishads já citavam expressamente suas técnicas e efeitos.   \"É por isso que o YogIN une dessa maneira o prána, a sílaba OM e este universo com todas as suas inumeráveis formas [...], razão pela qual esse processo chama-se Yoga. A unidade da respiração da consciência e dos sentidos, seguida pela extinção de todos os conceitos: isso é o Yoga,\" Maitri Upanishad (VI, 25)   Além disso, selos que datam mais de 6000 anos e que eram usados para marcar mercadorias mostram imagens de YogINs em posições de meditação. O outro ponto citado por Pátañjali é a firmeza, \"firme e confortável.\" Essa cartacterística é relacionada com a busca pela estabilidade \"supressão da instabilidade da consciência\" citada no início. No capítulo 2 versículo 47 Pátañjali fala da técnica corporal \"Ela é dominada quando elimina-se a tensão e medita-se no infinito.\" Se a permanência fosse sofrida, pois neste caso a luta interna seria para se livrar daquela sensação e não por aprofundá-la. O trabalho de Patáñjali foi resgatar um conhecimento bem mais antigo que ele, de uma civilização anterior a ariana chamada drávida ou harapiana. Esse povo, ao contrário dos arianos, era avesso à guerra e consequentemente valorizava o prazer. Por conta disso, não havia como tirar o prazer da técnica corporal. Do prazer durante a prática, dependia a evolução nessa filosofia. Somente quando o YogIN consegue se sentir bem executando uma posição ele consegue estabelecer uma relação mais íntima com seu corpo, consegue aprofundar a experiência de senti-lo na totalidade. Quando o YogIN se coloca num ásana, é essencial que ali permaneça por bastante tempo para que os efeitos de descobertas e autoconhecimento venham a tona. Isto seria impossível sem o conforto e a permanência longa. Cada vez mais a medicina e a psicologia modernas tem observado que tudo o que sentimos, de alguma forma fica impregnado no nosso corpo. Uma tensão emocional gera uma tensão dos músculos, assim como uma situação descontraída faz com que eles relaxem. Sendo assim, hoje algumas linhas de psicologia, como a de Reich, tem usado um trabalho corporal para liberar tensões ou até traumas do pisiquismo dos pacientes. O Yoga já vem trabalhando nesse sentido há todos esses anos. Atuando não necessariamente em casos extremos como Reich, mas para todas as pessoas que desejam se conhecer mais. A medida que paramos alguns minutos numa posição e observamos às reações do nosso corpo à ela, conseguimos obter informações importantes para a nossa melhoria como ser humano. Uma pessoa ansiosa por exemplo, que consiga se superar no sentido de estabilizar o corpo por um tempo, terá invariavelmente um reflexo positivo disso em seu comportamento. Além disso como o corpo é agitado e arritmico por natureza, movimentando-se até mesmo quando dormimos, estabilizá-lo pode significar um controle sobre humano. O Yoga tem essa ambição de tornar seus praticantes mais que simples viventes, mas pessoas que conseguem algo a mais que simplesmente seguir seus condicionamentos e boa parte desses resultados é conquistado graças ao ásana.      (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({ google_ad_client: \"ca-pub-2658722709412110\", enable_page_level_ads: true }); Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão

YogIN | 3 Maio 2019 | Fernanda Magalhães

Yoga é para Todos – 3 Mitos sobre Yoga para Quebrar seu Preconceito

Yoga é para Todos - 3 Mitos sobre Yoga para Quebrar seu Preconceito Quase todo mundo já ouviu falar de yoga, mas ainda hoje, existem equívocos na compreensão do que é essa prática milenar.   Quem é o praticante de Yoga? Ou, quais os requisitos para a prática de yoga?   “Sou muito duro”, “não consigo ficar parado”, “mas eu já faço crossfit/ natação/ corrida”… são algumas das justificativas dadas para não se praticar yoga.   Existe uma frase famosa de  SRI K Pattabhi Jois que diz que Yoga é para todos, menos para os preguiçosos.   Mas, talvez, nossa “ocidentalização” do yoga, que mostra a prática como uma performance acrobática realizada por mulheres magras e longilíneas seja o culpado pela má compreensão do que vem a ser um estudante de Yoga.   Sim, digo estudante de Yoga para introduzir o primeiro mito em questão:   1.Yoga é atividade física Eu mesma já escrevi aqui no blog sobre a questão de yoga ser confundido com atividade física por conter componentes relacionados ao movimento do corpo em parte de suas técnicas. Sim, existe a parte física, que pode ser, dependendo da sua pratica, bem exigente. Mas as posturas, ou asanas, são apenas um dos componentes da tradição.   Yoga é uma filosofia que trata da relação com a mente. Sim, mente. O objetivo do Yoga é sempre um trabalho interior, mesmo quando acessado pelo corpo. Através de técnicas, que incluem a execução de posturas psicofísicas, é traçado um caminho para o controle das flutuações da mente. Estas flutuações são as camadas que adquirimos ao longo da vida e nos impedem de ver o verdadeiro Eu. Yoga é o caminho para conhecer este Eu verdadeiro, inteiro e feliz. Yoga é autoestudo.   Nunca apenas o físico pelo físico. O corpo é o instrumento para acessar camadas mais sutis.   Por isso não há comparação entre Yoga e pilates, como é comum de acontecer, ou qualquer outra atividade de capacitação física. Os objetivos são diferentes, pois yoga é o que acontece por dentro.   2. Yoga é para pessoas flexíveis e magras Não existe corpo certo para a prática de Yoga. Se yoga não é uma atividade física, não há sentido em existirem atributos físicos que tornem a pessoa apta ou não à prática de yoga. Tamanho, sexo ou idade não definem um praticante de Yoga.   A prática física é apenas uma parte do Yoga, mas ainda assim, qualquer asana é passível de variações que se encaixem ao seu corpo. A não ser que você esteja com a ideia de praticar yoga para postar a foto no instagram, sua prática será bem sucedida independente da sua estrutura física. Porque yoga não é sobre a postura perfeita, ou sobre se sobressair. Não se guie pelas imagens de asanas aparentemente perfeitos em fotos nas redes sociais. Como disse B.K.S Iyengar: \"A mente é a parte mais difícil de se ajustar no asana.\" e isso não se vê em fotos.   Yoga é para experimentar, descobrir seus limites e criar intimidade com seu próprio corpo. Relaxando a tensão de exercer o desempenho criado e esperado por nós mesmos, nasce espaço para uma flexibilidade que você nunca viu em si.   A flexibilidade, é sim uma boa consequência da prática de asanas, não um pré-requisito. Ao contrário, uma pessoa que inicia a prática de asanas com muita flexibilidade no corpo tem dificuldade de encontrar o desafio necessário a ser enfrentado para que aconteça o crescimento. Se tudo é muito fácil para ela, também é fácil permitir que a mente se distraia.   A liberação das articulações e alongamento dos músculos é uma conquista trabalhada nos níveis físico, emocional e espiritual. A flexibilidade adquirida no yoga é resultado da prática de tapas (autodisciplina) e ahimsa (não violência) dentro do tapete.   Eu já ouvi, inclusive, que a inflexibilidade é uma benção.   3. Yoga é muito parado Bom, dizer que yoga é parado chega a ser engraçado para quem já praticou métodos dinâmicos de sequências de asanas. Mas a questão principal é que se você se considera muito agitado para ficar parado, isso significa que você precisa aprender a ficar parado mais do que quem tem facilidade para isto.   Yoga é sobre equilíbrio e existem diversas técnicas capazes de desacelerar a mente mais agitada. Um dos benefícios da prática é proporcionar relaxamento.   Da mesma forma, a pessoa muito apática colhe os mesmos benefícios, pois equilibrando corpo, mente e emoções, evitamos a oscilação destes extremos, preservando nossa energia.   Além de tudo, estar parado não significa estar sem fazer nada. Mas se você tem muita dificuldade com permanências, busque uma prática dinâmica que te leve da agitação ao relaxamento através do movimento. Existem diversos métodos de aprendizado de Yoga e um deles é compatível com seu momento, experimente.   E, acima de tudo, divirta-se com o processo.   Namastê!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Yoga falado
Podcast de Yoga | 2 Maio 2019 | Fer Degilio

Como o Yoga pode transformar a sua vida (parte III) – Yoga Falado #13

Como o Yoga pode transformar a sua vida, seu comportamento - Yoga Falado #13   Neste terceiro e último áudio da série COMO O YOGA PODE TRANSFORMAR A SUA VIDA, vamos falar sobre o que tenho aprendido com Yoga além do tapetinho ou seja, no meu dia a dia, na forma de agir…   Vale lembrar que o agir é muito mais do que comportamento ou ação externa. Agir é ação sim, mas pensamento também é ação. Palavras... a comunicação também é ação.   Por isso, quando colocamos a ação em pauta, precisamos levar em consideração a ação interna: nossos pensamentos e sentimentos e a ação externa: como impactamos e interagimos no mundo.   O que o Yoga pode nos ensinar sobre isso? Em primeiro lugar, vamos lembrar ou se você ainda não sabe, vamos aprender, que a base da prática do Yoga está amparada em referenciais de conduta, como alicerces de comportamento do yogi para que ele possa alcançar a meta real dessa filosofia.   Esse fundamento que sustenta todo o Yoga é chamado de Yama e Niyama.   Yamas e Niyamas são como se fossem os primeiros passos, as primeiras ações que o praticante precisa fazer e incorporar na sua vida para poder viver verdadeiramente o Yoga.   São aspectos do comportamento que precisam ser observados e praticados. Tanto do praticante com ele mesmo, quanto dele em relação ao mundo externo.   Vamos falar de cada Yama e cada Niyama nos nossos próximos encontros aqui do Yoga Falado.   Mas só de explicar um pouquinho o que eles significam no contexto geral já dá para perceber que o Yoga ensina sim e muito como termos um comportamento melhor. new RDStationForms(\'ebook-stress-b13b1734210d84c18a6a-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Poderíamos pensar que o Yoga é uma prática individualista cujo objetivo é o transcender do praticante e por isso o yogi só se preocupa com o seu próprio bem estar e evolução sem levar em consideração os outros ou o ambiente externo. Mas isso vai contra as primeiras recomendações da prática, os próprios Yamas e Niyamas.   Eu acredito, sinto e ensino que o Yoga é a ferramenta que faz com que percebamos que somos parte do Todo, que somos seres de interação, que vivemos em comunidade e que todo aprimoramento de si mesmo só faz sentido quando reverbera no mundo a nosso redor.   Aprendo com o Yoga a desenvolver dia a dia virtudes comportamentais. Porque dentro do que faz sentido para mim, é impossível alguém chegar a um estado de expansão da sua compreensão (uma das consequências da prática) sobre funcionamento da vida, do universo... e se comportar de forma, hostil, violenta, agressiva, falsa e indiferente aos outros seres.   Pensando nisso e refletindo em tudo o que tenho aprendido nesses anos de Yoga na minha vida, listei alguns pontos relevantes do meu aprendizado:   O Yoga me estimula a ser melhor para mim e para os outros a cada dia.   O Yoga me mostra que toda ação tem a sua reação igual e contrária. A isso chamamos de karma e esse conceito surgiu do Hinduísmo.   O Yoga me ajuda a controlar melhor a minhas emoções e reações para que meus atos não sejam os causadores do sofrimento alheio.   O Yoga me ensina a respirar e pensar antes de tomar uma decisão.   O Yoga me ensina a não fazer para os outros o que eu não gostaria que fizessem comigo. (esse parece clichê mas é um grande ensinamento e se conseguirmos aplicar na nossa vida, muitas desavenças serão eliminadas)   O Yoga me diz para eu me colocar no lugar do outro antes de formar uma opinião sobre ele.   O Yoga me ajuda a não julgar o outro de acordo com os meus pré-conceitos. E acima disso, me estimula a não julgar ninguém.   O Yoga me torna uma pessoa mais justa a cada prática e que busca a verdade sobre tudo.   O Yoga me mostra que todo sofrimento é passageiro e que passará ainda mais rápido se eu não me identificar com ele.   O Yoga me estimula a sair da ignorância. Ignorância de não saber diferenciar o que verdadeiro do que não é.   O Yoga me torna humilde e me mostra que estou caminhando e aprendendo sempre.   O Yoga me ensina a cultivar sempre o desejo de aprimoramento de mim mesma para compartilhar e contribuir com o próximo.   O Yoga me proporciona o equilíbrio e o discernimento para agir nos momentos mais desafiadores da minha vida.   O Yoga me ensina que tudo o que me apego ou tenho aversão me faz sofrer. E me mostra que o caminho da felicidade está no sentido contrário desses sentimentos.   O Yoga me ensina a ser mais ativa a cada dia e mais pacífica a cada minuto do meu dia.   O Yoga me ensina que o único caminho para a evolução é o autoconhecimento (e eu uso o Yoga como principal ferramenta neste meu caminho)   O Yoga me ensina todos os dias a buscar a impecabilidade no pensar, falar e agir.   Eu poderia listar mais uma porção de características, virtudes e insights sobre como essa filosofia me ensina e contribui positivamente na minha vida, mas diante de todas essas constatações o que eu posso deixar bem destacado aqui é que estou longe de conseguir manter e fazer tudo isso em todos os momentos ou situações.   Mas que estando mais consciente de tudo o que tenho aprendido e estando sempre comprometida em melhorar passo a passo, um pouquinho por vez, tudo isso vai ficando mais e mais forte e vai se tornando uma constante sólida na minha vida!!   É por isso que o Yoga é totalmente apaixonante!   Namastê   Entre para nossa lista de transmissão de Whatsapp e receba conteúdo gratuito sobre Yoga clicando abaixo:   Ouça também via:  

YogIN | 29 abr 2019 | Adri Borges

Você sabe o que é DHARANA?

Você sabe o que é DHARANA? DHARANA em Sânscrito significa CONCENTRAR. A CONCENTRAÇÃO é um dos pré-requisitos para a MEDITAÇÃO. Ela é uma das partes do Yoga, citadas por Patanjali, em o Yoga Sutras. DHARANA concentração, DHYANA a meditação e SAMADHI a absorção, são conjuntamente chamados de Samyama. Os 3 constituem o processo natural de meditação. A CONCENTRAÇÃO é o ato de fixar a mente em algum lugar. Segundo Gloria Arieira, não se trata somente de fixá-la em um ponto, mas de estabilizá- la em algum assunto como exercício. A mente pode focar um ponto, como o ponto entre as sobrancelhas, o coração, ou o topo da cabeça. Através deste exercício de firmar a mente, ela pode aprender a se libertar da agitação. O exercício de concentração, disciplina a mente, possibilitando a meditação como diz Sri Krsna no verso 6.26 da Bhagavadgita: “Seja qual for a razão pela qual a mente inconstante e sempre em movimento se disperse, que a pessoa afastando a mente dessa razão, traga-a de volta sob seu controle.” CONCENTRAR é um estado da mente e significa que a mente está focada em um único ponto. Em geral nossa mente está sempre se movendo e quando ela se move é desafiador pensar apenas em um assunto. Concentrar é ser capaz de esquecer o mundo à volta e colocar toda a sua consciência em uma única coisa. Segundo Osho a CONCENTRAÇÃO é a restrição da sua consciência. Quanto mais restrita ela se torna mais poderosa ela será. Para se concentrar é necessário esforço. A concentração não é natural para a mente. É natural da mente se dispersar. Segundo Iyengar, em Luz sobre o Yoga, DHARANA é quando o indivíduo está totalmente concentrado e um único ponto ou tarefa que o absorve completamente. Ele completa dizendo que é preciso pacificar a mente para atingir esse estado de completa absorção. A mente é um instrumento que classifica, julga e coordena as impressões do mundo exterior assim como as que surgem dentro do indivíduo. Uma das mais poderosas técnicas utilizadas nas práticas de Yoga para ajudar a mente a se concentrar é a RESPIRAÇÃO CONSCIENTE – PRANAYAMA. Leve toda a sua atenção para a sua respiração. Apenas observe a entrada e saída de ar através de suas narinas. Coloque uma mesma contagem mental para sua inspiração e sua expiração. Leve toda a sua atenção para a sua contagem mental. Quando levamos nossa atenção para nossa respiração, há um cessar das oscilações da mente nos permitindo assim estar em nosso momento presente. Outra técnica utilizada para a CONCENTRAÇÃO é a repetição de mantras que pode ser tanto mental ou por meio da vocalização. O OM é o som sagrado e primordial que nos conecta ao divino. A vocalização através de repetições ajuda no cessar das oscilações da mente mantendo-a concentrada induzindo assim a um estado meditativo. Sua vibração sonora produz efeitos também no corpo físico e energético Nas escrituras sagradas da Índia, a recomendação é vocalizar OM 11 X diariamente. Esta prática traz vitalidade,poder e proteção. Sente-se com suas pernas cruzadas, coluna ereta, queixo paralelo ao solo e mentalmente repita o mantra OM. Experimente também, sentar-se com a pernas cruzadas, mantendo seu olhar fixo à chama de uma vela. Esta exercício de limpeza do globo ocular (kriya) denominado TRATAKA , também é uma ótima maneira para você praticar a CONCENTRAÇÃO. Coloque uma vela à sua frente e mantenha seu olhar fixo à chama da vela por alguns minutos. É importante você colocar a vela em um posicionamento onde seu queixo permaneça paralelo ao solo e sua coluna alinhada. Feche seus olhos e continue mesmo que mentalmente visualizando a chama da vela entre suas sobrancelhas.   Clique aqui e assista agora uma Aula Restaurativa. Boa Prática.

YogIN | 27 abr 2019 | Fer Degilio

Entrevista com Cahê Barros discípulo de Alan Finger – ISHTA Yoga

Entrevista com Cahê Barros discípulo de Alan Finger – ISHTA Yoga Conheci o ISHTA Yoga recentemente em um retiro que participei! ISHTA é a ciência que integra o Hatha Yoga, o Tantra e o Ayurveda. Me interessei em saber mais sobre esse estilo de Yoga, cuja a sede central é em Nova York e fiz uma entrevista com Cahê Barros, discípulo direto de Alan Finger, quem organizou e sistematizou essa metodologia. Ficou curioso como eu? Quer saber mais sobre o ISHTA? Ouça o que o Professor Cahê compartilhou conosco!     new RDStationForms(\'e-book-yamas-e-niyamas-1f965e8db29fe9c4625b-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

yoga falado
Podcast de Yoga | 25 abr 2019 | Fer Degilio

Como o Yoga pode transformar a sua vida, a sua energia  (parte II) – Yoga Falado #12

Como o Yoga pode transformar a sua vida, a sua energia  (parte II) - Yoga Falado #12   Você sabia que o Yoga pode transformar a sua vida muito além dos aspectos físicos?   Vamos considerar que o físico seja tudo o que é matéria (o corpo, a natureza…), o que pode ser observado com os 5 sentidos.   No texto anterior (se não leu, volta no Blog para ler) focamos no corpo físico e hoje vamos falar sobre o que os 5 sentidos não conseguem perceber: A energia!!!   Isso não tem relação com crença, misticismo ou religião. Energia é Física pura, é Ciência… hoje as pesquisas de física quântica por exemplo buscam esclarecer como a energia se comporta…  o que vibra dentro de cada átomo é energia… a junção de vários átomos dará origem a matéria!   Claro que eu descobri isso antes do Yoga entrar no meu cotidiano, mas estudando e me aprofundando nessa filosofia comecei a associar essa informação a todos os aspectos da vida, da minha e da vida que vive fora de mim. new RDStationForms(\'e-book-yamas-e-niyamas-1f965e8db29fe9c4625b-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();     A energia no Yoga é chamada de Prana. Os chineses chamam essa energia de Qi ou Chi. Prana é a energia que permeia o Universo. A energia primordial que dá origem a todas as formas de energia que conhecemos: elétrica, magnética, sonora, mecânica…. E para algo existir, o que quer que seja, é necessário energia.  . Assim, vamos parar e refletir um pouquinho sobre isso!   Tudo o que podemos observar, tudo o que identificamos e percebemos… vamos começar pelo o que podemos ver e tocar no mundo externo: é constituído de átomos, uma junção de átomos formam a matéria e cada átomo é formado de pura energia (partículas positivas - prótons, negativas - elétrons e neutras - nêutrons).   Vamos agora ao que não podemos ver ou tocar, mas podemos sentir ou perceber: como nossas emoções e pensamentos… Pensamentos são ondas de energia neuronal geradas no encéfalo (ou seja, potenciais elétricos que caminham entre os neurônios - as células que formam o Sistema Nervoso, que por sua controla todas as funções do nosso corpo).   Cada pensamento (energia elétrica nos neurônios), desencadeia uma emoção, que por sua vez evidencia um sentimento (emoção e sentimentos são energias mais sutis) e esse sentimento muitas vezes direciona o agir.   Concluímos o que com isso?   Que Absolutamente TUDO nessa existência é energia!   Inclusive o que pensamos e sentimos!   O Prana é o que alimenta o nossos corpos mais sutís, o corpo energético por exemplo: formado de canais que conduzem o fluxo energético (semelhantes às artérias e veias do corpo físico denso) e também de centros de energia, chamados chakras.   Temos muitos chakras espalhados pelo corpo, mas os principais estão localizados ao longo da coluna vertebral, da base dela até o topo da cabeça e cada um deles tem uma função e relação com os nossos aspectos comportamentais. Isso significa que é muito importante que eles estejam muito bem nutridos de energia para que seu funcionamento esteja adequado. Quando isso acontece, conseguimos nos manter equilibrados mental e emocionalmente e principalmente em paz conosco, com a vida, confiantes e sensatos.   Então, como manter os chakras com a energia ideal?   A resposta não é simples, porque como sabemos que tudo é energia e a energia responde a todos os estímulos que recebe, tanto estímulos similares, quantos estímulos opostos….são múltiplos e até por que não dizer, uma infinidade de fatores que vão interferir na qualidade e quantidade de energia que estamos absorvendo e acumulando.   Mas vamos falar aqui de alguns principais: o que comemos o que pensamos o que sentimos o que falamos os nossos hábitos Tudo isso, influencia a nossa energia!   Se a nossa qualidade de vida, do que comemos, pensamos, sentimos, falamos não for boa, igual será a energia que nos habita.   Ainda bem que o contrário é verdadeiro, não é mesmo?   Com o Yoga aprendi uma prática incrível que eleva o nível de energia boa do meu corpo, da minha mente, do meu coração. Essa prática é chamada de sadhana. Praticá-la constantemente limpa o corpo e favorece o fluxo livre de energia nos chakras.   Com o Yoga aprendi que o que coloco dentro do meu corpo pela alimentação vai alterar (positiva ou negativamente) o padrão harmônico de energia que busco cultivar. Esse foi um dos motivos (houveram outros) pelos quais decidi me tornar vegetariana: a energia de morte e sofrimento impregnada na carne de qualquer animal que percebe, sente e sofre no momento da morte, é uma energia que não desejo ter em mim.   Quando decidi estudar o Yoga com seriedade, nos cursos de formação, aprendi a função de cada chakra e como usar o Yoga para mantê-los em equilíbrio. Assim, comecei a perceber quando algum deles está desequilibrado e usar os recursos dessa filosofia em benefício próprio nas minhas práticas pessoais.   A partir de hoje, comece a prestar mais atenção à energia que te rodeia e a sua própria energia.   Comece a perceber o que te deixa com a energia mais leve.   Observe por exemplo, qual alimento e qual situação que te deixa bem e qual te deixa mal.   Observe a qualidade da sua energia antes e depois de uma prática de Yoga. E pratique. Pratique muito!   Cultive bons pensamentos, bons sentimentos, tenha boas ações e consuma alimentos mais saudáveis. É assim que o Yoga transforma a minha vida todos os dias!   Namastê   Entre para nossa lista de transmissão de Whatsapp e receba conteúdo gratuito sobre Yoga clicando abaixo:     Ouça também via:    

Pranayama
YogIN | 24 abr 2019 | Viviane Pereira

Respirar é Preciso

Respirar é Preciso A respiração é fundamental para nossa sobrevivência. Podemos ficar alguns dias sem comida e sem água, mas sem respirar, é impossível. E apesar de ser primordial à nossa sobrevivência, respiramos de forma automática, curta e involuntária, sem nos darmos conta da importância e da influência que a respiração tem em nossas vidas. Além de respirar para viver, nossa respiração está diretamente relacionada ao nosso estado emocional: é perfeitamente possível – e a ciência comprova – controlar as emoções a partir da respiração. Nossos pulmões são grandes e têm uma capacidade incrível: cabem cerca de seis a seis litros e meio de ar nos pulmões de um homem adulto e dois litros em uma criança. Apesar dessa imensa capacidade, trocamos apenas meio litro de ar com o ambiente a cada ciclo respiratório. Comumente, respiramos somente com a parte mais alta do peito – respiração apical – justamente a menor porção dos pulmões. A consequência da respiração curta é que ela se torna mais acelerada. Uma respiração curta e acelerada é entendida pelo cérebro que o indivíduo está em estado de alerta, medo ou perigo. Como resposta, as glândulas suprarrenais secretam quantidades abundantes quatro hormônios: adrenalina, noradrenalina, cortisol e aldosterona. Adrenalina A adrenalina é um hormônio e também um neurotransmissor. As suprarrenais secretam grandes quantidades de adrenalina no organismo quando é necessário que o corpo esteja preparado esforços físicos intensos. Assim, os batimentos cardíacos e a respiração são acelerados, a pressão arterial é elevada, a sudorese é estimulada, e há uma produção extra de energia, que transforma glicogênio e gordura em açúcares. Um indivíduo em stress constante está sempre com seus níveis de adrenalina altos, e como consequência há maior risco de seu corpo desenvolver pressão alta, arritmias, doenças cardiovasculares, autoimunes, neurológicas e psiquiátricas. Noradrenalina Como hormônio, atua no organismo nos deixando em estado de alerta durante o dia, e à noite, quando seus níveis caem, auxilia na regulação do sono. Como neurotransmissor, atua no sistema nervoso simpático, mediando situações em que o cérebro interpreta a existência de um perigo. Age de forma similar à adrenalina: aumenta a frequência cardíaca, a pressão arterial, o ritmo respiratório e a contração muscular. Quando existe excesso de noradrenalina no organismo, ocorrem os seguintes sintomas: dores de cabeça, má digestão, insônia, perda de apetite, cansaço, transpiração excessiva e mal estar geral. Além disso, estudos comprovam que pessoas que sofrem de ansiedade crônica e depressão apresentam excesso de noradrenalina. Cortisol Hormônio diretamente relacionado como resposta ao estresse. O cortisol estimula a quebra de proteínas, gorduras e metabolização da glicose pelo fígado. Quando o indivíduo encontra-se em situações de emergência, aumenta a pressão arterial e o açúcar no sangue, aumentando a energia muscular – as funções anabólicas do corpo, de recuperação e renovação de tecidos são paralisadas e o organismo concentra-se em sua função catabólica (diminui a perda calórica). Quando o estresse é prolongado, os níveis de cortisol disparam. O excesso de cortisol no sangue aumenta o risco de diabetes, hipertensão arterial, acúmulo de gordura abdominal, depressão e em casos extremos, Síndrome de Cushing. Aldosterona Hormônio que participa no equilíbrio dos minerais e dos líquidos do organismo (balanço eletrolítico). Auxilia na retenção e absorção de sódio e reabsorção de potássio e água no organismo. Em excesso, o corpo retém líquido e como consequência há aumento da pressão arterial.   new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();     Consequências da respiração curta e acelerada Sempre que o ser humano se depara com situações de alerta, perigo, emergências e estresse, as glândulas suprarrenais secretam esses quatro hormônios, de forma que o indivíduo avalie rapidamente a situação de perigo e tenha reações instintivas de sobrevivência. O grande problema é que o cérebro não identifica o que é uma situação real e o que é, por exemplo, um estresse no trabalho, dentro do escritório. Temos então as duas principais causadoras do estresse: a respiração curta e acelerada por si só, já que normalmente respiramos com a parte alta dos pulmões, e a resposta a qualquer tipo de estresse, que faz com que nosso corpo entre nesse constante estado de alerta e fazendo com que nossa respiração se acelere ainda mais. A consequência disso é um estresse constante, até levar a pessoa à exaustão ou a problemas sérios de saúde, já relacionados ao aumento desses quatro hormônios no organismo. Como reverter esse quadro? Além de férias, terapia e exercícios físicos, os médicos estão receitando que seus pacientes pratiquem Pranayamas. Isso mesmo: a indicação médica é RESPIRAR. As técnicas respiratórias do Yoga estimulam a respiração profunda e lenta. Respirar lentamente envia a informação ao cérebro que o indivíduo encontra-se em situação de segurança, calma e tranquilidade, fazendo com que o organismo naturalmente baixe os níveis desses hormônios. Além de reduzir o estresse, os Pranayamas notadamente ajudam no tratamento de doenças alérgicas e respiratórias, tais como asma, bronquite e rinite, por estimularem a movimentação dos pulmões e aumentarem a troca gasosa com o ambiente e diminuir o número de ciclos respiratórios por minuto. A respiração profunda também faz com que os órgãos internos sejam massageados, uma vez que o diafragma “empurra” os órgãos internos para abrir lugar aos pulmões. Durante o Pranayama, o praticante também precisa se concentrar na técnica, e assim se dispersa dos seus próprios pensamentos para fazer a contagem e a mentalização. Isso também estimula a mente a se descontrair das preocupações. Sugestão de Pranayama contra o estresse Raja Pranayama O Raja Pranayama, ou respiração real, é a respiração verdadeira. Lembre-se da última vez que você observou um bebê respirar. Quando o bebê inspira, a barriguinha dele cresce e se expande. Quando o bebê expira, a barriguinha dele murcha. É assim que devemos respirar. Ao inspirar, “abra seu abdômen”. Ao colocar o abdômen para fora, estamos na verdade empurrando o diafragma para baixo, que por sua vez empurra os órgãos internos, que por sua vez são “espremidos” e por isso “aparecem”. Quando empurramos o diafragma, os pulmões então ficam “livres” para que entre mais ar. Depois de inspirar com a parte baixa dos pulmões, está na hora de “abrir as costelas lateralmente”. Assim, você está respirando também com a parte média dos seus pulmões. Perceba suas costelas crescendo. Por último, respire com a parte alta dos pulmões, aquela que você vem usando a vida inteira, mas inspire o máximo que você conseguir, aumentando a parte alta do peito como se você quisesse tocar o peito no queixo. Esse processo todo de inspiração deve ser lento, prazeroso e confortável. Você deve prestar atenção a cada movimento do seu corpo. Por isso, feche seus olhos e sinta todo o seu tronco crescendo em todas as direções (para cima, para baixo e para os lados) durante a sua inspiração. Toda inspiração deve começar pela parte baixa dos pulmões, ou seja, sempre trabalhando com o seu diafragma primeiro. Ao expirar, comece soltando o ar a partir da parte alta do peito, esvaziando a menor porção dos pulmões. Depois esvazie a região das costelas e por último a parte baixa dos pulmões. Ao fazer isso, o diafragma sobe, empurrando os pulmões para cima e abrindo lugar novamente aos órgãos internos, que encontram lugar dentro do abdômen e “entram”, fazendo com que sua barriga “murche”. Expire mais lentamente que o tempo de inspiração, preferencialmente no dobro do tempo. Para treinar até aprender, você pode fazer isso deitado, colocando as mãos sobre o abdômen, depois sobre as costelas e depois sobre o peito, até entender a mecânica dessa respiração. Depois, sente-se confortavelmente e feche seus olhos. Comece a praticar cinco minutos por dia. Você pode fazer mentalizações e visualizações durante seu Raja Pranayama: visualize partículas douradas adentrando suas narinas durante a inspiração. Mentalize que essas partículas tomam conta de todo seu corpo e levam a cada célula saúde, vitalidade, disposição, enfim, o que você desejar, tornando sua prática ainda mais introspectiva e profunda. Após algumas semanas de prática, você poderá notar diferenças no seu cotidiano. Poderá notar melhoria no sono, serenidade em situações difíceis, calma em meio a discussões, mais disposição física, maior concentração e foco. Experimente. Respirar é preciso!

Podcast de Yoga | 11 abr 2019 | Fer Degilio

Sankalpa – Yoga Falado #10

Sankalpa Vamos  falar de Sankalpa?   Sankalpa em sânscrito significa resolução interior, intenção, propósito, meta, algo que você queira aprimorar em si.   Gosto de dizer que o sankalpa é aquele desejo que você deseja se comprometer. O compromisso consigo mesmo, a pessoa mais importante de todas.   Você pode ter 1 ou vários sankalpas, mas é muito importante que você esteja conectado com a intenção de aprimorar e conquistar cada um deles.   Para estabelecer o seu sankalpa, primeiramente você precisa olhar para dentro e analisar o que você deseja mudar, conquistar ou aprimorar. Depois que fizer isso, que identificar o que você deseja, elabore uma frase curta, afirmativa e no tempo presente que faça seu coração vibrar de motivação.   Exemplo: Se você acha que é ou está muito estressada (o), o seu sankalpa pode ser: Eu sinto a presença da calma em mim.       Ou   Se você percebeu que é uma pessoa insegura nas sua ações, dentro e fora do seu tapetinho, pode firmar o sankalpa: EU CONFIO EM MIM, NA MINHA FORÇA, NA MINHA CAPACIDADE, NO MEU PODER INTERIOR.   Outro exemplo para quem sempre acha que falta algo, que está sempre triste ou insatisfeito: EU JÁ SOU A FELICIDADE QUE TANTO BUSCO.   Ao mentalizar essa frase, faça de tal forma que ela possa ecoar na sua mente e inundar seu corpo todo dentro dessa vibração. Estabelecemos o Sankalpa na mente, mas ele se concretiza no coração.   Ao fazer isso o sankalpa, essa força interna, começa a agir na esfera do seu subconsciente e essa sementinha ganha terreno para crescer e se fortalecer dentro de você. O resultado? ficará mais fácil atingir sua meta, seu objetivo.   Você pode estar se perguntando: mas o sankalpa é algo que está relacionado apenas à prática de Yoga? Preciso relacionar meu desejo com algo dentro da aula?   Não! O Sankalpa é algo que pode ou não estar relacionado com algo específico da sua sádhana. Mas por exemplo, quando estou dando aula e percebo que o aluno iniciante não sabe o que é sankalpa ou não sabe o que acordar consigo mesmo, eu sugiro que ele assuma o compromisso de estar focado o tempo todo no momento presente, no agora. Ou ainda que ele escolha algum asana que deseja conquistar para estabelecer sua intenção daquela aula. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Mas VOCÊ que já sabe agora a real importância e efeito do sankalpa pode estabelecer algo que faça mais sentido para você. Escolher fazer brilhar aquela qualidade latente que você já possui mas que por algum motivo encontra-se bloqueada. Ao fazer isso, sua prática e sua vida ganharão mais sentido.   Tenha um momento do seu dia, pode ser durante a sua prática de Yoga, ao acordar ou antes de dormir, para o seu sankalpa, reforçando mentalmente essa energia poderosa. Faça isso diariamente e veja o resultado!!     Você deve estar com a mente fervilhando: Qual sankalpa escolho para mim?   Que tal colocar como sankalpa o YOGA na sua vida, se ainda não pratica? O Yoga mudou minha vida e mudou também a vida de muita gente que eu conheço.   Tudo começa com a #intenção. Deseje algo e construa mentalmente seu #objetivo. Desenvolva a atitude interior da #conquista. Coloque sua #mentalização em ação, pratique com #emoção. Tenha consistência e aumente mais sua motivação com você mesmo. E colha o #resultado   Entre para nossa lista de transmissão de Whatsapp e receba conteúdo gratuito sobre Yoga clicando abaixo:     Ouça também via:    

YogIN | 6 abr 2019 | Daniel De Nardi

Yoga Falado, Podcast semanal com ensinamentos do Yoga

Yoga Falado, Podcast semanal com ensinamentos do Yoga O YogIN App está com uma nova série de podcasts semanais, o Yoga Falado. Esta série vai falar sobre assuntos importantes para quem quer saber mais sobre Yoga. Há episódios sobre: Os Benefícios do Yoga, Definições de Yoga, Retiros de Yoga e muito mais informação. Acesse o YogIN Cast, o canal de podcasts do YogIN App e desfrute de mais esse conteúdo.  

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