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Qualidade de Vida


Brahma Muhurta
Dicas de Yoga | 30 jul 2020 | Fernanda Magalhães

Brahma Muhurta – Arte de Acordar antes de Todos

Brahma Muhurta: o melhor horário para a prática de Yoga e Meditação! O Brahma Muhurta já me acompanha desde que sou criança. Engraçado né? Eu sempre fui uma pessoa da manhã. Sim, criança meio estranha que acordava antes da hora necessária para me arrumar com calma para a escola. Na verdade, durante a infância, dormir não era uma atividade atrativa para mim. Sempre apreciei esse tempo de silêncio, às vezes ainda escuro onde executava as tarefas matutinas com calma, sem  acordar “no susto”. Mas, há uns 6 anos atrás, quando comecei a acordar às 5 horas da manhã para fazer atividade física antes do dia iniciar, esse momento tomou um significado maior. Ele se tornou o meu momento do dia, onde não havia demandas externas a serem atendidas e eu podia me escutar, me conectar. Semana passada, ganhei um livro que se chama “O Milagre da Manhã” que fala sobre como transformar sua vida incluindo certas atividades como meditação, planejamento, exercícios físicos e escrita antes das 8h da manhã. Venho percebido que está crescendo uma onda de acordar às 5h, ou até mesmo as 4h da manhã, para estimular mudança para a qualidade de vida e eficiência. É, inclusive, uma dica dada pelos grandes empresários visando o sucesso financeiro. De fato, senti mudanças internas nesse período que venho acordando 1 hora mais cedo do que o necessário para poder estar comigo. Não sei o que veio primeiro, o ovo ou a galinha, mas o Yoga entrou justamente nessa época na minha rotina, ainda que devagar,  somente duas vezes por semana. Existem pesquisas que indicam até mesmo que quem acorda mais cedo é mais magro e feliz do que a média! Conforme fui estudando o Yoga e compreendendo as diretrizes para a prática, percebi que utilizar este horário matutino para uma prática de autoconhecimento não era uma questão de encaixe perfeito na minha rotina ou gosto pessoal. Eu, ainda sem saber, estava usufruindo dos efeitos de brahma muhurta - \"A Hora de Deus\" ou \"A Hora do Criador\". Brahma muhurta é um período de dois muhurtas (1 muhurta= 48 minutos), ou cerca de uma hora e meia antes do amanhecer, variando de 3 às 6h da manhã, dependendo do horário do nascer do sol. Este período de tempo, quando a alma humana e o Universo se unem, é dedicado a Brahma, Deus da Criação. É o momento em que você se recria para um novo dia. Unindo a sabedoria dos antigos Yogins e a experiência das pessoas eficientes de nossa era, podemos listar algumas das recompensas em atender ao despertador tocando mais cedo:   Sincronização com o Ciclo Circadiano Nosso organismo funciona de forma cíclica em relação a produção de hormônios que regulam nossas atividades diárias. Esse nosso “relógio biológico” é controlado pela luz, que comanda a produção de cortisol durante o dia e melatonina durante a noite. [caption id=\"attachment_493577\" align=\"aligncenter\" width=\"620\"] Ciclo Circadiano e o Brahma Muhurta[/caption]   A melatonina é vista como um estabilizador do estado mental, algo que o deixa confortável por um longo tempo. Ficar mentalmente confortável significa que você não sofre flutuações. Respeitar os ciclos biológicos faz com que possamos utilizar nosso corpo em sua máxima potência. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Você estará adiantado Dê adeus aquele pulo da cama para não se atrasar. Você já estará acordado há um tempo quando precisar sair de casa ou iniciar uma tarefa. Estar adiantado te deixa um tempo de planejamento para fazer a programação do seu dia e deixar preparado o necessário como por exemplo, preparar uma marmita saudável se seu plano é melhorar a alimentação no dia a dia. Este fato te deixa também uma vantagem psicológica de que você iniciou seu dia antes de todos, contribuindo para o próximo benefício. Trabalhar por ação, e não por reação Como eu disse acima, acordar antes de todos te deixa sem demandas externas, fazendo com que você priorize o mais importante e não o mais urgente. Se colocando nesse momento de prioridade, você estará muito mais preparado para atender as demandas quando elas chegarem. Então, não é só começar o dia antes, mas é importante o como começar seu dia. Se você ainda não tem um ritual matinal, recomendo que coloque isso nas suas prioridades. O seu dia deve ser tratado com um evento importante onde a preparação se dá nessa “hora extra”. Silêncio e o Brahma Muhurta Não que precise explicar esse benefício… Mas é criada a atmosfera perfeita para estudo, trabalho, ou qualquer tarefa que exija concentração. Além do silêncio, se estão todos dormindo ainda, não será interrompido por cônjuges, emails ou mensagens no whatsapp. Quando acordamos nossa mente está calma, e clara e a medida que os estímulos externos vão chegando ela vai se poluindo, desfocando. Aproveitar sua mente nesse estado, significa mais produtividade, mais insights, mais controle, que será levado para o resto do dia. SE QUISER MAIS SOBRE COMO DESENVOLVER DISCIPLINA - CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO https://yoginapp.com/meditar-exige-disciplina/ Disciplina e Brahma Muhurta Ok, para a maioria das pessoas, acordar cedo não é fácil (embora grande parte destas apenas não tenha desenvolvido o hábito ainda) mas a determinação em levantar com o despertador mais cedo desenvolve a disciplina. Toda situação que desafia nossa zona de conforto é um excelente trabalho de controle mental. Para alcançar qualquer objetivo, seja a vida de Yoga ou o sucesso financeiro, é preciso aprender a fazer o que deve ser feito e não o que nos convém. Assim desenvolvemos Tapas, a autodisciplina. Vivemos no mundo imediatista, atropelando tarefas importantes em prol de tarefas urgentes. O importante sempre vai sendo deixado para o tempo livre, que às vezes não acontece. Não é só o acordar mais cedo, mas sim colocar as coisas mais importantes em primeiro lugar. Como você passa as primeiras horas do dia determina como será o resto dele. “Pratique, pratique e tudo virá” - Sri K Pattabhi Jois new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

nauli kriya
Dicas de Yoga | 8 jul 2020 | Equipe YogIN App

Nauli Kriya – Limpeza Interna

Nauli Kriya: Aprenda a Fazer! Nauli Kriya é uma técnica para a purificação interna. Kriya significa atividade. Dentro da prática do Yoga, representa as atividades de purificações internas. Existem dezenas de kriyas que atuam na limpeza das mais diferentes e inimagináveis partes do corpo. Existe até hrd kriya que limpa o coração. É interessante pensar que os primeiros YogINs já se preocupavam com uma limpeza completa do corpo, algo que vai além da parte externa. Tudo isso numa época em que não havia grandes quantidades de dióxido de carbono do ar, a água nunca era poluída e não existia pizza 4 queijos. Entretanto, a sensibilidade aguçada permitiu que eles percebessem que sem um corpo limpo, não conseguiriam produzir todos os efeitos da prática. new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Uma máquina boa só funciona bem se o motor estiver limpo Alguém já falou que o corpo humano é a mais perfeita máquina já criada, um motor que mais precisa do máximo de cuidados. Pensar que somente tomando banho, escovando os dentes você já está suficiente limpo é esquecer que há além da pele. Para que a limpeza seja plena ela tem que atuar interna e externamente. Os kriyas chamam para si a responsabilidade de resolver esse gap de higiene contemporânea. Veja o vídeo abaixo. https://youtu.be/4lg3Jt8WhKM   Como o nauli kriya atua na limpeza dos intestinos? No colégio, você deve ter estudado microvilosidades, mas como acho que você não lembra mais, vou dar uma ajuda. As microvilosidades são como uma grama sintética por dentro dos intestinos. Possuem tipos de células especializados em absorção, para captar todos os elementos dos alimentos que passam por aqui. Elas estão o tempo todo se movimentando para conduzir o alimento que entra em direção ao sistema excretor. Nesse percurso que o alimento faz, sempre ficam resquícios. Detritos de alimento podem se instalar nas paredes intestinais e caso fiquem por muito tempo, podem causar sérias doenças entre elas o câncer. As compressões abdominais que o nauli produz favorecem a aceleração do movimento peristáltico. Boa parte dos detritos que podem ficar depositados nos intestinos, com a prática do nauli, acelerando o movimento interno, serão expulsos até o aparelho excretor. Limpar os intestinos significa diminuir o desgaste que a digestão gera. E este desgaste não é insignificante, você já deve ter ouvido a expressão enfezado, criada em cima do incomodo que uma pessoa que não tem um bom funcionamento digestivo sente. Aprenda sobre o Detox do Yoga - CLIQUE AQUI https://yoginapp.com/detox-do-yoga/   Praticar nauli kryia não é tão simples sem a orientação de um professor. Entretanto existem alternativas para começar a aprender estas técnicas que podem ser feitas por qualquer pessoa. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 16 jun 2020 | Cherrine Cardoso

Identificando nossos ciclos de aprendizado

Identificando nossos ciclos de aprendizado É sabido que nós passamos por ciclos ao longo do nosso amadurecimento. Temos a infância, temos a adolescência, fase adulta, velhice. Porém, dentro de cada destas fases, passamos por momentos que acarretam para uma série de transformações profundas na nossa vida. Não falo de coisas da rotina e sim de situações que acontecem para nos fazer experienciar os aprendizados que precisamos. Estudos dizem que estes ciclos são sentidos de 7 em 7 anos. Talvez por isso este número também seja considerado meio azarão, mas se formos fazer uma retrospectiva pela nossa vida, de sete em sete anos é possível mesmo identificar momentos que se tornaram relevantes por algum tipo de escolha ou direção que tomamos. Quando crianças fica mais difícil analisar isso, pois estamos num fluxo natural de absorção e assimilação de tudo o que o mundo tem para nos ensinar. De tudo o que nossos pais representam na formação de nossos valores e caráter, e também de como nos guiamos através deles como espelhos. Porém, a partir dos sete anos, a mesma criança passa a se manifestar diante de sua individualidade de forma mais impositiva. E nos sete anos que se seguem até a entrada da puberdade vem as mudanças no corpo e na percepção de mundo. É nesta fase que vamos desenvolvendo nossas reais habilidades e demonstrando nossos verdadeiros desejos. Como se estivéssemos saindo do casulo para nos tornar a borboleta que quer alçar vôos mais altos, enxergando o mundo sob outra perspectiva. Depois da fase da adolescência, os próximos sete anos nos levam aos 21. Os vinte e um representam a emancipação. É quase como quando o mundo nos diz (pelo menos aqui no Ocidente, ok?): agora é com você! Sabemos que se houver necessidade, nossa base maior que é a família, estará sempre ali (em sua maioria) para apoiar e contribuir no que for necessário. Mas, se alguma de suas escolhas te levar a lugares que você não esperava ir ou se te trouxerem resultados que não eram os que você gostaria, esta responsabilidade é só sua. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Outro ponto relevante é que mesmo sendo de sete em sete anos, não significa necessariamente que você perceberá de forma assim precisa (7, 14, 21, 28 etc), muitas vezes algo fica marcado numa determinada idade e dali para frente é possível observar os anos que se seguem e perceber que após os sete, outro marco será sentido novamente. Resolvi focar nesse tema pois somos muitos ingratos com como estes ciclos muitas vezes nos são apresentados pela vida. Vou dar um exemplo do que aconteceu comigo e que talvez você leitor se identifique e compreenda melhor onde quero chegar. Em 2010 a minha vida profissional e pessoal me parecia estagnada. Eu me sentia sem motivação, sugada pela rotina, cansada de viver os dias sem uma emoção maior. Trabalhava numa instituição que me possibilitava trabalhar em outros lugares do mundo, fazendo uma transferência de forma mais simples do que as habituais. Resolvi que queria ir embora do Brasil por um tempo e assim foi. Desta simples decisão até os anos que se seguiram muita, mas muita coisa mesmo, aconteceu. Eu fui para Portugal, fiquei lá muito menos tempo do que queria. Voltei pro Brasil, mas indo direto para outro Estado (sou nascida em SP). Cheguei com praticamente zero em dinheiro para re-iniciar a vida. Corri atrás, trabalhei muito mais do que já trabalhava. Abri mão do conforto, das facilidades que tinha quando estava na minha cidade natal e próximo da minha família, passei por tristezas e questionamentos profundos, incertezas e medos constantes. Acabei casando. Indo morar em outra cidade de novo, e me vi em outro recomeço, ainda mais difícil! Outro início, outra luta. Uma busca por me reencontrar, por entender porque me sentia mergulhando tão profundo em mudanças, que de certa forma não me representavam. Por vezes me identificava e achava que gostava de tudo o que estava vivendo, e outras sentia uma insatisfação enorme, sem entender porquê. Pois bem, esta última mudança teve fim em 2017, quando após muitas descobertas, mudanças, incertezas, dores, ganhos e perdas, resolvi voltar da onde tinha saído em 2010. Entenda, nestes sete anos que se passaram eu cheguei a me ver num poço bem fundo, tendo que me agarrar em cordas imaginárias buscando subir dali, com bem poucas forças. Quem via ao longe, observava apenas a representação da mulher forte, da guerreira, daquela que encarava desafios constante, saindo-se por cima. Mas as coisas não são bem assim nos bastidores. E ali, por detrás das cortinas deste grande palco que se chama vida, vivi os meus anos de maiores aprendizados. Ensinamentos que só mesmo as nossas escolhas nos dão. E sem dúvida é aí que te digo onde o Yoga entrou nisso tudo! Ter o Yoga como o meu guia, a minha prática, o meu lifestyle, fez eu entender que nem tudo na nossa evolução pessoal serão flores. Que os maiores desafios acontecem para que consigamos entender de fato, por exemplo, o sentido dos yamas e nyamas de Patáñjali. Não foi sem propósitos reais que este sábio, por volta do século III a.C, pontuou preceitos éticos e morais que precisam ser observados antes de uma pessoa querer travar contato com as técnicas do Yoga. Que sentido teria focar em respirar melhor, em estabilizar o corpo num pé só, ficar de ponta cabeça, se nem conseguimos passar pelos obstáculos em busca da auto-superação (tapas)? Ou se extrair contentamento (santôsha) de todas as situações parece impossível? O que dirá entender o que tudo isso pode contribuir com nosso auto-estudo (swadhyaya)? E imaginar tudo o que fui abrindo mão em cada momento de mudança que aconteceu nos sete anos? É desapego (aparigraha) que chama não? Até então tudo me parecia perfeitamente compreensível, enquanto estava teoricamente explicado. Passar na prática, me fazendo experienciar estes ensinamentos, me fez também entender seu contexto real e sua necessidade para nos tornarmos verdadeiros yogíns. E não, não posso culpar ninguém e nem nada do que escolhi viver ao longo desse processo. Entendo que este foi o meu karma, e que através da lei natural de ação e reação, eu não vivi nada daquilo que não tivesse sido buscado por mim. O que eu posso afirmar é que re-signifiquei minhas experiências. Enquanto imersa naquele processo tudo parecia pior do que foi realmente. E isso acontece por estarmos dentro de uma bolha de emoções, das quais não temos consciência. Só percebemos o quanto estes sentimentos são passageiros quando conseguimos nos afastar desta redoma nociva de sentimentos pesados e os aceitamos como parte do que temos que viver. E que nem a pior dor que sentimos, durará para sempre! Vale ressaltar também que, a partir do momento em que se consegue identificar o ciclo, percebemos também que trata-se de um processo de aprendizados necessários. Portanto, tire proveito da fase e aprenda realmente o que a vida esta querendo te mostrar Pois se isso não acontecer, é provável que as mesmas coisas se repitam num futuro próximo. Hoje percebo que, a maturidade adquirida com as experiências me permitem dizer não ao que eu não quero viver de novo e também transformar aquilo que quero experienciar novamente, só que de outra maneira. Temos este poder! Ele se chama livre arbítrio. É a sua liberdade de ir para onde quiser. Com toda a consciência de que as consequências e a responsabilidade de suas escolhas são apenas suas! Olha o karma aí de novo. Vejo muita gente se lamentando, sofrendo, desistindo da vida, reclamando por tão pouco, quando há tanta gente com motivos reais e pesados e que seguem firmes e fortes. Vamos exercer mais a gratidão com nossos ciclos dos sete? Agora que você leu até aqui, observe o seu momento. Você esta passando por uma fase difícil? Há quanto tempo sente que as coisas estão assim? Faça as contas de verdade. Não que as coisas não possam mudar do dia pra noite; ou que você não possa quebrar o ciclo com uma nova atitude mental e emocional. Mas se te parece difícil, não tenha pressa. Absorva o máximo de entendimento do momento, permita-se compreender aquilo pelo qual está passando, desfrute das lições e tenha paciência, vai passar! E se está numa fase boa, melhor ainda, oras. Fique ainda mais feliz. Prolongue os sete por mais sete nesta mesma energia, nesta mesma vibração. Por que não? Depois de estarmos mais conscientes do processo, escolher seguir mal ou escolher seguir bem também são escolhas, não é mesmo? Lembre: livre arbítrio. A escolha é sempre nossa! E se vale a dica, curta os seus ciclos.

Respiração Bhastrika
Dicas de Yoga | 4 jun 2020 | Daniel De Nardi

Como Fazer | Bhastrika – A Respiração Acelerada

Aprenda sobre a Respiração Acelerada, Bhastrika Este respiratório é chamado bhástrika e tem o efeito de intensificar a eliminação de gás carbônico gerando uma sensação de revigoramento corporal. Katil Udupa, médico da universidade indiana de Benares, cidade sagrada do Ganges, produziu um vasto estudo comprovando a atuação das técnicas de Yoga no sistema hormonal. Os experimentos mostraram que o yoga poderia reduzir o cortisol, o hormônio responsável pelo instinto de luta ou fuga. Katil publicou sua pesquisa no livro Stress and Its Management by Yoga, numa tradução livre A administração do stress pelo Yoga. O mais interessante da sua pesquisa é que ele não apontou apenas os ganhos de redução de cortisol, mas os inesperados aumentos de testosterona, hormônio responsável pela atividade sexual tanto masculina quanto feminina. A testosterona é também uma importante aliada na capacidade de realização, é a energia que precisamos para fazer as coisas acontecerem.   [embed]https://youtu.be/ZX_wppAsGuI[/embed] O bhástika estimula plexo solar e consequentemente toda a produção hormonal desta região. Foi uma das técnicas escolhidas por Katil na sua pesquisa. O respiratório é descrito por Iyengar em Light on Pranayama, como uma respiração que cria um estado de euforia. Agora vamos praticar! Sente-se com a coluna ereta. Inspire pelo nariz e expire de forma rápida também pelo nariz sentindo o abdômen ir para dentro, como se estivesse fazendo força para o abdômen ir pra dentro ao mesmo tempo em que expira forte, curto e rápido. Movimentando o diafragma que é o músculo da respiração. Tente não sacudir os ombros e contrair tanto os músculos da face. Para começar, entre 10 e 30 repetições. Mas se puder, repita de 20 a 50 vezes. E Se por acaso ficar com tontura, pare! Relaxe! A tontura é normal, uma vez que há hiperventilação. O bhástrika deve ser feito sempre que o YogIN precisa de uma energia extra para vencer seus obstáculos e é um ótimo aliado para o controle do frio. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Qualidade de Vida | 9 mar 2020 | Daniel De Nardi

O Desapego da Felicidade

O DESAPEGO DA FELICIDADE A melhor descrição de felicidade para mim é a de um estado de tamanha satisfação que você não tem a necessidade de mais nada, deseja apenas que aquele momento se prolongue ao máximo. Quando isso acontece conseguimos vivenciar absolutamente o momento presente, não tendo expectativas e nem receios. Simplesmente nos deixamos preencher por aqueles instantes e uma alegria plena toma conta de nós. Por incrível que pareça, essa felicidade aparece em muitos momentos todos os dias, entretanto nós, seres humanos, com nossa incrível capacidade de nunca nos sentirmos satisfeitos, não percebemos esse estado e o perdemos com pensamentos que projetam nossa satisfação para o futuro ou para o passado. Sentenças como  \"esse momento está tão bom mas se... seria muito melhor \" ou \"naquela época quando ...\"vagueiam por nossas mentes fazendo com que percamos momentos muito gostosos de se viver. Se nos dois casos acima tivéssemos preenchido a expectativa daquele que levou a satisfação para o futuro ou, se conseguíssemos nos transportar para o passado e vivenciar o momento que ele achava que era feliz, com certeza outra necessidade surgiria para atrapalhar a constatação da felicidade. Como diz o filósofo contemporâneo Ricardo Mallet: \"Ser feliz é fácil, difícil é perceber isso.\" Pois é justamente para essa percepção dos momentos agradáveis que vivenciamos todos os dias, que devemos estar atentos, para não perde-los com o vício da transferência do contentamento. Outro grande filósofo indiano, Pátañjali que viveu por volta do séc. III a. C. diz que se compreendermos a mensagem do desapego entenderemos o sentido da vida. O desapego ao qual ele se refere não é abrir mão de todos os bens materiais e ir viver na montanha. Esses bens não devem ser desprezados, devemos inclusive desejar tudo aquilo que possa nos trazer mais bem-estar. No entanto o que não pode acontecer, e esse é o grande ensinamento de Pátañjali, é projetarmos nossa felicidade para algo que esta fora de nós mesmos. Se o sentido da vida é ser feliz, a melhor maneira de cumpri-lo é chegar a isso sem depender de outras pessoas ou de objetos. Quando conseguirmos vivenciar este estado de desapego, vamos continuar valorizando o que temos, mas sem deixar isso interferir em nosso bem-estar. Pensar com desapego é construir esse tipo de pensamento: `` Eu adoro meu carro, vou zelar por ele, mas caso o perca isso não vai interferir na minha felicidade, pois esse estado é algo que me pertence e nada pode tirá-lo de mim.´´ Apesar de não podermos nos deixar influenciar por fatores externos, a valorização do que temos é parte do processo para nos mantermos mais tempo no estado de contentamento. A gratidão pelas pessoas que nos rodeiam e por tudo aquilo que temos faz com que consigamos transportar nossa vivência para o momento presente, enchendo de sentido o que possuímos. Domenico de Masi em seu mais famoso livro O ócio criativo diz: \"As poucas coisas que o filósofo tem lhe bastam, já que ele sabe enriquecê-las de significado.\" A felicidade só pode ser vivenciada no momento presente. A meditação é um treinamento deste estado, pois nos ensina a nos transportar para o aqui e o agora com todas as nossas forças. Seja você praticante desta técnica ou não, treinemos mais a vivência da seguinte sentença em nosso dia-a-dia: \"Eu não gostaria de estar em outro lugar ou momento que não fosse este\", e passemos a valorizar mais aquilo que temos não deixando que a felicidade nos escape entre os dedos, ou melhor, entre os pensamentos.   Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão

Filosofia do Yoga | 26 jan 2020 | Daniel De Nardi

Yoga e Saúde – Podcast #11

Podcast Yoga e Saúde e entenda como. No dia 7 de abril, é comemorado em todo o mundo o dia Mundial da Saúde e gravamos este podcast especialmente para esse dia Atualmente, o Yoga é reconhecidamente um sistema que aprimora a saúde dos seus praticantes e dezenas de pesquisas já comprovaram isso. Nem sempre foi assim. Essa relação de cuidado do corpo e observação da saúde não fazia parte do Yoga em suas escrituras iniciais. O cuidado com a saúde começa a fazer parte das observações dos yogins a partir do movimento tantrico. O tantrismo surge na Índia por volta do século VII como um movimento de protesto contra o poder que os brahmanes detinham, pois eram os únicos com acesso às escrituras. Os tântricos começaram a questionar essa infalibilidade dos Shastras (escrituras) e difundir que o que realmente importava não era o que estava escrito nas escrituras, mas o que se percebia. O que o corpo manifestava, pois o que acontece de verdade, acontece no corpo. O movimento tântrico é fruto de uma misturas de várias linhas de pensamento que também ganhavam força na Índia neste período conhecido com renascimento indiano. Entre as linhas de pensamento estavam o budismo e jayanismo, dois sistemas que questionavam a divisão da sociedade em castas. Os tântricas absorveram muito destas culturas e também emprestaram maneiras de entendimento a esses sistemas. Outro sistema que influenciou muito o movimento tântrico foi a medicina ayurvédica. Como o corpo era sagrado e o local onde as coisas verdadeiramente aconteciam, nada mais lógico do que cuidar desse templo pessoal. Junto com os ensinamentos da medicina ayurvedica o movimento tantrico começa a usar posturas do Yoga e dá origem ao Hatha Yoga. A visão de que o corpo é um identificador de conflitos internos é fruto desse movimento. Para o Yoga, quando por exemplo agimos em dissonância com a consciência, desequilibramos  e o corpo demonstra isso em forma de uma doença. As doenças são por tanto produzidas por nós a partir de conflitos entre o que sabemos que é o certo a ser feito e aquilo que queremos fazer. A saúde torna-se um excelente termômetro se estamos vivendo uma vida de acordo com nossa verdadeira natureza. Não trata-se de cuidados excessivos, pois isso também é fruto de desequilíbrio. Cuidar da saúde é muito mais auto-observação das escolhas que tomar 3 sucos verdes ao dia. Claro que devemos  ponderar casos em que não como a pessoa ter gerado esse tipo de desequilíbrio para gerar doenças graves, e aí entra o fator imponderável da Natureza ou pode-se acreditar em outras coisas. O que podemos comemorar nesse dia mundial da saúde é que o Yoga tem ajudado muita gente a viver uma vida mais saudável. O Yoga ensina exercícios saudáveis e promove a saúde em todos os seus praticantes. Seus exercícios ativam orgãos profundos e ajudam na melhora do funcionamento do corpo como um todo. Yoga é tudo de bom para a saúde. Outro ponto que também podemos comemorar é que o Yoga ensina seus praticantes a estarem mais atentos ao que fazem, especialmente diante de decisões. As decisões corretas conduzem a um corpo saudável e isso o Yoga também pode nos ajudar.     Links do Podcast     Playlist da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo   Transcrição do podcast   Yoga e Saúde #11 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi, esta é a serenata de cordas de Tchaikovsky e está começando o 11º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Nós vamos falar sobre yoga e saúde. Hoje, dia 7 de abril, é o dia mundial da saúde. Quando você fala para alguém que está fazendo yoga, muitas vezes ela pode falar “ah, também preciso porque não estou muito bem da saúde”. Qual seria a relação do yoga com a saúde? Qual seria a visão que o yoga tem em relação a essa parte importante, uma vez que todo mundo considera o yoga como uma prática que faz bem? Primeiro a gente tem que separar os pontos e saber se de fato faz bem à saúde. Isso é comprovado em intermináveis pesquisas científicas, e uma das coisas que é detectado nas pesquisas, com pessoas que praticam yoga, é que a prática faz com que você diminua o nível de Cortisol. O que seria o cortisol? A gente uma liberação dessa substância para executar as tarefas diárias, pra ter realmente força pra lutar pela vida, a vida de ninguém é fácil, a vida é uma luta, uma força de potências e isso faz com que a gente precise ter energia e o cortisol produz, digamos, essa agressividade. A medida que você tem uma liberação maior que o natural a sua força torna-se maior também, mas é aquela coisa “não há almoço grátis”, sempre que você tira de um lado, você perde do outro, não há como produzir só vantagens. Nesse caso, a liberação de cortisol faz com que pessoa tenha mais disposição nos momentos de luta, mas por outro lado, abaixa o sistema imunológico. O sistema imunológico é responsável por defender o no nosso corpo contra as ações das bactérias, dos vírus, das doenças e das infecções. Então a gente tem um sistema que determina o nosso nível de saúde, se você tem um sistema bem resistente, não é qualquer doença que irá te afetar e, comprovadamente como eu falei, o yoga baixando o cortisol faz com que haja uma melhoria no sistema imunológico, então os yôgins são pessoas mais saudáveis que a média porque a prática auxilia na redução da liberação de cortisol, consequentemente na redução do estresse e por conta disso, um reforço no sistema imunológico, então a pessoa fica menos doente. Mas a gente precisa observar que saúde pela definição da Organização Mundial de Saúde não é apenas você não ter doença, mas viver com uma sensação de bem estar. E mais uma vez a gente a prática trabalhando neste sentido, é óbvio que quando temos tensões relacionadas ao dia-a-dia, que são naturais e fazem parte do dia de qualquer pessoa, ela podem não gerar doenças, podem atrapalhar a nossa vida. A OMS coloca a sensação, o bem estar como parte da saúde e quando você trabalha o relaxamento e aumenta o bem estar, acaba tendo mais saúde na visão da organização. O yoga acaba reforçando a nossa saúde, faz bem, é saudável, e não produz efeitos colaterais como outros exercícios produzem, ele faz bem esse papel de fazer com o que o praticante usufrua da prática por muitos anos. Há determinados esportes e atividades que são limitados a idade, mas o yoga tem como filosofia que o praticante o leve para o resto da vida, como um estilo, que independentemente de onde estiver, o praticante consiga realizar os seus asanas, as suas posturas, uma respiração para acalmar, fazer um relaxamento, meditar e, além disso, usar a filosofia em seu dia-a-dia. Então o yoga tem essa proposta de longevidade, mas não é uma prática apenas para jovens, melhora a nossa saúde (além do cortisol, há a compressão dos órgãos por meio dos asanas que estimula a circulação sanguínea). Então você vê esse outro ponto de melhoria, o yoga vai desfazendo as tensões não só nos órgãos como no corpo todo, a tensão muscular dificulta a circulação sanguínea, ela dificulta a levada de nutrientes para a região, no primeiro momento gera desconforto, dor, é desagradável e a longo prazo pode gerar algum tipo de doença. O yoga pode ser praticado por mais velhos e pelos mais jovens que querem ter um corpo mais saudável. Não é ser obcecado em relação ao próprio corpo, até porque isso é um desequilíbrio, o ponto bom da saúde é quando você não precisa se preocupar com ela, toma decisões coerentes com o que sente e isso não causa danos a sua saúde, à medida que for aparecendo sinais de desequilíbrio   você observa qual é a relação disso com os seus hábitos, mais pra frente a gente vai ver que a gente acaba desenvolvendo no nosso corpo desequilíbrio e, consequentemente, doenças. Mas será que o yoga sempre teve relacionado a saúde? Originalmente não, a saúde acaba sendo uma consequência pelo bem estar, claro que você pode fazer pensado na saúde, as técnicas são maravilhosas, elas tem milhares de benefícios que podem ser usados em aspectos específicos para quem está precisando, não tem como descartar a capacidade de relaxamento que o yoga pode produzir. Mas a proposta do yoga é da revelação do eu, de a gente chegar no que já somos, mas não descobrimos, a busca de uma voz verdadeira que te acompanha, mas que você boicota, é o processo de você trazer a voz e as ações condizentes com essa voz para a sua vida fazendo com que ela se torne plena e melhor. Então, originalmente, a saúde não aparecia nos textos, não há associação ou orientação nos Vedas e Upanishads, tem alguma coisa pra saúde generalizada, o yoga era voltado a espiritualidade, ao equilíbrio mental. Começa-se a associar yoga e saúde a partir de um movimento surgido na Índia a partir do século V d.C., o Tantra. O que é o Tantra? É um conjunto de textos produzidos por sábios e deram origem ao movimento filosófico. Um grupo de pessoas que estavam descontentes com determinados comportamentos da sociedade. Os líderes e sábios que começaram a criar textos próprios e debates para questionar o status quo. Os tântricos questionavam as escrituras que passaram a ser escritas na Índia desde 3500 a.C. com o Rigveda tem um grande valor para o indiano, quem domina a capacidade de interpretar e de reproduzir rituais que as escrituras citam é o brâmane, que é o sacerdote que transmite para as pessoas os mantras e conhecimentos – os tântricos passam a questionar a infalibilidade dos textos, “será que realmente tudo que e gente está vivendo foi dito há 3000 anos?”, eles questionaram e trouxeram para o corpo o valor das coisas. O tantra é esse movimento, não existe movimento tântrico antes, nenhuma escritura relacionada ao tantra antes dos tantras. Esses sábios começam a juntar o conhecimento deles com outras áreas que estava ganhando relevância na Índia naquele momento, havia, pelo menos, dois sistemas que combatiam o sistema de castas. Nas castas você nasce em determinado grupo social e pertence a ele até o fim da vida, hoje este sistema é contra a lei. Os budistas que estavam crescendo na época questionavam o sistema de castas assim como os jayamistas, estes são dois movimentos indianos internos surgidos do hinduísmo e que criam sua própria linha filosófica. O tantra conversava com as outras linhas de pensamento que questionavam o status quo da sociedade, ele assume ideias do budismo e do jayamismo e empresta conceitos que os sábios debatiam. Junto a isso, soma-se ao estudo da medicina ayurvédica que ganhava bastante força. Como os tântricos acreditavam no valor do corpo ele absorvem conceitos e técnicas do ayurveda e começam a observar a saúde de maneira mais plena. Dessa influência (do tantra se juntando ao ayurveda e com o budismo) nasce o Hatha Yoga, que é uma pratica do yoga que trabalha muito a parte dos asanas, todo o foco em auto-observação surge por conta de uma valorização do corpo, o corpo é visto como a biografia humana, se há um desequilíbrio em outras áreas isso se reflete no nosso corpo e há sempre uma relação, que você pode observar, entre as nossas atitudes e as nossas decisões. Esse trabalho de percepção também é voltado para a melhoria da saúde, a medida que você é mais consciente da suas ações, você toma decisões de acordo com as necessidades do seu corpo, não se alimenta de forma desenfreada por exemplo, fica atento ao nível da sua fome. O corpo mostra a dissonância da voz interna, se você apenas a voz do corpo e da mente, acaba ignorando a voz interna, gerando um desequilíbrio. Se você é viciado em um alimento que não te faz bem, com o tempo você vai apresentando um desequilíbrio e o corpo pode desenvolver uma doença. Assim como o medo, em que você enrijece a sua postura, e pode acabar desenvolvendo um trauma para a coluna ou algo mais grave. Para esse entendimento do yoga tudo passa pelo indivíduo, que tem a saúde plena, mas que desequilibra conforme as decisões dissonantes ao eu. O processo da saúde é um bom demonstrativo se você está a caminho dessa voz interna, quando a gente está bem ou feliz é porque a gente está seguindo aquilo que realmente é verdadeiro em nós. Se você seguir a voz dos outros, ou a vontades alheias sem se atentar a voz interna o yoga vai ensinando que esta atitude tem consequências para saúde. A prática dos asanas, assim como dos pranayama, também produz saúde, além da meditação que abaixa o cortisol, aumenta o sistema imunológico e faz com que a gente viva uma vida mais saudável, que é um bom indicativo de uma vida mais plena. Serenata de corda pra Tchaikovisky, dessa música eu não conheço nenhuma história especial, mas é uma música que eu acho bonita. Tchaikovisky teve uma vida muito difícil, ele não gostava de compor balé, mas compôs os balés mais bonitos, vivia em uma época de muita discriminação. Tinha uma grande paixão pela mãe, era homossexual, e a obra dele é uma descrição dessa dor, mas ao mesmo tempo algo puro e belo como uma dança, e essa música expressa muito bem isso, eu vou deixar apenas um movimento aqui, mas vale a pena você ouvir a música inteira. Ele faz movimentos muito parecidos ao de Mozart, algo que você pode ver se ouvir a música inteira. Até a próxima semana. Ohm Namah Shivaya! https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts-yoga-pro-seu-dia-dia new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 6 jan 2020 | Fernanda Magalhães

Por Que o Ashtanga Yoga?

Por Que o Ashtanga Yoga? Começo o texto adiantando que cada um deve buscar seu caminho de autoconhecimento. Principalmente quando colocamos “auto” na frente do conhecimento, fica claro que cada caminho é individual.   Para mim, a prática de Ashtanga Yoga faz sentido principalmente pelo que não é visto nos vídeos do Youtube, muito mais do que a estética de uma sequência de asanas.   Para muitas pessoas, inclusive praticantes de outros métodos, entrar pela primeira vez em um Shala de Ashtanga Yoga pode ser uma experiência intrigante.   O método tradicional para o ensino do Ashtanga Yoga se chama Mysore, mesmo nome da cidade, localizada no sul da Índia, onde está o coração do Yoga disseminado por Shri Pattabhi Jois, o Ashtanga Yoga Instutute (KPJAYI).   “Ashtanga Yoga é um antigo sistema de Yoga que foi ensinado por Vamana Rishi no Yoga Korunta. Este texto foi transmitido a Sri T. Krishnamacharya no início de 1900 pelo seu Guru Rama Mohan Brahmachari, e mais tarde foi passado para Pattabhi Jois durante seus estudos com Krishnamacharya, iniciados em 1927.” - http://sharathjois.com/   Eu mesma me lembro da primeira vez em que entrei em uma sala para a prática de estilo Mysore, onde havia um silêncio rasgado pelo som da respiração dos praticantes em Ujjayi e cada pessoa suava em uma postura completamente diferente da outra. Era verão, então estava realmente quente e úmido, o professor sentado no chão, ao lado de um dos praticantes, falando baixinho. Olhares não se cruzavam, todos absorvidos pela própria prática. A única coisa em comum era o padrão de movimento repetido por todos. O professor notou minha chegada, se aproximou, fez algumas perguntas sobre a minha prática e me instruiu sobre o que fazer. Eu já havia feito algumas aulas guiadas de Ashtanga e tinha alguma noção da série, então prossegui. E toda vez que eu precisava de ajuda, ele estava lá, mas eu estava só. Apesar de amparada, eu estava só, ou melhor, estava comigo mesma pela primeira vez em muito tempo de prática.   Conheço muitos praticantes que não se esquecem de sua primeira aula de Ashtanga Yoga. Provoca um sentimento de estranheza, incomoda, te deixa meio inseguro e te faz olhar para dentro, apesar dos olhos estarem abertos durante toda a prática.   Um grande equívoco pode acontecer observando a prática de longe, que é acreditar que porque as pessoas utilizam a força física e suam, essa é uma prática primordialmente física. Há um perigo sim, e deve ser uma preocupação genuína, de não deixar a beleza e intensidade da prática estimularem o ego. O que pode acontecer em qualquer prática, em qualquer estilo, se o praticante não se conecta com a verdade e a essência do Yoga, que não está no externo, onde a aparência é importante, está dentro de si.   Reconheço o Ashtanga como uma prática muito íntima e pessoal, onde você se reconhece como único, mas não importante, somente parte de um grande conjunto. Ali você não “segue a manada”, mas está com seus iguais.   Você pode estar se perguntando como estou defendendo um método onde há séries fixas como prática a ser ajustada individualmente.   O fato é que, na verdade, o Ashtanga Yoga é uma semente que contém o conhecimento tradicional e é passada mantendo sua essência, mas adquirindo particularidades individuais.   Tradicionalmente, e foi desta forma que Pattabhi Jois recebeu os ensinamentos de Krishnamacharya, o Yoga era passado de mestre para discípulo individualmente. Não haviam turmas de yoga disponíveis e diversos estilos a escolher como atualmente. Existia o Yoga, baseado nos Sutras de Patanjali, que adquiriu características diferentes de cada praticante. Assim, cada discípulo e suas individualidades formavam um novo mestre.   Dr Ronald Steiner, fundador do método AYI, que une Ashtanga e Yogaterapia,  explicou muito bem isto que estou querendo transmitir com uma analogia sobre iogurtes em um de seus textos. Ele diz que o Ashtanga Yoga é como fermento de iogurte. Se um pouco de fermentação é adicionado ao leite, as bactérias do leite vão transformá-lo em iogurte. Não importa em que país o fermento é adicionado ao leite, o resultado será sempre o mesmo. Ainda assim, o iogurte sempre será um pouco diferente. O fermento permanece o mesmo, mas o leite muda. Da mesma forma, Ashtanga Yoga também sempre tem um sabor ligeiramente diferente, mas no final, permanece Ashtanga Yoga.   O mais importante é compreender o caminho proposto para seguir o seu próprio, mantendo o original, a semente, aquilo que vem sido preservado como essência.   O Ashtanga é, na verdade, quando compreendido, uma prática muito amorosa e acolhedora. Não há quem não possa praticar, existem variações exatamente para tal. Quando se trabalha em conjunto com uma variedade de público, o professor não pode levar o praticante a compreender os seus limites e ultrapassá-los enquanto todos executam em determinado tempo, as variações propostas de uma determinada postura. A série fixa te liberta de aguardar por uma guia constante e permite que você siga o ritmo da sua própria respiração, do seu corpo, sua mente e emoções - a sua prática.   É no momento de troca, mestre - discípulo, que as questões individuais são levadas em consideração e aqueles “aha!” acontecem com mais frequência.   As séries do ashtanga, como toda prática de asanas visa a preparação do seu corpo físico, onde aqui incluo sua mente, para o gerenciamento do prana, a sua energia vital. Não há como trabalhar com profundidade elementos sutis da sua natureza quando seu corpo físico chama atenção com dores e inflexibilidade. Sua mente não foi preparada para a concentração, para superar obstáculos e ser forte. Então a prática é sim, intensa, também fisicamente, para que sua mente, assim como o corpo, supere os limites estabelecidos previamente por condicionamentos adquiridos. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); O que você descobre com alguns anos de prática e entrega ao método é que a intensidade maior da prática não é física. Não há mente forte que não saiba lidar com as próprias emoções.   É então quando essa desintoxicação feita através da prática, se torna completa, nos campos físico, emocional e energético.   E se você pretende seguir este caminho, tenho uma boa e uma má notícia para você… A boa é que você vai ficar mais forte, mas a má, é que antes vai doer.   É por isso que sempre digo aos meus alunos: Coragem!   OM NAMAH SHIVAYA    

mudar de lifestyle yoga
Dicas de Yoga | 29 nov 2019 | Adri Borges

Um texto para incentivar quem quer fazer uma mudança no lifestyle

Um texto para incentivar quem quer fazer uma mudança no lifestyle Decidi compartilhar esse resultado, para incentivar quem gostaria de fazer uma mudança no lifestyle.Confesso que não é nada fácil mudar ... mudar assim do nada!Ao longo de uns bons 15 anos, muito antes de chegar em Cuiabá, era bem estressada e sofria muitas consequências por viver aquela minha vida.Fiz tratamento psiquiátrico, tomei remédios controlados por 2 anos e a colite sempre prejudicando minha qualidade de vida. Tinha dias que ficava com receio de sair de casa. Já pensou pegar um engarrafamento na Marginal Tietê e a colite atacar ? Nem tem prá onde correr! Ah, ... nunca tinha tempo para atividade física. MEDITAÇÃO aff nem pensar ... imagina ficar parada de olhos fechados! Sem contar com as dores crônicas no pescoço, que apareciam ... ahh na lombar também ! Enfim, naquela época quando ia viajar, minha necessaire era recheada de remédios ( colite, ansiedade, dor no pescoço...)   Tive que chegar no fundo do poço para entender que era necessário MUDAR! Ter um PROPÓSITO ! Quando se tem um propósito, e você conhece as ferramentas adequadas para mudar, tudo fica mais fácil. O YOGA, me trouxe tudo isso! Fortaleceu meus vínculos com meu propósito. Me mostrou o que é viver uma vida com escolhas mais conscientes. Ele principalmente me mostrou como é importante a gente fazer o que precisa ser feito e não fazer só o que a gente gosta. Muitas vezes, viver uma vida fazendo apenas o que gosta, não nos coloca no caminho do nosso propósito.LÓGICOOOOO, que existem deslizes nesse meio do caminho... mas quando esses deslizes são conscientes, tudo muda também. É aí que você entende que sua VIDA é resultado completo de suas ESCOLHAS... você começa a ser o piloto do seu avião ....e não adianta fugir, culpar o amigo do lado ou a situação. Este post aqui, é para INCENTIVAR quem quer MUDAR, mas ainda não teve CORAGEM. Dica    cerque-se de pessoas que estão na mesma vibração que você. Fique perto de quem te inspira e também busca o mesmo que você. Defina seu propósito, e lembre-se sempre dele naquelas situações onde tudo parece estar um pouco confuso. PRECISAMOS NOS AJUDAR !Como é que o Universo vai conspirar a nosso favor se é a gente mesmo que parece que torce contra. Namastê new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 24 out 2019 | Liana Linhares

 Acordar bem – um ritual matinal – Yoga Falado #32

 Acordar bem - um ritual matinal - Yoga Falado #32   Você sabe o que as pessoas mais bem sucedidas tem em comum?     Elas tem um ritual pela manhã! * Elas acordam cedo (isso mesmo, a maioria antes das 6 da matina!); * Elas tem uma pratica de gratidão (a maioria mantem um diário \'Gratitude Journal\' de coisas que são agradecidas e escrevem nele todas as manhãs); * Elas se exercitam, movimentam o corpo de alguma forma. * Elas praticam meditação.   Nesse vídeo fiz uma sequência bem simples para você começar amanhã mesmo. Se você não é uma \'morning person\' esse ritual vai fazer com que você tenha mais energia e acorde com mais motivação.   Começamos com uma atitude positiva: sorriso no rosto e gratidão no coração. Agradeça por mais um dia de vida e por estar respirando, sinta esse sentimento de gratidão no seu coração.   Espreguice seu corpo, alongue o corpo todo de uma forma bem orgânica e gostosa!   Sente-se e respire! Observe e aprofunde sua respiração por alguns instantes, sinta seus pulmões.   Ouça também via Spotify ou Soundcloud.     Sentado mesmo faça flexão lateral da coluna e torção, ajudando a eliminar toxinas acumuladas durante a noite e aumenta o nivel de energia estimulando a coluna e órgãos internos. Alongue seu pescoço. Flexione a coluna para frente, realize outra torção trabalhando agora a retenção sem ar nos pulmões. Abra o peito e coração executando uma retroflexão (flexão da coluna para trás).   Sente-se para meditar. Feche os olhos e acomode suas mãos nos joelhos. Escolha uma palavra qualquer (amor, paz, vida, OM, ...) toda vez que um pensamento vier você fala a palavra escolhida e deixa o pensamento ir embora, repita isso quantas vezes forem necessárias ate cessar o exercício. E importante que você utilize a mesma palavra e repita mentalmente quando um pensamento aparecer.   Quando finalizar a meditação coloque as mãos na frente do seu peito e estabeleça uma intenção para o seu dia! E siga feliz! Confie, entregue e aceite! Tenha um dia lindo!   OM Namah Shivaya   Assista ao vídeo aqui     Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão    

Dicas de Yoga | 20 out 2019 | Fernanda Magalhães

Não Seja seu Próprio Guru, mas Mantenha a Semente do Discernimento

Não Seja seu Próprio Guru, mas Mantenha a Semente do Discernimento Om saha navavatu, saha nau bhunaktu Saha veeryam karvaavahai Tejasvi naa vadhita mastu maa vid vishaa va hai om shanti, shanti, shanti   OM, Que sejamos protegidos, o professor e o aluno Que encontremos juntos a liberação Que possamos compreender o verdadeiro significado das escrituras Que haja luz em nosso aprendizado Que não ocorram desentendimentos entre nós OM, Paz, Paz, Paz   Essa semana foi comemorado o dia do professor aqui no Brasil e em Julho, no oriente, foi comemorado o Guru Purnima, a festividade que honra os mestres espirituais. Mas será que professor, mestre espiritual e guru tem o mesmo significado no Yoga? A figura do orientador é essencial no nosso caminho. Defendo o ponto de vista que não se pode ser autodidata no aprendizado do Yoga. O conhecimento adquirido pela relação com os objetos pode ser absorvido e compreendido por nós com pouca ou sem orientação, mas o conhecimento do verdadeiro Ser, aquele que não se identifica com tais objetos, deve ser exposto por outro. Porque enquanto identificados com estes objetos e realizando nossa leitura de mundo através dos órgãos de sentido, permanecemos na ignorância, mantendo nossas emoções na direção de nossas vidas. São as emoções que nos impedem de acessar esse conhecimento. Este conhecimento que é vivo dentro de nós e não disponível, é revelado através da figura do guru. Guru = “dissipador das trevas” do sânscrito, gu, que significa “escuridão” e ru, “aquele que dissipa”. No hinduísmo, o termo também é traduzido como “pesado”, utilizado com o significado de “cheio de conhecimento e sabedoria”. O termo guru é utilizado na Índia contemporânea como sinônimo de guia, mestre, professor. Por este ponto de vista, qualquer pessoa que passe conhecimento, poderia ser considerado um guru. Nesta linha de pensamento, seus pais são os primeiros gurus na vida. Jonas Masetti, professor de Vedanta, diz que de acordo com a tradição védica o guru é apenas o professor que com auxílio dos Vedas revela a natureza do “eu” para os alunos. Há também quem defenda que o verdadeiro guru está dentro de nós. Mas o que existe de fato em nós, é o conhecimento da verdade, e não o guru em si. Conhecimento este que não se revela sem ajuda de um mestre, tornando essencial a busca de orientação em nosso caminho espiritual. O conhecimento do yoga é tradicionalmente passado de mestre para discípulo desde que se tem registro, através de um relacionamento duradouro onde os dois se comprometem igualmente com o crescimento espiritual. Essa transmissão direta que garante a linhagem é conhecida como Parampara - \"uma série ou sucessão ininterrupta\". Desde o guru até você. Mas como escolher e identificar um mestre? Em português, as palavras mestre e professor são aplicadas com conotação similar o que não ocorre em outras línguas, dificultando nossa compreensão nesta “hierarquia”. Na tradição do Yoga, um mestre que atingiu a iluminação e é capaz de transformar alguém pela simples presença é o verdadeiro guru. Um guru não precisa estar encarnado para inspirar e despertar a iluminação em outros. Ele é um canal claro e puro de Consciência, não contaminado pelo ego ou desejos pessoais.   Há também os mestres chamados acharyas - “aqueles que ensinam pelo exemplo”. São grandes mestres espirituais com conhecimento e prática que estão aptos a tornar o conhecimento sagrado compreensível aos estudantes. Eles são capazes de desenvolver procedimentos e metodologias para que o estudante siga ao encontro da verdade. Encaro os Acharyas como facilitadores, que são capazes de traduzir o verdadeiro conhecimento a práticas mundanas. E há todo o resto de praticantes e aspirantes a Yogi que compartilham sua própria experiência. Neste grupo, há aqueles com grande bagagem e vivência prática, mas que também não são Gurus. São professores e, acima de tudo, estudantes. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Os professores de Yoga passam o conhecimento sobre os estados mais elevados de consciência mesmo sem estarem estabelecidos nestes estados, compartilhando experiência própria e limitada. Esse conhecimento é passado a nível intelectual e através de técnicas que direcionam ao autoestudo. A figura do mestre ou professor, dentro deste caminho de Yoga, merece respeito, humildade e confiança do discípulo. E embora todos tenham sua devida importância na jornada do autoconhecimento, não podemos confundir os papéis de cada um deles. O esclarecimento da posição de cada professor ou mestre na linhagem é de extrema importância para a relação mestre-discípulo evitando expectativas irreais e decepções futuras. Muitos estudantes se encantam com o carisma de seus professores e freqüentemente entregam-se àqueles que não são iluminados. Esta confusão faz com que pessoas sigam professores acreditando serem gurus, merecedores de total entrega e devoção. É deste engano que surgem todos os escândalos relacionados à “gurus famosos”.  Um professor é um ser em auto estudo e passível ao erro, uma pessoa como você, que pode acabar encontrando-se identificado à uma emoção. Estes relacionamentos onde o ego toma o controle por diversos momentos, podem não ser fáceis. “Confiança é uma escolha. Muitos estudantes chegam a um lugar desconfortável em seu relacionamento com o professor e partem… vão em busca da resposta que querem mas perdem a lição que precisam.”  – David Garrigues Um verdadeiro mestre não precisa ser carismático e não se ajusta às necessidades do seu ego. E não é atoa que “gurus famosos” está entre aspas no parágrafo acima. Um verdadeiro guru não está sob os holofotes e nem mesmo se auto declara como um guru. Guru, mestre ou professor, todos que são comprometidos com a verdade ensinam com objetivo de tornar o discípulo independente e não buscam seguidores. O objetivo final é tornar o aluno consciente e desperto o suficiente para que faça suas próprias escolhas. Ele reconhece que é meramente um instrumento da verdade e entende que todos merecem o mesmo estatuto e respeito. Ninguém, nem um mestre iluminado, merece tratamento superior. A dependência não deve ser reforçada. A humanidade está acostumada a ser guiada desde o início dos tempos e almeja um salvador que remova o ciclo de sofrimentos como mágica. Faraós, líderes religiosos, imperadores e tantos outros exemplos nos mostram que é mais confortável aceitar uma imposição, como uma criança que precisa obedecer aos pais. Mas esse ciclo só pode ser removido por nós mesmos através de muita prática e autoestudo. O mestre ou professor surge como uma placa de orientação no meio do caminho, ele não é o caminho. Somos mestres de nossas vidas, responsáveis por nossas escolhas, pensamentos e atos. Isto nos torna conscientes que somos responsáveis pelas consequências dos mesmos, e essa é a parte assustadora para a maioria de nós. Se dedique a seus mestres e professores, busque o conhecimento através de parampara, mas não entregue seu poder de discernimento. Entregue o seu ego e a sua intuição lhe mostrará o caminho.   E não esqueçam que sem o aluno, não há professor. Obrigada aos meus alunos que me fazem professora diariamente.   Gratidão aos meus mestres.   Om Asatoma Sat Gamaya (do irreal, guie-me ao real)