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Qualidade de Vida


Como Fazer Bhastrika - A Respiração Acelerada
Dicas de Yoga | 11 jul 2021 | Equipe YogIN App

Como Fazer Bhastrika – A Respiração Acelerada

Como Fazer Bhastrika - A Respiração Acelerada Aprenda sobre a Respiração Acelerada, Bhastrika Este respiratório é chamado bhástrika e tem o efeito de intensificar a eliminação de gás carbônico gerando uma sensação de revigoramento corporal. Katil Udupa, médico da universidade indiana de Benares, cidade sagrada do Ganges, produziu um vasto estudo comprovando a atuação das técnicas de Yoga no sistema hormonal. Os experimentos mostraram que o yoga poderia reduzir o cortisol, o hormônio responsável pelo instinto de luta ou fuga. Katil publicou sua pesquisa no livro Stress and Its Management by Yoga, numa tradução livre A administração do stress pelo Yoga. O mais interessante da sua pesquisa é que ele não apontou apenas os ganhos de redução de cortisol, mas os inesperados aumentos de testosterona, hormônio responsável pela atividade sexual tanto masculina quanto feminina. A testosterona é também uma importante aliada na capacidade de realização, é a energia que precisamos para fazer as coisas acontecerem.   [embed]https://youtu.be/ZX_wppAsGuI[/embed] O bhástika estimula plexo solar e consequentemente toda a produção hormonal desta região. Foi uma das técnicas escolhidas por Katil na sua pesquisa. O respiratório é descrito por Iyengar em Light on Pranayama, como uma respiração que cria um estado de euforia. Agora vamos praticar! Sente-se com a coluna ereta. Inspire pelo nariz e expire de forma rápida também pelo nariz sentindo o abdômen ir para dentro, como se estivesse fazendo força para o abdômen ir pra dentro ao mesmo tempo em que expira forte, curto e rápido. Movimentando o diafragma que é o músculo da respiração. Tente não sacudir os ombros e contrair tanto os músculos da face. Para começar, entre 10 e 30 repetições. Mas se puder, repita de 20 a 50 vezes. E Se por acaso ficar com tontura, pare! Relaxe! A tontura é normal, uma vez que há hiperventilação. O bhástrika deve ser feito sempre que o YogIN precisa de uma energia extra para vencer seus obstáculos e é um ótimo aliado para o controle do frio. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

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Dicas de Yoga | 23 maio 2021 |

Um texto para incentivar quem quer fazer uma mudança no lifestyle

Um texto para incentivar quem quer fazer uma mudança no lifestyle Decidi compartilhar esse resultado, para incentivar quem gostaria de fazer uma mudança no lifestyle.Confesso que não é nada fácil mudar ... mudar assim do nada!Ao longo de uns bons 15 anos, muito antes de chegar em Cuiabá, era bem estressada e sofria muitas consequências por viver aquela minha vida.Fiz tratamento psiquiátrico, tomei remédios controlados por 2 anos e a colite sempre prejudicando minha qualidade de vida. Tinha dias que ficava com receio de sair de casa. Já pensou pegar um engarrafamento na Marginal Tietê e a colite atacar ? Nem tem prá onde correr! Ah, ... nunca tinha tempo para atividade física. MEDITAÇÃO aff nem pensar ... imagina ficar parada de olhos fechados! Sem contar com as dores crônicas no pescoço, que apareciam ... ahh na lombar também ! Enfim, naquela época quando ia viajar, minha necessaire era recheada de remédios ( colite, ansiedade, dor no pescoço...)   Tive que chegar no fundo do poço para entender que era necessário MUDAR! Ter um PROPÓSITO ! Quando se tem um propósito, e você conhece as ferramentas adequadas para mudar, tudo fica mais fácil. O YOGA, me trouxe tudo isso! Fortaleceu meus vínculos com meu propósito. Me mostrou o que é viver uma vida com escolhas mais conscientes. Ele principalmente me mostrou como é importante a gente fazer o que precisa ser feito e não fazer só o que a gente gosta. Muitas vezes, viver uma vida fazendo apenas o que gosta, não nos coloca no caminho do nosso propósito.LÓGICOOOOO, que existem deslizes nesse meio do caminho... mas quando esses deslizes são conscientes, tudo muda também. É aí que você entende que sua VIDA é resultado completo de suas ESCOLHAS... você começa a ser o piloto do seu avião ....e não adianta fugir, culpar o amigo do lado ou a situação. Este post aqui, é para INCENTIVAR quem quer MUDAR, mas ainda não teve CORAGEM. Dica    cerque-se de pessoas que estão na mesma vibração que você. Fique perto de quem te inspira e também busca o mesmo que você. Defina seu propósito, e lembre-se sempre dele naquelas situações onde tudo parece estar um pouco confuso. PRECISAMOS NOS AJUDAR !Como é que o Universo vai conspirar a nosso favor se é a gente mesmo que parece que torce contra. Namastê new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 11 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Não Seja seu Próprio Guru, mas Mantenha a Semente do Discernimento

Não Seja seu Próprio Guru, mas Mantenha a Semente do Discernimento Om saha navavatu, saha nau bhunaktu Saha veeryam karvaavahai Tejasvi naa vadhita mastu maa vid vishaa va hai om shanti, shanti, shanti   OM, Que sejamos protegidos, o professor e o aluno Que encontremos juntos a liberação Que possamos compreender o verdadeiro significado das escrituras Que haja luz em nosso aprendizado Que não ocorram desentendimentos entre nós OM, Paz, Paz, Paz   Essa semana foi comemorado o dia do professor aqui no Brasil e em Julho, no oriente, foi comemorado o Guru Purnima, a festividade que honra os mestres espirituais. Mas será que professor, mestre espiritual e guru tem o mesmo significado no Yoga? A figura do orientador é essencial no nosso caminho. Defendo o ponto de vista que não se pode ser autodidata no aprendizado do Yoga. O conhecimento adquirido pela relação com os objetos pode ser absorvido e compreendido por nós com pouca ou sem orientação, mas o conhecimento do verdadeiro Ser, aquele que não se identifica com tais objetos, deve ser exposto por outro. Porque enquanto identificados com estes objetos e realizando nossa leitura de mundo através dos órgãos de sentido, permanecemos na ignorância, mantendo nossas emoções na direção de nossas vidas. São as emoções que nos impedem de acessar esse conhecimento. Este conhecimento que é vivo dentro de nós e não disponível, é revelado através da figura do guru. Guru = “dissipador das trevas” do sânscrito, gu, que significa “escuridão” e ru, “aquele que dissipa”. No hinduísmo, o termo também é traduzido como “pesado”, utilizado com o significado de “cheio de conhecimento e sabedoria”. O termo guru é utilizado na Índia contemporânea como sinônimo de guia, mestre, professor. Por este ponto de vista, qualquer pessoa que passe conhecimento, poderia ser considerado um guru. Nesta linha de pensamento, seus pais são os primeiros gurus na vida. Jonas Masetti, professor de Vedanta, diz que de acordo com a tradição védica o guru é apenas o professor que com auxílio dos Vedas revela a natureza do “eu” para os alunos. Há também quem defenda que o verdadeiro guru está dentro de nós. Mas o que existe de fato em nós, é o conhecimento da verdade, e não o guru em si. Conhecimento este que não se revela sem ajuda de um mestre, tornando essencial a busca de orientação em nosso caminho espiritual. O conhecimento do yoga é tradicionalmente passado de mestre para discípulo desde que se tem registro, através de um relacionamento duradouro onde os dois se comprometem igualmente com o crescimento espiritual. Essa transmissão direta que garante a linhagem é conhecida como Parampara - \"uma série ou sucessão ininterrupta\". Desde o guru até você. Mas como escolher e identificar um mestre? Em português, as palavras mestre e professor são aplicadas com conotação similar o que não ocorre em outras línguas, dificultando nossa compreensão nesta “hierarquia”. Na tradição do Yoga, um mestre que atingiu a iluminação e é capaz de transformar alguém pela simples presença é o verdadeiro guru. Um guru não precisa estar encarnado para inspirar e despertar a iluminação em outros. Ele é um canal claro e puro de Consciência, não contaminado pelo ego ou desejos pessoais.   Há também os mestres chamados acharyas - “aqueles que ensinam pelo exemplo”. São grandes mestres espirituais com conhecimento e prática que estão aptos a tornar o conhecimento sagrado compreensível aos estudantes. Eles são capazes de desenvolver procedimentos e metodologias para que o estudante siga ao encontro da verdade. Encaro os Acharyas como facilitadores, que são capazes de traduzir o verdadeiro conhecimento a práticas mundanas. E há todo o resto de praticantes e aspirantes a Yogi que compartilham sua própria experiência. Neste grupo, há aqueles com grande bagagem e vivência prática, mas que também não são Gurus. São professores e, acima de tudo, estudantes. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Os professores de Yoga passam o conhecimento sobre os estados mais elevados de consciência mesmo sem estarem estabelecidos nestes estados, compartilhando experiência própria e limitada. Esse conhecimento é passado a nível intelectual e através de técnicas que direcionam ao autoestudo. A figura do mestre ou professor, dentro deste caminho de Yoga, merece respeito, humildade e confiança do discípulo. E embora todos tenham sua devida importância na jornada do autoconhecimento, não podemos confundir os papéis de cada um deles. O esclarecimento da posição de cada professor ou mestre na linhagem é de extrema importância para a relação mestre-discípulo evitando expectativas irreais e decepções futuras. Muitos estudantes se encantam com o carisma de seus professores e freqüentemente entregam-se àqueles que não são iluminados. Esta confusão faz com que pessoas sigam professores acreditando serem gurus, merecedores de total entrega e devoção. É deste engano que surgem todos os escândalos relacionados à “gurus famosos”.  Um professor é um ser em auto estudo e passível ao erro, uma pessoa como você, que pode acabar encontrando-se identificado à uma emoção. Estes relacionamentos onde o ego toma o controle por diversos momentos, podem não ser fáceis. “Confiança é uma escolha. Muitos estudantes chegam a um lugar desconfortável em seu relacionamento com o professor e partem… vão em busca da resposta que querem mas perdem a lição que precisam.”  – David Garrigues Um verdadeiro mestre não precisa ser carismático e não se ajusta às necessidades do seu ego. E não é atoa que “gurus famosos” está entre aspas no parágrafo acima. Um verdadeiro guru não está sob os holofotes e nem mesmo se auto declara como um guru. Guru, mestre ou professor, todos que são comprometidos com a verdade ensinam com objetivo de tornar o discípulo independente e não buscam seguidores. O objetivo final é tornar o aluno consciente e desperto o suficiente para que faça suas próprias escolhas. Ele reconhece que é meramente um instrumento da verdade e entende que todos merecem o mesmo estatuto e respeito. Ninguém, nem um mestre iluminado, merece tratamento superior. A dependência não deve ser reforçada. A humanidade está acostumada a ser guiada desde o início dos tempos e almeja um salvador que remova o ciclo de sofrimentos como mágica. Faraós, líderes religiosos, imperadores e tantos outros exemplos nos mostram que é mais confortável aceitar uma imposição, como uma criança que precisa obedecer aos pais. Mas esse ciclo só pode ser removido por nós mesmos através de muita prática e autoestudo. O mestre ou professor surge como uma placa de orientação no meio do caminho, ele não é o caminho. Somos mestres de nossas vidas, responsáveis por nossas escolhas, pensamentos e atos. Isto nos torna conscientes que somos responsáveis pelas consequências dos mesmos, e essa é a parte assustadora para a maioria de nós. Se dedique a seus mestres e professores, busque o conhecimento através de parampara, mas não entregue seu poder de discernimento. Entregue o seu ego e a sua intuição lhe mostrará o caminho.   E não esqueçam que sem o aluno, não há professor. Obrigada aos meus alunos que me fazem professora diariamente.   Gratidão aos meus mestres.   Om Asatoma Sat Gamaya (do irreal, guie-me ao real)    

Dicas de Yoga | 7 maio 2021 | Daniel De Nardi

E-book | As Origens da Meditação e do Yoga

E-book | As Origens da Meditação e do Yoga O livro - As Origens da Meditação e do Yoga retrata como surgiram essas práticas tão importantes nos dias atuais. Para baixar o e-book, basta clicar no botão abaixo. https://youtu.be/XXejJ7cyzvc VEJA AQUI - Curso de Formação Professores Yoga online   Como Salvar um Ebook - PDF from YogIN App on YouTube.   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 27 abr 2021 | Daniel De Nardi

Yoga e Saúde – Podcast #11

Podcast Yoga e Saúde e entenda como. No dia 7 de abril, é comemorado em todo o mundo o dia Mundial da Saúde e gravamos este podcast especialmente para esse dia Atualmente, o Yoga é reconhecidamente um sistema que aprimora a saúde dos seus praticantes e dezenas de pesquisas já comprovaram isso. Nem sempre foi assim. Essa relação de cuidado do corpo e observação da saúde não fazia parte do Yoga em suas escrituras iniciais. O cuidado com a saúde começa a fazer parte das observações dos yogins a partir do movimento tantrico. O tantrismo surge na Índia por volta do século VII como um movimento de protesto contra o poder que os brahmanes detinham, pois eram os únicos com acesso às escrituras. Os tântricos começaram a questionar essa infalibilidade dos Shastras (escrituras) e difundir que o que realmente importava não era o que estava escrito nas escrituras, mas o que se percebia. O que o corpo manifestava, pois o que acontece de verdade, acontece no corpo. O movimento tântrico é fruto de uma misturas de várias linhas de pensamento que também ganhavam força na Índia neste período conhecido com renascimento indiano. Entre as linhas de pensamento estavam o budismo e jayanismo, dois sistemas que questionavam a divisão da sociedade em castas. Os tântricas absorveram muito destas culturas e também emprestaram maneiras de entendimento a esses sistemas. Outro sistema que influenciou muito o movimento tântrico foi a medicina ayurvédica. Como o corpo era sagrado e o local onde as coisas verdadeiramente aconteciam, nada mais lógico do que cuidar desse templo pessoal. Junto com os ensinamentos da medicina ayurvedica o movimento tantrico começa a usar posturas do Yoga e dá origem ao Hatha Yoga. A visão de que o corpo é um identificador de conflitos internos é fruto desse movimento. Para o Yoga, quando por exemplo agimos em dissonância com a consciência, desequilibramos  e o corpo demonstra isso em forma de uma doença. As doenças são por tanto produzidas por nós a partir de conflitos entre o que sabemos que é o certo a ser feito e aquilo que queremos fazer. A saúde torna-se um excelente termômetro se estamos vivendo uma vida de acordo com nossa verdadeira natureza. Não trata-se de cuidados excessivos, pois isso também é fruto de desequilíbrio. Cuidar da saúde é muito mais auto-observação das escolhas que tomar 3 sucos verdes ao dia. Claro que devemos  ponderar casos em que não como a pessoa ter gerado esse tipo de desequilíbrio para gerar doenças graves, e aí entra o fator imponderável da Natureza ou pode-se acreditar em outras coisas. O que podemos comemorar nesse dia mundial da saúde é que o Yoga tem ajudado muita gente a viver uma vida mais saudável. O Yoga ensina exercícios saudáveis e promove a saúde em todos os seus praticantes. Seus exercícios ativam orgãos profundos e ajudam na melhora do funcionamento do corpo como um todo. Yoga é tudo de bom para a saúde. Outro ponto que também podemos comemorar é que o Yoga ensina seus praticantes a estarem mais atentos ao que fazem, especialmente diante de decisões. As decisões corretas conduzem a um corpo saudável e isso o Yoga também pode nos ajudar.     Links do Podcast     Playlist da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo   Transcrição do podcast   Yoga e Saúde #11 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi, esta é a serenata de cordas de Tchaikovsky e está começando o 11º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Nós vamos falar sobre yoga e saúde. Hoje, dia 7 de abril, é o dia mundial da saúde. Quando você fala para alguém que está fazendo yoga, muitas vezes ela pode falar “ah, também preciso porque não estou muito bem da saúde”. Qual seria a relação do yoga com a saúde? Qual seria a visão que o yoga tem em relação a essa parte importante, uma vez que todo mundo considera o yoga como uma prática que faz bem? Primeiro a gente tem que separar os pontos e saber se de fato faz bem à saúde. Isso é comprovado em intermináveis pesquisas científicas, e uma das coisas que é detectado nas pesquisas, com pessoas que praticam yoga, é que a prática faz com que você diminua o nível de Cortisol. O que seria o cortisol? A gente uma liberação dessa substância para executar as tarefas diárias, pra ter realmente força pra lutar pela vida, a vida de ninguém é fácil, a vida é uma luta, uma força de potências e isso faz com que a gente precise ter energia e o cortisol produz, digamos, essa agressividade. A medida que você tem uma liberação maior que o natural a sua força torna-se maior também, mas é aquela coisa “não há almoço grátis”, sempre que você tira de um lado, você perde do outro, não há como produzir só vantagens. Nesse caso, a liberação de cortisol faz com que pessoa tenha mais disposição nos momentos de luta, mas por outro lado, abaixa o sistema imunológico. O sistema imunológico é responsável por defender o no nosso corpo contra as ações das bactérias, dos vírus, das doenças e das infecções. Então a gente tem um sistema que determina o nosso nível de saúde, se você tem um sistema bem resistente, não é qualquer doença que irá te afetar e, comprovadamente como eu falei, o yoga baixando o cortisol faz com que haja uma melhoria no sistema imunológico, então os yôgins são pessoas mais saudáveis que a média porque a prática auxilia na redução da liberação de cortisol, consequentemente na redução do estresse e por conta disso, um reforço no sistema imunológico, então a pessoa fica menos doente. Mas a gente precisa observar que saúde pela definição da Organização Mundial de Saúde não é apenas você não ter doença, mas viver com uma sensação de bem estar. E mais uma vez a gente a prática trabalhando neste sentido, é óbvio que quando temos tensões relacionadas ao dia-a-dia, que são naturais e fazem parte do dia de qualquer pessoa, ela podem não gerar doenças, podem atrapalhar a nossa vida. A OMS coloca a sensação, o bem estar como parte da saúde e quando você trabalha o relaxamento e aumenta o bem estar, acaba tendo mais saúde na visão da organização. O yoga acaba reforçando a nossa saúde, faz bem, é saudável, e não produz efeitos colaterais como outros exercícios produzem, ele faz bem esse papel de fazer com o que o praticante usufrua da prática por muitos anos. Há determinados esportes e atividades que são limitados a idade, mas o yoga tem como filosofia que o praticante o leve para o resto da vida, como um estilo, que independentemente de onde estiver, o praticante consiga realizar os seus asanas, as suas posturas, uma respiração para acalmar, fazer um relaxamento, meditar e, além disso, usar a filosofia em seu dia-a-dia. Então o yoga tem essa proposta de longevidade, mas não é uma prática apenas para jovens, melhora a nossa saúde (além do cortisol, há a compressão dos órgãos por meio dos asanas que estimula a circulação sanguínea). Então você vê esse outro ponto de melhoria, o yoga vai desfazendo as tensões não só nos órgãos como no corpo todo, a tensão muscular dificulta a circulação sanguínea, ela dificulta a levada de nutrientes para a região, no primeiro momento gera desconforto, dor, é desagradável e a longo prazo pode gerar algum tipo de doença. O yoga pode ser praticado por mais velhos e pelos mais jovens que querem ter um corpo mais saudável. Não é ser obcecado em relação ao próprio corpo, até porque isso é um desequilíbrio, o ponto bom da saúde é quando você não precisa se preocupar com ela, toma decisões coerentes com o que sente e isso não causa danos a sua saúde, à medida que for aparecendo sinais de desequilíbrio   você observa qual é a relação disso com os seus hábitos, mais pra frente a gente vai ver que a gente acaba desenvolvendo no nosso corpo desequilíbrio e, consequentemente, doenças. Mas será que o yoga sempre teve relacionado a saúde? Originalmente não, a saúde acaba sendo uma consequência pelo bem estar, claro que você pode fazer pensado na saúde, as técnicas são maravilhosas, elas tem milhares de benefícios que podem ser usados em aspectos específicos para quem está precisando, não tem como descartar a capacidade de relaxamento que o yoga pode produzir. Mas a proposta do yoga é da revelação do eu, de a gente chegar no que já somos, mas não descobrimos, a busca de uma voz verdadeira que te acompanha, mas que você boicota, é o processo de você trazer a voz e as ações condizentes com essa voz para a sua vida fazendo com que ela se torne plena e melhor. Então, originalmente, a saúde não aparecia nos textos, não há associação ou orientação nos Vedas e Upanishads, tem alguma coisa pra saúde generalizada, o yoga era voltado a espiritualidade, ao equilíbrio mental. Começa-se a associar yoga e saúde a partir de um movimento surgido na Índia a partir do século V d.C., o Tantra. O que é o Tantra? É um conjunto de textos produzidos por sábios e deram origem ao movimento filosófico. Um grupo de pessoas que estavam descontentes com determinados comportamentos da sociedade. Os líderes e sábios que começaram a criar textos próprios e debates para questionar o status quo. Os tântricos questionavam as escrituras que passaram a ser escritas na Índia desde 3500 a.C. com o Rigveda tem um grande valor para o indiano, quem domina a capacidade de interpretar e de reproduzir rituais que as escrituras citam é o brâmane, que é o sacerdote que transmite para as pessoas os mantras e conhecimentos – os tântricos passam a questionar a infalibilidade dos textos, “será que realmente tudo que e gente está vivendo foi dito há 3000 anos?”, eles questionaram e trouxeram para o corpo o valor das coisas. O tantra é esse movimento, não existe movimento tântrico antes, nenhuma escritura relacionada ao tantra antes dos tantras. Esses sábios começam a juntar o conhecimento deles com outras áreas que estava ganhando relevância na Índia naquele momento, havia, pelo menos, dois sistemas que combatiam o sistema de castas. Nas castas você nasce em determinado grupo social e pertence a ele até o fim da vida, hoje este sistema é contra a lei. Os budistas que estavam crescendo na época questionavam o sistema de castas assim como os jayamistas, estes são dois movimentos indianos internos surgidos do hinduísmo e que criam sua própria linha filosófica. O tantra conversava com as outras linhas de pensamento que questionavam o status quo da sociedade, ele assume ideias do budismo e do jayamismo e empresta conceitos que os sábios debatiam. Junto a isso, soma-se ao estudo da medicina ayurvédica que ganhava bastante força. Como os tântricos acreditavam no valor do corpo ele absorvem conceitos e técnicas do ayurveda e começam a observar a saúde de maneira mais plena. Dessa influência (do tantra se juntando ao ayurveda e com o budismo) nasce o Hatha Yoga, que é uma pratica do yoga que trabalha muito a parte dos asanas, todo o foco em auto-observação surge por conta de uma valorização do corpo, o corpo é visto como a biografia humana, se há um desequilíbrio em outras áreas isso se reflete no nosso corpo e há sempre uma relação, que você pode observar, entre as nossas atitudes e as nossas decisões. Esse trabalho de percepção também é voltado para a melhoria da saúde, a medida que você é mais consciente da suas ações, você toma decisões de acordo com as necessidades do seu corpo, não se alimenta de forma desenfreada por exemplo, fica atento ao nível da sua fome. O corpo mostra a dissonância da voz interna, se você apenas a voz do corpo e da mente, acaba ignorando a voz interna, gerando um desequilíbrio. Se você é viciado em um alimento que não te faz bem, com o tempo você vai apresentando um desequilíbrio e o corpo pode desenvolver uma doença. Assim como o medo, em que você enrijece a sua postura, e pode acabar desenvolvendo um trauma para a coluna ou algo mais grave. Para esse entendimento do yoga tudo passa pelo indivíduo, que tem a saúde plena, mas que desequilibra conforme as decisões dissonantes ao eu. O processo da saúde é um bom demonstrativo se você está a caminho dessa voz interna, quando a gente está bem ou feliz é porque a gente está seguindo aquilo que realmente é verdadeiro em nós. Se você seguir a voz dos outros, ou a vontades alheias sem se atentar a voz interna o yoga vai ensinando que esta atitude tem consequências para saúde. A prática dos asanas, assim como dos pranayama, também produz saúde, além da meditação que abaixa o cortisol, aumenta o sistema imunológico e faz com que a gente viva uma vida mais saudável, que é um bom indicativo de uma vida mais plena. Serenata de corda pra Tchaikovisky, dessa música eu não conheço nenhuma história especial, mas é uma música que eu acho bonita. Tchaikovisky teve uma vida muito difícil, ele não gostava de compor balé, mas compôs os balés mais bonitos, vivia em uma época de muita discriminação. Tinha uma grande paixão pela mãe, era homossexual, e a obra dele é uma descrição dessa dor, mas ao mesmo tempo algo puro e belo como uma dança, e essa música expressa muito bem isso, eu vou deixar apenas um movimento aqui, mas vale a pena você ouvir a música inteira. Ele faz movimentos muito parecidos ao de Mozart, algo que você pode ver se ouvir a música inteira. Até a próxima semana. Ohm Namah Shivaya! https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts-yoga-pro-seu-dia-dia new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Qualidade de Vida | 21 mar 2021 | Daniel De Nardi

21 de Março dia da Poesia – Rimbaud e a luta pela liberdade

Dia 21 de março - Dia da Poesia Na índia, a poesia é vista como a forma de transmitir os conhecimentos que vem do EU do coração. A sabedoria interna, em muitos casos, não se consegue transmitir de forma lógica. Para os hindus, só a poesia consegue transmitir o que vem da essência do ser humano. As escrituras mais importantes da Índia, como os Vedas e os Puranas, são textos poéticos repletos de figuras de linguagem e mensagens ocultas. Para o dia da poesia no ocidente, homenageamos um dos maiores poetas do nosso lado - Rimbaud. \"Eu perdi minha vida por delicadeza. Por delicadeza eu perdi minha vida.\" Rimbaud sempre foi rebelde e desajustado aos padrões da sociedade. Na adolescência fugiu de casa três vezes e aos 15 anos ganhou um concurso acadêmico de poesia compondo versos em latim. Com 18 chega em Paris, apresenta-se aos mais famosos poetas da época e diz \"o que vocês estão fazendo não é poesia. Poesia é isso aqui.\" E apresenta seus textos.  Aos 22 anos Rimbaud era reconhecido como um dos maiores poetas europeus. Mesmo assim, passa por muitas dificuldade financeiras e foge para África para contrabandear armas. Essa fase de sua vida foi extremamente conturbada e incompreendida. O fascínio que Rimbaud gera até hoje nos escritores é tamanho que Henry Miller escreveu um livro apenas para contar sua história. Em A Hora dos Assassinos (Um estudo sobre Rimbaud) Miller conclui que a busca de Rimbaud por fazer fortuna na África era uma necessidade de liberdade. Ele não conseguia admitir que o dinheiro pudesse prejudicar sua produção. Sonhava em viver apenas para a arte, e não ter preocupação com o sustento. Errado? As opiniões se dividem. O fato é que sua arte ficou.  Hoje, 165 anos depois do seu nascimento, ainda falamos seu nome e muitos o veneram como o maior poeta de todos os tempos.

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Qualidade de Vida | 15 mar 2021 | Daniel De Nardi

Deveríamos ser mais fãs de nós mesmos

Deveríamos ser mais fãs de nós mesmos Essa frase me veio a cabeça depois que fiz algo que me orgulhei. Nem lembro mais o que foi, mas lembro bem do pensamento que apareceu em seguida. \"Por que não faço mais coisas como essa?\" Acredito que todos nós nos subestimamos. Todos nós deixamos de fazer muita coisa por preguiça ou medo. Tenho medo do quanto isso já pode ter tirado boas coisas da minha vida. O medo vencerá em muitos casos, sempre. Mas temos que ter claro quais batalhas queremos vencer, quais nos orgulhariam. E cada pequeno orgulho do dia a dia construirá a vitória que te realiza.  

como fazer as posturas do yoga
Qualidade de Vida | 8 mar 2021 | Daniel De Nardi

A transformação pela comunicação

A transformação pela comunicação Escrevi aqui no blog, um outro artigo sobre comunicação chamado Para onde nos levam as palavras, o título é ruim, mas a ideia central é boa e por isso vou aprofundá-la um pouco mais no texto de hoje usando como pano de fundo um outro filme. Se você ainda não leu  Para onde nos levam as palavras, vale a pena. O texto também se baseia num filme, My Fair Lady,  para explicar sobre a importância da comunicação e o poder que ela tem de transformação. A comunicação é uma ferramenta muito importante para o autoconhecimento. Conseguir exprimir em palavras aquilo que se sente ou que se pensa é essencial para a auto compreensão. O ganhador do prêmio Nobel de Literatura, Vargas Llosa em seu artigo Em Defesa do Romance fala exatamente disso (a citação longa, foi inevitável)   Uma pessoa que não lê, ou que lê pouco, ou que lê apenas porcarias, pode falar muito, mas dirá sempre poucas coisas, porque para se exprimir dispõe de um repertório reduzido e inadequado de vocábulos. Não se trata apenas de um limite verbal; é, a um só tempo, um limite intelectual e de horizonte imaginário, uma indigência de pensamentos e de conhecimentos, porque as ideias, os conceitos, mediante os quais nos apropriamos da realidade e dos segredos da nossa condição, não existem dissociados das palavras, por meio das quais as reconhece e define a consciência. Aprende-se a falar com precisão, com profundidade, com rigor e agudeza, graças à boa literatura, e apenas graças a ela. Nenhuma outra disciplina, nenhum outro ramo das artes, pode substituir a literatura na formação da linguagem com que as pessoas se comunicam. Os conhecimentos que nos transmitem os manuais científicos e os tratados técnicos são fundamentais; mas eles não nos ensinam a dominar as palavras nem a exprimi-las com propriedade: pelo contrário, amiúde são mal escritos e revelam certa confusão linguística porque os autores, às vezes eminências indiscutíveis em sua profissão, são literariamente incultos e não sabem se servir da linguagem para comunicar os tesouros conceituais de que são detentores. Falar bem, dispor de uma linguagem rica e variada, encontrar a expressão adequada para cada ideia ou emoção que se queira comunicar, significa estar mais preparado para pensar, ensinar, aprender, dialogar e, também, para fantasiar, sonhar, sentir e emocionar-se. De uma maneira sub-reptícia, as palavras reverberam em todas as ações da vida, até mesmo nas que parecem muito distantes da linguagem. Isso, na medida em que, graças à literatura, evoluiu até níveis elevados de refinamento e de sutileza nas nuances, elevou as possibilidades da fruição humana, e, com relação ao amor, sublimou os desejos e alçou à categoria de criação artística o ato sexual. Sem a literatura não existiria o erotismo. O amor e o prazer seriam mais pobres, privados de delicadeza e de distinção, da intensidade a que chegam todos aqueles que se educaram e estimularam com a sensibilidade e as fantasias literárias. Não é exagero afirmar que um casal que haja lido Garcilaso, Petrarca, Góngora e Baudelaire ama e usufrui mais do que outro, de analfabetos semi-idiotizados pelas séries de televisão.   Se você pensar numa divisão de mundo entre tangível (material) e intangível (ideias), a comunicação é a ponte entre esses dois universos. Sem um arsenal de palavras e construções verbais que consigam dar significado aos acontecimentos ou ideias, os dois mundo parecerão linhas paralelas que andam juntas, mas nunca se encontrarão. Sem conhecer esses códigos (palavras) a pessoa terá muita dificuldade para entender o que se passa com suas sensações e também de compreender fenômenos externos que também afetam sua vida. Estudos da psicologia consideram que a formação do EU só começa a acontecer depois que o bebe pronuncia suas primeiras palavras. Antes disso, ele não consegue vivenciar sua individualidade. Sem as palavras ainda se sente totalmente parte da mãe.   A palavra, determina. A comunicação é a ferramenta que faz ideias abstratas se tornarem realizações concretas. A palavra, seja ela pensada, escrita ou pronunciada que permite que os acontecimentos sejam compreendidos. A busca da auto compreensão passará necessariamente pelo desenvolvimento da linguagem. Dialogar com o corpo e compreender mais a fundo as sensações é algo que a prática do Yoga faz em todos os tipos de exercícios. O que é um asana se não uma forma de aprendizado do diálogo corporal. No Hinduísmo há uma crença de que para que algo exista, precisa ter nome e forma. Isso inclui também conceitos abstratos que também precisam ser nomeados e representados como símbolos visuais. O que é a sabedoria para os hindus? Saraswati. A representação envolve a imagem numa ambientação de música, arte, iluminação e poder. A linguagem visual constrói o conceito de forma mais clara, deixando pistas de como se chegar à sabedoria. O processo é o mesmo com as palavras, elas criam conceitos na nossa cabeça que aproximam nosso imaginário daquilo que estamos percebendo. Quando você sente um medo e consegue externa-lo com palavras estará mais próximo de vencê-lo, se esse for seu objetivo. O filme A Chegada, do diretor Denis Villenueve (que já produziu obras-primas como Incêndios e irá dirigir a nova versão de Blade Runner em 2017) quebra todos os paradigmas da forma como nos comunicamos e como isso interfere na forma de vermos o mundo. O tema de A Chegada passa pela comunicação entre Nações e como o comportamento influencia a forma como cada indivíduo expressa o que sente. Não vou dar spoilers neste texto, mas recomendo de verdade. Assista e tire suas próprias conclusões. Separei um podcast sobre o filme que traz reflexões interessantes. Eu, preferi ouvir após ver o filme, mas se você não se importa com spoilers aperte o botão.   Depois deixe seu comentário sobre o filme, agradeço desde já a participação. Podcast com esse texto narrado https://soundcloud.com/yogin-cast/sabias-palavras-podcast-94    

Dicas de Yoga | 27 fev 2021 | Juliana Beneton

Mindful Eating – O que é comer consciente?

Mindful Eating – O que é comer consciente?   Você às vezes se encontra comendo porque está entediado, triste, feliz, ou simplesmente porque teve um dia difícil? A boa notícia é que você não está sozinho. Comer demais, de vez em quando é normal, no entanto, comer de forma emocional pode facilmente sair do controle e levar ao ganho de peso e outros problemas de saúde. Mindfulness vai além de disciplina e força de vontade, e tem a ver com o poder de estar completamente presente no momento, sem julgamentos e sem críticas. Desse princípio surgiu o Mindfulness eating, que tem como foco encorajar as pessoas a se tornarem adeptas de hábitos alimentares mais saudáveis. A prática ensina a estar presente no momento da refeição, apreciando o cheiro, cores e sabores do alimento. Ensina também a lidar com as emoções e escutar a própria intuição, fazendo com que assim as pessoas consigam ter prazer em comer e como consequência ainda perder peso. Os princípios básicos de Mindful Eating: para poder praticar o mindful eating, é muito importante que você esteja consciente das distrações ao seu redor, sempre trazendo sua atenção de volta para a comida. Essa prática ensina a estar presente com a sua comida e seu corpo antes de começar a comer, enquanto você esta comendo, e irá determinar quando parar de comer. Mindful eating não é mágica e nem traz resultados da noite para o dia, apenas requer que você esteja conscientemente empenhado em estar presente e observar. Mas afinal, como aplico essa teoria à prática? Alguns autores que estudam métodos de mindful eating normalmente sugerem iniciar com esses seis conselhos básicos: 1 – Respire e confira se você realmente tem fome 2 – Observe a sua comida 3 – Desacelere 4 – Investigue a sua fome durante a refeição 5 – Mastigue bem 6 – Aprecie a sua comida Respire e sinta seu estômago. Antes de começar a comer, respire bem fundo e relaxe o seu corpo. A maioria das pessoas hoje em dia não presta atenção na respiração e não tem idéia da importância desse hábito. Note se você realmente tem fome, sem julgar, sem tentar bloquear o que você esta sentindo. De uma nota de 0 a 10 para a fome, sendo 0 “nenhuma fome” e 10 “a maior fome que já senti”. Sente que poderia comer qualquer coisa para satisfazer a fome ou tem desejos específicos? Coma apenas quando tiver fome de verdade. Se você sente desejos específicos, quer comer a qualquer custo mesmo sem estar com fome, se pergunte: por que quero comer sem fome? O que realmente estou precisando que acho que vou encontrar na comida? Não se preocupe em encontrar respostas imediatas, como comentei acima, esse é um processo de aprendizado sobre a sua relação com a comida e com você mesmo. Observe a sua comida Pare por um ou dois minutos para observar a comida. A apresentação, as cores, o cheiro… Comer de forma distraída acontece muito rapidamente e quando você se da conta, na maioria das vezes, nem sabe o que comeu, nem que gosto ou forma o alimento tinha. Não pense na quantidade de carboidratos, proteína e gordura presentes na comida. Desacelere e vá com calma Comer devagar ajuda a apreciar a refeição e curtir os sabores. Algumas coisas que ajudam nessa prática são: comer longe da televisão, sem o celular na mão, apoiar os talheres entre uma garfada e outra, parar para respirar e mastigar bem a comida. Se você está comendo na presença de outras pessoas, tente ouvir a outra pessoa sem ficar com os talheres na mão ou comendo enquanto a outra pessoa fala. Você acabará notando até uma melhora na digestão da comida. Investigue a sua fome durante a refeição. Quando estiver na metade da refeição, investigue se ainda tem fome. Se dê permissão para continuar ou parar de acordo com a sua fome e não por causa de regras como “você precisa limpar o prato”, “não pode jogar comida fora, tanta gente passando fome no mundo”. Não me leve a mal, o problema de miséria e fome é algo seríssimo e muito triste, mas vamos combinar que você “limpando o prato” não estará contribuindo em nada com a fome mundial. Se você nota que tem desperdiçado muita comida, nas próximas vezes que for ao supermercado ou restaurante, opte por comprar menos comida ou pedir porções menores. Mastigue bem a sua comida Essa todo mundo está cansado de escutar, porém, quantas pessoas realmente mastigam bem a comida? Preste atenção em todas as sensações enquanto mastiga. Você consegue perceber que sua digestão está começando e a fome aos poucos desaparece? Quando você mastiga, a comida começa a se quebrar em pedaços menores e enzimas começam a agir. Comida bem digerida significa mais nutrição para as nossas células e consequentemente mais energia. Aprecie a sua comida Comer a comida com prazer significa que você esta comendo algo que verdadeiramente lhe satisfaz. Apreciar a comida e comer com prazer acontece apenas quando você esta totalmente presente durante o ato de comer. Mas e se você só fica satisfeito comendo uma pizza ou uma barra de chocolate inteira? Bom, alguns estudos demonstram que gosto é algo que se adquire. Ninguém nasce gostando apenas de determinados alimentos, ou seja, se você cresceu comendo sempre as mesmas coisas, provavelmente adquiriu gosto por esses alimentos e se acostumou a comer aquilo. No entanto, quando você começa esse processo de treinar sua mente para comer de forma consciente, irá notar que muitas comidas que acreditava adorar, agora nem se parecem mais tão saborosas. Para saber se esse é realmente o caso, aprecie e coma com prazer as comidas que gosta e veja como se sente.   Mindful eating pode realmente ajudar a fazer as pazes com a comida de forma com que você coma apenas quando tem fome e em menores quantidades. Com o passar do tempo e o aperfeiçoamento da prática, note como seu entendimento sobre seus sentimentos em relação à comida mudam e amadurecem.   Nota: é importante mencionar que pessoas que sofrem de distúrbios alimentares devem sempre procure ajuda profissional. Uma equipe multidisciplinar com psicólogos e nutricionistas podem ajudar, porém muitas vezes apoio médico também é necessário.

Por que meditar parece tão difícil?
Qualidade de Vida | 14 jan 2021 | Equipe YogIN App

Yoga no Everest

Yoga no Everest Dr Jon Kedrowski alpinista profissional 🧗‍♀️ com 4 cumes do Everest (ponto mais alto do globo 🌍). Jonkedski é praticante de Yoga 🧘🏻‍♂️ e usa as técnicas nos momentos mais extremos nas expedições em montanhas 🏔 . Nesta foto, ele ensina algumas posturas a outros alpinistas do seu grupo no heliponto do acampamento 🏕 base do Everest 🏔.