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Podcast de Yoga


Melhor Horário para praticar Yoga
Podcast de Yoga | 31 jul 2020 | Equipe YogIN App

Qual melhor horário para praticar Yoga?

Entenda o melhor momento do dia para praticar Yoga. O melhor horário para praticar Yoga é de manhã e no final de tarde. É importante saber que uma prática feita pela manhã deve ser diferente de uma prática feita a noite. Você terá que testar em você qual o melhor horário para praticar Yoga. Uma prática feita pela manhã pode ser mais ativa com posturas mais energizantes. Por exemplo, flexões da coluna para trás são posturas expansivas que podem ser colocadas à vontade em uma prática matinal. A Saudação ao Sol, conhecida no Yoga por Surya Namaskar, aquece o corpo e também pode ser uma excelente prática matinal, especialmente se você puder ver o sol nascendo e fazer a sequência neste momento mágico do dia. Também sugerimos que pela manhã, você execute torções estimulam o funcionamento dos órgãos da cavidade abdominal. Pode-se também praticar udhyana bandha para estimular o fogo digestivo, agni, e ajudar na desintoxicação do corpo; As Melhores Práticas de Yoga para à noite Se você praticar ao final de tarde ou à noite insira posturas para alongar as costas e relaxar ombros e pescoço. Posturas de equilíbrio trazem enraizamento, aumentando a concentração o que pode ajudar no sono. Posturas para frente acalmam e relaxam e devem ser colocadas em uma prática noturna ou quando quer desacelerar. SE PREFERIR, PODE OUVIR ESSE TEXTO CLICANDO NA IMAGEM ABAIXO Invertidas Se for pratica de noite o ideal é buscar aquietamento. Evite \"mantras\" batendo palmas. Diminua as retroflexões (movimentos da coluna para trás) e evite invertidas intensas e longas. Procre ficar mais tempo nas posturas, acalmando a respiração também é indicado. Sempre termine a prática de asanas em savasana, postura deitada para relaxamento, não importando o horário em que ela foi feita. [caption id=\"attachment_100219\" align=\"aligncenter\" width=\"573\"] Qual Melhor Horário para praticar Yoga? Você terá que testar em você mesma. A frase em ingês desta imagem diz \"minha melhor postura é a posição de relaxamento (shavasana).\"[/caption] Brahma Muhurta Existe um período chamado Brahma muhurta, ou horário de Brahma, que consiste no período (muhurta) 1 hora e 36 minutos (96 minutos = 2 muhurtas) antes do nascer do sol. Por exemplo, se o Sol nascer às 6 da manhã, o período de Brahma muhurta é 4:24. Esse horário de Brahma, horário do Criador, é o horário mais auspicioso para prática de yoga e meditação. O Brahma Muhurta é seguido em mosteiros de Yoga que são chamados de ashrans. A ideia do Brahma Muhurta é captar a energia dos primeiros raios solares. Praticar Meditação olhando para o Sol só é possível nos primeiros raios da manhã. Os horários dos doshas Para o Ayurveda, medicina vedica, nós temos três doshas que constituem nosso físico: Vata (ar e éter), Pitta (fogo e água) e Kapha (terra e água). Durante o dia, esses elementos aumentam e diminuem no nosso corpo. Do nascer do Sol até 10h da manhã é o período de Kapha; das 10:00 às 14:00 é o período de Pitta; das 14:00 até 18:00 é o período de Vata. No final do dia esse ciclo segue a mesma ordem, das 18h às 22h é o período de Kapha, das 22h às 2h da madrugada período de Pitta, e das 2:00 às 6:00 período de Vata. Dessa forma, o Brahma Muhurta acontece durante o período de Vata. Para saber mais sobre a relação dos Doshas com a prática de Yoga, ouça a entrevista com a Professora Giselle Correa https://yoginapp.com/o-yoga-e-os-doshas-podcast-49/ Pratique quando quiser e Onde Estiver O mais importante é praticar, a hora que der. Nem que sejam nossas aulas de 15 minutos da plataforma. Temos aulas de diferentes objetivos e com tempos que podem ser escolhidos por você no filtro das Aulas. Em aulas que vão de 5 a 60 minutos, você poderá alongar, espreguiçar, respirar, meditar e começar o dia com afirmações positivas. Tempo não é desculpa para não praticar com o YogIN App, pois você faz de casa e a hora que melhor se encaixar no seu dia. CLIQUE AQUI PARA CONHECER NOSSAS ASSINATURAS new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Realização do EU
Filosofia do Yoga | 27 jul 2020 | Daniel De Nardi

La La Land e a Realização do EU – Podcast #01

La La Land e a Realização do EU - Podcast #01 A Realização do EU é um dos objetivos do Yoga, por isso, hoje começo um projeto antigo de produzir um conteúdo semanal que tenha significado pessoal. Esta série de podcast que se chamará Reflexões de um YogIN trará relações da vida contemporânea com a sabedoria registrada nos shastras (textos clássicos da cultura sânscrita). Como o YogIN pode aplicar a sabedoria do Yoga na sua vida cotidiana. Meu objetivo é trazer assuntos contemporâneos e analisá-los pela ótica do conhecimento YogIN. Neste primeiro episódio, trago a reflexão sobre o filme que está dando o que falar em 2017. La la Land foi o maior ganhador do Globo de Ouro e já teve 14 indicações ao Oscar Só que a pergunta ainda não foi respondida. O que o filme mais falado do momento tem a ver com o Yoga? Ouça o podcast e descubra!! YogIN App - Escola de Yoga OnLine · La La Land E A Realização Do EU - Podcast #01 ESSE PODCAST CONTÉM SPOILERS DO FILME   Esta série já completou 108 episódio e você já pode assistir todos eles! Conheça a série REFLEXÕES DE UM YOGIN CONTEMPORÂNEO COMPLETA   https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts/ YogIN App - Escola de Yoga OnLine · Reflexões de um YogIN Contemporâneo - Série de Podcasts   Links Podcast Cinema com Rapadura sobre La la Land Mandukya Upanishad - PDF Artigo sobre Whiplash Yoga-Sutra traduzido por Carlos Eduardo Barbosa - PDF Trilha Sonora do filme - Spotify     Transcrição do Podcast - La La Land e a Realização do EU Realização do eu -    Olá, pra quem não me conhece, meu nome é Daniel De Nardi e eu sou um dos fundadores do YogIN App, responsável pelo conteúdo do YogIN App. Criei esta sessão do podcast que via se chamar Reflexões de um YogIN Contemporâneo, a ideia desse podcast é que ele seja semanal e ele vai trazer como nos dias de hoje a gente consegue aplicar a prática do yoga nessa vida cotidiana, no dia a dia de ter que pagar conta, de ter que trabalhar, de como a filosofia do yoga estaria funcionado juntamente com o cotidiano de pessoas comuns, normais que trabalham que pagam conta, que vivem uma vida normal que não são yôgins isolados no meio da montanha, ou yôgins  que viveram em tempos remotos. A ideia é trazer um pouco da cultura que vou chamar de dentro desse podcast de sânscrita. Por que sânscrita? A cultura sânscrita é mais do que a cultura hindu, porque vem antes do hinduísmo e envolve toda aquela região não só na Índia, mas do Paquistão, do Nepal, então tudo o que foi produzido em termos de conteúdo e até hoje esses conteúdos sãos escritos em sânscrito, então a ideia é trazer essa cultura, que tipo de informação que essa cultura sânscrita produziu e o que seria relevante para nós que vivemos um dia a dia em cidades agitada, onde quer que seja. Então, Reflexões de um Yôgin Contemporâneo vai ser essa a nossa temática, sempre trazendo assuntos cotidianos para dentro da experiência com o yoga. Eu sou uma pessoa viciada em podcast, falo viciada obviamente de brincadeira, mas desde que eu descobri, acerca de dois anos eu venho ouvindo regularmente porque eu acho que é um sistema de conhecimento, de transmissão de conhecimento espetacular,  o vídeo e essa a minha série poderia, deveria ser em vídeo, eu não tenho nenhum problema em ser filmado eu até tenho uma certa facilidade na frente das câmeras por que já dei várias entrevistas quando era mais novo em relação ao yoga, mas eu não me motivo vendo uma câmera, não é algo que me agrada, mas por outro lado a transmissão de conhecimento me agrada muito, e hoje quando eu parei para escrever pra começar a pensar num primeiro episódio que ia fazer desse podcast, eu pensei especialmente em escrever eu comecei escrevendo sobre esse filme que a gente vai falar hoje, porque quando um filme me impacta muito ou alguma situação ou alguma reflexão eu venho fazendo eu sinto umas necessidade de passar aquela informação ou de registrar aquela informação até pra minha própria pesquisa por que eu sei que aquele é um momento muito especial da reflexão ou algo que eu apliquei e funcionou e aquele momento pode ser perdido e se eu registrar aquilo pode ser usado tanto pra mim quanto para as outras pessoas. O que eu quero dizer com isso, o que acho é que o mais importante é a informação aquilo que vai te fazer viver melhor, é aquilo que vai te ajudar de alguma forma pratica isso é o que vale, e não aparecer na frente de uma câmera e tudo mais, como eu vejo a informação mais importante do que essa aparição eu acredito que o podcast é mais útil que os vídeos. O vídeo eu acho necessário quando realmente a expressão é importante. Então, por exemplo, a gente vai falar de um filme hoje, se você ouvisse um filme, ouvisse a história, eu já ouvi alguns áudio books também de romances, não é a mesma coisa, ali se perde mesmo porque o visual interfere, mas o que a gente vai falar hoje se você me visse falando isso não ia mudar o ais importante é a mensagem, a reflexão que eu estou querendo trazer aqui pra vocês. Este podcast vai trazer muito do que eu dou aulas regulares de yoga, diariamente, e boa parte da minha aula, além das técnicas, além da meditação tudo, são as reflexão s que eu consigo gerar junto com os meus alunos e aí não só eu introduzindo determinadas reflexões mas e também recebendo feedbacks e imputs porque é por aí que a gente cresce. A pessoa mais sábia ela sabe que consegue tirar conhecimento de determinadas situações e que tudo é importante no sentido de aprendizado, então essa maturação de reflexões que eu faço nas aulas que eu faço com os meus alunos eu quero trazer nesse podcast semanal aqui o suco disso, o que a gente tirou de extrato, o que deu pra dar uma depurada uma aprofundada no que for mais importante e trazer aqui pra vocês reflexões mais pura, mais direta já tendo passado por várias outras reflexões com outras pessoas e com outras opiniões. Além dessas reflexões tem o estudo diário que eu faço de yoga, então o yoga não é apenas a prática, a gente fala muito da prática e a prática é realmente importante, mas o aprofundamento do estudo do yoga é essencial pro caminho do praticante porque quando a gente começa a estudar, o estudo é uma lembrança, se a gente tiver trazendo o yoga para o dia a dia. Quando a gente estuda yoga a gente fica com aquela informação vibrante na cabeça e nas situações diária a gente traz aquele tipo de informação para lidar com o dia a dia, vamos ver o exemplo da concentração, que seria a coisa mais óbvia: a pratica de yoga é uma pratica de extremo treinamento de concentração, você tem que direcionar o foco ora pra uma coisa, ora pra outra, mas chega o momento que você tem de levar isso para o seu dia a dia senão não teve valor, porque o que adianta eu ali durante a pratica superconcentrado, mas eu não consigo ler duas páginas de um livro, então essa transferência do que a gente treina num extremo, na pratica ela tem que ser transferida para o dia a dia, então isso é muito importante, então vem a importância de a gente fazer estudos e leituras constantes do yoga pra se de fato querermos ver o yoga ser praticado no dia a dia. Tenho estudado um curso de um professor chamado Carlos Eduardo Barbosa, e o Carlos traz muita informação diretamente dessa cultura sânscrita, diretamente da fonte deles que são Vedas, Upanishads, Puranas, textos antigos da cultura sânscrita que o tempo inteiro são trazidos pra reflexões, como referência. Não é algo que ele inventa, tira da cachola, mas sempre trazendo o texto que está sendo estudado e em cima disso cria-se uma reflexão. O texto que eu vou apresentar hoje pra vocês, o contexto do texto é uma Upanishad e esse texto também foi me apresentado pelo Carlos. O que são as Upanishads? Os textos mais antigos da cultura são os vedas, eles são os primeiros textos a serem escritos dentro do hinduísmo, o hinduísmo reconhece os Vedas como a sua verdade suprema, digamos assim, assim como existe textos clássicos para outras filosofias e outras religiões, então os vedas tem uma grande importância. Então dentro dos Vedas se dividem em vários grupos de textos e ao final tem as Upanishads que são uma espécie de comentário dos Vedas ou aquele tipo de informação aplicado no dia a dia, mais ou menos o que a gente está fazendo aqui. Upanishad significa sentar-se junto, porque era o momento em que aqueles que estavam transmitindo conhecimento finalizavam e falavam “bom, agora vamos ver o que a gente tirou dessa informação dos vedas” e iam passando reflexões em cima daquilo ou os próprios brâmanes escreviam ou os alunos deles escreviam aqueles textos e aí isso acabou ficando como textos muito importantes até hoje, muito revistos na cultura hindu. Então, a gente vai falar de uma Upanishad específica, chamada Mandukya Upanishad e ela tem um sentido de realização de três eu’s que a gente tem no nosso corpo e a gente realizar o nosso eu mais importante, o mais verdadeiro que é o eu do coração (dentro do yoga há sempre uma busca pela verdade, o que é realmente você, o que é realmente a sua vontade e o que é a influência externa, a gente vive esse conflito, o mundo espera de nós uma coisa, a gente se coloca em determinadas situações em determinados papéis, mas internamente a gente tem uma voz eu vai dizendo muitas vezes o oposto ou coisas diferentes daqui que está se buscando fora), essa Upanishad traz a reflexão no sentido de que há uma interferência externa, e isso é revelado pelos outros eu’s, o eu da mente o eu do corpo, mas há aquele ponto que é o eu do coração que onde vem a voz verdadeira e, segundo a cultura sânscrita quando a gente ouve essa verdadeira voz, que seria a voz da consciência, a voz do eu, a gente não erra. Então a busca do yôgin é sempre uma busca de buscar uma verdadeira mensagem essa verdadeira informação, observação da consciência e transportá-la para a vida como um todo, transportá-la para o cotidiano, a vida, a gente expressar o eu que vem do eu do coração que não é um eu influenciado por influências externas é um eu mais puro, o que de mais verdadeiro você tem dentro de você. E pra expressar esse contexto de busca para realização desse eu, eu vou utilizar hoje como exemplo um filme, que está sendo falado no momento pela quantidade de indicações ao Oscar, o filme La la Land. Pra quem já assistiu ao filme, vai consegui acompanhar melhor o que eu vou falar, quem não assistiu, mas pretende assistir, saiba que haverá spoilers que é quando a gente revela informações do filme mais pra frente, então esses spoilers podem atrapalhar quem não gosta de saber antes o que vai acontecer, enfim. Interrompe aqui a audição, vê o filme e depois volta aqui. Quem não se importa em saber, ou quem já viu, a gente vai comentar bastante a situação do filme que tem a ver com essa busca Mandukia Upanishad fala, essa busca da realização do eu, a gente vai usar o filme como um exemplo desse processo que é a busca do yoga, no fundo o que o yôgin busca é trazer esse eu e revelar esse eu pro mundo, no sentido de ser mais aquilo que realmente a consciência emana  de informação e de observação, falando, então de La la Land, primeiro é importante ressaltar que o diretor, Damien Chazelle – de quem a gente deve começar a prestar atenção, é algo pra quem a gente deve direcionar a nossa atenção porque certamente é um diretor muito expressivo e que vai fazer muito sucesso – Chazelle ele já tinha sido o diretor e o roteirista de Whiplash, pra quem não lembro este foi o filme que concorreu com mais chances no Oscar contra Birdman, acabou perdendo, era um filme que contava a história de um estudante de música que queria se tornar o maior musico de jazz de todos os tempos comparado aos grandes mestres do jazz como Miles Davis, Duke Ellignton e os outros grandes mestres do Jazz. Eu não sou um ouvinte de jazz, mas a cultura do jazz e essa busca – e especialmente Whiplash trouxe isso pra mim – eu acho que ela é muito interessante, o jazz tem muitos aspectos interessantes, como o filme La la Land mostra, ele explica o jazz como uma construção comunitária em eu cada um vai fazendo o que é importante pra si e no final há uma harmonia generalizada, isso tem muito a ver com ideia que o hinduísmo tem em relação a Dharma, que existe um Dharma, um objetivo de cada pessoa e que se cada pessoa cumprir verdadeiramente, o mundo como um todo estará harmonizado, ele está cumprindo o seu papel ele está andando porque todo mundo está expressando a maior verdade, que vem de dentro, então ele demostra essa reflexão com o jazz no momento em que ele vai apresentando os diferentes músicos para a Mia, que é a personagem interpretada pela Emma Stone, o Ryan Gosling ele vai apresentando e falando um pouco nessa individualidade e que ao mesmo tempo em conjunto se transforma em uma grande harmonia, então é interessante a gente observar essa relação também com o hinduísmo, com o conceito de Dharma. E o Whiplash é um filme maravilhoso de uma busca, uma perfeição por conta de um propósito. O menino tinha certeza de que tinha de fazer aquilo, ele segui, ia ao limite daquilo, e o filme também traz essa reflexão de realização pessoal. E eu tinha gostado tanto de Whiplash que eu inclusive escrevi sobre ele, por conta do que eu falei anteriormente, dessa necessidade de você marcar um momento histórico ou de um momento seu, de uma reflexão que tinha de acontecer naquele momento, então Whiplash me toco muito eu escrevi sobre ele, vou deixar o link do texto que eu fiz quando o filme surgiu. O interessante é que Damien Chazelle, ele já era um estudioso de cinema, e ele estava fazendo Harvard e já tinha a ideia de La la Land e apresentou essa ideia para alguns produtores e os caras falaram “você tá louco, musical, nada a ver” e, como acontece no filme em que aparece cenas que a menina vai ser submetida a testes, ela é atriz, e aquilo representa tudo na vida dela, e as pessoas que estão vendo, analisando não estão nem aí, porque é mais uma candidata mais uma ali, do tipo “apresenta e tchau”. O Chazelle passou por isso, ele apresentou essa ideia que acabou se realizando num projeto fantástico, mas no momento os caras “mais um aí querendo tirar uma ideia que não tem nada a ver” e não aprovaram, aí ele veio e trouxe a proposta do Whiplash que era uma proposta menos arrojada, mas mesmo assim os produtores não aceitaram a ideia. Então ele falou “tá bom”, deu um passo mais pra trás, fez um curta metragem, esse curta metragem fez bastante sucesso ele acabou conseguindo ser conhecido e promovido, bancou essa produção, bancou Whiplash que, pros filmes da época, era um filme com um custo baixíssimo, mas apesar disso fez bastante sucesso, quase ganhou o Oscar e foi evidenciado por toda a mídia e aí que ele ganhou força para montar o projeto dele, que era o inicial, esse filme atual, La la Land. Pra quem não assistiu, tá ouvindo aqui, vale a pena assistir ao filme. Eu particularmente gostei mais do Whiplash, mas o La la Land traz reflexões e trás, é como se fechasse a conta   como se o ponto da realização pessoal ele estivesse ali mostrando os dois lados, que um é o lado da obsessão por ser de fato o melhor, pra marcar a história que é o caso do Whiplash e o outro ponto é o que ele apresenta nesse filme que também é uma visão muito interessante que é essa realização interna não precisa ser necessariamente mundialmente conhecida, a realização não é uma competição na qual poucos sortudos tem a chance de conseguir, a realização pessoal não é uma soma zero, em que eu vou disputar com você uma partida, se eu me realizar mais, você se realizou menos. Não, a realização pessoal independe do sucesso, ela é, como o próprio nome diz, algo pessoal, e esse filme mostra muito bem isso por que os atores, os personagens não eram os melhores, mas eles tinham uma busca pessoal que era a realização de um objetivo que cada um tem o seu. No caso o Sebastian que era o músico ele queria construir um espaço em que o jazz fosse verdadeiro, como ele acreditava que o jazz devia ser, e aquilo era a realização dele, não deixar o jazz, como ele acreditava que ele era, morrer e ser difundido, e ela era ser uma atriz famosa, de Hollywood, como existe milhares em Los Angeles buscando o sonho. Damien faz esses dois casos da realização, os filmes acabam sendo, como eu disse, conclusivos um ao outro. Esse podcast, especialmente, a parte de detalhes do filme, eu me inspirei no RapaduraCast que é um podcast de quase duas horas gravados por especialistas em cinema, eu não sou especialista em cinema, eu entendo de yoga, mas não de cinema, de cinema eu sou um curioso, um estudioso, um admirador da arte do cinema. Então, quem quiser pode ouvir o podcast completo do La la Land vou deixar também o link aqui embaixo pra vocês. A informação da relação do yoga com o filme, a gente busca o primeiro texto de yoga que é um texto que deve ser estudado por todos os praticantes e estudiosos de yoga, que é o yoga sutra, vou deixar também, uma tradução do yoga sutra do próprio Carlos Eduardo, muito boa a tradução ele é um super estudioso de sânscrito, vou deixar a tradução do livro dele pra quem não leu. Mas Patanjali que foi o primeiro escritor de yoga, a primeira pessoa que registrou uma obra só de yoga, ele fala muito sobre essa busca da identidade, e nas primeira frase do livro Patanjali deixa claro que ou você busca a sua verdadeira identidade ou você vai viver uma vida de outras pessoas, uma vida que não é sua, uma vida confusa que vai te gerar algum tipo de angustia e daí ele vai classificando as angustias, os medo. A obra é bastante ampla, quem quiser se aprofundar tem muito material sobre Patanjali na internet, mas o ponto aqui é essa confusão do que entre o que é o verdadeiro eu e o que a sociedade espera, isso é mostrado muito claramente em dois momentos especiais. Primeiro quando o Sebastian ouve a mãe da Mia questionando se era possível ele sustentar a Mia, eles conseguirem vier uma vida de conforto. Aquilo gera um conflito que Patanjali já alertava e que toda a cultura sânscrita vem trabalhando, que é eu vou fazer o que é importante, o que aparentemente os outros esperam ou que o meu medo impõe ou eu vou fazer aquilo que é a minha realização pessoal. Então no caso do filme fica muito claro que ele tem um medo que a Mia vá largar ele por que ele não é o que a mãe dela espera, então ele acaba seguindo um papel que não é dele, o próprio personagem ele acaba criando um personagem que não é dele, no fundo a Mia tanto fez como tanto faz. Teria dinheiro ou não, teria segurança. E ela relembra ele o tempo inteiro durante o filme que ele deve buscar o sonho dele, que é essa casa de Jazz, mas ele entra nessa confusão que é uma confusão já tratada nos textos da cultura sânscrita que e a confusão do medo interferindo na verdade pessoal de cada um E ele consegue um relativo sucesso como muita gente que busca papeis, criar personagens na vida, conseguem sucesso também, mas o ponto é como está internamente a sensação Patanjali fala dos kleshas das angustias das pessoas quando vivem esses papéis. Ryan Gosling, que é o ator, mostra muito bem isso no momento em que ele, no show em que se apresenta, aquele show pra todo mundo era absurdamente um sucesso, o que poderia ser mais sucesso do que o cara cantando para um plateia enlouquecida, ganhando dinheiro e sendo famoso, só que ele estava fazendo uma coisa que não tinha a ver com ele, não era a dele aquilo, então apesar de ele estar ali, ele conseguiu um sucesso que a sociedade acha que é o sucesso, mas pra ele não fazia sentido, agora esse sucesso não queria dizer que não faça sentido pra todo mundo, aparente mente o cantor da banda buscava, ou o cantor não, mas talvez um outro ali, mas a gente não pode julgar achando que quem faz sucesso faz um personagem, não necessariamente, talvez seja daquela pessoa. Assim como a Mia, buscava um sucesso como atriz e ela conseguiu ao final do filme, então não é “você faz sucesso, então, você faz um personagem”, não, é o que é pra cada pessoa. No caso do Sebastian não era a dele o sucesso, não era a dele ficar sendo ovacionado, mas ficar produzindo um tipo de música que ele não acreditava que fosse a verdadeira música que tinha valor pro mundo, ou pelo menos pra ele. Então ele entra nessa confusão, nessa angustia, começa a ficar atrapalhado, angustiado e ele acaba não conseguindo seguir essa linha e acaba buscando o que era realmente dele. Quando a gente está, de fato, seguindo essa vocação verdadeira, vão ocorrer momentos em que vai haver decepção. No caso do filme aquele momento em que a Mia vai, faz toda a produção de uma obra de teatro dela, escreve, se dedica, aluga um teatro e quando ela apresenta tem meia dúzia de pessoas, aquilo ali é uma situação muito dura, ela passou por muitas dificuldades, mas quando você tá buscando essa realização do eu o externo não pode ter tanta influência, porque você está buscando o seu, quem realmente está buscando a verdadeira realização pessoal tem eu se preocupar menos com o meio e mais com o quanto aquilo está afetando, seguir fazendo, seguir realizando, seguir correndo atrás do objetivo. No caso dela, fica evidente que essa busca incessante pelo objetivo que fez com que nessa meia dúzia que estava na apresentação, uma delas fosse a diretora que chamou ela. Então, é esse estar na ação do objetivo que faz você chegar num objetivo maior, não é ficar sendo famoso aqui que uma hora vai chegar meu bar, não, tem que estar agindo de acordo com eu, então ela estava agindo de acordo com o que era a vocação dela, no caso da Mia, daí surgiu em cima disso a oportunidade. E como eu já mencionei, mas eu vou ressaltar trazendo uma outra cena, a realização não significa necessariamente você está sendo maior, significa você estar agindo de acordo com aquilo que você sabe que é bom e é como você consegue contribuir para a humanidade, é esse tipo de investigação, de audição que o yôgin faz durante a sua prática, então quando a gente para o corpo, a respiração, quando a gente leva a nossa atenção para um determinado ponto por um tempo, o que nós estamos fazendo é dando uma oportunidade para que a nossa voz interna seja ouvida e ser, depois de ouvida, colocada em prática. A prática do yoga ela vai contribuir muito para essa audição, para essa conexão, pra você não estar agindo o que aparentemente é melhor para os outros, mas pra você seguir aquilo que é a sua verdadeira natureza, para fazer isso você não precisa ser o melhor e o filme mostra muito bem isso, até mesmo quando eles interpretam, então tanto tocar o piano foi o Ryan Gosling que tocou, e a Emma Stone também não sabia dançar, ela fez curso de sapateado ele fez curso de piano, mas eles não são cantores excelente, eles não são os melhores dançarinos, mas aquilo ali tinha a ver, no caso do filme, tinha a ver com a proposta do filme, e eles cantando mesmo sendo imperfeito tem mais a ver com a vocação do que você colocar o melhor. Então, nesse caso do filme, o objetivo era a realização do que você considera melhor, então eles não eram os melhores cantores, mas eles foram atrás e no final ficou muito claro, apesar do final triste porque eles não acabam juntos, o final é feliz, aparentemente triste, mas no fundo ele é feliz, porque os dois conquistaram os objetivos maiores, os dois conquistaram a realização, eles estavam de fato no final do filme no momento de realização eles estavam de fato expressando o que eles eram, ela tinha esse objetivo de ser famosa, ela tinha esse objetivo da família e ele tinha aquela paixão pelo local do jazz puro ele fala até do frango como algo original do jazz, que aquilo devia ter no espaço dele e tal.  O final é muito feliz, o final é a realização, porque pra realização algumas coisas você vai ter de abrir mão, o objetivo maior, no todo, eles acabam sendo pequenos, eles não ficarem juntos, pro filme, foi algo secundário. Pra finalizar, como eu falei, muito da inspiração desse podcast veio do RapaduraCast, das minha reflexões com o Carlos e, também, do que eu venho estudando e conversando com os meus alunos, eu vou deixar no final uma das mensagens do Rapadura Cast que eu achei que foi a maior forte, a mais impactante e que tem tudo a ver aqui com o que a gente falou até agora, vou deixar o final do podcast com essa mensagem bonita, e eu me despeço aqui, espero que semana que vem estejamos novamente juntos refletindo sobre o yoga no mundo contemporâneo. “Vou pedir uma permissão aqui também pra eu falar sobre isso, sobre a mensagem do filme mesmo, complementar isso que você tá falando, agora eu não vou falar com o Jura nem o Cica, agora eu vou falar com você, ouvinte, você mesmo que agora tá olhando pro lado aí como se não fosse contigo, é contigo mesmo que eu estou falando, você que tá ouvindo isso no busão, no seu trabalho, na faculdade, no seu carro, no seu sofá, na tua cama, onde você tiver, o que eu quero saber de você é o seguinte: você, hoje, tem a vida que você imaginava que ia ter na tua idade? E daqui a dez anos, que vida você imagina pra você? E mais do que isso, o que eu você anda fazendo em direção a vida que você sonhou pra você. É que nem o Juras falou, a gente sabe, a gente sabe a realidade é dura, a vida é foda. E pode ser que hoje você não seja a pessoa que você sonhou que seria há dez anos atrás e ainda sim isso não vai querer dizer que você não tenho se esforçado pra se a melhor pessoa que você pôde, que você pode ser. Como, também, pode ser, que anos atrás você tivesse energia, mas faltasse uma experiência, assim como pode ser o oposto, pode ser que hoje você tenha experiência, mas te falte energia necessária que você tinha antes pra buscar aquele sonho que só você sabe qual é. A questão é todos nós nascemos de uma história e todos nós vamos nos tornar uma quando a gente morrer, então o que eu estou te perguntando, cara, é que tipo de história você quer que seja contada sobre você? A resposta disso a gente não pode dizer, ela é sua pra você mesmo. Você e a única pessoa que pode decidir se você está fazendo o suficiente para ser a pessoa que você sonhou ser, o melhor do dia de hoje aqui enquanto você está compartilhando esse momento que a gente. É que pra gente, aqui desse lado, não importa se você tem a vida que você queria ou a vida que você gostaria de ter. O Einstein já dizia que a imaginação é mais importante que o conhecimento, ele estava certo brother, por que sempre vai ter esse lugar no abstrato, no seus sonhos, na sua imaginação, é esse que é o princípio do RPG, da literatura dos vídeo games de um show de música, até mesmo do RapaduraCast, é pra isso, pra te levar para um momento, te levar para um lugar que é só seu, então não deia de viver isso cara, por favor, nunca deixa de viver isso, quando a realidade estiver pesando, quando você achar que precisa de um momento de descanso em um mundo que seja apenas seus, o que a gente pode dizer aqui é seja bem-vindo ao mundo da lua, seja bem-vindo ao mundo espetacular do cinema, seja bem-vindo a La la Land.”

Podcast de Yoga
Filosofia do Yoga | 9 jul 2020 | Equipe YogIN App

YogIN Cast, o maior Podcast de Yoga do Brasil

Podcast de Yoga do YogIN App O YogIN Cast é o podcast de Yoga com mais acessos no Brasil. Em 2018, foram mais de Meio Milhão de audições de yogins de todas as partes do mundo (mais de 50 países). Se você ainda não conhece o nosso canal de podcast de Yoga, está perdendo uma oportunidade única de aprendizado. Sugerimos que acesse-o nas suas diferentes plataformas. O conteúdo é inteiramente gratuito e você encontra desde exercícios de relaxamento e meditação até conteúdos com teoria e História do Yoga. O podcast pode ser acessado de diferentes plataformas. Escolha a que mais se adequar ao seu estilo.   Como Acessar o YogIN Cast SoundCloud :    Spotify:   App nativo do IOS :    App nativo Android :      No YogIN Cast você encontra diferentes programas de podcasts. Série Reflexões de um YogIN Contemporâneo com #108 episódios: https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts   Yoga Falado, episódios a respeito da prática do Yoga    Se você nunca acessou um podcast e quer aprender, assista o vídeo abaixo:   https://youtu.be/t4CDnbc6KM8 Podcast de Yoga com Exercícios Relaxamentos Nessa Playlist você pode fazer exercícios de Relaxamento gravados pelos professores do YogIN App https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/s-rie-de-relaxamentos-e   Podcast de Yoga de Meditação Nessa Playlist você pode fazer exercícios de Meditação gravados pelos professores do YogIN App https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/medita-o-iniciantes   Para saber mais sobre Podcasts e como aprender com essa ferramenta incrível, deixe seu e-mail no formulário abaixo que enviaremos informações exclusivas para você aprender mais ao invés de perder tempo. O podcast pode mudar nossa forma de aprender e nos dar uma oportunidade de aprender enquanto fazemos coisas que tomam o nosso tempo. É possível outvir podcast enquanto dirige, caminha, lava-louça, espera numa fila e tantos outros momentos que muitas vezes não nos acrescentam nada. Aproveite para aprender mais pelos Podcasts selecionados que enviaremos para você por email. Tenho certeza que se você gosta de aprender sobre os assuntos com mais profundidade, a ferramenta do podcast vai mudar sua experiência de aprendizado. Diversos alunos do YogIN App relatam que aprenderam a ouvir podcast através do nosso canal e que isso acabou sendo determinante para o aprendizado de outras áreas que eles tinham interesse em se desenvolver. new RDStationForms(\'formulario-post-podcast-de-yoga-yogin-cast-bba7f2bbdebc139495df\', \'UA-68279709-2\').createForm();

yoga quanto tempo - Padmasana
Dicas de Yoga | 5 jul 2020 | Equipe YogIN App

Quanto tempo o yoga demora para “fazer efeito”?

Yoga: quanto tempo os efeitos aparecem. A grande maioria das pessoas começa a praticar yoga por recomendação médica ou por iniciativa própria para resolver algum incômodo. Seja por um problema de coluna, auxílio na recuperação de uma lesão, insônia, ansiedade, depressão. Essas pessoas tem um interesse imediato em saber se a prática de Yoga em quanto tempo resolverá seu problema.. A verdade é que muitos chegam aos estúdios com um objetivo definido, o que, como tudo na vida, tem um lado bom e um lado ruim. Ao mesmo tempo em que essa definição estimula o praticante a persistir nas aulas, ela também gera uma ansiedade. SE PREFERIR, PODE OUVIR ESSE TEXTO CLICANDO NA IMAGEM ABAIXO   Ouça também via:   A imagem estereotipada dos professores e praticantes avançados começa a tomar conta do imaginário, e o recém-chegado nessa longa jornada yogin se deixa levar pelo fim. O aluno com hérnia de disco fica rezando pelo dia em que ele vai poder executar ustrasana (postura do camelo) completamente; aquele que está se recuperando de uma lesão no pulso sonha em tirar uma foto em bakasana (postura do corvo); o insone fica horas acordado pensando em quando terá uma noite de descanso tranquila e reparadora; e o ansioso desenvolve mais uma ansiedade para se livrar da ânsia diária. Não se pode culpar ninguém por esses comportamentos, o estilo de vida atual exige resultados, e eles precisam ser rápidos, pois “tempo é dinheiro”. Isso acaba fazendo o aluno esquecer que o mais importante no yoga é o caminho percorrido e o que se aprende nele. Não é à toa que esta frase, de autor desconhecido, se popularizou na internet: “Yoga is not about touching your toes, it’s about what you learn on the way down.” / “Yoga não é apenas tocar os dedos dos pés, e sim o que você aprende no caminho até eles.” (tradução livre). Todos sabem claramente porquê iniciaram a prática de yoga, mas, quando esse motivo deixa de ser buscado cegamente, a razão pela qual se continua a desenrolar o tapete semana a semana pode ser completamente outra. Durante uma aula, os inúmeros asanas promovem grandes movimentações de prana (energia) no organismo, trabalham vários chakras (círculos de energia espalhados pelo corpo) e até nos coloca em posições nunca antes experimentadas. Todos esses elementos acabam trazendo à tona diversas emoções e nos levam a iniciar uma reflexão profunda sobre pensamentos e ações. Ao conhecer o yoga além dos asanas (yamas, niyamas, pranayamas, prathyahara, dharana, dhyana, samadhi) cada novidade diária já se torna um objetivo alcançado, sem ao menos tê-lo traçado.   Baixe o Ebook - As Origens da Meditação e do Yoga   Se meu corpo não permite ustrasana, eu aprendo a me ouvir, busco os benefícios da gomukasana (postura da cara de vaca) e até me surpreendo com o que o paschimottanasana (postura da pinça) me faz sentir. Se o pulso me impede de postar uma foto em bakasana, eu começo a diminuir meu ego e vaidade e sinto o contentamento em janushirshasana. Se eu perco o sono em sua busca, me lembro dos exercícios de respiração para acalmar a mente e, além dele, muitas coisas novas vêm. Se eu não vejo a hora de ser menos ansioso, me convido diariamente à meditação para me tornar um observador de mim mesmo e entender a razão pela qual a ansiedade me domina. E então? A preocupação ainda é quanto tempo o yoga demora para fazer efeito? Os efeitos começam na primeira aula e não terminam nunca, é só ter a serenidade de aproveitá-los, assim com o professor Hermógenes traduziu perfeitamente em seu mantra “entrego, confio, aceito e agradeço.”   Pratique Yoga Online quando quiser e Onde Estiver O mais importante é praticar, a hora que der. Nem que sejam nossas aulas de 15 minutos da plataforma. Temos aulas de diferentes objetivos e com tempos que podem ser escolhidos por você no filtro das Aulas. Em aulas que vão de 5 a 60 minutos, você poderá alongar, espreguiçar, respirar, meditar e começar o dia com afirmações positivas. Tempo não é desculpa para não praticar com o YogIN App, pois você faz de casa e a hora que melhor se encaixar no seu dia. CLIQUE AQUI PARA CONHECER NOSSAS ASSINATURAS new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();  

Yoga e India
Filosofia do Yoga | 1 jul 2020 | Daniel De Nardi

YOGA E INDIA – série de Podcast – #DiariodeUmYogIN

YOGA E INDIA - 17 episódios [SÉRIE DE CONTEÚDOS] Esta série de Podcasts eu gravei na minha viagem a Índia em dezembro de 2015.  Nesta série de 17 episódios relatei minhas experiências no berço do Yoga. Abaixo vou deixar a playlist, mas você pode acessar por algum episódio que prefira também!   Sinopses dos episódio   Episódio 1 - Chegada na Índia Cometi um grande de erro no planejamento da viagem e descobri depois que já tinha feito check-in que precisava de visto para entrar na Índia, e eu não tinha. Ouça o primeiro episódio da série pra saber o que aconteceu. https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-entrei-na-india-sem-visto-episodio-1   Episódio 2 - Primeiras Impressões Neste episódio falo do impactante encontro com o Taj Mahal. Sensações e Insights! https://soundcloud.com/yogin-cast/diario-de-um-yogin-as-primeiras-impressoes-da-india-episodio-2   Episódio 3 - As tentativas de conciliação religiosa Neste episódio conto um pouco sobre histórias de conflitos e conciliações religiosas na Índia. https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-as-tentativas-de-conciliacoes-religiosas-episodio-3 Episódio 4 - Rishkesh Rishkesh pode ser considerada a capital mundial do Yoga. Há dezenas de ashrams (espécie de mosteiros do Yoga) e os Beatles quando vieram à India ficaram em um deles. https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-rishkesh-a-capital-mundial-do-yoga-episodio-4 Episódio 5 - Shivanada Ashram e Rafting É possível fazer rafting e até mergulhar no Rio Ganges em pleno inverno. Este episódio também fala do Shivananda Ashram, importante centro de Yoga também situado em Rishikesh. https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-episodio-5-shivananda-ashram-rafting-e-mantras   Episódio 6 - Crianças da Montanha Neste episódio Daniel conta sobre o Hatha Yoga no amanhecer do Ganges, a conversa com o Swami Mandraji no Ashram mais antigo de Rishkesh e as crianças das montanhas. https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-hatha-yoga-guruji-e-as-criancas-da-montanha   Episódio 7 - Yoga e comidas indianas em Rishikesh Neste podcast falo sobre a aula com a professora Usha Devi, a yogin mais respeitada de Rishikesh, também sobre sadhus e comidas indianas. https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-7-episodio-iyengar-yoga-comidas-indianas-e-bollywwod   Episódio 8 -  A Terra de Shiva Vaishshta Guja é um local isolado às Margens do Rio Ganges onde há uma caverna que acredita-se tenha sido local de meditação de muitos iluminados. https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-8-episodio-a-terra-de-shiva?in=yogin-cast/sets/di-rio-de-um-yogin-experi-ncia     Episódio 9 -  Reveillon na Caverna Neste episódio conto como foi passar o reveillon numa caverna isolada às margens do Rio Ganges. Para ver as fotos da Caverna CLIQUE AQUI https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-9-episodio-o-dia-na-caverna 10 Episódio - Ukimath, a Catmandu Indiana Neste episódio Daniel conta a viagem de 7h contornando o Rio Ganges e seus afluentes. Para ver as fotos da junção de rios nos Himalayas CLIQUE AQUI https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-10-episodio-ukimath?in=yogin-cast/sets/di-rio-de-um-yogin-experi-ncia 11 Episódio - Deurital Lake Neste episódio conto os primeiros passos do trekking, o encontro com mulheres que carregam cestos com mais de 5okg de folhas montanha acima e também a visão dos topos congelados dos Himalayas. Para ver as fotos CLIQUE AQUI https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-11-episodio-deurital-lake   Episódio 12 - Vale a pena YogINs fazerem um trekking? Reflexões sobre trekking. Para ver as fotos CLIQUE AQUI https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-12-episodio-dica-para-trekking Episódio 13 - A Busca Este episódio falo da busca humana, a curiosidade que o fez buscar novos mundos externos e adentrar mais pelo universo interior. Para ver as fotos CLIQUE AQUI https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-13-episodio-a-busca Episódio 14 - O Cume de ChandraSila O cume de ChandraSila, uma das montanhas mais altas da Índia. Para ver as fotos clique aqui https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-14-episodio-cume-de-chandrashilla   Episódio 15 - Viajar Sozinho O caminho até a montanha onde um casal de sadhus, homens santos que abdicam dos confortos da vida para uma busca espiritual, moram isolados. Para ver as fotos CLIQUE AQUI https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-15-episodio-viajar-sozinho-e-o-templo-a-kali   Episódio 16 - A capacidade de servir do povo indiano Neste episódio Daniel fala sobre o retorno para as cidades e a incrível capacidade do indiano de servir bem. Para ver as fotos CLIQUE AQUI https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-16-episodio-a-capacidade-de-servir-dos-indianos Episódio 17 - A despedida Último episódio da viagem! https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-17-episodio-ileso-e-mudado Até a próxima viagem!

A ética protestante e o espírito tântrico
Filosofia do Yoga | 1 jul 2020 | Daniel De Nardi

Podcast #07 – A ética protestante e o espírito tântrico

A ética protestante e o espírito tântrico A ética protestante e o espírito tântrico será um episódio com tantas referências que só ouvindo para entender do que se trata. https://soundcloud.com/yogin-cast/a-etica-protestante-e-o-espirito-tantrico-podcast-07 Links Curso Roberto Simões - Neurofisiologia da Meditação   Livro de Max Weber - A ética protestante e o espírito do capitalismo PDF   Canal de podcast de Roberto Simões https://soundcloud.com/yoga-contempor-neo Curso Yoga, Liberdade e Aprendizado   Lenda sobre Patanjali Playlist da série de Podcasts - Reflexões de um YogIN Contemporâneo   Transcrição: A ética protestante e o espírito tântrico   A Ética Protestante e o Espírito Tântrico #7 Olá, meu nome é Daniel De Nardi e está começando o sétimo episódio de Reflexões de um YogIN Contemporâneo. O episódio de hoje chama-se “A Ética Protestante e o Espírito Tântrico”, deve ser um dos títulos mais complexos que já teve durante os podcasts, mas ele faz uma referência a uma obra bastante famosa que é essencial no estudo da sociologia chamada “A Ética Protestante e o Espírito Capitalista”, essa obra fez uma análise observando o quanto a ideia de protestantismo favorecia o enriquecimento das nações e, por conta disso, era a explicação pela qual os países protestantes era os mais ricos como no caso dos Estado Unidos, Alemanha, Grã-Bretanha, enfim, acabam sendo mais ricos os países protestantes. E a conclusão da obra é que no Protestantismo você não tem uma ideia clara do que irá acontecer após a morte, uma das coisas que o protestante tem como indício de que ele está num bom caminho, no caminho de Deus é que ele vai prosperando, então a prosperidade é uma demonstração de uma iluminação, de um agrado de Deus de que você está no caminho certo de Deus e isso fez com que as pessoas dessas nações, tendo essa visão, pensando e sentindo especialmente acreditando dessa forma, eles acabaram gerando um acúmulo maior de capital, diferentemente de outras culturas que não valorizam essa construção em vida, então muitas culturas projetam tudo pra depois da morte, então depois da morte é o que interessa e isso não favorece a construção aqui em vida. Eu peguei esse nome, porque nos últimos dias eu estou editando um curso novo que nós já disponibilizamos no YogIN App, então, quem adquiriu o curso vai recebendo aos poucos – a medida que a gente for terminando a edição – e é um curso de um professor que eu já acompanho a algum tempo, ele faz um podcast, uma série de podcast bastante interessante que é o Roberto Simões do Podcast Yoga Contemporâneo, se você não conhece, vale a pena ouvir lá. O que eu gosto, o que me agrada muito no trabalho do Roberto: eu acredito que a gente tem que ter um bom entendimento de diversas áreas da vida, essa questão de especialização profissional excessiva dificulta o próprio aprendizado da sua área, porque a medida que você tem mais referências e outras áreas isso vai favorecendo todo o tipo de aprendizado. No meu curso que fala sobre aprendizado, ele explica um conceito chamado Chunk, que é justamente o auxílio de diferentes aprendizados para aquilo que você está aprendendo no momento. Então, por exemplo, se você estudou ecologia, às vezes isso vai favorecer de alguma forma e te fazer aplicar à matemática e, assim, em diferente áreas. Então áreas em que você não vê conexão, à medida que você vai compreendendo, elas vão favorecendo o entendimento de qualquer coisa que você esteja aprendendo ou estudando. Essa visão ampla é importante para a gente ter uma visão mais precisa do mundo que não é dividido só em áreas profissionais ou estilos de educação, o mundo tem várias nuances, entre eles nuances políticas, históricas, sociais, então tudo isso é importante a gente tem o mínimo de entendimento. O Roberto faz um trabalho amplo nesse sentido de ter várias visões, ele é um pesquisador profundo da ciência, ele escreveu um livro que é “A Neurofisiologia da Meditação”, por outro lado, ele fez o doutorado na área da religião e, também estudou Psicologia. Então ele consegue fazer um apanhado sem misturar, “esta é a visão da ciência”, “esta é a visão da história”, “na religião, uma leitura da espiritualidade funciona desta forma...”. Aprendi bastante com o Roberto nesses últimos tempos, que ele vem produzindo esses podcast dele e venho trocando mensagens com ele, queria muito que tivesse um curso dele no YogIN App, porque é uma pessoa que agrega muito pra nós professores e praticantes, pela sua visão realista da ciência em relação a meditação, redução de estresse e essas outras questões que muitas vezes a gente se pergunta: O yoga de fato funciona pra isso? Hoje em dia ninguém menos que a ciência para validar isso. Ao mesmo tempo existe um tipo de visão que só um estudo de espiritualidade e história consegue dar, a ciência não chega a determinadas questões que o trabalho no yoga é bastante profundo então tem a questão da linguagem, que é algo que não é percebido ou medido, então a ciência não estra nessa questão da linguagem, o quanto ela e a criação de mitos influencia o nosso comportamento, por exemplo, e isso é algo que um estudo de espiritualidade, um estudo histórico se faz necessário para a compreensão. Então ele vai fazendo esse paralelo nesse curso com essas diferentes áreas, e é muito interessante pra gente ver a compreensão de todo o funcionamento do cérebro e como que este funcionamento é afetado, modificado, moldado a partir das práticas de meditação e outras técnicas do yoga. Esse trabalho que o Roberto está fazendo que é uma espécie de uma releitura do yoga é bastante tradicional na Índia, então a Índia cultiva muito a valorização do conhecimento, mas também uma valorização de uma releitura, então os comentaristas de sutras de vedas tem um papel muito importante dentro da construção do conhecimento indiano, como isso tem uma determinada escritura lá, o comentarista comenta, mas faz acréscimos de coisas que estão acontecendo no seu momento e aí aquilo é incorporado, agregado a escritura original, então esse processo de releitura no tempo atual das escrituras antigas ele é muito famoso, muito valorizado dentro da Índia. Então nós temos, por exemplo, comentários do yoga sutra que é o primeiro livro de yoga, então o Yoga Sutra é escrito por Patanjali, que não sabemos se foi uma pessoa ou um grupo, mas tem um comentarista famoso que é o Vyasadeva, e ele faz um comentário de cada sutra colocando a ideia dos sutras no tempo dele, ele foi, inclusive, nomeado escritor do Mahabharata e desse livro, só pra vocês entenderem, sai o famoso Bhagavad Gita que tem um conhecimento maior é uma parte do Mahabarata que talvez tenha sido escrito por um comentarista, então se vê a importância dos comentaristas dentro da história. Um dos textos mais conhecidos da Índia pode ter sido escrito por um comentarista, como os textos mais antigos de uma civilização a gente não tem precisão de quem escreveu aquilo, a gente tem indícios, e muitas lendas são criadas em cima daquilo. Então se você procurar, por exemplo por Patanjali, você encontra toda a história do Patanjali, a gente publicou na fan page essa semana, quem não viu vai lá e olha, tem a história de como Patanjali surgiu, como ele nasceu (eu não vou contar a história pra você ir lá e ler), mas mesmo Vyasadeva e, depois, todos os demais, vão se criando mitos em cima deles e dando, muitas vezes, textos que não eram originalmente, mas que passaram a ser parte da cultura, do conhecimento e da inteligência indiana a partir de comentários. No processo mais recente a gente tem como comentarista dos vedas e de todo o entendimento indiano o Mircea Eliade, que é muito conhecido no yoga, todo mundo que estuda yoga acaba lendo, uma hora ou outra, e ele faz justamente esse trabalho só que com uma visão mais atualizada e muito mais ocidental. Então o Mircea Eliade é um dos primeiros intelectuais aceitos pela academia, por toda a ciência europeia, então ele tem um trabalho reconhecido na Sorbonne e em outras universidades francesas e americanas, então ele fez esse papel de releitura do conhecimento indiano, foi agraciado e, hoje, é muito reconhecido no meio do Yoga. E na Índia, inclusive, muitas vezes ele transformam esses escritores, intelectuais, esses sábios em santos, você chega a ver nas lojas estátuas de Sai Baba, de Osho, de Gandhi, várias pessoas que a gente teve acesso, que a gente vê em vídeos no YouTube, essas pessoas foram transformadas em santos, então tem esse valor da pessoa que faz essa releitura do yoga. O Roberto tem feito esse trabalho, trazendo essa parte da ciência, que é muito importante para o yoga, a ciência e o yoga tem se apoiado no trabalho, a ciência tem apoiado muitas descobertas e muitas pesquisas em cima do yoga, especialmente da meditação, então o que eu queria demonstrar agora , eu queria deixar uma explicação, pra mostrar esse tipo de conexão que o Roberto faz no trabalho dele que me agrada muito e que venho aprendendo nos podcast dele, pra gente finalizar com  a explicação do título que até agora eu não expliquei o que é esse título maluco que eu fiz. Então, “A Ética Protestante e o Tântrico”, a gente entendeu até aqui “A Ética Protestante e o Espírito Capitalista”, a obra no Max Webber. Esse nome vem – o Roberto faz um explicação muito interessante sobre o surgimento do movimento tântrico dentro da Índia comparando com o movimento protestante, dentro do processo religioso dentro do ocidente. Patanjali escreve o seu livro Yoga Sutra por volta do ano 3 a.C., e na Índia com a questão das castas, quem conduzia o conhecimento, quem manuseava, quem tinha acesso aos textos, lia em sânscrito e fazia consultas e explicava, eram os brâmanes, que eram os sacerdotais que conduziam os rituais, eles detinham o conhecimento e que estava restritos aos textos e eles produziam estes que e os vedas que iam sendo acrescentados.   Então isso, ao longo de muitos anos, no século VI um determinado grupo percebeu que o mais importante não era os textos, mas sim o corpo, o que está no corpo a sensação e não o que Patanjali escreveu, então naquele momento passa-se a valorizar mais o corpo. Então ali, nesse momento histórico passa-se a valorizar mais o asana, a técnicas corporais, os pranayama, começa-se a valorizar a questão da saúde, isso não era tão expressivo no yoga, isso começa a partir do tântricos que começam a questionar essa perfeição dos textos e começam a dizer “se as coisas existem de fato elas devem existir aqui, onde eu consigo sentir, onde eu consigo tocar”. E o que isso tem a ver com o processo do outro lado, de Lutero? Até então que fazia a leitura da bíblia eram os padres, os sacerdotes da igreja Católica Apostólica Romana. A bíblia era escrita em latim, eles detinham a língua, a partir do momento em que Lutero traduz a bíblia ele faz com que o conhecimento não pertença só a eles, quem quiser estuda a bíblia e faz o que bem entender. Então, de dois lados diferentes houve uma libertação de um determinado grupo que detinha conhecimento, “isso aqui é mais valioso que tudo e só nós temos acesso” e vem um outro grupo e vem um outro grupo dizendo “olha, talvez vocês não sejam os detentores, talvez consigam pegar esse conhecimento através de uma outra fonte” e então, obviamente, começam os conflitos: na Índia, os brâmanes versus os tântricos e na igreja, os protestantes contra a igreja do Vaticano. Eu me despeço hoje por aqui, a pedidos vou fazer algumas coisas em relação as músicas, tenho recebido feedbacks em relação a isso, eu não sou um estudioso profundo, mas há algum tempo eu escuto música clássica, vou a concertos, já fui mais recorrentemente, hoje não vou tanto, mas eu sei, dentro da música clássica, algumas músicas mais populares que eu acredito que as pessoas vão gostar mais, e estou trazendo uns trechos. Vou criar no Spotify do YogIN App uma playlist com cada música que eu coloco aqui nos podcast, quem quiser vai lá, faz a pesquisa e ouve mais. As músicas sempre tem uma relação com o assunto, eu não queria explicar, mas me pediram, então eu vou falar o que a música significa, a que a gente vai ouvir hoje é um trecho do primeiro movimento do concerto para violino de Mendelssohn, que vivia uma vida prospera, o livro de Max Weber é sobre prosperidade, o “A Ética Protestante e o Espírito Capitalista” era como sobre a prosperidade surgiu. Mendelssohn tinha uma vida muito prospera ele era muito rico, diferentemente da maior parte dos artistas, ele tinha condições de fazer orquestras na casa dele, então ele fazia testes, coisas que os outros não conseguiam, a maior parte dos compositores escrevia a peça e testava na hora. Ele tinha várias doenças, quando se enchia de algum lugar viajava pra outro, Itália França, Alemanha e ia compondo nesses lugares. Mendelssohn morreu muito cedo, aos 38 anos, ele atingiu um nível de genialidade que, entre os entendidos, é considerável nível de Mozart, ele teve pouco tempo de vida, mas compôs obras famosas como a Marcha Nupcial. Então eu vou deixar aqui a que eu gosto mais, um concerto para violino, um trecho, quem gostar, procura mais lá, na playlist do YogIN App no Spotify, uma boa semana a todos! Quem quiser saber mais sobre o curso, eu vou deixar o link, as duas primeiras aulas são abertas, são gratuitas e aí você já começa a entender e ver qual é a ideia dele, qual a ideia que o Roberto tem sobre meditação, é muito interessante. A primeira aula tem cinco minutos, a segunda vinte e cinco, então você já tem meia hora de conteúdo gratuito, quem quiser pode adquirir o curso, está baratinho (R$99,00), mas só esse trecho, essa meia hora, já vale a pena, é que o curso tem cinco horas e ficou fantástico, é um conteúdo que vale a pena ser adquirido. Tá bom? Boa semana, estudem o curso e nos vemos na semana que vem Om namah shivaya!  

o cérebro boicotando o EU
Filosofia do Yoga | 1 jul 2020 | Daniel De Nardi

O cérebro boicotando o EU – podcast #03

O cérebro boicotando o EU! Entenda como o cérebro boicota o EU nesse é o 3° episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo que estou subindo semanalmente no canal de podcast do YogIN App Hoje falo sobre como a principal função do cérebro dificulta a percepção da voz interna e quais os conflitos daí decorrentes. https://soundcloud.com/yogin-cast/cerebro-boicotando-o-eu-podcast-03-reflexoes-de-um-yogin-contemporeneo Links Meu curso Yoga, Liberdade e Aprendizado que trata desse tema   canal de podcast do YogIN App https://soundcloud.com/yogin-cast   Podcast citado sobre Realização do EU https://soundcloud.com/yogin-cast/la-la-land-e-a-realizacao-do-eu-reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-podcast-01   PDF - Yoga Sutra de Patanjali traduzido por Carlos Eduardo Barbosa   Página de planos de aulas do YogIN App   Aula Aberta de Yoga para iniciantes https://www.youtube.com/watch?v=fgzKdilzZCI&t=6s Playlist de Meditação https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/medita-o-iniciantes   Mandukya Upanishad - PDF em português   Bons estudos!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Transcrição do podcast- Cérebro Boicotando o Eu - #03 Cérebro Boicotando o Eu - #03 Olá, meu nome é Daniel De Nardi e estamos começando mais um Reflexões de um Yogin Contemporâneo” Esse é o terceiro episódio dessa série que eu gravo e o objetivo dela é sempre trazer fatos ou descobertas recentes que acontecem no nosso dia a dia, trazer e analisar pra uma visão do conhecimento do yoga, seja um conhecimento mais recente ou seja o conhecimento de textos antigos como os shastras, os textos mais antigos do hinduísmo. Hoje nós vamos falar sobre o funcionamento do cérebro e o boicote ao eu. Bom, pra começar essa explicação a gente vai ter que primeiro relembrar um conceito que nós vimos no podcast nº 1, quem não assistiu vale muito a pena que fala sobre o filme La la Land e a realização pessoal. Então lá eu falava de um texto antigo, uma Upanishad chamada Mandukya Upanishad, então a Mandukya fala sobre três eu’s: o eu do corpo, o eu da mente e o eu do coração. O eu do corpo é responsável por captar as informações que estão no mundo e trazer essas informações internamente, fazer uma boa captação, um bom funcionamento dos sentidos; já o eu da mente é responsável por escolher se ele vai seguir esses impulsos dos sentidos ou se a mente vai deixar e ouvir, de fato, a voz do coração. Então o grande conflito que existe é que a gente muitas vezes vai por essa voz da mente e não segue a nossa real voz, a voz da consciência mais interna, mais pura, que é chamada nos textos antigos de voz do coração. Essa voz não é no coração no sentido de emoção, aquela coisa dramática. Não, é o coração como centro da espiritualidade humana. Então, os textos antigos, os Shastras, especialmente o que a gente chama de cultura sânscrita é toda cultura produzida e escrita nessa língua. A cultura sânscrita considera essa região do coração, não especificamente físico, mas essa região do coração como um local de aconchego, um local pro qual a gente deve levar a nossa atenção algumas vezes ao dia, parar e meditar em cima desse local porque ali está a nossa verdadeira voz, ali está a nossa real natureza e o trabalho do yoga é trazer essa real natureza para o nosso dia a dia. E por que a gente simplesmente não faz isso? A gente não faz isso justamente por um boicote da mente. Mas a mente está ai para no ajudar e está nos atrapalhando é isso? É mais ou menos por aí. Então agora a gente vai deixar um pouco de lado a análise de Upanishad e vamos ver o que a ciência entende hoje pela mente ou entende mais especificamente pelo órgão cérebro que aí vai envolver as funções de mente nas quais essa Mandukya Upanishad fala que são os fluxos dos pensamentos, a nossa agitação interna. O nosso cérebro foi sendo formado ao longo dos milhares de anos, e a gente pode colocar aí cem mil anos de formação do cérebro humano como ele é hoje e ao longo desses cem mil anos, geração após geração, o que foi mais valioso para o cérebro, quem sobreviveu e conseguiu passar adiante os seus genes foram os cérebro das pessoas que conseguiram lutar mais pela sobrevivência, então a sobrevivência é vista na natureza como um bem e o cérebro, de alguma, forma acaba premiando isso. O nosso cérebro recebe todo o tipo de estímulo para trabalhar com a sobrevivência, para garantir a sobrevivência humana. E o que é a sobrevivência para o cérebro? Para o cérebro a melhor situação é, se ele busca a sobrevicência, o mínimo de desgaste possível e o máximo de energia acumulada. Quando você faz isso, quando você acumula energia, quando você guarda e não gasta energia, o cérebro vai te premiar praquilo. Por isso que os alimentos mais gordurosos e com mais carboidratos contém uma quantidade calórica e energética maior, eles produzem uma quantidade de prazer maior, porque é o seu cérebro trabalhando na função da sobrevivência, dizendo pro corpo, esse alimento é bom. Não necessariamente esse é o melhor alimento para o funcionamento do corpo, para a saúde, para essa voz interna não necessariamente o chocolate é o melhor alimento, às vezes vai precisar ser, mas nem sempre porque o cérebro pensa sempre no sentido de sobrevivência, mas o eu pensa no sentido de observação e de seguir a coisa mais certa praquela pessoa, então o cérebro vem estimulando olha coma chocolate eu vou te dar uma recompensa e internamente tem a voz dizendo “olha talvez esse não seja o melhor alimento agora”. E você vive constantemente este conflito, lindando e seguindo ora essa necessidade de sobrevivência, que aí ela vai se estender para outras atitudes como, por exemplo, dormir. A gente muito prazer em dormir porque essa é a função do cérebro de preservar energia, um outro ponto também, as relações sexuais. Então como o objetivo é sobrevivência, quando a gente trabalha por conta da espécie nesse sentido, da sobrevivência, o cérebro também nos dá um estímulo. Nós ficamos recebendo esse estímulo, a mente fica “vou seguir o eu do corpo, eu vou seguir as minhas vontades, eu vou seguir a opinião externa para não passar vergonha”. A mente ela tem que decidir em seguir essa voz do corpo, dessas necessidades, ou seguir a voz do coração. E a gente vive esse conflito, e se você não está escutando a voz do coração e está constantemente só atuando para trabalhar com a voz da mente e do corpo, você começa a gerar uma quantidade de conflitos. E aí nós voltamos mais uma vez a Patanjali, a gente sempre tem que falar dele quando fala de yoga, porque Patanjali identifica da onde vem, quando acontece essa má utilização da mente. Primeiro ele fala da ignorância, você desconhecer que você tem essa voz interna mais profunda, que você deve ouvi-la que você deve externa-la, que você deve realmente ir atrás da sua real natureza. Depois Patanjali fala em apego, o apego vem do desejo, vem do sentido, mostrando pra você que é um prazer e que vale a pena você repetir aquilo. Então o desejo pra mente é um prazer, o prazer é o reflexo de que você fez algo no sentido da preservação. Depois Patanjali fala da aversão, aversão é você sentir medo e não agir naquele sentido. Então é o medo que te afasta de uma atitude que muitas vezes a voz do coração está te enviado. Depois ele fala do medo da morte que aí vem em toda essa função do cérebro e do egoísmo, do egotismo. O ego muito grande impede a observação do eu, por uma questão óbvia, então ele não vai analisar a voz interna, vai seguir mais o que os outros estão pensando, vou parecer isso, vou parecer aquilo. Então, é justamente nesses conflitos que a gente vai tomando decisões erradas. Ou a gente vai não seguindo a voz do coração, indo instintivamente seguindo a voz da mente e isso vai gerando conflitos ou decisões erradas. Isso é uma coisa bem subjetiva que a gente falou, mas eu vou dar um exemplo bem prático disso pra que você entenda e observe que você está cometendo isso também muitas vezes na sua vida: Eu ando de moto em São Paulo, que é uma cidade bastante movimentada, todo mundo fala, e eu sei que moto é algo perigoso, mas eu tenho a minha velocidade, que eu me sinto seguro. Se eu estou entre os carros eu sei que uma determinada velocidade é boa pra mim, eu estou seguro, se acontecer algo eu vou conseguir evitar e quando eu ando assim eu estou muito bem. Quando começam a vir outros motorista atrás de mim, outros motociclistas e começa a buzinar, a pressionar, eu começo a acelerar mais. Eu começo a agir, não por conta do que é a minha observação, mas “o que eles vão pensar que eu tô andando devagar” ou “eu devia estar andando mais rápido, como eles”, começam a vir esses pensamentos que são bobos, mas que são primitivos porque eles buscam uma aceitação do grupo e aí eu não ajo de acordo com o que eu sei que é o mais correto pra mim, a medida que eu vou agindo com essas informações externas, que não é algo meu, que é algo externo, eu vou gerando essas incoerências internas que vão me gerando angústia, desconforto. Com isso eu tenho aquela pressão, eu estou agindo em cima da pressão a chance de eu errar é ainda maior.   Uma outra observação que também tem a ver com o que a gente tá falando sobre o coração, é porque o coração avisa, eu fico nervoso, então o meu coração acelera, então de fato eu estou saindo um pouco de mim, eu estou saindo da minha real voz, da minha observação profunda, interna, pra agir de acordo com o que outras pessoas acham que eu devo fazer que é correto, e não com o que eu sei que é o correto. O mais certo nessa situação é, no caso, eu ir para o lado, ficar tranquilo, deixar todo mundo passar, não me importar e não me afetar com a opinião dos outros porque eu sei o que é melhor pra mim, eu sei qual é a velocidade que eu posso e qual é a velocidade segura pra mim. Esse foi um exemplo simples, mas em diferentes pontos da nossa vida a gente acaba não seguindo a voz do coração por uma ignorância, por não ouvi-la por medo, medo da morte ou o que quer eu seja, ou medo do que o cérebro avisa, por um apego, então você tem muito prazer em uma determinada coisa e aquilo ali distorce a sua real vontade, você tem tanto prazer que a vontade toma conta do eu, ela não deixa a voz do eu vir à tona, o medo também, então internamente você sabe que tem de fazer alguma coisa, mas você é paralisado pelo medo. E, por fim, o egotismo, que é um ego muito grande, uma valorização muito grande pessoal, essa valorização conflita com a busca interna, com a busca da consciência. Pra deixar claro, essa função da preservação do cérebro ela não é errada e não é possível a gente viver constantemente fazendo todas as coisas da voz do coração, mas a gente tem que buscar essa voz com uma constância cada vez maior. Por que que não é possível? Porque muitas vezes a gente tem de fato que viver e agir pela sobrevivência, as vezes a gente vai ter que fazer algo que gere um conflito porque é necessário pra gente viver melhor ou para estabelecer um determinado relacionamento que você ache importante, mas esse conflito vai acontecer. A sobrevivência, o cérebro tendo uma funcionalidade de sobrevivência é essencial pra preservação da nossa espécie e pra nossa vida. Mas o tempo todo, esse é o ponto, se você está o tempo todo agindo pela sobrevivência, se você está o tempo todo agindo em relação a sua aparência, no que você vai pareceu para os outros, se você está o tempo todo em busca de prazer e não em busca de uma satisfação de uma realização a chance de você erra é bastante grande. Como o yoga se propõe a ajudar nesse processo? O yoga é um momento em que você tem paz, de observação. “Ah, mas eu tenho esse momento de paz quando eu tô correndo”, tem, de fato, é inegável que qualquer processo em que você fique sozinho ou que você repita algo durante muito tempo você vai começar a ter uma redução dessa agitação de emoções de pensamentos e vai começar a fazer uma observação mais interna. Agora, é inegável que isso é mais fácil com o corpo parado, então a gente viu que justamente o eu do corpo atrapalha, impede ou dificulta a observação do eu do coração. Então se o corpo está muito agitado ele dificulta essa auto observação, por isso a prática ela vai trabalhar bastante a estabilização do corpo pra gente criar, no corpo, um assento da mente, pra mente deixar vir à tona a voz do coração. Então é isso que o yoga se propõe e consegue realizar com suas mais diferentes técnicas, se você não conhece a prática eu sugiro que faça, eu vou deixar aqui o link de uma aula pra iniciantes, pra quem ainda nunca fez, é uma aula no YouTube que a gente tem e é uma das aulas que nós temos disponível nos planos do YogIN App, então essa aula é aberta pra você virem como funcionam as aulas, a qualidade das aulas e tudo o mais, e aí quem quiser, pode fazer no YouTube. Quem quiser mais aulas, aí conhece os planos do nosso site, mas temos playlist pra meditação e respiratórias para quem quiser praticar por podcast ou pelo nosso canal no YouTube, o YogIN TV. Eu me despeço por aqui, espero que tenha conseguido gerar uma reflexão, um despertar pra esse eu do coração e que durante essa semana você faça a sua observação e veja se de fato você está seguindo o eu do coração ou você vem seguindo vozes externas, situações externas, medo ou prazer, e está gerando um conflito interno. Quanto mais a gente segue a voz do coração, maior a nossa probabilidade de acerto.

cerebro bom exige
Dicas de Yoga | 1 jul 2020 | Daniel De Nardi

Cérebro Bom Exige, Cama Comida E Aprendizado – Podcast #02

Cérebro bom, Cama Comida e Aprendizado - Reflexões De Um YogIN Contemporâneo O que um Cérebro Bom exige? Este é o 2º episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo que traz interpretações de acontecimentos na visão de diferentes ensinamentos do Yoga. Neste podcast, fiz comentários sobre uma entrevista com a neurocientista Tara Swart que fala de comportamentos que ajudam a mente a tomar melhores decisões e funcionar melhor. Se você gostou das reflexões, isso já me faz sentir com a missão cumprida. Se quiser ajudar essa mensagem chegar a mais pessoas, vou ficar muito feliz se você avaliar esse podcast na Itunes ou no seu leitor de podcast do Android.   Abaixo os links citados no podcast Meu curso Yoga, Liberdade e Aprendizado que trata desse tema Entrevista lida no podcast  Meu curso sobre aprendizado que falei no início do podcast - Yoga, Liberdade e Aprendizado Curso online de Literatura do escritor Fábio Barreto Playlist de Meditação do YogIN App Se quiser aprender como acessar e assinar um podcast CLIQUE AQUI Transcrição do Podcast #02 - Cérebro Bom Exige   Cérebro bom exige cama, comida e aprendizado #02 Olá, meu nome é Daniel De Nardi e eu sou responsável pela parte de conteúdo do YogIN App eu venho trazendo pra vocês semanalmente neste podcast reflexões que entendam o mundo contemporâneo com uma vida agitada como nós temos, de que forma este mundo pode ser compreendido, pode ser ajudado por ensinamentos antigos, do que vou chamar de cultura sânscrita, que é a cultura que deixou registrada todos os seus insights na língua sânscrita que é uma língua antiga da Índia, traz o conhecimento do yoga para nosso os dias agitados e como esse tipo de conhecimento pode, de fato, nos ajudar a ter uma vida melhor. E essa, de fato, é a proposta do yoga, a proposta do yoga como uma “salvação”, digamos, nem tanto no sentido religioso, mas uma salvação de você livrar o sofrimento seja ele qual for. Este desconforto, tudo isso era a proposta inicial que desde Patanjali, primeiro professor a registrar os seus ensinamentos sobre yoga sempre houve essa busca pela libertação, para você ter de fato uma vida mais bem vivida, uma vida mais plena. Eu vou falar um pouquinho sobre o que aconteceu nos meus últimos tempos de estudos e trabalho pra você entender sobre o que a gente vai falar hoje que o assunto é o cérebro bom exige cama, comida e aprendizado. Na metade de 2015 decidi a construir junto com outros sócios o YogIN App e eu coloquei de fato toda a minha energia, e a minha capacidade para desenvolver o projeto porque eu acreditava bastante nele. Só que eu não sabia, não tinha uma dimensão do que era uma empresa de tecnologia, de fato a gente começou a montar mesmo sem querer, mesmo sem saber só. Era uma questão que a gente acreditava muito na mensagem do yoga a gente viu que era possível aumentar essa difusão desse ensinamento através da internet  e aí nos propomos a fazer esse projeto que foi um projeto bastante inovador desde o início como, por exemplo, ele trouxe aulas ao vivo, primeiro pelo hangout do YouTube, então toda a semana tinha aula, e hoje em dia a gente tem um sistema de transmissão da aula de forma interativa que no Brasil não existe, não existe em língua portuguesa alguma então foi um trabalho bastante diferente do que eu fazia. O nível de compreensão, de  aprendizado que eu precisei ter desde então foi bastante grande, teve de ser acelerado, uma empresa de tecnologia é uma empresa cara e não é simples vender na internet como as pessoa criam fantasias ou imaginam que seja que você vai montar uma coisinha e você já vai vender e ficar milionário, existe um oferta de conteúdo grátis na internet muito grande e muito qualificado, então pra você entregar algo que realmente tenha uma diferença que seja algo a mais que aquele conteúdo grátis ali, que faça uma diferença na vida das pessoas a ponto de elas querem pagar isso não é simples, como  por exemplo, você ligar a tevê e assistir o jornal nacional ou ver qualquer programa de tevê e você ir ao cinema que você se propor um gasto extra por que você vai ter uma experiência melhor de algo que realmente vale a pena pra você. Embora todo mundo venha com essa ideia, não é fácil vender na internet e o YogIN App teve uma necessidade de um desenvolvimento rápido de aprendizado e de desenvolvimento porque senão a gente não teria dinheiro suficiente para bancar o projeto. O YogIN App não teve investidores, ele foi desenvolvido com o nosso próprio capital, a gente se orgulha bastante disso, a gente não tinha tempo pra perder e tinha que sair atrás de aprendizado, e eu lembro que logo que eu comecei o trabalho no YogIN App eu tinha um certo receio de como eu ia mudar a minha assinatura no e-mail e isso era uma coisa que pra mim era algo que eu teria que parar e pensar, algo complexo, algo chato, algo que me incomodava a fazer porque era difícil era totalmente fora do meu trabalho. Como eu falei anteriormente, como eu comecei a desenvolver uma empresa de tecnologia eu tive que de fato mergulhar e aprender sobre isso e sobre tudo que envolve tecnologia, mesmo que alguns assuntos superficialmente como inteligência artificial, que eu tenho uma noção curta, mas não sou um estudioso, mas em outra áreas deu tive de me dedicar mais e estudar e aprender um pouco mais. Então, especialmente o ano de 2016 foi o ano, pra mim, que eu mais aprendi na minha vida. E eu aprendi sobre diversas áreas, desde a parte de literatura, eu me inscrevi num curso online pra escritores, o Conti, do escritor Fábio Barreto, quem tiver interesse vale a pena procurar, ele é um professor muito bom de literatura. Eu fiz curso de vídeos, eu fiz curso de inglês online, eu estudei muito durante esse ano de 2016 e praticamente todos os dias eu estuei algo sobre o yoga. Foi um anos que realmente cresceu muito a força do yoga, eu fiz uma revisão do yoga na minha vida tentando compreender outras visões e tentando o que de fato o yoga representava na minha vida, acabou me surpreendendo por que o yoga é muito mais daquilo que aparenta ou aquilo que é uma foto de um asana. O yoga busca uma natureza própria uma identidade totalmente pessoal, de a gente buscar a nossa verdadeira natureza e, de alguma forma trazer isso à tona ao mundo e isso é um aprendizado, é um caminho para a via toda a gente sempre tá presente externalizando a nossa real natureza é algo que o yoga se propõem a ajudar seus praticantes e é algo que pra mim faz sentido como busca pra todo mundo. Então se existe técnica pra isso, existe um estudo pra isso, vale a pensa a gente aprofundar, estudar e ler sobre isso, como eu disse no início do podcast vai nos ajudar a viver melhor, eu acho que não existe esforço mais bem empregado do que o esforço para uma vida melhor e é isso que de fato o yoga se propõe e pelo menos como experiência pessoal, ele conseguiu preencher. Então, o ano de 2016 muito aprendizado pra mim, e foi um ano que eu comecei a perceber que eu tinha facilidade de aprender assuntos diversos, e isso se deve ao fato dos meus pais terem me incentivado a estudar e praticar diferentes esportes e atividade, mas se deve pelo fato de eu ter começado a lecionar cedo eu comecei a dar aula de yoga aos dezoito anos, e quando você ensina você dá uma valor maior ao conhecimento porque você sabe que aquilo que você está aprendendo você pode ensinar para outras pessoas, então o conhecimento acaba tendo um valor duplo não só pra você, que você vai poder usar de alguma forma, mas pra passar para outras pessoas. Quando você é professor, seja de qualquer área, você tem que trabalhar a capacidade de aprender e de transmitir aquele conhecimento, então, quanto mais variado for aquele conhecimento mais fácil você aprende qualquer conhecimento. Voltando, quando você se limita a estudar profundamente uma única matéria, isso é interessante, é importante, se aquilo é a sua vocação se é o que você ama você realmente deve ir nessa linha, mas estudar áreas diferentes ajuda diferentes compreensões porque você vai criando associações diferentes, então, por exemplo você estudou literatura e depois você vai estudar você consegue fazer associações com isso, se você estudou história...então você vai fazendo associações que vão fazendo você compreender mais profundamente a área que está estudando naquele momento. E isso foi uma coisa sempre presente na minha vida eu sempre me interessei por assunto diversos e eu comecei a observar que eu deveria ajudar as pessoas nesse sentido, do aprendizado ou da transmissão do aprendizado, comecei a fazer anotações, insights, fui estudando e aprofundando discursos na área, também, e acabei montando um curso que no final do ano eu fiquei vinte dias com os meus pais foi um período bastante feliz pra mim e durante esses vinte dias eu consegui produzir e concretizar esse curso que eu comecei a desenvolver lá. E esse curso começa pelo aprendizado do yoga que foi a minha experiência mais forte, a mais presente no ano de 2016, uma revisão da minha forma de ver o yoga eu começo o curso mostrando a importância dessa busca pessoal para o aprendizado, o quanto você está conectado ou se conhece, vai ajudar ao aprendizado como um todo tirando no sentido de ir mais fundo no aprendizado quanto no sentido de aprender seja o que for, por que você vai estar mais conectado. Então esse assunto eu desenvolvo bastante no curso, vou deixar um link na descrição do podcast, quem tiver interesse pode clicar lá e ver. Eu falei desse curso porque nessa semana eu recebi uma reportagem de uma amiga minha, A Regiane, que sempre me traz conteúdos bastante relevante e eu parei pra ler e a entrevista tinha tudo a ver com o que eu tenha disponibilizado como curso na semana anterior ou há duas semanas, então como foi dois assuntos casados eu decidi hoje trazer essa entrevista pra vocês. Vou ler e comentar algumas partes e já trazer junto o assunto que tem tudo a ver com o assunto que eu acabei finalizando no final do ano. Bom, quem quiser eu vou deixar também o link da entrevista. Foi uma entrevista dada para a Folha de São Paulo por uma neurocientista chamada Tara Swart, e ela é especializada em liderança. A minha leitura de liderança ela não é tanto no sentido de você ser líder de uma empresa, ou de um tipo, mais a ver com uma liderança pessoal, quem de fato está comandando a sua vida. Você está sendo líder de você mesmo? Então, isso tem mito a ver com que o curso fala sobre a voz da consciência de você ouvir e de todo o sistema de aprendizado que o curso desenvolve. Esse tipo de liderança pra mim e para o yoga é a liderança mais verdadeira, quando a gente realmente tá comandando as nossas ações e não indo com o rebanho, fazendo as coisas porque é importante para as pessoas ou por uma pessoas específica ou por um desejo prazer ou por um medo, então você está realmente liderando as duas ações, pra mim isso é a grande definição de liderança, ela é especializado em liderança então ela vai ter essa visão mais empresarial, então ela começa falando que o início da formação em negócios vai passar por cursos que oferecem yoga meditação  ginastica comida saudável, segundo  a neurocientista Tara Swart. O primeiro ponto é que a ciência começou a chegar num ponto multidisciplinar de conexões sistêmicas, as coisas estão interligadas, que não é corpo e mente, que não é o cara é intelectual e sedentário, que você tem de ter para um bom funcionamento do corpo, você precisa de uma integração do todo, de  nada adianta você estimular o cérebro e deixar o seu corpo definhar, por outro lado de que adianta você só trabalha corpo se você não faz nenhum tipo de estímulo emocional ou cerebral, então o trabalho vem como um todo e isso foi descoberto pelos yôgins em todo o seu trabalho desde Patanjali, os nathas,  que é o segundo momentos do renascimento do yoga, que a gente pode começar ali pelo século VI d.C., eles trazem essa visão do corpo, que a ciência tá começando a aprender também. Então a neurocientista começa a trazer esse tipo de informação para as pesquisasse, então a Folha pergunta: - Como a neurociência pode ser útil na vida profissional? Tara Swart: - Quando você atua como um líder, se entender algumas questões chaves sobre o funcionamento do cérebro, conseguira tomar as melhores decisões e também extrair o melhor do cérebro da outras pessoas. Mas vamos pensar no nosso próprio comportamento, o quanto que as emoções e o cansaço afetam a nossa capacidade em decidir o que realmente a gente quer, então o yoga busca um estado em que a mente consegue ficar suficiente mente tranquila, para que a gente consiga ouvir a mais profunda voz, a mais verdadeira voz que é a voz que, segundo a cultura sânscrita, é a voz que vai tomar as decisões mais acertadas. Na cultura sânscrita o mais importante é a verdade, é você de fato estar conectado com essa voz da verdade, se você estiver lá você não vai errar por que você vai agir de forma verdadeira, de forma conectada com a sua essência. E o cansaço ou uma mente muito agitada, ela vai atrapalhar esse tipo de observação dessa voz interna. Ela fala no sentido mais físico de quanto o cansaço atrapalha o funcionamento do cérebro, mas aqui a gente tá falando não só do cérebro, mas também da consciência. A gente vai falar do cérebro, mas de uma consciência por trás que é o eu, o Purusha. E aí a Folha pergunta: - Como seria a escola de negócios perfeita no ponto de vista da neurociência? Tara Swart: - Quando você ensina, neurociência, precisa sentar com os alunos para aprender da melhor forma possível. Neurociência tem muito a ver com mudar o comportamento e conhecer as coisas novas. Vou dar a minha explicação, o comportamento ou a forma como a gente age e aprende também fisicamente está relacionado a nossa forma mental de aprender, o processo é o mesmo. Nos dois casos você precisa gerar um tipo de incômodo para que aja transformação. Quem quer desenvolver força no músculo ou alongamento, sabe que se ficar sempre na zona de conforto não vai mudar. O músculo muda quando você tira ele da zona de conforto e aí começa a gerar um estresse, que é o estresse que causa a mudança, o que acontece é eu você vai mudando o tipo de comportamento. E o comportamento, nesse caso do músculo, mas se você muda o tipo de comportamento mental ele vai facilitar o aprendizado. Quando você aprende várias áreas você está treinando uma mudança do comportamento natural que seria o comportamento de aprender só uma coisa ou poucas coisas. Daí ela continua a resposta: - Fazer exercícios pela manhã, antes do início das aulas deve ser incluído no programa porque assim os alunos vão faze-lo. Em dias que você se exercita, há uma chance maior de você ser mais produtivo por que o cérebro fica mais oxigenado, lembra mais coisas, aprende melhor e pensa de forma mais criativa, também há outros aspectos: a comida que consome, a agua que bebe, se toma café ou álcool a noite, tudo isso afeta o cérebro, então é preciso dar os melhores conselhos, mas também ajudar os alunos a ter acesso a isso. Precisa disponibilizar, ter comida saudável, ter água, muita água na sala de aula, por exemplo. Um outro nicho da neurociência que atua hoje nos modos de acalmar a mente e ajudar a focar no que realmente importa. Então, no fim do dia, no curso do MIT temos um guia que dá uma aula para acalmar a mente, também tem esteiras para que o aluno faça os exercícios, isso ajuda no que chamamos de aprendizado espacial. É uma técnica na qual você aprende alguma coisa, para e vai aprender outra completamente diferente, como correr. Pequenas coisas, como isso, estimulam o seu cérebro a aprender mais do que se você só ficar sentado ouvindo o professor falar. Bom, mais uma vez a questão. Primeiro essa coisa sistêmica que é o trabalho como um todo, então você exercitar o físico ajuda a parte cerebral. E outro é o que ela fala da importância de você aquietar a mente para que o corpo também se estabilize, para que a mente possa decidir de forma mais correta, ela precisa estra mais calma. “Um outro nicho da neurociência que atua hoje nos modos de acalmar a mente e ajudar a focar no que realmente importa”, então como eu falei, se você está com a mente mais tranquila, você começa a identificar o que é mais importante pra você e você vai tomar as decisões mais acertadas, se você tomar a decisão em função de agitação, ansiedade e turbulência você tem mais chance de errar. Mais uma pergunta: - É possível ensinar o cérebro a liderar? Tara Swart: - Pessoas tem habilidades naturais, mas há duas opções: ou ficar nessas habilidades que possui ou aprender novos hábitos e comportamentos, sabemos hoje que o cérebro tem plasticidade e habilidade de mudar, não podemos exagerar dizer que todo mundo vai virar um líder, mas a maior parte das pessoas pode mudar e atuar no comando e fazer coisas que acham não podem fazer. Um caminho é aprender novas línguas ou um instrumentos musical, por que isso ajudar o cérebro a ficar flexível, o que permite pensar menos, solucionar problemas de maneiras diferentes e ser mais criativo. Sensacional essa resposta, porque ela fala aquilo que eu trabalho no meu curso, da importância de você desenvolver habilidades que aparentemente você não faria ou que você não se vê fazendo, você acha que não consegue fazer, mas que sabe que são importantes pra você, que gostaria de fazer. Por exemplo, tocar um instrumento ou falar uma língua que ninguém conhece ou que pouca gente fala, são habilidades interessantes de desenvolver e elas vão “remodulando” o nosso cérebro, porque o nosso cérebro é formado por neurônios, como todo mundo sabe, e esses neurônios ele vão se associando um ao outro criando caminhos de comandos cerebrais, quando você aprende novas habilidades você vai criando novos caminhos , então o cérebro de fato fisicamente ele vai se mudando, ele tem uma capacidade de plasticidade como qualquer outro músculo, de se modificar e essa modificação tem muito a ver com o tipo de estimulo que você vai dando para o cérebro. Se você vai estimulando o seu cérebro a diferentes habilidades, você vai desenvolvendo áreas que já estavam ali mas estavam adormecidas, mas você acordou por novos estímulos. No início não vai ser fácil, vai gerar um incômodo, um estresse, mas imagina isso, o quanto do seu cérebro tá dormindo e você pode acordar com coisas simples como fazer uma atividade que você não faz, estudar algo que você não estudaria, fazer um tipo de treinamento de meditação e ir evoluindo nisso para você treinar a concentração, a expansão da concentração, tudo isso você pode fazer. E por fim, a última pergunta dele é como melhorar o rendimento do cérebro. Tara Swart: - É preciso começar com parte física dele, primeiro ele precisa descansar com sete a nove horas de sono por noite. Se não fizer isso, terá um QI menor no dia seguinte, é preciso dar mis nutrientes para p cérebro, o que significa consumir uma comida mais saudável, mais alimentos como abacate, salmão, ovos, óleo de castanha de côco, chá verde e beber mais água. Mantenha o corpo mais hidratado e o cérebro oxigenado através de exercício, não precisa ser nada pesado, só não pode ficar sentado o dia todo é preciso ser ativo, se você não tiver tempo apenas medite e respire melhor, isso já ajuda a oxigenar o cérebro. Por último, é preciso levar um pouco de simplicidade para a rotina, ser um líder exige muito do tempo, então, se não se organiza o cérebro vai perder tempo com questões menos importantes como escolher qual roupa escolher para vestir no outro dia de manhã. Muito bom, ela coloca essa importância, não precisa ser alguma coisa exagerada. Eu já treinei exageradamente há uns anos e eu sei que quando você treinar muito deixa o seu cérebro lento e difícil por que você coloca uma energia tamanha pro físico que aquilo dificulta a sua capacidade intelectual por conta do cansaço. A gente pensa pior cansado, e quando você faz uma atividade que pode ser asana ou pranayama, como ela mesma falou, mas pode ser outra atividade também, você precisa regular essa atividade para que ela te traga energia e não você ficar extremante cansado. Você pode fazer isso se o seu objetivo é um desenvolvimento corporal “ok”, mas se o seu objetivo é um desenvolvimento mais completo, como ela tá falando aqui, é interessante esse trabalho de exercício física não ser desgastante, mas ele é essencial para te dar um gás pra te dar um up. Então isso ajuda a gente a pensar melhor, a tomar melhores decisões e fazer essa busca essa investigação dessa natureza interna. Então eu fico aqui, quem quiser ler a reportagem completa acessa o link abaixo e quem quiser saber do meu curso também no link abaixo. Uma boa semana a todos e nos vemos semana que vem em outro podcast.

liberdade disruptiva
Filosofia do Yoga | 1 jul 2020 | Daniel De Nardi

Liberdade Disruptiva – Podcast #16

Liberdade Disruptiva - Reflexões de um YogIN Contemporâneo. O episódio de hoje falará de tecnologias disruptivas e a constante busca pela liberdade expressa desde os pri.meiros textos que falam de Yoga. Como tudo isso vai se encontrar você acompanha no podcast - Liberdade Disruptiva. https://soundcloud.com/yogin-cast/liberdade-desruptiva-podcast-16   Links   https://yoginapp.com/podcast-07-etica-protestante-e-o-espirito-tantrico/   Independência do Judiciário  O Sistema Judicial Hindupor P. B. Mukharji, juiz na Corte Suprema de Calcutta, Referência bibliográfica: THE RAMAKRISHNA MISSION INSTITUTE OF CULTURE. The Cultural Heritage of India. Calcutta, 1970. 5 v. (Inglês) (Vol 2, cap. 26, pág 434 a 439) \"A independência do judiciário era uma das características mais destacadas do sistema judicial hindu. Mesmo nos dias da monarquia hindu, a administração de justiça sempre se manteve separada do Executivo. Era uma regra independente tanto na forma quanto no espírito. O sistema judicial hindu foi o primeiro a perceber e reconhecer a importância da separação do judiciário do executivo, e deu a esse princípio fundamental uma definição e formulação prática. O caso de “Anathapindika contra Jeta”, relatado no Vinaya-Pitaka, é uma brilhante ilustração deste princípio. Nesse processo, um príncipe e um cidadão comum submetem seu caso à corte de justiça, e a corte decidiu contra o príncipe. O príncipe aceitou tal decisão como uma questão de competência à qual ele estava sujeito. A evolução do princípio de separação do judiciário em relação ao executivo foi em grande medida resultado da concepção hindu de que a lei se aplica também ao soberano. A lei, na jurisprudência hindu estava acima do soberano. Ela era o dharma.\"   Tripitaka e a distribuição do poder da informação sobre Budha. https://t.co/IjySW0RFEH — Daniel De Nardi (@danieldenardi) May 8, 2017 Trilha Sonora da série - Reflexões de um YogIN Contemporâneo   Artigo da Harvard Business Review sobre Blockchains A verdade sobre os Block Chains - Harvard Business Review - Abril de 2017. https://t.co/BwuAT9Ywie — Daniel De Nardi (@danieldenardi) May 8, 2017   The Truth About Blockchain Conheça o Blog do YogIN App Transcrição do Podcast - Liberdade Disruptiva Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e está começando o 16º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast semanal a respeito de assuntos contemporâneos com uma visão voltada para a inteligência da cultura indiana, desde os seus princípios até o dia de hoje. A nossa ideia é sempre fazer uma análise com algum tipo de conteúdo relacionado ao yoga, com a cultura sânscrita, com o hinduísmo, de alguma forma relacionar os assuntos cotidianos com essas filosofias. E hoje o nome do podcast é Liberdade Disruptiva. Como eu disse no episódio anterior é importante sempre a gente dar o conceito. Parte da filosofia é explicar conceitos, deixá-los mais inteligíveis a todas as pessoas. Disruptiva é uma palavra usada bastante no ramo da tecnologia, mas nem todo mundo sabe o que é, mas significa quebrar comportamentos padrões. Hoje se fala muito sobre tecnologia disruptiva, que é o caso do Uber. Existe uma forma de pegar transporte público, especialmente taxi, e a tecnologia do Uber, através do aplicativo e a conciliação de todos os sistemas dos carros, foi diruptiva, quebrou um padrão de mercado para se pegar um taxi. E a liberdade é o tema central do yoga desde os seus primórdios, o próprio yoga sutra de Patanjali(..) as pessoas falam que a meta do yoga é o Samádi, ele é o estado que propicia a kaivalya, que é a liberdade, a libertação. Que liberdade é essa que o yôgin busca e que está escrita no Yoga Sutra de Patanjali? É a liberdade para fazer o que ele bem entende, acordar tarde e gastar o que não tem, fazer tudo o que ele sempre quis? Não, é a liberdade de você conseguir expressar a sua real natureza. A liberdade que o yoga busca é que sem nenhum impedimento você consiga expressar o que tiver de verdadeiro. A busca pela verdade de cada um é parte do yoga e isso é considerado um estado de liberdade, de libertação (kaivalya). Inclusive o Yoga Sutra é dividido em quatro blocos ou capítulos e o último é tratando de kaivalya, da liberdade e o Samádi é o estado que irá ajudar nessa busca pela libertação proposta por Patanjali. Então o podcast chama Liberdade Disruptiva e ele irá abordar tanto da parte filosófica da liberdade quanto o que estiver relacionado a tecnologia, então nós temos o podcast 7 que fala sobre o tantra e que mostra o movimento tântrico como um movimento de busca e liberdade e, depois deu origem ao Hatha Yoga, o yoga de alguma forma sempre esteve relacionado com assuntos de liberdade, em diferentes maneira de expressar a liberdade. Isso e a própria proposta do yoga é de liberdade como vimos na palavra kaivalya que é descrita como objetivo último do yoga. Pra gente começar a nossa análise, vamos começar a entender dois momentos dos primeiros textos a ser compostos na Índia, que são os Vedas. Há dois momentos dos Vedas que são os primeiros livros que começam a compilar a sabedoria indiana, os debates e tudo que havia de inteligência naquela região e pode-se datar o início do primeiro veda, que é o Rigveda, em 3400 a.C., então temos escrituras com mais de 5000 de existência. Essas escrituras começam a ser construídas e passa a ter dois momentos, o primeiro, chamado de Karma kanda e o segundo momento chamado de Brahma kanda. E aí, a gente vai ver o início dessa busca de liberdade. O Karma kanda é a primeira parte dos vedas e é muito relacionado, ele tem muitas descrições de rituais que era muito presente e se valorizava muito a capacidade do próprio Brahma de conduzir os rituais, de ele ser uma espécie de elo entre o que se buscava e a forma como se busca. O Brahma, o sacerdote, tinha um poder muito forte e todos os primeiros vedas sãos escritos neste formato, com grande poder para os brâmanes e uma grande valorização dos rituais. O segundo momento que é chamado Brahma kanda, que é do final da construção do Rigveda e começo da construção das primeiras Upanishads, tem uma diferenciação com o que acontecia Karma kanda. Então vamos entender a política da Índia para saber o que dá fato significa a mudança de um momento para outro. No primeiro momento, os brâmanes, que são detentores do conhecimento e dos textos antigos, era pastore, então havia uma troca que existia da seguinte forma: eles chegavam em determinado local e faiam uma troca com a pessoa local, essa troca consistia em poder deixar o gado pastando e em troca eles faziam rituais que davam avalia de que a região pertencia a pessoa ou ao grupo de pessoas com quem estava mantendo contato. Então, a propriedade privada era determinada pelo próprio brâmane detentor desses rituais, que era a validação da propriedade privada. Como os brâmanes estavam num posto em que eles determinavam de quem era as propriedades, os rituais demoravam, as vezes mais de três anos, mas após o ritual o proprietário poderia ter a certeza de que determinada terra pertencia a ele. Só que com o tempo a sociedade indiana passou a se organizar e a criar regras que não necessitassem do poder dos brâmanes, houve um questionamento, quando se começa a construir as primeiras Upanishads, por volta de 1900 a.C. E isso começou a ir para todas as esferas, inclusive na política, existem textos que mostram que nessa época houve um julgamento ocorrido por meio de uma denúncia feita por um indivíduo contra um rei ou um príncipe (vou deixar o trecho deste julgamento que aparece nas escrituras indianas) que assumiu o erro. Isso ocorre nesse momento em começou a se questionar o poder dos brâmanes e o indivíduo comum passa a ter mais poder. Então vem a diferença entre Karma kanda, o primeiro momento da sabedoria hindu, e Brahma kanda, o primeiro é mais fortalecido nos rituais e o Brahma kanda traz o poder para o indivíduo. As Upanishads começas a deixar claro que o conhecimento dos vedas é importante, mas que o maior conhecimento de todos é o que está´ no nosso coração. Então tira o poder que as escrituras tinham e levam para o indivíduo, para o poder que cada um possui independentemente de um ritual ou de um a situação específica. Tudo dentro das organizações da sociedade tem a ver com convenção, como no primeiro momento em que o brâmane designava de quem era a propriedade, isso era uma convenção. Com o tempo, as pessoas começaram a ver que poderiam ter outras convenções como regras escritas que quem as cumprisse teria mérito, então começou a se estabelecer um código civil que mantem uma autonomia entre judiciário e executivo. Quem estuda direito, vê o romano como o primeiro povo a distinguir o judiciário do executivo, mas isso aconteceu na Índia há muito tempo antes. Só que antes eles acreditavam nos rituais, na força evocada pelos brâmanes, e quando eles passam a não acreditar mais isso passa-se a se formar o Estado que é uma instituição que aparece para cuidar para que as regras fossem cumpridas e respeitadas. O que acabou acontecendo não só na Índia como no mundo todo (porque essa estrutura de estado acabou sendo muito parecida em várias partes do mundo, estabelece-se determinadas regras e alguém precisava controlar isso de maneira isenta, mas como sabemos o ser humano não é um ser isento em nada que ele faz) o estado ganhou um poder tamanho e começou a prejudicar e interferir na vida da pessoa, então esse trabalho que era feito pelo brâmanes  agora pelo Estado começou a diminuir a liberdade de cada indivíduo, porque a partir do momento em que o Estado tem muito poder ele pode controlar o indivíduo pela sua própria vontade. O grande problema é que o estado que foi criado para observar o que está certo passa a interferir e prejudicar a vida de todos. Como o Estado pode fazer isso de fato? Digamos que um país tenha determinado dinheiro e que todos tenham trabalhado para a produção dele, o Estado que foi criado para cuidar desse dinheiro, de repente imprime mais dinheiro e, quando isso acontece, ele fica com mais dinheiro enquanto o que era da sociedade se dilui, acaba valendo mesmo. Quando se imprime mais dinheiro ele perde o valor por uma óbvia matemática. Então essa é uma das formas que o Estado prejudica, além disso ele coloca mais dinheiro no mercado, o que aumenta a inflação. O Estado começou a controlar algo, a exercer um papel na sociedade que hoje em dia chega ao limite de estar insuportável, as pessoas não aguentam mais o poder que um político tem na mão de com uma caneta acabar como seu trabalho ou tirar dinheiro diretamente de você como o caso eu que citei. Isso está chegando em um ponto que está insustentável, e o que a gente consegue vislumbrar para um primeiro momento é que se a gente diminuir a interferência do Estado na nossa vida será melhor para cada um, porque podemos tomar decisões de acordo com a nossa vontade e aí a gente volta de alguma forma a Patanjali, a gente está mis livre, a gente pode agir de forma mais livre e não tendo que se submeter a regras impostas pelo Estado. Tudo o que a gente vai estabelecendo dentro do Estado tem a ver com convenção, até mesmo a data de hoje, você acha que hoje é que dia? Não sei que dia você está lendo isto, mas digamos que seja dia 15 de maio, só que você quer que hoje seja dia 18 de maio. Isso pode acontecer? Pode, se você conseguir a convencer todas as pessoas que de fato é melhor ou o correto é o dia que você quer e elas acreditarem a mudança acaba acontecendo porque essas questões das regras são convenções que se estabelecem em determinados momentos e passa a ser validado como verdade, então muitas vezes a gente pensa nisso de uma forma muito concreta, mas é totalmente abstrato, pessoas que tiveram uma ideia e aplicaram, muitas vezes ele fazem coisas erradas, mas tudo é questão de convenção, como atualmente que para que uma lei passe a entrar em vigor ela deve passar pela Câmara, do Senado, for sancionada pelo presidente. É uma convenção que todos aceitam e passa a ser tido como verdade. A mudanças das convenções vai transformando a forma como o mundo se comporta, está começando agora a um movimento pra tirar esse poder todo de regulamento e transferir para os indivíduos e isso se dará especialmente por uma mudança de convenção. Quando Buda morreu, a primeira ação de um dos discípulos mais próximos dele foi de analisar qual eram os principais ensinamentos de Buda, eles estabeleceram quais era e a partir daí criaram hinos, cantavam e repetiam para que a ideia central fosse preservada. Se acreditava que a repetição levaria ao aprendizado e manteria a palavra de Buda viva, mesmo quando o grupo de discípulos estava apartado, a mensagem principal deveria estar presente e quando eles se encontravam ajustavam possíveis modificações. O que acontecia era que a responsabilidade de se manter a ideia de Buda foi espalhado por vários de seus discípulos e demorou de 200 a 300 para que o primeiro livro com os ensinamentos fossem reunidos e escritos, o primeiro momento da mensagem de Buda é totalmente oral, apenas posteriormente passa a ser construído e compilado em um livro bastante conhecido na cultura budista chamado Tripitaka, criado a partir das convenções dos discípulos em cima do pensamento de Buda. Uso esse exemplo porque essa questão de dissipar a responsabilidade é a convenção que está mais se mudando no mundo. E começa a partir de 2008 com uma tecnologia chamada Blockchain, para falar sobre teremos de dar um passo pra trás e a gente vai ter que entender um pouco melhor como se formou a internet e como esta ferramenta pode ajudar na maneira nos comportamos, trabalhamos e nos relacionamos, quantos anos pra frente eu não sei, tudo vai depender de um momento de convenção, mas adotar o Blockchain não é tão simples quanto o Uber e ele não é uma tecnologia disruptiva, mas de base. Então para entender o que é uma tecnologia de base eu vou tentar se o mais simples possível e eu acredito que eu m não sabe vai conseguir entender. A internet surgiu a partir de experimentos do exército americano para transmitir uma determinada informação gráfica, com palavras, de um ponto para o outro, muito próximo do que era o telefone, só que mais sofisticado por que o número de dados enviados poderia ser maior. A partir do momento em que conseguiu se estabelecer o envio de mensagens as próprias empresa começaram a criar estruturas de redes internas para que esse tipo de mensagem começasse a circular dentro delas.  Então havia um investimento financeiro para que o desenvolvimento das redes acontecessem de maneira rápida, porque haveria um aumento de produtividade com elas. A partir daí, houve o protocolo to TCP IP, que é o que muda completamente a estrutura de rede inicial. Esse primeiro protocolo determina que certos códigos não fossem enviado diretamente destinatário, eles iriam para uma rede não controlada por ninguém e qualquer pessoa tendo a permissão para acessar a informação exatamente como ela foi enviada, não existe mais um ser controlador que controla as informações como acontecia no telefone (que para ter uma ligação realizada precisava da ajuda de uma telefonista estatal), hoje não ocorre isso porque a internet é livre, então você manda a informação para o espaço e o computador que tiver permissão poderá ler a mensagem. A internet abriu o fluxo de informações, a gente começou a ter fluxo de informações rápidas e fáceis, mas ainda existe algumas coisas que tem um intermediário, como por exemplo, os contratos que são intermediados pelo governo.  O blockchain vai quebrar isso. De que forma? Você já usou Google Drive dou Dropbox, esses sistemas de rede? Eles funcionam da seguinte forma: um determinado arquivo de Word ou Excel que é salvo na nuvem e compartilhado com outras pessoas, se elas tiverem acesso ao arquivo ele poderá ser editado que se atualizará para todos que acessarem. Esse sistema dissipa a informação, assim como o blockchain, só que em relação aos contratos. O blockchain é uma espécie de Google Drive só que fica hospedado e você estabelece com alguém algum tipo de contrato que ficará numa espécie de nuvem que é um sistema inteiramente criptografado, nunca foi burlado, então não tem como sofrer invasões. Então digamos que nós dois façamos um contrato, podemos fazer o acordo via blockchain, ele será espalhado por toda a internet, reconhecerá as nossas assinaturas e poderá ser editado desde que haja a assinatura de ambos. Isso já está sendo feito em alguns escritórios de advocacia, dentro d algumas empresas que usam internamente, como no início da internet. Hoje esse sistema já existe, porém de maneira interna, quando ganhar a massa e se transformar numa convenção(...) claro que isso vai mudar, e é preciso ter cuidado com as mudanças e o meu objetivo com este podcast é dar um pouco mais de lucidez no sentido de assuntos, se você não tiver informação nenhuma, não vai conseguir nem decidir o que e melhor e quanto mais a gente tiver o debate aberto e as pessoas sendo esclarecidas sobre o assunto,  será melhor porque terá uma participação maior da sociedade opinando sobre ele. Todos assuntos relacionados a tecnologia não tem como serem evitados, não há como impedir o avanço de escolhas genéticas ou a robótica, inteligência artificial...não tem como. O que a gente pode fazer é se munir de informações e cobrar dos governantes porque a gente entende, tem uma opinião formado sobre assuntos. Então a tecnologia não é mais coisa de nerd, e é comportamento e certamente após o Blockchain isso vai ficar muito maior. Fala-se em décadas de implementação, para você não se assustar, mas estas previsões relacionadas à tecnologia ninguém consegue acertar. Um exemplo disso é a bitcoin, que é uma moeda independente que não tem governo controlando, inclusive o Blockchain foi criado pela Bitcoin, para validar as transações desta moeda e toda a vez que há um momento de turbulência, uma possível guerra, a saída do Brexit o valor da bitcoin aumenta no mercado. Se estourar alguma guerra talvez as pessoas migrem para a tecnologia, porque é um sistema autônomo, não depende de governo. Aparentemente é um lugar livre e ele será se cada vez mais a gente conseguir construir opinião e informação para gerar convenções mais convenientes para nós e não deixar na mão de quem souber de tecnologia que vão decidir o que é convenção para todo mundo. Então a gente tem uma massa crítica para opinar como, por exemplo, neste caso do Blockchain é fundamental para que o poder seja dissolvido no momento de uma decisão que afeta a todos. O Blockchain está nesse primeiro momento, de acesso interno pelas empresas, e o segundo momento será como aconteceu com a Internet, porque quando a internet se tronou popular ela já tinha uma estrutura interna nas empresas. O Que está acontecendo agora é que as pessoas estão aprendendo e se habituando a esses contratos internos e o próximo passo vai ser a diminuição drástica da interferência do governo em todo e qualquer contrato, seja de compra e venda, seja de trabalho. Uma das coisas que se consegue no Blockchain é usar linguagem de programação, então você vai começar a programar um tipo de empresa em que você não vai precisar absolutamente de ninguém porque tudo será programado e automatizado. Aí você me diz:” que horror, você não vai ter mais contato com ninguém no mundo?” Não, muito pelo contrário, você vai conseguir automatizar uma forma que precisa de pessoas, hoje se você precisa de pessoas há a burocracia do governo. A partir do momento em que você tem um sistema automática de contrato direto para determinados acordos de trabalho, haverá mais liberdade para se fazer o que se bem entender, não vai depender do governo aceitar as regras estabelecidas entre as duas partes, fora que o custo irá baixar bastante. Até a questão da propriedade provada, quem garante é o Estado, mas a partir do momento em que a gente tiver um sistema como o Blockchain muito firme por que eu vou precisar dizer para o estado detalhes da transação de venda do meu apartamento se interessa apenas ao comprador? A informação já estará na nuvem, todos saberão que eu negociei com a pessoa, terá a minha assinatura, então não haverá a necessidade de um intermediário, livremente se poderá negociar com quem quiser, não precisa pagar por isso e terá segurança até maior, ninguém poderá tomar a sua propriedade porque o contrato estará lá, na nuvem no Google Drive bem seguro independentemente do governo ou do país, assim como hoje é muito difícil bloquear a internet, se você tem o espaço que as pessoas podem inserir informações, ninguém pode controlar  isso. A partir do momento em que a gente tiver um espaço em que os acordos entre as pessoas são válidos dentro de um espaço virtual, a gente vai precisar bem mesmo do governo, as coisas serão muito mais azeitadas e a gente vai acabar tendo muito mais liberdade. A música de hoje é Sagração da Primavera, uma obra de Stravinsky, um compositor russo que h=chegou na França ou menos na década de 20 e causou uma grande revolução, inclusive a primeira apresentação desta música é considerada como um momento marcante em Paris, da década de 20, um momento em que reuniu praticamente todos os intelectuais, o pessoal de literatura dizem que tanto Proust quanto James Joyce estavam no mesmo ambiente. Foi um momento em que as pessoas se revoltara é uma música difícil, que incomoda. Uma música difícil, mas altamente disruptiva.

Kleshas Filosofia do Yoga
Filosofia do Yoga | 1 jul 2020 | Fernanda Magalhães

Kleshas: As Raízes do Sofrimento Humano

Como os Kleshas explicam a angústia! Com certeza você já ouviu que “a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional” por aí. Segundo Patanjali, nos Yoga Sutras, a fonte de todo esse sofrimento são os Kleshas. Traduzido do sânscrito como “Veneno”, os Kleshas são como toxinas provenientes das diversas camadas que adicionamos em nossa personalidade. Os Kleshas são manifestos nesta identificação com o ego impedindo a compreensão do nosso verdadeiro Eu, a perfeição por baixo das camadas. No verso 2.3 do Yoga Sutras, Patanjali descreve como 5 as raízes de todo sofrimento humano. São elas: “avidyā-asmitā-rāga-dveṣa-abhiniveśaḥ kleśāḥ” IGNORÂNCIA - PRIMEIRO dos KLESHAS Avidya é a ignorância, Asmita é a identificação com o ego, Raga é o desejo, dvesha é a aversão e Abhinivesha é o medo da morte.   O primeiro klesha, Avidya, é considerado por patanjali como “...o campo fértil para os outros quatro...” Gloria Arieira, O Yoga que Conduz a Plenitude.   “avidyā-asmitā-rāga-dveṣa-abhiniveśaḥ kleśāḥ” Isto porque Avidya é a ignorância de quem somos, quando estamos identificados com os personagens adicionados por nós mesmos ao longo de nossa vida. Nos tornamos a mãe, a professora, a filha, a amiga, a esposa, e assim por diante… O prefixo \'a\' significa \'não\', e “Vidya” significa conhecimento. Não é uma ignorância por falta de capacidade intelectual, mas sim uma falta de capacidade de ver a verdade, como um véu em frente a nossos olhos. É como se algo negasse o nosso conhecimento verdadeiro que está acima de toda essa bagagem que forma nosso ego. Nossa forma de ver o mundo está ligada a nossas experiências materiais que são tão individuais que moldam realidades diferentes para cada um. Dentro desta “nossa realidade individual” confiamos em nossos pensamentos como reais e nos conectamos com o ego permitindo que as portas para os próximos kleshas se abram. Osegundo klesha é Asmita que nos faz crer que somos nosso corpo e ego. A identificação com os rótulos ou personagens que criamos para nós mesmos. Me esquecendo de quem verdadeiramente sou (avidya), busco esta identificação com o que é passageiro. Se sou meu corpo, sou finito e sofro, como resultado de Raga e Dvesha. Raga e Dvesha estão relacionados aos desejos do ego e ao apego ao resultado de nossas ações. Como se Raga fosse nosso desejo por obter desejo, satisfação e felicidade e Dvesha fosse o medo de não obter. Então tenho desejo e apego pelo que meu ego considera bom e aversão pelo que considera ruim. É fácil sentir-se apegado a uma experiência prazerosa como sabor doce, o cheiro de café ou os efeitos de uma droga. Em relacionamentos, podemos nos apegar a pessoas que nos ofereçam sensação de segurança ou afeto. Mas estar ligado a algo, é uma indicação de que você está com medo daquilo ser tirado de você, criando tensão e ansiedade. Desenvolver este mesmo medo pelas experiências que julgamos desagradáveis provoca o mesmo estado de tensão. Você se lembra de aguardar o resultado de um exame médico cheio de tensão por conta do possível resultado? Esta é uma expressão clara de dvesha. Você julga a experiência como negativa e não a quer para sua vida (aversão) e, neste caso, mais expressivamente ainda, porque você está ligado a Abhinivesha. Abhinivesha, o medo da morte, só ocorre na identificação com o corpo finito. Naturalmente possuímos nosso instinto de sobrevivência e nascemos e morremos com o medo da morte. O conhecimento de que no mundo material tudo é passageiro, inclusive a vida, nos torna conscientes de que o sofrimento é somente uma ilusão provocada por nós mesmos. O entendimento dos kleshas é essencial para que haja uma mudança na forma de lidar com nossas reações automáticas provenientes de nosso ego. Todos os 5 kleshas falam de alguma forma sobre a nossa necessidade de controlar. Queremos controlar as ações e resultados, e percebendo que não estamos no controle, sofremos. Como um remedio contra este “veneno” podemos usar “Pranidhana”, a entrega. Para entender um pouco sobre Pranidhana - https://yoginapp.com/pranidhana-a-entrega/#axzz5m6rqmP8C https://yoginapp.com/pranidhana-a-entrega/#axzz5m6rqmP8C Alguns Kleshas estão manifestos constantemente em nossa vida de forma sutil e outros podem provocar grandes dores. Independente da intensidade de sua manifestação, os kleshas são o que nos impede de desfrutar desta vida compreendendo que não somos apenas este corpo mortal. Dizem que os kleshas são superados com meditação, tapas e conhecimento verdadeiro. Estar no presente e aceitar o fluxo da vida é a receita contra este ciclo de “produção de sofrimento”, portanto, pratique, respire, sorria, seja grato e aproveite cada experiência proporcionada a você.     Ouça também sobre os Kleshas - via Spotify ou Soundcloud.       As Origens da Meditação e do Yoga - Ebook Gratuito    

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