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Podcast de Yoga


Podcast de Yoga | 30 Maio 2020 | Daniel De Nardi

3 Propostas para asanas – Posturas do Yoga – Podcast #40

Reflexões de um YogIN - Episódio 40. O qu as posturas do Yoga devem desenvolver? Força? Alongamento? Flexibilidade? Estrutura para Meditar? Neste podcast trago uma proposta com diferentes trabalhos para a melhoria do corpo a partir dos asanas.     https://soundcloud.com/yogin-cast/3-propostas-para-asana-posturas-do-yoga-podcast-40     LINKS   Playlist da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo Playlists de músicas para aula de Yoga   https://yoginapp.com/musicas-de-yoga-yogin-app-no-spotify/   Curso de Mantra Sandro Shankar  https://yoginapp.com/curso/mantra-sons-de-autoconhecimento/   Transcrição   3 Propostas Para Asana – Posturas do Yoga – Podcast #40 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e está começando o 40º podcast da série “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Hoje completamos quarenta episódios com muita alegria, este podcast não nasceu de uma forma planejada, foi simplesmente, como vocês já ouviram aqui, eu sou um ouvinte contínuo de podcast, gosto muito dessa ferramenta, acho que ela tem um futuro brilhante pela frente à medida que as pessoas começarem a usar e ver o quanto se pode aprender em um momento que se perderia tempo (no trânsito, na fila...), você pode ter um conhecimento de qualidade, porque geralmente os podcasts são ricos em conteúdo e sem precisar de muito esforço, a mensagem está digerida pra você simplesmente absorver. Então, foi com essa ideia que eu gravei o primeiro da série que foi comentando o filme “La la Land” que eu tinha visto e havia me impactado bastante por essa questão da busca pessoal, da realização que é muito importante hoje em dia, trabalhar em algo, não necessariamente profissional, que faça sentido, que nos preencha. Comecei com aquele podcast e fui desenvolvendo diferentes temas relacionados ao yoga e hoje estamos com 40 episódios. Mesmo a música clássica não foi algo planejado. No primeiro episódio foi um Jazz, devido ao filme, depois eu coloquei uma música clássica, no terceiro coloquei Moon River, que é uma música cantada pelo Frank Sinatra e depois que segui com essa linha da música clássica. Não sou um estudioso de música clássica, simplesmente gosto e tenho curiosidade e conheço alguma coisa e venho trazendo essas informações pra vocês. Obviamente, o que eu mais gosto de música clássica já foi exposto nos 40 episódios, agora eu vou buscando uma curiosidade ou outra, alguma música que faça algum sentido dentro do tema. E hoje, surgiu esta música do Egberto Gismonti, um compositor brasileiro. Gismonti é famoso no meio musical, as pessoas o conhecem porque ele produziu muita música instrumental e foi produzido por uma gravadora alemã. Ele tem reconhecimento, é um músico que faz uma produção bastante reconhecida dentro e fora do Brasil. Esta música veio como sugestão do Spotify. Pra quem não sabe, o Spotify gera uma lista chamada Discovery Week que são as músicas que você mais ouviu ou músicas relacionadas ao que você está ouvindo, toda a segunda-feira a lista é atualizada. Nesta semana, por eu usar algumas músicas nas aulas de yoga, esta música veio como sugestão, que é uma música maravilhosa. Tem umas criancinhas no fundo porque ela se chama Palhaço, mas a parte instrumental é muito tocante e muito gostosa para praticar tanto os asanas quanto os pranayamas. Tem uma levada que envolve e fica como sugestão para quem quer praticar e não sabe, essa é uma música bem gostosa que você pode colocar na sua playlist. Inclusive, a gente tem no YogIN App playlist de diferentes professores, vou deixar algumas delas na descrição do episódio, mas a gente tem no perfil do YogIN App no Spotify essas diferentes listas (pra respiração, pra meditação, com as músicas que cada professor gosta). Quem quer dicas de músicas para dar aula, segue lá o nosso perfil, se chama “Músicas de Yoga – YogIN App” e você tem lá essas diferentes playlists. Essa música foi sugerida e me lembrou que era a mesma que a minha primeira professora, a Vera Edler, de Porto Alegre, usava muito em aula. Houve também a coincidência que na semana passada tivemos o Yoga Lifestyle BR e, no Rio de Janeiro, teve a Conferência Carioca de Yoga, organizada pelo Sandro Shankar, que é um professor parceiro nosso que, inclusive, tem artigo, podcast, curso aqui no YogIN App. Ele é um cara muito querido, que a gente gosta muito, que estudou música indiana a sério na própria Índia, anualmente ele vai pra lá. O Sandro organizou esse evento, infelizmente casou com o mesmo dia do Yoga Lifestyle BR, então não pude ir, era um evento que gostaria de ver porque tem, também, um outro professor que eu gosto que é o Leandro Castelo Branco que deu algumas aulas lá, assim como a minha professora Vera Edler que deu uma palestra nesta conferência. E quando a música veio, eu me lembrei de toda aquela descoberta inicial, das aulas da Vera, que sempre trabalhou a parte musical porque sempre foi ligada à música, inclusive o filho dela é músico, tem CDs gravados, inclusive com mantra e música instrumental ocidental. Então, me tocou muito, me lembrei daquele momento inicial, em que a gente começa o yoga e tem uma busca transcendental e, muitas vezes, essa mudança não é de uma forma como o aluno iniciante espera. Particularmente, comecei muito cedo, faz vinte anos que dou aula, então faz mais de vinte anos que comecei a praticar. Então pra mim a busca era muito maior, de algo mais transcendental e efetivamente as coisas que eu buscava no yoga chegaram até mim, só que de uma outra forma. A gente tem um ganho de percepção, mas isso não fica muito evidente porque se está constantemente vivendo aquilo, então se tem uma percepção, se entende o meio, consegue se adequar ao meio e isso eu acho que o Yoga nos dá esse trabalho de auto-observação, mas o que geralmente se espera pelo praticante no começo é uma mudança geral, de praticamente sair do mundo e viver em outra dimensão. Isso acaba acontecendo, mas não de forma tão evidente. Em relação aos asanas, sempre tive dificuldade no aspecto corporal, mas não posso negar que ganhei muito alongamento, flexibilidade e consciência corporal. E o mais importante de tudo é que ao longo desses vinte anos de trajetória, eu não lembro de ter ficado doente por mais de três ou quatro dias. Então, pra mim, isso tem um grande valor, eu tinha essa preocupação com a longevidade, com a saúde e isso correspondeu, durante esses anos tive uma saúde impecável, dentro do possível. E o yoga tem essa preocupação, por isso o trabalho corporal é importante. O que vale é não deixar o corporal estar acima de toda proposta de transformação que o yoga se propõe a fazer. Acontece muito em algumas linhas é prezar pela parte corporal e deixar de lado a parte meditativa. O yoga mesmo é a meditação, o asana e o pranayama são essenciais para preparar o corpo para uma boa meditação, se houver uma preparação corporal e não acontecer a meditação, tudo acaba sendo incoerente. É necessário um tempo dedicado a meditação e eu acredito que o asana seja eficiente para a preparação do corpo de forma estrutural. As articulações, por exemplo, não tem tanto importância em muitos trabalhos corporais. Porém o yoga dá bastante importância para as articulações em seu processo, embora saibamos que os asanas irão trabalhar em pontos de força, de energia que são os chacras, os pontos sensíveis do nosso corpo. Os chacras são mais importantes em áreas como a coluna e em pontos de articulação não haveria chacras tão importantes, neste contexto não haveria necessidade de dedicação à parte articular. Se a gente pensa em longevidade, a gente não pode esquecer as articulações porque elas são o elo frágil da corrente. Se observarmos pessoas mais velhas, podemos notar que, geralmente, elas tem problemas nas articulações como no quadril e no joelho, mas não há problemas nos músculos, como no quadríceps, isquiotibial, músculo do abdômen ou tórax. O que precisamos nos preocupar é com o que estiver dando mais problemas e a articulação deve ser trabalhada na prática do yoga. Momentos de trabalho articular, mexer a mobilidade do pé, trabalhar o joelho, diferentes movimentos do joelho, trabalhar a coluna...tudo isso vai gerando uma estrutura física muito importante na hora que a pessoa sentar e ter um estado de asana, como o descrito pelo próprio Patanjali como Sthira Sukham, firme e confortável. Se não tiver a articulação funcionando bem, isso vai ficar muito difícil. Então, fica a dica para quem não está fazendo esse trabalho focado, para quem está apenas trabalhando a musculatura do corpo, de não se esquecer da flexibilização do joelho, do quadril, dos pés (para desenvolver o lótus). E, por outro lado, tem a parte do alongamento e do fortalecimento que é muito importante para a longevidade, porque o músculo precisa de ter estrutura para sustentar o corpo, ele vai precisar ter força e tônus. Não hipertrofia, de transformar o corpo em algo gigante. Inclusive, a transformação do corpo não precisa ser a ênfase do yôgin, que busca algo que vai além do físico, que busca a verdadeira essência, o seu verdadeiro purusha. Então, isso vai além do corpo, embora não despreze o corpo, use o corpo como ferramenta para se chegar nisso. O fortalecimento e o alongamento são importantes, e quando a gente pensa em asana, precisamos pensar na estrutura dos três pontos que são as articulações trabalhando, o trabalho de alongamento de grandes músculos como nos asanas (inint. 14:01) ou a cobra, a serpente Bhujangasana, são asanas que irão fazer esse trabalho mais completo. Mas não se pode esquecer algumas questões de força como o guerreiro, o Chaturanga, posições que vão dar uma estrutura de força. Então os três pontos precisam ser observado quando falamos de asanas: ter a articulações com bastante mobilidade, ter o corpo alongado, não gerando tensões que isso não só impedem circulação de sangue, circulação energética como geram um desconforto, o que prejudica a meditação. E ter, também, um trabalho de força, sem nenhum exagero, sem hipertrofia, sem “morrer” nas posições, mas um trabalho que se tenha uma força de sustentação, força trabalhada com a isometria que vai dentro do músculo, essa força o yoga trabalha em seu trabalho com os asanas. Então, com essa explicação do asanas e da importância do trabalho corporal para a longevidade, finalizo esse quadragésimo episódio contando um pouco como foi a experiência no Yoga Lifestyle nesse final de semana. Foram dois dias de evento, foi algo maravilhoso, um marco na história do Yoga no Brasil porque foi um evento que juntou gente do País inteiro, muitos professores brasileiros que moram fora estavam aqui (como a Helena Rosenthal, que mora em Londres; a Liana, que mora na Austrália, a própria Mayara que mora em Miami). A gente consegui fazer um evento com pessoas do Brasil inteiro, alguns alunos vieram de Natal, de Manaus, do Paraná, do Rio grande do Sul, de Santa Catarina, do Rio de Janeiro...obviamente. Foi um encontro com vários tipos de yoga e várias práticas, uma overdose porque eram doze horas por dia em duas salas acontecendo simultaneamente. Tivemos mais de cinquenta horas de aula, se morar tudo. Mas vamos lançar algo online para quem perdeu, como as aulas eram simultâneas, muita gente teve de escolher. Eu mesmo dei aula no mesmo horário que a Liana, e queria participar da aula dela. Mas com a versão online haverá a possibilidade de poder assistir e ver todas as aulas quantas vezes quiser. Realmente foi um evento maravilhoso, muita gente passou por lá no final de semana todo, foi um evento grande com a presença do yoga, mais pra frente a gente vai avisar vocês. Por fim, gostaria de pedir uma ajuda em relação a divulgação do podcast, algo que falei na semana passada. O que você puder fazer (curtir, compartilhar) já ajuda o algoritmo a mostrar que você está gostando desse podcast. Se estiver usando iPhone, é possível ir no aplicativo da Apple e avaliar, no caso de Android, é só avaliar pelo Soundcloud. Isso faz com que o próprio sistema sugira o podcast para mais pessoas, aumento o acesso de algo que é restrito para poucas pessoas. Esse sempre foi o intuito inicial do YogIN App, dar acesso a este conhecimento que é muito especial, mas que ficou restrito às cidades grande. Como o yoga é voltado para um público específico, cidades pequenas não tinham demanda para sustentar uma escola de yoga. Yoga é muito diferente de ginástica, que é popular. No yoga, há uma quantidade menor que na ginástica, um grupo menor. O nosso trabalho no YogIN App é justamente levar as informações sobre o yoga para pessoas que não tem tanto acesso, seja físico ou financeiro, até porque damos acesso a 200 aulas por apenas R$ 29,90. Contamos com a sua colaboração, seja você praticante ou professor, para engajar neste movimento e fazer a mensagem chegar a mais gente. Então, até o próximo episódio, nos vemos no episódio 41. Agora Egberto Gismonti com a música “Palhaço”. Ohm Namah Shivaya!  

YogIN Cast o maior canal de podcast de Yoga do Brasil
Podcast de Yoga | 25 Maio 2020 | Daniel De Nardi

YogIN Cast, o maior canal de Podcasts de Yoga do Brasil

O canal de Podcasts do YogIN App. O YogIN Cast é o podcast de Yoga com mais acessos no Brasil. Em 2018, foram mais de Meio Milhão de audições de yogins de todas as partes do mundo (mais de 50 países). Se você ainda não conhece o nosso canal de podcasts, sugiro que acesse-o nas suas diferentes plataformas. O conteúdo é inteiramente gratuito e você encontra desde exercícios de relaxamento e meditação até conteúdos com teoria e História do Yoga. O podcast pode ser acessado de diferentes plataformas. Escolha a que mais se adequar ao seu estilo.   Você pode acessar o YogIN Cast pelo: SoundCloud :    Spotify:   App nativo do IOS :    App nativo Android :    No YogIN Cast você encontra diferentes programas de podcasts. Série Reflexões de um YogIN Contemporâneo com #108 episódios: https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts   Yoga Falado, episódios semanais a respeito do Yoga    https://yoginapp.com/yoga-falado-podcast-semanal-com-ensinamentos-do-yoga   Se você nunca acessou um podcast e quer aprender, assista o vídeo abaixo:   https://youtu.be/t4CDnbc6KM8

Podcast Yoga Falado
Podcast de Yoga | 21 Maio 2020 | Fer Degilio

Onde está o Yoga – Yoga Falado #16

Onde está o Yoga - Yoga Falado #16 Como está o Yoga na sua vida? YogIN App - Escola de Yoga OnLine · Onde está o Yoga - Yoga Falado #16   Você está mais ou menos comprometido consigo mesmo? Está mais ou menos dedicada ou dedicado à sua prática? Como está o seu empenho em aprender mais, sobre o Yoga ou qualquer outra coisa que facilite o seu despertar? Porque se você está aqui ouvindo esse áudio, certamente já teve o seu start para este processo transformador, certo? Ou ainda mais fundamental, como está o seu comprometimento em se conhecer mais? Eu não sei você, mas eu me faço essas perguntas diariamente, como boa virginiana que sou e principalmente após o Yoga ter entrado na minha vida como uma luz que ilumina, como uma onda que preenche o vazio que sentia neste mundo de dualidade, de ignorância (em sânscrito chamada de Avidya). E por falar em ignorância, vamos determinar que estamos falando sobre a falta de conhecimento, sobre não saber a verdade, estar iludido ou enganada sobre a veracidade dos fatos, das informações, da vida. Sabia que o Objetivo real do Yoga é acabar com a Avidya? Acabar com toda a nossa ignorância sobre o que é verdadeiro e o que não é. E a estratégia que o Yoga usa para isso é a meditação. A definição mais aceita de Yoga é a de Patañjali: Yogas Chitta Vritti Nirodha, que significa: Yoga é a supressão da instabilidade da mente, é a redução ou parada das ondas mentais. Conseguimos isso por meio da concentração (dharana em sânscrito) e pela meditação (em sânscrito dhyana). new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();     E só assim, com a sua mente concentrada em um objeto (pode ser qualquer coisa, algo interno como a sua respiração ou algo externo como a chama de uma vela por exemplo) e mantendo-se totalmente imparcial ao que está sendo observado, que conseguimos diminuir a atividade cerebral.  Quando o cérebro para de falar, quando a mente está no agora, sem críticas e sem julgamentos é que temos a chance de experienciar a voz da consciência, que contrário do que imaginamos se manifesta pelo total silêncio dentro de nós. Tudo o que fazemos em uma prática de Yoga é para conseguir acessar mais facilmente este caminho e poder caminhar por ele sem dificuldades. Portanto, Yoga é meditação. E você pode se perguntar se você sabia disso…. porque quando pesquisamos sobre Yoga, as informações superficiais que temos acesso, quase nunca mencionam isso. Não falam porque o Yoga veio para o Ocidente com adaptações e variações para agradar a nossa cultura, não falam porque hoje o que mais nos satisfaz é algo que seja atrativo para cuidar do nosso corpo e depois da nossa mente, não falam porque apenas sentar e meditar é algo extremamente difícil e até penoso no início. Faz um tempo, postei no meu instagram profissional (@ferdegilio.yoga) uma foto escrita: O YOGA NÃO ESTÁ AQUI. Aqui refere-se às informações da internet E a legenda é: Aqui tem algumas verdades, mas também tem muita mentira! . Aqui a realidade é ilusão e onde a ilusão (Maya) está, o Yoga não está! Yoga é o compromisso que você faz com você mesmo e não com a mídia social. E embora exista muito conteúdo bacana por aqui, o verdadeiro Yoga é aquele que colocamos em prática em todas as nossas ações. Yoga é uma forma de viver: ver, pensar e agir! Yoga é vida real! E aqui, a única vida que há é a virtual! Hoje complemento para vocês que Yoga é autoconhecimento. E que para encontrar esse caminho é preciso praticar Yoga, ou seja meditação. A primeira etapa da meditação é a concentração em algo. Por isso, todas as técnicas que você aprende ou realiza dentro de uma aula de Yoga ou na sua própria prática tem por finalidade te levar a esse estado, onde o silêncio pode se manifestar e consequentemente a sua sabedoria interior, eliminando avidya. Isso é Yoga! Sabia? Ouça também via:    

filosofica do yoga meditação
Podcast de Yoga | 6 Maio 2020 | Fer Degilio

Yoga Falado – Desafio de Meditar

Entenda a dificuldade de meditar. Meditar virou sinônimo de vida plena, todo mundo já tentou alguma vez ou ao menos já se viu com vontade de começar a meditar, os benefícios são incontáveis e não é a toa que é um tema muito recorrente nos últimos anos.    https://soundcloud.com/yogin-cast/o-desafio-de-meditar_episodio5   Em conversa com uma amiga um tempo atrás ela me contou feliz da vida que tinha comprado um livro sobre meditação para aprender a meditar, outra colega disse que tinha se inscrito no curso de meditação, outra que passou a ler mais e estava louca para iniciar a prática de meditação, minha irmã me confessou que havia começado um desafio de meditação outro amigo me disse que tinha baixado um aplicativo para começar a meditação. O que todas essas histórias têm em comum é que existe sim um desejo interno muito grande de experienciar o silêncio da mente, mas então porque com tanta informação com tantas formas de iniciar a meditação ainda é tão desafiador começar a meditar?! Eu acredito que começar não é o mais difícil e sim sustentar a prática de meditação, porque o ato de meditar é como o ato de fazer uma atividade física e para experienciar os benefícios da atividade física ou da meditação é preciso de constância é neste momento que a maioria dos seres humanos acabam se perdendo no meio da jornada. Porque todos nós temos conhecimento dos benefícios da meditação, mas temos uma enorme dificuldade de inclui-lá na nossa rotina é como se a todo momento nós fossemos empurrados a sair do nosso objetivo e digo empurrados porque se fossemos ao menos convidados a sair da meta que havíamos estabelecido para nós teríamos a oportunidade de experienciar a dúvida e quem sabe nesse breve momento poderíamos parar e pensar se queremos ou não sair do caminho que havíamos escolhido como benéfico para a nossa vida. Portanto, para que a meditação faça parte da sua rotina não basta apenas permanecer no desafio de 21 dias de meditação ou praticar por 100 dias seguidos, falo isso por experiência própria fique dois, quatro dias seguidos sem meditar é como se o jogo zerasse novamente e você tivesse que recomeçar do zero, sua mente volta a te boicotar  e os desafios aparecem misturados em preguiça, agenda cheia e outras desculpas. Recomeçar a meditar é ainda mais desafiador, porque os benefícios da meditação muitas vezes só é percebido no início da prática e conforme o tempo vai passando é como se aquele estado experienciado pela prática meditativa começasse a fazer parte de quem você, é neste momento que o boicote aparece, porque você para de perceber os benefícios embora eles continuem fazendo efeito na sua vida. É como  se você avançasse de fase, mas o cenário permanecesse o mesmo e os seus poderes fossem ampliados, porém você não consegue perceber porque está distraído com a paisagem. Nossa percepção dos benefícios é diminuída e aí que mora a armadilha e o motivo que muitas pessoas começam na prática meditativa mas não conseguem sustentar por muito tempo. Eu recomecei o desafio de meditar todos os dias e separo ele da minha prática de yoga, porque embora o yoga e a meditação caminhem juntos e quando falamos da prática de yoga estamos falando também de meditação, reservar alguns minutos para a prática exclusiva da meditação pode nos beneficiar ainda mais e por isso eu tenho a minha prática diária de yoga e estou me desafiando a ter minha prática exclusiva de meditação e voltar a praticar todos os dias. Os desafios da meditação são inúmeros desde sustentar o silêncio da mente até se manter na disciplina para a prática diária, mas é justamente por ser tão desafiador que se faz necessário assumir o compromisso com você, afinal, precisamos aprender a domar essa mente agitada e ao mesmo tempo preguiçosa que só quer reclamar e causar o caos, nós temos todo o poder em nossas mãos, basta apenas nos darmos essa chance quantas vezes se fizer necessária. Você não é a sua mente, aprenda escolher ouvindo o coração e certamente a prática meditativa te levará à esse caminho. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Acordar bem - Respire
Dicas de Yoga | 3 Maio 2020 | Daniel De Nardi

Dica para Acordar Bem – Respire

Como a Respiração é essencial! Nesta live falamos da Segunda Dica para Acordar Bem - Respire. Entenda como a respiração pode melhorar o começo do seu dia e aprenda quais técnicas do Yoga podem ajudar nisso. Respirar é viver e quem respira melhor vive melhor.   YogIN App - Escola de Yoga OnLine · Live Dica para Acordar Bem - Respire  

Reflexões de um YogIN
Formação de Professores | 26 abr 2020 | Daniel De Nardi

Por um Yoga menos esquizofrênico – Podcast #15

Reflexões de um YogIN Contemporâneo - Episódio 15. Neste podcast vamos debater o Yoga como profissão - afinal o que faz profissionalmente um professor de Yoga? Podcast com respostas ao Doutor Roberto Simões sobre Foramção de Professores e aulas de Yoga. https://soundcloud.com/yogin-cast/por-um-yoga-menos-esquizofrenico-podcast-15   Links   PODCAST COMENTADO PDF YOGA SUTRA - Tradução Carlos Eduardo Barbosa   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();     Transcrição do Podcast Por um Yoga Menos Esquizofrênico #15 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e estamos começando o 15º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast semanal a respeito do yoga e dos acontecimentos do dia-a-dia. Esta história eu aprendi com um estudioso e professor de cultura sânscrita, Carlos Eduardo Barbosa. Ele é professor de yoga, tem uma rica tradução do livro Yoga Sutra e é alguém que vale a pena conhecer o trabalho, estudar e saber as opiniões sobre o yoga. A Índia antiga, de 2000 a.C., na época em que começaram a construir as primeiras Upanishads, que são textos que vem a seguir dos vedas, a gente tem as primeiras construções dos Vedas, do Rigveda, em seguida começam a construir as Upanishads e o Rigveda continua sendo escrito, mas as Upanishads ganham mais importância e depois vão se desdobrando em outros textos. Então mais ou menos nessa época era muito comum o debate dentro das aldeias, existiam, inclusive, dois tipos de intelectuais: os Sramanas que eram os intelectuais locais (professores, sábios, sacerdotes), pessoas que ensinavam determinadas ideias, filosofias e técnicas (entrava a meditação, de certa forma); os (inint) [01:42] que eram intelectuais viajantes, quando chegavam na tribo, desafiavam os Sramanas para um debate público. Esse debate público era feito como um ritual, existiam regras, até formas de você identificar o vencedor. Quem ganhava, recebia o reconhecimento da população e bens materiais, mas o que era mais importante para o desenvolvimento do yoga eram as ideias que passaram para frente. Uma das regras do debate era que quem perdesse deveria aceitar e assimilar a ideia do adversário e propaga-la. Isso fez com que houvesse na Índia, como um todo, desde aquela época até Patanjali (1500 anos depois) diversos debates, Patanjali sistematiza o que desses debatias tinha de fundamentos do yoga, e escreve o Yoga Sutra que não será debatido hoje, apenas para você ver como a construção das ideias influenciou a formação do yoga. O que a gente pratica hoje é influenciado por esses debates, então o debate faz bem para as ideias, tudo o que a gente questiona, a gente acaba aprofundando. O debate é construtivo e é muito importante para a construção dos significados, inclusive um dos papeis da filosofia é trazer os significados dos conceitos. E é isso que a gente vai fazer hoje, eu me propus a responder alguns questionamento que o Roberto faz no podcast dele. Roberto: “E nos últimos dez anos me dedico ao yoga no mestrado e doutorado e Ciência da Religião, se escrevo estas parcas linhas aqui ou falo com vocês, é pelo amor que nutro a cultura yoga. O que desprezo é o silencio que o microuniverso yoga brasileiro está mergulhado algumas décadas, preferia muito mais o tempo em que os yogues no Brasil deixavam claro as suas ideologias sem medo de serem exposto, ou perderem alunos e dinheiro. E reservavam a quietude apenas para as suas práticas meditativas.” Comentário: Eu tenho um imenso respeito por ele, como já falei em outros podcasts, eu aprendo muito com ele, inclusive não vai ser possível comentar o todo o podcast, a maior parte do que ele fala eu concordo. Porém, destaquei alguns pontos que acho importantes, tanto no que concordo quanto no que eu discordo. A ideia é que a gente cresça, é dar um esclarecimento para o leitor, não só sobre o yoga, mas em relação a outros assuntos e, também, dar pra você uma base conceitual para que você crie as suas ideias, o seu próprio significado para a prática, ou filosofia, do yoga como um todo. Isso é muito engrandecedor. Eu não falei para o Roberto que eu faria isso, a minha ideia é que o debate seja o mais transparente possível. Conheço o Roberto pessoalmente, não profundamente, ele não é o meu amigo particular, mas tem um curso dele no YogIN App que é o Neurofisiologia da Meditação, é excelente e eu indico para todos que acompanham este podcast porque ele tem uma linha de raciocínio e comprovação científica. O Roberto é um cientista, é doutor pela PUC em Ciências da Religião, então o curso é rico e traz uma visão cientifica do que hoje se pode provar a respeito da meditação e o que os estados de consciência podem ser. Vou deixar o link na descrição, vamos ver as principais questões a serem debatidas e eu vou fazendo alguns cortes. Como disse, não avisei a ele, para ter o debate o mais limpo possível, se ele achar que vale a pena responder...a ideia não é fazer um vencedor, mas trazer um outro ponto de vista em relação a alguns conceitos e opiniões. Como vimos, os Sramanas e os (inint) [07:00] debateram e fizeram o yoga crescer em termos de conceito, fez com que o yoga se tornasse mais relevante na vida das pessoas, porque, obviamente, as pessoas adotavam aqueles conceitos que tinhas mais sentido para a vida delas, com o que tinha sentido na vida delas. O intelectual apresentava as ideias e as pessoas adotavam aquilo que tinha sentido. Então aqui não é uma disputa, são dois pontos de vista sobre alguns assuntos para você pensar, procurar entender, o mais importante é você ter a sua própria opinião, ter diferentes referências, que são essenciais para a gente construir, admirar quem fez grandes construções e fez obras importantes na área que você está estudando, mas não ser uma cópia exata daquilo (você pode copiar um momento, mas a criação será a partir de cada um, a partir do que cada um tem). Certamente o Roberto é uma das minha referências hoje, como eu entendo o yoga vem muito do que eu estudei com ele (e com alguns outros professores também), o que demonstra que não será um a tarefa simples contrapor as ideia que ele vai colocar no podcast. Roberto: Yoga esquizofrênico, o que são os yogues no Brasil profissionalmente falando? Professores, terapeutas ou guias espirituais? São, estas, perguntas interessantes a se fazer e elas não são retóricas, há realmente um silêncio, um vácuo sobre o assunto. A resposta geral é esquizofrênica: “somos tudo isso e nada ao mesmo tempo”. Bem, vamos tentar dialogar sobre a questão nos próximos minutos. Se o yogue for profissionalmente categorizado como professor, ele ensina o que especificamente? Uma filosofia prática, que visa dar sentido à vida das pessoas com promessa de uma vida boa? Essa resposta, talvez, é a mais articulada mas, ao mesmo tempo, mais vaga possível. Comentário: Não deixar a questão muito vaga porque quem está procurando não consegue entender. E pra quem está exercendo a profissão, é muito importante que tenha muito claro qual é o objetivo dela. Acho que o yoga pode ser isso que ele mencionou, uma filosofia que dá sentido às pessoas, mas não é necessariamente isso que a gente ensina, muitas vezes na aula você vai ensinar meditação, a pessoa tem um intuito de aquietar a mente (que no meu ponto de vista é um dos principais objetivos do yoga) ou ela tem um intuito de fazer um alongamento para se sentir mais relaxada. Isso tudo, de fato, pode ser entendido como o que um professor de yoga faz, então, a profissão seria professor, mas um professor de uma prática livre, de uma profissão livre que, ainda, não está vinculada a nenhum órgão fiscalizador do governo (o que acho favorável e positivo, vou abordar isso mais pra frente). Mas o que de fato um professor de yoga faz? Ele ensina as técnicas, alguns alunos tem um interesse de conhecer profundamente com objetivo de fazer uma revisão de sua verdade pessoal. O papel que eu considero não é fazer um papel de coaching, o meu trabalho é – com as técnicas – trazer uma reflexão, uma percepção que o próprio aluno vai fazer e deixar vir à tona. A técnica é o que eu ensino e isso é o que vai gerar, potencialmente, as reflexões e as mudanças que cada aluno está preparado para fazer ou está com vontade de fazer. Então eu não vejo o yoga como um guia espiritual, que indica comportamentos para o aluno, vejo como um professor que traz técnica e reflexões. Um professor que tem uma profundidade filosófica para conseguir explicar e trazer reflexões para além da técnica, mas que esteja relacionada com a técnica com a proposta do yoga que é, no meu ponto de vistam um aquietamento da mente e a permissão de informações internas, que a gente não deixa vir à tona e que a diferentes técnicas trazem isso, o que acaba trazendo autoconhecimento, reflexões pessoais, modificações e melhorias na vida. Roberto: Uma prática regular de yoga, aquela que você paga, de 150 a 400 reais por mês por duas ou três vezes por semana, envolve 60 a 90 por cento de posturas físicas, se tiver sorte, e 10% de relaxamento e meditação, que não deixa de ser física. Comentário: Eu não pude evitar o merchandising e falar que concordo com tudo isso e no YogIN App a gente tem planos a partir de 29 reais e você pode fazer quantas vezes quiser. Essa é a grande vantagem de praticar on line é que o material está lá, num acervo, e ele pode ser revisitado pelo aluno quantas vezes quiser. A ideia não é criar um fanatismo, mas uma opção de repetir aulas que o aluno gosta. Então, muitas vezes você faz um aula de yoga e você pensa “puts, como eu poderia registrar isso, como eu poderia refazer essa aula” e não é possível se o professor não gravou, infelizmente ele perdeu a aula pra sempre. Isso me deixava muito frustrado, muitas vezes eu ministrava aulas e falava “essa aula eu mesmo queria fazer”, só que agora com o YogIN App a gente tem a opção de aulas gravadas que podem ser praticadas pelo aluno de qualquer plano, as aulas são livres para todos os planos, por quantas vezes ele quiser Roberto: Se mesmo assim você bater da tecla do yogue ser professor, o órgão, aliança, escola que o fiscaliza, deve estar vinculado ao ministério da educação. Comentário: Por que deve ser vinculado ao Ministério da Educação. Vou dar alguns exemplos do que hoje está acontecendo na prática. Então você pega, por exemplo, professores de inglês que vendem seus cursos online, ou que dão aulas particulares. Esse professor, precisa, realmente passar por uma universidade, como a USP, fazer letras para dar aula de inglês? Ou se ele for praticando e tiver um feedback positivo dos alunos e ir aprimorando a técnica dele isso não tem muito mais valor que um professor da USP dizendo que leu muito Mark Twain e que merece um canudo como um professor de inglês agora formado pela USP ou qualquer outra universidade. Roberto: Mas ninguém fiscaliza o conteúdo, as disciplinas ministradas ou algum tipo de conselho que chancela esses profissionais no mercado. Comentário: Os órgãos fiscalizadores não garantes a qualidade dos serviços, ele podem ajudar nesse processo, mas eles não garantem. O ideal seria que a gente tivesse vários órgãos reguladores e as pessoas pudessem ter uma confianças em relação a eles e não apenas a órgãos do governo que é o que tem a maior tendência de ter uma desvio na avaliação, desvio ideológico, de interesses pessoais. Quando você tem vários tipos de fiscalização, você deixa que as próprias pessoas optem por qual delas tem mais valor. Por exemplo, existem várias empresas que fazem avaliação de risco, então você tem uma determinada empresa de grande porte, digamos que seja a Petrobrás, e então várias empresas fazem uma avaliação para esse risco, o bom é que tenha várias agencias para que se confie em alguma delas, a partir do momento em que você tem apenas uma agencia do governo a chance de esta passar uma mensagem errada ou de você não confiar nela é maior. Isso, de certa forma, acontece no yoga e é muito favorável e existem vários selos dentro do mercado para fazer a formação de yoga no Brasil e esse selo são as pessoas que acabam avaliando se tem valor ou não. No meu ponto de vista, um site como o Reclame aqui ´muito mais valioso do que a chancela do governo dizendo “você está aprovado”, um site como esse diz muito mais sobre o que, de fato, a pessoa está entregando de serviço do que aquele TCC que você apresentou. O Reclame Aqui, o Google, o depoimento das pessoas que estão fazendo esse curso tem muito mais valor do que uma chancela. Quando você coloca o governo para fiscalizar uma determinada profissão, a chance dela engessar e ficar mais inacessível devido as regras desnecessárias inseridas, limita o acesso de quem quer ensinar a respeito do yoga, além de ficar mais caro tanto para quem quer aprender quanto para quem quer ensinar. Vamos ao meu caso como um exemplo: eu não tenho o terceiro grau e sou professor de yoga há 20 anos. Eu estudei o yoga, estudo até hoje, sei que é uma matéria que conheço, até pelo tempo em que estou estudando, mas se hoje legalizasse e fosse reconhecido pelo MEC eu teria de parar de dar aulas, ir para a universidade para que ela me diga que posso ser professor de Yoga. Isso é mais correto ou o meu aluno que faz a minha aula e que no final do ano me fala “Daniel, tá valendo tanto a pena o que a gente está praticando e o que isso está trazendo pra minha vida, que eu vou querer pagar de novo pra você, porque realmente o que você me ensina tem um valor pra mim, eu vou deixar de sair pra jantar para fazer a sua aula, isso pra mim é mais valioso do que a chancela do governo dizendo o que é certo ou o que é errado em qualquer profissão que seja. Algumas profissões, como a de um neurocirurgião, terão de passar por uma avaliação mais profunda, assim como um engenheiro. Mas não acho que este caso se estenda para o yoga, acho que hoje ele está mais acessível para você encontrar informações sobre o profissional através das redes sociais, você tem muito mais condições de avaliar o profissional, provavelmente terá algo gravado online dele para que você possa praticar e experimentar e ver se está de acordo do que uma chancela de um órgão do governo. Roberto: Existe um consenso velado entre os professores de yoga no Brasil, e aqueles que formam estes que os próprios consumidores da pratica de yoga tem um discernimento para eleger uma boa escola e um professor de yoga. Comentário: Eu acho que não tem nada velado, isso está bem claro e eu acredito que as pessoas que acompanham o blog e o YogIN App tem capacidade de avaliar se o curso vai ter valor na vida delas ou não, isso não é oculto de forma alguma. Acho que quem acompanha o nosso conteúdo tem condições de avaliar se o professor tem capacidade de transmitir conhecimento ou não, acho que elas estão mais capacitadas para esta avaliação do que um reitor da USP dizendo se o curso é válido ou não, a gente vê milhares de cursos avaliados pelo MEC que não prestam pra nada, como eu falei, hoje como nós temos essa ventilação de informação no mercado, então se acontece alguma falcatrua as pessoas tem acesso a informação. Roberto: Entramos aqui no mercado neoliberal sem regras, onde se apresenta o que se vende no mercado com o melhor custo-benefício e estratégias de marketing. Comentário: Pra gente entender esta frase é importante que a gente entenda o que está atrás do conceito e de como as pessoas entendem os conceito, porque eles acabam definindo a leitura da realidade. Então vou definir o que eu entendo por mercado e por marketing, depois a gente pode retomar a frase citada pelo Roberto e ver isso é positivo ou negativo dentro da minha visão. Primeiro vamos sobre o que é o mercado, ele fala sobre a questão do livre mercado, o que a mídia como um todo tenta nos passar é que o mercado é meia dúzia de trilhardários que comandam o mundo e ditam o que as pessoas vão fazer ou comprar e que tem um poder absoluto sobre essas pessoas. Mas quem trabalha na prática com alguma venda de serviços sabe que não e bem assim, sabe que não é simples você influenciar uma grande quantidade de pessoas. E por que isso acontecer? Pela própria palavra mercado e de onde ela vem, o conceito de mercado é de fato do local onde as pessoas livremente fazem trocas voluntárias. O mercado era comum entre as antigas civilizações (como a Índia com uma cultura forte de mercado, a região toda da Mesopotâmia, o Egito...) tinha muito forte isso e se começou a fazer relações com a facilidade de transitar mercadorias com a prosperidade da população, e também quanto mais mercadorias eram trocadas, compradas e vendidas, menos risco existia entre os povos de eles se guerrilharem. Quanto mais relações econômicas você tem com determinado país menos conflitos você vai querer criar, para evitar um prejuízo econômico. O mercado expressa a vontade de cada um de nós, ele não é totalmente abstrato, o mercado é a decisão das pessoas, não é ditado por determinado grupo. Temos influências da narrativa? É óbvio que tem, mas no fundo o mercado é ditado mesmo pela vontade e decisão de cada indivíduo que vai fazendo com que cada indivíduo tenha um pequeno poder na sociedade, claro que quem tem mais influência na sociedade quando toma uma determinada decisão tenha um influência maior, isso é natural no caminho da força, mas todo mundo influencia uma determinada decisão. Então quando ele falam que bilionários tentaram controlar o preço do dólar, isso não é possível, as pessoas vão trocando voluntariamente e isso tem muito mais poder do que qualquer grupo econômico, nenhum grupo econômico tem força o suficiente para vencer a força da gente decidindo no mercado. Então quando você ouve a palavra mercado, você tira da cabeça essa ideia de uma conspiração do mal e pensa o que é de fato a sua decisão, o mercado é você decidindo livremente pelo o que você quer comprar ou não. Você decide livremente sem você ser imposto. O imposto não é livre mercado, porque você é obrigado a pagar. Toda vez que você compra algo de forma voluntária, isso é o mercado, quando você decidiu que vai empregar um valor em espécie, em dinheiro, em algo porque aquilo tem um valor pra você. Então esta explicação já nos abre para a questão do marketing. Quem fica muito tempo dentro das universidades ou estudando em livros acredita que se você tiver bastante dinheiro você conseguirá vender qualquer coisa, na prática isso não é assim porque as cosias tem um custo e as pessoas não aderem por uma influência exaustiva de marketing. O marketing nada mais é que do que a comunicação daquele produto, se essa comunicação for distorcida isso não tem sustentação, se eu vender pra você que aderindo ao YogIN App você irá flutuar, por mais que por um momento eu possa ter adesão, as pessoas vão descobrindo isso e irão denunciar que não funciona. Não adianta a empresa ter todo o dinheiro do mundo se ela não está entregando algum valor ao usuário final, não adianta eu anunciar que o yoga faz bem e que se você fizer uma prática no YogIN APP vai fazer muito bem pra você, se no final você não vai se sentir dessa forma. O marketing não é capaz de fazer a empresa, ele ajuda a comunicar, se o que você tem pra vender vale a pena para as pessoas e você tem um poder de comunicação, aquele seu serviço será bem entregue, mas mesmo que você tenha todo o dinheiro do mundo, como o Bill Gates, e seu serviço for ruim não adianta. O marketing não decide a força do mercado, o que decide a força é cada indivíduo que compra mais, indica para outras pessoas ou até não compra por não ter gostado. É isso que faz a diferença. Então o mercado são as pessoas e o marketing é a comunicação. Se você concorda comigo no entendimento desses conceitos o estado em que o yoga está, num livre mercado, as pessoas pode escolher se pode fazer ou não, sem regras você não precisa passar por etapas para estudar ou comprar e uma coisa comandada pelo marketing eu não acredito, acredito que exista uma comunicação porque na prática não é simples anunciar e vender algo especialmente na internet, as pessoas precisam ver valor naquilo, se não elas não compram. Na internet não há compra impulsiva pelo fato das pessoas terem mais chances de consultar, se você entra numa loja isso não é possível. Quando a compra é feita pela internet a mais possibilidades de comparação do produto, então ela acaba sendo um mercado livre de regras que favorece quem compra. Pela frase o que ele está colocando como o cenário atual, no meu ponto de vista, é o melhor cenário possível onde as pessoas podem optar livremente por um curso, investiga-lo na internet. Quem quiser se tornar professor não vai necessariamente ter que passar por um sistema pré determinado, burocrático, aparentemente o melhor sistema, mas não é exatamente o sistema daquelas pessoas que estiverem no dia a dia exercendo esta profissão. Mas agora ela vai falar algo relevante porque eu concordo, acho que se você está tratando o yoga como uma cura, uma terapia, com o intuito de curar, você tem que fazer uma formação específica, porque de fato você precisa entregar de fato o que está propondo, e dentro da cultura e das leis atuais é necessário passar por uma fiscalização de um sistema, de um órgão de terapia, se você está se propondo a curar você precisa se submeter a algumas regras. E eu concordo com o que ele diz. Roberto: As formações em yoga no Brasil não possuem o perfil de curso-terapia, até que algumas tem esse foco, mas não é a sua grande maioria e mais, o profissional por direito que pode utilizar do yoga como técnica terapêutica é o médico ou tem terapeuta ayurveda, vamos ser sinceros. E a formação da medicina ayurveda abrange bem mais do que identificar os chacras e saber se o dosha contém esse foco, mas não é a grande maioria. O yoga, então pode ser percebido como espiritualidade, um complexo sistema de ideia que proporciona um sentido de vida quem o segue a partir de narrativas cósmicas. Perfeito, maravilha, encontramos! Os alunos, paciente e agora discípulos, devotos (...) Comentário: Acho que é uma vantagem o fato do Roberto fazer uma análise em relação ao yoga, ao que está acontecendo com o movimento dentro do Brasil e no mundo porque ele é um historiador e não trabalha direto com isso. E, então, ele consegue ter uma visão de fora e a gente que trabalha, está no dia-a-dia apresenta um outro ponto de vista. Por exemplo, eu não tenho nenhum devoto, nenhum discípulo, acho que na prática o aluno busca muito mais resolver uma questão de estresse ou agitação mental do que ele buscar um salvador da pátria, não vejo isso na relação dos meus alunos, e nem com os alunos mais próximos. Sei que existe, mas nunca nesse conjunto (paciente, devoto e discípulo), acho que é uma colocação um pouco exagerada para o momento, para a reflexão que ele está trazendo, mas na prática do dia a dia não é assim que acontece. Roberto: Visam, mais que fortalecer os corpos ou curar os males do corpo físico, psíquico e energético, e do espírito, pois concordamos que esta é a tarefa do médico ou terapeuta ayurveda ascender em graus de melhor clareza espiritual em busca do autoconhecimento, entretanto, caracterizando o yoga como espiritualidade muitas vezes terapêuticas, assim como o espiritismo o é, seria ético cobrar por seus serviços dado o seu cunho agora de certa forma divino, sagrado, espiritual? A discussão pode nos conduzir para um sim, por que não? Haja a vista que umbandistas, evangélicos e candomblecistas também o fazem em troca de seus serviços espirituais, eles também cobram. Se você for para um centro de candomblé, um banho de Ebó tem um valor a ser cobrado, por que não teria, então uma consulta com um yogue pra ministrar um conjunto de posturas, pranayamas e crias durante um mês pra você se livrar, por exemplo, da depressão? Comentário: Agora ele vai falar que essa definição que ele propôs deixaria os professores tradicionalistas bem irritados, ele vai explicar isso. Vou deixar essa parte para depois mostrar que eu concordo com ele. Acho muito importante a gente fazer uma divisão se yoga é uma religião ou não, para deixar claro o que as pessoas podem encontrar nele. Como ele falou, as pessoas preferem não entrar neste debate, não discutir e deixam uma definição muito ampla que na verdade não diz nada, isso acaba afastando muito as pessoas que pensam que o yoga é algo específico quando na verdade não é, eles não tem a definição. Vou fazer a minha definição aqui, mas primeiro vamos ver o que o Roberto tem a dizer e que eu concordo. Roberto: Neste momento, yogues mais radicais podem dilerar, esbravejar que o yoga é tudo isso a nada ao mesmo tempo, igual no começo. Que o yoga é atemporal, inclassificável e ainda cair naquela retórica antiga que afirma: “não me interessa a discussão pois eu faço o meu yoga”. Algo como customizar várias crenças e amarrar em outros desvarios [inaudível]...“Na Índia o yoga é um sistema perfeito em si mesmo, com milênios de existência e passado de geração para geração, de mestre para discípulo” E quando esse tradicionalista se empolga e amarra com outra pérola das retóricas sofistas e yogues “sou um representante direto da linhagem espiritual e religiosa” aí ele cita uma sequência de nomes em sânscrito, uma língua morta, porém venerada por esses radicais e que, portanto, foge a qualquer pretensa pseudo caracterização ocidental. Comentário: Então você acaba percebendo que isso é uma fuga do debate. A partir do momento em se fala “o meu yoga é uma revelação” não tem como investigar, argumentar, ampliar o próprio entendimento da questão porque você isola toda a história, isola todo o questionamento e até a parte cientifica da evolução dessa filosofia, dessa arte, dessa cultura, como queiram chamar e começa a citar vários termos em sânscrito para que a pessoa que está trocando com você não consiga entender e que o yoga não é pra ela. É muito importante a definição do termo. Roberto: Mas esse é o viés terapêutico ou espiritualidade tal como terapêutica que os yogues brasileiros certamente não irão gostar de ser categorizados, pois abrirá um pretexto social para o mercado religioso e aí meus amigos o yoga precisará concorrer com outras propostas espirituais mais interessante e com muito mais tradição no país e aí, talvez esteja a razão da indefinição prorrogada e indefinida entre os yogues no Brasil. Qual o mercado os yogues trabalham? Docente, terapêutico ou espiritual? Comentário: quem ministra yoga a princípio é um professor que está levando diferentes técnicas e propostas para as aulas que ele dá, como eu disse anteriormente, existem vários níveis, é muito difícil responder a isso de forma estanque porque quando as pessoas buscam o yoga e mesmo o que a gente oferece para os alunos tem vários níveis, tem aluno que vai querer simplesmente fazer uma meditação para se estressar menos, e você vai poder entregar isso de forma totalmente técnica sem nenhum envolvimento espiritual. Da mesma forma que haverá alunos que simplesmente querem ganhar alongamento devido as suas atividades externas ou porque sentem que alongando o músculo, o que de fato acontece, haverá um relaxamento mais profundo. Então você pode fazer também esse papel de professor levando a técnica, aquilo que você aprendeu em sua formação para o aluno.   Existem alunos que querem algo mais profundo, que podemos chamar de filosofia, mas que podemos nomear de outra forma, doutrina, talvez, no sentido de ideias que serão apreendidas e darão um novo sentido à vida dela. Esse trabalho que pode ser chamado de terapêutico ou espiritual pode ser exercido pelo professor de yoga, isso não é um regra. Porém, para que possamos entender mais profundamente é interessante a gente definir um pouco mais o entendimento, e trago mais uma vez uma definição do Carlos que relaciona uma instituição religiosa com uma doutrina mística, então a ideia que ele propões [e que a instituição religiosa, por mais que haja o culto e uma busca, funciona no sentido de dar poder para ela ou para a ideia ou para os indivíduos que estão no comando, enquanto a doutrina mística busca um poder do indivíduo, ele que ganha uma capacidade maior, um poder maior com aqueles ensinamentos, então esse tipo de segmentação, de definição se encaixa muito mais no yoga que vem das Upanishads que como um todo tem essa ideia de quem por mais que haja milhares de anjos e deuses só há um Bhrama, que é o maior de todos e está no coração de cada um. Essa é a busca do yoga, esse poder que está dentro dele, que não depende de uma situação externa, mas de uma capacidade pessoal de ir atrás dessa voz do coração e você acha eu o yoga pode possibilitar isso, no acesso a voz do coração e trazer o que de melhor a gente tem? Acho que sim. Você acha que as religiões podem fazer isso? Em geral também acho que sim, não sou contra nenhuma religião, acho que cada um tem a sua importância, nada se sustenta por tanto tempo à toa, elas tem de fato importância para quem adere, mas a proposta que eu vejo e que é mais próxima do que eu acredito é que o poder está dentro de cada um. Como o yoga pode ajudar nisto? Os textos antigos diziam que quando a gente se aquietava e acalmava é que o encontro mais preciso com o nosso verdadeiro eu com a nossa força maior ou com o nosso self acontecia. O yoga pode contribuir com isso com as suas diferentes técnicas que, no meu ponto de vista, ajudam isso, ajudam a diminuir e acalmar, com isso traz à tona o que cada indivíduo tem de melhor. O indivíduo pode fazer isso, trazer isso de melhor sem nenhuma técnica, sem nenhuma religião? Pode, o yoga é uma técnica que contribui pra isso, e está comprovado ao longo da sua existência, mas ninguém depende dele para vier uma vida melhor. O yoga se propõe a ensinar algumas técnica, e quem quiser ir mais afundo, conceitos e ensinamentos que vão ajudar neste sentido, de ouvir a voz do coração e de trazer o que há de melhor pra fora. Vou finalizar aqui o podcast, tem mais algumas coisas interessantes. Quem quiser ouvir os dois e acompanhar o trabalho do Roberto vale a pena, porque o ele é um professor excelente e a minha ideia de trazer o debate acho que ficou bem clara desde o início foi de mostrar o meu ponto de vista dos conceitos que ele levantou, acho que quanto mais esclarecidos em relação a eles a gente for melhor será a tomada de decisão de cada um e o meu outro objetivo é enriquecer o debate e o envolvimento das pessoas na discussão sobre o yoga, acho isso muito importante para o desenvolvimento da prática no Brasil. A gente tem um jeito bastante peculiar de abordar o yoga, algo bem brasileiro e a gente pode desenvolver isso através dos debates, então fica um convite para a gente aprofundar os estudos, os questionamentos, as práticas, o entendimento dessa filosofia preciosa que depende de nós para ir pra frente, para ser mais disseminada por aqueles que viram valor na prática do yoga. Então eu tenho esse entusiasmo porque eu vi isso na minha vida, pratico yoga desde os 16 anos e vi que me ajudou a trazer aquilo que há de mais precioso em mim, continuo na busca, mas sei que uma mente tranquila me mantem mais focado no que sei que é mais importante pra mim, quando estou com a mente tranquila consigo viver com mais satisfação porque sei que estou fazendo o que tem a ver comigo, aquilo que eu tenho que contribuir e deixar a marca do que acredito no mundo. Vocês ouviram ao longo do podcast uma música do Debussy chamada Clair de Lune. O Debussy começou a expressar a arte dele junto com o movimento Impressionista e ele tentou criar na música um movimento semelhante. Os impressionistas diluíram as cores e os formatos das figuras no quadro, Debussy tenta fazer isso com a música no sentido de diluir a melodia que parece e=que está caminhando para um lado e depois segue para outro, não segue uma linha de começo, meio e fim. Debussy foi considerado, na época dele, o melhor compositor vivo e isso incomodava muito um contemporâneo dele, Ravel. Apesar de terem criado o movimento juntos, a visão do Ravel era oposta, ele não acreditavam que as células musicais deveriam ser diluídas, mas repetidas e ganhando dimensão, volume e sonoridade que não aparecia no início, o oposto da ideia de Debussy. E você pode dizer quem estava certo? Não há, mas foi o contraponto da ideias que deu origem a algo tão maravilhoso como isso que você vão ouvir agora.          

conversando sobre yoga
Podcast de Yoga | 21 abr 2020 | Daniel De Nardi

Conversando sobre Yoga

Um bate-papo tratando de Yoga! Podcast explicando pontos como: Como Agir com sabedoria diante de um perigo real? Qual a visão do Yoga sobre distanciamento social? O Vinyasa Yoga é um Yoga Tradicional da Índia? Ouça o podcast para saber mais. Namastê! new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Podcast de Yoga | 9 abr 2020 | Daniel De Nardi

Ioga Brasileira, Yoga e Política – Podcast #44

Ioga Brasileira, Yoga e Política - Podcast #44 O canal Porta dos Fundos, produziu um vídeo chamado Ioga Brasileira que mostra uma aula de Yoga na qual a professora usa as técnicas para falar de política. O vídeo brinca com a ideia de que até numa aula de Yoga onde as pessoas vão para relaxar, fala-se o tempo todo de política. Em muitos momentos da sua história, o Yoga associou-se ou modificou-se conforme acontecimentos políticos. Entenda como isso aconteceu no #44 º episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo. Bons estudos e Namastê!     https://soundcloud.com/yogin-cast/ioga-brasileira-yoga-e-politica-podcast-44 LINKS   Vídeo Ioga Brasileira do Porta dos Fundos https://youtu.be/VP20IU4Hl_c   Podcast que fala de Varanasi, a cidade mais antiga da Índia   https://yoginapp.com/narrativas-internas-ariana-na-india-podcast-22   Kumbha Mela - maior reunião de pessoas no mundo acontece em Varanasi, a cidade que os hindus vão para serem cremados   https://yoginapp.com/kumbha-mela-o-maior-agrupamento-de-gente-da-historia-do-planeta-terra   Episódio que fala-se de Debussy, o impressionista da música clássica   https://yoginapp.com/por-um-yoga-menos-esquizofrenico   Audiobook sobre As Origens do Yoga   https://yoginapp.com/curso/como-funciona-meditacao-audiobook/   Sobre Ady Shankaracharya Geroge Orwel A Revolta dos Bichos - Filme Dublado  https://youtu.be/2ygQBkmMfqY Trilha Sonora da Série Reflexões de um YogIN https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa Transcrição: Ioga Brasileira, Yoga e Política – Podcast #44   O meu nome é Daniel De Nardi e está começando o 44º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast semanal a respeito de yoga e espiritualidade. Você está ouvindo a música do francês Camille Saint-Saëns, O Carnaval dos Animais. O canal do YouTube Porta dos Fundos publicou recentemente um vídeo chamado Ioga Brasileira, este vídeo é um sketch que apresenta uma aula de yoga em que a professora fica falando muito sobre política e, nesse caso, falando mal do PT. (Trecho do vídeo) É como se a prática do yoga fosse o momento para se extirpar a maldade que o PT fez nesses treze anos de poder, depois mostra o outro lado também, falando que o PSDB esqueceu o povo, aquela dualidade política que é bem tradicional nos discursos e que é apresentada o yoga como um ambiente em que não poderia haver este tipo de politização, até mesmo nesses ambientes existe este tipo de politização. O vídeo é engraçadinho, não é muito engraçado, mas ele traz um tema importante em relação a história do yoga como um todo eu é essa relação do yoga com a política. Ao longo dos anos, como o yoga sempre foi uma linha de pensamento e de práticas que não eram da cultura tradicional, ele sempre foi um coisa mais underground, ele foi permeado por disputas políticas e por ambientes em que a política também se envolvia. A gente pode citar muitos casos aqui, mas o primeiro deles é que embora haja citações do yoga no Rigveda, o yoga passa a ganhar estrutura mesmo nas Upanishads, então os vedas são textos mais antigos do hinduísmo, com mais de cinco mil anos, e com mais ou menos três mil nos começaram a surgir as primeira Upanishads, que são textos que, de alguma forma, reinterpreta o que é dito nos vedas e de alguma forma, também, contestam isso. As Upanishads começaram a crescer como um movimento de contestação e o yoga se reforça dentro delas. Então, esse já é um primeiro momento em que a prática e a filosofia do yoga estão ligadas a um movimento político. O segundo momento, que a gente viu aqui em alguns episódios falando sobre o tantra, é que o yoga se envolveu muito no processo do movimento Gupta, do movimento tântrico, de expansão da cultura. Foi no processo de valorização do corpo que o próprio Hatha yoga começou a ter mais força e o yoga começou a ser mais conhecido. Aqui a gente está vendo dois movimentos em que o yoga está relacionado à política e está relacionado a uma parte de contestação do stablishment. O primeiro momento são as Upanishads, que reforçam de ideia do yoga que já elaboram o yoga como uma técnica, um processo de diminuir a agitação mental, e as Upanishads contestam os vedas. Do outro lado, temos mais ou menos no século III d.C. um outro movimento, que é o movimento do tantra, que cresce muito a partir desta época e que também reforça o yoga. Inclusive, uma valorização do corpo no sentido de um expressão e de uma manifestação divina, o nosso corpo tem tudo que existe de mais perfeito no universo. Essa era a visão do Tantra, o Yoga também se aliou a essa visão e já são dois momentos bem marcantes para a história do yoga como um todo e para a história da Índia. E agora nós vamos falar de um terceiro movimento, político também e ideológico, que aconteceu na Índia, que foi o Adshan Karashaya, ele é considerado o maior reformador recente do hinduísmo. E quando se fala em recente, estamos falando do ano de 788 da nossa era, e ele morreu em 820 d.C., vivendo apenas 32 anos e morrendo na cidade de [inint 6:06], que é uma cidade nos Himalaias. Provavelmente ele morreu de frio ou de fome fazendo peregrinações. Então essa época, final do século VIII, em torno de 780 e início do século IX na Índia, o país começou a enfraquecer a visão do hinduísmo, que havia sido bastante reforçada pela dinastia Gupta, no século III, mas ela começa a enfraquecer a partir da queda deste império, mais ou menos em 700 d.C. e com a entrada dos muçulmanos, que passam a invadir e impor sua cultura. Além disso, o próprio budismo estava muito forte nesta época, e o jhaianismo. O hinduísmo, nesta época de Adisham Karashaya, não tinha muita força, mas existiam pesquisadores, estudiosos e sábios chamado Mi mansas, ele realizavam estudos e difundiam ideias contidas nos primeiros textos do yoga, além de manter o conceito do hinduísmo presente na sociedade, porque ela tinha perdido muito a força, como falei, os textos do budismo, do jhayanismo e do islamismo estavam ganhando mais força. O que Shankarashaya fez foi usar a força desse mi mansas e organizar em vários grupos, sistematizando o que seria o hinduísmo. Então, ele criou o Vedanta (que significa “depois dos vedas”) e as Upanishads foram escritas depois dos vedas. A gente pode, então, dizer que existe três momentos do Vedanta. O Vedanta como estudo das próprias Upanishads é o primeiro momento, o segundo é o da reorganização e integração do yoga por Schankaracharya, e aqui temos o yoga fundido a movimentos políticos e de caráter ideológico. Schankaracharya é um personagem bastante contestado, os tântricos costumam criticá-lo muito porque ele pôs essa visão do hinduísmo de uma forma muito bruta, muitas vezes impondo por meio de guerras. Por outro lado ele fez esse trabalho de valorizar todas as culturas hindus locais, então o que ele fez foi que toda a forma, toda a manifestação de divindade de Schankaracharya passou a ser válida dentro do hinduísmo. Existiam muitos deuses (deus Surya, que é o sol; Ganesha, o deus Krishina), e o que Schankaracharya fez foi mostrar que todas as divindades poderiam ser reconhecidas e que tudo teria o seu valor e seria uma representação da divindade suprema, verdadeira. Isso foi bom para a valorização de cada cultura local, cada pessoa teve a liberdade de escolher aquilo que ela achava mais importante em termos de espiritualidade. Por outro ado, Schankaracharya deu um reforço no sentido de que isso não havia no movimento tântrico e não tem nas Upanishads que é a desvalorização do corpo, ver o corpo como um empecilho para a elevação espiritual. Isso ficou muito marcante nesse segundo momento do Vedanta e hoje em dia acaba sendo diluído. Essa parte de mortização do corpo, se for um Vedanta mais tradicional, ele irá manter, como por exemplo aqueles rituais ou aqueles retirantes que ficam muito tempo com a mão para o alto, é uma forma de dizer que o corpo não tem valor. Mas o vir para o ocidente, não foi bem visto este tipo de pensamento, então houve uma atenuação deste Vedanta, hoje não há essa visão de que o corpo nos impede de uma vida mais espiritual. O yoga, assim como o hinduísmo era um assunto que havia caído em desuso, Schankaracharya trouxe ele à tona quando classificou o yoga como uma das visões importantes que se poderia entender o universo ou entender o hinduísmo. Schankaracharya era um retirante, ele era um Saniássin que são pessoas que abrem mão dos seus bens materiais para seguir uma vida de peregrinação e de busca espiritual. Eles visitam locais e divulgam as suas ideias recebendo contribuições para viverem, isso é muito comum na Índia e começou a ser ainda mais valorizado a partir de Schankaracharya. Ele começou a valorizar esses retirantes, esses “homens santos”. Há sempre muitos charlatães, quando se vê um Sadhu, existe a ideia de que ele é uma ser iluminado, mas não, nem sempre, às vezes é o modo de vida dele, em outros ele abriu mesmo mão de um padrão social para fazer esta busca que é vista como algo correto e produtivo. Nem todos abrem mão dos bens, mas muitos praticam o saniassem (abrir mão do bem material por algo maior). Existe uma passagem conhecida na vida de Schankaracharya em que estava em Varanasi – a  cidade mais antiga da Índia, que foi um centro de cultura e de proliferação das culturas do hinduísmo, dos vedas e das próprias Upanishads, então é um ambiente que pra Índia tem muito valor, lá acontece muitos eventos como o Kumbamela (que é um encontro e Sadhu de toda a Índia) – e um Tchandala   (nome dado ao indivíduo pertencente ao grupo de casta indiana responsável pelo cuidado com cadáveres, considerado o mais baixo na linhagem de castas) caminhou para perto dele que olhou com certo asco e, por mais que ele tentasse afastar o Tchandala, este se aproximava mais (quem estiver acompanhando o podcast pelo YogIN App, conseguirá ver um trecho de um filme que tem exatamente esta cena) e o questiona dizendo que se, na visão de Schankaracharya, todo o ser tem uma divindade, no fundo, todos são iguais. Schankaracharya reconhece esse argumento, afinal a sua ideia era valorizar todos os deuses e a todos os indivíduos como seres independentes que tinham dento de si a divindade. A partir do argumento deste Tchandala, Schankaracharya o reverencia tocando em seus pés com a testa (símbolo de que reconhecimento e igualdade), um ato que evidencia o fato de que todos os seres são iguais. A música que nós começamos o podcast de hoje é do Camille Saint-Saëns que começou a compor muito cedo, nasceu em 1835 e morreu em 1921, teve uma vida longa. Ele foi um grande estudioso da música, da história da música. No início do ´século XX começou a ter movimentos culturais nas França que Camilli não quis participar, dentre eles o movimento Impressionista, que é um movimento liderado especialmente pelo Debussy e o movimento (que eu não gosto) Dodecafonismo, que quebra a estrutura natural que a gente tem e usa uma outra estrutura nem sempre agradável aos ouvidos, tendo como objetivo produzir angústia, desconforto, não é um tipo de música que me agrada, muito menos a Sensei. Camille Sensei continuou a compor músicas mais românticas, com expressão, como movimento, com melodia, uma música agradável. Como conservador, Sensei acreditava que a mudança na música deveria ser aos poucos, que cada um iria trazendo algo um pouco mais elaborado. Ele foi professor de um outro músico chamado Faurret que foi o professor de Ravel, então o Bolero de Ravel, de certa forma, é um desdobramento do estilo de Sensei. Ele tem músicas belíssimas, nem todas são famosas, mas a mais conhecida é esta que vamos ouvir, chamada “O Carnaval dos animais”. Esta música lembra um livro bastante conhecido no meio para falar sobre política que é a “Revolução dos Bichos”, de George Orwell (de 1945). Orwell escreveu, também o clássico “1984”, uma analogia ao controle que o governo poderia ter. A “Revolução dos Bichos” é um livro bastante interessante porque ele mostra de uma forma muito simples o que se passa no meio político. A história é de uma fazenda em que todos os animais passam a ser explorados pelo dono. Um dia eles fazem uma reunião, liderada pelos porcos, que eram considerados os animais mais inteligentes, que mostram o descontentamento com o Sr. Jones (o fazendeiro). Eles decidem expulsar Jones da fazenda e, na ausência de outra liderança para cuidar da fazenda, ela passaria a ser cuidada pelos porcos que lideraram a reunião e era os mais inteligentes. Inicialmente todos ficam felizes, criam sete normas e decidem que cada um iria trabalhar em pró do grupo. Os porcos passaram a acreditar, que pelo fato de estarem no poder, precisavam comer melhor, afinal a inteligência dele acabava exigindo isso. Eles começaram a adaptar as normas, não era permitido beber, mas como se consideravam os mais inteligentes, adaptaram esta norma também. Assim, ele foram manipulando as próprias regras e começam a exercer um poder sobre os outros animais através de ameaças. As coisas vão se agravando e fugindo do controle e o final do livro mostra que poder assola a qualquer um, mesmo a um oprimido. O ponto aqui é que sempre quando alguém tiver poder na política, ele não será um abnegado, agindo pelo bem da humanidade, o que a gente tem que esperar é que a pessoa vai agir de maneira totalmente individualista, sendo assim a melhor forma de resolver esta questão é dar menos poder ao governo. Como, no caso do livro, cada bicho decidir a quantidade necessária de comida para si, não os porcos ou o Sr. Jones. Porque quem estiver no poder vai se aproveitar para o benefício próprio e como no governo todo mundo paga, não é justo que a pessoa ganhe benefícios sem o mérito dela, simplesmente porque ela está em uma posição privilegiada, assim como os porcos podiam manipular as leis os políticos fazem manobras que a gente não consegue entender por não estar lá dentro. Uma boa audição! Com vocês, “O Carnaval dos Animais”. Uma novidade, a partir da semana que vem vai entrar no ar um novo podcast chamado “Yoga Falado”, com textos que escrevemos para facilitar para quem não tem tempo para ler. Caso você tenha sugestão de textos para que a gente lei, pode deixar nos comentários. Hariom  

Podcast de Yoga | 26 mar 2020 | Daniel De Nardi

Milagre nas Cavernas – Podcast #90

Reflexões de um YogIN - Episódio 90. Milagre dos Andes é um livro escrito por um dos sobreviventes da tragédia em que um avião com um time de Rugby uruguaio caiu nos Andes chilenos em 1972. O livro conta os detalhes de como parte do grupo conseguiu sobreviver durante 72 dias de total isolamento no meio de montanhas nevadas. No livro, Parado conta também como sua vida e de outros integrantes se desenrolaram a partir daquele acontecimento. Recentemente, aconteceu uma fatalidade parecida, mas nessa por sorte todos conseguiram sobreviver. O caso do time de futebol e do técnico que ficaram presos em cavernas na Tailândia foi mundialmente noticiado. Na época, não achei certo explorar o acontecimento, pois foi bastante divulgado que o técnico do time era praticante de meditação e ensinou a técnica para todos os meninos que declararam depois que aquilo foi essencial para manter a lucidez num momento tão difícil. Este podcast vai tratar de algo que aconteceu após os meninos terem saído da caverna em que eles passaram por um processo de retiro espiritual para purificação. Links Livro Milagre nos Andes Podcast #71 O Processo, fala da obra do compositor Aphex Twin  https://yoginapp.com/o-processo-podcast-71/ Voo Força Aérea Uruguaia 571 Reportagem da BBC sobre a cerimônia (com vídeo) Reportagem no Globo.com sobre o retiro espiritual dos meninos das cavernas tailandesas  Instagram da série Reflexões de um YogIN  http://yoginapp.com/planos/ Playlist com as músicas da série      

Reflexões de um YogIN
Podcast de Yoga | 18 mar 2020 | Daniel De Nardi

Ouvindo o bobo da corte – Podcast #14

Reflexões de um YogIN Contemporâneo - episódio #14 Neste episódio vamos falar sobre auto-estudo e isso passa por feedbacks sinceros e abertura para ouvir, os outros e a voz do coração. E o bobo? O bobo é um personagem de Rei Lear, obra de Shakespeare na qual, para mudar, o rei tem que ouvi-lo. Entenda o que está por trás disso tudo e como o Yoga entra nessa história. Aproveite o Podcast!   Links Rei Lear filmado em 1910 e pintado a mão Álbum Completo de Romeu e Julieta de Prokofiev  https://open.spotify.com/album/63jpiok5Vr3InKw0a1mPbE Playlist da série - Reflexões de um YogIN Contemporâneo  https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa Mostra de Cinema de São Paulo Imagem Janela Johari Curso sobre Medos que nos Travam https://yoginapp.com/curso/refletindo-sobre-os-medos-que-nos-travam-dvesha-abhinivesha/ Rei Lear ` Filme Rei Lear gravado 1899, um dos filmes mais antigos da História https://vimeo.com/161213926       Transcrição do Podcast   Ouvindo o Bobo da Corte #14   A música é de Prokofiev, ela se chama Romeu e Julieta porque hoje nós vamos falar de Shakespeare. Por que é importante a gente estudar e entender, pelo menos ter uma base, do que foi construído em termos de literatura antiga e a construção de textos antigos? É difícil, hoje a gente arranjar tempo pra ler grandes obras como as de Shakespeare e de outros autores clássicos, é importante a gente valorizar essas obras, quando você tem um contato mais próximo com elas você percebe que, no fundo, elas estão abordando aspectos humanos que a sociedade de hoje, com todo o sistema de tecnologia, está passando pelos mesmos problemas que foram retratados nas obras clássicas. Então os clássicos podem te dar mais profundidade sobre determinadas questões, no sentido de ter sido abordado de outra maneira. Shakespeare, por exemplo, é difícil de ler, eu nunca li nenhuma obra dele, já vi peças e já li críticos falando sobre, mas acabei assistindo no teatro. A primeira obra de Shakespeare que vi foi no cinema foi Rei Lear – aqui em São Paulo tem um evento anual chamado Mostra de Cinema, em que se concentra em duas ou três semanas filmes do mundo todo, passando em diversas salas, quase por 24 horas sem parar, a cidade fica praticamente respirando cinema, ali você vê muita coisa ruim, obviamente, mas muita coisa boa e muitas coisas inusitadas –, o filme foi filmado no século XIX, para a exibição pintaram a película e remasterizaram. O filme tinha efeitos especiais bem precários e foi apresentado ao som de uma orquestra tocando ao vivo (uma pequena orquestra de câmara, cinco músicos, dois violoncelos, um violino, violão também, não lembro ao certo) juntamente com o filme na sala de cinema. Foi uma experiência interessante, a história não deu pra captar totalmente, mas a experiência em si foi bem interessante. O nosso objetivo não é fazer uma análise profunda de Shakespeare, até porque eu não seria capaz disso, tampouco de Rei Lear, porém a obra traz um componente importante para a nossa discussão. Como eu disse anteriormente, alguns assuntos de hoje já foram tratados em outras épocas, Rei Lear foi escrito por volta de 1600, portanto é uma obra muito antiga, e trata de um rei tentando comprar o amor das filhas dele, isso é algo que já acontecia, acontece nos tempos de hoje e continuará acontecendo. Além de ser um debate de como a gente lida e quais as consequências disso, no caso dele tudo não acabou muito bem. O elemento que é importante nesta obra para o nosso debate é que ele leva um golpe das filhas dele, sai do reino e permanece apenas com o Bobo da Corte ao seu lado e mais um outro personagem. O ponto principal é o papel do Bobo, que não é só na obra de Shakespeare que ele está presente, esse personagem é muito presente na Idade Média, na época dos grandes reinados porque o rei era muito protegido dos feedbacks devido a sua posição social, o seu status impedia de saber a verdade, principalmente em relação aos erros que cometia, então, quem trazia a verdade é o Bobo da Corte que com ludicidade trazia as verdades necessárias para o rei (até porque a figura do rei sempre foi bajulada, além das conspirações criadas contra ele). O humor, de fato, é uma forma de trazer a verdade, de a gente aliviar um pouco a dor da verdade, que não é agradável de receber, a verdade é muito importante, o yôgin precisa saber lidar com a verdade porque só com ela a gente consegue construir algo sólido, você não consegue construir algo baseado na mentira, na enganação e no próprio escudo da Índia está la “Satyameva Jayate” (A verdade no final triunfará) uma frase da Mandukya Upanishad que está no brasão da Índia. É importante ter essa busca pela verdade e o humor é uma forma de a gente deixa-lo mais suave, uma forma de a gente encarar e receber o feedback, mas não levar só para o lado da brincadeira, isso é importante também, não se ofender e receber o feedback de uma maneira leve, mas se modificar com aquilo, pegar aquela informação e fazer ela gerar algum tipo de construção, ter algum valor para a sua vida, porque apesar de ter sido uma brincadeira, é aquela história: toda a brincadeira tem um fundo de verdade. Falamos do feedback, dessa questão lúdica do Bobo da Corte, mas na Índia existia um papel que era o Kavi, que era o poeta – o poeta era um Reesh, que é aquele que ouvia – e os poetas que começaram a escrever os primeiros Vedas, o poeta era visto como um grande sábio, porque ele deixava vir à tona a voz do coração, ele não era preocupado com o que os outros iam pensar ou com uma lógica perfeita do que ia dizer, mas ele estava preocupado em expressar a voz do coração. Ele chegava a esse status de Kavi, de poeta, nascendo numa família de Kavi, sabendo expressar essa voz interna, ou passando pelo ritual do Soma, ritual este que era associado ao yoga, no sentido de ter a intenção de pegar a energia dos vegetais a realizar uma ascensão, esse mesmo movimento de ascensão da mente era a busca do yoga desde as primeiras Upanishads, então o yoga está relacionado ao Soma, está relacionado ao ritual de ascensão da mente, e o Kavi era alcançado neste estado, quando você acalmava a mente e deixava a voz interna vir à tona. Então você vê que a gente tem maneiras de receber informações internas ou desconhecidas por diferentes fontes. O humor, já citado, é um excelente ventilador de informação e feedback, e também essa voz que você atinge nos momentos em que a mente se aquieta. Quando a mente parava que o Kavi começava a recitar os seus poemas. E sobre essa questão de feedback, a gente vai entender, um sistema já moderno, contemporâneo, este estudo é de 1955, chamado de Janela Johari. Alguns aqui já devem conhecer, quando eu vi esse conceito eu achei bastante interessante, pensei que era algo inspirado no Japão, tem Mata Hari que é a espiã da primeira Guerra, mas tem esse nome devido aos criadores Joseph Luft e Harrington Ingham, e eles tiveram a brilhante ideia de dar esse nome, Johari. É uma ideia sobre o nosso conhecimento pessoal, e aqui entra um ponto muito importante dentro do yoga, porque o yoga é um processo de autoconhecimento, de estudo para a gente expressar aquilo que a gente tem de melhor, para expressar isso você tem que treinar, repetir a habilidade para que saia algo puramente seu. Como no caso da escrita, se eu chegar em você e falar “escreva agora o melhor texto da sua vida”, mas você não está habituado com a escrita como você vai conseguir expressar o seu melhor texto? Para isto é necessário que você passe por um treino de escrita, estudar e copiar outras pessoas, assimilar outras referências até que saia uma escrita realmente sua. Pra você expressar algo seu você precisa repetir muito e para que você repita muito, tem que ser algo que você goste. Então, por isso que o Dharma é muito ligado com a nossa vocação, como a gente vai encontrar o nosso Dharma, como a gente vai encontra a nossa vocação? A mente, quando se aquieta, vai dando voz interna, vai dando voz que o Kavi ouvia, o poeta. Então essa voz vai nos dizendo verdades sobre nós mesmos, habilidades, e vai nos guiando para aquilo que é mais importante, aqui que nós temos que fazer. Então o Dharma ele é um conceito no sentido de aquilo que tem que ser feito, aquilo que tem que ser feito por você Quando é a sua própria Dharma. Então, quando você reconhece a sua Dharma, e a quietude da mente ajuda nisso, você vai repetindo, pegando referências que você gosta, repetindo, copiando, melhorando, trazendo algo seu, modificando e este aprimoramento com muita repetição é que faz nascer algo puramente seu, que você diga “aqui está o meu melhor em termos te termos de texto”, no começo você não consegue, mas para repetir muito tem que ser algo relacionado a sua vocação. E você pode observar esta questão do Dharma, no sentido de quanto você aguenta fazer esse esforço, o quanto você aguenta fazer aquele tipo de tarefa, não é todo mundo que tem a mesma resistência para todas as tarefas, cada pessoa tem uma capacidade de suportar uma tarefa em diferentes graus, e isso já é uma boa avaliação de uma busca do que é importante realizar, o que eu te daria satisfação, sentido de vida, o que é importante você cumprir como a sua missão pessoal. O yoga como esse processo de trazer o melhor de nós mesmos, ele tem de passar por um estudo de si, por uma repetição e uma observação constante e repetida, de “no fundo, o que sobra?” e esse é um questionamento do Rei Lear, ele passa por situações, perde o que tinha e o que sobrou do Rei Lear, quando você descobre o que de fato é você fica mais fácil você expressar a sua Dharma, que é a sua própria vocação, algo que só você pode fazer. Mas para você se tornar bom, precisa passar por um processo de autoavaliação e de avaliação externa, para conseguir isso você precisa passar por um processo de feedback, de aprimoramento, que são essenciais para a gente externalizar o nosso eu, para a gente trazer a voz do poeta, pra gente expressar o que um pessoa falaria brincando o que a gente não quer saber. Para fazer este tipo de autoavaliação é que o Joseph e o Harrington criaram este quadra, a janela Johari, que seria uma janela, com quatro vidros. Então pensa numa janela nesta forma, e pensa no lado esquerdo superior da janela, é o primeiro quadrante: o conhecido, aquilo que você sabe de você mesmo, e que as pessoas sabem e que, numa primeira interação, você expressa aquilo que é de conhecimento comum; o segundo quadrante é o quadrante cego, que as pessoas estão vendo, mas você não, eles brincam que é o quadrante do mau hálito, porque quem tem geralmente não sabe, mas todos ao redor percebem aquilo – essa informação vem muito através do Bobo da Corte, pela brincadeira, de você mesmo se ridicularizar e brincar com você mesmo para trazer aquilo que você sabe que não são o seu melhor, o que te incomoda, deixar vir por meio do humor através de você mesmo ou por meio da interação social, se você for muito fechado pra isto, o seu quadrante dois será grande e as pessoas não terão abertura para chegar e falar com você, às vezes você estará passando vergonha, mas ninguém vai te alertar, é importante você aceitar o humor e outras formas de feedback, para diminuir o que é cego pra você, para diminuir este quadrado que não é estático, ele vai se modificando de acordo com a sua interação social, a ideia é você ter o máximo de transparência com você mesmo – ; o quadrante 3 é o quadrante oculto, são as coisas que você sabe, mas as outras pessoas não, esse quadrante pode ser desde habilidades que você domina e que muitas vezes você não tem coragem de manifestar, ou pode ser coisa que você não quer que as pessoas saibam, de fato todo mundo tem segredos que são da ordem privada  e não deseja compartilhar, e isso é a escolha de cada um, mas há coisas que você tem medo de manifestar, mas te traria benefícios, isso está na parte do oculto e está relacionado ao medo de você levá-lo ao quadrante 1, que é o quadrante sobre o conhecido, então essa transição não precisa acontecer de uma vez, se tem algo que você quer expressar, você pode fazer isso aos poucos, eu falo sobre isso no meu curso sobre medo (vou deixar o link aqui embaixo), sobre esses testes para deixar o que é importante acontecer; e, por fim, vem o quadrante 4, que é o quadrante do desconhecido, tanto pra você quanto para as pessoas, que também é uma área que você não precisa trazer o tempo todo “vou tomar droga trazer tudo o que está inconsciente”, como vai ficar depois a sua psique, o quadrante 4 não é “ deixa vir tudo e tal, vou passar por m experiência, sete dias numa montanha sem falar com ninguém, praticando oito horas de meditação por dia” não é por aí, as coisas tem o seu tempo, a informação interna precisa vir aos poucos, se ela vem de uma vez ela pode causa traumas que nem sempre são benéficos, então é mais importante a gente passar por esse processo de autoconhecimento gradualmente. O quadrante 3, que é o quadrante oculto, das coisas que você tem em potencial e não quer revelar, é a voz do poeta, do coração, é aquilo que você sabe que pode fazer, essa voz vindo à tona é a parte da busca yoga, que é a parte da realização do svadhama, então lide bem com o Bobo da Corte, lide bem com a sua voz de poeta, a voz que muitas vezes não faz sentido lógico, mas que é uma certeza sua, uma certeza que você sabe que vai cumprir, é uma certeza de vida. Uma boa semana e até o próximo podcast. Obs.: Eu ia colocar isso no final, mas no final da conversa em que o Lear fala com o Bobo, ele abriu-se e disse “Então me diz bobo, onde foi que eu errei” e aí vem a frase mais famosa desta obra que é “O que você errou Lear, foi ter ficado velho, antes de ficar sábio”.   https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts-yoga-pro-seu-dia-dia

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