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Meditação


Postura de Lótus
Meditação | 5 mar 2021 | Daniel De Nardi

A experiência prática da meditação

A experiência prática da Meditação Esse ano, faz 20 anos que comecei a meditar. Foi em 96 que comecei a me aventurar na experiência de aquietar a mente. Antes mesmo de começar o Yoga, já lia e fazia alguns exercícios de meditação. Foi um treinamento que valeu a pena. Me trouxe muita coisa bacana pra minha vida. Dentre elas, reduzir minha dispersão quando preciso fazer alguma tarefa que exige atenção máxima, como escrever, ler ou ver algum filme. Sinto que essa capacidade de abstração dos sentidos, como o sábio Patañjáli, pai do Yoga dizia, me ajuda a explorar melhor tudo me interessa. Uma das coisas que esse tempo de prática me ensinou, é que nosso cérebro tem um princípio de conservação de energia. Esse instinto de sobrevivência dificulta muito qualquer tipo de mudança, mesmo começar um exercício que faz bem para nós como a meditação. O cérebro não quer fazer coisas diferentes, vai resistir até onde conseguir e criará desculpas para que você não mude seus hábitos. Ele não quer gastar energia, logo prefere que você continue lendo os mesmos tipos de livros, assistindo filmes com temas parecidos e também mantendo os exercícios físicos que você está acostumado a fazer. Nem isso o seu cérebro quer que você mude. Ele sempre trabalha pra fazer as coisas com o mínimo gasto de energia, logo mudar é forçar o cérebro a sair da sua zona de conforto e isso faz bem para sua capacidade de adaptação. Se você já teve alguma experiência com Meditação, provavelmente achou desconfortável e se nunca teve, pode esperar por uma experiência árdua. No começo é difícil mesmo. Você luta contra instintos de preservação da sua vida (pode acontecer até mesmo de você abrir os olhos no meio do exercício com medo que algo aconteça enquanto você está de olhos fechados). A proposta da meditação é algo que desafia o cérebro a mudar. Ficar atento a uma só imagem, força seu cérebro a não dispersar a atenção, algo que ele está acostumado e adora fazer. Por isso, ele não vai facilitar a vida e tentará buscar sensações e memórias que façam você parar com o exercício, abrir os olhos e voltar a olhar para as atualizções do seu celular. Persista. Não embarque nessa necessidade de dispersão, pois ela não é tão necessária assim, espcialmente enquanto você estiver meditando. Se deseja vencer, pelo menos alguma parte, dos seus turbilhões mentais, persista. Da mesma forma que cérebro rejeita a mudança, a medida que ele vai aprendendo a permanecer mais tempo focado no mesmo pensamento, a experiência da meditação trasforma-se completamente. Se você já praticou corrida sabe do que estou falando, no início parece insuportável, com o tempo pode até viciar. Meditar é conseguir dar mais atenção a você mesmo. Pense se você ficasse olhando para uma flor durante 5 minutos, sem pensar em mais nada, quantas informações você teria sobre ela que você nem sabia? Agora pensa fazer 5 ou 10, ou 15 ou 20 minutos deste mesmo exercício com você mesmo. Quanto você também não sabe sobre você?

Dicas de Yoga | 27 fev 2021 | Juliana Beneton

Mindful Eating – O que é comer consciente?

Mindful Eating – O que é comer consciente?   Você às vezes se encontra comendo porque está entediado, triste, feliz, ou simplesmente porque teve um dia difícil? A boa notícia é que você não está sozinho. Comer demais, de vez em quando é normal, no entanto, comer de forma emocional pode facilmente sair do controle e levar ao ganho de peso e outros problemas de saúde. Mindfulness vai além de disciplina e força de vontade, e tem a ver com o poder de estar completamente presente no momento, sem julgamentos e sem críticas. Desse princípio surgiu o Mindfulness eating, que tem como foco encorajar as pessoas a se tornarem adeptas de hábitos alimentares mais saudáveis. A prática ensina a estar presente no momento da refeição, apreciando o cheiro, cores e sabores do alimento. Ensina também a lidar com as emoções e escutar a própria intuição, fazendo com que assim as pessoas consigam ter prazer em comer e como consequência ainda perder peso. Os princípios básicos de Mindful Eating: para poder praticar o mindful eating, é muito importante que você esteja consciente das distrações ao seu redor, sempre trazendo sua atenção de volta para a comida. Essa prática ensina a estar presente com a sua comida e seu corpo antes de começar a comer, enquanto você esta comendo, e irá determinar quando parar de comer. Mindful eating não é mágica e nem traz resultados da noite para o dia, apenas requer que você esteja conscientemente empenhado em estar presente e observar. Mas afinal, como aplico essa teoria à prática? Alguns autores que estudam métodos de mindful eating normalmente sugerem iniciar com esses seis conselhos básicos: 1 – Respire e confira se você realmente tem fome 2 – Observe a sua comida 3 – Desacelere 4 – Investigue a sua fome durante a refeição 5 – Mastigue bem 6 – Aprecie a sua comida Respire e sinta seu estômago. Antes de começar a comer, respire bem fundo e relaxe o seu corpo. A maioria das pessoas hoje em dia não presta atenção na respiração e não tem idéia da importância desse hábito. Note se você realmente tem fome, sem julgar, sem tentar bloquear o que você esta sentindo. De uma nota de 0 a 10 para a fome, sendo 0 “nenhuma fome” e 10 “a maior fome que já senti”. Sente que poderia comer qualquer coisa para satisfazer a fome ou tem desejos específicos? Coma apenas quando tiver fome de verdade. Se você sente desejos específicos, quer comer a qualquer custo mesmo sem estar com fome, se pergunte: por que quero comer sem fome? O que realmente estou precisando que acho que vou encontrar na comida? Não se preocupe em encontrar respostas imediatas, como comentei acima, esse é um processo de aprendizado sobre a sua relação com a comida e com você mesmo. Observe a sua comida Pare por um ou dois minutos para observar a comida. A apresentação, as cores, o cheiro… Comer de forma distraída acontece muito rapidamente e quando você se da conta, na maioria das vezes, nem sabe o que comeu, nem que gosto ou forma o alimento tinha. Não pense na quantidade de carboidratos, proteína e gordura presentes na comida. Desacelere e vá com calma Comer devagar ajuda a apreciar a refeição e curtir os sabores. Algumas coisas que ajudam nessa prática são: comer longe da televisão, sem o celular na mão, apoiar os talheres entre uma garfada e outra, parar para respirar e mastigar bem a comida. Se você está comendo na presença de outras pessoas, tente ouvir a outra pessoa sem ficar com os talheres na mão ou comendo enquanto a outra pessoa fala. Você acabará notando até uma melhora na digestão da comida. Investigue a sua fome durante a refeição. Quando estiver na metade da refeição, investigue se ainda tem fome. Se dê permissão para continuar ou parar de acordo com a sua fome e não por causa de regras como “você precisa limpar o prato”, “não pode jogar comida fora, tanta gente passando fome no mundo”. Não me leve a mal, o problema de miséria e fome é algo seríssimo e muito triste, mas vamos combinar que você “limpando o prato” não estará contribuindo em nada com a fome mundial. Se você nota que tem desperdiçado muita comida, nas próximas vezes que for ao supermercado ou restaurante, opte por comprar menos comida ou pedir porções menores. Mastigue bem a sua comida Essa todo mundo está cansado de escutar, porém, quantas pessoas realmente mastigam bem a comida? Preste atenção em todas as sensações enquanto mastiga. Você consegue perceber que sua digestão está começando e a fome aos poucos desaparece? Quando você mastiga, a comida começa a se quebrar em pedaços menores e enzimas começam a agir. Comida bem digerida significa mais nutrição para as nossas células e consequentemente mais energia. Aprecie a sua comida Comer a comida com prazer significa que você esta comendo algo que verdadeiramente lhe satisfaz. Apreciar a comida e comer com prazer acontece apenas quando você esta totalmente presente durante o ato de comer. Mas e se você só fica satisfeito comendo uma pizza ou uma barra de chocolate inteira? Bom, alguns estudos demonstram que gosto é algo que se adquire. Ninguém nasce gostando apenas de determinados alimentos, ou seja, se você cresceu comendo sempre as mesmas coisas, provavelmente adquiriu gosto por esses alimentos e se acostumou a comer aquilo. No entanto, quando você começa esse processo de treinar sua mente para comer de forma consciente, irá notar que muitas comidas que acreditava adorar, agora nem se parecem mais tão saborosas. Para saber se esse é realmente o caso, aprecie e coma com prazer as comidas que gosta e veja como se sente.   Mindful eating pode realmente ajudar a fazer as pazes com a comida de forma com que você coma apenas quando tem fome e em menores quantidades. Com o passar do tempo e o aperfeiçoamento da prática, note como seu entendimento sobre seus sentimentos em relação à comida mudam e amadurecem.   Nota: é importante mencionar que pessoas que sofrem de distúrbios alimentares devem sempre procure ajuda profissional. Uma equipe multidisciplinar com psicólogos e nutricionistas podem ajudar, porém muitas vezes apoio médico também é necessário.

Meditação | 8 jan 2021 | Daniel De Nardi

ESPORTES E A MEDITAÇÃO

Meditação! Eu estava pedalando com um amigo que me questionou - mas o fato de você fazer esses esportes de resistência não é contraditório com a filosofia de vida que você segue? Não achei a pergunta inusitada, inusitado era o fato de lecionar Yoga há 17 anos e ninguém nunca ter me questionado isto antes. Uma vez eu fiz esse mesmo questionamento em relação ao life style de escritores, que no imaginário coletivo sempre tem uma vida boêmia e desregrada. Poderia um escritor viver de forma saudável e disciplinada? Encontrei a resposta num livro do renomado Haruki Murakami, que descobri depois ser um exímio triatleta. Em Do que eu falo quando eu falo de corrida Murakami fala dos seus longos e repetitivos treinos e como isso o ajuda no ofício da escrita. \"Por mais mundana que uma ação possa parecer, fique nela o tempo suficiente e ela se tornará um ato contemplativo, meditativo até.\" Se você buscar no dicionário a palavra meditação, encontrará uma definição relacionada a pensar, refletir. Entretanto, meditar significa justamente o oposto, meditar é não pensar. Mas, como somos condicionados a pensar o tempo todo não conseguimos simplesmente \"parar de pensar\". Para tanto, você precisa saturar a sua mente com um único pensamento até que ela pare. Quando isso acontece, a consciência pode fluir por planos mais sutis como o da intuição. Os exercícios de meditação, são técnicas em que precisa-se repetir o mesmo som ou imagem por muito tempo até que se atinja o estado desejado. Quando você nada, pedala ou corre por horas, de alguma forma você também entra num outro estado de consciência. É interessante observar, que assim como acontece na meditação, na maior parte das vezes, o começo é mais difícil, ao longo da prática, quando você atinge esse estado, o corpo e a mente entram num fluxo de atenção contínua, é como se um escudo contra a dispersão e o cansaço tomasse conta do praticante. Você cansa muito menos e fica cada vez mais claro na sua mente onde você quer chegar. Um praticante pouco treinado na meditação, não consegue sustentar a concentração por muito tempo, dispersa rápido e sente muito desconforto tendo vontade de parar rapidamente. O atleta pouco treinado, sempre pensa que não vai conseguir, sente mais do que cansaço, um incomodo mental quando faz treinos muito longos e muitas vezes não consegue terminá-los. Mas nos dois casos, a persistência vai tornando a prática mais prazerosa, o corpo para de brigar com a mente e a coisa flui. Então para mim, aqui existe uma simbiose entre os esportes de endurance e a meditação, ambos vão se apoiando, ambos vão se ajudando a manter a nossa mente mais focada e isso permite mais tempo e mais performance no que quer que façamos.    

Meditação e Positividade
Meditação | 13 dez 2020 | Equipe YogIN App

Meditação e positividade

Meditação e positividade Completa - Aprenda Como Fazer Sabe quando você medita e os balõezinhos de pensamentos continuam a aparecer?Eu sempre falo para meus alunos: não lute contra, deixe ir embora assim como vieram, apenas não dê atenção.É bem provável que seu professor de yoga também fale isso.Então de repente, com a prática, você começa a aprender a fazer isso. Você começa a estar presente em cada postura, você começa a conseguir afastar os balõezinhos na meditação, e eis que surge o estado de dhyana, meditação, a supressão das instabilidades da mente. Importante que a partir daí, isso não se limite apenas ao seu momento de meditação, mas que você aprenda a fazer isso fora do seu tapetinho, que leve isso para o dia a dia sabendo ignorar muitas coisas. Quanto menos você responde a algumas coisas e pessoas em uma frequência que não vale a pena você se conectar mais positiva sua vida se torna. Aprenda com o silêncio e assim também o oferte como resposta. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Paz, Meditação e positividade ! Aprenda Sobre Imersão em Meditação - clique aqui! https://yoginapp.com/vipassana-a-experiencia-de-marcelo-peri-podcast-103/

OM Meditação
Meditação | 17 nov 2020 | Daniel De Nardi

A Meditação do SOM – Podcast #57

A Meditação do SOM - Podcast #57 Este podcast vai deixar perguntas sem serem respondidas - como as músicas são capazes de gerar tanto prazer em nós? Qual lógica evolucionista explica esse fenômeno? Ouça e nos diga o que você acha. LINKS Meditação no OM   https://soundcloud.com/yogin-cast/meditacao-om?in=yogin-cast/sets/medita-o-iniciantes     Playlist com 7 Meditações   https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/medita-o-iniciantes   Filme Amadeus Amadeus na @NEToficial https://t.co/r0vr1K0yn8 — Daniel De Nardi (@danieldenardi) March 9, 2018 Filme Amadeus     Teoria das Cordas   https://youtu.be/WWnHgiC4HM8   Teoria das Cordas - Documentário   https://youtu.be/053Wje5f72I   Filme roteirizado com um livro do Oliver Sacks sobre música - A música não pode parar Mozart   Playlist da série de podcasts - Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa    

aprendendo a meditar com o yoga
Meditação | 9 nov 2020 | Daniel De Nardi

Aprendendo a Meditar com o Yoga – Podcast #60

Aprendendo a Meditar com o Yoga. Neste episódio falaremos do livro do YogIN App - Aprendendo a Meditar com o Yoga -  e como o esforço sobre si mesmo, chamado no Yoga de tapas é essencial para quem quer evoluir em qualquer atividade.     LINKS     Podcast que trata de tapas - Auto Superação https://yoginapp.com/preparacao-podcast-09/   Curso - Refletindo sobre Medos https://yoginapp.com/curso/refletindo-sobre-os-medos-que-nos-travam-dvesha-abhinivesha/   Página de Cursos do YogIN App https://yoginapp.com/curso-yoga/ Ebook - Aprendendo a Meditar com o Yoga  https://yoginapp.com/curso/ebook-aprendendo-meditar-com-o-yoga/   Projeto YogIN - 21 dias de Yoga consecutivos    https://yoginapp.com/projeto-yogin-2018-podcast-56   Musica de Camâra     PLaylist da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa      

Pense menos
Meditação | 29 out 2020 | Daniel De Nardi

Meditação – Pense menos!

Meditação - Pense menos! Parei no meio do texto para procurar uma imagem, encontrei essa aí de cima. Além de ser a primeira a aparecer na pesquisa, é de longe, a mais bonita. Na pesquisa dos hemisférios do cerébro com legendas em português,  ninguém conseguiu encaixar tão bem os elementos dentro da arte. A imagem é bonita, as cores diferenciam perfeitamente os lados e as palavras foram muito bem encaixadas. Quem a desenhou é o melhor artista de hemisférios do cérebro com legendas em português de todo o Google. A imagem é tão relevante que é a primeira a aparecer apesar do erro crasso - as funções de cada lado do cérebro estão trocadas. Mas se este erro não foi proposital, ele é a melhor imagem para o conceito de hemisférios cerebrais. Sabe-se que o cérebro possui dois lados, desempenhando funções öpostas\". O esquerdo, cuida da lógica, raciocínio, memória e áreas relacionadas. Há um exame chamado eletroencefalograma que mede o ritmo das frequências cerebrais. Estes ritmos são classificados por faixas de velocidade, sendo que cada uma dessas faixas desempenha diferentes funções, como você pode ver na imagem abaixo.     Quanto mais se utiliza a informação produzida pelo lado esquerdo (capacidade de raciocínio), mais rápidas são as frequências. Logo, para resolver problemas, dentro do padrão de pensamento, temos que estar com a atividade cerebral máxima. Até mesmo esta outra imagem que busquei no Google fala que a resolução de problemas acontece no estado Gama >40 hertz. O lado direito do cérebro é responsável pela sensibilidade, intuição e criatividade. O que demonstra uma nítida incoerência no fato de querermos solucionar os problemas apenas pensando mais (Gama +de 40 Hz), sendo que a criatividade acontece num ritmo Beta 13-40Hz que exige menos atividade cerebral. Quanto mais você é estimulado a raciocinar, pesquisar, estudar, menos espaço deixa para o funcionamento do lado direito do cérebro, o lado da criatividade. Simplificando, quanto mais memória, menos criação. Patanjali, importante mestre de Yoga do século III A.C., já dizia em seu livro Yoga Sutra, que a memória era uma das principais dispersões a serem controladas para pode se obter intuição. O lado direito, opera com frequências cerebrais mais lentas, nos estados Teta de 4-7Hz e Alfa de 7-14Hz. Pelas pessoas que conhecemos, podemos notar que geralmente as menos aceleradas são mais criativas. Talvez isto explique a imagem mais linda dos hemisférios cerebrais de todo o Google ter sido criada com a ordem das palavras invertidas. new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Alguém já te deu como conselho - Pense menos!? Tirando os conselhos amorosos: faça outra coisa para pensar menos nele/a . Geralmente, quando estamos com algum problema que não conseguimos resolver, nos recomendam pesquisar mais, ver algum caso semelhante, ler determinado livro. Isto pode ser um bom conselho, mas e se você cogitasse outro? - Pensar Menos! A criatividade é sempre quem nos tira do buraco. Só de ler esta frase, você já deve ter pensado em algumas situações em que você só resolveu o problema por que pensou diferente. Logo, a melhor coisa que você pode fazer para resolver algo é baixar a frequência das suas ondas mentais - estimular o funcionamento do lado direito do cérebro, de onde nascem as melhores idéias. Certa vez, um filósofo percebeu que boa parte das suas idéias eram concebidas um pouco antes dele entrar no sono. Começou a se incomodar com a quantidade de ideias que perdia quando pegava no sono. Desenvolveu um sistema para não perdê-las. Deixava do seu lado papel e caneta e equilibrava um sino em cada mão. Quando dormia e tinha uma ideia, o sino tocava e ele acordava para anotar. Próximo ao sono, a frequencia cerebral baixa muito e começa a operar na fase da intuição e criatividade. Tanto a meditação quanto o relaxamento, colocam-nos nesses estados de consciência. Praticar essa técnicas é a melhor forma para baixar a velocidade das frequências cerebrais para estimular o lado direito, o que permite que intuição e criatividade venham à tona. Faça a experiência e não se esqueça de revisar suas criações antes de por na internet. ;)     Quer saber mais sobre Yoga? Clique e receba o conteúdo gratuitamente.

Por que meditar a noite ?
Meditação | 21 out 2020 | Daniel De Nardi

Por que meditar à noite?

Por que meditar à noite? Eu gosto da ciência e meditar tem sido uma ação muito investigada por ela ultimamente. Muitos efeitos do Yoga a ciência ainda não consegue atingir, por outro lado, tudo o que conseguir provar cientificamente em termos de efeitos da prática, acho válido para o praticante. Hoje tive um dia pesado, sim nós YogINs também temos preocupações. No final da tarde, daria uma aula para uma aluna antiga. Quando cheguei, meu estado emocional estava tão agitado que ela perguntou se eu tinha vindo correndo. Quando começou a prática, lembrei de todas as pesquisas que venho fazendo a respeito de meditação. Lembrava até dos resultados da redução dos níveis de cortisol (substância que ativa o estado de stress) e das divisōes de frequências do eletroencefalograma.     Naquele momento, decidi por o Yoga à prova - me dedicaria com a concentração de um YogIN às técnicas e observaria se as pesquisas são de fato verdadeiras conseguindo de fato alterar meu estado de consciência. Começamos com um longo aquietamento. Depois pránáyáma alternado para reduzir o estado emocional. Fechei os olhos, embarquei na experiência, falava apenas os insights que a prática ia me proporcionando. Quando iniciamos os ásanas, fizemos poucas posições com longas permanências de cerca de cinco minutos em cada. Ali não estava dando uma aula formal, tampouco, buscava performance, meu foco era a experiência do ásana. Ao final da meditação, meu estado era de uma serenidade tamanha que pensei que nenhuma droga conseguiria produzir aquilo em mim. O Yoga venceu a aposta!   Por que meditar à noite? Dentro do cérebro há uma região bastante escondida chamada hipotálamo. O hipotálamo é responsável por manter o corpo em equilíbrio (homeostase). Quando a pressão aumenta, ele envia substâncias para baixar, entre estas substâncias  está o temido cortisol. O cortisol não é uma substância ruim. Como dá para ver pelo gráfico, é liberado todos os os dia em diferentes quantidades ao longo das horas. O cortisol é a substância responsável por estimular os instintos de luta ou fuga precisando produzir grandes mudanças tanto no psiquismo quanto no corpo. Por isso, o problema está quando passamos a liberá-lo constantemente por longo período de tempo. Quando estamos estressados, jogamos doses cavalares de cortisol no corpo, gerando diversas modificações como por exemplo, aumentar a circulação sanguínea nos músculos e diminuir nos órgãos. Num estado natural, o corpo começa a liberar cortisol logo cedo e atinge o ápice da liberação às 8 da manhã. Num organismo saudável, a liberação de cortisol vai diminuindo até a noite para podermos relaxar mais o corpo e descansar. Manter a liberação alta de cortisol pode ser bastante prejudicial à saúde além dificultar a qualidade do sono. Meditar proporciona ferramentas para atuarmos fisiologicamente no corpo. Meditar estimula o sistema para-simpático, contrário ao simpático que gera o stress. Meditar faz os níveis de cortisol baixar conforme as pesquisas de Rinad Minvallev, um fisiologista da Universidade de São Petersburgo que chegaram a detectar até 33% de redução com a prática do Yoga.  Meditar a noite é o momento ideal para fazer seu organismo se reorganizar biologicamente, baixando o cortisol e preparando-se para uma noite de descanso profundo. Namaste!! Clicando na imagem abaixo você pode entender como o Yoga/Meditação podem ajudar a sua intuição. https://yoginapp.com/como-o-yoga-pode-ajudar-na-sua-intuicao/ Assine o Canal do YogIN App no YouTube Clicando AQUI   Boas práticas!

Postura de Lótus
Dicas de Yoga | 18 out 2020 | Adri Borges

Como o Yoga pode ajudar na sua intuição

Como o Yoga pode ajudar na sua intuição Você acredita no seu poder de intuição? Sabe como o Yoga pode te ajudar? A princípio, você sabe o que é intuição? Segundo o dicionário intuição é: substantivo feminino 1. faculdade ou ato de perceber, discernir ou pressentir coisas, independentemente de raciocínio ou de análise. 2. forma de conhecimento direta, clara e imediata, capaz de investigar objetos pertencentes ao âmbito intelectual, a uma dimensão metafísica ou à realidade concreta. 3. visão clara e direta de Deus como a que possuem os bem-aventurados.Apesar de sermos Corpo Mente e Espírito, quando nos encontramos em algum momento desafiador ou de stress, a tendência é nos focar em nosso lado racional. Quando focamos nosso lado racional, perdemos nossa conexão com nosso lado criativo, com nossas emoções e consequentemente com nosso poder de intuição. Segundo Bill George,Professor da Harvard Bussiness School, jamais deixaremos nossa intuição fluir se não nos observarmos. Ele ainda completa que todas as decisões são intuitivas. Se não fossem poderíamos procurar no computador e teríamos todas as respostas. Muitas vezes nosso pensamento racional domina a situação. Tomamos nossas decisões baseado na nossa mente consciente. Com o ritmo alucinante das grandes cidades, overdoses diárias de informações e obrigações o tempo se torna escasso. Não há tempo para respirar, silenciar e nos observar. Sem esta observação perdemos nossa conexão e nos fechamos para nossa habilidade de intuir. Sobrecarregamos nossa agenda com inúmeras programações: compromissos sociais e profissionais, atividades físicas, projetos intermináveis e happy hours com pessoas que muitas vezes nem nos lembramos os nomes. Todas essas distrações nós chamamos de entretenimento. E são elas que muitas vezes nos afastam de nós mesmos impedindo-nos de nos observar e deixar a intuição fluir. Mas qual seria a importância da intuição em nossa vida? Segundo o psiquiatra e autor Iain Mac Glchirist, a intuição é a tomada da consciência das coisas sutis que estão fora do foco da atenção. Coisas das quais temos consciência de forma inconsciente. Ele ainda completa que se passamos muito tempo focados na nossa mente consciente não vemos o que deveria ser importante e consequentemente, eliminamos essa informação. O que me surpreendeu nesta entrevista, foi quando ele disse que bem pouco de nosso processo mental é consciente. 95% possivelmente 99% não é nada consciente e agem para nos alertar de coisas que nossa mente não está ciente. São portanto coisas implícitas, coisas sútis. Como o Yoga pode te ajudar a despertar sua intuição? A prática da meditação é uma importante ferramenta para que você possa se observar e trabalhar sua intuição. Que tal experimentar? Permaneça sentado com as pernas cruzadas (postura meditativa). Mantenha seus olhos fechados e sua coluna bem ereta. Repouse suas mãos sob seus joelhos mantendo seus ombros voltados para baixo e para trás. Permaneça com seu queixo paralelo ao solo. Agora apenas inspire e expire. É chegado o momento de você se aquietar. Mantenha sua respiração nasal, lenta, profunda e consciente. Através dela você irá cessar o fluxo de pensamentos permanecendo assim em seu momento presente. Preste atenção em sua respiração estabelecendo assim uma conexão com seu mundo interior. Abstraia-se de ruídos externos temperatura do ambiente e peso do seu corpo. Agora apenas se observe. Sem se julgar e se envolver com seus pensamentos. Apenas observe! Quando entramos em estado meditativo e começamos a nos observar não há lugar para escapar exceto em si mesmo. Quando esta conexão se estabelece você realmente começa a ser você mesmo. Você começa a entrar em contato com o que há de mais verdadeiro, a essência do seu ser. A partir da sua observação você abre as portas para sua intuição fluir. Vamos meditar? Namastê.

meditacao profunda
Meditação | 14 out 2020 | Daniel De Nardi

O que um praticante percebe num profundo estado meditativo?

O que um praticante percebe num profundo estado meditativo? Muitas pessoas pensam em estados meditativos como uma viagem quase psicodélica onde revela-se toda a verdade existente no Universo. Não acredito muito nessa linha, inclusive há o risco de algum dito \"iluminado\" vender a ideia de que somente ele teve acesso a esse estado e que só alcançará o estado iluminado quem seguir suas orientações. Desde as primeiras escrituras que falaram de meditação (Rig Veda e Yoga-Sutra) relaciona-se estados meditativos com liberdade. Samadhi (um estado meditativo) conduz a kaivalya (libertação), logo um estado profundo de meditação deve conduzir a isso.   YogIN App - Escola de Yoga OnLine · Estado De Meditação Profunda - Podcast #12   Que tipo de liberdade buscam os YogINs? A liberdade buscada pelos YogINs é conseguir discernir nos comportamentos, o que vem do âmago (Purusha) e o que lhe foi imposto (vasana).    A base filosófica dos Vedas e Yoga-Sutra (antigos textos hindus) é uma filosofia chamada Samkhya. O Samkhya acredita que a essência que existe dentro de nós (Purusha), ao entrar em contato com o mundo manifestado (Prakriti), se \"infecta\" (usando uma simplificação braba) e ao se infectar, não consegue se manifestar plenamente. É como um eclipse desse brilho interno pela vivência do dia a dia. As interações com o meio, mantém o Purusha obstruído. É a atenção excessiva aos acontecimentos externos que gera a desconexão e consequentemente sensações desagradáveis. O Purusha, não conseguindo se manifestar, torna-se escravo do mundo manifestado. O exercício de meditação se propõe a criar o ambiente ideal para auto observação. Claro que você pode fazer esse tipo de observação a qualquer momento em qualquer lugar. Vamos usar como exemplo de ambientes para a experiência contemplativa, o simples olhar para as estrelas. Podemos fazer isso de qualquer cidade, mas a experiência de olhar para o céu em São Paulo certamente não é a mesma de que dentro de um centro de observação planetária da NASA no deserto do Arizona. A meditação ajuda o praticante a diminuir agitações (físicas, emocionais, mentais) que dificultam a auto observação. Se durante o exercício você continuar pensando nas mesmas coisas, lembrando as mesmas coisas e sentindo tudo igual, o Purusha continuará em seu estado e nenhuma mudança profunda será alcançada. A medida que o praticante consegue discernir melhor entre o que é realmente seu (essência) e o que é condicionamento imposto nas interações humanas, começa trabalhar para trazer o aprendizado da experiência para seu dia a dia. Se durante a meditação você fica esperando esse estado de iluminação revelador que falamos no início, esquece, sua meditação será frustrante. Primeiro porque para meditar você não deve ficar esperando nada, seja um estado de consciência, um mensagem no celular ou outra interrupção do estado. Meditar está mais para observar uma exposição de Arte do que atravessar o Canal da Mancha a nado, cumprindo uma tarefa para obter um objetivo. Sua meditação também será decepcionante pois revelações intensas demais não possuem consistência. Uma pessoa que usa algum tipo de droga pode ter centenas de revelações durante sua viagem, mas será que conseguirá aplicar os insights em sua vida? Dificilmente! Então, o aprendizado com mais valor vindo da meditação é aquele que nos revela pequenos insights, pequenas revelações de nós mesmos que vão aos poucos reconstruindo a conexão com a essência. Quando você está mais conectado, aprende mais sobre você mesmo e isso é o maior valor que o treinamento de meditação pode proporcionar, muito mais que um estado revelador e que só poucos iluminados alcançaram. Medite para se observar, sem pretensões de paranormalidade. O estado meditativo é um estado natural, aprenda com ele. Construa seu EU no dia a dia, isso certamente o fará mais livre.   Se quiser ouvir um podcast tratando sobre esse mesmo assunto, clique abaixo.