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Formação de Professores


Reflexões de um YogIN
Formação de Professores | 5 out 2020 | Daniel De Nardi

Por um Yoga menos esquizofrênico – Podcast #15

Reflexões de um YogIN Contemporâneo - Episódio 15 Neste podcast vamos debater o Yoga como profissão - afinal o que faz profissionalmente um professor de Yoga? Podcast com respostas ao Doutor Roberto Simões sobre Foramção de Professores e aulas de Yoga. https://soundcloud.com/yogin-cast/por-um-yoga-menos-esquizofrenico-podcast-15   Links   PODCAST COMENTADO PDF YOGA SUTRA - Tradução Carlos Eduardo Barbosa   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();     Transcrição do Podcast Por um Yoga Menos Esquizofrênico #15 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e estamos começando o 15º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast semanal a respeito do yoga e dos acontecimentos do dia-a-dia. Esta história eu aprendi com um estudioso e professor de cultura sânscrita, Carlos Eduardo Barbosa. Ele é professor de yoga, tem uma rica tradução do livro Yoga Sutra e é alguém que vale a pena conhecer o trabalho, estudar e saber as opiniões sobre o yoga. A Índia antiga, de 2000 a.C., na época em que começaram a construir as primeiras Upanishads, que são textos que vem a seguir dos vedas, a gente tem as primeiras construções dos Vedas, do Rigveda, em seguida começam a construir as Upanishads e o Rigveda continua sendo escrito, mas as Upanishads ganham mais importância e depois vão se desdobrando em outros textos. Então mais ou menos nessa época era muito comum o debate dentro das aldeias, existiam, inclusive, dois tipos de intelectuais: os Sramanas que eram os intelectuais locais (professores, sábios, sacerdotes), pessoas que ensinavam determinadas ideias, filosofias e técnicas (entrava a meditação, de certa forma); os (inint) [01:42] que eram intelectuais viajantes, quando chegavam na tribo, desafiavam os Sramanas para um debate público. Esse debate público era feito como um ritual, existiam regras, até formas de você identificar o vencedor. Quem ganhava, recebia o reconhecimento da população e bens materiais, mas o que era mais importante para o desenvolvimento do yoga eram as ideias que passaram para frente. Uma das regras do debate era que quem perdesse deveria aceitar e assimilar a ideia do adversário e propaga-la. Isso fez com que houvesse na Índia, como um todo, desde aquela época até Patanjali (1500 anos depois) diversos debates, Patanjali sistematiza o que desses debatias tinha de fundamentos do yoga, e escreve o Yoga Sutra que não será debatido hoje, apenas para você ver como a construção das ideias influenciou a formação do yoga. O que a gente pratica hoje é influenciado por esses debates, então o debate faz bem para as ideias, tudo o que a gente questiona, a gente acaba aprofundando. O debate é construtivo e é muito importante para a construção dos significados, inclusive um dos papeis da filosofia é trazer os significados dos conceitos. E é isso que a gente vai fazer hoje, eu me propus a responder alguns questionamento que o Roberto faz no podcast dele. Roberto: “E nos últimos dez anos me dedico ao yoga no mestrado e doutorado e Ciência da Religião, se escrevo estas parcas linhas aqui ou falo com vocês, é pelo amor que nutro a cultura yoga. O que desprezo é o silencio que o microuniverso yoga brasileiro está mergulhado algumas décadas, preferia muito mais o tempo em que os yogues no Brasil deixavam claro as suas ideologias sem medo de serem exposto, ou perderem alunos e dinheiro. E reservavam a quietude apenas para as suas práticas meditativas.” Comentário: Eu tenho um imenso respeito por ele, como já falei em outros podcasts, eu aprendo muito com ele, inclusive não vai ser possível comentar o todo o podcast, a maior parte do que ele fala eu concordo. Porém, destaquei alguns pontos que acho importantes, tanto no que concordo quanto no que eu discordo. A ideia é que a gente cresça, é dar um esclarecimento para o leitor, não só sobre o yoga, mas em relação a outros assuntos e, também, dar pra você uma base conceitual para que você crie as suas ideias, o seu próprio significado para a prática, ou filosofia, do yoga como um todo. Isso é muito engrandecedor. Eu não falei para o Roberto que eu faria isso, a minha ideia é que o debate seja o mais transparente possível. Conheço o Roberto pessoalmente, não profundamente, ele não é o meu amigo particular, mas tem um curso dele no YogIN App que é o Neurofisiologia da Meditação, é excelente e eu indico para todos que acompanham este podcast porque ele tem uma linha de raciocínio e comprovação científica. O Roberto é um cientista, é doutor pela PUC em Ciências da Religião, então o curso é rico e traz uma visão cientifica do que hoje se pode provar a respeito da meditação e o que os estados de consciência podem ser. Vou deixar o link na descrição, vamos ver as principais questões a serem debatidas e eu vou fazendo alguns cortes. Como disse, não avisei a ele, para ter o debate o mais limpo possível, se ele achar que vale a pena responder...a ideia não é fazer um vencedor, mas trazer um outro ponto de vista em relação a alguns conceitos e opiniões. Como vimos, os Sramanas e os (inint) [07:00] debateram e fizeram o yoga crescer em termos de conceito, fez com que o yoga se tornasse mais relevante na vida das pessoas, porque, obviamente, as pessoas adotavam aqueles conceitos que tinhas mais sentido para a vida delas, com o que tinha sentido na vida delas. O intelectual apresentava as ideias e as pessoas adotavam aquilo que tinha sentido. Então aqui não é uma disputa, são dois pontos de vista sobre alguns assuntos para você pensar, procurar entender, o mais importante é você ter a sua própria opinião, ter diferentes referências, que são essenciais para a gente construir, admirar quem fez grandes construções e fez obras importantes na área que você está estudando, mas não ser uma cópia exata daquilo (você pode copiar um momento, mas a criação será a partir de cada um, a partir do que cada um tem). Certamente o Roberto é uma das minha referências hoje, como eu entendo o yoga vem muito do que eu estudei com ele (e com alguns outros professores também), o que demonstra que não será um a tarefa simples contrapor as ideia que ele vai colocar no podcast. Roberto: Yoga esquizofrênico, o que são os yogues no Brasil profissionalmente falando? Professores, terapeutas ou guias espirituais? São, estas, perguntas interessantes a se fazer e elas não são retóricas, há realmente um silêncio, um vácuo sobre o assunto. A resposta geral é esquizofrênica: “somos tudo isso e nada ao mesmo tempo”. Bem, vamos tentar dialogar sobre a questão nos próximos minutos. Se o yogue for profissionalmente categorizado como professor, ele ensina o que especificamente? Uma filosofia prática, que visa dar sentido à vida das pessoas com promessa de uma vida boa? Essa resposta, talvez, é a mais articulada mas, ao mesmo tempo, mais vaga possível. Comentário: Não deixar a questão muito vaga porque quem está procurando não consegue entender. E pra quem está exercendo a profissão, é muito importante que tenha muito claro qual é o objetivo dela. Acho que o yoga pode ser isso que ele mencionou, uma filosofia que dá sentido às pessoas, mas não é necessariamente isso que a gente ensina, muitas vezes na aula você vai ensinar meditação, a pessoa tem um intuito de aquietar a mente (que no meu ponto de vista é um dos principais objetivos do yoga) ou ela tem um intuito de fazer um alongamento para se sentir mais relaxada. Isso tudo, de fato, pode ser entendido como o que um professor de yoga faz, então, a profissão seria professor, mas um professor de uma prática livre, de uma profissão livre que, ainda, não está vinculada a nenhum órgão fiscalizador do governo (o que acho favorável e positivo, vou abordar isso mais pra frente). Mas o que de fato um professor de yoga faz? Ele ensina as técnicas, alguns alunos tem um interesse de conhecer profundamente com objetivo de fazer uma revisão de sua verdade pessoal. O papel que eu considero não é fazer um papel de coaching, o meu trabalho é – com as técnicas – trazer uma reflexão, uma percepção que o próprio aluno vai fazer e deixar vir à tona. A técnica é o que eu ensino e isso é o que vai gerar, potencialmente, as reflexões e as mudanças que cada aluno está preparado para fazer ou está com vontade de fazer. Então eu não vejo o yoga como um guia espiritual, que indica comportamentos para o aluno, vejo como um professor que traz técnica e reflexões. Um professor que tem uma profundidade filosófica para conseguir explicar e trazer reflexões para além da técnica, mas que esteja relacionada com a técnica com a proposta do yoga que é, no meu ponto de vistam um aquietamento da mente e a permissão de informações internas, que a gente não deixa vir à tona e que a diferentes técnicas trazem isso, o que acaba trazendo autoconhecimento, reflexões pessoais, modificações e melhorias na vida. Roberto: Uma prática regular de yoga, aquela que você paga, de 150 a 400 reais por mês por duas ou três vezes por semana, envolve 60 a 90 por cento de posturas físicas, se tiver sorte, e 10% de relaxamento e meditação, que não deixa de ser física. Comentário: Eu não pude evitar o merchandising e falar que concordo com tudo isso e no YogIN App a gente tem planos a partir de 29 reais e você pode fazer quantas vezes quiser. Essa é a grande vantagem de praticar on line é que o material está lá, num acervo, e ele pode ser revisitado pelo aluno quantas vezes quiser. A ideia não é criar um fanatismo, mas uma opção de repetir aulas que o aluno gosta. Então, muitas vezes você faz um aula de yoga e você pensa “puts, como eu poderia registrar isso, como eu poderia refazer essa aula” e não é possível se o professor não gravou, infelizmente ele perdeu a aula pra sempre. Isso me deixava muito frustrado, muitas vezes eu ministrava aulas e falava “essa aula eu mesmo queria fazer”, só que agora com o YogIN App a gente tem a opção de aulas gravadas que podem ser praticadas pelo aluno de qualquer plano, as aulas são livres para todos os planos, por quantas vezes ele quiser Roberto: Se mesmo assim você bater da tecla do yogue ser professor, o órgão, aliança, escola que o fiscaliza, deve estar vinculado ao ministério da educação. Comentário: Por que deve ser vinculado ao Ministério da Educação. Vou dar alguns exemplos do que hoje está acontecendo na prática. Então você pega, por exemplo, professores de inglês que vendem seus cursos online, ou que dão aulas particulares. Esse professor, precisa, realmente passar por uma universidade, como a USP, fazer letras para dar aula de inglês? Ou se ele for praticando e tiver um feedback positivo dos alunos e ir aprimorando a técnica dele isso não tem muito mais valor que um professor da USP dizendo que leu muito Mark Twain e que merece um canudo como um professor de inglês agora formado pela USP ou qualquer outra universidade. Roberto: Mas ninguém fiscaliza o conteúdo, as disciplinas ministradas ou algum tipo de conselho que chancela esses profissionais no mercado. Comentário: Os órgãos fiscalizadores não garantes a qualidade dos serviços, ele podem ajudar nesse processo, mas eles não garantem. O ideal seria que a gente tivesse vários órgãos reguladores e as pessoas pudessem ter uma confianças em relação a eles e não apenas a órgãos do governo que é o que tem a maior tendência de ter uma desvio na avaliação, desvio ideológico, de interesses pessoais. Quando você tem vários tipos de fiscalização, você deixa que as próprias pessoas optem por qual delas tem mais valor. Por exemplo, existem várias empresas que fazem avaliação de risco, então você tem uma determinada empresa de grande porte, digamos que seja a Petrobrás, e então várias empresas fazem uma avaliação para esse risco, o bom é que tenha várias agencias para que se confie em alguma delas, a partir do momento em que você tem apenas uma agencia do governo a chance de esta passar uma mensagem errada ou de você não confiar nela é maior. Isso, de certa forma, acontece no yoga e é muito favorável e existem vários selos dentro do mercado para fazer a formação de yoga no Brasil e esse selo são as pessoas que acabam avaliando se tem valor ou não. No meu ponto de vista, um site como o Reclame aqui ´muito mais valioso do que a chancela do governo dizendo “você está aprovado”, um site como esse diz muito mais sobre o que, de fato, a pessoa está entregando de serviço do que aquele TCC que você apresentou. O Reclame Aqui, o Google, o depoimento das pessoas que estão fazendo esse curso tem muito mais valor do que uma chancela. Quando você coloca o governo para fiscalizar uma determinada profissão, a chance dela engessar e ficar mais inacessível devido as regras desnecessárias inseridas, limita o acesso de quem quer ensinar a respeito do yoga, além de ficar mais caro tanto para quem quer aprender quanto para quem quer ensinar. Vamos ao meu caso como um exemplo: eu não tenho o terceiro grau e sou professor de yoga há 20 anos. Eu estudei o yoga, estudo até hoje, sei que é uma matéria que conheço, até pelo tempo em que estou estudando, mas se hoje legalizasse e fosse reconhecido pelo MEC eu teria de parar de dar aulas, ir para a universidade para que ela me diga que posso ser professor de Yoga. Isso é mais correto ou o meu aluno que faz a minha aula e que no final do ano me fala “Daniel, tá valendo tanto a pena o que a gente está praticando e o que isso está trazendo pra minha vida, que eu vou querer pagar de novo pra você, porque realmente o que você me ensina tem um valor pra mim, eu vou deixar de sair pra jantar para fazer a sua aula, isso pra mim é mais valioso do que a chancela do governo dizendo o que é certo ou o que é errado em qualquer profissão que seja. Algumas profissões, como a de um neurocirurgião, terão de passar por uma avaliação mais profunda, assim como um engenheiro. Mas não acho que este caso se estenda para o yoga, acho que hoje ele está mais acessível para você encontrar informações sobre o profissional através das redes sociais, você tem muito mais condições de avaliar o profissional, provavelmente terá algo gravado online dele para que você possa praticar e experimentar e ver se está de acordo do que uma chancela de um órgão do governo. Roberto: Existe um consenso velado entre os professores de yoga no Brasil, e aqueles que formam estes que os próprios consumidores da pratica de yoga tem um discernimento para eleger uma boa escola e um professor de yoga. Comentário: Eu acho que não tem nada velado, isso está bem claro e eu acredito que as pessoas que acompanham o blog e o YogIN App tem capacidade de avaliar se o curso vai ter valor na vida delas ou não, isso não é oculto de forma alguma. Acho que quem acompanha o nosso conteúdo tem condições de avaliar se o professor tem capacidade de transmitir conhecimento ou não, acho que elas estão mais capacitadas para esta avaliação do que um reitor da USP dizendo se o curso é válido ou não, a gente vê milhares de cursos avaliados pelo MEC que não prestam pra nada, como eu falei, hoje como nós temos essa ventilação de informação no mercado, então se acontece alguma falcatrua as pessoas tem acesso a informação. Roberto: Entramos aqui no mercado neoliberal sem regras, onde se apresenta o que se vende no mercado com o melhor custo-benefício e estratégias de marketing. Comentário: Pra gente entender esta frase é importante que a gente entenda o que está atrás do conceito e de como as pessoas entendem os conceito, porque eles acabam definindo a leitura da realidade. Então vou definir o que eu entendo por mercado e por marketing, depois a gente pode retomar a frase citada pelo Roberto e ver isso é positivo ou negativo dentro da minha visão. Primeiro vamos sobre o que é o mercado, ele fala sobre a questão do livre mercado, o que a mídia como um todo tenta nos passar é que o mercado é meia dúzia de trilhardários que comandam o mundo e ditam o que as pessoas vão fazer ou comprar e que tem um poder absoluto sobre essas pessoas. Mas quem trabalha na prática com alguma venda de serviços sabe que não e bem assim, sabe que não é simples você influenciar uma grande quantidade de pessoas. E por que isso acontecer? Pela própria palavra mercado e de onde ela vem, o conceito de mercado é de fato do local onde as pessoas livremente fazem trocas voluntárias. O mercado era comum entre as antigas civilizações (como a Índia com uma cultura forte de mercado, a região toda da Mesopotâmia, o Egito...) tinha muito forte isso e se começou a fazer relações com a facilidade de transitar mercadorias com a prosperidade da população, e também quanto mais mercadorias eram trocadas, compradas e vendidas, menos risco existia entre os povos de eles se guerrilharem. Quanto mais relações econômicas você tem com determinado país menos conflitos você vai querer criar, para evitar um prejuízo econômico. O mercado expressa a vontade de cada um de nós, ele não é totalmente abstrato, o mercado é a decisão das pessoas, não é ditado por determinado grupo. Temos influências da narrativa? É óbvio que tem, mas no fundo o mercado é ditado mesmo pela vontade e decisão de cada indivíduo que vai fazendo com que cada indivíduo tenha um pequeno poder na sociedade, claro que quem tem mais influência na sociedade quando toma uma determinada decisão tenha um influência maior, isso é natural no caminho da força, mas todo mundo influencia uma determinada decisão. Então quando ele falam que bilionários tentaram controlar o preço do dólar, isso não é possível, as pessoas vão trocando voluntariamente e isso tem muito mais poder do que qualquer grupo econômico, nenhum grupo econômico tem força o suficiente para vencer a força da gente decidindo no mercado. Então quando você ouve a palavra mercado, você tira da cabeça essa ideia de uma conspiração do mal e pensa o que é de fato a sua decisão, o mercado é você decidindo livremente pelo o que você quer comprar ou não. Você decide livremente sem você ser imposto. O imposto não é livre mercado, porque você é obrigado a pagar. Toda vez que você compra algo de forma voluntária, isso é o mercado, quando você decidiu que vai empregar um valor em espécie, em dinheiro, em algo porque aquilo tem um valor pra você. Então esta explicação já nos abre para a questão do marketing. Quem fica muito tempo dentro das universidades ou estudando em livros acredita que se você tiver bastante dinheiro você conseguirá vender qualquer coisa, na prática isso não é assim porque as cosias tem um custo e as pessoas não aderem por uma influência exaustiva de marketing. O marketing nada mais é que do que a comunicação daquele produto, se essa comunicação for distorcida isso não tem sustentação, se eu vender pra você que aderindo ao YogIN App você irá flutuar, por mais que por um momento eu possa ter adesão, as pessoas vão descobrindo isso e irão denunciar que não funciona. Não adianta a empresa ter todo o dinheiro do mundo se ela não está entregando algum valor ao usuário final, não adianta eu anunciar que o yoga faz bem e que se você fizer uma prática no YogIN APP vai fazer muito bem pra você, se no final você não vai se sentir dessa forma. O marketing não é capaz de fazer a empresa, ele ajuda a comunicar, se o que você tem pra vender vale a pena para as pessoas e você tem um poder de comunicação, aquele seu serviço será bem entregue, mas mesmo que você tenha todo o dinheiro do mundo, como o Bill Gates, e seu serviço for ruim não adianta. O marketing não decide a força do mercado, o que decide a força é cada indivíduo que compra mais, indica para outras pessoas ou até não compra por não ter gostado. É isso que faz a diferença. Então o mercado são as pessoas e o marketing é a comunicação. Se você concorda comigo no entendimento desses conceitos o estado em que o yoga está, num livre mercado, as pessoas pode escolher se pode fazer ou não, sem regras você não precisa passar por etapas para estudar ou comprar e uma coisa comandada pelo marketing eu não acredito, acredito que exista uma comunicação porque na prática não é simples anunciar e vender algo especialmente na internet, as pessoas precisam ver valor naquilo, se não elas não compram. Na internet não há compra impulsiva pelo fato das pessoas terem mais chances de consultar, se você entra numa loja isso não é possível. Quando a compra é feita pela internet a mais possibilidades de comparação do produto, então ela acaba sendo um mercado livre de regras que favorece quem compra. Pela frase o que ele está colocando como o cenário atual, no meu ponto de vista, é o melhor cenário possível onde as pessoas podem optar livremente por um curso, investiga-lo na internet. Quem quiser se tornar professor não vai necessariamente ter que passar por um sistema pré determinado, burocrático, aparentemente o melhor sistema, mas não é exatamente o sistema daquelas pessoas que estiverem no dia a dia exercendo esta profissão. Mas agora ela vai falar algo relevante porque eu concordo, acho que se você está tratando o yoga como uma cura, uma terapia, com o intuito de curar, você tem que fazer uma formação específica, porque de fato você precisa entregar de fato o que está propondo, e dentro da cultura e das leis atuais é necessário passar por uma fiscalização de um sistema, de um órgão de terapia, se você está se propondo a curar você precisa se submeter a algumas regras. E eu concordo com o que ele diz. Roberto: As formações em yoga no Brasil não possuem o perfil de curso-terapia, até que algumas tem esse foco, mas não é a sua grande maioria e mais, o profissional por direito que pode utilizar do yoga como técnica terapêutica é o médico ou tem terapeuta ayurveda, vamos ser sinceros. E a formação da medicina ayurveda abrange bem mais do que identificar os chacras e saber se o dosha contém esse foco, mas não é a grande maioria. O yoga, então pode ser percebido como espiritualidade, um complexo sistema de ideia que proporciona um sentido de vida quem o segue a partir de narrativas cósmicas. Perfeito, maravilha, encontramos! Os alunos, paciente e agora discípulos, devotos (...) Comentário: Acho que é uma vantagem o fato do Roberto fazer uma análise em relação ao yoga, ao que está acontecendo com o movimento dentro do Brasil e no mundo porque ele é um historiador e não trabalha direto com isso. E, então, ele consegue ter uma visão de fora e a gente que trabalha, está no dia-a-dia apresenta um outro ponto de vista. Por exemplo, eu não tenho nenhum devoto, nenhum discípulo, acho que na prática o aluno busca muito mais resolver uma questão de estresse ou agitação mental do que ele buscar um salvador da pátria, não vejo isso na relação dos meus alunos, e nem com os alunos mais próximos. Sei que existe, mas nunca nesse conjunto (paciente, devoto e discípulo), acho que é uma colocação um pouco exagerada para o momento, para a reflexão que ele está trazendo, mas na prática do dia a dia não é assim que acontece. Roberto: Visam, mais que fortalecer os corpos ou curar os males do corpo físico, psíquico e energético, e do espírito, pois concordamos que esta é a tarefa do médico ou terapeuta ayurveda ascender em graus de melhor clareza espiritual em busca do autoconhecimento, entretanto, caracterizando o yoga como espiritualidade muitas vezes terapêuticas, assim como o espiritismo o é, seria ético cobrar por seus serviços dado o seu cunho agora de certa forma divino, sagrado, espiritual? A discussão pode nos conduzir para um sim, por que não? Haja a vista que umbandistas, evangélicos e candomblecistas também o fazem em troca de seus serviços espirituais, eles também cobram. Se você for para um centro de candomblé, um banho de Ebó tem um valor a ser cobrado, por que não teria, então uma consulta com um yogue pra ministrar um conjunto de posturas, pranayamas e crias durante um mês pra você se livrar, por exemplo, da depressão? Comentário: Agora ele vai falar que essa definição que ele propôs deixaria os professores tradicionalistas bem irritados, ele vai explicar isso. Vou deixar essa parte para depois mostrar que eu concordo com ele. Acho muito importante a gente fazer uma divisão se yoga é uma religião ou não, para deixar claro o que as pessoas podem encontrar nele. Como ele falou, as pessoas preferem não entrar neste debate, não discutir e deixam uma definição muito ampla que na verdade não diz nada, isso acaba afastando muito as pessoas que pensam que o yoga é algo específico quando na verdade não é, eles não tem a definição. Vou fazer a minha definição aqui, mas primeiro vamos ver o que o Roberto tem a dizer e que eu concordo. Roberto: Neste momento, yogues mais radicais podem dilerar, esbravejar que o yoga é tudo isso a nada ao mesmo tempo, igual no começo. Que o yoga é atemporal, inclassificável e ainda cair naquela retórica antiga que afirma: “não me interessa a discussão pois eu faço o meu yoga”. Algo como customizar várias crenças e amarrar em outros desvarios [inaudível]...“Na Índia o yoga é um sistema perfeito em si mesmo, com milênios de existência e passado de geração para geração, de mestre para discípulo” E quando esse tradicionalista se empolga e amarra com outra pérola das retóricas sofistas e yogues “sou um representante direto da linhagem espiritual e religiosa” aí ele cita uma sequência de nomes em sânscrito, uma língua morta, porém venerada por esses radicais e que, portanto, foge a qualquer pretensa pseudo caracterização ocidental. Comentário: Então você acaba percebendo que isso é uma fuga do debate. A partir do momento em se fala “o meu yoga é uma revelação” não tem como investigar, argumentar, ampliar o próprio entendimento da questão porque você isola toda a história, isola todo o questionamento e até a parte cientifica da evolução dessa filosofia, dessa arte, dessa cultura, como queiram chamar e começa a citar vários termos em sânscrito para que a pessoa que está trocando com você não consiga entender e que o yoga não é pra ela. É muito importante a definição do termo. Roberto: Mas esse é o viés terapêutico ou espiritualidade tal como terapêutica que os yogues brasileiros certamente não irão gostar de ser categorizados, pois abrirá um pretexto social para o mercado religioso e aí meus amigos o yoga precisará concorrer com outras propostas espirituais mais interessante e com muito mais tradição no país e aí, talvez esteja a razão da indefinição prorrogada e indefinida entre os yogues no Brasil. Qual o mercado os yogues trabalham? Docente, terapêutico ou espiritual? Comentário: quem ministra yoga a princípio é um professor que está levando diferentes técnicas e propostas para as aulas que ele dá, como eu disse anteriormente, existem vários níveis, é muito difícil responder a isso de forma estanque porque quando as pessoas buscam o yoga e mesmo o que a gente oferece para os alunos tem vários níveis, tem aluno que vai querer simplesmente fazer uma meditação para se estressar menos, e você vai poder entregar isso de forma totalmente técnica sem nenhum envolvimento espiritual. Da mesma forma que haverá alunos que simplesmente querem ganhar alongamento devido as suas atividades externas ou porque sentem que alongando o músculo, o que de fato acontece, haverá um relaxamento mais profundo. Então você pode fazer também esse papel de professor levando a técnica, aquilo que você aprendeu em sua formação para o aluno.   Existem alunos que querem algo mais profundo, que podemos chamar de filosofia, mas que podemos nomear de outra forma, doutrina, talvez, no sentido de ideias que serão apreendidas e darão um novo sentido à vida dela. Esse trabalho que pode ser chamado de terapêutico ou espiritual pode ser exercido pelo professor de yoga, isso não é um regra. Porém, para que possamos entender mais profundamente é interessante a gente definir um pouco mais o entendimento, e trago mais uma vez uma definição do Carlos que relaciona uma instituição religiosa com uma doutrina mística, então a ideia que ele propões [e que a instituição religiosa, por mais que haja o culto e uma busca, funciona no sentido de dar poder para ela ou para a ideia ou para os indivíduos que estão no comando, enquanto a doutrina mística busca um poder do indivíduo, ele que ganha uma capacidade maior, um poder maior com aqueles ensinamentos, então esse tipo de segmentação, de definição se encaixa muito mais no yoga que vem das Upanishads que como um todo tem essa ideia de quem por mais que haja milhares de anjos e deuses só há um Bhrama, que é o maior de todos e está no coração de cada um. Essa é a busca do yoga, esse poder que está dentro dele, que não depende de uma situação externa, mas de uma capacidade pessoal de ir atrás dessa voz do coração e você acha eu o yoga pode possibilitar isso, no acesso a voz do coração e trazer o que de melhor a gente tem? Acho que sim. Você acha que as religiões podem fazer isso? Em geral também acho que sim, não sou contra nenhuma religião, acho que cada um tem a sua importância, nada se sustenta por tanto tempo à toa, elas tem de fato importância para quem adere, mas a proposta que eu vejo e que é mais próxima do que eu acredito é que o poder está dentro de cada um. Como o yoga pode ajudar nisto? Os textos antigos diziam que quando a gente se aquietava e acalmava é que o encontro mais preciso com o nosso verdadeiro eu com a nossa força maior ou com o nosso self acontecia. O yoga pode contribuir com isso com as suas diferentes técnicas que, no meu ponto de vista, ajudam isso, ajudam a diminuir e acalmar, com isso traz à tona o que cada indivíduo tem de melhor. O indivíduo pode fazer isso, trazer isso de melhor sem nenhuma técnica, sem nenhuma religião? Pode, o yoga é uma técnica que contribui pra isso, e está comprovado ao longo da sua existência, mas ninguém depende dele para vier uma vida melhor. O yoga se propõe a ensinar algumas técnica, e quem quiser ir mais afundo, conceitos e ensinamentos que vão ajudar neste sentido, de ouvir a voz do coração e de trazer o que há de melhor pra fora. Vou finalizar aqui o podcast, tem mais algumas coisas interessantes. Quem quiser ouvir os dois e acompanhar o trabalho do Roberto vale a pena, porque o ele é um professor excelente e a minha ideia de trazer o debate acho que ficou bem clara desde o início foi de mostrar o meu ponto de vista dos conceitos que ele levantou, acho que quanto mais esclarecidos em relação a eles a gente for melhor será a tomada de decisão de cada um e o meu outro objetivo é enriquecer o debate e o envolvimento das pessoas na discussão sobre o yoga, acho isso muito importante para o desenvolvimento da prática no Brasil. A gente tem um jeito bastante peculiar de abordar o yoga, algo bem brasileiro e a gente pode desenvolver isso através dos debates, então fica um convite para a gente aprofundar os estudos, os questionamentos, as práticas, o entendimento dessa filosofia preciosa que depende de nós para ir pra frente, para ser mais disseminada por aqueles que viram valor na prática do yoga. Então eu tenho esse entusiasmo porque eu vi isso na minha vida, pratico yoga desde os 16 anos e vi que me ajudou a trazer aquilo que há de mais precioso em mim, continuo na busca, mas sei que uma mente tranquila me mantem mais focado no que sei que é mais importante pra mim, quando estou com a mente tranquila consigo viver com mais satisfação porque sei que estou fazendo o que tem a ver comigo, aquilo que eu tenho que contribuir e deixar a marca do que acredito no mundo. Vocês ouviram ao longo do podcast uma música do Debussy chamada Clair de Lune. O Debussy começou a expressar a arte dele junto com o movimento Impressionista e ele tentou criar na música um movimento semelhante. Os impressionistas diluíram as cores e os formatos das figuras no quadro, Debussy tenta fazer isso com a música no sentido de diluir a melodia que parece e=que está caminhando para um lado e depois segue para outro, não segue uma linha de começo, meio e fim. Debussy foi considerado, na época dele, o melhor compositor vivo e isso incomodava muito um contemporâneo dele, Ravel. Apesar de terem criado o movimento juntos, a visão do Ravel era oposta, ele não acreditavam que as células musicais deveriam ser diluídas, mas repetidas e ganhando dimensão, volume e sonoridade que não aparecia no início, o oposto da ideia de Debussy. E você pode dizer quem estava certo? Não há, mas foi o contraponto da ideias que deu origem a algo tão maravilhoso como isso que você vão ouvir agora.          

YogIN App
Formação de Professores | 9 set 2020 | Equipe YogIN App

Curso de Formação em Yoga Online

Curso de Formação em Yoga Online A ideia deste curso de Formação de Yoga Online, surgiu de uma conversa minhas com Mayara quando falávamos sobre como era injusto que pessoas que morassem em cidades onde não havia cursos de formação em Yoga não pudessem se aprofundar no estudo do Yoga. Se quisessem aprender a dar aulas, teriam que mudar-se para uma cidade onde tivesse alguma escola que ministrasse o curso. Isso ainda afasta muita gente de colher os benefícios do Yoga, infelizmente. Quando pensamos num curso online e semi presencial, não sabíamos se ia dar certo. Se as pessoas iam gostar de estudar Yoga online, se iriam aparecer nos encontros presenciais para verem in loko as correções e alinhamentos do Yoga. Resolvemos apostar, conversamos com outros professores e eles adoraram a ideia, então gravamos aulas com conceitos de diferentes tipos de Yoga. Nossa ideia sempre foi dar uma visão ampla do que é o Yoga e de como ele se encaixa num estilo de vida agitado como o de hoje. Para nossa sorte, a tese foi se firmando verdadeira. Desde o primeiro encontro presencial que aconteceu em São Paulo em maio deste ano, já pudemos comemorar que a ideia tinha dado certo. Primeiro, porque 70% das alunas do curso apareceram nesse dia. Elas tinham visto as aulas, trouxeram dúvidas e contribuições de outros cursos de Formação em Yoga. A primeira turma finalizou o curso em julho sem nenhuma desistência. Um grupo que nos deu orgulho de ter estudado conosco. Abaixo deixo o depoimento de algumas delas.   A segunda turma do Curso de Formação de Yoga online do YogIN App começou no 2* semestre e pra nossa gratidão o engajamento e as transformações tem se mostrado mais uma vez positivas. Na semana que vem, faremos o encontro final em São Paulo e esperamos novamente alunas que estudaram, compreenderam o Yoga e deram suas contribuições às aulas que vão apresentar. O vídeo abaixo explica um pouco do curso que terá sua 3a edição em Março de 2017 e está com as inscrições abertas neste LINK. Se quiser receber material sobre o curso de Formação de Yoga do YogIN App CLIQUE AQUI   

Formação de Professores | 6 set 2020 | Equipe YogIN App

Curso de Formação de Yoga Online – Certificado Reconhecido Internacionalmente

Curso de Formação de Yoga 100% Online O curso de formação de professores de Yoga do YogIN App é um curso 100% online que entrega um certificado reconhecido internacionalmente. O aluno estuda as aulas teóricas e faz aulas práticas de yoga online. O Curso ensina as correções específicas para ministrar aulas e avaliam os alunos que desejam dar aulas de Yoga.   Para saber mais sobre o curso CLIQUE AQUI  Abaixo você pode ver os depoimentos das alunas que fizeram outras edições do curso.   https://yoginappacademy.com/formacao-yoga-online/

Formação de Professores | 5 set 2020 | Equipe YogIN App

Depoimento alunas Curso de Formação em Yoga

Depoimento alunas Curso de Formação em Yoga Confira o que algumas alunas acharam do curso e nos enviaram com suas avaliações. Gratidão imensa com uma turma com pessoas tão especiais, que se tornaram amigas e com quem aprendemos muitos. https://youtu.be/jPGgluaHjCs Para saber mais da nossa formação em Yoga semi presencial:   

Por que o Yoga não é uma atividade física
Filosofia do Yoga | 14 ago 2020 | Fernanda Magalhães

Por que o Yoga não é uma atividade física

Quais a diferenças de uma atividade física e de uma prática de Yoga. Porque o Yoga não é uma atividade física é uma pergunta feita por alunos de Yoga, mas também por profissionais de Educação física que eventualmente querem saber mais sobre a prática de Yoga. O motivo do Yoga não ser uma atividade física é explicado neste post, mas você poderá aprender mais acessando o canal de Podcasts do YogIN App clicando na imagem abaixo. https://soundcloud.com/yogin-cast Sou professora de Ashtanga e Vinyasa no Rio de Janeiro e, além das aulas no estúdio e aqui pela plataforma do YoginApp, dou aulas também em uma academia de ginástica. Recebo muita gente me perguntando se seria melhor fazer yoga ou pilates, ou se há problemas em sair direto da aula de yoga para o spinning ou vice e versa. Esse tipo de pergunta é natural de quem observa uma aula de Yoga baseada na execução de posturas, chamadas de Asanas. O que sempre tento explicar à estas pessoas é que o Yoga não é um exercício físico e sugiro que separem as coisas. Sim, movimentamos o corpo, suamos, alongamos a musculatura e fazemos  força durante uma sequência de asanas, mas tudo isso é apenas uma parte do Yoga, que por trabalhar aspectos do corpo físico, provoca a confusão aos olhos ocidentais. “Em primeiro lugar, se expõem os asanas, pois eles constituem o primeiro passo do Hatha Yoga. Os asanas se praticam para conquistar postura firme, saúde e flexibilidade” (Hatha Yoga Pradípika 1:17) Embora a saúde, a força física e o equilíbrio hormonal sejam extremamente importantes para a prática do Yoga, são apenas alicerces para a construção de um caminho de volta ao Eu. Aquele Eu que é parte do todo e não está preso a visão do ego. [caption id=\"attachment_527464\" align=\"aligncenter\" width=\"364\"] Por que o Yoga não é uma atividade física?[/caption] E se o Yoga não é exercício, o que ele é? O que é o Yoga? O Yoga é um dos seis sistemas ortodoxos da filosofia indiana, o que trata da relação com a mente. O grande tratado de Yoga foi compilado por Patanjali entre 400 e 200 A.C. É deste tratado, o Yoga Sutra, que obtemos a afirmação de que Yoga é a supressão das instabilidades da mente (em sânscrito: yoga chitta vritti nirodha). A partir desta afirmação, Patanjali descreve oito passos para o sucesso da tarefa e, entre esses passos, é apresentada a parte do trabalho corporal (asanas). É bem razoável compreender que, sendo seres humanos, vivendo em um corpo físico, nada seria mais natural do que usá-lo como veículo para vivenciar todas as outras 7 partes deste caminho ao Yoga. Nosso engano ocorre ao tentar compreender uma Cultura pelo olhar de outra. Não há a mesma bagagem para gerar a mesma compreensão. Principalmente nós, ocidentais, que estando muito identificados com o físico, acreditamos que nós somos o nosso corpo, enaltecendo tudo que é executado por ele. Neste corpo, incluo a mente como conhecemos, esta que lê o mundo através dos nossos sentidos (visão, olfato, paladar, audição e tato) e traduz em uma língua de condicionamentos adquiridos e pré-estabelecidos em nossa mente. Então as posturas psicofísicas (chamadas de asanas) caem como uma luva para desviar a atenção da mente condicionada direcionando para uma percepção mais ampla do Eu, desconectado dos processos mentais que geram ansiedade, estresse e depressão através do foco no corpo. Ansiedade, estresse e depressão são três dois problemas mais comuns gerados pela mente inquieta e descontrolada. E quem nunca? Existe uma relação direta entre Estados mentais e o corpo, como a respiração acelerada provocada pelo medo ou os ombros e pescoço rígidos por estresse. Um dos benefícios da prática de asanas (as posturas psicofísicas) é trazer a relação oposta trabalhando o corpo  para provocar o estado mental desejado. Por exemplo, a tensão da mente pode ser eliminada através do alongamento de músculos e a ansiedade afastada pelo controle do tempo de inspiração e exalação. E da mesma forma medos podem ser ultrapassados e traumas vencidos. Este trabalho corporal inclui não só a execução de alguma sequência de ásanas, mas também exercícios respiratórios e técnicas de limpeza e purificação. “À medida que aperfeiçoamos o asana, começamos a entender a verdadeira natureza da nossa corporificação, do nosso ser e da divindade que nos anima… Para compreender isso, é preciso mais do que proficiência técnica; cada asana deve ser realizado não como um simples exercício físico, mas como meio de entender o corpo e então integrá-lo com a respiração, a mente, a inteligência, a consciência e o centro” (B.K.S. Iyengar, Luz na Vida)   Então, o Yoga, antes de atividade física é uma atividade para o controle da mente, onde o físico é utilizado para acessarmos estados diferenciados de consciência. E por isso, não é errado iniciar seu estudo do Yoga através da prática de asanas, pois precisamos vencer essa barreira de identificação material para conectar com as partes mais sutis da prática. Essa é só uma forma contemporânea de nos voltarmos ao centro. Na próxima vez que você subir no seu tapetinho, observe mais os efeitos que o Yoga tem em sua vida, não só no seu corpo físico, ou ta tonificação de seus músculos e flexibilidade. Yoga é união, trabalhando você por inteiro, como parte de um todo. Namastê! new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Qual a diferença de Praticar Yoga pelo YouTube de ter seu próprio Studio de Yoga Online? No YogIN App Studio temos aulas de Yoga ao vivo todos os dias e você também pode fazer aulas gravadas montadas em formato de série conforme seu objetivo na prática. Digamos que seu objetivo com o Yoga seja Alongar. No YogIN App Studio você encontra uma série que vai passo a passo produzir melhor alongamento. Agora, se o que você quer no Yoga é Silenciar a Mente. Neste caso, você também encontra Séries de Aulas que Silenciam a Mente a partir da Respiração ou Meditação. Além disso, os alunos do YogIN App Studio recebem materiais complementares para conhecer melhor tudo o que está por trás dessa prática milenar. Aulas de Yoga Ao Vivo Todos os Dias No YogIN App Studio você pode fazer aulas de Yoga ao vivo todos os dias. Para conferir a programação com toda a agenda de aulas dos próximos dias - CLIQUE AQUI e busque o que espera com a prática de Yoga. Aulas de Yoga Gravadas com seu Objetivo Para entender melhor como as aulas no YogIN App Studio estão organizadas - CLIQUE AQUI e busque o que espera com a prática de Yoga. Então se está buscando o Yoga com algum desses objetivos, faça a aula recomenda acima e perceba em si mesmo se a prática funciona. Não vai custar nada essa aula de yoga online gratis e acho que você vai gostar.

Curso de Formação de Professores de Yoga
Formação de Professores | 1 ago 2020 | Equipe YogIN App

Curso de Formação de Professores de Yoga – O que os alunos acharam

Curso de Formação de Professores de Yoga - Depoimentos da Turma 07 de 2019. O Curso de Formação de professores de Yoga do YogIN App existe desde 2016 e já preparou mais de 400 professorres de Yoga que hoje dão aula em locais como academias, empresas ou online. Nesse vídeo você pode assistir o que os alunos da 7ª edição acharam do Curso. Para saber mais sobre o Curso de Formação de Professores de Yoga CLIQUE AQUI https://youtu.be/RlfAHeJLpuY Vejo você na próxima turma! Namaste! https://yoginappacademy.com/formacao-yoga-online/

melhores livro de yoga
Dicas de Yoga | 25 jul 2020 | Equipe YogIN App

Quais os Melhores Livros de Yoga?

Dicas dos Melhores Livros de Yoga. Escolher os melhores livros de Yoga para entender o universo desta prática milenar é um passo essencial para a compreenssão correta do que é o Yoga. Livros de Yoga são como uma lanterna no escuro, eles podem apontar o caminho da luz, mas jamais irão conduzir você onde deseja chegar. O melhor livro de Yoga certamente é o Yoga-Sutra, o primeiro livro de Yoga a ser escrito. Falo o melhor, pois a existência deste livro por mais de 2 milêncios demosntra a importância dos seus ensinamentos para os praticantes de Yoga. No CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE YOGA ONLINE  do YogIN App temos uma série de aulas explicando o Yoga-Sutra em sua totalidade. Além desse livro, disponibilizamos uma lista com mais de 50 referências para estudos tais como: documentários, podcasts, escrituras, livros e outros conteúdos para quem quer compreender o Yoga a fundo ou tornar-se professor de Yoga. Este post irá apresentar os 6 melhores livros de Yoga na nossa opinião.   \"Yoga é 99% prática e 1% teoria\" Pattabhi Jois, criador do Ashtanga Yoga Concordamos parcialmente com a frase de Pattabhi Jois, parcialmente porque a importância da leitura certamente é maior que 1%, mas estamos de acordo que a ler não é mais importante que a praticar Yoga. Estudar sobre meditação sem meditar adianta tanto quanto ler sobre corrida sem correr. Os benefícios não vem por osmose, é preciso praticar para que as transformações do Yoga de fato aconteçam. Entretanto, saber o que está fazendo e por quais motivos as técnicas funcionam faz toda diferença na prática. Além disso, entender a História do Yoga gera um grande estímulo quando compreendemos que essa prática já possui tanto tempo de vida além de já ter sido feita por milhões ou quem sabe até bilhões de pessoas.   Quais são os melhores Livros de Yoga?     [caption id=\"attachment_626895\" align=\"aligncenter\" width=\"441\"] Neste post você encontrará dicas dos melhores livros de Yoga[/caption]   1 - Livro: Yoga Sutra Autor: Patañjali [caption id=\"attachment_297\" align=\"aligncenter\" width=\"306\"] O Yoga-Sutra de Patanjali foi o primeiro livro de Yoga a ser escrito.[/caption] Este livro possui muitas versões e traduções e se você quer compreender o Yoga-Sutra o ideal é ler pelo menos 3 versões diferentes deste livro de Yoga. É um livro para ser estudado, lido e relido. Sutras são versos, aforismos. O livro foi escrito em frases curtas, de fácil memorização e com ensinamentos compactados. No entanto, para entender a totalidade dos ensimantos contidos no Yoga-Sutra, o leitor deve ter uma base mínima de compreenssão do Yoga e de seus principais termos principais. Por isso, como dissemos, dedicamos algumas aulas do Curso de Formação apenas para a compreenssão deste livro clássico além disso, os alunos do Curso recebem um glossário com os termos mais importantes do Yoga e sua explicação no contexto do Yoga. Patañjali compilou textos antigos e foi a partir desses textos que o Yoga se tornou uma filosofia, devido a isso a grande importância dessa obra.   2 - Livro: Yoga, Imortalidade e Liberdade Autor: Mircea Eliade [caption id=\"attachment_298\" align=\"aligncenter\" width=\"309\"] Yoga, Imortalidade e Liberdade é um livro reconhecido no meio acadêmico como uma grande obra.[/caption]   Mircea Eliade é um grande filosofo e historiador, foi um grande estudioso de mitologia e este livro foi sua tese de doutorado. Mircea morou em Rishikesh na Índia fazendo uma vasta pesquisa sobre as Origens do Yoga. Nesta obra, Eliade resgata as origens teórico-práticas do Yoga, abrangendo conceitos de fisiologia, psicologia e metafísica. Este rastreamento se dá através do antigo dravidismo, do bramanismo, hinduísmo e tantrismo. Um livro realmente riquíssimo em cultura indiana e yogi, uma jóia para estudiosos.   3 - Livros: Roots of  Yoga Autores: James Mallinson e Mark Singleton [caption id=\"attachment_626907\" align=\"aligncenter\" width=\"234\"] Esse livro de Yoga traz ums estensa pesquisa sobre as origens do Yoga físico.[/caption]   James Mallinson é um yogin que morou na Índia por muitos anos em mosteiros. Tornou-se o primeiro ocidental a liderar um desses centros de Yoga e Meditação e junto com outro pesquisador, Mark Singleton fez uma vasta pesquisa sobre as origens do Hatha Yoga, o Yoga físico, que abrange as técnicas que hoje conhecemos como Yoga, tal como as posturas, asanas e os respiratórios, prananaymas. O livro traz um apanhado de referências de escrituras indianas que explicam o Yoga em sua essência. A editora que publicou esse livro, Pinguim Classics, é uma das mais sérias editoras do mundo e só publica livros com relevância histórica. Não é à toa que Roots of Yoga ganhou tanto espaço entre estudiosos e praticantes de Yoga. 4 - Livro: Hatha Yoga Pradípika Autor: Svátmara [caption id=\"attachment_300\" align=\"aligncenter\" width=\"232\"] Por sua antiguidade e relevância, o Hatha Yoga Pradipika. pode ser classificado como um escritura de Yoga e não como um livro de Yoga.[/caption] Eis o guia clássico para prática avançada das posições do Yoga (Asana). O Hatha Yoga é um método de Yoga tântrico que tem suas raízes na Índia antiga. Este sistema almeja o despertar da energia potencial usando o esforço físico. A palavra hatha, literalmente significa “esforço físico violento. Porém pode ser interpretada derivando suas duas sílabas ha (sol) e tha (lua). A integração das forças solar e lunar, masculina e feminina, é o objetivo deste Yoga. Assim como o Yoga Sutra, este livro também é escrito em formas de aforismos e também cita yamas e niyamas, os primeiros estágios do Raja Yoga. A tradução mais famosa é de Pancham Singh, em inglês. Em português há uma tradução do professor Pedro Kupfer. Para saber mais sobre o Hatha Yoga Pradipika - CLIQUE AQUI 5 - Livro: A Moderna Ciencia do Yoga Autor: William Broad [caption id=\"attachment_296\" align=\"aligncenter\" width=\"325\"] Ese livro de Yoga, A Moderna Ciência do Yoga tornou-se um best seller mundial trazendo uma visão contemporânea do que é o Yoga.[/caption]   Este livro, escrito por um jornalista do New York Times, reune artigos científicos mostrando os benefícios da prática, mas também os riscos e falácias, benefícios que professores atribuem ao Yoga e nem sempre são verdadeiros. Esta é a literatura que eu sugiro para o iniciante. O autor, William Broad, é praticante desde 1970 e escritor experiente. Fala em uma linguagem simples, moderna e apesar do conteúdo contemporâneo mantem-se fiel aos princípios da filosofia, sem deturpações. Este é um livro que traz o Yoga inserido na Cultura Ocidental e quais são as principais implicações dessa modernização do Yoga. Um livro leve, fácil de ler e que ensina bastante sobre a união do Yoga com a Ciência Moderna.   6 - O Yoga do Autoconhecimento Autor: Daniel De Nardi Este livro de Yoga escrito pelo professor Daniel De Nardi traz um apanhado histórico desde que o Yoga foi descrito nos Vedas até as aplicações modernas do Yoga na sociedade Ocidental. Um livro bastante completo e que   [caption id=\"attachment_626925\" align=\"aligncenter\" width=\"712\"] Livro do professor Daniel De Nardi sobre História do Yoga e seus objetivos.[/caption]   COMPREENDENDO O YOGA A FUNDO CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE YOGA ONLINE Se tiver interesse em conhecer o Yoga mais a fundo ou tornar-se professor de Yoga com um certificado reconhecido internacionalmente, CLIQUE AQUI  A prática do Yoga Se quiser conhecer o Yoga na prática, conheça as assinaturas que o YogIN App disponibiliza contendo tanto aulas de Yoga ao vivo todos os dias ou aulas de Yoga gravadas para você fazer quando quiser e onde estiver. Para acessar a página de Assinaturas CLIQUE AQUI new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

YogIN App
Formação de Professores | 24 jul 2020 | Equipe YogIN App

Curso de Formação em Yoga online – Depoimentos das Alunas da 1ª Turma de 2016

Curso de Formação em Yoga online - depoimento das alunas da 1ª Turma de 2016!!! O curso de Formação em Yoga do YogIN App, pode ser feito tanto por quem quer conhecer o Yoga mais a fundo quanto quem deseja ensinar o Yoga na sua cidade. Alunos de diferentes estados brasileiros, já começaram a dar aulas de Yoga após participarem do curso. Os feedbacks dos alunos deles também foram bastante positivos. O curso de formação de Yoga do YogIN App é um curso semi-presencial, no qual as aulas teóricas são feitas online e há dois encontros para alinhamentos, correções de posturas e avaliação das aulas. No álbum abaixo, há algumas fotos dos encontros presenciais.   Essa semana, duas alunas da primeira turma do curso de Formação de Yoga online do YogIN App que aconteceu no 1° semestre de 2016, escreveram pra gente contando como o curso tinha impactado positivamente suas vidas. A Bia ( Yogabia) escreveu falando como estavam suas aulas. [caption id=\"attachment_87105\" align=\"aligncenter\" width=\"609\"] Bia, professora formada no 1º Curso de Formação do YogIN App.[/caption] \"Comecei dando aulas particulares, indo no condomínio das alunas. Mas o deslocamento e tudo mais era muito cansativo. Daí 4 amigas se juntaram e pediram pra montar uma turminha e eu topei. Acabou que gostei mt de dar aula para grupo. Agora estou com duas turmas no parque. E proxima semana abrirei mais 3 em um studio\" Outra aluna do Curso de Formação em Yoga online do YogIN App foi a Kátia Maciel, que visitou a Índia após o curso  e tem admirado cada vez os ensinamentos do Yoga. [caption id=\"attachment_87107\" align=\"aligncenter\" width=\"385\"] Katia Maciel, aluna da turma de formação de professores de Yoga do YogIN App.[/caption] \"O curso foi realmente um divisor de águas, acredito que na vida de todas nós. O conteúdo teórico super rico, me deu uma segurança enorme, e me fez querer sempre mais. Claro que a parte pratica fica por conta de cada um, mas não poderia estar onde estou sem o curso. Ano passado deu aulas, é esse ano, por questões de saúde na família, estou parada esse semestre, mas minhas alunas, amigos, todas as pessoas que já fizeram aula comigo me pedem para voltar logo, isso só tem uma razão: confiança! Que conquistei através do curso. O yoga é um Caminho sem volta e através dele cheguei ao Ayurveda, que tb mudou minha maneira de ver a vida, a medicina. Então, só posso agradecer!!! Ensino exercícios respiratórios para os pacientes, uma ou outra postura para fazerem em casa, peço para simplesmente ficarem Em Silêncio, e todos saem Do consultorio felizes!!! Namaste amigos da vida! ohm Namah Shivaya \" Katia Maciel Abaixo você pode ver o vídeo da primeira turma que finalizou o curso em agosto de 2016. https://youtu.be/jPGgluaHjCs?list=PL3Y5CFIJsp-zvkZwM9iwmWj9_wixik1jG A segunda turma do curso finalizou em dezembro de 2016, abaixo você pode conferir os depoimentos de algumas das alunas do curso de formação de Yoga. https://youtu.be/xu7y9GA6Fkw?list=PL3Y5CFIJsp-zvkZwM9iwmWj9_wixik1jG Se você quiser saber mais sobre o curso, clique abaixo https://yoginappacademy.com/formacao-yoga-online/    

Formação de Professores | 1 jul 2020 | Equipe YogIN App

Aula Aberta do Curso de Formação em Yoga

Aula Aberta do Curso de Formação em Yoga Eu e a professora Mayara, falamos assuntos como o que determina uma boa aula, a importância ou não de um certificado, o Yoga como profissão. Se você tem interesse em conhecer o Yoga mais a fundo, vale a pena assistir o vídeo e entender melhor esse universo. Bons estudos!   https://youtu.be/iURaDL97Ukg Para mais informações sobre o Curso de Formação em Yoga do YogIN App, acesse a página do curso abaixo.   https://yoginappacademy.com/formacao-yoga-online/    

guru
Formação de Professores | 11 fev 2020 | Daniel De Nardi

Como escolher um Guru – Podcast #27

Reflexões de um YogIN - episódio 27 No episódio de hoje, falei sobre a escolha de um professor, orientador ou guru de Yoga.   Links Curso de Formação https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores/   Curso de Especialização para Professores de Yoga Experimento Milgram no NetFlix Brilhante - \"O experimento de Milgram\" na Netflix https://t.co/sATzcosWDD pic.twitter.com/b3saCmHbE7 — Daniel De Nardi (@danieldenardi) July 31, 2017 Trilha Sonora da Série Reflexões de um YogIN Contemporâneo     https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa     Transcrição Satya, Um Valor Yogin – Podcast #27 Olá, meu nome é Daniel De Nardi. Você está ouvindo Maria Callas cantando uma ópera de Puccini. Estamos começando o 28º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Nesse final de semana nós gravamos, como eu falei no podcast passado, o curso de especialização para professores de yoga. Então será um curso voltado para aqueles que já fizeram alguma formação, seja no YogIN App ou em uma formação presencial em algum lugar. O curso é voltado para quem já está dando aula ou para quem já fez a formação e tem interesse em dar aula. Foi um curso muito especial, com conteúdo muito rico. Nós começamos com a Renata Mozzini, ela trabalhou com a questão de como montar uma aula de acordo com aquilo que você gosta, ou que o seu aluno precisa, depois a Bianca Vitta falou muito sobre as correções, do toque, o ajustamento perfeito e a adequação da prática para os diferente níveis de dificuldade dos alunos, e a Sá Souza filmou especialmente sobre yoga pra gestantes, como proceder quando uma aluna gestante estiver em aula, embora isso pareça simples e tenha algum tipo de orientação nos cursos de formação, ela falou mais de três horas coisas extremamente interessantes. Então, valeu muito a pena, eu mesmo aprendi bastante, e os próximos cursos estão sendo gravados, vamos montar com seis professores, vai ficar muito bom para aqueles que estão na jornada como professor de yoga. O assunto de hoje do podcast é Satya, que é a verdade. A verdade é um valor muito importante, muito precioso para os yôgins porque a Índia, como um todo, ao longo da sua história, sempre fez uma busca pela verdade. Nos textos indianos é muito mais uma busca pela verdade do que um discernimento entre o bem e o mal, a verdade é aquilo que se busca. A verdade na expressão de si mesmo e como uma coerência existencial. O brasão da Índia tem a frase “Satyameva jayatê”, da Mundaka Upanishad, que significa “no final a verdade triunfará”, porque se você constrói algo em cima da mentira, aquilo se desmancha. Só a verdade que se sustenta, então efetivamente o que nós somos é uma verdade, porque o que a gente realmente é fica e é aquilo que a gente tem que manifestar mais, então é muito importante, dentro do processo do yoga, a gente fazer esse trabalho e esse questionamento interno, se estamos realmente sendo coerentes, verdadeiros. Essa coerência é muito importante para o estilo de vida de um yôgin, entre aquilo que sente, que percebe, aquilo que pensa e aquilo que efetivamente age. Existe um episódio clássico da vida de Gandhi, em que ele foi dar uma conferência no Parlamento inglês, e ele acabou colocando tudo aquilo que realmente acreditava, que a colonização não estava sendo boa para a Índia, falou num certo assim, um pouco agressivo, de forma a desconcertar muitos dos parlamentares, o discurso durou cerca de duas horas. Ao final os repórteres que o viram discursando perguntaram ao assessor de Gandhi como ele discursou durante duas horas sem ter nenhuma anotação como apoio e consulta, o assessor respondeu que quem necessita de papéis para verificar as anotações eram eles, incluindo a si mesmo, que estavam acostumados a falar uma coisa e sentir outra. Como Gandhi buscava uma vida de coerência, claro que como ser humano certamente tinha os seus defeitos, mas ele tinha essa busca pela verdade, pela coerência, então ele não precisava, segundo o assessor, consultar alguma referência. O que ele falava era o que estava sentindo e pensando, e ele manifestava aquilo através da voz. Isso é muito interessante porque é uma demonstração de espontaneidade, de algo verdadeiro. E o Satya e Sat tem o mesmo prefixo que é o de existir, então a verdade é o que existe. Algumas coisas que a gente pode observar, que pode nos ajudar nessa busca de coerência, nesse trabalho de coerência vão muito do cumprimento de contratos, sejam internos, aqueles que você faz consigo ou de externos, com outras pessoas. Não existe muito uma dissociação, então cumprimentos de contrato, quaisquer forem. Essas duas habilidades andam lado a lado, uma vez que você cumpre o que diz a si mesmo, acaba tendendo a cumprir com outras pessoas. Daí você me diz “ah, eu vou ficar muito quadrado, nunca vou poder mudar de planos”. Claro que mudar de planos é sempre necessário, devemos estar abertos para o erro, mas o ponto é que se você não cumpre a sua palavra começa a perder uma força interna, uma força mental de execução. Quando você cumpre o que diz, vai criando uma confiança que aumenta à medida que você cria projetos mais elaborados. Se não cumpre o que diz para si, pode achar normal também não cumprir para com as outras pessoas e isso vai enfraquecendo a sua capacidade de realização e, até mesmo, a sua coerência interna porque sente que deve fazer algo, diz, pensa e age de forma coerente, agora sentir e não fazer por preguiça e em outro momento não fazer também vai criando um nível de incoerência a ponto de que a mentira sempre revela esta incoerência. Um pouco de mentira faz parte da vida, não tem como a gente viver em uma sociedade sendo cem por cento sincero, mas o ponto aqui, o que vale mesmo é o que se faz consistentemente na vida, se você tem uma coerência na sua existência, uma coerência de constância, isso traz espontaneidade. Não criando papéis para interpretar, simplesmente manifestando aquilo que efetivamente é você. Essa coerência vem com essas coisas aparentemente que não tem uma relação como esse cumprimento de verdades nas suas palavras ou atitudes. E esse tipo de treinamento, de cumprir as coisas, precisa ser pensado antes de se fechar o acordo. Por exemplo, se combina algo com alguém, mas no ato não está muito afim, inventa uma desculpa e não vai, isso vai criando uma aceitação da mentira. Quando decide ter tarefas é importante ter certeza se elas tem real sentido para você e se vai consegui entregá-las, porque se não, não se comprometa, é melhor assim do que no final não dar um resultado prometido. Ao fazer uma meditação, por exemplo, pode-se treinar isso, ao fazer uma meditação de dez minutos, que é um tempo muito bom (meditação de dez a quinze minutos tem um tempo excelente, o recomendado), mas aí em cinco minutos após começar já se começa a reclamar e mais dois minutos depois você para. É uma quebra de contrato, houve o comprometimento em se fazer com dez. Ou se faz uma meditação de cinco minutos ou não se faz, porque cumprir com o que se determinou, é parte do processo meditativo. A mente sempre vai dizer o que é mais importante no momento da meditação, ela vai tentar desviar do que é prioridade. “Ah, então eu vou ficar sempre em cinco minutos?” não, eventualmente você vai ter que se desafiar, sair da zona de conforto, perceber que faz sentido sair dela e, então, vai passar dos cinco para os dez. Mas o dia em que se decidir fazer dez ou quinze, precisa cumprir com o prometido, no dia seguinte você pode até recuar, mas precisa cumprir o que determina, isso vai criando um poder interno, crescente, porque a cada contrato cumprindo se ganha uma confiança interna, e se cumpre um contrato com uma pessoa também se ganha confiança e mais crédito com ela. A confiança, que é baseada na verdade, cresce e nos dá mais poder de realização e de manifestação da nossa espontaneidade. Então o que eu queria falar hoje é sobre o Satya que é esse yama muito importante, um dos conceitos éticos do yoga. Hoje escolhi uma ópera, apenas no episódio quatro que coloquei uma – A Flauta Mágica –, e hoje trouxe uma de Puccini que é o compositor de ópera...acho que ele e o Verdi são os mais populares, inclusive essa que você vai ouvir agora, Madame Butterfly, uma das óperas mais populares que já foi escrita. Para quem não sabe, o Japão, no final do século XIX e início do XX, era um país extremamente fechado, não tinha abertura para nenhum país próximo e muito menos para o ocidente, esse processo foi começando aos poucos, mas o que aconteceu foi que os EUA começou a fazer investigações no Japão, levar militares para lá, que tiveram casos com muitas japonesas deixando-as por lá, depois. A história de Madame Butterfly é contada neste contexto, final do século XIX, um militar americano chega ao Japão, compra uma terra e ganha uma gueixa, uma menina de dezesseis anos, e promete casar com ela. O amigo dele, cônsul do Japão, alerta ele de que será muito difícil para ela, ele a fará sofre demais, ele não dá muita bola, mas vai embora dos EUA e diz que vai voltar. A menina fica a sua espera, recebe um pedido de casamento de um outro home, mas não aceita e todos ficam tentando alertá-la de que ela vive uma via ilusória, ela não acredita. Um dia ele volta, porém com a esposa americana, a Butterfly, a gueixa, havia tido um filho dele e leva o menino para uma casa e acaba se suicidando na frente dele. O Japão tem um alto incide de suicídio, muitos causados pela verdade, pela honra. Quando ela se suicida, retira do baú um punhal, que e o pai dela havia cometido um seu, conhecido como haraquiri, um suicídio, um ritual de suicídio. No punhal estava escrito: com honra morre aquele que não mais com honra pode viver. A verdade fere esta ideia antiga, mais do que a vida. Vocês vão ficar com Maria Callas, que foi uma das maiores cantoras de ópera de todos os tempos. Passou um série sobre ela no canal GNT, chamado Callas, quem puder ir atrás, no site da Net pode-se acessar programas antigos, vou deixar um link com a reportagem sobre esse documentário. Maria Callas a vida inteira cantou a ópera, e no fim, quis viver aqueles dramas todos. Teve um relacionamento com Onassis, largou o marido dela para viver com ele, porém este era uma galanteador, ele estava mais preocupado em fazer fama e ela era uma das mulheres mais desejadas no mundo todo, na época e ele a abandonou, fazendo com que ela viesse um final de vida sofrido. Tem um filme sobre Maria Callas que concorreu ao Oscar alguns anos atrás, focando, principalmente no final de vida dela, quando a voz dela começou a falhar e após os problemas amorosos sofreu muito, após o término com Onassis entrou em depressão. Uma das vozes mais lindas da ópera, das mais conhecidas, equivale ao nosso tempo o que é Luciano Pavarotti, com vocês um trecho de Madame Butterfly cantado por Maria Callas. Até o próximo Podcast.