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Filosofia do Yoga


Abhyasa
Dicas de Yoga | 6 abr 2021 | Fernanda Magalhães

Trikonasana

Trikonasana Uma das posturas queridinhas para mim é o triângulo ou, em sânscrito, Trikonasana. Tive a grande sorte de ter compreendido rapidamente sobre o alinhamento com bons professores, o que faz total diferença no conforto durante a permanência. Tri = três; Kona = ângulo; Asana = postura Não apenas representado em uma postura física, o número três é bastante conhecido como um número poderoso na mitologia, religião, literatura, arquitetura, e, claro, no Yoga. Nascimento, vida e morte; Pai Filho e Espírito Santo; passado, presente e futuro e finalmente Brahma, Vishnu E Shiva, a trindade Hindu representada por Trikonasana são grandes exemplos do valor do número três no caminho espiritual. Estes três deuses simbolizam a existência: evolução, manutenção e dissolução. Na mitologia hindu, os três lados do triângulo representam as forças do universo: Brahma, a força criativa, Vishnu, a força que sustenta e Shiva, a força da mudança. E os exemplos de harmonias estabelecidas através do número três no Yoga também são vários: os principais canais de energia (nadis) ida, pingala e sushumna ou os três gunas: tamas, rajas e sattva. Não podemos esquecer de: corpo, mente e espírito, que é a grande tríade do Yoga. No Ayurveda (medicina milenar indiana) também são três os Doshas no nosso organismo: Vata, Pitta e Kapha. A postura do triângulo pode equilibrar os chakras, os três doshas e os três gunas, criando um estado neutro (sáttvico), reduzindo a ansiedade e a letargia. Pense em um triângulo. Não lhe parece uma figura estável quando apontado para cima? Da mesma forma, trikonasana é executado para trabalhar esta estabilidade física e mental. Quando praticamos trikonasana, estamos direcionando nosso olhar para cima, enquanto permanecemos firmemente enraizados na terra através da base nas pernas. Podemos sentir a energia direcionada para cima representando a sua força de crescer, se elevar; e a energia descendente no suporte recebido por suas bases firmes, fortes e estáveis. A postura é estável apesar da assimetria. Um convite para manter o coração forte e a mente estável diante adversidades da vida. Trikonasana energiza o swadhistana chakra, o segundo chakra, ou chakra sexual, relacionado a criatividade e ao prazer de viver e fortalece os corpos físico e emocional. O estresse, a frustração, a ansiedade e as emoções não processadas se acumulam nos quadris, desta forma, a postura do triângulo se torna um excelente canal de cura e expansão através desta liberação. E não podemos esquecer de todos os benefícios ao corpo físico produzidos pela prática da postura: melhora a flexibilidade e força das pernas, tornozelos e quadris; aumenta a flexibilidade lateral da coluna; estimula os órgãos do abdômen - ativa os movimentos peristálticos do intestino e Melhora a digestão, restaura o fogo digestivo; fortalece a região pélvica e tonifica os órgãos reprodutivos e etc.; A postura fornece uma combinação ideal de abertura, alongamento e desafio. Existem precauções a serem consideradas: Pessoas com problemas no coração não devem elevar o braço superior, mantendo no quadril; Se possuir problemas crônicos ou temporários no pescoço, não vire a cabeça para olhar para cima, continue olhando para a frente e mantenha os dois lados do pescoço uniformemente alongados. Grávidas devem usar acessórios para suporte como o assento de uma cadeira para apoio. E finalmente, como executar a postura? Partindo de Tadasana, afaste os pés levando a perna esquerda para trás um pouco além do comprimento de uma perna. Mantenha o pé direito na posição inicial de tadasana e o pé esquerdo levemente fechado em direção ao direito. Alinhe o arco central do pé de trás com o calcanhar do pé da frente. Espalhe os dedos do pé e pressione a base do dedão da frente no chão. Use todo o peso da perna de trás para pressionar a borda externa do pé, simultaneamente trazendo a energia da terra para cima. Mantenha os arcos internos dos dois pés. Joelho e canela direita alinhados com o centro do pé da frente. Para manter este alinhamento e impedir que a coxa gire para dentro trazendo o peso para a borda interna do pé, ative o quadríceps elevando a patela, trazendo a energia de baixo para cima, como se quisesse encaixar a perna no quadril. Levante os braços estendidos até a altura do ombro, com as palmas das mãos voltadas para baixo. Crie espaço como se quisesse levar o topo da cabeça para o céu e as mãos para fora através das pontas dos dedos. Leve o cóccix em direção ao chão à medida que o umbigo se ergue recolhendo suavemente a lombar. Expirando desça o braço direito e o tronco para a direita e para baixo até que a mão direita alcance a parte da frente da perna enquanto estende a mão esquerda para cima, diretamente acima do ombro esquerdo, com a palma voltada para a frente e os dedos apontando para o teto. Abra o peito alongando os ombros e mantendo-os alinhados verticalmente, como se encostasse em uma parede. Se puder manter o alinhamento do tronco descendo ainda mais, apoie suavemente sua mão no chão ou segure o seu dedão do pé direito com os dedos indicador e médio fazendo uma oposição de forças. Use a força descendente da postura para pressionar o dedão no chão enquanto a força ascendente puxa seu corpo a partir dos dedos das mãos para cima. Olhe para o polegar da mão levantada. Mantenha o esterno afastado do osso púbico. Sinta que há uma ação em espiral do quadril esquerdo para cima, atravessando a coluna e saindo pela cabeça e mãos. Para liberar, em uma inspiração, eleve o tronco com braços na altura dos ombros novamente e retorne em tadasana trazendo o pé esquerdo junto ao direito. Não fique obcecado por tocar o chão ou alcançar seu dedão com a mão. Não permita pesar a parte superior do tronco em direção ao chão. Aproveite a abertura que este asana te oferece. Lembre-se sempre que a estabilidade é o equilíbrio entre forças opostas, mantendo-se sempre no seu centro! Namastê new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 4 abr 2021 | Fernanda Magalhães

A Parte 3 – ASANA

ASANA - A Parte 3 Asana, o terceiro anga (parte) do ashtanga yoga de Patanjali é tão conhecido que chega até mesmo a ser confundido com o próprio Yoga.  Quem nunca disse que ia praticar Yoga, referindo-se somente à uma sequência de asanas? Não que esteja errado dizer que se pratica yoga ao executar a sequência de posturas, mas o erro está em considerar o yoga sendo apenas uma de suas partes.  Mas porque consideramos uma parte específica das oito descritas por patanjali como yoga? No próprio sutras, patanjali fala muito pouco sobre a posturas. Na verdade, ele cita somente a postura de meditação e \"sthira sukham asanam\", ou, uma postura firme e confortável é a única instrução de alinhamento que Patanjali dá para este Asana. Aliás, Asana, em sânscrito, significa “assento”. E por que então, o yoga chega a nós especialmente através dos asanas? Normalmente, quando o Yoga nos é apresentado, ainda não estamos preparados física e mentalmente para tal exercício. A execução de posturas psicofísicas visa a purificação e condicionamentos necessários para que partes mais avançadas do yoga possam ser praticadas.  Ninguém que deseja começar a correr, inicia a prática em uma maratona, e, nem mesmo em uma meia maratona. Igualmente, não podemos esperar que a tão sonhada liberdade (seria a linha de chegada do Yoga?!) se encontre sem o preparo necessário em todos os níveis envolvidos no despertar espiritual. O nível físico é o mais fácil de ser acessado no mundo material, onde costumamos nos identificar com nosso corpo como sendo nós mesmos. O asana deve ser percebido em todas as camadas, partindo desta mais externa, nossa pele, a parte do nosso corpo que está em contato com o que está ocorrendo do lado de fora,  para as camadas mais internas. E deve ser executado de dentro para fora, a partir do coração.  Se há desconforto físico, ficamos com nossa consciência presa no material e no incômodo experimentado. Desta forma, o corpo não está servindo como o veículo para a jornada interior, ele vira o ponto principal da existência. Uma simples amostra seria tentar meditar com dor de cabeça. Será um desafio muito maior se desconectar do conforto para então conseguir entrar em estado meditativo pois seu cérebro está focado em se livrar da dor. Os asanas trabalham como uma purificação física e também uma maneira de tornar-se calmo e estável quando há encontro da mente com o corpo.  Mas para que o efeito da prática física se expanda em vários níveis, a prática deve ser feita com consciência.  Seu corpo deve ser escutado, e não o cérebro. Neste momento, o cérebro deve render-se as mensagens do corpo e não ao contrário como costumamos fazer no nosso dia a dia, mecanicamente.  Se você pratica escutando seu cérebro, é mais provável que se machuque do que se cure. O cérebro imagina, o corpo executa, portanto, o que seu cérebro cria não é real, apenas o que seu corpo demonstra é. O seu corpo está sempre no presente, enquanto seu cérebro pode viajar na ilusão de passado e futuro. Por exemplo, você pode agora mesmo usar seu cérebro para se ver em uma postura super avançada e exigente fisicamente. Isso não quer dizer que seu corpo vá executá-la. Mesmo que nosso cérebro possa sonhar, criar metas e nos ajudar a progredir, é o corpo quem manda na velocidade e em seus limites.  Para desenvolver esta reunião de cérebro e corpo é necessário sentir a postura. No asana, usamos a pele, nosso instrumento de conexão com o mundo material, para buscar o alinhamento das posturas.  Evite utilizar espelhos na prática e, praticando drishti (os pontos focais), também não use seus olhos. Não observe a postura com seu cérebro através de seus olhos. Sinta a postura na pele e carregue até o centro, na área do coração. O trabalho do Yoga em relação a parte física é especialmente este: trazer o cérebro para o corpo. Sentir, ao invés de racionalizar. É a união do cérebro com o corpo que representa o asana. Yoga é união! Através da prática de asanas que curamos ou prevenimos enfermidades do corpo físico, trabalhamos a energia de forma a fluir livre de bloqueios no corpo energético e clareamos a mente nos livrando de pensamentos improdutivos e tóxicos. Um verdadeiro combo de preparo para etapas mais avançadas no desenvolvimento espiritual.   “E quando nos libertamos das incapacidades físicas, das perturbações emocionais e das distrações mentais, abrimos os portões da alma” - B.K.S. Iyengar em Luz na Vida Apesar de ser uma parte importante no caminho, e, talvez para nós ocidentais, uma parte essencial, precisamos sempre nos lembrar que o asana não é a parte central do Yoga - é apenas uma parte.   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 4 abr 2021 | Daniel De Nardi

Como aquietar a mente?

Como aquietar a mente? O Yoga é um sistema que atua no comportamento da mente, visando aquietá-la para que o yogin perceba-se melhor em si mesmo. No Curso de Formação do YogIN App, estudamos diferentes textos que fazem referência às técnicas e conceitos do Yoga. A  Chāndogya Upaniṣad é um desses textos que foram escritos com os comentários dos grandes sábios e yogis,. Upanishad significa inclusive, sentar-se junto, pois era o momento em que o pofessor passava os ensinamentos mais práticos aos seus alunos. O trecho abaixo, mostra como a respiração deve ser usada para esse processo. A sustentação da atenção na respiração é uma das mais eficientes formas para aquietar a mente.   \"É assim. Pegue um pássaro amarrado com uma corda. Ele voará em todas as direções e, quando não puder encontrar um lugar de descanso em qualquer outro lugar, voltará à mesma coisa a que está amarrado. Do mesmo modo, filho, a mente voa em todas as direções e, quando não consegue encontrar um lugar de descanso em nenhum outro lugar, volta para a própria respiração; pois a mente, meu filho, está ligada à respiração. ” Chāndogya Upaniṣad 6.8.2 ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ O Curso de Formação do YogIN App oferece 200hs de conteúdo para quem quer dar aulas de Yoga ou se aprofundar no estudo dessa filosofia milenar. Descobrir as incríveis maneiras pelas quais o yoga mudou, inovou e foi adotado por milhões de praticantes nos últimos 3.500 anos!   ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

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Dicas de Yoga | 3 abr 2021 | Michelle Jandre

|Fibromialgia| – A doença da alma e a cura pelo Yoga

|Fibromialgia| - A doença da alma e a cura pelo Yoga “Não! Yoga é muito lento! Não é pra mim! Sou muito acelerada(o)!” Quem nunca? Pois bem! Yoga é para você! Talvez porque seja vital D-E-S-A-C-E-L-E-R-A-R! Nosso corpo clama por isso! Esteja aberto aos sinais! Há um tempo atrás, conheci uma pessoa que desde o dia que se lembra, teve um passado marcado por abandonos, escassez física, violência psicológica e depressão. E qual a saída que ela encontrou? Trabalho, mais trabalho. Mente acelerada, corpo acelerado, e por fim veio a depressão! Sem tempo para nem perceber que tinha depressão se viu com o corpo entrando em colapso. Vontade de sair da cama? Nenhuma! Dores no corpo? Até no fio de cabelo. Sono? Todo o sono do planeta. Concentração? Depois do “oi” numa conversa o que se ouvia na sua mente era só blá, blá ,blá! O corpo pediu socorro! Vários médicos e o diagnóstico: FIBROMIALGIA! Fibromialgia a DOENÇA DA ALMA! Já ouviu falar? Cientificamente falando, “a fibromialgia é classificada como uma síndrome porque se caracteriza por um grupo de sintomas sem que seja uma causa específica. Não existe uma causa única, mas existem alguns sinais (Ah! Os sinais!) para identificá-la. Entre eles desânimo intenso, falta de concentração e maior sensibilidade à dor do que os outros. E não tem nada a ver com ser mais fraco ou mais forte, tem haver com o cérebro do fibromiálgico que é uma bússola desregulada que ativa todo o sistema nervoso para fazê-lo sentir mais dor. É uma dor real! Para te levar à uma visão da dor do fibromiálgico: você tem uma inflamação, um machucado que estão visíveis, causando a dor. Certo? Na fibromialgia, se tirarmos um pedaço do músculo que está doendo e olharmos no microscópio, não encontrará nada, pois o problema está somente na percepção da dor. E independente do sexo, existe a ausência de evidências na materialidade do corpo. A maioria dos estudos indicam que a fibromialgia é um reflexo de transtornos de ansiedade e depressão.” (Fonte: Psicologias do Brasil) Me lembro do dia que ela foi num clínico geral, totalmente transtornada, em busca pela droga que lhe receitaram (uma mistura de antidepressivo tarja preta, remédio para o estômago, pra dor e anti-inflamatório) e havia acabado. E o médico disse: “Sinto muito, mas não vou te dar a receita! Seu problema não é só físico. Você está enxergando preto, só tem preto na sua mente. Enxergue branco. E sua vida vai mudar! new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Aquilo fez todo sentido! Ela seguiu numa busca por um tratamento alternativo. Queria manter a sua mente ocupada... e só depois de dois anos, ela encontrou finalmente o branco, e o branco estava no silêncio, na serenidade, na paz na alma. E junto ao branco estava o Yoga. No início fazia aulas aleatórias pelo o youtube, porque não tinha grana para pagar e na cidade não havia (e ainda não há) uma divulgação de que o Yoga é possível para TODOS. Foi aí que pelo Instagram conheceu um dos yogis que mais admira, e este o apresentou ao Yogin App. A única escola online de Yoga com aulas ao vivo e gravadas, onde podia praticar no conforto de sua casa, com professores corrigindo em tempo real e com um precinho que ela podia pagar. Uma escola na sua própria sala, e no horário que quisesse! Um tesouro!!! O amor pelo Yoga foi automático e recíproco. O Yoga está para ela, assim como ela está para o Yoga. Com a ajuda do Yoga aprendeu a identificar quais eram as suas dores e onde elas nasciam. Aprendeu a respirar. Saiu do automático. Parou de levar as dores dos outros e acolheu as suas próprias, sem se apegar. Uniu mente, espírito e coração a favor de seu próprio corpo. Afinal, Yoga é isso! Yoga é União. Descobriu que enxergar branco é divino. Aliás, se encontrou com o Divino através do Yoga. Passou a reconhecer Deus nela, nos seus semelhantes e nas mínimas coisas. Encontrou Deus no sutil do Universo. Aprendeu a se conhecer e a se reconhecer imperfeita, mas merecedora de todas as coisas boas, afinal era o reflexo do Divino, e tinha poder para fazer o que quisesse. Aprendeu a reconhecer seus limites e a superá-los. As práticas que eram duas vezes por semana, passaram a ser diárias. O amor por esse estilo de vida - sim porque Yoga é uma filosofia de vida - vai muito além da parte física, a fez compartilhar, a se doar com consciência. Aprendeu para ensinar. Afinal, “a felicidade só é real quando compartilhada”, disse alguém que não me lembro o nome agora. Yoga a ensinou literalmente que se a mente está sã, o corpo acompanha são, e tudo flui, flui com a respiração. Prazer! Essa pessoa sou eu! São quase dois anos que com a prática do Yoga, inclusive na vida, não existem mais dores nem na alma e nem no corpo (se tratando de fibromialgia). E se eu posso te dar um conselho: Respire e pratique Yoga. Pratique sempre. O Yoga é pra você! Namastê.  

Vontade de potencia podcast
Filosofia do Yoga | 31 mar 2021 | Daniel De Nardi

Vontade de Potência – Podcast #10

Vontade de Potência - Reflexões de um YogIN Contemporâneo - Episódio 10 Neste episódio trata-se de um conceito nietiano de Vontade de Potência que pode ter sido inspirado nas primeiras Upanishads. Saiba mais Links mencionados no podcast   2001 Uma Odisséia no Espaço cena de abertura música Assim Falou Zarathustra https://youtu.be/ypEaGQb6dJk   2001 Uma Odisséia no Espaço - música Danúbio Azul     https://www.youtube.com/watch?v=_SpqdoJYfV8   Episódio 03 - que fala dos 3 Eus Página de Cursos do YogIN App https://yoginapp.com/cursos-de-yoga/   Curso de Aprofundamento em Yoga https://yoginapp.com/curso/aprofundamento-yoga/   Playlist da série - Reflexões de um YogIN Contemporâneo PODCAST SOBRE NIETZSCHE  Transcrição do podcast   Vontade de Potência #10 Com esta música maravilhosa nós começamos o décimo episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Hoje nós vamos começar pela música que é “Assim falou Zaratustra”, é uma música feita por Richard Strauss, talvez vocês já o conheçam por “Danúbio Azul”, que é uma outra música bastante famosa, mas esta ficou bem conhecida especialmente no cinema como trilha sonora do filme “2001 – Uma Odisseia no Espaço” que também tem um outra música do Strauss, que tem aquela cena clássica do início de um macaco batendo com um osso em uma pedra, e então essa música explode cortando, depois, para uma nave espacial. É uma música bastante repetida na tevê e a gente se habituou com essa música, então para nós é bastante marcante. Ela é baseada em um livro do Nietzsche de mesmo nome e a história é de um sábio que se retira e depois volta trazendo revelações para a comunidade. A cena do Kubrick também é bem emblemática, um macaco faz experiências, se destaca, e dele corta para o universo. Então, desse macaco audacioso surge uma nave espacial. Nietzsche é bastante conhecido por ter feito um rompimento com ideias que estavam presentes na filosofia como um todo e também um corte com os dogmas relacionados a religião, então ele foi disruptivo, questionou o idealismo do Platão (que tinha o mundo das ideia e o mundo real não conectados, um dia a gente atingiria o mundo das ideias) isso influenciou praticamente todas as religiões que tem uma ideia dualista de transcendência. Platão via dessa forma e Nietzsche rompe com isso, assim como outros pensadores como Spinoza, voltar o momento para o agora e não para o futuro, a existência para o momento presente. Algo que já nos aproxima do yoga, que de fato, é quando você está presenciando a prática, um pranayama é quando você está presente naquele momento, quando você está com o seu máximo. Um asana é diferente de um alongamento que, assim como a respiração, gera benefícios para a saúde, mas o yoga é você estar com a consciência presente no momento, e para isso a gente treina através da prática. Mas voltando, porque existe muito essa relação do pensamento nietzschiano, Nietzsche tinha como influencia Schopenhauer, e tanto um quanto o outro eles se voltavam a uma ciência chamada filologia, que trabalhava com as linguagens, com a tradução de textos antigos. Então eles traduziram do sânscrito para o alemão, então Schopenhauer bebeu muito em fontes védicas, em fontes indianas, tinha o hábito de ler as Upanishads antes de dormir, tem uma declaração dele que diz que “em todo o mundo não há estudo assim tão benéfico e tão elevado quanto aquelas das Upanishads, elas tem sido consolo para a minha vida e elas irão consolar a minha morte”. Ele era um estudioso de Upanishads e Nietzsche declarou que a pessoa que mais influenciou ele foi Schopenhauer, ele foi um discípulo, mas desenvolveu a sua própria linha de pensamento, apesar da influência. Nietzsche teve contato com o Budismo também, o que fica caracterizado é justamente essa influência desse grupo de textos indiano que são as Upanishads, porque Nietzsche fez esse rompimento com o sistema mais presente na filosofia e na religião, e as Upanishads fazem um trabalho parecido, só que três mil anos antes. Nietzsche tem um conceito que é central dentro do trabalho dele que é a vontade de potência, a potência sempre quer se expandir, se manifestar e por que isso não acontece? Porque existe forças antagônicas, forças reativas a potência que vão obstruí-la, essas forças são de todas as espécies. Por exemplo, você que jogar badminton, mas você mora no Brasil, então isso já é uma dificuldade, é uma força reativa a sua vontade de potência, outra força reativa a nossa potência são as outras pessoas dizendo “isso não dá, aquilo não dá”. Mas a principal, a mais forte, a que mais nos impede de expressar a nossa real potência é o medo, e quando você consegue vencer esse medo,  todas essas barreiras, colocar e expressar a sua máxima potência no momento presente, no agora (porque pra ele só existia a vida quando ela era agora, que é um pensamento muito parecido com o do yoga desde o início), Nietzsche dizia que quando você conseguia concentrar toda a sua potência em uma ação você tinha o estado de arte, que era um estado pessoal seu porque você colocava a sua potência, toda a sua foça, e quando você conseguia isso, você se tornava o que ele chamava de Super-Homem. Super-Homem é aquela pessoa que não depende de fatores externos, que não depende de rituais, ou de um guru, apenas dele mesmo para expressar a sua potência sem medo, então esse estado de arte é para todas as ações humanas com potência, a gente pode atingir esse estado desde que a gente tenha concentração, foco. Ele acreditava que esses movimentos eram transitórios, então você tinha aquele momento de máxima atenção, que você expressava a sua potência, e você tinha que tentar trabalhar pra isso, mas vinham forças para tentar te retirar desse estado. E agora a gente começa a analisar a visão indiana, onde Schopenhauer, que foi o professor de Nietzsche, bebeu e leu muito. Você tem um movimento muito importante da cultura hindu que é a escrita das Upanishads, que surgem depois dos vedas, então a Índia teve duas civilizações crescendo simultaneamente, a civilização do Vale do Indo que é bastante conhecida, e uma outra civilização que vem de Varanasi e vai também naquela direção de Urakanda, mas passando por Déli. Há registros dos Vedas, Rigveda e nos primeiros escritos que são de 3400 a.C. há muito ritual, uma valorização do ritual, os brâmanes que era os detentores dos rituais tinham muito poder, mas com o passar do tempo, a Índia foi se organizando, se desenvolvendo até mesmo num sistema jurídico consistente, que era independente do rei (então, o sistema jurídico independente na Índia surgiu bem antes do Romano), e naquele período a Índia começou a fazer um processo de valorização do indivíduo, de tirar o valor do ritual, o poder do ritual e trazer para o indivíduo. Isso é muito retratado nas Upanishads, tem uma Upanishad chamada Mundaka Upanhishad, Mundaka significa careca e tem este nome pelo fato dos brâmanes terem muito cabelo, e os novos poetas e escritores queriam se diferenciar daquele grupo, então na Mundaka Upanishad há passagens que diz que o conhecimento  dos Vedas são importantes, mas o conhecimento do coração, que vem de Brahma, é mais importante, o poder do indivíduo que está do coração, o poder da consciência, não uma ordem externa, de um “ser mais evoluído”, que podia ser os brâmanes ou qualquer outra pessoa, a Mundaka Upanishad é um texto de 1220 a.C. Trazendo mais uma vez o exemplo das Upanishads, a gente tem mais uma demonstração na Shvetashvatara Upanhishad, no momento em que ela diz com essas palavras “com os três aspectos do eu(...)” (uma breve explicação dos aspectos já comentados no episódio três: corpo - a expressão dos sentidos; mente – filtro entre a consciência e as demandas do corpo e o coração – a consciência) como algo natural, porque já foi explicado em outras Upanishads e era um conceito bastante conhecido. Shvetashvatara que é uma Upanishad que começa a trazer muita informação do yoga, e ela fala mais uma vez de você trazer a potência pra você. “Com os três aspectos do eu elevados, alinhado para o alto, tendo estabilizado o corpo da mesma maneira, tendo colocado sentidos com a mente no coração, com a barca de brama, que é esse eu interno, o conhecedor poderá cruzar todas as correntezas mais aterrorizantes”. E essas forças antagônicas que a gente viu de Nietzsche um pouco antes, são forças que nos impedem de revelar o nosso eu de expressar a nossa máxima potência, e isso é algo que a gente vai trazendo aos poucos. Muitas vezes as pessoas tem a ideia de que em uma meditação elas vão se iluminar e todo o universo se revelará para ela, não essa expressão de potência, esse conhecimento do eu, você vem trazendo aos poucos, a mente quando assenta ela facilita esta expressão e isso e tratado, inclusive, nos vedas e ainda mais nas Upanishads, a gente viu aqui na Shvetashvatara, ele fala “colocando os sentidos com a mente no coração”, então volta todos os sentidos para o coração. Tem uma outra Upanishad, que é a Katha Upanishad, que fala mais sobre os sentidos, “a cidade de onze portas, o corpo pertence a um comandante cujo a inteligência não está distorcida, tendo governado ele não sofre e é livre, foi libertado, esse comandante é brama”. Então, quando a voz de brama, que é a nossa voz interna, ela vem à tona, o comandante fica livre, você expressa, na verdade, essa máxima potência, o que o yoga chama de Moksha que é a libertação, quando é a pura voz interna sendo expressada. Nós ficamos por aqui, espero que tenham gostado. É sempre importante a gente pedir compartilhamento e divulgação porque é isso que faz a mensagem chegar a mais pessoas, eu sei que é chato, eu também acompanho vários canais de podcast e vídeos, sempre há essa solicitação, eu sei que é uma coisa inconveniente, mas isso faz muita diferença. Se realmente impactou, se você está gostando, eu peço para que você divulgue para os seus amigos para a gente fazer um movimento pela consciência, que é o trabalho que a gente faz no yoga. Além disso eu vou deixar o link na descrição da nossa página de cursos, que está crescendo a cada dia, tem agora mais de dez cursos, inclusive saiu um novo curso que vai ser sensacional. A gente vai coletar alguns vídeos, não todos, da formação que a gente já dá pelo YogIN App, é a terceira formação que a gente faz, então a gente coletou alguns vídeos num conteúdo mais condensado, e aí a pessoa vai poder fazer o curso intensivo que são vários módulos, com vários professores e que está disponível na nossa página de cursos. Eu espero você semana que vem, nós teremos mais podcast, pensem na sua potência. Om Namah Shivaya!   https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts-yoga-pro-seu-dia-dia/#axzz4qgdXngzX

YogIN App
Filosofia do Yoga | 28 mar 2021 | Equipe YogIN App

O que significa o OM

O que significa o OM O traçado do OM (ॐ) foi adotado como o símbolo universal do Yoga, mas o que significa? Quando escrito o símbolo é chamado de Omkara, quando vocalizado, pranava. O mantra é conhecido como o som de Brahman, o princípio cósmico. O OM seria o som originado na criação do Universo, ele contêm o princípio, meio e fim, é o som que mantêm tudo unido. É chamado de Matrika Mantra, o som matriz, matriarcal, que tudo originou, vocaliza-lo nos sintoniza com essa frequência cósmica. Podemos compara-lo com a luz branca, que contêm em si todas as cores. Cada Upanishad, textos que contem a filosofia central do hinduísmo, tem uma definição e descrição diferente para o OM. Uma das definições para a sílaba é avati raksati, \"aquilo que lhe protege, lhe abençoa\". Salvei os vídeos do meu snapchat (mayarabda) em que explico sobre o OM e sobre como vocalizar o OM longo e o OM repetido. Como falo no vídeo o OM é composto pelas letras A, U e M. Em sânscrito a vogal O é composta pelo ditongo A + U. As letras representam os gunas da Prakriti (leia aqui sobre os três gunas) e ainda a trindade hindu: Brahma, Vishnu e Shiva. A é nirman (criação de tudo), é Brahma, o criador e a Terra. U é shiti (conservação do Universo), é Vishnu, o preservador. O espaço M é Pralaya (transformação do Universo), é Shiva, o dstruidor e a iluminação. Observe que na existência tudo é regido por estas três energias: criação, preservação e destruição. Conheça o simbolismo de seu traçado:   [caption id=\"attachment_16076\" align=\"alignnone\" width=\"442\"] O OM contêm em si os cinco elementos[/caption]   [caption id=\"attachment_16075\" align=\"alignnone\" width=\"449\"] O símbolo e os estados da consciência[/caption] Escute esse vídeo para meditar com o pranava: https://www.youtube.com/watch?v=SBiwLibZqfw

Tradução Yoga
Filosofia do Yoga | 22 mar 2021 | Daniel De Nardi

Dicionário de Sânscrito

Dicionário de Sânscrito recomendado pelo YogIN App Dicionário de Sânscrito  Muita gente me pede indicação sobre tradução em sânscrito, que é a língua antiga da Índia com a qual são escritos os textos de Yoga. Eu costumo usar esse  , pois ele puxa a tradução de vários outros dicionários online. Fica a dica pra quem está pesquisando o Yoga mais a fundo.  

Kate moss postura de yoga
Filosofia do Yoga | 17 mar 2021 | Equipe YogIN App

Obra de arte com posturas de Yoga feitas pela modelo Kate Moss

Arte com posturas de Yoga feitas pela modelo Kate Moss A obra de Marcquinnart com posturas de Yoga feitas pela modelo Kate Moss. \"Feitas imediatamente após a obra The Complete Marbles - esculturas de pessoas com deficiência, culminou com Alison Lapper Pregnant (2005) em Trafalgar Square - estas esculturas lidam com o oposto - a idealizada imagem irreal do corpo idolatrado. Estas obras descrevem a modelo de moda Kate Moss, que se tornou um ícone de mídia para a nossa idade. Presentado em posturas de yoga contorcidas, as obras exploram a idéia de Moss como uma abstração, uma figura idealizada que é mais de uma alucinação cultural do que uma pessoa real de carne e sangue. A culminação deste A série é Siren (2008), um elenco da escultura Sphinx de Quinn (2005), em ouro sólido de 18 quilates.Quinn diz sobre as obras, \"Os seres humanos muitas vezes criam imagens, começam a adorá-los e, em seguida, esquecer as imagens foram inicialmente inventado por eles . Eles são deixados com uma imagem abstrata que é impossível medir até. Esta é a base de toda a celebridade e imagens religiosas. O ouro é um metal que os humanos decidiram que é um dos materiais mais valiosos do mundo, mas como suas imagens inventadas de perfeição, o ouro em si é um sistema de crenças - inerentemente não mais valioso do que qualquer outro metal. Ao lançar a Sphinx em ouro, Siren cria uma imagem de todos os sonhos impossíveis que atraem as pessoas a destruir suas vidas na costa rochosa da realidade - a alucinação final que leva os seres humanos à loucura \". Quando esta escultura foi exibida no Museu Britânico em 2008 ao lado de seus antecedentes clássicos, também coincidiu com o início da crise financeira global, enfatizando ainda mais a fragilidade de todos esses sistemas de crenças. Em The Road to Enlightenment, Moss é retratada como uma figura emaciada. Este trabalho é baseado em uma escultura budista que tem aproximadamente 2.000 anos de idade, que se relaciona com um momento de iluminação e o nascimento da filosofia budista. O trabalho também faz referência a distúrbios alimentares que podem surgir a partir da busca da perfeição impossível e nos lembrar que podemos ser controlados pelas pelas imagens E fantasias que criamos coletivamente. \" fonte Art Psycho

Sanscrito a lingua do Yoga
Filosofia do Yoga | 16 mar 2021 | Daniel De Nardi

O SÂNSCRITO NO YOGA

Por que usar termos em sânscrito para as técnicas do Yoga?   Para responder esta pergunta é essencial que você entenda o valor que a cultura do Yoga tem em sua prática. Esta filosofia possui mais de 5000 anos, o valor desses milhares de anos e das milhões de pessoas que passaram por esse processo é inestimável na construção dessa cultura. O Yoga não possui uma hierarquia engessada, mas há liberdade entre professores para adequar as práticas aos anseios dos alunos. O Yogin valoriza a cultura ancestral, valoriza o poder dessa transmissão de conhecimento ao longo de centenas de gerações de praticantes. O Yoga está vivo graças a esse compromisso com a cultura precedente. Usar a língua que possivelmente foi falada por Shiva, o primeiro praticante, é um respeito à tradição desta filosofia. Outras facilidades que a utilização do sânscrito traz é o rápido reconhecimento das técnicas por uma linguagem universal. Claro que há diferenças nas nomenclaturas, mas mesmo assim, ainda vale a pena saber o mínimo.    Além disso, usar uma língua como padrão é praxe em várias atividades. Se você dança ballet irá escutar o nome dos passos em francês, se estuda música, os ritmos serão ditados em italiano e se estuda tecnologia, terá que ler os termos em inglês. Você não precisa ser um sânscritista, são poucas técnicas que vale a pena aprender o nome o que será muito útil em uma sala cheia em que você não consegue perguntar nada ao professor. Vamos ajudá-lo a vencer o trauma do sânscrito indicando um dicionário on-line para pesquisas rápidas ;)   http://spokensanskrit.de/   Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão

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Filosofia do Yoga | 12 mar 2021 | Equipe YogIN App

Busto de Shiva é o maior do Mundo

Busto de Shiva é o maior do Mundo O Guiness World Records reconheceu nesses dias este busto, em homenagem a Shiva, medindo 34 metros de altura, na região de Tamil Nadu, India , como sendo a maior escultura desse estilo do mundo.   Se quiser receber conteúdo sobre gratuitamente no seu email, clique no botão abaixo