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Filosofia do Yoga


Meditação e Positividade
Filosofia do Yoga | 30 maio 2021 | Déb

Você sabe o que significa Adesh no Yoga?

Você sabe o que significa Adesh no Yoga? Em \"Siddha-siddhanta-paddhati\" (Escritura Natha - leia mais sobre a Tradição Natha, que é a Tradição do Yoga aqui: https://en.wikipedia.org/wiki/Nath), Gorakshanath (Criador do Hatha Yoga) diz que: \"Adesh significa unidade entre Atma, Jivatma e Paramatma\".  Ficou confuso? Não se preocupe, vou explicar melhor essa sopa de letrinhas! 😅😅😅 Paramatma é a Alma ou Espírito Supremo que existe em todas as criaturas vivas e está além de quaisquer limitações. Atma é a Alma individual eterna, que é transcendental por sua natureza e além dos limites das formas.  Jivatma é a Alma eterna encarnada no corpo.   As pessoas em seu estado de consciência habitual não percebem essa unidade. Essa ignorância (avidya) na visão do Yoga é a causa de todo o sofrimento.   Os Nathas consideram o mundo uma energia espiritual única. Na qual, não há divisão entre o sagrado e o profano. Toda manifestação da realidade é parte do Espírito Supremo. Numa visão Ocidental é a presença de Deus em tudo que existe, sem existir diferença entre o que está além de tudo e o chão que pode ser sentido abaixo dos seus pés nesse momento. A prática do Yoga ajuda a perceber essa conexão do todo. No entanto, a compreensão da unicidade entre a Alma individual e a Alma Suprema não é compreendida de uma só vez, mas no processo da prática de Yoga. Adesh é este estado no qual compreende-se que não somos nossa mente, nosso corpo e emoções. Parando de nos identificar com estas manifestações,  todos os limites ilusórios desaparecem. Ao dizer \"Adesh\", queremos dizer esse estado. Adesh é a vontade de Shiva de realizar o EU como o Universo revelado e a grande consciência encarnada em diferentes seres. Também temos essa vontade de nos convertermos na origem que sempre fomos, que somos e que sempre seremos. Usando a saudação “Adesh”, lembramos um ao outro que somos Yogins.    Adesh  🙏🙏🙏🙏 Fonte: https://nathas.org/en/articles/meaning-of-the-word-adesh/?sphrase_id=15186

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Filosofia do Yoga | 29 maio 2021 | Willy Bugner

Você é um bom Yogin?

Como é ser um bom Yogin Ser capaz de fazer poses exóticas, invertidas e colocar as palmas das mãos no chão durante o Uttanasana significa, necessariamente, que você é um bom yogin? Não. O principal objetivo do yoga não é o aprimoramento físico, nem a flexibilidade, mas a meditação. O Yoga, segundo Patanjali, é a redução da instabilidade da mente. Significa ser capaz de direcionar a sua atenção para um ponto específico, não obstante o desconforto físico, psicológico e emocional, mantendo o foco e percebendo-se o observador externo ao corpo, mente e sentimentos. Isso é a meditação. Então basta ser capaz de meditar para ser um bom yogin? Não é só isso, mas estamos na direção correta. A meditação é o meio, o instrumental utilizado para transformação em uma melhor versão de si mesmo. A meditação é um treinamento da mente, que leva à autoavaliação. O objetivo não é meditar muito ou por muito tempo, mas se transformar em uma pessoa melhor. Se você está mais calmo, mais feliz e não se abala com as vicissitudes da vida, como acontecia anteriormente, você está no caminho certo. Se, além disso, não mais se compara a terceiros, mas sim a si próprio, de maneira gentil e responsável, está indo muito bem. Portanto, a prática constante do yoga, com asanas, pranayamas e, principalmente, meditação, permite a autorreflexão que leva ao aprimoramento moral e comportamental. Enfim, respondendo à pergunta inicial, o bom yogin é aquele que cresce durante sua jornada de autodescobrimento, iluminando a si próprio. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 27 maio 2021 | Mahe Ferreira

Yoga e Pineal

A glândula da iluminação! Nossa prática de yoga sempre possui um objetivo final e várias consequências felizes - mas nem sempre sabemos exatamente quais elas serão. Na maioria das vezes, esses benefícios chegam até nós de forma natural: a necessidade de se alimentar melhor, a habilidade de controlar o stress do dia a dia, melhoria da relação com pessoas próximas, etc. Tudo devido ao poder que a prática de yoga possui de desbloquear canais energéticos ao longo do nosso corpo, permitindo que emoções fluam e que os insights mais interessantes e reveladores aconteçam. É claro que nosso corpo energético tem reflexo direto no corpo físico e vice-versa. Os pontos mais importantes onde se dão estes reflexos são as nossas glândulas, e cada uma dessas glândulas está associada a um chakra (roda ou ponto de energia) específico. Uma prática constante equilibra o trabalho destas glândulas, equilibra os pontos de energia e consequentemente traz boa saúde. A glândula pineal     Se formos um pouco mais além da boa saúde, percebemos um maior entendimento e conhecimento sobre nós e nosso lugar no mundo. Boa parte deste processo de despertar da consciência vem de um lugar específico do corpo, nossa glândula pineal, que é representada pelo chakra da coroa, a nossa ligação com o registro akashico e com Deus, universo ou como você preferir chamar essa força superior. A pineal é tão importante assim pelo fato de ser a única glândula que libera um hormônio num bebê no momento em que ele nasce e também em uma pessoa assim que ela morre. E é curioso pensar que a sensação desses momentos tão opostos possivelmente são muito semelhantes por conta dessa liberação, né? Esta liberação também existe no dia a dia de um ser humano conectado que vive em equilíbrio com seu dharma, pois quando fazemos o que amamos, sentimos muito prazer, entramos numa espécie de estado de transe onde não existe tempo nem espaço, não existe autocrítica e nem esforço. Pense num músico inspirado pela sua música, num pintor fazendo a sua arte, num escritor fluindo com suas palavras, em você olhando para o horizonte de um mar infinito. Controle das flutuações da mente Existem estudos sobre os benefícios deste sentimento em nossas vidas e esta sensação deve acontecer com cada vez mais frequência em nós. Este estado pode ser considerado também o Nirodhah, ou o controle das flutuações da mente. É onde, no yoga, conseguimos ultrapassar o oceano de preocupações e pensamentos e começamos a apreciar a verdadeira quietude. Atualmente, vivendo cercados de concreto, críticas, julgamentos, sentimentos tóxicos e comidas processadas, nossa glândula pineal é calcificada e isto impede que ela produza a substância exímia para uma vida próspera e saudável. Assim, o yoga pode e deve nos trazer a feliz consequência de descalcificá-la e permitir que tudo flua como deve ser.   Namastê!

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Filosofia do Yoga | 17 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Pranidhana – a entrega

Pranidhana - a entrega Ishvara Pranidhana é traduzido como “entrega a Deus”, “entrega à vida”, “depositar-se diante do senhor” e até mesmo “auto-entrega”. Ishvara Pranidhana é um dos 5 Nyamas listados no Yoga Sutras de Patanjali, uma das cinco observâncias internas que o Yogin deve ter ao seguir caminho do Yoga. Junto com os Yamas, os Nyamas fazem parte do que é considerado a ética do Yoga por tratar do modo que o Yogin trabalha seu interior e se comporta na sociedade. Digo que os Nyamas são trabalhos internos porque devem ser lembrados, exercitados e estabelecidos na sua rotina diária.   \'[O samádhi pode também obter-se] pela entrega a Íshvara.\' YS, I-23   A auto-entrega não costuma ser confortável e prazerosa em um primeiro instante, para nós, sempre acostumados a controlar, ou acreditar que possuímos o controle. Aguardar a compensação de nossos atos é ensinado a nós desde pequenos, como um cachorro que ganha biscoitos ao realizar a tarefa correta durante um adestramento. Não se sinta culpado, nosso cérebro adora compensações, o grande problema está na outra parte, a expectativa. A expectativa é oposto a Pranidhana, provoca ansiedade e como consequência todos aqueles problemas que conhecemos: medo, pânico, dores físicas, insônia e até mesmo depressão.   Treinar sua mente para a entrega requer disciplina e fé. Fé que não depende de religião para acontecer, nem mesmo na crença de um Deus pré-estabelecido. Se você possui um relacionamento com Deus, provavelmente será mais fácil praticar essa fé, mas independente da representação de Ishvara que cada indivíduo possui, há de se crer que existem forças maiores regendo nosso universo onde seu pequeno ego não pode exercer controle.   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Quantas vezes na sua vida aconteceram situações onde você não julgou justo, ou não pode compreender a relação de causa-consequência? E em todas estas vezes você sofreu. Sofreu por não ter sido como seu ego projetou.  Toda situação é um aprendizado, e se você estiver preso a necessidade de controlar, perderá a oportunidade do conhecimento a ser adquirido. E para que algo novo entre, é sempre necessário esvaziar-se, deixar ir, entregar.   Para os iniciantes o desafio de exercitar a entrega começa já durante a prática. Você com certeza já ouviu seu professor de Yoga dizer “não julgue” ou “sem julgamentos”, e quantas dessas vezes você conseguiu obedecer? Provavelmente o número de vezes irá aumentar com o tempo de prática, afinal dissemos acima que a entrega também é um treinamento.   Todo resultado de um julgamento nosso é feito pelo ego, através da concepção do que acreditamos ser correto. Até mesmo as coisas simples como a percepção de como executamos um asana. Nosso controlador interno quer que a postura esteja esteticamente bela e alinhada, quando tudo que importa é o quão presente você esteve durante sua permanência. Presença que acontece se desconectarmos esse nosso controlador, exercendo nossa auto-entrega. O ato só se torna prazeroso com presença e sem expectativas.   Você ouve seu professor durante as aulas? Não estou falando só de aceitar críticas, correções ou sugestões, mas simplesmente ouvir. Entregar-se como um barro a ser moldado segundo as instruções de outro é uma forma muito representativa de demonstrar a auto-entrega. Quantas vezes, nós como professores, observamos alunos representando um padrão de movimento que não sugerimos que fosse executado? Muito comum por exemplo se um aluno troca de método, e vem de uma prática de hatha yoga para uma prática de ashtanga, no momento de executar a saudação ao sol, ele reproduz o que conhece ao invés de escutar o que seu novo professor guia. Às vezes, inclusive, pode se tornar uma luta entre seu ego querendo “mostrar serviço” e a entrega a algo novo.   Observe-se, reconheça seus padrões de controle. Sempre que sentir raiva ou ansiedade, pare, avalie e compreenda o que foi que saiu do seu controle e te deixou com essa emoção?   Entregar-se também é visto como fraqueza, mas há diferença entre entregar-se e esconder-se. Não estamos sugerindo aqui uma apatia, permitindo que algo comande sua vida sem definição de objetivos próprios. Não é controverso a pranidhana definir seus objetivos, mas há de se aceitar que acontecerá da forma e no tempo correto, onde seu ego não possui controle.   Responsabilidade é diferente de culpa, concentre-se nas suas  intenções e nos passos concretos que pode dar em direção aos seus objetivos, você é o personagem principal da sua vida, mas confie que tudo acontece como deve ser, mantenha-se sempre presente.   Assim seja!

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Filosofia do Yoga | 12 maio 2021 | Cherrine Cardoso

O compromisso com o Satya

O compromisso com o Satya Todos mentimos. Isto é fato. Mentimos para os outros, em níveis/graus e intensidades diferentes, mas sem dúvida, a pior mentira é aquela que proclamamos contra nós mesmos. Alguns de forma compulsiva e descarada, o que nos faz perceber que estes ainda estão em estados de muita inconsciência e ignorância. Outros, de forma mascarada pelo ego, dizendo ser omissão o que bem se vê como uma mentira mesmo. E aquela mentira que escapa, mas faz o emissor de tal se sentir culpado segundos depois, por já estar mais atento às suas próprias ações.   O próprio Dani De Nardi tem um podcast (e a transcrição dele) aqui neste blog falando sobre este tão nobre valor yogín, que é Satya (a verdade ou o não mentir). Uma das observações feitas por ele que mais tem a ver com a reflexão que venho fazer hoje aqui é: \"O brasão da Índia tem a frase: \"Satyameva jayatê\", da Mundaka Upanishad, que significa \"no final a verdade triunfará\", porque se você constrói algo em cima da mentira, aquilo se desmancha\". Ou seja, demore o tempo que for, uma mentira será sempre desmascarada pela verdade, que tarda mais chega.   Neste caminho ao autoconhecimento, todos, sem exceções, falharemos com os preceitos éticos de Patáñjali, que há milênios atrás nos deixou como um legado estes 10 yamas e nyamas, onde vemos entre eles o Satya. E estes dez mandamentos comportamentais, não à toa, seguem sendo atemporais. Se ele previu, lá na antiguidade, que para que humanos pudessem se ver yogíns seria necessário antes lapidar o ahamkara (seu ego), ele já sabia que de nada adiantaria praticar horas a fio ásanas e pránáyámas se não houvesse uma base comportamental sólida que permitisse à este praticante acessar as outras partes de uma prática. E assim, quem sabe, atingindo seus outros níveis de consciência. Afinal, como ser mais consciente se não há nem observância sobre seu próprio comportamento?   O compromisso com a verdade anda muito em voga. Nos vemos mais intolerantes com quem mente, com quem é negligente com a transparência, com pessoas que fazem uso da inverdade para manipular, coagir ou se beneficiar em cima de outras pessoas. E não pense você que mentir é algo feito só com palavras. Mentimos com atitude corporal, mentimos em pensamento.   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); E se fora do Yoga isso já se tornou algo fácil de ler e perceber, no mundo do Yoga mais ainda. As pessoas que despertam, despertam junto a sensibilidade real para detectar uma falsa verdade e uma pessoa igualmente falsa. Não só por intuição, mas por percepção mesmo. Estar sutil nos permite detectar com mais rapidez aquele que falha com este preceito. Porém, igualmente, não nos cabe julgar e nem condenar, apenas atestar que mesmo dentro de uma filosofia tão completa e ampla de ensinamentos, ainda somos humanos em busca de sermos melhores; e muitas vezes, falharemos.   Mas, o que podemos aprender com esta percepção? Para além de que sim, mesmo em evolução ainda erraremos muito; sendo profissionais desta filosofia milenar temos que arcar com um compromisso ainda maior com estes preceitos. Temos que honrar tudo o que nos foi deixado como herança e fazer bom uso destes ensinamentos. Não só como um conteúdo a propagar em teoria, mas principalmente, colocando-o em prática.   E sim, é difícil. Mas também é difícil ficar de ponta cabeça, na invertida. Também é difícil entender que respirar não é só levar oxigênio para os pulmões. Que meditar é difícil para caramba, ainda mais em meio a caos de Maya (mundo ilusório) em que vivemos. Portanto, tudo é difícil até que se torne fácil. E tal como tudo na prática vai ficando mais incorporado com a disciplina, os preceitos éticos e morais também precisam desta constância. Ser verdadeiro se tornará um hábito, quanto mais for colocado na rotina do praticante.   E em tempos de redes sociais, de mídias imediatistas, precisamos como um dever ser ainda mais rigorosos com o que recebemos de imagem e palavras. Temos que deixar nosso filtro mais ativo. Temos que sim ligar nosso canal intuicional e ficarmos em atenção. Pois se vende e se compra de tudo hoje em dia. Do bom e do ruim. Não significa que usar mídias virtuais para propagar a cultura do Yoga seja ruim. Tanto que pelo advento da internet chega até nós grandes e valiosas formas de aprendizados e conhecimento, que sem dúvida nos favorece e muito o esgarçar dos nossos antolhos da ignorância. Mas até mesmo tudo o que recebemos deve passar por este filtro.   Daí você me pergunta: \"ok, bom saber, só que como eu consigo diferenciar uma pessoa verdadeira de uma pessoa mentirosa?\". Honestamente te digo: não é fácil. Um bom mentiroso faz facilmente muita gente cair na sua lábia! Mas fique atento. Atente para a forma como esta pessoa se comporta no dia a dia. E não será vendo o stories dela no instagram tá bem? Não! Ali é a máscara que a pessoa quer passar que você estará vendo. Se dê a oportunidade de conhecê-la na vida real.   Tem interesse? Procure estar onde esta pessoa esta. Se for um professor de Yoga, vá fazer uma aula com ele. Se for um político, se aproxime dele em algum lugar. Se for um escritor, tente acompanhá-lo em algum evento, em alguma oportunidade. A vida está sempre nos permitindo estes encontros e eles não são à toa. Eles acontecem para que possamos tirar nossas próprias conclusões.   Outro bom aspecto a ser observado. A verdade não deve ser para você a verdade de uma outra pessoa. Você não deve simplesmente passar para frente a visão ou insatisfação de alguém sobre outro alguém. Ouviu algo sobre alguma pessoa? Não espalhe. Investigue antes. Você tem todo o direito de ter suas próprias observações. E vai se espantar ao perceber que muitas vezes o que a outra pessoa fala sobre algo ou alguém, não é a mesma conclusão a que você chegará ao se permitir conhecer, ver, ouvir, tudo com suas próprias percepções.   Não existe verdade absoluta sobre nada, porque nem mesmo nós conhecemos nossas próprias. Até mesmo aquilo que você considera uma verdade hoje, pode deixar de ser para você mesmo daqui um ano, quando olhar para trás e rever seus conceitos. As vezes em segundos! Mas esta observância precisa se manter ativa. Satya é um dos compromissos mais nobres de um yogín, de um educador desta filosofia, de um admirador desta cultura. Sejamos comprometidos em sermos verdadeiros, transparentes, emanando apenas o que vá somar e agregar valor ao desenvolvimento nosso e do próximo, nunca o contrário. Já será um enorme desafio!    

Dicas de Yoga | 11 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Não Seja seu Próprio Guru, mas Mantenha a Semente do Discernimento

Não Seja seu Próprio Guru, mas Mantenha a Semente do Discernimento Om saha navavatu, saha nau bhunaktu Saha veeryam karvaavahai Tejasvi naa vadhita mastu maa vid vishaa va hai om shanti, shanti, shanti   OM, Que sejamos protegidos, o professor e o aluno Que encontremos juntos a liberação Que possamos compreender o verdadeiro significado das escrituras Que haja luz em nosso aprendizado Que não ocorram desentendimentos entre nós OM, Paz, Paz, Paz   Essa semana foi comemorado o dia do professor aqui no Brasil e em Julho, no oriente, foi comemorado o Guru Purnima, a festividade que honra os mestres espirituais. Mas será que professor, mestre espiritual e guru tem o mesmo significado no Yoga? A figura do orientador é essencial no nosso caminho. Defendo o ponto de vista que não se pode ser autodidata no aprendizado do Yoga. O conhecimento adquirido pela relação com os objetos pode ser absorvido e compreendido por nós com pouca ou sem orientação, mas o conhecimento do verdadeiro Ser, aquele que não se identifica com tais objetos, deve ser exposto por outro. Porque enquanto identificados com estes objetos e realizando nossa leitura de mundo através dos órgãos de sentido, permanecemos na ignorância, mantendo nossas emoções na direção de nossas vidas. São as emoções que nos impedem de acessar esse conhecimento. Este conhecimento que é vivo dentro de nós e não disponível, é revelado através da figura do guru. Guru = “dissipador das trevas” do sânscrito, gu, que significa “escuridão” e ru, “aquele que dissipa”. No hinduísmo, o termo também é traduzido como “pesado”, utilizado com o significado de “cheio de conhecimento e sabedoria”. O termo guru é utilizado na Índia contemporânea como sinônimo de guia, mestre, professor. Por este ponto de vista, qualquer pessoa que passe conhecimento, poderia ser considerado um guru. Nesta linha de pensamento, seus pais são os primeiros gurus na vida. Jonas Masetti, professor de Vedanta, diz que de acordo com a tradição védica o guru é apenas o professor que com auxílio dos Vedas revela a natureza do “eu” para os alunos. Há também quem defenda que o verdadeiro guru está dentro de nós. Mas o que existe de fato em nós, é o conhecimento da verdade, e não o guru em si. Conhecimento este que não se revela sem ajuda de um mestre, tornando essencial a busca de orientação em nosso caminho espiritual. O conhecimento do yoga é tradicionalmente passado de mestre para discípulo desde que se tem registro, através de um relacionamento duradouro onde os dois se comprometem igualmente com o crescimento espiritual. Essa transmissão direta que garante a linhagem é conhecida como Parampara - \"uma série ou sucessão ininterrupta\". Desde o guru até você. Mas como escolher e identificar um mestre? Em português, as palavras mestre e professor são aplicadas com conotação similar o que não ocorre em outras línguas, dificultando nossa compreensão nesta “hierarquia”. Na tradição do Yoga, um mestre que atingiu a iluminação e é capaz de transformar alguém pela simples presença é o verdadeiro guru. Um guru não precisa estar encarnado para inspirar e despertar a iluminação em outros. Ele é um canal claro e puro de Consciência, não contaminado pelo ego ou desejos pessoais.   Há também os mestres chamados acharyas - “aqueles que ensinam pelo exemplo”. São grandes mestres espirituais com conhecimento e prática que estão aptos a tornar o conhecimento sagrado compreensível aos estudantes. Eles são capazes de desenvolver procedimentos e metodologias para que o estudante siga ao encontro da verdade. Encaro os Acharyas como facilitadores, que são capazes de traduzir o verdadeiro conhecimento a práticas mundanas. E há todo o resto de praticantes e aspirantes a Yogi que compartilham sua própria experiência. Neste grupo, há aqueles com grande bagagem e vivência prática, mas que também não são Gurus. São professores e, acima de tudo, estudantes. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Os professores de Yoga passam o conhecimento sobre os estados mais elevados de consciência mesmo sem estarem estabelecidos nestes estados, compartilhando experiência própria e limitada. Esse conhecimento é passado a nível intelectual e através de técnicas que direcionam ao autoestudo. A figura do mestre ou professor, dentro deste caminho de Yoga, merece respeito, humildade e confiança do discípulo. E embora todos tenham sua devida importância na jornada do autoconhecimento, não podemos confundir os papéis de cada um deles. O esclarecimento da posição de cada professor ou mestre na linhagem é de extrema importância para a relação mestre-discípulo evitando expectativas irreais e decepções futuras. Muitos estudantes se encantam com o carisma de seus professores e freqüentemente entregam-se àqueles que não são iluminados. Esta confusão faz com que pessoas sigam professores acreditando serem gurus, merecedores de total entrega e devoção. É deste engano que surgem todos os escândalos relacionados à “gurus famosos”.  Um professor é um ser em auto estudo e passível ao erro, uma pessoa como você, que pode acabar encontrando-se identificado à uma emoção. Estes relacionamentos onde o ego toma o controle por diversos momentos, podem não ser fáceis. “Confiança é uma escolha. Muitos estudantes chegam a um lugar desconfortável em seu relacionamento com o professor e partem… vão em busca da resposta que querem mas perdem a lição que precisam.”  – David Garrigues Um verdadeiro mestre não precisa ser carismático e não se ajusta às necessidades do seu ego. E não é atoa que “gurus famosos” está entre aspas no parágrafo acima. Um verdadeiro guru não está sob os holofotes e nem mesmo se auto declara como um guru. Guru, mestre ou professor, todos que são comprometidos com a verdade ensinam com objetivo de tornar o discípulo independente e não buscam seguidores. O objetivo final é tornar o aluno consciente e desperto o suficiente para que faça suas próprias escolhas. Ele reconhece que é meramente um instrumento da verdade e entende que todos merecem o mesmo estatuto e respeito. Ninguém, nem um mestre iluminado, merece tratamento superior. A dependência não deve ser reforçada. A humanidade está acostumada a ser guiada desde o início dos tempos e almeja um salvador que remova o ciclo de sofrimentos como mágica. Faraós, líderes religiosos, imperadores e tantos outros exemplos nos mostram que é mais confortável aceitar uma imposição, como uma criança que precisa obedecer aos pais. Mas esse ciclo só pode ser removido por nós mesmos através de muita prática e autoestudo. O mestre ou professor surge como uma placa de orientação no meio do caminho, ele não é o caminho. Somos mestres de nossas vidas, responsáveis por nossas escolhas, pensamentos e atos. Isto nos torna conscientes que somos responsáveis pelas consequências dos mesmos, e essa é a parte assustadora para a maioria de nós. Se dedique a seus mestres e professores, busque o conhecimento através de parampara, mas não entregue seu poder de discernimento. Entregue o seu ego e a sua intuição lhe mostrará o caminho.   E não esqueçam que sem o aluno, não há professor. Obrigada aos meus alunos que me fazem professora diariamente.   Gratidão aos meus mestres.   Om Asatoma Sat Gamaya (do irreal, guie-me ao real)    

Filosofia do Yoga | 10 maio 2021 | Daniel De Nardi

Os nomes das posturas do Yoga

Os nomes das posturas do Yoga Os primeiros textos a tratar de Yoga, tal como as Upanishads e o Yoga-Sutra, falam apenas de posturas sentadas (dhyanasanas) que são usadas para respiratórios (pranayamas) e meditação (samyama). Os Nathas, criadores do Hatha Yoga foram os primeiros yogins a introduzir as posturas (asanas) que conhecemos hoje nas práticas de Yoga. Os Hatha Yogins trabalham com essas posturas com o intuito de ativar a circulação da energia (prana). Duas das primeiras posturas \"não sentadas\" que apareceram nos textos são são ambas posturas de equilíbrio com nomes em sânscrito relacionados à aves. O mayūrāsana, a “pose de pavão” pode ser vista na figura acima e também o kukkuṭāsana, a “pose de galo”. ⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ No curso de Formação em Yoga do YogIN App, tratamos bastante sobre a História e Filosofia do Yoga e os alunos aprendem mais sobre o desenvolvimento e a cronologia das posturas de Yoga. Estudamos os principais nomes das posturas do Yoga com detalhes de execução e história. Saiba mais, acessando a página do curso no botão abaixo     ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Dicas de Yoga | 7 maio 2021 | Daniel De Nardi

E-book | As Origens da Meditação e do Yoga

E-book | As Origens da Meditação e do Yoga O livro - As Origens da Meditação e do Yoga retrata como surgiram essas práticas tão importantes nos dias atuais. Para baixar o e-book, basta clicar no botão abaixo. https://youtu.be/XXejJ7cyzvc VEJA AQUI - Curso de Formação Professores Yoga online   Como Salvar um Ebook - PDF from YogIN App on YouTube.   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Meditação e Positividade
Filosofia do Yoga | 6 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Dharana – Dhyana – Samadhi = Meditação

Dharana - Dhyana - Samadhi = Meditação Os passos de Patanjali nos levam da ignorância ao conhecimento do verdadeiro Eu. A diferença de caminhos convencionais, onde se parte de um lugar a outro, o caminho do yoga é direcionado para dentro.  É como se fossemos precisássemos remover camadas em nós mesmos que “encobrem” o Eu verdadeiro através do processo de purificação proporcionado pelas práticas dos passos iniciais, vistos até agora. Chegamos, hoje, aos três últimos passos descritos no ashtanga Yoga de Patanjali nessa nossa sequência sobre o tema. Dharana, Dhyana e Samadhi são frequentemente estudados em conjunto e chamados de antaratma sadhana, a busca mais interna. Os primeiros quatro passos (Yama, Niyama, Asana e Pranayama) são ações externas sendo os últimos dois, técnicas bastante visíveis. Pratyahara, o quinto membro, como falamos no último texto, marca a transição de uma consciência externa para a interna.  Os três últimos descrevem o processo e o produto de voltar-se para dentro. Dharana, a concentração, é feita quando focamos num objeto. Ainda há percepção do que se passa ao redor e pode ocorrer de pensamentos de distração aflorarem. Essa concentração surge quando algo prende a nossa atenção, como quando aprendemos algo novo e estimulante. Dharana também é atingido na prática de asanas ou pranayama quando o foco é levado integralmente ao físico. Este tipo de foco faz parte da busca do yogin, mas acredito que dharana pode ser encontrado por qualquer pessoa totalmente presente em uma atividade ou focada em um objeto. Quando estamos completamente focados, não pensamos em outro assunto, curando conflitos internos. Dharana como exercício é um dispositivo mental para evitar a distração. Como muito se acredita, buscar “esvaziar” a mente para meditar é um trabalho anti-natural. A natureza da mente é pular de ideia em ideia, dependendo dos estímulos dados no momento. E, atualmente, o que não nos falta é estímulos, não é mesmo? Concentrar-se na respiração, em um som, em um objeto ou em uma parte do corpo  preenche a natureza de movimento da mente e impede que ela se desvie para pensamentos dispersos, simulando esta concentração natural de quando estamos absorvidos em um assunto de nosso interesse. Dhyana, o sétimo passo, também traduzido como foco contínuo, acontece naturalmente quando a concentração se alonga e os pensamentos deixam de pipocar na mente.  Também pode surgir em plena prática de Asanas, quando nos tornamos um com a postura.  Samadhi é a última parte do ashtanga yoga de Patanjali. Não faz parte do processo, se refere ao produto dos sete anteriores. Samadhi não é feito, mas sim algo que acontece. É uma experiência em que o meditador se torna um com o objeto da meditação.  Em samadhi experimentamos a tão esperada união, onde não há dualidade.  Não há caminho no Yoga sem meditação, afinal Yoga é uma “purificação” da mente -  “Yogaś-citta-vr̥tti-nirodhaḥ” (Yoga Sutras de Patanjali) - Yoga é o cessar das flutuações mentais.  Dharana, dhyana e samadhi são aspectos da meditação, que ocorrem linearmente, ou não, e se entrelaçam, não podendo ser definido limites claros entre eles. Por isso se tornam assunto de um mesmo tema - antaratma sadhana. Somente através do físico, com os primeiros passos do ashtanga, podemos entrar em um estado favorável para que ocorra os três últimos. Quanto maior nossa identificação com essas camadas vestidas pelo nosso verdadeiro ser, mais trabalho físico é necessário para se criar a estabilidade na mente. Desta forma, no ocidente damos muita ênfase no trabalho físico do Yoga, e se faz necessário e valioso utilizá-lo, mas não se engane, Yoga é um trabalho espiritual. “Pratique e tudo virá” - Sri K. Pattabhi Jois. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();  

yoga e paternidade
Filosofia do Yoga | 5 maio 2021 | Willy Bugner

Yoga e a paternidade

A importância da paternidade Sempre busquei uma vida saudável e algo equilibrada, mas induzido pelo senso comum e pela vaidade pessoal, entendia que a prática de exercícios significava ir à academia e “ ficar forte”. Como a maioria, eu estava absolutamente desconectado da minha saúde mental e emocional. Com a notícia da gravidez de minha esposa e o título de pai batendo à minha porta, minha vida se transformou. Olhei para dentro de mim e vi pouca coisa, pois nunca tinha nenhuma auto-análise. Algo precisava ser feito. Meu objetivo passou a ser o aumento da qualidade e expectativa de vida. Comecei a meditar, abandonei a academia e procurei um estúdio de yoga. Ao final de cada meditação, sentia minha mente renovada. Ao final de cada prática de yoga, sentia meu corpo renovado. Com o nascimento do meu filho e aumento das responsabilidades domésticas, abandonei o estúdio e procurei uma resposta on-line. Encontrei o YoginApp e reencontrei a mim mesmo. Intensifiquei as aulas, a meditação, a dedicação e acabei me tornando, com muito orgulho, um professor de yoga. Enfim, depois desse longo intróito, qual a relação entre o yoga e a paternidade? É simples, o yoga te faz um pai melhor. Por primeiro, os yomas e nyamas te fazem uma pessoa melhor. Conforme o ditado castrense, as palavras convencem, mas o exemplo arrasta. Segundo, os asanas te dão flexibilidade, não apenas físicas, mas emocional e mental. Te ensina a ser flexível com a sua agenda, horários, compromissos, ou seja, com a própria vida. Terceiro, os pranayamas te dão vitalidade e ensinam que respirar é preciso. Quarto, o pratyahara te mostra como esquecer o celular, o trabalho, o sono e se concentrar apenas no objeto principal, seu filho. E, por fim, a meditação - samyama (dharana, dhyana e samadhi), te ensina a ter paciência, calma, aproveitar o momento e esquecer as dificuldades passageiras, como sono, sujeira, falta de tempo pessoal e percalços da paternidade. Hoje tenho não um, mas um casal de filhos que são alegria da minha vida. E ambos adoram subir no yoga mat, brincar como props e dormir ouvindo mantra. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();