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Filosofia do Yoga


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Filosofia do Yoga | 24 jun 2016 | Daniel De Nardi

O que é o Yoga?

O que é o Yoga? Acredito que uma das coisas mais fascinantes do Yoga, foi ele ter passado por todos esses anos de história com liberdade para sua definição. Nem mesmo Patanjali, considerado o pai do Yoga, conseguiu determinar exatamente o que é essa prática. Isto permitiu que o Yoga fosse evoluindo conforme as necessidades dos seus praticantes ao logo da História. Não tenho a mínima pretensão de fazer uma definição definitiva, mas um pouco do conhecimento da História pode ajudar o iniciante que ainda se vê perdido nesse emaranhado de conceitos. O primeiro tratado sobre Yoga foi escrito por um sábio chamado Patanjali, no século III A.C. Em seu livro, Yoga- Sutra, ele define o Yoga como um processo para reduzir as instabilidades da consciência e encontrar sua verdadeira identidade. Patanjali acreditava que quando não estamos conectados com essa identidade, vivemos diferentes tipos de angústias (klêshas) tais como ignorância, apego, aversão, egoísmo e medo. SE QUISER VER O VIDEO SOBRE ESSA DEFINIÇÃO DO YOGA CLIQUE AQUI O Yoga de Patanjali, tinha um caráter de debates. Discutia-se sobre a existência de uma \"alma imortal\" que o YogIN deveria descobrir através da meditação e quais seriam as consequências para quem vivia enredado nos papeis que a sociedade impõe. As únicas pessoas que podiam fazer parte dessas discussões eram os brahmanes, sacerdotes que conheciam sânscrito (língua dos textos sagrados), conduziam os rituais e escreviam as escrituras. Aproximadamente no século VII D.C. um grupo de revolucionários chamados de Nathas, começaram a questionar a autoridade dos Shastras (escrituras dos Brahmanes). Para eles, o que estava escrito era secundário, o importante é o que sentiam quando praticavam. A escritura é mais reveladora de todas só poderia ser o próprio corpo, com suas sensações e memórias de tudo o que vivemos. Tudo está no corpo, experiências, traumas, prazeres... Não como mentir para seu corpo, ele é a sua autobiografia. E o Yoga é uma ferramenta para entender a si mesmo a partir de um contato corporal mais íntimo com seu próprio corpo. Segundo os Nathas, a doença acontece por algum tipo de desequilíbrio energético, seja por maus hábitos, emoções viscosas ou pensamentos negativos. Logo, o YogIN deve praticar asanas para liberar pontos de tensão que podem geram esses desequilíbrios. Os Nathas criaram boa parte dos asanas que conhecemos hoje e também vários tipos de pranayamas, respiratórios para aumentar a energia corporal. No início do século XX, professores de Yoga começam a dialogar com acadêmicos britânicos e levam YogINs para dentro de laboratórios. Seu objetivo era provar os efeitos que o Yoga gera no corpo e na mente. Obtém-se muitos êxitos com essas pesquisas e o Yoga passa a ser difundido com embasamento científico para o Ocidente. Mesmo com todas as modificações que o Yoga sofreu desde a época de Patanjali, os YogINs continuam praticando com o intuito de se aproximar mais da sua verdadeira identidade. Os exercícios corporais, respiratórios e meditações ampliam percepções corporais e melhoram a saúde o que ajuda na conexão com essa essência. Nos dias de hoje, o YogIN usa a prática como um meio de lidar melhor com o stress e com outras situações emocionais turbulentas. A prática traz o YogIN de volta ao seu eixo, ou seu equilíbrio. Independentemente do tipo de Yoga que você pratica, a busca será sempre uma aproximação desse EU e o YogIN tem o objetivo de trazer esse EU para o dia a dia e não deixar que essa experiência dure apenas o tempo da sua meditação. Ser você mesmo nas situações cotidianas é o que o Yoga mais deseja despertar em você.   Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão  

Filosofia do Yoga | 18 set 2017 | Daniel De Nardi

A construção do Yoga no Brasil

A construção do Yoga no Brasil O Doutor em Ciência da Religião Roberto Simões vem desenvolvendo há pelo menos 5 anos, uma rica pesquisa sobre a construção do Yoga no Brasil! Nessa nova série de podcasts ele traz importantes reflexões sobre como o Yoga vem sendo transplantado no nosso país. É inegável que fatores como a língua e a cultura brasileira influenciaram a forma como o Yoga é ensinado no no Brasil. Gostaria de ressaltar dois pontos que para mim são centrais. O fato de indianos não falarem português (a não ser os poucos que vivem em Goa) dificultou a entrada de referências no Yoga no Brasil. Isso abriu espaço para criações e fusões que só aconteceram por aqui. Roberto fala bastante dessa luta eterna entre tradicionalistas X permissivos - até que ponto o Yoga pode ser ensinado adaptado a vida moderna para pessoas que não desejam vivar sadhus e até onde podemos determinar o que é Yoga?  

Seita de Yoga
Dicas de Yoga | 18 out 2017 | Daniel De Nardi

Alguns cuidados pra não cair numa seita de Yoga

Há muito professor picareta usando o Yoga para montar sua seita. Infelizmente, o ambiente do Yoga é um tanto fértil à criação de seitas conduzidas por \"mestres iluminados.\" Talvez isso aconteça porque muita gente procura o Yoga num momento de dificuldade emocional ou quando ainda é muito jovem, em ambos os casos, a pessoa está numa fase da vida suscetível às soluções simples.   Gravamos um podcast aprofundando esse tema. Para Ouvir Clique Abaixo! https://yoginapp.com/como-montar-uma-seita-podcast-08/   O Yoga é um caminho de transformação, que ajuda seus praticantes a expressarem sua verdadeira natureza. Ele está longe de ser uma pílula que você toma para anestesiar dores existenciais. Esta filosofia milenar é o oposto disso, ele abre nossa percepção, mostrando ao praticante sua verdade pessoal. O caminho do Yoga aceita o desconforto como parte da mudança e jamais tenta evitá-lo a todo custo. Para não cair em alguma doutrina, que se diz de Yoga ou que usa técnicas do Yoga e promete a solução de quase todos os problemas apenas com respiratórios, alongamentos e meditação, é importante que você entenda como funcionam esses grupos que roubam a individualidade dos seus membros. O que é contrário ao objetivo do Yoga. Não acredito num caminho do Yoga que seja predeterminado por alguém, pois se dentro dos objetivos do Yoga está a realização da real natureza de cada yogin, como ele pode chegar a algo verdadeiro copiando uma outra pessoa, seja outro praticante, seu guru ou mestre? Idolatrar alguém pensando que ao copiá-lo você estaria \"evoluindo\" não condiz com a maneira de como entendo o Yoga. Acredito que devemos ter exemplos de pessoas que são referências para nós, mas seguir todos os passos de um guru que promete conduzir você a libertação (kaivalya/samádhi) não parece ter coerência com o que dizem os primeiros textos de Yoga, as Upanishadas. O processo do guru, pode trazer referências para suas reflexões e decisões, mas segui-lo como \"o correto\" não parece fazer sentido. O caminho de uma pessoa, jamais poderá ser reproduzido por outra com os mesmos resultados. O grande perigo de aceitar algum mestre como o detentor da verdade e que sabe até mesmo o que você deve comer ou beber, é que além disso, ele pode também determinar o que você irá ler e consequentemente como construirá suas narrativas para explicar o mundo. Esse tipo de comportamento de seita, não acontece apenas no Yoga. Isso é bastante comum também na religião e na política. A revista Mundo Estranho publicou uma reportagem bastante completa sobre esse tema. Basearam-se no livro Brainwashing – The Science of Thought Control (“Lavagem cerebral, a ciência do controle do pensamento”, sem edição no Brasil) de Kathleen Taylor, pesquisadora da Universidade de Oxford, no Reino Unido, onde fez uma pesquisa profunda sobre o tema. A reportagem cita: \" Três tipos de lavagem. 1. A forçada, como o nome diz, é a mais radical e eficaz Na quebra da identidade individual, o perpetrador mergulha a pessoa em um ambiente de extrema pressão, com torturas físicas e psicológicas. A intenção é evocar sentimentos como culpa e auto-traição até que a vítima não aguente e peça ajuda O algoz introduz a ideia de salvação e apresenta uma saída, sempre ligada à aceitação da nova crença (religiosa, política, ideológica etc.). Ele então manipula a pessoa a pensar que ela é a única responsável por estar ali, mas, se confessar seus “pecados”, pode “se ajudar”. Isso serve para que o torturado acredite que, apesar de tudo, ele ainda controla suas próprias ações Hora de reconstruir a identidade individual. Gradativamente, a tortura é substituída por um ambiente mais amigável, em que favores são concedidos para que a sensação de bem-estar fique associada à nova crença. Mais ou menos como os adestradores de animais, que dão comida quando eles acertam um movimento.   2. Lavagem cerebral aplicada em grupos O primeiro passo é escolher a vítima. Jovens, ainda em busca de uma identidade própria, são um alvo fácil, assim como pessoas emocionalmente abatidas. Um exemplo são os europeus filhos de imigrantes, sem oportunidade nem emprego, que acabam engrossando as fileiras do Estado Islâmico O acolhimento ocorre de diversas formas, como uma conversa em tom de desabafo, uma palestra, convites para um jantar ou uma festa onde se conhecem outros membros. Quando menos espera, a pessoa já está inserida no grupo O caminho está aberto para as tentativas de convencimento. Ensina-se que a ideologia do grupo é cientificamente correta e moralmente a melhor que existe. Essa crença coletiva é mais importante do que opiniões e experiências individuais Respeito ao líder é essencial. Por isso, muitos grupos terroristas, extremistas políticos e seitas fundamentalistas têm uma espécie de messias, liderança carismática, que defende ideais revolucionários e cuja autoridade jamais pode ser contestada Gradativamente, a pessoa é isolada. Ela se envolve com as tarefas do grupo que demandam cada vez mais tempo, deixando, aos poucos, a vida anterior para trás. As tarefas são desgastantes, como treinamentos militares e trabalhos em plantações. Assim, a pessoa não tem tempo nem forças para refletir a respeito. Somente quando essa imersão fica intensa é que amigos e parentes se dão conta de que algo está estranho com ela   3. Lavanderia cotidiana Sabe aqueles momentos em que a publicidade parece estar manipulando a gente? Para especialistas, essa é a lavagem do tipo “soft” É ou não é? O ponto é polêmico, porque não há isolamento nem ameaça física, tampouco a pessoa é obrigada a se expor a essas mensagens. Por isso, muitos especialistas defendem que isso é mais persuasão que lavagem cerebral Um minutinho do seu tempo? A tentativa de convencimento geralmente não é feita de forma direta, mas por indução, levando a pessoa a crer que a decisão final é dela. Por exemplo, vendedores que abordam potenciais consumidores com opções pré-prontas, como “quer economizar?” Ora, quem não quer? mas talvez nem haja uma promoção, mas isso já induz a pessoa a parar e pensar que pode haver algo vantajoso ali O filtro da política A distorção ou simplificação extrema de informações é outra forma de levar as pessoas a conclusões predeterminadas. Campanhas eleitorais são craques nisso. Enquanto os partidos de situação nos fazem pensar que vivemos em um paraíso, os programas da oposição dão a impressão de que estamos às portas do inferno “Filma a cara dele!” Programas policiais também exageram nas simplificações. Segundo Laura Dauden, pesquisadora do tema, “telespectadores se sentem tranquilos ao dividir pensamentos violentos quando os identificam nesses jornais”. Por isso, o público é induzido a ter opiniões simplórias sobre questões complexas, como: “A solução para o crime é fácil, bandido bom é bandido morto” Exposição demais A força da lavagem”light” está no combo. Um único comercial de guloseima não engorda ninguém, mas ser bombardeado por isso pode comprometer a alimentação da pessoa. Outro exemplo: as coberturas sensacionalistas de quedas de avião criam a sensação de que viajar de carro é muito mais seguro, o que está longe de ser verdade Gato por lebre Propagandas trabalham com a imposição de necessidades. Muitas vezes, elas sequer remetem diretamente ao produto que vendem, mas ao preenchimento de um desejo. Ao usar belas mulheres para promover carros, a ideia é dar ao possível comprador a sensação de que a vida sexual melhoraria se ele tivesse aquele veículo Repressão pra valer Governos, claro, também fazem uso de propaganda para manipular as pessoas. Um caso extremo é a Coreia do Norte. Na escola, as crianças sabem da existência de poucas nações no mundo. E, quando sabem, muitas vezes o que aprendem é deturpado. O país ensina que a rival, Coreia do Sul, era colônia dos norte-americanos, que estupravam mulheres e matavam crianças.\"   Gravamos um podcast aprofundando esse tema. Para Ouvir Clique Abaixo! https://yoginapp.com/como-montar-uma-seita-podcast-08/     Há alguns pontos que você pode observar que irão poupar seu tempo na investigação se vale a pena seguir determinada escola de Yoga, mestre ou professor. O líder tem sempre a razão, é carismático e de autoridade inquestionável; O líder \"sabe\" o que é melhor para seus seguidores; O grupo vigia e denúncia aqueles que não seguem as orientações do líder; O agrupamento se sente superior aos demais; O time não aceita que novos membros questionem regras já determinadas; O líder tem uma vida com conforto muito superior aos seguidores e conquistou esse status apenas com esse trabalho; O líder tem fixação por repetir os ensinamentos até que saiam da boca dos seguidores de forma automática, pode até haver provas da capacidade de repetição do seguidor; Os seguidores começam a se afastar da vida social que tinham antes e conviver apenas com o novo grupo; Seguidores não aceitam evidências que discordem da opinião do líder. Desenvolve-se uma espécie de \"ciência\" seletiva; Seguidores questionam a educação que receberam das suas famílias e argumentam que as novas ideias são mais evoluidas. Gravei recentemente um podcast que mostra a construção desse tipo de grupo na visão de um clássico do cinema - CLUBE DA LUTA   https://soundcloud.com/yogin-cast/como-montar-uma-seita-podcast-08 A SuperInteressante também publicou 2011 uma matéria interessante sobre esse mesmo tema. Para ler CLIQUI AQUI  Este documentário est´   Boas reflexões!!!

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Filosofia do Yoga | 30 nov 2017 | Daniel De Nardi

YOGA, CONSIDERADO PELA UNESCO PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

O YOGA FOI CONSIDERADO PELA UNESCO COMO PATRIMÔNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE A comunidade YogIN recebeu a notícia com muita felicidade. Há uns anos, organizações internacionais de Yoga iniciaram o processo para demonstrar o valor dessa filosofia milenar. A Unesco reconheceu no dia 30 de novembro de 2016 o valor dos ensinamentos do Yoga para diferentes áreas na sociedade indiana como cultura, saúde e educação. O reconhecimento abrange praticantes espalhados pelos diferentes países do mundo. O site oficial da UNESCO divulgou a notícia apresentando um vídeo explicativo do Yoga, sua História e raízes. A notícia do reconhecimento do Yoga como patrimônio imaterial da humanidade repercutiu em toda mídia mundial. Importantes meios de comunicação como o jornal inglês The Guardian divulgaram o acontecimento em seus sites. Acredito que para nós, professores e praticantes, seja apenas mais uma afirmação do que percebemos ao final de cada aula de Yoga. O Yoga tem sim o poder de nos aprimorar, de nos fazer nos sentirmos melhor e mais conectados com algo que está lá dentro de cada um. Se esse prêmio ajudará mais pessoas a passarem por esta experiência, que coisa boa.     Para receber conteúdos semanais sobre Yoga, clique no botão

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Filosofia do Yoga | 6 dez 2017 | Daniel De Nardi

Os benefícios do Yoga

Os benefícios do Yoga Acabo de assistir o documentário The Science Behind Yoga. Gostei bastante, especialmente por falarem de benefícios do Yoga que acredito devam sem mais conhecidos pelo público que pratica Yoga, mas também pelas pessoas que não fazem Yoga, mas que buscam soluções para adversidades do cotidiano. A maior parte do documentário é gravada em Rishikesh, cidade que conheci e gravei boa parte da série #DiarioDeUmYogIN. Acredito que tenham gravado em janeiro num Congresso Internacional de Yoga que acontece lá e é organizado pelos principais AshraMs de Yoga da região. Vale a pena ficar atento à cor do Rio Ganges que aparece ao fundo em alguns momentos. Rishikesh é a primeira cidade (há outros povoados antes) a receber a água do Ganges após o degelo dos montes Himalayas. Sobre os benefícios do Yoga citados no documentário vale a pena ressaltar. O exercícios do Yoga atuam no sistema parasimpático reduzindo a intensidade do stress. Para entender um  mais sobre esse benefício do Yoga, sugiro a leitura do Ebook O Yoga e o Stress que você pode baixar gratuitamente: A respiração tem influência direta no sistema nervoso. Esse benefício do Yoga tem uma relação direta com o efeito do Yoga citado anteriormente. A respiração pode sim, amenizar um estado emocional. Se você é diretamente afetado por um estado emocional e começa a respirar mais devagar, isso vai influenciar diretamente seu estado emocional. Você voltará a calma mais rapidamente. Os pranayamas são exercícios de respiração que nos ensinam a controlar a respiração. Podendo acelerá-la se o objetivo for estimular ou também tranquilizá-la se o objetivo for esse. Se quiser aprofundar o entendimento da Respiração YogIN baixe o Ebook Treinamento YogIN de Respiração: CLICANDO AQUI. A observação profunda que o Yoga faz em relação ao corpo tem reflexo positivo na saúde dos seus praticantes. A saúde é uma das principais buscas dos YogINs. A saúde representa um alinhamento da consciência com o funcionamento do corpo. O YogIN vê na doença algum tipo de desequilíbrio. O documentário mostra isso, explicando os canais energéticos, nadís e os centros de força, chakras e demonstrando a constante atenção que os YogINs dão aos centros de força do corpo. Estados meditativos. Aqui o documentário não refere-se apenas a estados super expandidos de consciência. O Yoga tem que servir para o YogIN. Para você, que no dia a dia, senta para meditar e fecha seus olhos. O Yoga não foi feito para iluminados, mas para nós. Os efeitos da meditação não são apenas de uma transformação completa ( o Yoga nem deseja mudar completamente seus praticantes) a mudança é gradual. São pequenas sacadas que você tem quando para alguns instantes para se observar. Esse estado ideal para a auto observação é o objetivo da meditação.   Prefiro deixar o final e as conclusões sobre os benefícios do Yoga com você.    

Filosofia do Yoga | 12 dez 2017 | Daniel De Nardi

O que é o Yoga?

O que é o Yoga?   Já gravamos alguns vídeos aqui, com a opinião de diferentes professores a respeito do que é o Yoga. Devido a sua ancestralidade e os diferentes movimentos que o Yoga fez ao longo dos seus 5000 anos, não é simples explicar o que se entende pelo Yoga. Recebemos esse vídeo num grupo de whatsapp de professores de Yoga e como achamos uma boa explicação, estamos publicando aqui no nosso canal do YouTube. Aproveite, pois tem um pouco sobre a História do Yoga que é um assunto muito interessante de aprofundar também.   https://youtu.be/d6xKtfm4RqA   YogIN App é a primeira plataforma online do Brasil com aulas de Yoga interativas. Nossos professores podem corrigi-lo durante a prática. ॐ Baixe o aplicativo YogIN e experimente por 30 dias grátis https://yoginapp.com/baixe-o-aplicativo-yogin-app-e-experimente-30-dias-free/

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Filosofia do Yoga | 1 jan 2018 | Daniel De Nardi

O que é o Yoga? 

O que é o Yoga? Vamos responder a pergunta - O que é o Yoga? Saiba mais assistindo a aula completa no vídeo abaixo.         LINKS     Ebook gratuito - As Origens do Yoga e da Meditação   Audiobook - As Origens do Yoga e da Meditação https://yoginapp.com/curso/as-origens-do-yoga-e-da-meditacao/   Playlist da Série - Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa

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Filosofia do Yoga | 11 fev 2018 | Daniel De Nardi

O QUE É O YOGA?

O QUE É O YOGA? Esta é uma pergunta (o que é o Yoga?) que muita gente faz para nós, profissionais, mesmo com a quantidade de informações que vêm saindo na mídia nos últimos anos. O Yoga deixou de ser uma moda para se tornar uma tendência, e vem provando seu valor desde muito antes que Sylvia Rank, a superstar de La Dolce Vita, obra-prima de Fellini, ao ser questionada sobre o que faz para manter o corpo em forma, responde simplesmente: Yoga. Os antigos sábios hindus gostavam de começar suas explanações definindo o que entendiam pelo assunto. Seguindo seu exemplo,  vou adotar a definição mais clássica do Yoga, feita por Pátañjali, importante mestre indiano do século III A.C. Pátañjali tem uma importância grande dentro da história desta filosofia. Foi o primeiro a escrever um livro falando somente desta prática, o famoso Yoga Sutra. O livro serve até hoje para pesquisa de yogins de todas as linhas. Escrito em forma de aforismos, frases concisas repletas de conhecimento, começa desta forma, na tradução do professor Luis Carlos Barbosa.   I - 1 Eis os postulados mais elevados do Yoga I - 2 O Yoga é o recolhimento dos meios de expressão da mente   Para Pátañjali, o Yoga é tudo aquilo que conduza o praticante a uma parada das ondas mentais, mas não no sentido de parada cerebral, mas apenas dos pensamentos para que a consciência possa fluir por uma canal mais sutil que é a intuição. A intuição ensina muito sobre nós mesmos. Quando diminui-se as influências externas (veja a definição de Patanjali), brota algo próprio. Aquilo que só você poderia produzir ou pensar, aquilo que mais te representa. A intuição só acontece quando há um contato direto do praticante com aquilo que ele verdadeiramente é. A intuição é tão falada no meio do Yoga, pois ela é o que mais aproxima o YogIN da sua essência, chamado no Yoga de purusha.   Para Pátãnjali, o que importava era esse caminho para o praticante chegar a meta e por isso os capítulos do seu livro são chamados de páda, que em sânscrito significam passos ou caminho.   LEIA AQUI SOBRE AS DEFINIÇÕES DO YOGA - O QUE É O YOGA?   Praticar Yoga é buscar estabilidade física, emocional ou mental. Em determinada parte da prática, os yogins aprendem a direcionar sua atenção para um som (mantra) em outra para a respiração (pránáyáma), depois para uma única imagem (dhyána) ou para o corpo (ásana). Esse treinamento de deslocamento da atenção para as diferentes partes é um dos mais importantes aprendizados da prática. Melhorando isso durante as aulas, conseguirá fazer o mesmo no seu trabalho, focando no que é mais importante, na leitura, conseguindo ler sem precisar voltar páginas ou mesmo numa troca de carinho tornando a experiência mais proveitosa. Yoga para mim é isso, um grande universo de descobertas, experiências e aprendizados. Um despertar da essência, um encontro consigo mesmo.   Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão

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Filosofia do Yoga | 4 mar 2018 | Daniel De Nardi

De uma ciência materialista para uma ciência filosófica

De uma ciência materialista para uma ciência filosófica Recentemente publiquei um artigo  que tratava dos documentários relacionados a desenvolvimento pessoal que mais fizeram sucesso nos últimos tempos. Obviamente a lista era composta por Quem Somos Nós que traz bastante da física quântica. O texto abaixo escrevi há uns anos e é uma explicação sobre o início desta forma moderna de ciência. Vale como um adendo ao assunto. ----------------------------------------------------------------------------------- Quando visitou o Palácio de Versalhes, René Descartes, matemático e filósofo francês do século XVII, ficou admirado com todos os truques que Luís XIV havia colocado por ali. Águas saltavam, música [caption id=\"attachment_16392\" align=\"alignright\" width=\"262\"] Descartes foi responsável por criar métodos que determinaram o que passou a ser ciência e o que não.[/caption] tocava e o famoso Netuno saía de dentro da fonte de maneira automática. Essa visão inspirou-o a formular uma tese com a qual ele tentou provar que o mundo também funcionava de maneira mecânica, onde tudo poderia ser previsto. Baseado nisso, Descartes propôs que houvesse uma divisão clara para a atuação da ciência e da religião. A primeira estudaria a matéria e a outra atuaria nas esferas mais sutis, como mente e espírito. A liberdade que os cientistas ganharam a partir daquele momento foi fundamental para que Isaac Newton fizesse suas pesquisas sem a intervenção da Igreja e chegasse a conclusões que, em outras épocas, o condenariam à morte. A ciência foi ganhando cada vez mais poder à medida que comprovava no [caption id=\"attachment_16393\" align=\"alignleft\" width=\"258\"] Newton acreditava que a ciência poderia medir e prever todas as variáveis do Universo[/caption] cotidiano uma a uma de suas leis. No início do século XVIII fervilhava tanto otimismo científico que um colega de Newton, Pierre-Simon de Laplace, escreveu a seguinte constatação “Uma inteligência que, em qualquer dado momento, conhecesse todas as forças através das quais a natureza é animada e os estados dos corpos do quais ela é composta, abrangeria – se ela fosse vasta o suficiente para submeter os dados à análise – na mesma fórmula os movimentos dos grandes corpos do universo e os átomos mais leves: nada seria duvidoso para essa inteligência e o futuro, tal como o passado, seria o presente aos seus olhos.” Pobre do livre-arbítrio humano que tinha acabado de sair das mãos da Igreja e caía imediatamente numa máquina mecânica totalmente programada. Assim como A.A. Michelson, autor da frase “basta adicionar algumas casas decimais aos resultados já obtidos”, a maioria dos cientistas do início do século XX acreditavam que se descobrissem uma ou outra lei que faltava tudo seria desvendado e o universo caminharia numa direção previamente calculada. Entretanto, nuvens cinzentas resistiam em permanecer no horizonte da ciência. Questões simples como: Porque nos bronzeamos no sol e não quando estamos na frente da lareira uma vez que as duas fontes de calor emitem radiação? Não conseguiam ser respondidas com o arsenal de conhecimento materialista que os especialistas possuíam. Foi no início do século XX quando a ciência foi abençoada pela conjunção de vários gênios, como Max Planck, Einstein, Niels Bohr, De Broglie e Erwin Schrödinger trabalhando simultaneamente na mesma linha de pensamento que nossa maneira de ver o mundo mudou completamente. Esse grupo rompeu com toda a previsibilidade newtoniana fazendo uma revolução no pensamento científico. Tudo começou quando Planck propôs que eram os elétrons que carregavam a energia como se fossem minúsculos pacotes que pegavam o calor emitido pela madeira incandescente ou pelo sol e o transferiam sob a forma de radiação. Quando liberavam essa energia, perdiam força e saltavam da órbita que estavam para outra abaixo. Para liberarem os raios ultravioletas precisavam dar um grande salto quântico o que dependia de muito calor, que a luz da lareira não possuía. Pois é justamente este tipo salto, chamado de salto quântico, que começou a desmanchar o sonho dos antigos cientistas de preverem tudo o que aconteceria na natureza. Quando os pacotes de energia dos elétrons saltavam de uma órbita para outra, não se transferiam de maneira previsível, tal como tendemos a imaginar. O que de fato acontece é que o elétron desaparece daquela órbita e surge em outra, sem passar pelo espaço intermediário naqueles breves instantes. Bohr ampliou essa teoria provando que todos os átomos e não apenas os da luz produzem esses saltos. O que levou a imprevisibilidade do funcionamento do universo para tudo o que existe e ampliou as possibilidades da existência. Em seguida Einstein trouxe outra incógnita mostrando que a luz pode ser tanto partícula (fóton) quanto uma onda, dependendo apenas de como decidimos tê-la. Caso a coloquemos em uma câmara de condensação a luz se torna matéria (fóton) e quando acendemos a lâmpada do quarto ela é onda. Assim como Bohr observou que o comportamento dos elétrons no átomo da luz se estendia para os outros átomos, De Broglie também conseguiu provar que todos os átomos podem ser matéria ou onda e, mais uma vez, a escolha do homem é que determina a formação da natureza. Complexos experimentos científicos à parte, o fato é que o início do século XXI nos traz um mundo de infinitas possibilidades a ser explorado. Um mundo no qual, cada vez mais poderemos perceber a interferência da consciência humana em sua construção. Um mundo que dependerá apenas das nossas escolhas para que seja luz ou escuridão para sempre... Foto de 1927 no quinto congresso Solvay de Física, realizado em Bruxelas: [1] - Max Planck - Nobel de 1918; [2] - Albert Einstein - Nobel de 1921; [3] - Niels Bohr - Nobel de 1922; [4] - Erwin Schrödinger - Nobel de 1933; [5] - Louis de Broglie - Nobel de 1929; [6] - Wolfgang Pauli - Nobel de 1945; [7] - Werner Heisenberg - Nobel de 1932; [8] - Paul Dirac - Nobel de 1933; [9] - Max Born - Nobel de 1954.

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Filosofia do Yoga | 25 mar 2018 | Daniel De Nardi

O que é o Yoga?

O que é o Yoga? Não é simples definir uma filosofia que vence o tempo e perdura por mais de 5mil anos. Como você pode ver NESTE VÍDEO, o Yoga vem se resinificando ao longo da história, mudando sua linguagem, incorporando técnicas e conceitos mas mantendo sua proposta original, dar subsídios para que o YogIN conquiste um estado de libertação (moksha) quando o YogIN toma consciência de sua verdadeira essência e consegue manifestá-la no dia a dia. As primeiras escrituras (Vedas e Yoga-Sutra) a falar sobre Yoga tratam de liberdade (kaivalya) como o objetivo final desta prática. Para se vivenciar a liberdade é preciso entender o que nos aprisiona. O que nos impede de revelar o EU? O Yoga reconhece que o ser humano possui uma grande carga de condicionamentos (vasanas) que lhe impedem de manifestar o EU (purusha). Os condicionamentos são impostos pela educação dentro de uma sociedade e muitas vezes eles são contrários aos anseios da essência (Purusha). A vida condicionada impede o desenvolvimento do potencial e gera angústias (klêshas). O processo não é ignorar toda a educação recebida, mas identificar dentro dos comportamentos que foram impostos, quais são realmente favoráveis e alinhados com o EU e quais não. O Yoga vê o ser humano como um sistema integrado no qual, corpo, emoções, pensamentos e intuição possuem relações diretas. Cada uma dessas partes, interfere diretamente na outra e para alcançar o objetivo da revelação do EU, a prática tem que atuar nestes diferentes aspectos. Os asanas (posturas) atuam mais no nosso aspecto físico, entretanto, irão também atuar na parte emocional, diminuindo a agitação do corpo e reduzindo a ansiedade. Os pranayamas (respiratórios) priorizam o aspecto emocional, pois as emoções estão diretamente associadas à respiração. Uma pessoa ansiosa respira de forma superficial e acelerada. Por outro lado, um estado de serenidade combina mais com respirações mais profundas e lentas. A meditação (dhyana) faz uma expedição pela intuição exigindo que o praticante concentre-se apenas nele mesmo para trazer à tona o que é puramente seu. Um tipo de manifestação da intuição são insights que a meditação desenvolve em seus praticantes. O Yoga é uma grande aventura. Uma aventura num terreno um tanto desconhecido, uma busca por essa revelação que pode também ser chamada de realização espiritual, a união consigo mesmo. Alcançada a partir da tomada de consciência de aspectos comportamentais profundos que estavam inconscientes e que a prática despertou. Uma transformação integral (físico, emocional, mental e intuicional). A palavra Yoga, vem do sânscrito e possui muitas traduções. Dentre elas, União e Disciplina. Disciplina do corpo e da mente, unindo e integrando as diferentes manifestações do ser humano para que ele possa revelar seu verdadeiro EU e trazê-lo para o dia a dia. Somente assim, integrando a prática com sua vivência do dia a dia, é que o YogIN consegue se realizar e ser quem realmente é em sua essência.     Para receber conteúdo de Yoga semanalmente no seu email clique no botão

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