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Filosofia do Yoga


Filosofia do Yoga | 3 jun 2020 | Fer Degilio

Pra que meditar?

Meditar? Meditar vai te tornar mais apto para desempenhar funções cognitivas importantes no seu dia a dia, principalmente em relação ao trabalho e estudos. Então, o que a ciência anda pesquisando sobre a Meditação? Assim como o Yoga está em alta atualmente, a Meditação também tem conquistado seu espaço e vem ganhando muita popularidade nos últimos tempos. Acredito que por conta do nosso estilo de vida dentro da sociedade moderna, estilo este que geralmente nos leva para a contramão do bem estar e da saúde, temos buscado cada vez mais por alternativas que melhorem a nossa qualidade de vida.   Essa consciência está ganhando tanto espaço que até os Órgãos Públicos (como o SUS) estão aderindo a estratégias como essas. http://www.brasil.gov.br/saude/2017/01/sus-passa-a-oferecer-terapias-alternativas-para-a-populacao   Na verdade, a Meditação faz parte do Yoga e já existe há mais de 5 mil anos! Apesar de vermos nos dias de hoje técnicas exclusivas para Meditação, elas surgiram juntas na Índia. Afinal, o objetivo real do Yoga é o autoconhecimento e expansão da consciência, metas alcançadas principalmente por meio do treinamento do ato de meditar. Por outro lado, vemos na nossa era atual uma necessidade enorme de usar a ciência e os recursos disponíveis para tornar verdadeira uma ideia, uma hipótese ou uma prática (mesmo essa \"verdade científica\" não sendo eterna e estar sempre sofrendo alterações). Ou seja, a ciência busca comprovar o conhecimento empírico (aquele adquirido por meio da observação, também conhecido como senso comum). As filosofias antigas surgiram no empirismo. Não havia outra forma de descobrir sobre o que quer que fosse, se não pela observação minimalista. No caso do Yoga e da Meditação, observação de si mesmo. Abstrair os estímulos externo, voltar a atenção para dentro, focar em um único ponto de concentração e observar. Sem julgamentos, sem análise pessoal. Assumir a posição observadora neutra, desprovida de qualquer pré-conceito. Isso é parte do Yoga e isso é MEDITAÇÃO! Então, o que a ciência anda pesquisando sobre Meditação?  Quando comecei a pesquisar artigos científicos sobre esse assunto, fiquei surpresa ao constatar que há muita coisa na literatura acadêmica, mas muita mesmo! Muitos pesquisadores (incluindo brasileiros como o Dr. Roberto Cardoso que escreveu o livro Medicina e meditação – um médico ensina a meditar; e o Prof Dr. Roberto Serafim Simões que lançou um livro de co-autoria sobre os aspectos neurofisiológicos da meditação) e estudos científicos estão mostrando os efeitos e principalmente os benefícios desta técnica. Não sei você, mas eu fico tão feliz quando trabalhamos com a ciência para aumentar a credibilidade dos conhecimentos milenares.... quando os recursos que temos hoje são usados para comprovar o que os mestres orientais já afirmavam há tanto tempo atrás... A literatura científica tem se apoiado no fato de que a meditação é o treinamento mental da atenção capaz de produzir mudanças a longo prazo no cérebro e na função cognitiva, afetando de forma significativa a maneira como os estímulos são processados e percebidos.  Dentre a variedade enorme de tipos e linhas de meditação (coloca lá no Google e você verá que de cara mais de 10 opções surgirão), vamos focar esse texto na finalidade (no \"pra que\") de praticar o foco e a concentração.   1- MEDITAÇÃO MELHORA A SUA CAPACIDADE DE ATENÇÃO E O SEU CONTROLE EXECUTIVO CEREBRAL : Quer um exemplo? Nosso cérebro tem uma capacidade limitada de processar dois itens temporariamente próximos e significativos. Isso é chamado de déficit de \"piscar de atenção\". Normalmente, quando um estímulo visual chega ao nosso cérebro, o tempo necessário para que ele seja armazenado na nossa memória de curto prazo é de aproximadamente meio segundo (500ms) ou mais. Se o próximo estímulo visual chegar antes desse tempo, como estamos usando nossos recursos cerebrais de atenção, disponíveis no momento, com o primeiro estímulo, o segundo tem grande chance de não ser reconhecido. Principalmente quando este segundo estímulo alvo está no meio de uma sequência de outros estímulos dispersivos. Provavelmente é se aproveitando desse nosso déficit inato de atenção que os mágicos fazem muitos truques. Um estudo avaliou o efeito da Meditação Vipassana intensiva, por 3 meses, cerca de 10 a 12 horas por dia de prática em 17 pessoas. Ao final do período de treinamento eles foram avaliados novamente e foi percebido uma melhora significativa na capacidade de identificar o segundo estímulo alvo em um curto intervalo de tempo, em relação a primeira avaliação antes do programa de meditação. Além disso, várias pesquisas com mapeamento cerebral mostram que pessoas que meditam regularmente têm mais capacidade de estar atentos e sustentarem a atenção por tempo maior do que as pessoas que não são praticantes. Já que o treino da meditação aumenta a atividade do córtex pré-frontal do cérebro. Área que tem tem por função a própria atenção, plano e expectativas. Por outro lado, o controle executivo também consegue ser aprimorado com essa prática. Podemos definir controle executivo como uma série de processos cognitivos, tais como planejamento, aquisição de regras, atendimento a estímulos relevantes e capacidade de iniciar o comportamento adequado, enquanto inibe o comportamento inadequado. Ele permite superar os impulsos e anular o comportamento automático. Aquilo que conhecemos como \"autocontrole\" fundamental para o desempenho intelectual.   Pra que meditar? Meditar vai te tornar mais apto para desempenhar funções cognitivas importantes no seu dia a dia, principalmente em relação ao trabalho e estudos.   2- MEDITAR PROMOVE EQUILÍBRIO E REGULAÇÃO DAS EMOÇÕES:  Vários estudos mostram a relação da prática meditativa com o melhor controle emocional. Sugerindo que o aumento da capacidade da atenção traz como consequência uma maior habilidade para estar equilibrado emocionalmente. Por isso, se você quer se ver livre daqueles momentos de ansiedade e irritação extrema comece a meditar com regularidade. Embora a relação entre atenção e regulação emocional seja complexa, nós temos estruturas no Sistema Nervoso Central chamada de Amigdalas (cerebrais) que são responsáveis por essa interação, pois elas facilitam a atenção para estímulos que são significativos ou relevantes emocionalmente, principalmente nos estados de medo, ira e agressividade. As pesquisas estão mostrando que a meditação diminui a ativação delas e justificam que isso acontece porque como o estado de atenção está ativo, há uma melhor interpretação daquele estímulo que poderia desencadear o estado de desequilíbrio emocional, comparado com pessoas que não desenvolveram essa habilidade de atenção e consequentemente de análise das suas reações.   Pra que meditar? Meditar vai te deixar mais calmo, tranquilo, seguro e menos estressado para enfrentar os desafios da sua vida cotidiana.    3- MEDITAÇÃO ESTIMULA A COMPAIXÃO Por meio da meditação guiada para a compaixão, uma técnica diferente da meditação com foco em um objeto de atenção ou foco na própria consciência, é possível despertar sentimentos de bondade e virtude nas pessoas. A compaixão é o sentimento de se sensibilizar com o sofrimento ou o problema do outro. Quanto mais pessoas compassivas existirem no mundo melhor será viver, não é? O que os estudos estão colocando em relação ao treino da Meditação da Compaixão é que os praticantes começam a desenvolver, além desse sentimento, bem estar, alívio dos seus problemas psicológicos como ansiedade ou autocrítica, ficam estimulados ao seu propósito de vida, sentem otimismo e aumentam as suas experiências afetivas positivas.   Pra que Meditar? Meditar com foco na compaixão, bondade e amor vai te proporcionar maior conexão social e positividade na vida!   4- MEDITAR FORTALECE ÁREAS CEREBRAIS E PREVINE O ENVELHECIMENTO DOS NEURÔNIOS:  Envelhecer é uma condição natural da vida e por mais que isso não seja um problema para alguns (ou é); o real dilema do envelhecimento está atrelado ao fato de irmos diminuindo e perdendo progressivamente nossas faculdades mentais e habilidades físicas. Nesse processo, muitas doenças surgem em decorrência do desgaste celular. Os neurônios, células que compõem o nosso Sistema Nervoso, não fogem a regra. Assim, nosso encéfalo envelhece infelizmente. Perdemos então a capacidade de guardar novas informações, perdemos a memória, diminui a nossa atenção e cognição. O interessante ao ler o que a literatura científica traz sobre os benefícios da meditação foi descobrir que pesquisas mostram que a prática de meditar regularmente e a longo prazo, altera a estrutura cerebral de tal forma que aumenta a massa encefálica e retarda o envelhecimento dos neurônios em áreas que geralmente sofrem degeneração com a idade. Ou seja, sentar por alguns minutos todos os dias, aquietar a mente e praticar alguma técnica de meditação aumenta a neuroplasticidade (formação de novos caminhos e redes neuronais) e rejuvenesce uma das estruturas físicas mais importante do nosso corpo. Aquela que comanda o funcionamento de todas as outras, o encéfalo.   Pra que Meditar? Meditar vai te deixar mais jovem e saudável por muito mais tempo! Temos aqui apenas alguns benefícios que ela pode proporcionar! Estão relacionando a meditação até com o alívio de dor crônica ... dá para imaginar? Mas apenas esses benefícios (ou todos esses, depende do referencial) podem mudar a sua vida!! É inevitável afirmar que temos uma ferramenta poderosa nas mãos capaz de causar transformações profundas em nosso ser e nos levar por um caminho melhor e virtuoso. Espero que este texto seja capaz de atualizar os interessados no assunto, mas principalmente que seja capaz de transformar a sua vida com práticas diárias e constantes. Embora os efeitos sejam empolgantes, a disciplina e constância são fundamentais para alcançá-los, pois todos os estudos afirmaram que as alterações positivas detectadas estavam presentes apenas nos meditadores antigos. Agora que você já sabe pra que meditar, que tal começar hoje? ???? Ôm Namah Shivaya     REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Meditation experience is associated with increased cortical thickness Sara W. Lazar, Catherine E. Kerr, Rachel H. Wasserman, Jeremy R. Gray, Douglas N. Greve, Michael T. Treadway, Metta McGarvey, Brian T. Quinn, Jeffery A. Dusek, Herbert Benson, Scott L. Rauch, Christopher I. Moore, Bruce Fischl Neuroreport. Author manuscript; available in PMC 2006 Feb 6. Published in final edited form as: Neuroreport. 2005 Nov 28; 16(17): 1893–1897.   Mental Training Affects Distribution of Limited Brain Resources Heleen A Slagter, Antoine Lutz, Lawrence L Greischar, Andrew D Francis, Sander Nieuwenhuis, James M Davis, Richard J Davidson PLoS Biol. 2007 Jun; 5(6): e138. Published online 2007 May 8. doi: 10.1371/journal.pbio.0050138   Effects of mindful-attention and compassion meditation training on amygdala response to emotional stimuli in an ordinary, non-meditative state Gaëlle Desbordes, Lobsang T. Negi, Thaddeus W. W. Pace, B. Alan Wallace, Charles L. Raison, Eric L. Schwartz Front Hum Neurosci. 2012; 6: 292. Published online 2012 Nov 1. doi: 10.3389/fnhum.2012.00292   Meditation, mindfulness and executive control: the importance of emotional acceptance and brain-based performance monitoring Rimma Teper, Michael Inzlicht Soc Cogn Affect Neurosci. 2013 Jan; 8(1): 85–92. Published online 2012 May 12. doi: 10.1093/scan/nss045   The effect of meditation on brain structure: cortical thickness mapping and diffusion tensor imaging Do-Hyung Kang, Hang Joon Jo, Wi Hoon Jung, Sun Hyung Kim, Ye-Ha Jung, Chi-Hoon Choi, Ul Soon Lee, Seung Chan An, Joon Hwan Jang, Jun Soo Kwon Soc Cogn Affect Neurosci. 2013 Jan; 8(1): 27–33. Published online 2012 Jun 8. doi: 10.1093/scan/nss056   Cognitive-affective neural plasticity following active-controlled mindfulness intervention Micah Allen, Martin Dietz, Karina S. Blair, Martijn van Beek, Geraint Rees, Peter Vestergaard-Poulsen, Antoine Lutz, Andreas Roepstorff J Neurosci. Author manuscript; available in PMC 2015 Sep 15.   https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5241348/ Medicina e Meditação: um médico ensina a meditar, 2011. Roberto Cardoso  

Dicas de Yoga | 2 jun 2020 | Fernanda Magalhães

Autoaceitação através do Yoga

Autoaceitação através do Yoga   Talvez você tenha buscado o Yoga para sua vida como uma ferramenta de relaxamento contra o estresse, para melhorar sua flexibilidade ou até mesmo como caminho de elevação espiritual, mas o que você não sabia e que começa a nascer lentamente dentro de você através da prática consistente, é o efeito colateral que considero mais importante do Yoga: o amor-próprio. Com o tempo, percebi que o Yoga é uma prática curativa através do encontro com si. Mas não você como é visto, não através da percepção externa como estamos acostumados a nos qualificar nessa sociedade. Nossa percepção de aceitação é baseada desde nossa infância, ou até mesmo desde a barriga de nossas mães, em estímulos externos. Algumas observações mal colocadas ao longo do nosso desenvolvimento podem nos fazer crer que não somos suficiente, o que é reproduzido em todas as áreas da nossa vida adulta. Então estamos sempre aguardando uma aprovação externa para nos sentirmos qualificados, seja intelectualmente, fisicamente, afetivamente ou qualquer outro aspecto de nossas vidas. E como o Yoga pode ajudar nisso? Simplesmente alterando o foco do externo para o interno. O Yoga não estimula competitividade e o julgamento. Mesmo que você pratique em grupo, todos estão envolvidos com sua prática pessoal, com seu corpo e mente sem preocupar-se ou mesmo observar o colega ao lado, ignorando a comparação natural do ser humano. As posturas são executadas com pontos focais específicos ou de olhos fechados, obrigando a sua percepção interna a trabalhar mais do que seus sentidos. Sem se preocupar com a observação alheia, começamos a não nos preocupar em como aparentamos naquele momento e nos permitimos sentir. Diferente de qualquer outra atividade onde você se ajusta para se “encaixar” ou ser aceito, é o Yoga que se ajusta a você. Não existem corpos certos para a prática, logo, também não existem pessoas que não podem praticar, tirando esse critério de exclusão da prática. Existem variações de posturas para todos os níveis de flexibilidade e força, proporções corporais e fragilidades, abraçando a todos com a mesma eficiência. Também existem diversos estilos e métodos para se praticar. Sempre indico à pessoas que não se adaptaram ao Yoga a tentar outros estilos e por que não, outros professores. É necessário estar confortável com quem direciona seu caminho e te orienta para que você se possa se despir para si próprio. “Todos podem praticar. Jovens podem praticar. Idosos podem praticar. Pessoas bem velhas podem praticar. Doentes, podem praticar. Quem não tem força pode praticar. Exceto preguiçosos; preguiçosos não podem praticar Ashtanga yoga” - Pattabhi Jois O Yoga te traz para o momento presente. O julgamento que fazemos de nós próprios se baseia em uma ideia do que deveríamos ser, uma projeção, o que não existe. O que existe é como você se apresenta agora e o tapete é o seu momento de se conectar com isto. Encerra os pensamentos de “se” e “quando” te convidando ao que “é”. Emoções que ignoramos por anos e anos vêm à tona, são vividas e curadas no tapete. Consequentemente aqueles padrões de pensamentos negativos em relação a sua visão de si desenvolvidos desde sua infância são quebrados dando espaço para novos pensamentos de auto-aceitação. A prática estimula a gratidão, trazendo uma nova direção para a observação do que há de bom no lugar do que você considera que é falho. O exercício da gratidão te faz reconhecer características suas e na sua vida que passavam despercebidas e não eram valorizadas. Com a prática constante você observa seu corpo executando movimentos que sua percepção de si não acreditava ser possível. Esses desbloqueios corporais te mostram que a sua percepção não sabe nada! (ego… tsc, tsc,tsc) Com o tempo você vai abandonando essa voz que te limita e que você permite te definir. Você começa a honrar seu corpo e reconhecer o poder dele como veículo dentro dessa evolução.   new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); O Yoga te convida a experienciar ao inves de analisar, racionalizar e/ou criticar.   E para mim, o mais importante de tudo, o Yoga te permite falhar e te transforma em uma pessoa comum. Não há perfeição no Yoga. Há sempre um passo a mais a ser dado. É aprendizado e evolução constantes durante esse ciclo. É a libertação da tentativa de perfeição. A aceitação da falha, do incompleto, do caminho de construção ao invés do objetivo final. Abrir seu tapete e dedicar um tempo para você já é por si um ato de amor próprio, mas quando você se conecta com sua essência e compreende que é parte do todo, não há como não desenvolver um amor e respeito profundo por quem você é. “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” - Mateus 22:39 Namastê!  

O Yoga e o Stress
Filosofia do Yoga | 31 Maio 2020 | Daniel De Nardi

Como o Yoga melhora a administração do Stress

Yoga e o Stress! Já que vamos falar de stress, e medo é o maior dos stresses - o Hitchcock, rei do medo, dizia que a parte mais rápida na produção dos seus filmes era filmá-los. Quando começava a filmar, já tinha pensado tanto no tema que era só por em prática. Já fiz o mesmo em relação a stress e Yoga. Pesquisei e  usei essas ferramentas e este texto será um resumo dessa experiência. Entender o funcionamento do stress é essencial para compreender como o Yoga pode atuar na melhor administração deste estado. Stress é bom ou ruim? Acusar o stress de o \"mal da nossa era\" é forçar um rótulo que ele não merece. Stress não é bom nem ruim. Stress é uma energia extra que o corpo consegue produzir num curto espaço de tempo e que como qualquer energia, se for bem usada será benéfica, mal manipulada volta-se contra. Imagine-se na época em que vivíamos dentro das cavernas. Andávamos pela mata tentando caçar algo e repentinamente nos deparávamos com uma onça. Pausa para reflexão - qual a chance de numa situação normal você conseguir fugir de uma onça? Chance quase zero, mesmo que você seja o Usain Bolt. Minha pergunta foi numa situação normal, mas quando o stress acontece não é, ou pelo menos não deveria ser, uma situação normal. Ao ver os olhos da onça, o estado de stress é imediatamente acionado. Tudo muda! O sangue sai dos órgãos em direção aos músculos, as pupilas se dilatam, o coração dispara e todos os sentidos se aguçam. O corpo libera uma quantidade enorme de adrenalina deixando-o pronto para a ação. Você entra num estado de total alerta e somente por causa do stress você terá alguma chance de sobreviver. O stress não é maléfico, desde que você só passe a ver a próxima onça daqui um tempo. Todo bônus tem um ônus e como este estado de alerta demanda muita energia, também gera muito desgaste e se você repeti-lo constantemente, o corpo começará pagar em forma de redução no sistema imunológico, perda de produtividade e aumento dos níveis de irritabilidade.   Para atacar o stress você precisa observar duas frentes: Ganho de energia: uma vez que o stress é gerado quando o desafio é maior que a capacidade, aumente a energia corporal e terá mais capacidade de vencer desafios sem precisar se stressar. Recuperação mais rápida: descansar do desgaste emocional é essencial para a recuperação. Deixando o corpo pronto para o próximo grande desafio.     Ganho de energia  - Bhujangasana   new RDStationForms(\'baixe-gratis-ebook-stress-50040b322edf6548ef67-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Para mensurar ganhos de energia que atuarão na redução de situações de stress pode-se usar como métrica os níveis de testosterona, hormônio essencial para agirmos nas situações que exigem esforço. Com mais energia, diminuísse a incidência do stress. Boa parte dessa redução se deve a uma diferença entre o stress gerado por animais e pelo ser humano. Os animais geram este estado apenas quando realmente se veem de frente com o perigo, tal como o exemplo citado acima. Entretanto, o ser humano com sua capacidade de imaginação mais aguçada, cria em sua mente situações imaginárias de medo que na prática não estão acontecendo. Com mais energia, a preocupação diminui, pois você sente mais confiança para vencer as ameaças e por isso se stressa antecipadamente. Uma pesquisa conduzida por um fisiologista praticante de Yoga demonstrou que somente a execução do bhujangasana por dois ou três minutos todos os dias durante poucos meses exibiu aumentos que variavam de 2% a 33% nas taxas de testosterona. \"Rinad Minvaleev é pesquisador na Universidade de São Petersburgo e na Medical Academy of Postgraduate Studies. A equipe se limitou a estudar as repercussões fisiológicas daquela única postura. A Cobra, ou Bhujangásana, do sânscrito para “serpente”, é uma das posturas mais antigas do Hatha. O Bhujangásana é elogiada como um fator de ignição. Feita corretamente, a postura exerce muita pressão nos genitais. Como diz Iyengar delicadamente em A luz da ioga, o pupilo deve levantar o tronco “até que o púbis esteja em contato com o chão e fique nessa posição”. Mas o prêmio de maior aumento foi para a única mulher do estudo. Os níveis de testosterona dela subiram acima daqueles dos homens e continuaram crescendo até chegarem a 55%. Corredores, por exemplo, exibem níveis de testosterona mais baixos que não corredores. As quedas podem ser o resultado do contínuo estresse do impacto no chão.\" A Moderna Ciência do Yoga de Willian Broad Essa energia extra que o stress gera, deve ser usada a seu favor. Como foi demonstrado, o stress já nos salvou de muitas situações e quando bem utilizado pode melhorar produtividade e fazer você vencer mais desafios. Por tanto, algo importante a fazer é não entrar em desespero quando os sintomas do stress aparecerem, é o seu corpo tentando trabalhar a seu favor, aproveite isso. Alian Crum, psicóloga da Universidade de Stanford liderou uma pesquisa em que expunha pessoas a entrevistas de emprego em que todos eram severamente criticados. Dividiu os participantes em dois grupos. No primeiro ela explicava os efeitos benéficos do stress, como ganho de produtividade e concentração. O segundo grupo foi para a entrevista sem saber de nada. Todos tiveram os níveis de stress bastante altos, mas o primeiro grupo se saiu melhor, pois a medida que observavam os efeitos sabiam que era o corpo querendo ajudá-los a vencer o desafio. O modo como você encara as coisas determina a reação do seu corpo: se vai disparar ou não uma carga de medo ou ansiedade.     Recuperação mais rápida - sarvangasana [caption id=\"attachment_1654\" align=\"aligncenter\" width=\"367\"] Mick Jagger executando sarvangasana no camarim.[/caption]   Mel Robin escreveu PhysiPhysiological Handbook for Teachers of Yogasana onde apresenta entre outras pesquisas, uma a Postura da Vela explicando que ao pressionar o queixo contra o peito, você aciona sensores nas carótidas que entendem que a pressão corporal aumentou. Com isso o corpo começa a reagir liberando acetilcolina, neurotransmissor que baixar a pressão arterial e os batimentos cardíacos. Os sensores embutidos nas paredes arteriais monitoram a contração ou expansão que indica as mudanças na pressão arterial. Com a liberação deste e de outros hormônios tranqulizantes, o corpo começa a baixar os níveis de cortisol que é o hormônio que sobe quando é gerado o stress. Quando o estado de stress acontece, o corpo trabalha desesperadamente para voltar ao normal, e o sarvangasana assim como a técnica de relaxamento podem contribuir para acelerar a recuperação do desgaste corporal que o stress produz. Além destas técnicas há muitas outras que podem ajudar você a ganhar mais energia, recuperar-se mais rápido e administrar melhor seus níveis de stress. O Yoga é uma forma muito eficiente para reduzir o cortisol, hormônio responsável pelo stress e quando isso acontece o corpo consegue se recuperar mais rápido e estar pronto para o próximo desafio.              

detox do yoga
Filosofia do Yoga | 28 Maio 2020 | Fernanda Magalhães

Shankha Prakshalana – O Detox do Yoga

Shankha Prakshalana - O Detox do Yoga Nosso estilo de vida e consumo atual provoca em parte das pessoas uma ânsia por desintoxicação de tudo aquilo que foi adicionado ao nosso corpo devido a industrialização de nossos processos e a poluição ambiental ao longo das últimas décadas.   A velocidade da sociedade moderna foi atropelando os ritmos naturais da produção de alimentos tornando a alimentação mais um dos processos acelerados e industrializados que vivenciamos. Começamos a consumir produtos que não seriam naturalmente ingeridos pelo ser humano sem o auxílio de tecnologia.   Após anos de consumo inconsciente voltado para os industrializados e processados, temos milhares de pessoas com sensibilidade e até mesmo doenças provocadas por esta intoxicação.   E então entramos na era do detox. Dietas e suplementos com objetivo de realizar limpeza interna são a moda de quem se preocupa com a saúde hoje em dia. E sim, retirar o máximo possível de produtos químicos da alimentação, como um retorno ao mais natural é o melhor caminho para não se “intoxicar”.   Mas, mesmo com todo cuidado com o que ingerimos, nosso corpo, como qualquer máquina, precisa de limpeza periódica em nossos canais de conexão com o exterior.   O intestino é o nosso grande órgão do aparelho digestivo que precisa lidar com todo o “lixo”, tóxico ou não, sofrendo em doses homeopáticas de envenenamento que podem resultar em doenças mais graves ou desconfortos e intolerâncias alimentares.   A ciência e as pesquisas médicas têm demonstrado através de estudos recentes a importância do intestino, para a manutenção da saúde e do bem estar. Passou a ser reconhecido como um \'\'órgão inteligente\'\' chegando a ser denominado por especialistas como um \'\'segundo cérebro\'\' por sua capacidade de executar funções independentemente do Sistema Nervoso Central.   Apesar de nosso corpo ser uma máquina inteligente, a combinação de pregas e microvilosidades existentes no intestino não são limpas automaticamente. O acúmulo de matérias nessas reentrâncias é o que provoca doenças e sensibilidades.   Parece que os Yogis da antiguidade já sabiam disto...   No Hatha Yoga existem alguns procedimentos para a purificação do corpo físico que incluem a limpeza completa dos intestinos.   Os procedimentos de limpeza do Hatha Yoga removem impurezas que estão no caminho para a clareza e concentração. São divididos em seis grupos principais e chamados Shat Karma. Alguns dos métodos mais simples são, por exemplo, escovar os dentes e limpar o couro cabeludo.   Estes seis grupos de procedimentos incluem a limpeza do nariz - neti, do estômago e reto - Dhauti e Basti, exercícios abdominais, para massagem dos órgãos - nauli, exercícios para os olhos - trataka e exercício de respiração - Kapalabhati, para limpeza dos pulmões. new RDStationForms(\'e-book-yamas-e-niyamas-1f965e8db29fe9c4625b-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();     E há também, um krya de limpeza intestinal, não incluído nos Shat karmas do hatha yoga pradipika, o Shanka prakshalana que proporciona uma renovação em todo o aparelho digestivo.   Shankha, significa intestinos; Prakshalana, significa limpar completamente. Na verdade, Shankha Prakshalana não apenas limpa os intestinos, mas limpa todo o sistema digestivo, começando pela boca até o ânus. Em certos textos, Shankha Prakshalana é chamado de Varisara Dhauti.   Shankha Prakshalana é um método para desintoxicação do corpo físico a partir de uma lavagem intestinal por método não invasivo e não agressivo que consiste em ingerir água salgada morna na mesma concentração do soro fisiológico para não ser absorvida pela mucosa intestinal.   A ingestão de água salgada é seguida de uma série de movimentos para facilitar o deslocamento e a velocidade da água pelo aparelho digestivo até ser eliminada pela evacuação. A ingestão da mistura é alternada com os movimentos até que que a água eliminada pela evacuação esteja completamente limpa. O fluxo de água promove a lavagem total e profunda dos órgãos internos.   Você provavelmente irá começar a visitar o banheiro após o quinto ou sexto copo, e a partir deste ponto, intercalar as idas ao banheiro com mais ingestão de água salgada e exercícios.   Esta auto lavagem deve ser feita em jejum, ao acordar e dura, em média, de uma hora e meia a duas horas.   Após a lavagem do sistema digestivo, sugere-se que a alimentação seja leve, sem comidas cruas, processados, alimentos integrais ou laticínios. A primeira refeição deve ser realizada de 30 minutos a 1 hora após a limpeza e deve conter gordura, como azeite ou ghee, para lubrificação dos intestinos. A refeição ideal é arroz bem cozido com lentilhas e ghee para ajudar o processo digestivo a começar de novo de uma forma suave e equilibrada.   Descanse por 30 minutos após o procedimento e não faça sua prática de asanas ou outras atividades fisicamente desgastantes no dia.   O método deve ser realizado quatro vezes por ano, na mudança de estações e a primeira vez indica-se que seja orientado e supervisionado por um professor experiente.   Mas há uma versão mais leve da limpeza, Laghooprakshalana, que pode ser realizada com mais frequência, por pessoas com condições de saúde que não permitem a limpeza completa e com independência. Neste caso, apenas 6 a 8 copos de água morna com sal são ingeridos em grupos de 2 copos por sequência de movimentos. Pode ser realizado semanalmente ou com maior frequência para casos de constipação.   As orientações são similares à da limpeza completa, devendo seguir os exercícios descritos abaixo entre a ingestão dos copos de água e as idas ao banheiro. Tadasana - Entrelace as mãos, levante os braços com as palmas voltadas para cima e suba nas pontas dos pés. Em seguida, desça-os imediatamente e coloque as mãos sobre a cabeça. Repita 8 a 10 vezes.   Tiryaka tadasana - Comece em Tadasana. Estenda as mãos sobre a cabeça entrelace os dedos e volte as palmas para o céu, incline-se para a esquerda, retorne ao centro e incline-se para a direita. Continue indo da esquerda para a direita. Repita 8 a 10 vezes.   Kati Chakrasana - Possui duas formas de execução. Para a primeira fique em pé com os pés afastados e braços pendurados ao lado do corpo. Comece a balançar os braços de um lado para o outro, torcendo o corpo. Quando você girar para a direita, olhe tanto quanto puder sobre o ombro direito - depois gire para a esquerda olhando também sobre o ombro. Agora balance tão rápido que sua mão esquerda termina em seu ombro direito e a mão direita balança atrás de suas costas e toca sua cintura no lado esquerdo, e vice-versa. Seus braços devem estar tão relaxados que se movem horizontalmente para fora do corpo. Para a segunda forma, Comece também de pé com pés afastados na largura do quadril. Eleve os cotovelos na altura dos ombros e junte a ponta dos dedos do meio das mãos na frente do peito. Palmas voltadas para o peito, não tocando o corpo. Exale torcendo para a direita esticando o braço direito para trás. Olhe para seu dedão direito e tente manter o quadril voltado para a frente. Inspire voltando ao centro e exale torcendo para o lado esquerdo. Este exercício também é feito de oito a dez vezes para cada lado.   Tiryaka Bhujangasana - Deite-se de barriga para baixo com as pernas afastadas. Levante o corpo com os braços retos e torça a cabeça e o tronco para que você possa olhar por cima do ombro direito e ver o calcanhar esquerdo. Retorne ao centro e olhe por cima do ombro esquerdo para ver o calcanhar direito. Repita 8 a 10 vezes.   Udarakarshanasana - Agache-se na ponta dos pés e descanse as nádegas nos calcanhares. Mantenha os joelhos afastados e as mãos apoiadas nos joelhos. Traga o joelho esquerdo para o chão com a ajuda da mão esquerda. Volte para o centro e traga o joelho direito para o chão. Repita 8 a 10 vezes.   Outra versão ainda mais leve é apenas ingerir os copos de água morna e salgada intercalando com exercícios de contrações abdominais: nauli kriya e uddiyana bandha, no lugar dos cinco movimentos descritos.   Laghoo é recomendado para aqueles que sofrem de desordens digestivas como constipação, flatulência, acidez, indigestão e outros males digestivos.   A vantagem dessa limpeza é a recuperação do movimento peristáltico dos intestinos, sem os efeitos danosos que os laxantes causam.   Os resultados da prática se sentirão em todos os níveis do organismo: tonificação das paredes intestinais, estímulo do peristaltismo, hálito mais puro e fresco, pele mais limpa, melhora do sono, leveza, bem-estar e melhora da disposição geral.   Aproveite esta purificação para iniciar uma jornada mais equilibrada na sua alimentação com alimentos naturais utilizando a menor quantidade de processados possíveis. Cuide do seu sistema digestivo mantendo uma alimentação mais energética e sáttwica.   E lembre-se que há uma relação direta entre a saúde do intestino e o equilíbrio emocional. O intestino produz e armazena 90% da serotonina, o neurotransmissor responsável pelo bom humor e memória.   O Yoga acontece no equilíbrio entre as borboletas no estômago e o frio na barriga.   Namastê

Filosofia do Yoga | 24 Maio 2020 | Daniel De Nardi

Quais asanas estimulam o chakra do coração?

Quais técnicas do Yoga podem estimular so chakras. Descobertas da neurociência mostram que estímulos corporais modificam a estrutura do cérebro. Sim, dependendo do que sentimos mudamos o formato do órgão dentro da nossa cabeça. Quando aprendemos algo novo por exemplo, o cérebro modifica sua estrutura física para conectar os neurônios necessários na assimilação do novo conhecimento. Pode acreditar, isto está acontecendo com você agora mesmo enquanto você lê e pensa sobre esse texto. Do lado YogIN, essas investigações começaram antes, durante o período chamado de Renascimento Indiano, no séc. X d.c. Explorar o corpo era a palavra de ordem deste movimento cultural que tinha como objetivo dar mais liberdade aos indivíduos. O sistema de castas mantinha o poder nas mãos dos brahmanes, os sacerdotes que conduzem os rituais e ensinam as escrituras sagradas. Estes pregavam que a única forma de realização pessoal seria seguir exatamente o que está escrito nos Vedas e nas outras escrituras importantes. Só que um grupo de YogINs começou a questionar essa infalibilidade das escrituras. Começaram a investigar o que o corpo, em suas diferentes formas de manifestação, tem a dizer em relação às verdades de cada um. Para eles, o corpo seria o local onde estariam nossas respostas Isso incomodou os brahmanes que perderam poder à medida em que as pessoas entendiam que sentindo mais o corpo poderiam saber mais sobre elas mesmas e não ouvindo os rituais. Estas definições do corpo humano vão além do que se pode ver ou tocar. Os YogINs elaboraram explicações minuciosas de conceitos como prana, chakras e nadis. Escreveram sobre esses assuntos durante séculos até que no séc. XIX, intelectuais ocidentais como o pesquisador Sir John Woodroffe traduziram os principais deles para o inglês. Nesta época, assuntos relacionados ao Yoga eram vistos como religiosos ou filosóficos e não eram verificados por pesquisas científicas. Hoje em dia, a precisão das ferramentas de mensuração e das pesquisas tem aproximado cada vez mais as visões de corpo humano segundo os antigos indianos e o que a ciência sabe sobre nós. Muitas das comprovações podem ser encontradas no livro A  Moderna Ciência do Yoga do jornalista americano Willian Broad. Desprezar as observações feitas por toda a Índia ao longo de séculos é pensar que o conhecimento só passou a ser válido depois da criação dos métodos científicos propostos por Descartes no século XVII. Muita verdade foi relatada nesses textos, obviamente com linguagens diferentes e menos precisão que um artigo de Harvard, mas nem por isso menos valioso.   Chakras possuem estreita relação com partes importantes do nosso corpo Quando falo de importância, me refiro a quantidade de neurônios presentes na região. Possuímos neurônios espalhados pelo corpo todo; e claro, as partes que contem mais neurônios têm mais sensibilidade que as que possuem poucas terminações nervosas. Uma terminação nervosa é um acúmulo de neurônios, como se fosse um cabo formado por esse tipo de célula. Os neurônios são responsáveis por transmitir comandos de reação ao corpo. Quanto mais elaborada é a função de uma parte do corpo, mais neurônios precisará para cumprir seu papel. O cérebro é a região do corpo que mais concentra esse tipo de célula, mas também há grande quantidade deles no abdômen por causa das funções relacionadas a digestão e também ao longo da coluna. Para deixar claro, se alguém bater com bastante força a perna, a maior probabilidade é que tenha problemas apenas nessa região. Agora se a pessoa se ferir com violência em qualquer parte da coluna, corre risco de perder todos os movimentos voluntários do corpo. Regiões com grande quantidade de terminações nervosas, são as partes mais caras ao corpo. Voltando para o Oriente, os YogINs fizeram grandes descobertas de sensações relacionadas aos 6 principais chakras. Todos eles, localizados ao longo da coluna em pontos com grande quantidade de terminações nervosas. Se pensarmos de forma totalmente científica e começarmos a percorrer o corpo dos pés em direção a cabeça, qual é o primeiro ponto onde encontramos uma grande quantidade de neurônios ? No joelho? NÃO!!!!! Resposta correta = períneo; região situada entre o anus e os órgão genitais. Mesmo local em que os textos descrevem o primeiro chakra: muládhara (mula = raiz). Esta é uma parte do corpo que canaliza muitas dessas terminações nervosas para dentro da coluna, afetando diretamente o sistema nervoso central. É uma região muito sensível e essencial para o funcionamento dos órgãos genitais e de funções como o movimento das pernas. O Hatha Yoga Pradipika, importante tratado do Yoga do Renascimento Indiano, fala de um canal central no campo energético chamado sushumna. Dele brotam os principais chakras. A medula espinal é considerada um centro de transmissão de informações que recebe e transmite mensagens do cérebro para as partes periféricas e delas para o cérebro. Até mesmo as informações de estímulos involuntários como a digestão ou o piscar dos olhos, passam pela coluna. Nossa coluna funciona como um grande chip que distribui informação por aqueles canaizinhos que  partem para a borda. Tanto na visão anatômica científica quanto na visão de um corpo sutil, a parte central do corpo é essencial para o funcionamento de todo o resto. O sistema nervoso central precisa estar funcionando bem, com seus comandos sendo atendidos, para que a pessoa desempenhe suas funções, especialmente aquelas relacionadas a sensações ou pensamentos elaborados. Na visão YogIN, o canal central sushumna, tem que estar desobstruído para que uma energia situada na base da coluna chamada kundaliní seja despertada. Kundaliní é descrita como uma serpente adormecida ou como uma chama congelada. Refere-se ao potencial humano, oprimido por falta de autoconhecimento. Para que esse potencial seja despertado, tanto as funções do sistema nervoso central devem estar funcionando perfeitamente quanto na visão indiana, a sushumna deve estar desobstruídas. Há muitos outros casos em que essas duas formas de entender o corpo humano se assemelham. Por exemplo na relação entre amígdalas e o vishuddha chakra. A região da garganta é conhecida por inflamar em estados de stress quando o corpo dá respostas a algum perigo eminente. O vishuddha é relacionado aos pensamentos e como externalizá-los (voz). A ciência sabe que pensamento acelerado é um dos efeitos de altos níveis de stress. A proposta do Yoga com suas diferentes técnicas é canalizar prana (bioenergia) para os chakras. O direcionamento da atenção para uma parte do corpo, pode ampliar a circulação sanguínea naquela região. Se você não acredita, comprove com um experimento que está ao alcance das suas mãos. Ele também demonstrará a capacidade que você possui de interferir no seu corpo e que provavelmente não usa.  Olhe para as palmas das suas mãos. Se conseguir fotografe-as. Mantenha durante 5 minutos, sem nenhuma interrupção (sem Whatsapp até), toda sua atenção apenas em uma delas. Observe se não há diferença nas sensações das mãos e na cor delas. A mão que recebe mais atenção costuma aumentar a circulação de sangue. E o que isso tem a ver com os chakras? A concentração de sangue é usada no nosso corpo como um recurso para modificações. Quando uma parte do corpo começa a dar sinais de fraqueza, o corpo envia sangue como um mecanismo de resposta ao problema. Junto com o sangue, irão todos os nutrientes que o corpo possui para tentar resolver o problema. Mas não apenas quando estamos doentes o corpo usa sua capacidade de concentração sanguínea. Quando fazemos exercícios e precisamos melhorar o desempenho de algum músculo, ele também direciona mais sangue para a região trabalhada. A concentração de sangue contribui para diversos tipos de mudanças que vão desde o ganho de resistência, passando pela regeneração celular, oxigenação das células até a cura. O Yoga atua de diferentes forma para estimular os centros de força Mentalização (manaskriya) - o direcionamento de atenção para diferentes partes do corpo é parte do treinamento YogIN em qualquer tipo de prática (sadhana). Compressões de glândulas (bandhas) - compreensões estimulam a circulação do sangue (aqui você também pode fazer um teste simplesmente apertando sua mão com força por alguns segundos) esses movimentos de contração atuam em regiões com grande quantidade de neurônios. Períneo estimulado pelo mula bandha, e o plexo solar, que é região do abdômen onde há milhões de terminações nervosas por causa da digestão (manipura chakra); Posturas (asanas) - através do alongamento forçamos o corpo a direcionar sangue às partes mais trabalhadas. E finalmente respondendo a pergunta do título -  Quais asanas estimulam o chakra do coração? Portanto, não apenas o asana, mas toda técnica que estimule o fluxo de consciência/sangue/prana vai estimular o funcionamento de uma parte sensível e por isso mesmo, importante ao funcionamento do corpo. Mentalização, bandhas e asanas que atuam estimulando a região do coração ou do anahata chakra vão ajudar a trazer à tona informações que estão ali presentes e que podem ser muito úteis ao seu desenvolvimento pessoal. Boas práticas e muito amor! Quer saber mais sobre os Asanas, posturas do Yoga, baixe o livroi gratuitamente new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();

sirshasana
Filosofia do Yoga | 23 Maio 2020 | Daniel De Nardi

O Nome Sirshasana – Invertida Sobre a Cabeça

Entenda a postura mais excêntrica do Yoga, a invertida sobre a cabeça. Referindo-se a postura de invertida sobre a cabeça não aparece em nenhuma escritura antiga o que sugere duas hipótese, uma é que a posição seria uma técnica iniciática, ensinada apenas aos yogins avançados que passavam pelas provas do treinamento. Outra possibilidade é que a postura tenha sido criada em tempos recentes. No entanto, a cabeça é uma região com muitos significados na Cultura Yogin.  Esta parte representa o topo do corpo, o que existe de mais elevado na manifestação física. Atualmente, a Ciência reconhece o cérebro humano como a mais complexa manifestação física que temos conhecimento. Na Índia, o cume das montanhas é considerado um local sagrado, onde os grandes sábios se encontram. Segundo a mitologia Shiva, o criador do Yoga, habita o cume do monte Kailash, nos Himalayas. Ainda hoje, yogins ascetas isolam-se nas montanhas para períodos de intensificação de suas práticas. Por ser o local dos sábios, a cabeça representa a sabedoria. É também a sede dos chakras superiores, entre eles o ajña, na região do intercílio. Ajna, significa comando. Este chakra representa o comandante, aquele que tem a melhor visão das situações e que consegue agir com mais sabedoria. O ájña é o chakra que aceita o comando interno.  A posição invertida dá ao yogin, a possibilidade de ver sob outro ponto de vista. Enxergando tudo de cabeça para baixo, podemos encontrar soluções para situações aparentemente impossíveis de serem desvendadas com a visão normal das coisas. Ver o mundo ao contrário, mesmo que seja por alguns minutos pode fazer muito bem para a sua sabedoria. Experimente!   obs: esta foto foi tirada nos Himalaias, a cordilheira mais alta do mundo.   Saiba mais sobre as posturas do Yoga, os asanas! new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();

5 pranas
Filosofia do Yoga | 22 Maio 2020 | Mayara Beckhauser

Os cinco pranas do corpo e as posturas invertidas no período menstrual da mulher

Os cinco pranas do corpo e as posturas invertidas no período menstrual. Pra onde a mente vai, o prana circula. É por isso que em uma aula de Yoga, fazemos posturas sentadas, em pé, deitados, invertidas, para trabalhar nosso corpo todo. Por isso também, nós, professores, insistimos tanto na localização da consciência; levar a atenção para a parte do corpo solicitada pelo asana. Então, se tudo isso faz a energia circular por que alguns professores dão a orientação para as praticantes que estão no seu ciclo de evitar inverter? Eu não sou contra minhas alunas fazerem invertida nesse período, nos principais textos como o Hatha Yoga Pradipika não há nenhuma referência sobre o assunto (talvez porque mulheres praticando hatha yoga seja algo recente), mas acredito que não haja contra-indicação, a não ser que tenham ciclo muito desregulado, mas vou explicar qual a lógica deste preceito. Não tem a ver com a questão da circulação como muitos podem pensar, tem a ver com nosso corpo energético, por isso respondo a pergunta através da explicação dos 5 pranas do corpo. Prana é nossa energia vital. Captamos prana do Sol, do ar, de alimentos naturais e temos a energia vital do próprio corpo que circula dentro de nós e se divide em cinco forças chamadas vayus. [caption id=\"attachment_648\" align=\"aligncenter\" width=\"290\"] imagem da localização de Prana Vayus[/caption] Cada prana vayu tem uma localização, função e um sentido dentro do corpo. Em resumo, prana: absorção, samana: digestão, vyana: circulação, udana: liberação de energia, apana: eliminação. Para a saúde plena, os cinco vayus devem estar em equilíbrio, já que estão todos interligados. De modo geral, prana e udana trabalham juntos, opondo-se a apana como forças de assimilação e energização que se opõem à força de eliminação. Da mesma forma, vyana e samana são opostos como forças de expansão e contração. Vamos ver um por um. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Apana está localizado na região pélvica e movimenta-se centrifugamente, para baixo e para fora. Controla todos os processos de excreção e eliminação, como menstruação. Por causa dessa função de expulsão, o apana é responsável pelo bom funcionamento do sistema imunológico. Devido a ter esse movimento descendente, alguns praticantes interpretam que a invertida pode comprometer uma das funções deste corpo vital no período da mulher. Prana está localizado na parte superior do tórax e tem movimento centrípeto, para cima e para dentro. Regula todos os processos de absorção: o movimento inspiratório, a assimilação de alimentos sólidos e líquidos e a recepção das impressões sensoriais. Samana está localizado na região média do abdômen, entre prana e apana, movimenta-se circularmente, da periferia para o centro.  É o fogo digestivo, auxilia os processos de digestão em todos os níveis. Udana  localiza-se na região do pescoço. Governa a energia do som e comunicação, fala, esforçar-se e entusiasmar-se. Nossa capacidade de expressão e transformação positiva. Vyana movimenta-se do centro do corpo para as extremidades, entre o tronco e os membros. Controla todos os níveis de circulação, os nutrientes no corpo, os sentimentos e pensamentos no psiquismo, a administração da força de vontade e a coordenação dos outros quatro pranas. [caption id=\"attachment_652\" align=\"aligncenter\" width=\"339\"] Essa é uma excelente posição para as praticantes fazerem no seu ciclo, aliado à flexões da coluna pra frente.[/caption] Um exemplo lúdico para compreensão desses cinco pranas seria pensar no corpo como se fosse uma máquina. O prana absorve o combustível, o samana transforma o combustível em energia, o udana administra o trabalho que a máquina está capacitada para fazer, o vyana faz circular essa energia pela máquina e o apana libera o que ja foi usado, \"a fumaça\" que sai.   Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão

Filosofia do Yoga | 19 Maio 2020 | Priscila Daddio

O fascínio das invertidas

O fascínio dos yogins pelas posturas de inversão. Que fascínio (as vezes medo) que as posturas invertidas tem? Fazer invertida sobre a cabeça ou sobre os ombros ... qual é o desafio? As posturas invertidas são as que mais aparecem nas fotos das mídias sociais e são muito desejadas por aqueles que iniciam a pratica do Yoga. Mas o que representam as posturas invertidas? Ao nos posicionarmos de cabeça para baixo ou quando a cabeça se encontra abaixo do coração, podemos ter a visão das coisas de um ponto de vista diferente e isso proporciona muitas vezes uma mudança na nossa forma de ver as coisas da vida, as situações que nos rodeiam. A experiência de colocar o corpo de uma forma diferente daquela que passamos praticamente a vida – e que fomos originalmente criados para (ficar em pé) – desloca o nosso ponto de vista e estimula uma resinificação de percepções, nos tornando mais flexíveis e adaptáveis `as mudanças e `as situações adversas. Existem estudos que comprovam que as práticas de Yoga com invertidas podem melhorar o humor e reduzir os sintomas da depressão. A normalização dos níveis de hormônios de estresse – cortisol e endorfinas – ajudam os praticantes a lidar melhor com situações de tristeza e ansiedade. No aspecto físico as posturas invertidas trazem melhoria da circulação linfática e venosa, atuando também no coração e sistema imunológico. O aumento de sangue nas glândulas endócrinas ajuda a equilibrar os níveis hormonais. A maior oxigenação do cérebro favorece o bom funcionamento das funções cognitivas: concentração, memória, raciocínio e processamento de informações. Essa dose maior de sangue na cabeça também beneficia nossos órgãos dos sentidos, visão, audição, paladar e ate’ mesmo a pele e músculos da face. Qualquer um pode fazer invertidas? Não. Primeiramente recomenda-se que você já tenha pelo menos uns 2 anos de pratica, e tenha bastante consciência corporal e um certo preparo da musculatura das costas, ombros, abdômen e cervical, além de um trabalho de controle dos chamados bandhas – fechos de energia. Se você é hipertenso, cardiopata, tem hérnia de hiato, glaucoma, deslocamento da retina, e esta’ nos primeiros dias do período menstrual, não se recomenda fazer invertidas sem uma orientação personalizada. O que eu realmente gosto de salientar aos meus alunos é o caminho para se chegar ate’ lá. Da mesma forma que uma criança demora quase 1 ano para andar – e na vida dela relativamente esse tempo é uma boa parte da sua vida, nos também devemos lembrar de construir a nossa invertida. De chegar com segurança e consciência, preparados para tal. E quando chegar lá.... o trabalho não termina. Quando você executar bem as suas invertidas, o que você fará com isso? Vai simplesmente deixar seu Ego envaidecido pela conquista e sair postando fotos por ai? Bem, essa não seria a melhor atitude. As invertidas tem a importante função de nos fazer olhar as coisas de outro ponto de vista. De aceitar alguns fatos as vezes sob o ponto de vista de outra pessoa. De sermos mais resilientes, flexíveis e adaptáveis as situações adversas da vida. Inverta-se sim mas buscando esse novo olhar sobre si e sobre a vida. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

yoga e paternidade
Filosofia do Yoga | 13 Maio 2020 | Willy Bugner

Crescimento a partir da contraposição entre meditação e paternidade

Meditação e paternidade. O objetivo da meditação é a transcendência do eu; o sujeito busca perceber-se uma consciência independente do corpo e da mente. Já na paternidade, o caminho percorrido é inverso; para o pai, a gravidez se inicia apenas como uma ideia. Enquanto para a mulher o mundo vira de cabeça para baixo, os hormônios vão à loucura, o corpo se transforma e uma vida brota dentro de si, o pai é apenas o observador externo. Com o crescimento da barriga e movimentação do feto, o pai, finalmente, sente a fisicalidade do bebê. O pré-natal e as intercorrências naturais do processo gestacional causam preocupações, que contribuem para a formação do laço emocional. Mesmo com a aproximação da quadragésima semana, o pai continua a ser independente, sem insônia, nem dor nas costas, nem enjoo ou vontades. Enfim, nasce o bebê. Para o pai, tudo muda de uma só vez quando sente seu filho ou sua filha em seu colo, necessitando de cuidado, atenção e carinho. Finalmente, o pai entende que ele e o bebê são um só. Identificação absoluta. As alegrias dele, são as suas; os sofrimentos dele, são os seus; suas dores, compartilhadas; suas conquistas, celebradas juntos. Ao seu turno, a mãe já sabia disso desde o primeiro momento. Todo esse processo já aconteceu comigo duas vezes. Por mais que eu medite buscando a transcendência, a identificação com meus filhos só aumenta. A meditação conduz à transcendência, ao passo que a paternidade leva à imanência. O final da caminhada é a percepção de que todos somos um. Este caminho duplo nos dirige à integração cósmica, à construção de um mundo melhor! new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

filosofica do yoga meditação
Filosofia do Yoga | 27 abr 2020 | Lucas De Nardi

O Yoga jamais o abandona

O Yoga está sempre presente. No ano passado, enquanto buscava um aplicativo sobre treinamento físico, cheguei ao Freeletics. Ele prometia deixar-me em forma, dar-me mais força e resistência com um treinamento que utilizava-se apenas - e isso foi o que mais me atraiu - o peso do meu corpo. Eu me tornaria um atleta livre, daí o nome do app. Achei a proposta interessante e os exercícios desafiadores. Baixei, fiz duas semanas de teste e acabei deixando o treinamento funcional de lado para dedicar-me apenas ao aplicativo por algum tempo. É claro que o início foi penoso, especialmente porque você mesmo define quando irá treinar. Não há compromisso com mais ninguém além de você. E isso exige uma disciplina e uma força de vontade enormes. Foi então que me dei conta que uma das coisas que mais me cativou na prática do Yoga foi justamente isso, sua capacidade de dar ao praticante autossuficiência e a necessidade de quase nada para ser praticado, apenas um corpo, uma vontade e o chão. Nem mesmo o silêncio é essencial, dias atrás fiz meu sádhana praticamente ao lado de um show de reggaeton. Lembro-me que alguns meses depois de começar a praticar Yoga, mudei-me para Ibiraquera, perseguindo o sonho de tornar-me surfista. Lá não havia uma escola, nem professores, muito menos colegas de prática. Mesmo assim, o Yoga foi comigo e eu o praticava pelo menos três vezes por semana. Depois que comecei a lecionar, mudei-me para São Paulo. Tinha turmas bem cedo e passava algumas horas da manhã sozinho na escola. O surf tinha me deixado, já que na capital paulista não poderia praticá-lo, mas o Yôga acompanhou-me diariamente em minhas horas de solidão matinal. O Yoga nunca o abandona. Isso porque a partir do momento que você o aprende, ele estará sempre dentro de si, fará parte da sua visão de mundo, pois em algum momento de sua história, ele o fez olhar para dentro e conhecer-se melhor. O Yoga estará sempre aí, acessível e disposto a fazê-lo evoluir. Porque o Yoga só existe quando você o pratica. E somente você pode fazer isso para si. Ninguém o fará. Mesmo dentro de uma classe, o professor o ensina a praticar, ele lhe transmite as técnicas, mas jamais poderá fazê-las por você. Nunca poderá insuflar em seu corpo a evolução que esta filosofia produz. E mesmo que você conheça pouco, mesmo que tenha esquecido de uma parte, mesmo se achava que não era bom o suficiente ou que nunca atingiu os resultados almejados ainda assim o Yoga não o abandona. Porque ele pode ser praticado de maneiras muito simples. Ele pode estar presente no momento que você se determina a manter o foco para realizar uma tarefa exigente da sua rotina, naquele mantra que você se esforça por lembrar e lhe traz um contentamento espontâneo enquanto esta preso num trânsito caótico, numa atenção plena que você escolheu viver ao conversar com um amigo, em uma invertida que você fez depois de um dia inteiro em pé a produzir algo, no momento em que você decidiu parar de pensar um pouco para clarear as ideias, num dia que você resolveu expressar gratidão aos que lhe fazem bem, quando manteve a consciência no corpo enquanto praticava seu esporte favorito ou quando fez aquela série bem simples de alongamento ao final de um dia de trabalho extenuante. Existem atividades que cessam quando não temos os elementos essenciais para sua execução, tal como tentar surfar sem ondas, jogar tênis sem quadra ou andar de skate sem asfalto. Mas o Yoga não exige nada, apenas seu corpo, sua vontade e o chão, quase como o aplicativo que passei a usar para me exercitar. Portanto, não é por falta de tempo ou vontade que você deixou o Yoga, é uma questão de escolha. Basta escolher vivenciá-lo que ele estará disponível, mesmo que de maneira muito singela. E quanto mais você o pratica, mais gana terá de conhecê-lo e conhecer-se melhor. E ele estará sempre ali, pronto para a próxima prática. Pois o Yoga jamais o abandona.    

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