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Filosofia do Yoga


mantras
Filosofia do Yoga | 3 ago 2020 | Equipe YogIN App

Mantra, Bhajans e Kirtans

Entendendo o significado: Mantra, Bhajans e Kirtans! O mantra é uma prática milenar na Índia e posssui ínumera variações de entonação ou de objetivos. Para ouvir a explicação sobre Mantra, Bhajans e Kirtans CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO     Mantras nos Vedas Costumamos chamar todos os cânticos hindus como mantras, porém nem todos são realmente mantras. Mantras são os versos dos Vedas. Vedas são as escrituras mais antigas do hinduísmo e também um dos conjunto de escrituras sagradas mais antigas do mundo, milhares de anos antes de Cristo e até mesmo de Buda. Como são parte dos Vedas, eles têm uma estrutura muito rígida, pois não se busca a musicalidade, mas a transmissão de uma informação, de um ensinamento. Eles carregam instruções específicas para o autoconhecimento, rituais, entre outros elementos, que devem ser decifradas com o auxílio de um professor e da tradição de ensinamento.     Ouça também via Spotify ou Soundcloud.       A palavra mantra pode ser traduzida como liberação da mente. Divindo-se man e tra, temos: man de manas, mente e tra de liberação. Então não existem mantras em português? Depende, do conceito tradicional hindu não, mas se considerarmos mantra como um som que envolve uma vibração sim. Acontece que neste princípio toda palavra é um mantra. Na nossa vida diária nós usamos palavras para fazer tudo que precisamos e para obter tudo que precisamos. Cada mantra ou palavra é um padrão sonoro que sugere para mente o seu significado inerente e a mente responde imediatamente. Cuidado com as palavras que você mais usa, minha mãe sempre dizia que a boca fala do que o coração está cheio. Através das suas palavras você pode mudar sua vibração e vice versa. Mas cantando os mantras em sânscrito, considera-se que a vocalização tem mais poder. A língua sânscrita é considerada uma língua revelada, portanto sagrada, assim como o aramaico, o hebraico ou o latim o são para a religião judaico-cristã. Como língua, o sânscrito tem a virtude de conseguir comunicar nuanças de significados muito sutis, e sua vibração sonora produz efeitos não somente na mente mas também, por ressonância, nos corpos energético e material. De acordo com o Ramana Maharshi, a repetição de mantras, com a atenção direcionada para a fonte do som, envolve a mente completamente. A fonte não são as cordas vocais sozinhas, mas também a idéia do som que está na mente, cuja fonte é o “Eu”. Assim a prática da repetição de mantra é mais que uma sugestão, é um pequeno conselho ou idéia. É um meio de ficar em contato consigo mesmo.   Mantra Pronunciado e Mantra Mentalizado O Kularnava Tantra nos ensina que há três formas de fazer um mantra: mentalmente (manasika), murmurando e em voz alta (vaikharia). Considera-se que o mantra murmurado seja mais poderoso que aquele feito em voz alta, e que o mantra feito mentalmente seja mais eficiente que o murmurado. No entanto, a mesma escritura nos aconselha a mudarmos de técnica quando percebermos que estamos perdendo a concentração ou quando estamos nos distraindo, passando da repetição mental para a verbalização em voz alta ou vice-versa. É possível também associar o mantra com um yantra, um símbolo. Por exemplo, ao gayatri mantra corresponde o yantra do mesmo nome, que pode ser visualizado mantendo-se os olhos fechados ou focalizado com eles abertos durante a meditação. Algumas pessoas afirmam que os mantras não têm significado, ou que saber o que o mantra quer dizer não é importante, eu discordo, acho que sabendo o significado de um mantra colocamos ainda mais bhava (sentimento) ao cantar. Na tradição hindu, os mantras são considerados Shruti, revelação. Isso significa que esses sons não foram criados por um autor humano, mas percebidos em estado de meditação pelos sábios da antigüidade, chamados rishis. Esses sons descrevem as diferentes revelações que estes sábios tiveram, e servem como indicadores para orientar os humanos em direção ao autoconhecimento. Tem mantra para tudo na Índia, tipo livrinho de orações, para antes de comer, para casamento, mantra para abrir os caminhos. É muito utilizado antes de um curso fazer um mantra a Ganesha, que é o destruidor de obstáculos.   Mantra, Kirtans e Bhajans Começamos falando que os Mantras vêem dos vedas, o que nao é verso do vedas pode ser kirtan ou bhajans. Bhajan em hindi significa salmos, é qualquer tipo de música devocional hindu escrita como um poema. Não tem forma fixa e nem repetições como nos kirtans. Kirtan significa cântico. É o mantra que possui várias notas musicais, várias palavras e possui tradução. Kirtan é um mantra extroversor, canta-se muita vezes batendo palmas. O Om Namah Shivaya é um dos exemplos mais famosos de kirtans. Temos uma playlist chamada \"yoga com mantras\", onde na verdade a maioria são kirtans, no Spotify. Tem playlists com o nome da aula do professor para você utilizar durantes as práticas também. Clique para ouvir! https://open.spotify.com/playlist/6pcjjJdwU71blBSPO8WHu9?si=61NzZK3HREiRbBe8TWp31A     Qual a diferença de Praticar Yoga pelo YouTube de ter seu próprio Studio de Yoga Online? No YogIN App Studio temos aulas de Yoga ao vivo todos os dias e você também pode fazer aulas gravadas montadas em formato de série conforme seu objetivo na prática. Digamos que seu objetivo com o Yoga seja Alongar. No YogIN App Studio você encontra uma série que vai passo a passo produzir melhor alongamento. Agora, se o que você quer no Yoga é Silenciar a Mente. Neste caso, você também encontra Séries de Aulas que Silenciam a Mente a partir da Respiração ou Meditação. Além disso, os alunos do YogIN App Studio recebem materiais complementares para conhecer melhor tudo o que está por trás dessa prática milenar. Aulas de Yoga Ao Vivo Todos os Dias No YogIN App Studio você pode fazer aulas de Yoga ao vivo todos os dias. Para conferir a programação com toda a agenda de aulas dos próximos dias - CLIQUE AQUI e busque o que espera com a prática de Yoga. Aulas de Yoga Gravadas com seu Objetivo Para entender melhor como as aulas no YogIN App Studio estão organizadas - CLIQUE AQUI e busque o que espera com a prática de Yoga. Então se está buscando o Yoga com algum desses objetivos, faça a aula recomenda acima e perceba em si mesmo se a prática funciona. Não vai custar nada essa aula de yoga online gratis e acho que você vai gostar.   Namaste! new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();  

Como fazer as Posturas do Yoga
Filosofia do Yoga | 29 jul 2020 | Equipe YogIN App

Como Fazer as Posturas do Yoga

Aprenda Como fazer as Posturas do Yoga mais importantes! A pedido dos nossos alunos, criamos uma playlist no YouTube chamada - Como fazer as Posturas do Yoga. Os asanas, as posturas do Yoga não são a principal parte da prática. As posturas do Yoga acabaram ficando mais conhecidas, pois são a parte mais fotografável da prática do Yoga.   Como Fazer as Posturas do Yoga O Yoga é composto de muitas técnicas (meditações, respiratórios, relaxamentos, posturas e outras). Cada estilo de aula prioriza uma ou outra técnica do Yoga. Você pode fazer um tipo de Yoga que prioriza meditação, como o Raja Yoga ou outro que pratica mais mantras, como o Bhakti Yoga ou o aspecto corporal, Hatha Yoga. Fazer um asana (postura do Yoga) vai muito além do que colocar-se numa posição, fechar os olhos e tirar uma foto. Como fazer as Posturas do Yoga Asana é um exercício para o autoconhecimento. Para uma percepção mais apurada das sensações do corpo e como lidar melhor com elas. A prática das posições do Yoga nos ensina a lidar por exemplo com nossos desconfortos. Toda vez que colocamos o corpo em uma posição que gera desconforto, vamos reproduzir corporalmente nossa maneira de lidar com desconfortos na vida. Você pode evitá-lo e querer sair imediatamente da posição ou poderá também negá-lo e forçar o corpo a ponto de machucá-lo. A atitude interna de asana serve para investigação desse desconforto. Observando-o melhor, tomando consciência de aspectos mais sutis dele. Com a observação do corpo durante uma permanência de alongamento você consegue chegar ao ponto de entender como determinados comportamentos geraram tensões que acabaram se refletindo no corpo. Tudo isso você aprende a fazer com a prática das posturas. PARA SABER SOBRE OS MELHORES HORÁRIOS PARA PRATICAR CLIQUE AQUI. https://yoginapp.com/qual-melhor-horario-para-praticar-yoga/ Entender como negociar com o corpo e conseguir observar o efeito do esforço na produção de resultados físicos é um dos objetivos das posturas do Yoga. Se você está começando na prática, tire algumas fotos que mostrem o seu nível de alongamento atual e vá acompanhando sua evolução ao longo do tempo. Essa atitude gera motivação, pois fica evidente que se você não se esforçar para melhorar seu alongamento, seus músculos não vão sair do lugar. Por outro lado, quando o resultado do esforço é percebido, não há motivação maior para continuar na jornada. Nesta playlist - Como Fazer as Posturas do Yoga -você encontrará as posições mais pedidas pelos nossos alunos, mas se você tiver alguma postura que queira conquistar, escreva nos comentários dos vídeos que vamos tentar atender o quanto antes.   MAIS DICAS DE YOGA Deixe seu email para avisarmos você de tudo o que de melhor acontece no Yoga. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

postura de lotus - importancia do padmasana
Filosofia do Yoga | 28 jul 2020 | Daniel De Nardi

Postura de Lótus – Por que o Padmasana é tão importante para o Yoga?

Postura de Lótus - Significados A Postura de Lótus ou Padmasana é a mais importante postura descrita nos textos do Hatha Yoga (veja lista abaixo). Por isso, o padmasana é a postura mais citada nas escrituras que tratam de asana. A palavra asana, significa assento. E a flor de lótus serve como assento de diversas divindades indianas como você pode ver na animação abaixo. Por que a Flor de Lótus? A Flor de Lótus é uma planta que recebe tratamento especial na mitologia hindu. A Flor de Lótus representa a pureza e a evolução. É uma Flor que sempre se vira para o sol representando a intenção de ascenção de toda prática espiritual. Além disso, outros fatos também podem ter motivado esse nome para a postura mais importante de Meditação. 1. Na execução da postura, os pés viram-se para fora, imitando o movimento das pétalas da flor lótus que também se abrem nesse sentido. 2. O nome padma também é usado para os chakras. Os chakras são as partes mais importantes do corpo na visão da fisiologia do Yoga. Assim como o padmasana é a postura mais importante para a Meditação. 3. A flor de lótus representa a transcendência, alcançada pela Meditação. Os Benefícios da Postura de Lótus A execução da postura do lótus produz muitos benefícios. Para a Tradição do Yoga, o mais importante é a estabilidade que essa postura produz permitindo o corpo assumir total imobilidade. Em termos anatômicos isso acontece, pois essa postura exige bastante alongamento da parte externa dos glúteos. Essa região por sua vez, tende a puxar a musculatura das costas para baixo. Quando o praticante precisa forçar suas costas a manterem-se eretas, ele se cansa rapidamente e começa a produzir distrações. O padmasana mantem essa região alongada e consequentemente as costas numa postura firme e relaxada. Quando atinge-se esse nível físico, o corpo assenta-se e o meditante pode dedicar-se ao próximo nível de distrações. Aquelas que vem da mente. O corpo já não produz mais dispersões, atinge o que os tantricos chamam de bhuta jay ou vitória sobre o corpo. No entanto, há outros benefícios no treinamento da Postura de Lótus. O Padamasana Melhora:   - A prática de todos dhyanasanas (Posturas de Meditação) - Mobilidade dos joelhos - Conforto nas costas para a prática de exercícios de Respiração e Meditação   - Redução da circulação sanguínea nas pernas o que ajuda a concentração - Concentração sanguínea nos órgãos genitais - Flexibilidade das articulações dos pés   O Padmasana nas Escrituras do Yoga O Padmasana é a postura mais citada na literatura do Yoga. Sua execução é descrita nas escrituras abaixo: Hatha Yoga Pradipika Varaha Upanishat Shandilya Upanishat Hatha Ratna Avali Rudra Yamala Uttara Tantra Trishikhi Brahmana Upanishad Gheranda Samhita Shiva Samhita Cuidados ao executar a Postura de Lótus A postura do lótus faz uma grande exigência para todas as articulações dos membros inferiores. Por isso, quando estiver treinando essa postura: - Permaneça no máximo 15 minutos na postura - Caso não consiga trazer o segundo pé por cima, treine a variação com apenas um pé em lotus - Mesmo que não domine o padmasana, sentirá a melhoria em todos os dhyanasanas (posturas de Meditação) fazendo esse treinamento - Paciência é uma das chaves da Evolução A Transcedência do Lótus Os sábios nathas, criadores do Hatha Yoga, sempre valorizaram o poder das palavras. Sabiam que as palavras podem despertar o que eles chamam de Sphota o conhecimento que desperta insights. O Sphota permite o Prajña, estado de compreenssão direta da realidade. Compreenssão da essência dos elementos descondicionada das narrativas da mente. A devoção que a flor de lótus recebe na cultura hindu, aparecendo em muitos contos mitológicos e gravuras, se deve em boa parte ao exemplo de auto aperfeiçoamento que ela dá. Suas raízes nascem cravadas ao lodo fétido, e é desse lodo que ela extrai os elementos para externalizar uma flor colorida e perfumada. Neste podcast  uso um exemplo da Literatura para mostrar como a repetição pode conduzir a transcedência, transformando a Natureza. CLIQUE AQUI https://yoginapp.com/a-transcendencia-da-flor-de-lotus-podcast-92/   Treinamento para a Postura de Lótus Vou indicar dois conteúdos para você treinar o padmasana. No primeiro, a professora Dri Borges faz uma sequência explorando um passo a passo para montar esta postura. Para ler o post com as imagens da sequência - clique AQUI   A segunda dica para você treinar a postura de lótus é um vídeo bem breve em que eu mostra uma sequência de posturas que atuam diretamente nas principais articulações exigidas para o padmasana. CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO https://yoginapp.com/como-fazer-padmasana-postura-de-lotus/ Para treinar a sequencia que melhora a Postura de Lótus CLIQUE AQUI https://youtu.be/tE0iNqo4pyI Live sobre a Importância do Padmasana Nesta aula falamos sobre os pontos descrito neste post com mais alguns detalhes. Mais conhecimento para você que quer se aprofundar no Yoga. Para assistir uma Live com todo o conteúdo deste post CLICANDO AQUI https://www.instagram.com/tv/CDHupr7lX-1/?utm_source=ig_web_copy_link new RDStationForms(\'formulario-post-yoga-online-e50c2f5f6660fd97cfa8\', \'UA-68279709-2\').createForm();                

Realização do EU
Filosofia do Yoga | 27 jul 2020 | Daniel De Nardi

La La Land e a Realização do EU – Podcast #01

La La Land e a Realização do EU - Podcast #01 A Realização do EU é um dos objetivos do Yoga, por isso, hoje começo um projeto antigo de produzir um conteúdo semanal que tenha significado pessoal. Esta série de podcast que se chamará Reflexões de um YogIN trará relações da vida contemporânea com a sabedoria registrada nos shastras (textos clássicos da cultura sânscrita). Como o YogIN pode aplicar a sabedoria do Yoga na sua vida cotidiana. Meu objetivo é trazer assuntos contemporâneos e analisá-los pela ótica do conhecimento YogIN. Neste primeiro episódio, trago a reflexão sobre o filme que está dando o que falar em 2017. La la Land foi o maior ganhador do Globo de Ouro e já teve 14 indicações ao Oscar Só que a pergunta ainda não foi respondida. O que o filme mais falado do momento tem a ver com o Yoga? Ouça o podcast e descubra!! YogIN App - Escola de Yoga OnLine · La La Land E A Realização Do EU - Podcast #01 ESSE PODCAST CONTÉM SPOILERS DO FILME   Esta série já completou 108 episódio e você já pode assistir todos eles! Conheça a série REFLEXÕES DE UM YOGIN CONTEMPORÂNEO COMPLETA   https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts/ YogIN App - Escola de Yoga OnLine · Reflexões de um YogIN Contemporâneo - Série de Podcasts   Links Podcast Cinema com Rapadura sobre La la Land Mandukya Upanishad - PDF Artigo sobre Whiplash Yoga-Sutra traduzido por Carlos Eduardo Barbosa - PDF Trilha Sonora do filme - Spotify     Transcrição do Podcast - La La Land e a Realização do EU Realização do eu -    Olá, pra quem não me conhece, meu nome é Daniel De Nardi e eu sou um dos fundadores do YogIN App, responsável pelo conteúdo do YogIN App. Criei esta sessão do podcast que via se chamar Reflexões de um YogIN Contemporâneo, a ideia desse podcast é que ele seja semanal e ele vai trazer como nos dias de hoje a gente consegue aplicar a prática do yoga nessa vida cotidiana, no dia a dia de ter que pagar conta, de ter que trabalhar, de como a filosofia do yoga estaria funcionado juntamente com o cotidiano de pessoas comuns, normais que trabalham que pagam conta, que vivem uma vida normal que não são yôgins isolados no meio da montanha, ou yôgins  que viveram em tempos remotos. A ideia é trazer um pouco da cultura que vou chamar de dentro desse podcast de sânscrita. Por que sânscrita? A cultura sânscrita é mais do que a cultura hindu, porque vem antes do hinduísmo e envolve toda aquela região não só na Índia, mas do Paquistão, do Nepal, então tudo o que foi produzido em termos de conteúdo e até hoje esses conteúdos sãos escritos em sânscrito, então a ideia é trazer essa cultura, que tipo de informação que essa cultura sânscrita produziu e o que seria relevante para nós que vivemos um dia a dia em cidades agitada, onde quer que seja. Então, Reflexões de um Yôgin Contemporâneo vai ser essa a nossa temática, sempre trazendo assuntos cotidianos para dentro da experiência com o yoga. Eu sou uma pessoa viciada em podcast, falo viciada obviamente de brincadeira, mas desde que eu descobri, acerca de dois anos eu venho ouvindo regularmente porque eu acho que é um sistema de conhecimento, de transmissão de conhecimento espetacular,  o vídeo e essa a minha série poderia, deveria ser em vídeo, eu não tenho nenhum problema em ser filmado eu até tenho uma certa facilidade na frente das câmeras por que já dei várias entrevistas quando era mais novo em relação ao yoga, mas eu não me motivo vendo uma câmera, não é algo que me agrada, mas por outro lado a transmissão de conhecimento me agrada muito, e hoje quando eu parei para escrever pra começar a pensar num primeiro episódio que ia fazer desse podcast, eu pensei especialmente em escrever eu comecei escrevendo sobre esse filme que a gente vai falar hoje, porque quando um filme me impacta muito ou alguma situação ou alguma reflexão eu venho fazendo eu sinto umas necessidade de passar aquela informação ou de registrar aquela informação até pra minha própria pesquisa por que eu sei que aquele é um momento muito especial da reflexão ou algo que eu apliquei e funcionou e aquele momento pode ser perdido e se eu registrar aquilo pode ser usado tanto pra mim quanto para as outras pessoas. O que eu quero dizer com isso, o que acho é que o mais importante é a informação aquilo que vai te fazer viver melhor, é aquilo que vai te ajudar de alguma forma pratica isso é o que vale, e não aparecer na frente de uma câmera e tudo mais, como eu vejo a informação mais importante do que essa aparição eu acredito que o podcast é mais útil que os vídeos. O vídeo eu acho necessário quando realmente a expressão é importante. Então, por exemplo, a gente vai falar de um filme hoje, se você ouvisse um filme, ouvisse a história, eu já ouvi alguns áudio books também de romances, não é a mesma coisa, ali se perde mesmo porque o visual interfere, mas o que a gente vai falar hoje se você me visse falando isso não ia mudar o ais importante é a mensagem, a reflexão que eu estou querendo trazer aqui pra vocês. Este podcast vai trazer muito do que eu dou aulas regulares de yoga, diariamente, e boa parte da minha aula, além das técnicas, além da meditação tudo, são as reflexão s que eu consigo gerar junto com os meus alunos e aí não só eu introduzindo determinadas reflexões mas e também recebendo feedbacks e imputs porque é por aí que a gente cresce. A pessoa mais sábia ela sabe que consegue tirar conhecimento de determinadas situações e que tudo é importante no sentido de aprendizado, então essa maturação de reflexões que eu faço nas aulas que eu faço com os meus alunos eu quero trazer nesse podcast semanal aqui o suco disso, o que a gente tirou de extrato, o que deu pra dar uma depurada uma aprofundada no que for mais importante e trazer aqui pra vocês reflexões mais pura, mais direta já tendo passado por várias outras reflexões com outras pessoas e com outras opiniões. Além dessas reflexões tem o estudo diário que eu faço de yoga, então o yoga não é apenas a prática, a gente fala muito da prática e a prática é realmente importante, mas o aprofundamento do estudo do yoga é essencial pro caminho do praticante porque quando a gente começa a estudar, o estudo é uma lembrança, se a gente tiver trazendo o yoga para o dia a dia. Quando a gente estuda yoga a gente fica com aquela informação vibrante na cabeça e nas situações diária a gente traz aquele tipo de informação para lidar com o dia a dia, vamos ver o exemplo da concentração, que seria a coisa mais óbvia: a pratica de yoga é uma pratica de extremo treinamento de concentração, você tem que direcionar o foco ora pra uma coisa, ora pra outra, mas chega o momento que você tem de levar isso para o seu dia a dia senão não teve valor, porque o que adianta eu ali durante a pratica superconcentrado, mas eu não consigo ler duas páginas de um livro, então essa transferência do que a gente treina num extremo, na pratica ela tem que ser transferida para o dia a dia, então isso é muito importante, então vem a importância de a gente fazer estudos e leituras constantes do yoga pra se de fato querermos ver o yoga ser praticado no dia a dia. Tenho estudado um curso de um professor chamado Carlos Eduardo Barbosa, e o Carlos traz muita informação diretamente dessa cultura sânscrita, diretamente da fonte deles que são Vedas, Upanishads, Puranas, textos antigos da cultura sânscrita que o tempo inteiro são trazidos pra reflexões, como referência. Não é algo que ele inventa, tira da cachola, mas sempre trazendo o texto que está sendo estudado e em cima disso cria-se uma reflexão. O texto que eu vou apresentar hoje pra vocês, o contexto do texto é uma Upanishad e esse texto também foi me apresentado pelo Carlos. O que são as Upanishads? Os textos mais antigos da cultura são os vedas, eles são os primeiros textos a serem escritos dentro do hinduísmo, o hinduísmo reconhece os Vedas como a sua verdade suprema, digamos assim, assim como existe textos clássicos para outras filosofias e outras religiões, então os vedas tem uma grande importância. Então dentro dos Vedas se dividem em vários grupos de textos e ao final tem as Upanishads que são uma espécie de comentário dos Vedas ou aquele tipo de informação aplicado no dia a dia, mais ou menos o que a gente está fazendo aqui. Upanishad significa sentar-se junto, porque era o momento em que aqueles que estavam transmitindo conhecimento finalizavam e falavam “bom, agora vamos ver o que a gente tirou dessa informação dos vedas” e iam passando reflexões em cima daquilo ou os próprios brâmanes escreviam ou os alunos deles escreviam aqueles textos e aí isso acabou ficando como textos muito importantes até hoje, muito revistos na cultura hindu. Então, a gente vai falar de uma Upanishad específica, chamada Mandukya Upanishad e ela tem um sentido de realização de três eu’s que a gente tem no nosso corpo e a gente realizar o nosso eu mais importante, o mais verdadeiro que é o eu do coração (dentro do yoga há sempre uma busca pela verdade, o que é realmente você, o que é realmente a sua vontade e o que é a influência externa, a gente vive esse conflito, o mundo espera de nós uma coisa, a gente se coloca em determinadas situações em determinados papéis, mas internamente a gente tem uma voz eu vai dizendo muitas vezes o oposto ou coisas diferentes daqui que está se buscando fora), essa Upanishad traz a reflexão no sentido de que há uma interferência externa, e isso é revelado pelos outros eu’s, o eu da mente o eu do corpo, mas há aquele ponto que é o eu do coração que onde vem a voz verdadeira e, segundo a cultura sânscrita quando a gente ouve essa verdadeira voz, que seria a voz da consciência, a voz do eu, a gente não erra. Então a busca do yôgin é sempre uma busca de buscar uma verdadeira mensagem essa verdadeira informação, observação da consciência e transportá-la para a vida como um todo, transportá-la para o cotidiano, a vida, a gente expressar o eu que vem do eu do coração que não é um eu influenciado por influências externas é um eu mais puro, o que de mais verdadeiro você tem dentro de você. E pra expressar esse contexto de busca para realização desse eu, eu vou utilizar hoje como exemplo um filme, que está sendo falado no momento pela quantidade de indicações ao Oscar, o filme La la Land. Pra quem já assistiu ao filme, vai consegui acompanhar melhor o que eu vou falar, quem não assistiu, mas pretende assistir, saiba que haverá spoilers que é quando a gente revela informações do filme mais pra frente, então esses spoilers podem atrapalhar quem não gosta de saber antes o que vai acontecer, enfim. Interrompe aqui a audição, vê o filme e depois volta aqui. Quem não se importa em saber, ou quem já viu, a gente vai comentar bastante a situação do filme que tem a ver com essa busca Mandukia Upanishad fala, essa busca da realização do eu, a gente vai usar o filme como um exemplo desse processo que é a busca do yoga, no fundo o que o yôgin busca é trazer esse eu e revelar esse eu pro mundo, no sentido de ser mais aquilo que realmente a consciência emana  de informação e de observação, falando, então de La la Land, primeiro é importante ressaltar que o diretor, Damien Chazelle – de quem a gente deve começar a prestar atenção, é algo pra quem a gente deve direcionar a nossa atenção porque certamente é um diretor muito expressivo e que vai fazer muito sucesso – Chazelle ele já tinha sido o diretor e o roteirista de Whiplash, pra quem não lembro este foi o filme que concorreu com mais chances no Oscar contra Birdman, acabou perdendo, era um filme que contava a história de um estudante de música que queria se tornar o maior musico de jazz de todos os tempos comparado aos grandes mestres do jazz como Miles Davis, Duke Ellignton e os outros grandes mestres do Jazz. Eu não sou um ouvinte de jazz, mas a cultura do jazz e essa busca – e especialmente Whiplash trouxe isso pra mim – eu acho que ela é muito interessante, o jazz tem muitos aspectos interessantes, como o filme La la Land mostra, ele explica o jazz como uma construção comunitária em eu cada um vai fazendo o que é importante pra si e no final há uma harmonia generalizada, isso tem muito a ver com ideia que o hinduísmo tem em relação a Dharma, que existe um Dharma, um objetivo de cada pessoa e que se cada pessoa cumprir verdadeiramente, o mundo como um todo estará harmonizado, ele está cumprindo o seu papel ele está andando porque todo mundo está expressando a maior verdade, que vem de dentro, então ele demostra essa reflexão com o jazz no momento em que ele vai apresentando os diferentes músicos para a Mia, que é a personagem interpretada pela Emma Stone, o Ryan Gosling ele vai apresentando e falando um pouco nessa individualidade e que ao mesmo tempo em conjunto se transforma em uma grande harmonia, então é interessante a gente observar essa relação também com o hinduísmo, com o conceito de Dharma. E o Whiplash é um filme maravilhoso de uma busca, uma perfeição por conta de um propósito. O menino tinha certeza de que tinha de fazer aquilo, ele segui, ia ao limite daquilo, e o filme também traz essa reflexão de realização pessoal. E eu tinha gostado tanto de Whiplash que eu inclusive escrevi sobre ele, por conta do que eu falei anteriormente, dessa necessidade de você marcar um momento histórico ou de um momento seu, de uma reflexão que tinha de acontecer naquele momento, então Whiplash me toco muito eu escrevi sobre ele, vou deixar o link do texto que eu fiz quando o filme surgiu. O interessante é que Damien Chazelle, ele já era um estudioso de cinema, e ele estava fazendo Harvard e já tinha a ideia de La la Land e apresentou essa ideia para alguns produtores e os caras falaram “você tá louco, musical, nada a ver” e, como acontece no filme em que aparece cenas que a menina vai ser submetida a testes, ela é atriz, e aquilo representa tudo na vida dela, e as pessoas que estão vendo, analisando não estão nem aí, porque é mais uma candidata mais uma ali, do tipo “apresenta e tchau”. O Chazelle passou por isso, ele apresentou essa ideia que acabou se realizando num projeto fantástico, mas no momento os caras “mais um aí querendo tirar uma ideia que não tem nada a ver” e não aprovaram, aí ele veio e trouxe a proposta do Whiplash que era uma proposta menos arrojada, mas mesmo assim os produtores não aceitaram a ideia. Então ele falou “tá bom”, deu um passo mais pra trás, fez um curta metragem, esse curta metragem fez bastante sucesso ele acabou conseguindo ser conhecido e promovido, bancou essa produção, bancou Whiplash que, pros filmes da época, era um filme com um custo baixíssimo, mas apesar disso fez bastante sucesso, quase ganhou o Oscar e foi evidenciado por toda a mídia e aí que ele ganhou força para montar o projeto dele, que era o inicial, esse filme atual, La la Land. Pra quem não assistiu, tá ouvindo aqui, vale a pena assistir ao filme. Eu particularmente gostei mais do Whiplash, mas o La la Land traz reflexões e trás, é como se fechasse a conta   como se o ponto da realização pessoal ele estivesse ali mostrando os dois lados, que um é o lado da obsessão por ser de fato o melhor, pra marcar a história que é o caso do Whiplash e o outro ponto é o que ele apresenta nesse filme que também é uma visão muito interessante que é essa realização interna não precisa ser necessariamente mundialmente conhecida, a realização não é uma competição na qual poucos sortudos tem a chance de conseguir, a realização pessoal não é uma soma zero, em que eu vou disputar com você uma partida, se eu me realizar mais, você se realizou menos. Não, a realização pessoal independe do sucesso, ela é, como o próprio nome diz, algo pessoal, e esse filme mostra muito bem isso por que os atores, os personagens não eram os melhores, mas eles tinham uma busca pessoal que era a realização de um objetivo que cada um tem o seu. No caso o Sebastian que era o músico ele queria construir um espaço em que o jazz fosse verdadeiro, como ele acreditava que o jazz devia ser, e aquilo era a realização dele, não deixar o jazz, como ele acreditava que ele era, morrer e ser difundido, e ela era ser uma atriz famosa, de Hollywood, como existe milhares em Los Angeles buscando o sonho. Damien faz esses dois casos da realização, os filmes acabam sendo, como eu disse, conclusivos um ao outro. Esse podcast, especialmente, a parte de detalhes do filme, eu me inspirei no RapaduraCast que é um podcast de quase duas horas gravados por especialistas em cinema, eu não sou especialista em cinema, eu entendo de yoga, mas não de cinema, de cinema eu sou um curioso, um estudioso, um admirador da arte do cinema. Então, quem quiser pode ouvir o podcast completo do La la Land vou deixar também o link aqui embaixo pra vocês. A informação da relação do yoga com o filme, a gente busca o primeiro texto de yoga que é um texto que deve ser estudado por todos os praticantes e estudiosos de yoga, que é o yoga sutra, vou deixar também, uma tradução do yoga sutra do próprio Carlos Eduardo, muito boa a tradução ele é um super estudioso de sânscrito, vou deixar a tradução do livro dele pra quem não leu. Mas Patanjali que foi o primeiro escritor de yoga, a primeira pessoa que registrou uma obra só de yoga, ele fala muito sobre essa busca da identidade, e nas primeira frase do livro Patanjali deixa claro que ou você busca a sua verdadeira identidade ou você vai viver uma vida de outras pessoas, uma vida que não é sua, uma vida confusa que vai te gerar algum tipo de angustia e daí ele vai classificando as angustias, os medo. A obra é bastante ampla, quem quiser se aprofundar tem muito material sobre Patanjali na internet, mas o ponto aqui é essa confusão do que entre o que é o verdadeiro eu e o que a sociedade espera, isso é mostrado muito claramente em dois momentos especiais. Primeiro quando o Sebastian ouve a mãe da Mia questionando se era possível ele sustentar a Mia, eles conseguirem vier uma vida de conforto. Aquilo gera um conflito que Patanjali já alertava e que toda a cultura sânscrita vem trabalhando, que é eu vou fazer o que é importante, o que aparentemente os outros esperam ou que o meu medo impõe ou eu vou fazer aquilo que é a minha realização pessoal. Então no caso do filme fica muito claro que ele tem um medo que a Mia vá largar ele por que ele não é o que a mãe dela espera, então ele acaba seguindo um papel que não é dele, o próprio personagem ele acaba criando um personagem que não é dele, no fundo a Mia tanto fez como tanto faz. Teria dinheiro ou não, teria segurança. E ela relembra ele o tempo inteiro durante o filme que ele deve buscar o sonho dele, que é essa casa de Jazz, mas ele entra nessa confusão que é uma confusão já tratada nos textos da cultura sânscrita que e a confusão do medo interferindo na verdade pessoal de cada um E ele consegue um relativo sucesso como muita gente que busca papeis, criar personagens na vida, conseguem sucesso também, mas o ponto é como está internamente a sensação Patanjali fala dos kleshas das angustias das pessoas quando vivem esses papéis. Ryan Gosling, que é o ator, mostra muito bem isso no momento em que ele, no show em que se apresenta, aquele show pra todo mundo era absurdamente um sucesso, o que poderia ser mais sucesso do que o cara cantando para um plateia enlouquecida, ganhando dinheiro e sendo famoso, só que ele estava fazendo uma coisa que não tinha a ver com ele, não era a dele aquilo, então apesar de ele estar ali, ele conseguiu um sucesso que a sociedade acha que é o sucesso, mas pra ele não fazia sentido, agora esse sucesso não queria dizer que não faça sentido pra todo mundo, aparente mente o cantor da banda buscava, ou o cantor não, mas talvez um outro ali, mas a gente não pode julgar achando que quem faz sucesso faz um personagem, não necessariamente, talvez seja daquela pessoa. Assim como a Mia, buscava um sucesso como atriz e ela conseguiu ao final do filme, então não é “você faz sucesso, então, você faz um personagem”, não, é o que é pra cada pessoa. No caso do Sebastian não era a dele o sucesso, não era a dele ficar sendo ovacionado, mas ficar produzindo um tipo de música que ele não acreditava que fosse a verdadeira música que tinha valor pro mundo, ou pelo menos pra ele. Então ele entra nessa confusão, nessa angustia, começa a ficar atrapalhado, angustiado e ele acaba não conseguindo seguir essa linha e acaba buscando o que era realmente dele. Quando a gente está, de fato, seguindo essa vocação verdadeira, vão ocorrer momentos em que vai haver decepção. No caso do filme aquele momento em que a Mia vai, faz toda a produção de uma obra de teatro dela, escreve, se dedica, aluga um teatro e quando ela apresenta tem meia dúzia de pessoas, aquilo ali é uma situação muito dura, ela passou por muitas dificuldades, mas quando você tá buscando essa realização do eu o externo não pode ter tanta influência, porque você está buscando o seu, quem realmente está buscando a verdadeira realização pessoal tem eu se preocupar menos com o meio e mais com o quanto aquilo está afetando, seguir fazendo, seguir realizando, seguir correndo atrás do objetivo. No caso dela, fica evidente que essa busca incessante pelo objetivo que fez com que nessa meia dúzia que estava na apresentação, uma delas fosse a diretora que chamou ela. Então, é esse estar na ação do objetivo que faz você chegar num objetivo maior, não é ficar sendo famoso aqui que uma hora vai chegar meu bar, não, tem que estar agindo de acordo com eu, então ela estava agindo de acordo com o que era a vocação dela, no caso da Mia, daí surgiu em cima disso a oportunidade. E como eu já mencionei, mas eu vou ressaltar trazendo uma outra cena, a realização não significa necessariamente você está sendo maior, significa você estar agindo de acordo com aquilo que você sabe que é bom e é como você consegue contribuir para a humanidade, é esse tipo de investigação, de audição que o yôgin faz durante a sua prática, então quando a gente para o corpo, a respiração, quando a gente leva a nossa atenção para um determinado ponto por um tempo, o que nós estamos fazendo é dando uma oportunidade para que a nossa voz interna seja ouvida e ser, depois de ouvida, colocada em prática. A prática do yoga ela vai contribuir muito para essa audição, para essa conexão, pra você não estar agindo o que aparentemente é melhor para os outros, mas pra você seguir aquilo que é a sua verdadeira natureza, para fazer isso você não precisa ser o melhor e o filme mostra muito bem isso, até mesmo quando eles interpretam, então tanto tocar o piano foi o Ryan Gosling que tocou, e a Emma Stone também não sabia dançar, ela fez curso de sapateado ele fez curso de piano, mas eles não são cantores excelente, eles não são os melhores dançarinos, mas aquilo ali tinha a ver, no caso do filme, tinha a ver com a proposta do filme, e eles cantando mesmo sendo imperfeito tem mais a ver com a vocação do que você colocar o melhor. Então, nesse caso do filme, o objetivo era a realização do que você considera melhor, então eles não eram os melhores cantores, mas eles foram atrás e no final ficou muito claro, apesar do final triste porque eles não acabam juntos, o final é feliz, aparentemente triste, mas no fundo ele é feliz, porque os dois conquistaram os objetivos maiores, os dois conquistaram a realização, eles estavam de fato no final do filme no momento de realização eles estavam de fato expressando o que eles eram, ela tinha esse objetivo de ser famosa, ela tinha esse objetivo da família e ele tinha aquela paixão pelo local do jazz puro ele fala até do frango como algo original do jazz, que aquilo devia ter no espaço dele e tal.  O final é muito feliz, o final é a realização, porque pra realização algumas coisas você vai ter de abrir mão, o objetivo maior, no todo, eles acabam sendo pequenos, eles não ficarem juntos, pro filme, foi algo secundário. Pra finalizar, como eu falei, muito da inspiração desse podcast veio do RapaduraCast, das minha reflexões com o Carlos e, também, do que eu venho estudando e conversando com os meus alunos, eu vou deixar no final uma das mensagens do Rapadura Cast que eu achei que foi a maior forte, a mais impactante e que tem tudo a ver aqui com o que a gente falou até agora, vou deixar o final do podcast com essa mensagem bonita, e eu me despeço aqui, espero que semana que vem estejamos novamente juntos refletindo sobre o yoga no mundo contemporâneo. “Vou pedir uma permissão aqui também pra eu falar sobre isso, sobre a mensagem do filme mesmo, complementar isso que você tá falando, agora eu não vou falar com o Jura nem o Cica, agora eu vou falar com você, ouvinte, você mesmo que agora tá olhando pro lado aí como se não fosse contigo, é contigo mesmo que eu estou falando, você que tá ouvindo isso no busão, no seu trabalho, na faculdade, no seu carro, no seu sofá, na tua cama, onde você tiver, o que eu quero saber de você é o seguinte: você, hoje, tem a vida que você imaginava que ia ter na tua idade? E daqui a dez anos, que vida você imagina pra você? E mais do que isso, o que eu você anda fazendo em direção a vida que você sonhou pra você. É que nem o Juras falou, a gente sabe, a gente sabe a realidade é dura, a vida é foda. E pode ser que hoje você não seja a pessoa que você sonhou que seria há dez anos atrás e ainda sim isso não vai querer dizer que você não tenho se esforçado pra se a melhor pessoa que você pôde, que você pode ser. Como, também, pode ser, que anos atrás você tivesse energia, mas faltasse uma experiência, assim como pode ser o oposto, pode ser que hoje você tenha experiência, mas te falte energia necessária que você tinha antes pra buscar aquele sonho que só você sabe qual é. A questão é todos nós nascemos de uma história e todos nós vamos nos tornar uma quando a gente morrer, então o que eu estou te perguntando, cara, é que tipo de história você quer que seja contada sobre você? A resposta disso a gente não pode dizer, ela é sua pra você mesmo. Você e a única pessoa que pode decidir se você está fazendo o suficiente para ser a pessoa que você sonhou ser, o melhor do dia de hoje aqui enquanto você está compartilhando esse momento que a gente. É que pra gente, aqui desse lado, não importa se você tem a vida que você queria ou a vida que você gostaria de ter. O Einstein já dizia que a imaginação é mais importante que o conhecimento, ele estava certo brother, por que sempre vai ter esse lugar no abstrato, no seus sonhos, na sua imaginação, é esse que é o princípio do RPG, da literatura dos vídeo games de um show de música, até mesmo do RapaduraCast, é pra isso, pra te levar para um momento, te levar para um lugar que é só seu, então não deia de viver isso cara, por favor, nunca deixa de viver isso, quando a realidade estiver pesando, quando você achar que precisa de um momento de descanso em um mundo que seja apenas seus, o que a gente pode dizer aqui é seja bem-vindo ao mundo da lua, seja bem-vindo ao mundo espetacular do cinema, seja bem-vindo a La la Land.”

Shankha Prakshalana - detox do yoga
Filosofia do Yoga | 26 jul 2020 | Fernanda Magalhães

Shankha Prakshalana – O Detox do Yoga

Shankha Prakshalana - Como Fazer o Detox do Yoga O Shankha Prakshalana é uma técnica de purificação muito antiga. Nosso estilo de vida e consumo atual provoca em parte das pessoas uma ânsia por desintoxicação de tudo aquilo que foi adicionado ao nosso corpo devido a industrialização de nossos processos e a poluição ambiental ao longo das últimas décadas. A velocidade da sociedade moderna foi atropelando os ritmos naturais da produção de alimentos tornando a alimentação mais um dos processos acelerados e industrializados que vivenciamos. Começamos a consumir produtos que não seriam naturalmente ingeridos pelo ser humano sem o auxílio de tecnologia. Após anos de consumo inconsciente voltado para os industrializados e processados, temos milhares de pessoas com sensibilidade e até mesmo doenças provocadas por esta intoxicação. E então entramos na era do detox. Dietas e suplementos com objetivo de realizar limpeza interna são a moda de quem se preocupa com a saúde hoje em dia. E sim, retirar o máximo possível de produtos químicos da alimentação, como um retorno ao mais natural é o melhor caminho para não se “intoxicar”. Mas, mesmo com todo cuidado com o que ingerimos, nosso corpo, como qualquer máquina, precisa de limpeza periódica em nossos canais de conexão com o exterior. O intestino é o nosso grande órgão do aparelho digestivo que precisa lidar com todo o “lixo”, tóxico ou não, sofrendo em doses homeopáticas de envenenamento que podem resultar em doenças mais graves ou desconfortos e intolerâncias alimentares. A ciência e as pesquisas médicas têm demonstrado através de estudos recentes a importância do intestino, para a manutenção da saúde e do bem estar. Passou a ser reconhecido como um \'\'órgão inteligente\'\' chegando a ser denominado por especialistas como um \'\'segundo cérebro\'\' por sua capacidade de executar funções independentemente do Sistema Nervoso Central. Apesar de nosso corpo ser uma máquina inteligente, a combinação de pregas e microvilosidades existentes no intestino não são limpas automaticamente. O acúmulo de matérias nessas reentrâncias é o que provoca doenças e sensibilidades. Se quiser saber sobre o Jejum Intermitente e Meditação - CLIQUE AQUI https://yoginapp.com/jejum-intermitente-e-meditacao/ Parece que os Yogis da antiguidade já sabiam disto... No Hatha Yoga existem alguns procedimentos para a purificação do corpo físico que incluem a limpeza completa dos intestinos. Os procedimentos de limpeza do Hatha Yoga removem impurezas que estão no caminho para a clareza e concentração. São divididos em seis grupos principais e chamados Shat Karma. Alguns dos métodos mais simples são, por exemplo, escovar os dentes e limpar o couro cabeludo. Estes seis grupos de procedimentos incluem a limpeza do nariz - neti, do estômago e reto - Dhauti e Basti, exercícios abdominais, para massagem dos órgãos - nauli, exercícios para os olhos - trataka e exercício de respiração - Kapalabhati, para limpeza dos pulmões. new RDStationForms(\'e-book-yamas-e-niyamas-1f965e8db29fe9c4625b-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); E há também, um krya de limpeza intestinal, não incluído nos Shat karmas do hatha yoga pradipika, o Shanka prakshalana que proporciona uma renovação em todo o aparelho digestivo. Shankha, significa intestinos; Prakshalana, significa limpar completamente. Na verdade, Shankha Prakshalana não apenas limpa os intestinos, mas limpa todo o sistema digestivo, começando pela boca até o ânus. Em certos textos, Shankha Prakshalana é chamado de Varisara Dhauti. Shankha Prakshalana é um método para desintoxicação do corpo físico a partir de uma lavagem intestinal por método não invasivo e não agressivo que consiste em ingerir água salgada morna na mesma concentração do soro fisiológico para não ser absorvida pela mucosa intestinal. A ingestão de água salgada é seguida de uma série de movimentos para facilitar o deslocamento e a velocidade da água pelo aparelho digestivo até ser eliminada pela evacuação. A ingestão da mistura é alternada com os movimentos até que que a água eliminada pela evacuação esteja completamente limpa. O fluxo de água promove a lavagem total e profunda dos órgãos internos. Você provavelmente irá começar a visitar o banheiro após o quinto ou sexto copo, e a partir deste ponto, intercalar as idas ao banheiro com mais ingestão de água salgada e exercícios. Esta auto lavagem deve ser feita em jejum, ao acordar e dura, em média, de uma hora e meia a duas horas. Após a lavagem do sistema digestivo, sugere-se que a alimentação seja leve, sem comidas cruas, processados, alimentos integrais ou laticínios. A primeira refeição deve ser realizada de 30 minutos a 1 hora após a limpeza e deve conter gordura, como azeite ou ghee, para lubrificação dos intestinos. A refeição ideal é arroz bem cozido com lentilhas e ghee para ajudar o processo digestivo a começar de novo de uma forma suave e equilibrada. Descanse por 30 minutos após o procedimento e não faça sua prática de asanas ou outras atividades fisicamente desgastantes no dia. O método deve ser realizado quatro vezes por ano, na mudança de estações e a primeira vez indica-se que seja orientado e supervisionado por um professor experiente. Mas há uma versão mais leve da limpeza, Laghooprakshalana, que pode ser realizada com mais frequência, por pessoas com condições de saúde que não permitem a limpeza completa e com independência. Neste caso, apenas 6 a 8 copos de água morna com sal são ingeridos em grupos de 2 copos por sequência de movimentos. Pode ser realizado semanalmente ou com maior frequência para casos de constipação. As orientações são similares à da limpeza completa, devendo seguir os exercícios descritos abaixo entre a ingestão dos copos de água e as idas ao banheiro. A Sequência do Shankha Prakshalana Tadasana - Entrelace as mãos, levante os braços com as palmas voltadas para cima e suba nas pontas dos pés. Em seguida, desça-os imediatamente e coloque as mãos sobre a cabeça. Repita 8 a 10 vezes. Tiryaka tadasana - Comece em Tadasana. Estenda as mãos sobre a cabeça entrelace os dedos e volte as palmas para o céu, incline-se para a esquerda, retorne ao centro e incline-se para a direita. Continue indo da esquerda para a direita. Repita 8 a 10 vezes. Kati Chakrasana - Possui duas formas de execução. Para a primeira fique em pé com os pés afastados e braços pendurados ao lado do corpo. Comece a balançar os braços de um lado para o outro, torcendo o corpo. Quando você girar para a direita, olhe tanto quanto puder sobre o ombro direito - depois gire para a esquerda olhando também sobre o ombro. Agora balance tão rápido que sua mão esquerda termina em seu ombro direito e a mão direita balança atrás de suas costas e toca sua cintura no lado esquerdo, e vice-versa. Seus braços devem estar tão relaxados que se movem horizontalmente para fora do corpo. Para a segunda forma, Comece também de pé com pés afastados na largura do quadril. Eleve os cotovelos na altura dos ombros e junte a ponta dos dedos do meio das mãos na frente do peito. Palmas voltadas para o peito, não tocando o corpo. Exale torcendo para a direita esticando o braço direito para trás. Olhe para seu dedão direito e tente manter o quadril voltado para a frente. Inspire voltando ao centro e exale torcendo para o lado esquerdo. Este exercício também é feito de oito a dez vezes para cada lado. Tiryaka Bhujangasana - Deite-se de barriga para baixo com as pernas afastadas. Levante o corpo com os braços retos e torça a cabeça e o tronco para que você possa olhar por cima do ombro direito e ver o calcanhar esquerdo. Retorne ao centro e olhe por cima do ombro esquerdo para ver o calcanhar direito. Repita 8 a 10 vezes. Udarakarshanasana - Agache-se na ponta dos pés e descanse as nádegas nos calcanhares. Mantenha os joelhos afastados e as mãos apoiadas nos joelhos. Traga o joelho esquerdo para o chão com a ajuda da mão esquerda. Volte para o centro e traga o joelho direito para o chão. Repita 8 a 10 vezes. Outra versão ainda mais leve é apenas ingerir os copos de água morna e salgada intercalando com exercícios de contrações abdominais: nauli kriya e uddiyana bandha, no lugar dos cinco movimentos descritos. Laghoo é recomendado para aqueles que sofrem de desordens digestivas como constipação, flatulência, acidez, indigestão e outros males digestivos. A vantagem dessa limpeza é a recuperação do movimento peristáltico dos intestinos, sem os efeitos danosos que os laxantes causam. Os resultados da prática se sentirão em todos os níveis do organismo: tonificação das paredes intestinais, estímulo do peristaltismo, hálito mais puro e fresco, pele mais limpa, melhora do sono, leveza, bem-estar e melhora da disposição geral. Aproveite esta purificação para iniciar uma jornada mais equilibrada na sua alimentação com alimentos naturais utilizando a menor quantidade de processados possíveis. Cuide do seu sistema digestivo mantendo uma alimentação mais energética e sáttwica. E lembre-se que há uma relação direta entre a saúde do intestino e o equilíbrio emocional. O intestino produz e armazena 90% da serotonina, o neurotransmissor responsável pelo bom humor e memória. O Yoga acontece no equilíbrio entre as borboletas no estômago e o frio na barriga. Namastê Quer assinar o Canal do YogIN App no YouTube? 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melhores livro de yoga
Dicas de Yoga | 25 jul 2020 | Equipe YogIN App

Quais os Melhores Livros de Yoga?

Dicas dos Melhores Livros de Yoga. Escolher os melhores livros de Yoga para entender o universo desta prática milenar é um passo essencial para a compreenssão correta do que é o Yoga. Livros de Yoga são como uma lanterna no escuro, eles podem apontar o caminho da luz, mas jamais irão conduzir você onde deseja chegar. O melhor livro de Yoga certamente é o Yoga-Sutra, o primeiro livro de Yoga a ser escrito. Falo o melhor, pois a existência deste livro por mais de 2 milêncios demosntra a importância dos seus ensinamentos para os praticantes de Yoga. No CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE YOGA ONLINE  do YogIN App temos uma série de aulas explicando o Yoga-Sutra em sua totalidade. Além desse livro, disponibilizamos uma lista com mais de 50 referências para estudos tais como: documentários, podcasts, escrituras, livros e outros conteúdos para quem quer compreender o Yoga a fundo ou tornar-se professor de Yoga. Este post irá apresentar os 6 melhores livros de Yoga na nossa opinião.   \"Yoga é 99% prática e 1% teoria\" Pattabhi Jois, criador do Ashtanga Yoga Concordamos parcialmente com a frase de Pattabhi Jois, parcialmente porque a importância da leitura certamente é maior que 1%, mas estamos de acordo que a ler não é mais importante que a praticar Yoga. Estudar sobre meditação sem meditar adianta tanto quanto ler sobre corrida sem correr. Os benefícios não vem por osmose, é preciso praticar para que as transformações do Yoga de fato aconteçam. Entretanto, saber o que está fazendo e por quais motivos as técnicas funcionam faz toda diferença na prática. Além disso, entender a História do Yoga gera um grande estímulo quando compreendemos que essa prática já possui tanto tempo de vida além de já ter sido feita por milhões ou quem sabe até bilhões de pessoas.   Quais são os melhores Livros de Yoga?     [caption id=\"attachment_626895\" align=\"aligncenter\" width=\"441\"] Neste post você encontrará dicas dos melhores livros de Yoga[/caption]   1 - Livro: Yoga Sutra Autor: Patañjali [caption id=\"attachment_297\" align=\"aligncenter\" width=\"306\"] O Yoga-Sutra de Patanjali foi o primeiro livro de Yoga a ser escrito.[/caption] Este livro possui muitas versões e traduções e se você quer compreender o Yoga-Sutra o ideal é ler pelo menos 3 versões diferentes deste livro de Yoga. É um livro para ser estudado, lido e relido. Sutras são versos, aforismos. O livro foi escrito em frases curtas, de fácil memorização e com ensinamentos compactados. No entanto, para entender a totalidade dos ensimantos contidos no Yoga-Sutra, o leitor deve ter uma base mínima de compreenssão do Yoga e de seus principais termos principais. Por isso, como dissemos, dedicamos algumas aulas do Curso de Formação apenas para a compreenssão deste livro clássico além disso, os alunos do Curso recebem um glossário com os termos mais importantes do Yoga e sua explicação no contexto do Yoga. Patañjali compilou textos antigos e foi a partir desses textos que o Yoga se tornou uma filosofia, devido a isso a grande importância dessa obra.   2 - Livro: Yoga, Imortalidade e Liberdade Autor: Mircea Eliade [caption id=\"attachment_298\" align=\"aligncenter\" width=\"309\"] Yoga, Imortalidade e Liberdade é um livro reconhecido no meio acadêmico como uma grande obra.[/caption]   Mircea Eliade é um grande filosofo e historiador, foi um grande estudioso de mitologia e este livro foi sua tese de doutorado. Mircea morou em Rishikesh na Índia fazendo uma vasta pesquisa sobre as Origens do Yoga. Nesta obra, Eliade resgata as origens teórico-práticas do Yoga, abrangendo conceitos de fisiologia, psicologia e metafísica. Este rastreamento se dá através do antigo dravidismo, do bramanismo, hinduísmo e tantrismo. Um livro realmente riquíssimo em cultura indiana e yogi, uma jóia para estudiosos.   3 - Livros: Roots of  Yoga Autores: James Mallinson e Mark Singleton [caption id=\"attachment_626907\" align=\"aligncenter\" width=\"234\"] Esse livro de Yoga traz ums estensa pesquisa sobre as origens do Yoga físico.[/caption]   James Mallinson é um yogin que morou na Índia por muitos anos em mosteiros. Tornou-se o primeiro ocidental a liderar um desses centros de Yoga e Meditação e junto com outro pesquisador, Mark Singleton fez uma vasta pesquisa sobre as origens do Hatha Yoga, o Yoga físico, que abrange as técnicas que hoje conhecemos como Yoga, tal como as posturas, asanas e os respiratórios, prananaymas. O livro traz um apanhado de referências de escrituras indianas que explicam o Yoga em sua essência. A editora que publicou esse livro, Pinguim Classics, é uma das mais sérias editoras do mundo e só publica livros com relevância histórica. Não é à toa que Roots of Yoga ganhou tanto espaço entre estudiosos e praticantes de Yoga. 4 - Livro: Hatha Yoga Pradípika Autor: Svátmara [caption id=\"attachment_300\" align=\"aligncenter\" width=\"232\"] Por sua antiguidade e relevância, o Hatha Yoga Pradipika. pode ser classificado como um escritura de Yoga e não como um livro de Yoga.[/caption] Eis o guia clássico para prática avançada das posições do Yoga (Asana). O Hatha Yoga é um método de Yoga tântrico que tem suas raízes na Índia antiga. Este sistema almeja o despertar da energia potencial usando o esforço físico. A palavra hatha, literalmente significa “esforço físico violento. Porém pode ser interpretada derivando suas duas sílabas ha (sol) e tha (lua). A integração das forças solar e lunar, masculina e feminina, é o objetivo deste Yoga. Assim como o Yoga Sutra, este livro também é escrito em formas de aforismos e também cita yamas e niyamas, os primeiros estágios do Raja Yoga. A tradução mais famosa é de Pancham Singh, em inglês. Em português há uma tradução do professor Pedro Kupfer. Para saber mais sobre o Hatha Yoga Pradipika - CLIQUE AQUI 5 - Livro: A Moderna Ciencia do Yoga Autor: William Broad [caption id=\"attachment_296\" align=\"aligncenter\" width=\"325\"] Ese livro de Yoga, A Moderna Ciência do Yoga tornou-se um best seller mundial trazendo uma visão contemporânea do que é o Yoga.[/caption]   Este livro, escrito por um jornalista do New York Times, reune artigos científicos mostrando os benefícios da prática, mas também os riscos e falácias, benefícios que professores atribuem ao Yoga e nem sempre são verdadeiros. Esta é a literatura que eu sugiro para o iniciante. O autor, William Broad, é praticante desde 1970 e escritor experiente. Fala em uma linguagem simples, moderna e apesar do conteúdo contemporâneo mantem-se fiel aos princípios da filosofia, sem deturpações. Este é um livro que traz o Yoga inserido na Cultura Ocidental e quais são as principais implicações dessa modernização do Yoga. Um livro leve, fácil de ler e que ensina bastante sobre a união do Yoga com a Ciência Moderna.   6 - O Yoga do Autoconhecimento Autor: Daniel De Nardi Este livro de Yoga escrito pelo professor Daniel De Nardi traz um apanhado histórico desde que o Yoga foi descrito nos Vedas até as aplicações modernas do Yoga na sociedade Ocidental. Um livro bastante completo e que   [caption id=\"attachment_626925\" align=\"aligncenter\" width=\"712\"] Livro do professor Daniel De Nardi sobre História do Yoga e seus objetivos.[/caption]   COMPREENDENDO O YOGA A FUNDO CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE YOGA ONLINE Se tiver interesse em conhecer o Yoga mais a fundo ou tornar-se professor de Yoga com um certificado reconhecido internacionalmente, CLIQUE AQUI  A prática do Yoga Se quiser conhecer o Yoga na prática, conheça as assinaturas que o YogIN App disponibiliza contendo tanto aulas de Yoga ao vivo todos os dias ou aulas de Yoga gravadas para você fazer quando quiser e onde estiver. 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Filosofia do Yoga | 13 jul 2020 | Fernanda Magalhães

Pratyahara para uma Mente Mais Leve e Forte

Pratyahara para uma Mente Mais Leve e Forte Na nossa série sobre o ashtanga yoga de patanjali, chegamos a parte onde se faz o elo entre o externo e o interno - pratyahara, o quinto membro é a abstração dos sentidos, onde o praticante é levado à parte mais sutil da prática de yoga, caminhando para a meditação. As últimas quatro partes são vistas como o Yoga externo, aquele que se relaciona mais com o nosso contato com o mundo e podem ser observados de fora. Pratyahara é uma ação individual e sutil. A palavra pratyahara deriva do sânscrito prati - contra ou fora, e ahara - qualquer coisa levada de fora para dentro, ou comida. Quando chegamos a uma aula de yoga, normalmente, o primeiro convite realizado é que deixemos o mundo externo “lá fora”. Conectamos com o corpo físico e descobrimos este espaço completo dentro de nós que não depende de nada externo. Isso não é uma coisa que acontece na primeira aula, para a maioria das pessoas. Nossa conexão com o externo é tão estimulada ao longo de nossa vida que às vezes é difícil de encontrar o caminho até esse lugar. É preciso criar espaço através de prática de asanas e pranayama para que pratyahara chegue e te mostre que ele está lá.   new RDStationForms(\'e-book-yamas-e-niyamas-1f965e8db29fe9c4625b-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   O fluxo constante de informações que recebemos são percebidos pelos nossos cinco sentidos. São estes sentidos, determinados pelos instintos que, normalmente dizem o que a mente deve fazer. Sem controlá-los, seremos escravos deles. E qual o objetivo dos nossos instintos? Sobrevivência. Alimentando nossos instintos através de nossos sentidos estamos estimulando nosso sistema nervoso simpático a trabalhar por nossa sobrevivência. Lutar, fugir ou até mesmo evitar a escassez de alimento. Todas reações automáticas, não conscientes e que geram estresse.  Conforme nos tornamos conscientes, uma das ações que geralmente colocamos em prática é começar a selecionar o que comemos. Mas nosso alimento não é apenas comida. Nos alimenta também toda a informação recebida através de nossos relacionamentos, dos noticiários, da internet e etc. Aceitamos passivamente as impressões sensoriais causadas por estes estímulos. Excesso de químicos na comida faz mal a nosso organismo assim como o excesso de estímulos sensoriais faz mal a nossa mente. E como o corpo se beneficia do jejum, a mente se beneficia de Pratyahara. Pratyahara é parte da purificação.  Ok, não é fácil. Podemos começar a trabalhar pratyahara com algumas técnicas como a combinação de Drishti (o ponto focal) com o som produzido na respiração tipo Ujjayi, onde o som e a visão direcionados bloqueiam estímulos externos concentrando somente na respiração. Ou durante o relaxamento final (savasana) levanto toda a atenção para a audição e amortecendo os demais sentidos. O Yoni Mudra é um gesto bem significativo em direção a pratyahara. Nele os principais órgãos receptores dos sentidos; olhos, ouvidos, narinas e boca; são bloqueados com os dedos das mãos permitindo que a energia se volte para dentro. As técnicas variadas são instrumentos para que possamos aprender a retirar-nos de informações externas e possamos ouvir os sons internos.  Se o barulho externo te impede de meditar ou se concentrar em sua prática, é sinal que você está precisando exercitar seu pratyahara. Sem isto não há meditação. Sem meditação não há yoga. Você anda se alimentando de que?

Tapas Yoga
Filosofia do Yoga | 12 jul 2020 | Fernanda Magalhães

Auto Superação, mas com amor

Tapas, mas com amor Tapas, o terceiro Niyama (as observâncias internas que o yogin deve ter) descrito nos sutras de Patanjali é conhecido como “disciplina”. Significa fogo, calor, a energia que permite controlar o corpo e a mente. A perda de tapas com nosso acesso a tudo de forma rápida e facilitada atualmente cria a dificuldade no autocontrole e reflete em uma sociedade sem foco e direcionamento. A internet nos proporciona essa movimentação acelerada, alimentando a ilusão de que tudo pode vir fácil e dificultando o comprometimento com objetivos que não serão capazes de alimentar nossos anseios na mesma velocidade. A crescente demanda pela profissão de coach (em qualquer área que seja) representa nossa ignorância em encontrar até mesmo nossos objetivos. E, mesmo que estes sejam traçados, ainda sim se faz necessário que alguém crie o caminho para que possamos dar o primeiro passo. Não que ajuda e relacionamentos interpessoais sejam dispensáveis neste plano que habitamos, eles são realmente imprescindíveis para o nosso crescimento. O que diferencia o caminho do autoconhecimento e a ignorância que nos faz transportar a responsabilidade para algo externo, é a dependência.    O yoga te faz independente.    Esta facilidade aparente em buscar satisfação, orientação, felicidade ou até amor em algo externo e temporário pode nos entorpecer por algum período de tempo, mas na verdade nos distancia da independência objetivada no autoestudo.  Tapas está aí para trazer-nos de volta e mostrar que nem sempre os passos do caminho serão agradáveis, mas que é preciso se manter na mesma direção para se atingir o objetivo traçado. Ao mesmo tempo, disciplina não é sinônimo de sacrifício, especialmente o físico, durante a prática de asanas. Praticar é essencial para a alimentação de tapas, mas levar o corpo a exaustão física nem sempre é uma boa ideia. Talvez, só hoje,  aquela prática leve e acolhedora seja mais desafiadora e benéfica para você. Especialmente quando você decide que quer fazer aquela postura de força que viu nas redes sociais. Neste caso, realizar a postura está vindo do imediatismo provocado pela exposição de um belo modelo sorrindo enquanto se sustenta apenas nas palmas das mãos em uma fotografia ou pela real intenção de vencer a voz interna que te jura que você não consegue?  E se está difícil copiar o modelo, qual a sua atitude perante a isto? Desistir? Praticar progressivamente até conseguir? Traçar um plano? Você auto-avalia suas decisões em relação ao seu sadhana diário? Não podemos nos esquecer que nossa busca pelo prazer e satisfação também é refletida em nossa prática, principalmente se podemos escolher o que fazer.  Observe os julgamentos de sua mente em relação às posturas apresentadas pelo seu professor durante a aula e verá isso claramente refletido no empenho depositado em cada movimento seu. Eu pratico a mesma série diariamente... “Nossa, mas não é monótono?”. A questão principal é: isto não importa. A prática não deve ser feita em busca de prazer. Embora haja uma sensação de contentamento ao final de uma prática bem estruturada e focada, esta sensação deve vir do resultado de  reconhecimento do Ser que se encontra abaixo das impurezas da mente.  Gostar, não gostar, monotonia, necessidade por desempenho e qualquer outra classificação ou qualidade associada à prática faz parte deste lixo necessário de ser removido da mente e queimado por tapas.  Fogo, o elemento associado a Tapas, é o elemento da transformação. A transformação acontece quando nos permitimos iniciar a mudança ao pisar fora da zona de conforto. Se as coisas são fáceis o tempo todo, não aprendemos a ser forte. A disciplina que aprendemos através da prática no tapetinho é uma lição para se levar para a vida. Quando respiramos através de situações desafiadoras em uma prática de yoga, como quando vencemos o medo e nos posicionamos de ponta-cabeça, podemos carregar essas lições conosco e aprender a não ouvir aquela voz interior que nos diz que não somos capazes no momento que se faz necessário enfrentar situações desafiadoras na vida. Ao invés disso, aprendemos a respirar e seguir em frente. Mas tapas nada tem a ver com se maltratar. É aprender a calar o medo e a preguiça através do amor. Afinal, o primeiro dos Yamas, que é Ahimsa, a não-violência, deve começar por nós mesmos. Se você perde a mão e a prática de tapas se torna muito intensa, você pode dar um passo para trás, assim como em qualquer postura que é mais dolorosa do que desafiadora. Mas vá em frente se você sente que está apenas lutando com o desconforto de vencer a sua mente.  Tapas é um aspecto da sabedoria interior que nos encoraja a praticar mesmo quando não estamos dispostos, a ir para a cama um pouco mais cedo para que possamos praticar ao acordar, a não beber muito ou comer alimentos pouco saudáveis ​​porque queremos nos sentir bem durante a prática. Tapas nasce de um lugar de amor e devoção, queimando os padrões de pensamentos negativos e hábitos maléficos que possuímos. O fogo de tapas queima as muletas que abraçamos ao longo do caminho e nos ensina a, finalmente, andar por nossas próprias pernas, caminhando em direção ao autoconhecimento.    Om Namah Shivaya   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();  

Podcast de Yoga
Filosofia do Yoga | 9 jul 2020 | Equipe YogIN App

YogIN Cast, o maior Podcast de Yoga do Brasil

Podcast de Yoga do YogIN App O YogIN Cast é o podcast de Yoga com mais acessos no Brasil. Em 2018, foram mais de Meio Milhão de audições de yogins de todas as partes do mundo (mais de 50 países). Se você ainda não conhece o nosso canal de podcast de Yoga, está perdendo uma oportunidade única de aprendizado. Sugerimos que acesse-o nas suas diferentes plataformas. O conteúdo é inteiramente gratuito e você encontra desde exercícios de relaxamento e meditação até conteúdos com teoria e História do Yoga. O podcast pode ser acessado de diferentes plataformas. Escolha a que mais se adequar ao seu estilo.   Como Acessar o YogIN Cast SoundCloud :    Spotify:   App nativo do IOS :    App nativo Android :      No YogIN Cast você encontra diferentes programas de podcasts. Série Reflexões de um YogIN Contemporâneo com #108 episódios: https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts   Yoga Falado, episódios a respeito da prática do Yoga    Se você nunca acessou um podcast e quer aprender, assista o vídeo abaixo:   https://youtu.be/t4CDnbc6KM8 Podcast de Yoga com Exercícios Relaxamentos Nessa Playlist você pode fazer exercícios de Relaxamento gravados pelos professores do YogIN App https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/s-rie-de-relaxamentos-e   Podcast de Yoga de Meditação Nessa Playlist você pode fazer exercícios de Meditação gravados pelos professores do YogIN App https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/medita-o-iniciantes   Para saber mais sobre Podcasts e como aprender com essa ferramenta incrível, deixe seu e-mail no formulário abaixo que enviaremos informações exclusivas para você aprender mais ao invés de perder tempo. O podcast pode mudar nossa forma de aprender e nos dar uma oportunidade de aprender enquanto fazemos coisas que tomam o nosso tempo. É possível outvir podcast enquanto dirige, caminha, lava-louça, espera numa fila e tantos outros momentos que muitas vezes não nos acrescentam nada. Aproveite para aprender mais pelos Podcasts selecionados que enviaremos para você por email. Tenho certeza que se você gosta de aprender sobre os assuntos com mais profundidade, a ferramenta do podcast vai mudar sua experiência de aprendizado. Diversos alunos do YogIN App relatam que aprenderam a ouvir podcast através do nosso canal e que isso acabou sendo determinante para o aprendizado de outras áreas que eles tinham interesse em se desenvolver. new RDStationForms(\'formulario-post-podcast-de-yoga-yogin-cast-bba7f2bbdebc139495df\', \'UA-68279709-2\').createForm();

proposta do Yoga para o Autoconhecimento
Filosofia do Yoga | 3 jul 2020 | Lucas De Nardi

Qual a proposta do Yoga para o Autoconhecimento

Como o Yoga desenvolve o autoconhecimento e a espiritualidade - proposta de autoconhecimento! O Yoga é conhecido como uma prática milenar que desenvolve o autoconhecimento, mas de que forma o Yoga se propõe a fazer isso? Entenda a proposta do Yoga para o Autoconhecimento Neste vídeo você vai entender como o Yoga usa suas técnicas para despertar melhor a percepção de si e a evolução pessoal. https://youtu.be/BXPUHKbm8PQ     Este trecho é parte de uma aula completa que você pode assistir aqui mesmo no nosso canal, clicando aqui      https://youtu.be/mUJc-93j1zU   Neste outro trecho da aula você pode entender melhor a relação do Yoga com as posturas, asanas. O corpo pode ser ao mesmo tempo uma ferramenta, mas também um obstáculo à libertação. CLIQUE ABAIXO PARA ASSISTIR   https://yoginapp.com/como-o-corpo-pode-ser-uma-ferramenta-ou-uma-armadilha-na-libertacao/     Namaste! new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

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