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Filosofia do Yoga


Filosofia do Yoga | 22 ago 2021 | Daniel De Nardi

Quais asanas estimulam o chakra do coração?

Quais técnicas do Yoga podem estimular so chakras - Descobertas da neurociência mostram que estímulos corporais modificam a estrutura do cérebro. Sim, dependendo do que sentimos mudamos o formato do órgão dentro da nossa cabeça. Quando aprendemos algo novo por exemplo, o cérebro modifica sua estrutura física para conectar os neurônios necessários na assimilação do novo conhecimento. Pode acreditar, isto está acontecendo com você agora mesmo enquanto você lê e pensa sobre esse texto. Do lado YogIN, essas investigações começaram antes, durante o período chamado de Renascimento Indiano, no séc. X d.c. Explorar o corpo era a palavra de ordem deste movimento cultural que tinha como objetivo dar mais liberdade aos indivíduos. O sistema de castas mantinha o poder nas mãos dos brahmanes, os sacerdotes que conduzem os rituais e ensinam as escrituras sagradas. Estes pregavam que a única forma de realização pessoal seria seguir exatamente o que está escrito nos Vedas e nas outras escrituras importantes. Só que um grupo de YogINs começou a questionar essa infalibilidade das escrituras. Começaram a investigar o que o corpo, em suas diferentes formas de manifestação, tem a dizer em relação às verdades de cada um. Para eles, o corpo seria o local onde estariam nossas respostas Isso incomodou os brahmanes que perderam poder à medida em que as pessoas entendiam que sentindo mais o corpo poderiam saber mais sobre elas mesmas e não ouvindo os rituais. Estas definições do corpo humano vão além do que se pode ver ou tocar. Os YogINs elaboraram explicações minuciosas de conceitos como prana, chakras e nadis. Escreveram sobre esses assuntos durante séculos até que no séc. XIX, intelectuais ocidentais como o pesquisador Sir John Woodroffe traduziram os principais deles para o inglês. Nesta época, assuntos relacionados ao Yoga eram vistos como religiosos ou filosóficos e não eram verificados por pesquisas científicas. Hoje em dia, a precisão das ferramentas de mensuração e das pesquisas tem aproximado cada vez mais as visões de corpo humano segundo os antigos indianos e o que a ciência sabe sobre nós. Muitas das comprovações podem ser encontradas no livro A  Moderna Ciência do Yoga do jornalista americano Willian Broad. Desprezar as observações feitas por toda a Índia ao longo de séculos é pensar que o conhecimento só passou a ser válido depois da criação dos métodos científicos propostos por Descartes no século XVII. Muita verdade foi relatada nesses textos, obviamente com linguagens diferentes e menos precisão que um artigo de Harvard, mas nem por isso menos valioso.   Chakras possuem estreita relação com partes importantes do nosso corpo Quando falo de importância, me refiro a quantidade de neurônios presentes na região. Possuímos neurônios espalhados pelo corpo todo; e claro, as partes que contem mais neurônios têm mais sensibilidade que as que possuem poucas terminações nervosas. Uma terminação nervosa é um acúmulo de neurônios, como se fosse um cabo formado por esse tipo de célula. Os neurônios são responsáveis por transmitir comandos de reação ao corpo. Quanto mais elaborada é a função de uma parte do corpo, mais neurônios precisará para cumprir seu papel. O cérebro é a região do corpo que mais concentra esse tipo de célula, mas também há grande quantidade deles no abdômen por causa das funções relacionadas a digestão e também ao longo da coluna. Para deixar claro, se alguém bater com bastante força a perna, a maior probabilidade é que tenha problemas apenas nessa região. Agora se a pessoa se ferir com violência em qualquer parte da coluna, corre risco de perder todos os movimentos voluntários do corpo. Regiões com grande quantidade de terminações nervosas, são as partes mais caras ao corpo. Voltando para o Oriente, os YogINs fizeram grandes descobertas de sensações relacionadas aos 6 principais chakras. Todos eles, localizados ao longo da coluna em pontos com grande quantidade de terminações nervosas. Se pensarmos de forma totalmente científica e começarmos a percorrer o corpo dos pés em direção a cabeça, qual é o primeiro ponto onde encontramos uma grande quantidade de neurônios ? No joelho? NÃO!!!!! Resposta correta = períneo; região situada entre o anus e os órgão genitais. Mesmo local em que os textos descrevem o primeiro chakra: muládhara (mula = raiz). Esta é uma parte do corpo que canaliza muitas dessas terminações nervosas para dentro da coluna, afetando diretamente o sistema nervoso central. É uma região muito sensível e essencial para o funcionamento dos órgãos genitais e de funções como o movimento das pernas. O Hatha Yoga Pradipika, importante tratado do Yoga do Renascimento Indiano, fala de um canal central no campo energético chamado sushumna. Dele brotam os principais chakras. A medula espinal é considerada um centro de transmissão de informações que recebe e transmite mensagens do cérebro para as partes periféricas e delas para o cérebro. Até mesmo as informações de estímulos involuntários como a digestão ou o piscar dos olhos, passam pela coluna. Nossa coluna funciona como um grande chip que distribui informação por aqueles canaizinhos que  partem para a borda. Tanto na visão anatômica científica quanto na visão de um corpo sutil, a parte central do corpo é essencial para o funcionamento de todo o resto. O sistema nervoso central precisa estar funcionando bem, com seus comandos sendo atendidos, para que a pessoa desempenhe suas funções, especialmente aquelas relacionadas a sensações ou pensamentos elaborados. Na visão YogIN, o canal central sushumna, tem que estar desobstruído para que uma energia situada na base da coluna chamada kundaliní seja despertada. Kundaliní é descrita como uma serpente adormecida ou como uma chama congelada. Refere-se ao potencial humano, oprimido por falta de autoconhecimento. Para que esse potencial seja despertado, tanto as funções do sistema nervoso central devem estar funcionando perfeitamente quanto na visão indiana, a sushumna deve estar desobstruídas. Há muitos outros casos em que essas duas formas de entender o corpo humano se assemelham. Por exemplo na relação entre amígdalas e o vishuddha chakra. A região da garganta é conhecida por inflamar em estados de stress quando o corpo dá respostas a algum perigo eminente. O vishuddha é relacionado aos pensamentos e como externalizá-los (voz). A ciência sabe que pensamento acelerado é um dos efeitos de altos níveis de stress. A proposta do Yoga com suas diferentes técnicas é canalizar prana (bioenergia) para os chakras. O direcionamento da atenção para uma parte do corpo, pode ampliar a circulação sanguínea naquela região. Se você não acredita, comprove com um experimento que está ao alcance das suas mãos. Ele também demonstrará a capacidade que você possui de interferir no seu corpo e que provavelmente não usa.  Olhe para as palmas das suas mãos. Se conseguir fotografe-as. Mantenha durante 5 minutos, sem nenhuma interrupção (sem Whatsapp até), toda sua atenção apenas em uma delas. Observe se não há diferença nas sensações das mãos e na cor delas. A mão que recebe mais atenção costuma aumentar a circulação de sangue. E o que isso tem a ver com os chakras? A concentração de sangue é usada no nosso corpo como um recurso para modificações. Quando uma parte do corpo começa a dar sinais de fraqueza, o corpo envia sangue como um mecanismo de resposta ao problema. Junto com o sangue, irão todos os nutrientes que o corpo possui para tentar resolver o problema. Mas não apenas quando estamos doentes o corpo usa sua capacidade de concentração sanguínea. Quando fazemos exercícios e precisamos melhorar o desempenho de algum músculo, ele também direciona mais sangue para a região trabalhada. A concentração de sangue contribui para diversos tipos de mudanças que vão desde o ganho de resistência, passando pela regeneração celular, oxigenação das células até a cura. O Yoga atua de diferentes forma para estimular os centros de força Mentalização (manaskriya) - o direcionamento de atenção para diferentes partes do corpo é parte do treinamento YogIN em qualquer tipo de prática (sadhana). Compressões de glândulas (bandhas) - compreensões estimulam a circulação do sangue (aqui você também pode fazer um teste simplesmente apertando sua mão com força por alguns segundos) esses movimentos de contração atuam em regiões com grande quantidade de neurônios. Períneo estimulado pelo mula bandha, e o plexo solar, que é região do abdômen onde há milhões de terminações nervosas por causa da digestão (manipura chakra); Posturas (asanas) - através do alongamento forçamos o corpo a direcionar sangue às partes mais trabalhadas. E finalmente respondendo a pergunta do título -  Quais asanas estimulam o chakra do coração? Portanto, não apenas o asana, mas toda técnica que estimule o fluxo de consciência/sangue/prana vai estimular o funcionamento de uma parte sensível e por isso mesmo, importante ao funcionamento do corpo. Mentalização, bandhas e asanas que atuam estimulando a região do coração ou do anahata chakra vão ajudar a trazer à tona informações que estão ali presentes e que podem ser muito úteis ao seu desenvolvimento pessoal. Boas práticas e muito amor! Quer saber mais sobre os Asanas, posturas do Yoga, baixe o livroi gratuitamente new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();

mente
Dicas de Yoga | 10 jul 2021 |

É através da desconstrução de um Corpo que passamos a desconstruir uma Mente

Corpo e Mente! Nosso corpo é um centro de informações de nós mesmos. Ele é uma linguagem não verbal que não mente. Conhecer o corpo é saber lidar melhor consigo mesmo e com os outros. Seu corpo é o registro de sua mente. Observe seu corpo neste momento. Leve toda sua atenção à região dos seus ombros e do seu pescoço. Sinta como se encontram os músculos da região do alto de suas costas. Faça respirações nasais e profundas procurando a cada expiração relaxar toda essa musculatura que envolve a região mencionada. Procure agora observar seu colega ao lado. Observe sua respiração seus ombros e o movimento do seu pescoço. É possível detectar o estado emocional de uma pessoa olhando apenas fixamente para seu tórax e para a região de seus ombros. Ombros contraídos e respiração curta geralmente são sinais de stress preocupações e ansiedade. Como o Yoga pode te ajudar? A prática do Yoga te propõe uma auto observação. Através das posturas do Yoga você aprende a reorganizar seu corpo e consequentemente sua mente. Você começa a entender como seu corpo funciona a partir da sua auto observação. Encontrando novos hábitos posturais trazendo maior consciência à todas as partes do corpo. Através das ferramentas do Yoga começamos a perceber o reflexo de nossas emoções projetadas em nosso corpo. Observe-se durante seu ambiente de trabalho quando é necessário entregar um relatório e seu filho já está na saída da escola te esperando e você acabou de se lembrar que esqueceu sua chave dentro da outra bolsa que ficou em casa. A respiração oscila os ombros enrijecem. Através das posturas do Yoga observamos nossa musculatura tensionada. A medida que passamos a nos tornar conscientes de nós mesmos adquirimos domínio sobre nosso corpo e mente e encontramos a paz. Mudando aspectos corporais mudamos também nosso estado emocional.Ao trabalharmos a musculatura do corpo dissolvemos tensões e emoções reprimidas. As emoções ficam retidas em nossa musculatura. Através das posturas do Yoga podemos trabalhar descondicionamentos. Através de posturas que muitos consideram malucas atuamos na desconstrução de um corpo moldado através da mente. Preparei para vocês uma prática com foco na flexibilização da região dos ombros pescoço alto das costas e braços. Procure se observar antes da prática durante e pós prática e faça seu auto estudo. É através da desconstrução de um Corpo que passamos a desconstruir uma Mente.  

yoga e paternidade
Filosofia do Yoga | 9 jul 2021 | Willy Bugner

Crescimento a partir da contraposição entre meditação e paternidade

Meditação e paternidade O objetivo da meditação é a transcendência do eu; o sujeito busca perceber-se uma consciência independente do corpo e da mente. Já na paternidade, o caminho percorrido é inverso; para o pai, a gravidez se inicia apenas como uma ideia. Enquanto para a mulher o mundo vira de cabeça para baixo, os hormônios vão à loucura, o corpo se transforma e uma vida brota dentro de si, o pai é apenas o observador externo. Com o crescimento da barriga e movimentação do feto, o pai, finalmente, sente a fisicalidade do bebê. O pré-natal e as intercorrências naturais do processo gestacional causam preocupações, que contribuem para a formação do laço emocional. Mesmo com a aproximação da quadragésima semana, o pai continua a ser independente, sem insônia, nem dor nas costas, nem enjoo ou vontades. Enfim, nasce o bebê. Para o pai, tudo muda de uma só vez quando sente seu filho ou sua filha em seu colo, necessitando de cuidado, atenção e carinho. Finalmente, o pai entende que ele e o bebê são um só. Identificação absoluta. As alegrias dele, são as suas; os sofrimentos dele, são os seus; suas dores, compartilhadas; suas conquistas, celebradas juntos. Ao seu turno, a mãe já sabia disso desde o primeiro momento. Todo esse processo já aconteceu comigo duas vezes. Por mais que eu medite buscando a transcendência, a identificação com meus filhos só aumenta. A meditação conduz à transcendência, ao passo que a paternidade leva à imanência. O final da caminhada é a percepção de que todos somos um. Este caminho duplo nos dirige à integração cósmica, à construção de um mundo melhor! new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

o nome sirshasana - Sirsasana
Filosofia do Yoga | 7 jul 2021 | Daniel De Nardi

O Nome Sirshasana – Invertida Sobre a Cabeça

Entenda o nome sirshasana - postura mais excêntrica do Yoga, a invertida sobre a cabeça. Referindo-se a postura de invertida sobre a cabeça não aparece em nenhuma escritura antiga o que sugere duas hipótese, uma é que a posição seria uma técnica iniciática, ensinada apenas aos yogins avançados que passavam pelas provas do treinamento. Outra possibilidade é que a postura tenha sido criada em tempos recentes. No entanto, a cabeça é uma região com muitos significados na Cultura Yogin.  Esta parte representa o topo do corpo, o que existe de mais elevado na manifestação física. Atualmente, a Ciência reconhece o cérebro humano como a mais complexa manifestação física que temos conhecimento. Na Índia, o cume das montanhas é considerado um local sagrado, onde os grandes sábios se encontram. Segundo a mitologia Shiva, o criador do Yoga, habita o cume do monte Kailash, nos Himalayas. Ainda hoje, yogins ascetas isolam-se nas montanhas para períodos de intensificação de suas práticas. Por ser o local dos sábios, a cabeça representa a sabedoria. É também a sede dos chakras superiores, entre eles o ajña, na região do intercílio. Ajna, significa comando. Este chakra representa o comandante, aquele que tem a melhor visão das situações e que consegue agir com mais sabedoria. O ájña é o chakra que aceita o comando interno.  A posição invertida dá ao yogin, a possibilidade de ver sob outro ponto de vista. Enxergando tudo de cabeça para baixo, podemos encontrar soluções para situações aparentemente impossíveis de serem desvendadas com a visão normal das coisas. Ver o mundo ao contrário, mesmo que seja por alguns minutos pode fazer muito bem para a sua sabedoria. Experimente!   obs: esta foto foi tirada nos Himalaias, a cordilheira mais alta do mundo.   Saiba mais sobre as posturas do Yoga, os asanas! new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Satya, A Verdade
Filosofia do Yoga | 3 jul 2021 | Daniel De Nardi

Satya, um valor yogin – Podcast #28

Satya, um valor yogin - Podcast #28 A verdade é busca primordial dentro da cultura indiana, não é a toa que no brazão da índia está escrito \"A Verdade triunfará no final.\" Satyameva jayate! https://soundcloud.com/yogin-cast/satya-um-valor-yogin-podcast-28 LINKS Curso de Especialização para Professores de Yoga -   https://yoginapp.com/curso/especializacao-em-yoga-curso-para-professores-de-yoga   Documentário Callas que passou no GNT -\'Callas\' no GNT: documentário imperdível - Patrícia Kogut, O Globo https://t.co/W2avw9SgE7 via @PatriciaKogut — Daniel De Nardi (@danieldenardi) August 10, 2017   Documentário - Maria Callas, Life and Art      Playlist da Série Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa       Transcrição do Podcast #28   Satya, Um Valor Yogin – Podcast #28 Olá, meu nome é Daniel De Nardi. Você está ouvindo Maria Callas cantando uma ópera de Puccini. Estamos começando o 28º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Nesse final de semana nós gravamos, como eu falei no podcast passado, o curso de especialização para professores de yoga. Então será um curso voltado para aqueles que já fizeram alguma formação, seja no YogIN App ou em uma formação presencial em algum lugar. O curso é voltado para quem já está dando aula ou para quem já fez a formação e tem interesse em dar aula. Foi um curso muito especial, com conteúdo muito rico. Nós começamos com a Renata Mozzini, ela trabalhou com a questão de como montar uma aula de acordo com aquilo que você gosta, ou que o seu aluno precisa, depois a Bianca Vitta falou muito sobre as correções, do toque, o ajustamento perfeito e a adequação da prática para os diferente níveis de dificuldade dos alunos, e a Sá Souza filmou especialmente sobre yoga pra gestantes, como proceder quando uma aluna gestante estiver em aula, embora isso pareça simples e tenha algum tipo de orientação nos cursos de formação, ela falou mais de três horas coisas extremamente interessantes. Então, valeu muito a pena, eu mesmo aprendi bastante, e os próximos cursos estão sendo gravados, vamos montar com seis professores, vai ficar muito bom para aqueles que estão na jornada como professor de yoga. O assunto de hoje do podcast é Satya, que é a verdade. A verdade é um valor muito importante, muito precioso para os yôgins porque a Índia, como um todo, ao longo da sua história, sempre fez uma busca pela verdade. Nos textos indianos é muito mais uma busca pela verdade do que um discernimento entre o bem e o mal, a verdade é aquilo que se busca. A verdade na expressão de si mesmo e como uma coerência existencial. O brasão da Índia tem a frase “Satyameva jayatê”, da Mundaka Upanishad, que significa “no final a verdade triunfará”, porque se você constrói algo em cima da mentira, aquilo se desmancha. Só a verdade que se sustenta, então efetivamente o que nós somos é uma verdade, porque o que a gente realmente é fica e é aquilo que a gente tem que manifestar mais, então é muito importante, dentro do processo do yoga, a gente fazer esse trabalho e esse questionamento interno, se estamos realmente sendo coerentes, verdadeiros. Essa coerência é muito importante para o estilo de vida de um yôgin, entre aquilo que sente, que percebe, aquilo que pensa e aquilo que efetivamente age. Existe um episódio clássico da vida de Gandhi, em que ele foi dar uma conferência no Parlamento inglês, e ele acabou colocando tudo aquilo que realmente acreditava, que a colonização não estava sendo boa para a Índia, falou num certo assim, um pouco agressivo, de forma a desconcertar muitos dos parlamentares, o discurso durou cerca de duas horas. Ao final os repórteres que o viram discursando perguntaram ao assessor de Gandhi como ele discursou durante duas horas sem ter nenhuma anotação como apoio e consulta, o assessor respondeu que quem necessita de papéis para verificar as anotações eram eles, incluindo a si mesmo, que estavam acostumados a falar uma coisa e sentir outra. Como Gandhi buscava uma vida de coerência, claro que como ser humano certamente tinha os seus defeitos, mas ele tinha essa busca pela verdade, pela coerência, então ele não precisava, segundo o assessor, consultar alguma referência. O que ele falava era o que estava sentindo e pensando, e ele manifestava aquilo através da voz. Isso é muito interessante porque é uma demonstração de espontaneidade, de algo verdadeiro. E o Satya e Sat tem o mesmo prefixo que é o de existir, então a verdade é o que existe. Algumas coisas que a gente pode observar, que pode nos ajudar nessa busca de coerência, nesse trabalho de coerência vão muito do cumprimento de contratos, sejam internos, aqueles que você faz consigo ou de externos, com outras pessoas. Não existe muito uma dissociação, então cumprimentos de contrato, quaisquer forem. Essas duas habilidades andam lado a lado, uma vez que você cumpre o que diz a si mesmo, acaba tendendo a cumprir com outras pessoas. Daí você me diz “ah, eu vou ficar muito quadrado, nunca vou poder mudar de planos”. Claro que mudar de planos é sempre necessário, devemos estar abertos para o erro, mas o ponto é que se você não cumpre a sua palavra começa a perder uma força interna, uma força mental de execução. Quando você cumpre o que diz, vai criando uma confiança que aumenta à medida que você cria projetos mais elaborados. Se não cumpre o que diz para si, pode achar normal também não cumprir para com as outras pessoas e isso vai enfraquecendo a sua capacidade de realização e, até mesmo, a sua coerência interna porque sente que deve fazer algo, diz, pensa e age de forma coerente, agora sentir e não fazer por preguiça e em outro momento não fazer também vai criando um nível de incoerência a ponto de que a mentira sempre revela esta incoerência. Um pouco de mentira faz parte da vida, não tem como a gente viver em uma sociedade sendo cem por cento sincero, mas o ponto aqui, o que vale mesmo é o que se faz consistentemente na vida, se você tem uma coerência na sua existência, uma coerência de constância, isso traz espontaneidade. Não criando papéis para interpretar, simplesmente manifestando aquilo que efetivamente é você. Essa coerência vem com essas coisas aparentemente que não tem uma relação como esse cumprimento de verdades nas suas palavras ou atitudes. E esse tipo de treinamento, de cumprir as coisas, precisa ser pensado antes de se fechar o acordo. Por exemplo, se combina algo com alguém, mas no ato não está muito afim, inventa uma desculpa e não vai, isso vai criando uma aceitação da mentira. Quando decide ter tarefas é importante ter certeza se elas tem real sentido para você e se vai consegui entregá-las, porque se não, não se comprometa, é melhor assim do que no final não dar um resultado prometido. Ao fazer uma meditação, por exemplo, pode-se treinar isso, ao fazer uma meditação de dez minutos, que é um tempo muito bom (meditação de dez a quinze minutos tem um tempo excelente, o recomendado), mas aí em cinco minutos após começar já se começa a reclamar e mais dois minutos depois você para. É uma quebra de contrato, houve o comprometimento em se fazer com dez. Ou se faz uma meditação de cinco minutos ou não se faz, porque cumprir com o que se determinou, é parte do processo meditativo. A mente sempre vai dizer o que é mais importante no momento da meditação, ela vai tentar desviar do que é prioridade. “Ah, então eu vou ficar sempre em cinco minutos?” não, eventualmente você vai ter que se desafiar, sair da zona de conforto, perceber que faz sentido sair dela e, então, vai passar dos cinco para os dez. Mas o dia em que se decidir fazer dez ou quinze, precisa cumprir com o prometido, no dia seguinte você pode até recuar, mas precisa cumprir o que determina, isso vai criando um poder interno, crescente, porque a cada contrato cumprindo se ganha uma confiança interna, e se cumpre um contrato com uma pessoa também se ganha confiança e mais crédito com ela. A confiança, que é baseada na verdade, cresce e nos dá mais poder de realização e de manifestação da nossa espontaneidade. Então o que eu queria falar hoje é sobre o Satya que é esse yama muito importante, um dos conceitos éticos do yoga. Hoje escolhi uma ópera, apenas no episódio quatro que coloquei uma – A Flauta Mágica –, e hoje trouxe uma de Puccini que é o compositor de ópera...acho que ele e o Verdi são os mais populares, inclusive essa que você vai ouvir agora, Madame Butterfly, uma das óperas mais populares que já foi escrita. Para quem não sabe, o Japão, no final do século XIX e início do XX, era um país extremamente fechado, não tinha abertura para nenhum país próximo e muito menos para o ocidente, esse processo foi começando aos poucos, mas o que aconteceu foi que os EUA começou a fazer investigações no Japão, levar militares para lá, que tiveram casos com muitas japonesas deixando-as por lá, depois. A história de Madame Butterfly é contada neste contexto, final do século XIX, um militar americano chega ao Japão, compra uma terra e ganha uma gueixa, uma menina de dezesseis anos, e promete casar com ela. O amigo dele, cônsul do Japão, alerta ele de que será muito difícil para ela, ele a fará sofre demais, ele não dá muita bola, mas vai embora dos EUA e diz que vai voltar. A menina fica a sua espera, recebe um pedido de casamento de um outro home, mas não aceita e todos ficam tentando alertá-la de que ela vive uma via ilusória, ela não acredita. Um dia ele volta, porém com a esposa americana, a Butterfly, a gueixa, havia tido um filho dele e leva o menino para uma casa e acaba se suicidando na frente dele. O Japão tem um alto incide de suicídio, muitos causados pela verdade, pela honra. Quando ela se suicida, retira do baú um punhal, que e o pai dela havia cometido um seu, conhecido como haraquiri, um suicídio, um ritual de suicídio. No punhal estava escrito: com honra morre aquele que não mais com honra pode viver. A verdade fere esta ideia antiga, mais do que a vida. Vocês vão ficar com Maria Callas, que foi uma das maiores cantoras de ópera de todos os tempos. Passou um série sobre ela no canal GNT, chamado Callas, quem puder ir atrás, no site da Net pode-se acessar programas antigos, vou deixar um link com a reportagem sobre esse documentário. Maria Callas a vida inteira cantou a ópera, e no fim, quis viver aqueles dramas todos. Teve um relacionamento com Onassis, largou o marido dela para viver com ele, porém este era uma galanteador, ele estava mais preocupado em fazer fama e ela era uma das mulheres mais desejadas no mundo todo, na época e ele a abandonou, fazendo com que ela viesse um final de vida sofrido. Tem um filme sobre Maria Callas que concorreu ao Oscar alguns anos atrás, focando, principalmente no final de vida dela, quando a voz dela começou a falhar e após os problemas amorosos sofreu muito, após o término com Onassis entrou em depressão. Uma das vozes mais lindas da ópera, das mais conhecidas, equivale ao nosso tempo o que é Luciano Pavarotti, com vocês um trecho de Madame Butterfly cantado por Maria Callas. Até o próximo Podcast.    

Filosofia do Yoga | 29 jun 2021 | Daniel De Nardi

Como o Yoga pode ajudar você a aprender

Como o Yoga pode ajudar você a aprender - Para falar de aprendizado temos que entender o princípio básico de funcionamento do cérebro, que explorei melhor nesse outro artigo, o cérebro humano foi projetado para a sobrevivência. Sendo assim o que rege suas decisões é o princípio de conservação de energia. O cérebro trabalha incansavelmente para fazer as coisas com o mínimo de esforço possível. Toda mudança significa readaptação, logo desgaste. Como o cérebro não quer desperdiçar energia, luta contra as mudança, produzindo estímulos que prejudicam a mudança na forma como fazemos as coisas. Esse princípio de preservar a energia e evitar novos aprendizados não é ruim, ele foi necessário para nossa perpetuação como espécie, especialmente quando passávamos constantemente por situações de perigo. Não podíamos aprender uma nova técnica a cada vez que nos deparássemos com um animal predador. Não dava nem para pensar, usávamos sempre o que funcionou. Inventar moda podia custar a vida. Continuamos precisando de padrões, sem eles a vida congela. Se você tentar uma nova forma de amarrar o cadarço cada vez que tiver que por um tênis, sua vida se tornará um estorvo. Só que de vez em quando, pode tentar amarrar diferente, não vai fazer mal. O condicionamento de manter padrões aprendidos e confirmados como eficientes é atávico. Para o cérebro, há pelo menos 100.000 anos continua funcionando a mesma fórmula: [ mudança = gasto de energia] [Plano de ação = produzir hormônios que estimulem análises mostrando que a mudança não vale mesmo a pena. Medo pode ajudar aqui também. Que fique claro - em time que está ganhando não se mexe.] {Conclusão: Estamos vivos, PRA QUE MUDAR????} new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Até 10 anos de idade (pode passar um pouco), o cérebro humano mantém-se extremamente propenso ao aprendizado. O mundo é uma novidade e precisamos aprender a habitá-lo. Todos os estímulos que uma criança nessa fase inicial recebe, serão determinantes para seus hábitos como adulto. O que é apresentado à criança começa a definir os caminhos no cérebro que serão revisitados ao longo da sua vida adulta. Criamos trilhas para facilitar nosso vida, temos trilhas para estímulos corporais, forma de se relacionar com as pessoas, para gostos de música ou comida. O exemplo clássico de Mozart é somente entre os milhares de gênios que tiveram uma infância repleta de estímulos nas áreas que depois despontaram. Com esses estímulos da infância o cérebro já começa a entender que não precisa mais muita coisa para se manter vivo. Aquilo que aprendeu já serve para sobreviver. Logo, qualquer coisa a mais representa gasto energético e ele tentará impedir. É como se ele tivesse já traçado suas trilhas e já sabe como chegar nos lugares que precisa. Toda vez que começamos a aprender algo novo, a primeira reação do cérebro é tentar convencê-lo de que aquilo não vai servir para nada. Desnecessário. Não há porque aprender algo novo se você já sabe se virar na vida. Borá fazer o que funciona. Devido aos estímulos iniciais tendemos a seguir essas mesmas trilhas, elas são seguras, funcionam e não geram desconforto. Novos horizontes de aprendizados demandam gasto energético e o cérebro não gosta disso. Se você gosta de filme de ação, quando começa a ver um filme de diálogos, acha a situação absolutamente inútil e desnecessária. Que Coisa Chata!!! Em 30 minutos você já dormiu ou saiu da sala. Vou chamar esses atalhos da infância de trilhas de 10 anos. Elas não são criadas apenas nas nossas habilidades mentais, mas também nas questões emocionais e corporais. O tipo de estímulo corporal que você teve nas trilhas de 10 anos é o que o cérebro entendeu que é o melhor a se fazer, mesmo que o esporte gere um monte de lesões, você continuará achando que é a melhor atividade do mundo. Atividades corporais que geram tipos de habilidades que você não está habituado a fazer são excelentes para tirar o cérebro de sua zona de conforto e começar a jogá-lo em situações que precisa se readaptar. O ásana, é um excelente exercício para forçar o cérebro a sair de sua zona de conforto. Para aprender a sair das trilhas de 10 anos você ter que forçar  sua readaptação. Isto será importante não apenas para favorecer sua capacidade de aprendizado como fará você segurar melhor a barra em situações difíceis que todos passamos. Quem não passou dificuldade até os 10 anos, deve começar a pensar em formas de incomodar um pouco o seu cérebro. Fará bem para sua vida. Quem passou, não se iluda, se perder o treino, não continuará sabendo se readaptar. mexa ele também para manter-se em forma. O cérebro precisa sair da sua zona de conforto para se manter capaz de se readaptar, se ele não for estimulado a se readaptar ficará acomodado e isso sim é perigoso, pois além de dificultar novos aprendizados, qualquer situação de stress real como relacionamentos ou saúde podem levar um cérebro acomodado à tragédia. Crianças que passam por dificuldades na infância e conseguem se adaptar tem mais tendência à felicidade. O cérebro reclama menos, aprendeu a se virar. Passou por poucas e boas e o que acontecer a parti de agora é lucro. Lugares pobres como Índia, Indonésia, Peru parecem concentram mais pessoas felizes que os desenvolvidos países europeus. Nada contra a civilidade, mas não há como negar que facilidades prejudicam o psiquismo das pessoas. Não precisamos ir longe, basta olhar para as partes mais pobres do Brasil e constatar essa relação de:   Necessidade de se adaptar   X   Reclamar menos e aproveitar mais a vida. E o que dizer de jovens mimados que passam o tempo todo reclamando de coisas inexpressivas? Podemos gerar essas necessidades de readaptação forçando o cérebro a se ajustar à situações desconhecidas. Você pode fazer isso se forçando para aprender uma língua por exemplo (onde usarei italiano?) X (se você pensar esse aprendizado novo apenas como um treino de capacidade de readaptação do cérebro que interferirá diretamente na sua felicidade, será que não vale a pena aprender italiano? De quebra pode assistir La Traviata sem precisar olhar para o letreiro.) Assistir filmes que você sabe que não gosta, experimente iranianos, japoneses, indianos. Na parte emocional é complicado gerar esse tipo de desconforto. Não posso ligar para você e dizer que seu chefe vai demiti-lo amanhã. Não será legal e talvez você bloqueie nas redes sociais. Agora garanto que se você vem se forçando a se readaptar a situações desconhecidas, você passará melhor por uma situação real de demissão ou qualquer outro stress emocional. Experiências de desconforto corporal podem ensinar ao cérebro o funcionamento da readaptação. Que tal conhecer um tipo de arte que você nunca ouviu falar ou ler revistas que nunca lê? Tal como um músculo, a medida que você vai treinando seu cérebro a aprender sobre assuntos diversos, ele começa a reclamar menos de cada novo aprendizado, tal como um músculo está mais maleável e já sabe que não vai morrer por gastar um pouco mais de energia. Mircea Eliade, falava no Yoga como uma técnica de transcender a condição humana. O que seria mais insuportável para o órgão dos comandos que parar de dar ordens? Talvez a meditação seja a tarefa que ele vai lutar mais para não fazer, mas imagina a capacidade de flexibilidade e consequentemente de aprendizado que ela pode te dar?   aaaaaaaa não vai dar...... vou morrerrrrrrrr.... não tudo menos parar os pensamentos, aprendo italiano,isso não.....      

Filosofia do Yoga | 27 jun 2021 | Daniel De Nardi

O Oriente encontra o Ocidente, o início do Yoga por aqui – Podcast #13

Como o Yoga começou por aqui - Podcast #13 No podcast de hoje vamos entender quando o Yoga chega ao ocidente trazido pela influência de um violinista. O desconhecido no mundo do Yoga e famoso no mundo da música Yehudi Menuhin, primeiro aluno ocidental de B.K.S. Iyengar. A primeira aparição do Yoga no ocidente acontece em 1893 na Conferência Internacional das Religiões em Chicago. Vivekanada, o yogin que primeiro falou sobre o Yoga no ocidente foi homenageado com o nome dessa rua na cidade onde a conferência aconteceu. Depois disso, as ideias do Yoga não criaram raízes no pensamento ocidental. A prática de Yoga começa a ganhar força apenas na década de 50 quando o violinista Yehudi conhece Iyengar e começa a traze-lo regularmente para palestrar no ocidente. Primeiro na Suíça em 1952 e depois em várias cidades americanas, onde funda escolas e começa a difusão do Yoga no Ocidente. Iyengar conheceu Menuhin em 1952 em Bombaim, Índia. Menuhin estudou com Krishnamurti que recomendou que Iyengar ensinasse Yoga ao violinista. Quando se encontraram, Menuhin disse que estava muito cansado e que não ia poder ficar muito tempo com o professor. Iyengar lhe ensinou uma invertida e o músico executou. Menuhin adorou a técnica e ficou praticando por mais uma hora com Iyengar. Menuhin começou a perceber que o Yoga melhorava sua performance na música. Tornou-se um yogin disciplinado e estudioso. Manteve contato com Iyengar por toda a vida dedicando seu mais famoso livro - Light on Yoga ao seu aluno Äo meu melhor professor de violino.\"B.K.S. Iyengar.             Links Álbum gravado por Yehudi e Ravi Shankar - West Meets East Curso de Formação do YogIN App https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores Trilha Sonora da série - Reflexões de um YogIN Contemporâneo Praça de Chicago onde há uma ruela homenageando Vivekananda   Documentário sobre Menuhin Yehudian https://youtu.be/sMTFMVvzHfQ Curso de Mantra com Sandro Shankar - Audiobookm de Iyengar B.K.S. Iyengar O que Iyengar pensa da evolução do Yoga https://youtu.be/mv4SkZVGxU8 Iyengar foi homenageado na página do Goolge em seu \"97\" aniversário https://youtu.be/Jot8PoRASh0   https://yoginapp.com/aulas/hatha-yoga-com-props/   Yoga com Props com Mariel Gunsch Aulas YogIN App Apresentação da aula de Yoga com Props no YouTube https://youtu.be/4DwvplhcYJg   Planos de assinatura de aulas de Yoga online Boas reflexões e até o próximo Reflexões de um YogIN Contemporâneo. Transcrição do Podcast   O Oriente Encontra o Ocidente, O Início do Yoga por Aqui #13 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e hoje é o dia em que a gente vai unir a música clássica com o nascimento do yoga no ocidente ou a vinda do yoga para o ocidente. No curso de formação do YogIN App, nós temos uma aula bem extensa que explica detalhadamente qual é o contexto histórico tanto na índia quanto no ocidente quando o yoga passa a ser difundido e praticado e reconhecido. Hoje a gente vai falar um trecho desta história porque vamos comentar sobre quem canta esta música com Ravi Shankar, é um violinista chamado Yehudi Menuhin, podemos considerá-lo o padrinho do yoga no ocidente. Oficialmente o yoga chega ao ocidente em 1893, na Conferência Internacional da Religiões, um grande mestre de yoga indiano chamado Vivekananda é convidado para falar sobre o yoga e o hinduísmo e ali se pode dizer que o yoga foi explicado como conceito pela primeira vez no ocidente, em Chicago. Inclusive, na praça principal da cidade, onde tem alargada da maratona de Chicago, tem uma ruela chamada Vivekananda way, em homenagem ao mestre, por ter trazido o yoga ao ocidente. Mas após a palestra o assunto não fica presente, não cria raiz, tanto que passa-se muitos anos e demora para que se tenha uma escola de yoga por aqui. Fala-se que em 1940 abriu a primeira escola de yoga, de uma russa em Cuba, porém não foi nada expressivo. O yoga começa de fato ser conhecido no ocidente a partir desse violinista, o Yehudi que eu já mencionei. Yehudi Menuhin não é muito conhecido como popstar, mas dentro do meio da música clássica ele é bastante reconhecido, ele foi um dos maiores violinistas do mundo de sua época, ele nasceu em 1916 e morreu em 1999, e ele era um prodígio desde o início de sua carreira ele tocava de forma magnifica, começou muito cedo e tinha muita habilidade para aquilo. E ele esgotou os recursos da música ocidental e começou a pesquisar os padrões orientais, ele começou a observar que a Índia não seguia o mesmo padrão de notas musicais e ritmos, e passou a estudar a música inicialmente indiana, mas você fizer um estudo profundo sobre a música indiana (e a gente tem um outro curso de mantra do Sandro Shankara que pesquisa a música indiana clássica) vem junto muitos conceitos do hinduísmo não é só a música pura. E, a partir dali, Menuhin começa a travar contato com a inteligência indiana, filosofia, modo de viver, especulações sobre a vida, então ele começou a estudar um autor famoso no ocidente chamado Krishnamurti que recomendou a ele que conhecesse o Iyengar e praticasse yoga. Um dia Menuhin estava na Índia e chamou o Iyengar para fazer algumas posições pra ele (esta história é conhecida ela, inclusive, está na página do Iyengar), ele estava muito cansado e, então, o Iyengar chegou lá e disse que ensinaria um exercício que iria melhorar o cansaço dele, pediu para que ele levantasse as pernas, provavelmente pediu para que ele fizesse um sarvangasana – uma invertida sobre os ombros – , Menuhin gostou daquilo, sentiu os efeitos e ficou mais de uma hora praticando com Iyengar. Depois passou a chamá-lo porque sentiu-se muito bem, assim tornou-se um exímio praticante. Em 1952 ele chama Iyengar para ir a Suíça para dar uma palestra, foi aí que o yoga começou, realmente, a criar raiz no ocidente.  Depois Iyengar vai para os EUA e começa a fundar as primeiras escolas de yoga, então o yoga funda-se realmente como uma estrutura, como uma marca indiana no ocidente, a partir desse movimento desses dois importantes ícones da cultura do yoga e foi esse acaso que fez com que o yoga fosse difundido, porque ele ganha corpo no ocidente com o Iyengar que, inclusive em 2004, entrou para a lista da revista Times como um dos cem homens mais importantes do mundo, ele chegou a um patamar que nenhum outro mestre de yoga chegou, e talvez chegue, ele foi mundialmente reconhecido e quando você vê entrevistas ou estuda a obra dele (eu sempre falo da audible, que tem muitos livros dele para quem gosta de ouvir, mas que gosta e ler tem a obra toda traduzida para o português) percebe que e não era a intenção dele ficar conhecido no mundo todo, tanto que ele ficou morando na cidade dele a vida toda. Ele era um difusor, ele sobre levar a mensagem do yoga com um aspecto terapêutico, mostrando fato os efeitos que prática fazia nos praticantes e adequando a pratica como um estilo de vida para a vida inteira. Ele inclui props que são aquele bloquinhos e também faixas. Se você for muito tradicionalista você vai dizer “ah, imagina, na antiguidade não se praticava com bloco e nem com faixas” mas e daí? Na antiguidade se dormia na pedra, então vamos dormir também? Isso não faz sentido, o yoga é um filosofia que venceu ao tempo justamente pela sua adequação, ele não ficou preso a dogmas inflexíveis, e foi mantendo o centro essa busca por uma paz interna, por uma sensação de auto-observação mais precisa, o yoga manteve isso apesar das técnicas irem mudando ao longo do tempo e isso se preservou e isso é o que se tem de mais valioso no yoga, agora, “não vou usar o props porque os primeiros praticantes não tinham” isso eu acho uma besteira muito grande, eu uso e me ajuda muito na prática, assim como as faixas, determinadas posições você não consegue realizar (como alcançar o pé ou levantar a perna)  e você não vai usar a faixa porque é um tradicionalista, mas se usasse conseguiria realizar a posição, relaxando o músculo sem fazer força, qual é a escolha mais inteligente? Então o Iyengar trouxe esses materiais e a adequação do yoga como um estilo de vida para as pessoas praticarem ao longo dos anos, inclusive ele era um crítico dos altos, no Ashtanga ele dizia “como é que você vai saltar aos 80 anos?”. A prática dele tem esse objetivo, ficar a vida inteira praticando (como ele, existe imagens dele bem velhinho praticando) porque ele usou desse método, se o yoga é uma prática que desenvolve longevidade, precisa ser uma prática que você consiga levar para a longevidade, então o estilo de yoga do Iyengar faz esse trabalho. A gente tem uma aula de yoga com props da professora Mariel, eu vou deixar o link pra quem for aluno e quiser praticar, pra quem não for aluno eu vou deixar uma apresentação dessa aula que a gente tem o YouTube e também o link das nossas aulas, pra você ver quantas aulas o YogIN App tem disponível. A gente mais de cem aulas e o aluno pode escolher por diferentes períodos e estilos, você poderá fazer uma triagem de acordo com as suas necessidades, praticar quantas vezes quiser, salvar nos favoritos, então você poderá acessar facilmente essa aula e fazer tudo isso pelo aplicativo ou pelo site. Quem não conhece e quer conhecer aproveita que a gente está por um período, que eu não sei quanto tempo irá durar, para baixar o aplicativo e tem trinta dias grátis para experimentar, pode cancelar antes dos trinta dias, sem custo. Uma oportunidade para você que não pratica yoga começar. A ideia não é substituir a aula presencial, algumas pessoas não tem a possibilidade de frequentar aulas de yoga, às vezes não tem na cidade delas, então para ela seria interessante. Quem  faz em uma escola pode conciliar, aulas online tem essa vantagem de a gente fazer na hora que a gente quiser ou nos momentos em que não tem aula, hoje, por exemplo, eu estou gravando numa sexta-feira de feriado e muitas escolas podem estar fechadas e quando o aluno quiser praticar ele tem a opção do yoga on line, pode fazer um plano simples, tem planos a partir de R$29,00 e escolher um plano pra você ter como um plano B. E pra quem faz regularmente e só tem essa opção, eu sugiro que faça um plano que vocês consigam interagir com os professores (é uma opção, você pode continuar com a aula gravada), o plano Premium a gente consegue interagir e vê-los durante a prática. Então eu encerro por aqui, esse foi mais um Reflexões de um YogIN Contemporâneo, e eu vou deixar o link do álbum que eles gravaram do Menuhin com Ravi Shankar que começa a ligação do yoga com o ocidente, vou deixar o álbum pra quem quiser ouvir. Até o próximo podcast. Om Namah Shivaya!     https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts-yoga-pro-seu-dia-dia

Filosofia do Yoga | 24 jun 2021 | Equipe YogIN App

A maior aula de Yoga do Mundo

A maior aula de Yoga do mundo A maior aula regular de Yoga do mundo . O vídeo mostra uma dessas aulas que acontecem em Red Rocks, no estado americano do Colorado. Esta aula que acontece apenas nos finais de semana e durante os meses de junho a agosto pode ser considerada a maior aula regular de Yoga do mundo. Veja mais informações no vídeo! Obrigado a Raissa de Souza Rossi pelas imagens ;)      

Dia Do Yoga
Filosofia do Yoga | 19 jun 2021 | Equipe YogIN App

Dia Internacional do Yoga – 21 de junho Dia do Yoga

Dia do Yoga - Por que esta é a data mais importante para os Yogins? Dia do Yoga, entenda a importância desta data!   https://youtu.be/RnRXlzIIIP0   A oficialização na ONU Você sabia que a oficialização do Dia Internacional do Yoga na ONU foi a votação mais bem sucedida em toda a história das Nações Unidas?  O Dia do Yoga foi aprovado por todas nações em apenas 90 dias. 175 Nações concordaram em difundir os benefícios desta prática milenar.   Por que 21 de junho? O Dia 21 de junho marca o Solstício de Verão, o dia em que o Sol fica mais próximo da Terra no Hemisfério Norte. Esse é o Dia mais longo do Ano. O Hinduísmo considera o Solstício o momento em que as divindades adormecem em seu sono celestial, mas segundo a tradição, elas voltam a despertar 6 meses depois no equinócio, que é o oposto do Solstício, é nesta data, a terra fica mais longe do sol, por isso, o dia com menos luminosidade do ano.   Uma Homenagem aos Professores Além disso, a primeira lua cheia após o solstício é chamada de Guru Poornima. Uma data que também é importante no calendário dos Yogins. O Guru Poornima é uma festividade em homenagem aos professores, gurus, aqueles que colocam luz no caminho. Para saber mais sobre a data Guru que inspirou o Dia do Yoga - Clique AQUI https://yoginapp.com/mestres-de-yoga-album-de-fotos/   O Primeiro Guru e o Primeiro Yogin De acordo com a tradição yogin, a primeira transmissão do conhecimento do Yogin foi feita neste dia por Shiva, o primeiro Guru e também primeiro Yogin. Fique atento ao Instagram do YogIN App Studio   O Maior Segredo da História do Yoga Há um segredo no Yoga desconhecido por quase todos os professores de Yoga.  Em comemoração ao Dia Internacional do Yoga, dia 21 de junho, às 21h, vamos revelar esse segredo numa live surpreendente.  Quer saber qual o maior segredo da História do Yoga? Inscreva-se para saber o segredo através do botão abaixo     Esperamos você por lá! Namastê!

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Filosofia do Yoga | 14 jun 2021 | Cherrine Cardoso

A síndrome do “Ser Guru”

A síndrome do “Ser Guru” Estamos passando por uma fase interessante no desenvolvimento na classe humana, já reparou? Parece que estamos entrando num despertar coletivo na busca de algo que faça mais sentido para a grande dúvida do homem: quem sou eu? qual minha missão nessa vida? Pois bem, a resposta não vem de forma simples e juntamente com este despertar e com as perguntas, surgem aqueles que garantem te conduzir ao caminho das descobertas. Na verdade, os questionamentos não são recentes e nem a busca incessante por encontrar as respostas o são. Tanto que já passaram por este planetinha centenas de filósofos e profissionais ligados a psique humana para contribuir com essas dúvidas. E por conta deste ciclo, em que mais pessoas tem buscado algo que lhes auxilie nestas questões, surgem profissionais de vários calibres falando sobre autoconhecimento, alta performance, coachings, mentores, entendidos de todos os assuntos. Como em todo mercado a procura gera a demanda, né? Mas, como saber em quem confiar? Essa sim é uma pergunta difícil de responder. E por quê? Porque todos somos gurus em potencial. Todas as pessoas que somam experiências de vida, podem ser grandes professores. Cada coisa que aprendemos pode ser compartilhada e servir para alguém em sua jornada. No entanto, eu dividir com você coisas que aprendi nas fases da minha vida, não necessariamente servirão para as suas. Porque cada vida é uma e cada pessoa é um universo diferente e cheio de possibilidades. Os profissionais destas áreas, que visam contribuir para que você encontre o seu caminho e as suas verdades, têm um papel importante sim, mas é preciso um bom filtro para saber quem é o certo para você. E se a pessoa que você está seguindo têm algo real a contribuir; se só fará você se perder mais no seu caminho ou se estará fazendo você desperdiçar um tempo precioso no processo. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Não existe profissional perfeito, porque o profissional em si é uma pessoa. E todas as pessoas carregam suas imperfeições. E, não estamos imunes a elas. Mas dentro de uma gama bem ampla de opções, ainda mais nos dias de hoje com o advento da internet e redes sociais, você precisa deixar seu botão de alerta ativo, para que encontre profissionais sérios e não somente os grandes charlatões. E olha, tem vários. Bons mentores, bons professores, bons coachings são aqueles que escutam e contribuem com um norte para quem os segue, sem doutrinar ou impor as suas verdades. Profissionais sérios são aqueles que continuam estudando por toda a vida, pois só assim somam mais conhecimentos. Guru bom é o que não se vangloria de sua posição e nem guarda pra si o que aprende por medo de dividir seu conhecimento com outros, com receio de que sejam melhores do que ele. E por que esse assunto é importante? Para que seu crivo te ajude a escolher o melhor para você. Podemos ter vários gurus ao longo de nossa existência. Se parar para analisar, seus primeiros professores estavam dentro da sua casa. Foram seu espelho e referência pelos primeiros anos de sua vida até que chegassem os outros. E neste caminho, tantos puderam te levar a muitos aprendizados. Mas quando o questionamento é existencial como: quem sou eu, o que eu tenho que fazer, qual minha missão? Sua escolha deve ser cuidadosa, pois o caminho que seguir poderá te ajudar ou só deixa-lo ainda mais confuso. Uma outra dica que eu vejo como importante é: gurus que usam muito o pronome EU, talvez ainda estejam demasiadamente envoltos numa cortina de seu próprio ego. Eu sei, eu posso, eu consigo, eu conheço o melhor caminho para..., eu tenho as respostas... esse EU incessante demonstra pouca humildade e uma necessidade de reconhecimento constante. Dessa maneira, em algum momento, a admiração que temos por quem tem algo a nos ensinar, passa para uma grande frustração por alguém que promete e fala demais, mas não aplica seus próprios conhecimentos. Estamos todos neste caminho? Sim. Mas há quem reconheça que segue aprendendo, mesmo na polaridade de ensinante; e há quem já se julgue sábio o suficiente, a ponto de não precisar de feedbacks de ninguém. Destes, corra!  

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