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Dicas de Yoga


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Dicas de Yoga | 28 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Disciplina é Liberdade

Disciplina é Liberdade! Te parece estranho ouvir que a disciplina pode te levar a liberdade? Talvez porque você tenha comprado a ideia de que a liberdade é fazer tudo que tem vontade, não é? Comer o que quer, ir onde tem vontade, só fazer o que gosta. Você já parou para pensar as consequências disso? Na vida real, não existem ações sem consequências. Se você tem um objetivo, precisa fazer escolhas e abrir mão de alguns prazeres momentâneos em nome de algo maior. Patanjali parece já ter percebido isso, há séculos atrás, quando compilou o primeiro grande tratado de Yoga e descreveu o caminho para liberdade em 8 passos, ou o Ashtanga Yoga. No Yoga sutras, Samadhi é considerado o objetivo do Yoga e são apresentados alguns passos que devem ser seguidos para se chegar lá. Samadhi é a libertação do ego, a absorção em purusha, o degrau mais alto dos oito. Para chegar em Samadhi, Patanjali descreve passos que determinam limites e exigem disciplina. Na verdade, o caminho para Samadhi, ou, o Yoga, começa com disciplina. Os dois primeiros passos, inclusive, são aqueles que te ajudam a construir a estrutura, a base para o caminho. São aqueles que ninguém vê, mas que se fazem fundamentais na jornada. Estes passos estabelecem limites, controles e restrições para que seu comportamento interno, consigo mesmo e no relacionamento com os demais, seja ajustado de forma a te direcionar corretamente até a libertação. Segundo Patanjali, nossa mente conturbada, agitada e indisciplinada é impura, nos impedindo de ver a verdade. Como o lago que quando com ondulações não fornece um reflexo nítido. A proposta do Ashtanga Yoga é a correção da mente através desta disciplina para que estejamos prontos para aplicar os passos práticos. Em ordem, os passos do Ashtanga Yoga são: Yama - O controle dos impulsos naturais que se manifestam através de nossos órgãos de ação Niyama - As disciplinas ou observâncias internas que o Yogi deve seguir. Asana - As posturas psicofisicas Pranayama - O controle do prana através de respiração consciente Partyahara - A Abstração dos sentidos Dharana - A concentração Dhyana - A meditação Samadhi - A libertação Yama e Niyama preparam o praticante a lidar consigo mesmo e estar pronto a aplicar asana e pranayama, que por sua vez, equilibram o fluxo da energia no organismo, e o preparam para as técnicas que seguem. Por exemplo, como sentar em meditação para trabalhar os próximos passos se seu quadril é tão rígido que não permite relaxar com a coluna alongada? Até este ponto, as etapas sugeridas por patanjali preparam o corpo fortalecendo o sistema nervoso e melhorando a qualidade da respiração e o emocional controlando pensamentos e atitudes para que o Yogin possa chegar a etapa central que fica entre as esferas de trabalho externo e interno do caminho - Pratyahara. Pratyahara é a transição entre o corpo (asana e pranayama) e a mente (dharana). Esta abstração dos sentidos tem o objetivo de te levar de fora para dentro. ignorar a influência dos objetos internos te deixa absorto na sua mente para Dharana. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   A partir daqui tudo acontece internamente e os três próximos passos são chamados de Samyama e acontecem consecutivamente, como um sendo o aprofundamento do outro. Em Dharana, seu trabalho é se concentrar em um ponto só, limitando a atividade da consciência. Em Dhyana, o objeto de concentração ocupa sua atenção parando o fluxo de pensamentos para então chegar em Samadhi e a união com o objeto e o ato de meditar se concretizar. Em Samadhi, o contemplador é absorvido na consciência universal, livre do ego. Como qualquer caminho, o início é sempre mais difícil. É necessário fazer as alterações de comportamento e renúncias (Yamas e Niyamas), a aplicação de práticas que tornem possível trilhar o caminho desejado, (Asana, Pranayama e Pratyahara), para então começar um processo progressivo e mais fluido na direção correta (Samyama) até o objetivo final. O caminho tem sempre a mesma estrutura básica, não importando seu objetivo. O grande impulso para a disciplina é saber qual o caminho você quer trilhar. A verdadeira liberdade está em seguir tudo que você escolheu. A vida sem limites e disciplina não te faz livre, te faz escravo dos desejos e dos sentidos. Se você quer correr uma meia maratona não vai poder sair com os amigos toda noite e beber, se você quer ter um diploma universitário vai abrir mão de muitos programas e até oportunidades durante o período de estudo. Controlar o passageiro visando o objetivo maior. Assim é, no Yoga e na vida. O domínio de si é instrumento para a liberdade. Não importando se seu objetivo é a libertação espiritual ou qualquer outro na vida material, a disciplina e o autocontrole são instrumentos para manter o caminho claro. A liberdade exige disciplina até que não haja mais necessidade de esforço em abrir mão do que não te leva ao seu caminho. Se você segue seu interior, seu desejo íntimo, nada mais é sacrifício, é feito com coração, com verdade. E então você é livre.    

Dicas de Yoga | 26 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Para Incluir a Prática na sua Rotina

Para Incluir a Prática na sua Rotina Eu sempre recebo perguntas sobre como manter a prática ou como retomar após um tempo parado… Acredito que por ser praticante de Ashtanga Yoga e me beneficiar da prática diária e individual, as pessoas imaginam que eu saiba a “receita”. Digo receita por que nossa sociedade atual espera tudo pronto e fácil como se juntar ingredientes fosse fazer funcionar, quando na verdade, a mudança de hábitos é uma responsabilidade e um caminho exclusivamente seu. Sabe, eu nunca tive muitas dificuldades em ter disciplina, e provavelmente esta característica é até mesmo um defeito meu. Não se permitir falhar é um fardo grande onde não existe perfeição. Mas nessa luta para equilibrar tanta disciplina entre Tapas (autodisciplina) e Ahimsa (a não violência), eu estou aqui escrevendo para ajudar meus colegas Yogis que tem a dificuldade contrária, de criar novos hábitos, sair da zona de conforto, na intenção de dividir um pouco desse fogo transformador. A autodisciplina também faz parte dos 8 passos do Yoga descrito por Patanjali no Yoga Sutras. Tapas é um dos 5 Nyamas, as observâncias internas que o Yogi deve ter para seguir com sucesso o caminho do Yoga. Tapas é o esforço envolvido em todo processo de transformação, muitas vezes descrito como o fogo que queima as impurezas. É fazer o que deve ser feito, porque sim. Sabe quando, na infância, sua mãe te mandava fazer algo sem escapatória? Então, Tapas é sua mãe mental, que não deixa seu cérebro entrar na zona de conforto e comanda a execução do que é necessário.   “Tapas são disciplinas, na forma de votos ou decisões que negam a você mesmo alguma coisa que você gosta. Através da disciplina nasce o poder de lidar com os pequenos sofrimentos da vida diária aqui descritos como impurezas“ Gloria Arieira - O Yoga que conduz à plenitude   Certamente você usa essa autodisciplina diariamente para executar tarefas como sair para o trabalho no horário, escovar os dentes e etc. A principal dica que posso dar é que você encare sua prática como uma destas tarefas que são obrigatórias e naturalmente ela se tornará um hábito. Se você pratica em estúdio de yoga ou academia, realizar a matrícula como comprometimento inicial é muito fácil, mas ainda há o desafio de comparecer às aulas. Algumas das dicas abaixo também ajudarão quem precisa sair de casa para praticar, mas a intenção deste artigo realmente é ajudar aquelas pessoas que praticam em casa, e que enfrentam um desafio ainda maior de manter seu comprometimento mesmo distante dos olhos alheios. Então, vamos à elas:   Estabeleça um objetivo Não pratique Yoga para conseguir fazer posturas específicas. Existem atividades físicas muito mais eficientes para te ajudar a se tornar um contorcionista ou um expert em parada de mão. Se praticar pelas posturas a desistência será quase certa. Alguns dias seu corpo vai estar incrivelmente flexível e vai te dar prazer executar asanas difíceis, no outro será penoso tentar as mesmas posturas que você já está acostumado a fazer. O que vai te fazer manter a prática mesmo passando por uma fase física ruim, como durante o tratamento de uma lesão, por exemplo, é seu objetivo. Pratique com um objetivo maior e compreenda que a prática diária é um comprometimento de longa data com você mesmo e sua evolução. No início seu objetivo pode ser algo mais simples como relaxar para dormir bem, mas sua prática pode ser sua terapia, sua reza, seu auto-estudo e tudo ao mesmo tempo. Entenda o porque você quer praticar e mantenha esse foco em mente. Mantenha um horário fixo e pratique diariamente. Mesmo que por pouco tempo, comparecer em seu tapetinho todos os dias no mesmo horário estabelece um hábito. Idealmente se pratica de manhã, ao acordar, em jejum. Sim, o ótimo é inimigo do bom, e da mesma maneira que você não vai deixar de praticar se tiver somente 15 minutos livres, não deixe de praticar se seu cronograma não permite uma prática matutina.   Ajuste seu tempo de prática com suas atividades diárias e determine o melhor horário para este compromisso. Você pode ter 2hs para executar asanas 3 dias da sua semana, mas nos outros dias tudo que você consegue são 15 minutos de meditação, e tá tudo bem! Sabe aquele dia em que você jura que não consegue praticar, seja por cansaço, dor no corpo, doença ou estresse? Pratique! Talvez você se surpreenda com a sua prática neste dia, talvez você tenha um colapso emocional e traga a tona o que era preciso para se renovar energeticamente, ou talvez você desista no meio e deite no sofá. O importante é não criar expectativas de como sua prática vai se desenrolar, o foco aqui é praticar diariamente. Simplesmente faça! new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Siga uma orientação precisa Não espere acordar antes do necessário para sua rotina diária e estar disposto a desenvolver uma prática do zero. Receita para o fracasso é acordar mais cedo ou chegar em casa cansado de um dia de trabalho e não estar certo do que vai fazer. Se você pretende seguir o caminho da prática em casa, e não pode assistir as aulas ao vivo do YoginApp, opte por seguir um método com séries fixas, como o Ashtanga ou utilize video aulas. Praticar por aulas gravadas traz um trabalho extra de programação do que você pretende fazer com certa antecedência. Crie uma lista com 5 aulas para a semana, por exemplo, e siga durante 1 ou 2 meses, depois renove sua lista para os próximos meses. Crie um ritual: Tome banho, acerte o nível de luz e acenda um incenso, ou qualquer outra coisa que faça você se conectar com o momento. Tomar um banho antes de praticar é realmente uma dica importante que dou para meus alunos. Retirar a energia pesada do sono ou de tudo que ocorreu durante o dia do seu corpo através de água corrente é renovador. E nunca pratique na cama ou com a mesma roupa que usou para dormir. Se puder, deixe tudo semi-pronto para o horário em que você se comprometeu, talvez seu tapete já estendido no chão e sua roupa de prática dobrada na bancada do banheiro para quando você acordar ou chegar em casa. O “cenário” funcionará como um gatilho para o seu cérebro fazendo-o lembrar da recompensa, que é como você se sente ao final da prática Pratique a presença e esqueça passado ou futuro no momento que antecede sua prática. A expectativa de sucesso ou fracasso baseada em experiências prévias ou a esperança de futuro podem contribuir para a procrastinação. Se você é daquele tipo de pessoa que vai começar na segunda, esquece. Inicie já. Sempre haverá um amanhã na sua mente para você adiar seus planos, mas seu corpo não conhece os dias de semana. Seu corpo está sempre no presente, ele não conhece esse seu amanhã, aprenda com ele. Pratique sempre como se fosse a primeira e última vez. Você conhece o plano das 24h dos alcoólicos anônimos? Ou, “só por hoje”? Trabalhe com expectativas de curto prazo e diariamente aplique a mesma meta. Se por acaso você falhar com seus compromissos em um dia, retorne no dia seguinte novamente como único, primeiro e último.   E acima de tudo, trabalhe sua auto-estima. Estar no tapetinho diariamente é uma demonstração de amor próprio. Não se esqueça de que praticamos também para nos tornarmos melhores para todos, partindo do princípio que nos tornamos primeiramente melhores para nós mesmos. Apesar de ser uma jornada solitária e desafiadora, a prática diária te torna altamente conectado consigo e independente.   Boas Práticas!  

Dicas de Yoga | 25 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Saucha – Limpeza Interna

Saucha Você possui rituais antes da sua prática? Como você se prepara? Sabe, uma coisa que eu sempre precisei fazer antes de praticar é escovar os dentes. Quando comecei a frequentar as aulas de Yoga, as aulas da noite se encaixavam melhor no meu cronograma, então eu ia direto do escritório onde trabalhava para a academia. Precisava chegar com tempo suficiente para me trocar e escovar os dentes. Não sei, mas de certa forma, me sentia mais limpa e confortável durante a prática. Nenhum dos meus colegas pareciam compartilhar da minha “mania”, mas fazia tanto sentido para mim que fiquei surpresa ao aprofundar meus estudos e conhecer o primeiro Niyama descrito por Patanjali no Yoga Sutras: Saucha. Os Niyamas são observâncias internas que o yogin deve ter.  Ao contrário dos Yamas, que são as observâncias externas, o compromisso em relação a todo o mundo, os niyamas trabalham um compromisso interno, com si próprio. Sendo os primeiros “passos” do Yoga nas descrições de Patanjali, os Yamas e Niyamas são considerados de extrema importância para a prática. Existe um motivo para que os Yamas e Niyamas venham antes de asanas na ordem de apresentação dos passos do Yoga. Ao trabalhar nosso corpo físico através da prática de asanas, estamos trabalhando e direcionando uma energia poderosa. Não devemos chegar ao tapete despreparados e com atitudes mentais e emocionais conflitantes com os princípios do Yoga. Saucha ou Shaucha pode ser traduzido como limpeza ou pureza, onde não só o corpo físico é considerado. Sendo o Yoga uma ferramenta para um trabalho holístico, essa limpeza se estende também para a mente e espírito se referindo a uma pureza do externo, do interno e até mesmo do ambiente. Essa limpeza mais óbvia, a do corpo, vai muito além do banho, do escovar os dentes e do lavar as mãos. Técnicas para limpeza de mucosas, algumas aparentemente estranhas para nós, chamas de Kryias são praticadas pelos Yogis mais dedicados há séculos. Alguns desses kriyas já foram incorporados no ocidente como, usar um lota com água salgada para limpar a mucosa nasal; praticar trataka para limpar os olhos; ou experimentar a respiração kapalabhati durante uma prática, mas outros requerem um pouco mais de comprometimento e alguma coragem como o varisara dhauti, onde bebe-se água morna com sal para evacuar e limpar os intestinos, ou o vamana dhauti, onde deve-se beber a água morna com sal e induzir o vômito para limpar o estômago. Ainda considerando a pureza física do nosso corpo, devemos cuidar também do que ingerimos. A escolha de alimentos saudáveis e a rejeição a drogas evita que nosso corpo tenha que lidar com substâncias tóxicas tornando a purificação através da prática física menos dolorosa e exigente. A limpeza física também está relacionada aos ambientes em que vivemos, nossas casas, locais de trabalho e especialmente o nosso local de prática. É comum neste caso fazer uma referência da organização do ambiente com a sua mente. Observe que quando seu quarto está bagunçado, geralmente suas emoções também estão. Em contrapartida, trabalhar em um ambiente organizado melhora sua produção. Ambientes claros, limpos e livres de acumulação contribuem para uma clareza mental. Esses dois tipos de purificações se chamam Bahir Shaucha (a externa) e Antah Shaucha (a interna). Antah Shaucha aborda uma limpeza energética, emocional e mental. Nossa mente quando não consciente, reage com base em impressões previamentes gravadas (impurezas), como um modo automático, em ciclos que se repetem. Você já ouviu que não se pode encher um pote que já está cheio? É preciso esvaziar-se para receber o conhecimento. Para nos livrarmos do lixo, é necessário trazer consciência para os nossos atos, deixando de agir pelo impulso da mente. Reconhecer e dominar nossas emoções e selecionar o que pensamos é o caminho para esta limpeza interna. Evitar vibrações baixas, músicas e filmes agressivos, apreciar a natureza, estar próximo de pessoas positivas são ações de purificação interna.   “E, da pureza da mente, [nasce] a satisfação da mente, a concentração, a conquista dos sentidos [e por fim] a preparação para o autoconhecimento” Yoga Sutras de Patanjali 2.41 “ Os sentidos oferecem informações sobre os objetos do mundo, então a mente responde com desejo, repulsa ou indiferença. Se a mente consegue se manter calma e satisfeita, há pureza da mente, que é o preparo necessário para o conhecimento do Eu.”  Gloria Arieira - O Yoga que Conduz à Plenitude   A meditação e a prática de asanas podem ser utilizadas para essa “faxina” interna. Tirar alguns momentos do dia para trazer consciência aos seu atos e observar seus pensamentos podem te renovar como um bom banho. A prática de asanas, além de trazerem bem estar, é uma ferramenta para purificação do nosso corpo, limpeza de canais energéticos e concentração mental.   Olhar para dentro é um trabalho difícil e normalmente doloroso. Ninguém quer olhar seu lixo interno principalmente porque, para limpar, em algum momento você vai precisar se sujar. Esse é o processo natural. Antes de encarar toda essa impureza, é importante reconhecer que você não é este lixo e não criar identificações com o que for encontrado. Na verdade, o verdadeiro Eu é aquele que está sufocado por toda essa bagunça que acumulamos.   Então deixo com vocês a mesma dica que dou aos meus alunos: antes de iniciar sua prática, tome uma banho e chegue ao seu tapete ou ao estúdio alguns instantes antes. Se você caminha até o estúdio, experimente tornar esta caminhada em uma meditação em movimento. Sobre o banho, muito mais do que retirar a sujeira material, a água corrente é capaz de renovar a energia absorvida no dia inteiro, se você pratica a noite ou mesmo aquele peso do seu sono, se você pratica de manhã. Se você não pode tomar banho, lave o rosto, as mãos, e, por que não, escove os dentes! Estes instantes logo antes do início, onde você só está “entrando no clima” podem mudar completamente a sua prática. Não só a tornam mais ritualística, como te dão um novo frescor físico e mental.   Acima de tudo que foi dito, é importante compreender que a pureza também é estar livre de julgamentos. Nada é essencialmente puro ou impuro. Não torne-se obsessivo com essa limpeza. Não julgue atitudes e pensamentos, sejam seus ou do outro como impuros. Aceitar nossa mente como ela é também é um exercício de presença. Saucha é falta de excessos, redução, simplicidade, para que possamos nos “limpar” da poluição desnecessária, do acúmulo material, mental, energético e emocional.   Namastê!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 24 nov 2020 | Ellen Lima

Trataka: Asanas para os Olhos, Terapia para Mente

TRATAKA: ASANA PARA OS OLHOS, TERAPIA PARA A MENTE Trataka é um dos seis Kriyas (técnicas de purificação interior)  que compõe os shatkarmas descritos no capítulo II do Hatha Yoga Pradipika e capitulo I do Gheranda Samhita. Do sânscrito, Trataka significa “olhar fixamente”. Tem como objetivo limpeza e purificação dos músculos e nervos ópticos através da concentração do olhar em pontos fixos ou através de movimentos específicos com os olhos. Os benefícios físicos são limpeza e tonificação dos músculos e nervos oculares, e mentalmente é um ótimo exercício que prepara para meditação, além de desenvolver maior poder de concentração e força de vontade. O Trataka pode ser feito de três maneiras diferentes: Bahiranga Trataka: exercício externo que consiste em olhar fixamente, sem piscar, para algum ponto específico até que seus olhos lacrimejem. Sentado em posição confortável estique seu braço à frente, mantenha as mãos fechadas apenas com o dedão voltado para cima e olhe fixamente para a unha. Movimente seu braço para a direita e siga o ponto focado apenas com os olhos (sem movimentar a cabeça), primeiro para os lados, depois para cima e por fim para baixo.  Logo depois inicie o movimento circular de forma bem lenta: movimente a mão para cima, para o lado e para baixo (trocar o braço para o próximo lado) e suba pelo outro lado, completando um círculo. Ao terminar esfregue suas mãos para produzir calor e em forma de concha, de maneira que não entre luz coloque sobre os olhos sem apertar, apenas para descansá-lo.   Antaranga Trataka: exercício interno que consiste na imaginação de um símbolo (normalmente o OM) ou yantra (figuras geométricas que atuam como ferramenta para concentração, contemplação ou meditação) no ajna chakra, espaço entre as sobrancelhas, com o objetivo de visualizá-lo claramente como se estivesse olhando para ele.   Artarbahiranga Trataka: este exercício combina os dois explicados acima, realizando-o de forma alternada. O mais conhecido é o da chama da vela, que consiste em fixar o olhar na chama da vela, sem piscar, até lacrimejar e depois fechar os olhos e imaginar essa mesma chama na altura do ajna chakra.   OBSERVAÇÃO: o Trataka é contra-indicado para pessoas com glaucoma e epiléticos não devem praticar o Artarbahiranga Trataka. (Swami Satyananda Saswati – Asana Pranayama Mudra Bandha) Em uma prática de Yoga onde tive o primeiro contato de Trataka, a primeira coisa que me veio à mente foi a lembrança de uma técnica psicoterápica da qual já fui paciente, chamada EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing ou Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares). A técnica foi desenvolvida na década de 80 por uma psicóloga americana chamada Francine Shapiro que consolidou este método após suas pesquisas com veteranos de guerra do Vietnã, que relataram que após a terapia que os ‘flashbacks’ de bombas e tiros que ecoavam na mente, não mais apareciam. A terapia consiste em analisar os padrões de sentimentos negativos do paciente, fobias, ansiedades, medos e traumas e colocá-los em uma escala de incômodo que após as sessões, será reavaliada. Uma especialista em EMDR diz que ‘\"com o EMDR criamos uma situação onde o próprio cérebro encontra um caminho de autorregulação”. “Segundo Francine Shapiro, quando o paciente combina a memória do trauma aos movimentos laterais dos olhos, ativa mecanismos cognitivos e fisiológicos que reprocessam o trauma e dessensibilizam a ferida, como sugere o nome da terapia.” A técnica parte do princípio que as lembranças dolorosas são armazenadas de maneira disfuncional no cérebro. Sabe-se que é durante o sono REM (Rey Rapid Moviment ou Movimento Ocular Rápido) que o cérebro reprocessa e arquiva as informações do que aconteceu. A técnica de psicoterapia ‘imita’, de uma forma acelerada, esse processo que acontece durante o sono REM, fazendo estimulação bilateral do cérebro através dos movimentos oculares, que segundo os especialistas na técnica “é o arranque para que o cérebro reprocesse a memória negativa”.  Nas ultimas fases da psicoterapia trabalha-se a troca de crenças e padrões  negativos por pensamentos positivos. O que mais chama a atenção é a semelhança entre uma técnica milenar do Yoga, o Trataka, com uma técnica de psicoterapia recente que vem demonstrando bastante eficácia. Permitindo enxergar o Yoga como uma ‘ferramenta antiga’, ousaria dizer, pelo seu respeitável tempo de existência, a mãe de todas as terapias que visam o bem estar do ser humano. Yoga é uma filosofia que se desenvolveu baseado no cuidado com o ser humano como um todo: mente, corpo físico e energético e espírito. O yoga tem como foco “cessar a instabilidade da mente” através dos asanas, pranayamas, meditações, kriyas. As perturbações ou distúrbios da mente que são pontos de análise da psicologia, que busca suas causas, já foram descritas antes mesmo de que a psicologia existisse como profissão. Patanjali descreveu essas perturbações nos Yoga Sutras. São as cinco principais causas de sofrimento da humanidade, chamados Kleshas. São eles: avydia (ignorância), asmita (ego), raga (atração), dvesha (aversão), abhinivesha (apego à vida ou medo da morte). Não seriam esses os mesmos focos das atuais técnicas de terapia?! Não venho de forma alguma através desse texto diminuir a importância da psicoterapia, tenho grande respeito por essa profissão, o objetivo é enaltecer a importância do Yoga para a saúde emocional dos seres humanos. Pessoas precisam sim de ajuda profissional na área da saúde, algumas estão tão perdidas que necessitam de um profissional para ajuda-las a se reencontrar e retomar o controle de sua vida, mas diante dos benefícios incontestáveis do Yoga e da semelhança entre o Trataka e do EMDR, penso em como seria bom se o Yoga fosse ensinado desde cedo às pessoas, muitos dos males da vida moderna poderiam ser evitados, as pessoas saberiam lidar melhor com suas emoções, saberiam respirar corretamente e dessa forma controlar a mente que salta de um lugar para outro de forma desordenada nesse mundo de tantas informações, saberiam silenciar os pensamentos ao invés de se desesperar com as imaginações que causam medo, ansiedade, aflições; entoariam um mantra ao invés de resmungar palavras de baixa energia, saberiam direcionar o fluxo de suas energias e usariam seus pensamentos como um aliado e não como um inimigo que sabota o tempo todo. Nos EUA algumas escolas já inseriram o Yoga na grade curricular, no Brasil algumas experimentam como projeto escolar, mas o fato é que os benefícios são inúmeros, basta colocar nos sites de pesquisa para ver a quantidade de reportagens que abordam tais benefícios, entre eles o que mais se destaca é a melhora de alunos com problemas de concentração. Introduzir o Yoga na vida das crianças pode ser a melhor maneira de criarmos uma sociedade mais saudável física e emocionalmente. Praticar Yoga, mesmo depois de adultos e com inúmeras crenças enraizadas, nos ajuda a descontruir paradigmas e refazer nosso ‘ambiente emocional’. Não sou mais paciente de psicoterapia há anos (em específico do EMDR), mas faço uma auto-terapia diária chamada YOGA e vejo hoje o Trataka de uma forma muito diferente, o vejo como minha sessão de ‘EMDR yogin’!  

navasana, postura do barco
Dicas de Yoga | 22 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Navasana sem preconceitos

Sem preconceitos! Navasana foi uma das posturas sugeridas por mim no texto Criando uma Base para o seu Sirsasana como uma postura preparatória, mas este asana, em si, já constitui um grande desafio para muitos praticantes. Acredito que ao lado de chaturanga dandasana, é a postura mais mal falada e temida. Dá para sentir no ar o preconceito dos alunos no momento em que o professor dita: Navasana... Podemos olhar para Navasana, como temos feito com os outros asanas, pela visão sutil, para compreender quais são esses desafios propostos na execução. Navasana exige uma boa dose de força e equilíbrio, uma sabedoria na balança do esforço e suavidade. Contribui para desenvolver coragem e determinação no praticante. Desenvolve vitalidade e calor trabalhando o manipura chakra, ou plexo solar. O Plexo Solar é o centro da vitalidade, auto afirmação e energia pessoal. Localizado acima do umbigo, próximo às costelas, é o chakra mais influenciado pelas nossas emoções, tanto positivas quanto negativas.   É essa vitalidade, e o equilíbrio das polaridades que vai permitir que seu barco não afunde. Então muito mais do que uma postura de força, Navasana te exige sabedoria na distribuição da sua atenção e esforço para manter um estado mental mais equilibrado independente do desafio a ser encarado. Essa sabedoria começa mesmo na execução da postura. Talvez você esteja forçando demais a subida de suas pernas sem dar a atenção necessária á base, no assoalho pélvico. A postura exige sim uma boa dose de força na musculatura do seu tronco, mas tudo começa no equilíbrio da pelve, onde nosso querido uddiyana bandha (a sucção do baixo ventre) dá aquela grande contribuição. O acionamento deste Bandha ajuda na estabilização do peso do seu corpo na área da pelve enquanto traz as coxas próximas ao abdome. Se você executar o movimento de aproximar as coxas do tronco sem acionar o uddiyana bandha, sua coluna naturalmente se curva e seu corpo tomba para trás. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Navasana Navasana também é uma ótima postura para avaliar a influencia do ego. Os praticantes normalmente se dividem entre aqueles que querem subir os pés esticando as pernas a todo custo e aqueles que nem tentam porque se acham fracos demais. Nos dois casos é o ego quem fala. Só se conquista um navasana estável por muitas respirações compreendendo os seus limites reais e enfrentando os desafios, ficando mais forte. Para entender a variação ideal de Navasana para você, sente-se com joelhos juntos e dobrados, as solas dos pés no chão. Ative o assoalho pélvico. Deixe que a base de sua pelve se arredonde suavemente, acomodando seu peso no espaço entre os ísquios e o cóccix. Acione mula bandha e uddiyana bandha. Se você tiver uma protuberância óssea na área do cóccix, utilize uma base mais arredondada. Em seguida, na inspiração, crie espaço entre as suas vértebra s alongando o tronco. Mantenha as mãos nos joelhos sem segurá-los e vá inclinando seu tronco para trás balanceando o peso de suas pernas na tentativa de tirar seus pés do chão. Solte um pouco as mãos dos joelhos mantendo os braços esticados paralelos ao chão e as palmas uma voltada para outra. Se esta variação ainda é um desafio, mantenha a pontinha dos pés no chão. Para quem se sente confortável, a subida das pernas vai acontecendo gradualmente até que o equilíbrio dentro da postura completa seja conquistado e você possa olhar as pontas dos dedos dos pés.   Os benefícios físicos da postura do Barco são o fortalecimento dos músculos abdominais e os flexores do quadril; a melhora da saúde de todos os órgãos abdominais, especialmente do fígado e dos rins, contribuindo na desintoxicação do corpo e estrutura o tronco, melhorando dores na coluna por má postura. Para melhorar o alongamento dos isquiotibiais e aprofundar seu navasana, trabalhe em adho mukha svanasana, o cachorro olhando para baixo, a elevação dos ísquios ao teto. Se você olhar a foto do navasana de cabeça para baixo, verá que as duas posturas possuem um ângulo de flexão de quadril similar. Na mitologia, o barco representa a travessia, a jornada a expedição. Encare navasana como essa grande viagem de autoconhecimento ao seu centro e não como um obstáculo a ser ultrapassado. Boas práticas!

Dicas de Yoga | 21 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Um Carinho para o Corpo – Yoga Suave

Um Carinho para o Corpo - Yoga Suave Nessa semana teve dia de lua. Como alguns já sabem, eu, praticante de Ashtanga Yoga não faço minha sequência de asanas nos dias de lua cheia e lua nova. (Se você ainda não sabe o porquê, tem explicação aqui: https://yoginapp.com/moonday/ ) Mas mesmo assim eu gosto de me preparar antes de dar as minhas aulas. Minha preparação envolve uma sequência de Yoga suave, curta e gentil. Essa mesma sequência é ótima para ser usada em dias de indisposição física e estresse mental. Não tem restrições ou faixa etária, é apenas uma grande gentileza para o corpo. A sequência nutre a coluna e cria espaço enquanto o movimento e a mente acompanham a respiração. É sobre apenas respirar e permitir um movimento fluido sem grandes esforços. Encontre um lugar silencioso e deixe seu corpo ser levado pela respiração. Comece sentando-se confortavelmente, se possível no seu tapete de prática. Se te dá mais conforto elevar o quadril, sente-se em uma almofada firme, cobertor dobrado ou bloco. Mãos repousando sobre os joelhos.  Traga toda sua atenção para o corpo físico e enquanto faz um escaneamento mental desde o topo da cabeça até a sola dos pés, relaxe toda tensão no corpo e alinhe a coluna, tentando levar o topo da cabeça ao teto, enquanto mantém ísquios apoiados e queixo paralelo ao chão. Suavize os músculos faciais. Perceba sua respiração e a torne consciente. Cada vez mais longa e profunda, tentando igualar o tempo de inspiração e exalação. Relaxe a mordedura em uma expiração. Comece a elevar os braços paralelos com as palmas uma voltada para a outra sem subir ombros em direção às orelhas durante a inspiração. Aproveite este início para sincronizar seu movimento com a respiração chegando com as mãos acima da cabeça no final na inspiração e deixando o corpo descer a frente na exalação. Permita que a respiração leve seu movimento, como quando se é conduzido em uma dança.     Respire algumas vezes deixando o topo da testa tocar (ou tentar tocar) o chão. Fique por algumas respirações e durante uma inspiração vá desenrolando a coluna enquanto caminha as mãos em direção aos joelhos. A cabeça sobe por último e aproveite um giro de ombros para trás para retomar sua postura. Inspirando eleve novamente seus braços acima da cabeça. Exalando, desça a mão direita no chão. Inspire e cresça o braço esquerdo em direção ao teto e exale apoiando-se na mão direita e dobrando o cotovelo até o máximo que puder ir sem que seu braço esquerdo tampe a sua visão do teto. Respire de 5 a 10 vezes nesta postura e suba os braços acima da cabeça inspirando para começar tudo para o lado esquerdo. Termine com os braços acima da cabeça para execução do próximo movimento.     Agora para a torção dinâmica, desça os braços torcendo enquanto exala e suba retornando o corpo ao centro enquanto inspira. Para torcer para o lado direito, a mão esquerda apoia no joelho direito e a mão direita ao chão, mais próximo possível do cóccix, para torcer para a esquerda, a mão direita abraça o joelho esquerdo. Repita três vezes para cada lado.     Terminando com os braços novamente acima da cabeça, entrelace os dedos das mãos e gire as palmas para o teto. Concentre seus esforços em expandir a área das costelas na inspiração e manter os ombros afastados das orelhas. Exale girando a palma das mãos para o chão, descendo até a nuca e relaxando o pescoço com queixo em direção ao peito. O apoio das mãos é suave para intensificar levemente o alongamento da cervical. Lembre-se que não estamos testando nosso limites nessa prática.     Mantenha por 10 respirações. Inspire elevando o rosto e desentrelaçando os dedos. Exale descendo as mãos sobre os joelhos. Leve as mãos ao chão a frente de suas pernas e com um suave impulso entre em quatro apoios. Punhos abaixo dos ombros, joelhos na largura do quadril     Comece a fluir no gato-vaca. Inspirando rosto e ísquios apontam ao tetos, exalando olhar no umbigo e cóccix direcionado para o chão. Repita o fluxo por 5 vezes, pare na neutralidade da coluna e empurre o chão para entrar no seu Adho Mukha Svanasana, ou, o cachorro olhando para baixo.     Em adho mukha, dobre o joelho direito tentando encostá-lo no esquerdo durante a exalação. Retorne as duas pernas esticadas inspirando e repita dobrando agora o joelho esquerdo. Faça o movimento 3 x para cada perna.   Se estiver disposto, eleve o pé direito inspirando em eka pada adho mukha svanasana e exale trazendo entre as mãos para anjaneyasana. Se seu corpo te pede mais gentileza, apenas traga o pé direito entre as mãos.     Inspire esticando o joelho direito e exale levando o queixo em direção a sua canela. Permaneça 5 respirações, inspire subindo o tronco e dobrando novamente o joelho e exale levando-o ao lado do esquerdo no chão.      Inspire esticando o joelho direito e exale levando o queixo em direção a sua canela. Permaneça 5 respirações, inspire subindo o tronco e dobrando novamente o joelho e exale levando-o ao lado do esquerdo no chão.   Faça uma inspiração e exale voltando para seu adho mukha svanasana. Repita tudo com a perna esquerda. Um lado é sempre diferente do outro, não julgue. Se precisar de pausa em qualquer postura, aceite o que seu corpo te pede hoje. Finalizando o movimento em adho mukha, leve os joelhos ao chão e sente-se nos calcanhares em balasana. Pode ser mais confortável afastando os joelhos e ainda mais confortável apoiando um bloco ou almofada entre os calcanhares. Respire pelo tempo que for confortável e inspire elevando o tronco. Deixe o peso deslizar seu quadril para o lado esquerdo e estique as pernas.     Junte as solas dos pés, abra-os com as mãos como se fosse um livro e exale descendo em baddha konasana tentando levar o peito ao chão. Não é necessário descer muito, apenas concentre-se em manter a lombar alongada e respire 5 vezes.      Inspire subindo o tronco, exale fechando as solas dos pés. Afaste as pernas inspirando e exalando vá caminhando com as mãos para longe do tronco. Para maior conforto, apoie a testa em um bloco. Respire por 10 vezes.   Inspire caminhando as mãos cada vez mais próximas a virilha e vá unindo devagar as pernas. Dobre os joelhos e desenrole o corpo deitando-se devagar. Prepare-se para torcer elevando o joelho direito na inspiração e segurando-o com a mão esquerda. Exalando, leve o joelho ao chão enquanto olha sobre o ombro direito. Se puder, mantenha ombro e joelho direitos no chão. Se for confortável, estique o braço direito na altura do ombro. Respire 10 vezes, inspire subindo o joelho e voltando o rosto ao centro. Exale descendo a perna ao lado da perna esquerda e prepare o outro lado. Monte seu ardha setu bandhasana apoiado dobrando os joelhos e elevando o quadril do chão. Apoie um bloco na parte baixa da lombar ou sustente com as mãos. Respire por 10 vezes e desça exalando.     Observe o fluxo de ar nas narinas direita e esquerda. Deite-se de lado em postura fetal para o lado de sua narina mais aberta. Faça algumas respirações com joelhos recolhidos ao peito e cabeça apoiada no braço de baixo.   new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Empurre o chão com uma mão e outra e sente-se novamente. Cruze as pernas ou escolha a maneira mais confortável de sentar-se. Respire por alguns instantes de olhos fechados. Tome consciência do seu ritmo respiratório e mental. Sem julgar, observe a relação entre eles. Leve as mãos unidas ao peito em anjali mudra. Direcione o rosto as mãos e agradeça ao seu corpo pela sua prática!     Namastê!  

yoga quanto tempo - Padmasana
Dicas de Yoga | 20 nov 2020 | Adri Borges

Progressão e Perfeição

Progressão! Na teoria progressão é o ato de caminhar para frente incorporando conceitos e idéias novas de uma forma gradual. É estar sempre aberto às novas possibilidades e ao elemento novo. A perfeição na teoria seria atingir a excelência na qualidade máxima dentro das reais possibilidades sem ter como referência imagens de Facebook ou Instagram. Na prática a progressão pode ser alcançada através dos sadhanas práticas espirituais diárias de yoga utilizando o conceito de perfeição como um caminho a ser percorrido e não como um objetivo final. Trabalhe com qualidade máxima dentro de suas reais e próprias possibilidades respeitando sempre seu corpo tendo sempre você mesmo como sua própria referência. Muitas vezes o perfeccionismo nos limita e nos impede de progredir e apreciar os momentos, enxergar as oportunidades e principalmente materializar nosso talentos. Precisamos aceitar a nossa vulnerabilidade. Colocar-se na ação, com consciência plena, dando o melhor de si, pode muitas vezes ajudar o perfeccionista a se contentar e aceitar o resultado final independente qual ele seja. Pois o mais importante é o desenrolar da ação. Segundo Bhagavad Gita, “Apenas o trabalho é o teu privilégio, nunca seus frutos. Jamais deixes os frutos da ação, serem tua motivação; e nunca pares de trabalhar. Trabalhe em nome do senhor, deixando de lado os desejos egoístas. Não te deixes afetar pelo sucesso ou pelo fracasso. Essa equanimidade é chamada de Yoga.” Considerar a perfeição fator essencial para o resultado final de nossos atos e projetos gera sentimentos de insegurança e inferioridade. Ficamos vulneráveis à opinião alheia, deixando de viver nossa autenticidade. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Quando saímos do nosso centro de referência nos deixamos influenciar pelo que acontece fora de nossa natureza interior ou seja pelas situações e pessoas que nos cercam. Segundo Deepak Chopra neste estado buscamos incessantemente a aprovação dos outros.   Quando vivemos nossa autenticidade nos realizamos e nos libertamos.   A opinião do outro sobre você nada mais é do que a forma como ele te enxerga. Estamos parcialmente prontos mas nunca perfeitos. Estamos em eterna construção em processo de transformação. Temos parte em nós completamente prontas assim como partes que ainda precisarão passar por uma reforma. Quanto mais você busca sua verdadeira natureza o seu EU mais se aproxima do campo da potencialidade pura.   Segundo a filosofia do Yoga, através do desenvolvimento de nossas potencialidades, nos aproximamos do nosso “EU” verdadeiro, a nossa essência, o Purusha.   Existe algo dentro de nós que nos move em direção ao caminho da Transformação. Ter consciência que é necessário MUDAR é também saber que temos chance de sermos ainda melhores do que somos. Temos potencial, conhecimento e principalmente vontade, MUDAR é a cada instante nos refazer, nos reconstruir e nos reestruturar “A perfeição em um asana é alcançada quando o esforço para realizá-lo se torna sem esforço e o infinito que está dentro alcançado.” Yoga Sutras II. 47   Namastê.    

Respiração Ujjayi
Dicas de Yoga | 16 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Yoga é para Ansiedade?

Yoga é para Ansiedade? Você certamente já ouviu anunciar uma aula de Yoga para ansiedade ou foi, ou conhece alguém que foi, direcionado para o Yoga como tratamento coadjuvante para ansiedade, não é mesmo?   Quantas pessoas chegam a sala para a primeira prática de Yoga e dizem: eu vim porque preciso relaxar.   E por que será que não simplesmente deitam em seus sofás ao invés de suar copiosamente durante uma ou uma hora e meia? Não seria mais relaxante não fazer nada?   A grande questão é que estas pessoas não estão cansadas somente fisicamente, estão cansadas de suas próprias mentes, ou, da falta de controle sobre elas. A mente comanda a nossa vida ao invés de ser comandada por nós quando estamos inconscientes, e isso é exaustivo.   Ansiedade, medo e preocupação são essenciais para a sobrevivência e evolução da nossa espécie. Não conseguir dormir direito na noite anterior a prova, olhar o celular toda hora aguardando uma resposta importante ou sentir o coração pulsar mais rápido antes de falar em público são aquelas ansiedades pontuais e comuns a quase todos durante a vida.   O grande problema é que acabamos nos identificando com essas emoções passageiras e transformando-as em sofrimento. É como se essa identificação fosse o alimento para os pensamentos que se multiplicam e perdem o controle. A mente cria uma realidade paralela ao agora enquanto vislumbra um futuro e nós nos permitimos nos envolver completamente com este devaneio, podendo chegar a expressar fisicamente esse descontrole através de batimentos cardíacos acelerados, visão turva, falta de ar, tontura, sudorese excessiva, formigamentos e etc.   Se você nunca teve uma crise de pânico, se considere sortudo pois, segundo a OMS (organização mundial da saúde), 33% da população mundial sofre de ansiedade e 4% é diagnosticada com sindrome do panico, fazendo com que as doenças mentais sejam consideradas o mal do século.   Se são o mal do século, como podem ser tratadas com aplicação de uma filosofia milenar? Como pode existir esse “Yoga para ansiedade”?   O Yoga exercita a presença através do controle dos vrittis “Yogash chitta vritti nirodhah” - Yoga é o controle das flutuações da mente.   Nos Sutras de Patanjali, são descritos 5 tipos de Vrittis: pramana, os meios de conhecimento válido; viparyaya, o erro; vikalpa, a fantasia; nidra, o sono e smrtayah, a memória.   “Vrttayah pancatayyah klistaklistah” - “estas modificações da mente são de cinco tipos; são causadoras de sofrimento e não causadoras de sofrimento” Gloria Arieira, O Yoga que Conduz à Plenitude.   Vamos nos concentrar no terceiro tipo de Vritti, a fantasia ou Vikalpa. Essa fantasia é algo criado na nossa mente sem a presença de um objeto. É como quando alguém te fala de outra pessoa e quando você finalmente a conhece ela não tem nenhuma relação com a imagem mental que você havia feito dela. A imagem mental não é real é Vikalpa.   Assim funciona a nossa mente com ansiedade, criando diversas imagens mentais, fantasias. A mente está hiperativa, turbulenta, descontrolada. Não é possível enxergar a realidade com discernimento. Identificados com nossos pensamentos, crenças, medos, condicionamentos e sentimentos acreditamos em uma realidade fantasiosa e sofremos. E se… eu ficar sozinho, perder o emprego, ficar doente? E se…   O objetivo da prática de Yoga é cortar esse “e se” trazendo a conexão mente-corpo de volta. Sendo a ansiedade o excesso de futuro, trazer a mente para o agora se torna remédio. Mesmo que sua mente viaje entre lembranças e expectativas, o seu corpo está no agora. Não há outro tempo onde seu corpo possa estar.   Nos sutras de Patanjali são apresentados caminhos para o controle destes movimentos mentais e no I:12 é dito que “ o controle daqueles movimentos da mente se dá pela repetição e pelo desapego”. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   A prática de asanas exige que você esteja conectado ao presente, ao corpo, sem esperar nada da próxima postura ou até mesmo da próxima respiração (desapego). Se você luta contra seu corpo, você se machuca e tudo se torna mais difícil. As lesões acontecem quando você realiza asanas sem Yoga, porque a mente não está conectada ao corpo, está no futuro, buscando desempenho.   “Você observa o que é sem preferência pelo que surge. Se o pânico estiver presente, você observa que o pânico está presente. Se a felicidade está presente, Você observa que a felicidade está presente. Mas você não luta contra o negativo e não se apega ao positivo. Você simplesmente permanece na experiência conforme ela se desdobra. Você aprende a estar totalmente presente.” - Kino MacGregor   Além de tudo, a prática de ásanas ajuda a alongar e liberar a tensão muscular provocada pela ansiedade e junto com a meditação são ferramentas aplicadas ao nível físico que exercitam a atenção no momento presente, quebrando a elaboração das fantasias mentais.   Os exercícios respiratórios são outra ferramenta de controle mental que trabalha também o prana. Reduzindo a velocidade da respiração e a tornando consciente, reduzimos a velocidade da atividade mental e dos pensamentos descontrolados, permitindo que a calma nos abrace.   A disciplina do Yoga (repetição) te torna forte para comandar sua mente e controlar os desvios da realidade. Com a experiência da presença, é desenvolvida uma percepção antecipada de que estamos em estado de inconsciência.   Eu tive minha primeira crise de ansiedade há alguns meses. Coração acelerado, falta de ar, tontura. Me disseram que eu estava pálida e parecia que eu ia parar de respirar. Há alguns anos atrás, poderia ter entrado em desespero, mas eu respirei, e só soube que tudo não aquilo passava de uma identificação minha com os vrittis por causa do Yoga. Se eu reconheço a minha mente como um animal selvagem a ser domado, posso escolher doma-lo. Mesmo que às vezes esse instinto selvagem possa dar o ar da graça. Sim, não nos tornamos invencíveis quando praticamos, apenas ganhamos conhecimento para o controle destas turbulências naturais da mente.     Já existem diversos estudos comprovando que o Yoga é eficaz no alívio da ansiedade. Mas não existe esse tal Yoga para ansiedade. Yoga é presença e “qualquer Yoga” que você faça, vai te dar as ferramentas para trabalhar os pontos deficientes dos seus processos mentais que desencadeiam a ansiedade.   O Yoga nos ensina quem realmente somos. Não somos emoções, pensamentos e lembranças, portanto, podemos dominá-los.   Apenas respire.  

Dicas de Yoga | 8 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Padangusthasana

Padangusthasana   Quem já fez minha aula sabe que Padangusthasana está incluída em 99% das vezes. Não só por usar como base o conhecimento proveniente do Ashtanga Yoga, mas também por considerá-la uma postura ao mesmo tempo fácil e intensa. Assim como ocorre na prática do ashtanga (Padangusthasana é a primeira postura da série fundamental) costumo colocá-la no início da prática para “acordar o corpo. Segundo Lino Miele, junto com Padahastasana, Padangusthasana possui um papel importante para o início do processo de purificação. Padangusthasana é uma flexão em pé para a frente. O nome é derivado do sânscrito pada= pé, angustha= dedão do pé, sendo a postura segurando o dedão do pé. A postura trabalha especialmente dois chakras, o Ajna Chakra (o terceiro olho) e o Swadhisthana (o Chakra sacral ou sexual), trabalhando sabedoria, intuição e emoções inconscientes. A posição mais baixa da cabeça ajuda a irrigação sanguínea da área e facilita a concentração, equilibrando mente e corpo, sendo um excelente asana de preparação para meditação. Para executar a postura: Inicie de pé, em tadasana. Afaste os pés na largura de seus quadris, ou com aproximadamente 15cm entre eles. Mantenha os pés paralelos, com Arcos elevados e dedos ativos. Contraia o quadríceps, subindo a patela dos joelhos. Mantendo esta atividade nas pernas, incline-se para a frente a partir do quadril, mantendo as costas alongadas, o máximo que for possível. Enganche os dedões dos pés com os dedos indicador e médio das mãos. Se precisar dobrar os joelhos para chegar aos dedões, faça, mantendo a coluna alongada, como se quisesse colar o abdome nas coxas. As vezes, é útil realizar uma inspiração alongando ainda mais a coluna e esticando os braços, já com os dedos em gancho, criando espaço antes de descer na exalação. Desça o tronco como se quisesse deitar nas suas coxas e levar o topo de sua cabeça entre os pés no chão. Libere os isquiotibiais fazendo uma leve espiral para dentro nas pernas. Ative seu uddiyana bandha para criar mais espaço na coluna e aproximar mais o abdômen das coxas. Verifique se seu peso está bem distribuído nos pés e traga seu quadril para o alinhamento dos tornozelos. Ao descer, dobre os cotovelos e puxe o gancho entre mãos e pés. Relaxe os ombros e mantenha o espaço no pescoço. Se seus isquiotibiais estão encurtados, não curve a coluna para tentar descer mais a cabeça. Mantenha sua base da coluna bem alinhada e ísquios apontados para trás. Mantenha a postura por, no mínimo 5 respirações e siga para padahastasana, ou suba na inspiração com a coluna ainda alongada. Padangusthasana trabalha os órgãos internos do abdômen, estimula fígado e rins, alonga isquiotibiais e panturrilha, fortalece coxas, melhora a digestão e alivia dores de cabeça e insônia. Evite a postura se sentir dores nas costas ou pescoço ao executar. Padangusthasana apesar de simples é capaz de alongar diversos músculos do seu corpo trabalhando ele por completo. Entre as ações de puxar e empurrar, a tensão pode ser aliviada, tornando a postura relaxante e prazerosa. As flexões para a frente em geral estão relacionadas a nossa capacidade de se entregar e confiar. Aprendendo a confiar que há uma inteligência que mantém tudo em ordem, mesmo que não pareça a nossos olhos. Entregue-se a Pagangusthasa!   Boa prática!   new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();    

Alinhamentos Cachorro Olhando para Baixo
Dicas de Yoga | 6 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Cachorro Olhando para Baixo: Alinhamentos Essenciais

Alinhamentos Cachorro Olhando para Baixo Quem não conhece o cachorro olhando para baixo?  A postura de Yoga mais conhecida no mundo é muito utilizada como transição entre posturas, sendo inclusive, parte da famosa saudação ao sol (surya namaskar). Ao mesmo tempo que serve de descanso em práticas vigorosas, ela é utilizada também como  postura para fortalecimento de braços, pernas e troncos. O nome vem do sânscrito adhas, que significa \"baixo\", mukha, que significa \"rosto\", svana, que significa \"cachorro\" e asana, que significa \"postura\". O nome descreve a ação feita pelos cachorros para se espreguiçar descendo o peito ao chão com o quadril para o alto, o que se assemelha muito à estética desta postura de Yoga.  Com tanta naturalidade do movimento realizado pelos cães, pode parecer que entrar em adho mukha svanasana é simplesmente subir o quadril e deixar as mão e pés no chão partindo de uma posição de quatro apoios, mas a postura exige uma grande ativação do corpo por inteiro necessitando de alinhamentos sutis em todas as partes.   Para não negligenciar mais esta postura que é repetida diversas vezes em práticas de fluxo, traremos a consciência para os pontos principais a serem observados durante a execução. Começamos a destrinchar os detalhes de alinhamento observando o tal do cachorro se espreguiçando. Podemos perceber que o cão leva o peito ao chão durante o movimento. Não devemos imitar literalmente este movimento ao entrar em adho mukha, permanecendo com as costas retas, o que pode ser um desafio para os mais flexíveis. Uma movimentação das escápulas ajuda a proteger a superexposição do peito. Costumo dizer que devemos girar as axilas em direção ao rosto, direcionando os cotovelos para trás, sem alterar a posição das mãos no chão. Dedo do meio permanece apontando para a frente. Esse movimento encaixa as escápulas “para fora e para baixo” criando espaço entre os ombros para o relaxamento do pescoço. Ao mesmo tempo, para os menos flexíveis, o esforço é o contrário, pois as costas tendem a arquear para fora, como se desenhasse uma corcunda. Se seus isquiotibiais estão rígidos ainda, dobre os joelhos, mas mantenha a coluna alongada e alinhada. Não se apresse em chegar com os calcanhares no chão, aqui é mais importante direcionar os ísquios para cima e sustentar o espaço da coluna. Acredito que posição e ativação das mãos no chão tem um enorme impacto no sucesso desse alinhamento. É a partir delas que seu corpo vai ser “empurrado” para a postura. Assim como os pés funcionam como base das posturas de pé, as mãos são as impulsionadoras do cachorro olhando para baixo.  Mantenha as mãos sempre abertas com seus dedos bem afastados entre eles com o dedo do meio direcionado para a frente. Sinta a conexão com o solo mantendo todas as partes da mão tocando o chão e bem ativas. Existe uma tendência de elevar a parte localizada entre o indicador e o dedão. Resista a esta tentação empurrando a almofada dos indicadores contra o chão. São as partes em contato com o solo que mais vão ajudar na fundação sólida da postura. Lembre-se de trazer essa energia do solo através das suas mãos até seus braços esticando-os mas mantendo a posição das escápulas conforme descrito anteriormente. Os braços estão na largura dos ombros. A energia flui do contato das mãos com o solo passando pelo seu corpo e chegando aos ísquios, em direção ao céu. E então relaxe a tensão do pescoço e deixe sua cabeça pendurar naturalmente entre os braços. A ideia é realizar um “V” invertido com seu corpo levando essa energia das mãos em contato com o solo para os calcanhares no chão, mas não sem antes atingir seu ápice nos ísquios.  E por falar em calcanhar, se estiver vendo grande parte deles ao soltar a cabeça, talvez seja necessário afastá-los partindo de um giro de rotação interna das coxas desde a cabeça do fêmur no encaixe do quadril. Aqui, é como se você quisesse deixar a lateral externa dos seus pés bem paralelas à linha lateral do seu tapetinho. Por último e não menos importante, utilizar a ativação de uddiyana bandha ajuda na subida desta energia sustentando os ísquios na direção correta. Tente colar seu umbigo nas costas a cada inspiração ativando bem a musculatura frontal das coxas. Adho Mukha Svanasana ajuda na digestão, alivia dores de cabeça, insônia, dores nas costas e cansaço e combate pressão alta, asma, ciática e sinusite. Também é conhecida por ajudar a aliviar os sintomas da menopausa e o desconforto menstrual. É uma ótima postura para aumentar o sistema imunológico. Além desta série de benefícios físicos, acredita-se que acalma a mente, mas energiza e rejuvenesce o corpo aumentando a circulação sanguínea nos órgãos do tronco e na cabeça. E assim, fazemos como os cães, espreguiçamos e acordamos o corpo, alongando e energizando-o. O que você está esperando para energizar seu cachorro olhando para baixo? Pratique! Namaste! PRATIQUE COM ESSE VÍDEO EXPLICANDO A EXECUÇÃO DA POSTURA DO CACHORRO OLHANDO PARA BAIXO https://youtu.be/BTZr42819C0 new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Quer aprender outras posturas do Yoga? Clicando na IMAGEM ABAIXO você terá acesso a uma playlist com treinamento de diversas posturas do Yoga. https://yoginapp.com/como-fazer-as-posturas-do-yoga/ Quer saber mais sobre Asana, as posturas do Yoga? Baixe gratuitamente o livro preenchendo o formulário abaixo. new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();

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