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Dicas de Yoga


O Maior Segredo do Yoga
Dicas de Yoga | 20 jun 2021 | Equipe YogIN App

O Maior Segredo do Yoga no Dia Internacional do Yoga

O Maior Segredo do Yoga O Maior Segredo do Yoga no Dia Internacional do Yoga, dia 21 de junho! https://youtu.be/wSn6gAegqHk Há um segredo no Yoga desconhecido por quase todos os professores de Yoga.  Em comemoração ao Dia Internacional do Yoga, dia 21 de junho, às 21h, vamos revelar esse segredo numa live surpreendente.  Quer saber qual o maior segredo da História do Yoga? Inscreva-se para saber o segredo através do botão abaixo!  

Bakasana
Dicas de Yoga | 18 jun 2021 | Daniel De Nardi

Bakasana – Garça ou Corvo?

Bakasana postura da garça ou do corvo? O Bakasana é uma postura tradicional do Yoga. Conhecida também pelo nome de kakasana, mas isso, provavelmente foi um erro de transmissão de conhecimento, visto que o nome bakasana aparece apenas numa escritura do sul da Índia chamada Hatha Radha Navali, no entanto, escolas do norte da Índia, como a Shivananda, visitaram o sul para aprender posturas e entre elas estava o bakasana que depois começou a ser ensinado com o nome de kakasana em algumas escolas do Norte. Baka significa garça e Kaka corvo. Comparando a postura com os dois animais fica evidente que a postura assemelha-se muito mais a uma baka, garça, que a um corvo kaka.     Baka é uma expressão usada tanto para pureza quanto para a falsidade, hipocrisia. Como algo pode ser puro e ao mesmo tempo falso? Religiosos indianos (vaishnas) chamam de baka o falso devoto, aquele que se diz devoto, mas não é. Eventualmente, os vaishnas chamam os yogins de bakas ou falsos devotos. Isso acontece, porque os yogins, reconhecem que a divindade está dentro de si, o que para os religiosos não passa de uma egolotria. Já os yogins usam a expressão baka para tratar da pureza. Na visão do Yoga, o que é divino e verdadeiro não precisa ser buscado fora, já está no nosso interior. Textos yogins como as Upanishads, consideram que Brahman, o divino, está dentro do coração de cada pessoa. Para reforçar esse conceito, Yogins usam a expressão, Shivoham que significa Eu Sou Shiva, Eu Sou Deus. A postura do bakasana pode ser executada com uma Meditação sobre as aparências, onde o que é falso a partir de um ponto de vista pode ser verdadeiro quando visto sob outra ótica. Se você acredita na divisão entre humanos e divindades, baka pode significar hipocrisia, já se reconhece o divino dentro de si, baka é a pureza, a verdade.   Aprenda mais sobre as posturas do Yoga, os asanas baixando o ebook! new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();  

Paschimottanasana
Dicas de Yoga | 15 jun 2021 | Fernanda Magalhães

Paschimottanasana

Paschimottanasana Talvez você esteja se perguntando o porquê de um texto sobre uma postura tão simples. É que eu gosto das posturas simples. É muito fácil para o nosso ego se sentir estimulado a entrar em um asana difícil, ou tentar. Lutar pelo desfiador é estimulante, é o que nos move. E não me leve a mal, não é errado. Somos humanos, sem o desejo, não nos movemos, ficamos estagnados. Mas o que acontece quando praticamos focados no ego, é que as posturas ganham valores diferentes, quando, na verdade, o exercício mais importante da prática é a presença. E presença é SER, em todas as posturas com o mesmo empenho. Se você já praticou Yoga alguma vez na vida, é bem provável que você já tenha executado um paschimottanasana. Uma das mais tradicionais posturas do Hatha Yoga, descrita no Hatha Yoga Pradipika, o texto sagrado escrito há mais de 500 anos atrás, é também uma postura muito popular.  Por ser classificada como de fácil execução, aparece com frequência nas sequências de asanas sentados. Mas não se engane pela aparente simplicidade do movimento, há muito trabalho envolvido neste alongamento posterior intenso… Paschima - Oeste, considerando a parte traseira do corpo quando se é praticado conforme a tradição, voltado ao nascer do sol (leste). Uttana - Alongamento Intenso. Asana - Postura Sânscrito: पश्चिमोत्तानासन;   PASCHIMOTTANASANA   Segundo Lino Miele, no Astanga Yoga, o controle de mulabandha e uddiyanabandha durante a execução, permite que o ar estimule Sushumna Nadi. A inalação e exalação ativam o fogo digestivo (agni) ajudando a purificar os órgãos.   Paschimottanasana A, B, C e D por John Scott - Astanga Yoga, Lino Miele Sushumna Nadi é o canal mais importante do nosso corpo energético por onde passa a energia mais preciosa para a prática de Yoga, a Kundalini. Sushumna segue pelo eixo da coluna vertebral até a extremidade da cabeça. “É considerável seu efeito (de paschimottanasana) sobre baço e rins, Vitalizando os centros nervosos lombares e sacros, beneficia todos os órgãos por eles inervados (sexuais, bexiga, próstata e reto). É de excepcional eficácia contra os distúrbios do estômago, onde estimula a produção de suco gástrico. Normaliza fígado, rins e intestinos, varrendo deles o catarro, curando também a prisão de ventre. Para melhor efeito contra hemorroidas, pode-se associar a este abençoado asana o que os yoguins chamam de aswini-mudra - contrair e descontrair o esfíncter. É especificamente indicado para vencer a dilatação do baço e fígado. Controla e estabiliza o diabete e polução noturna. Vence insuficiência hepática e restaura o apetite. Tem sido constatada, por médicos de institutos da India, a cura do lumbago cronico e das dores ciáticas. Incomparável para rejuvenescimento e emagrecimento. É indicado para restaurar a força das senhoras depois de seus trabalhos diários. Tanto são os benefícios que os yoguins o chamam de - a fonte da energia vital” - Hermógenes, Autoperfeição com Hatha Yoga Paschimottanasana ainda é conhecido por energizar o manipura chakra, aumentando a autoconfiança e a energia. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Alonga toda a parte posterior do corpo dos tornozelos até a cabeça. E além de tudo isso, é uma delícia! É uma postura revigorante e introspectiva. É espetacular o quanto você consegue se sentir relaxado apesar de todas as ações que ocorrem durante a execução.   Como executar:   Como toda prática física de yoga, é ideal estar com estômagos e intestinos vazios antes de entrar no asana. Programe-se para ao menos algumas horas de jejum. Inicie sentado em Dandasana, pernas esticadas à frente, dedos dos pés flexionados em direção ao seu abdômen. Ao inspirar, sinta o espaço criado entre as suas costelas e a sacro-ilíaca. Rotacione a bacia para trás, de maneira que o cóccix fique voltado para trás. Ao exalar, incline-se para frente a partir das articulações dos quadris, não da cintura, com objetivo de levar seu queixo até canela e deitar seu abdômen em suas coxas. O ventre inferior deve tocar primeiro as coxas, depois o ventre superior, depois as costelas e a cabeça por último. Leve os dedos indicadores e médios abraçando os dedões dos pés para paschimottanasana A, ou segure os pés para as demais versões. Segure firme para ajudar a intensificar a postura, mas não tensione seus ombros. Mantenha pescoço alongado e relaxado. A cada inspiração em paschimottanasana, alongue a sua coluna permitindo-se ir mais a frente. Exalando, tente deitar o rosto entre as canelas. Desta forma, o corpo alonga e flui na postura quase imperceptivelmente junto com a respiração. Talvez você consiga até mesmo esticar os braços além dos pés no chão e segurar seus punhos. Mantenha por no minimo 5 respirações. Para sair da postura, ao inspirar alongue a coluna mantendo o gancho feito com as mãos e esticando os braços. Exale ainda nesta parcial da postura e na próxima inspiração, retorne o corpo a dandasana.   Não deixe suas coxas rotacionarem para fora ou a sola de seus pés se fecharem uma em direção a outra. Mantenha as pernas ativas como se estivesse em pé no chão Não arredonde as costas, afastando o tronco das pernas. Isso criará tensão e inibirá sua respiração, o que pode prejudicar suas costas. Se você é iniciante e/ou necessita de adaptações, dobre os joelhos para manter a coluna alongada. Para maior conforto, coloque um cobertor enrolado ou um bolster abaixo dos joelhos. Outra variação é usar uma faixa passando pela sola dos pés para manter os joelhos esticados. Não se preocupe em tocar os pés. Ou em esticar os joelhos. Escute onde o asana quer te levar mas nunca sacrifique seu corpo para “fechar” uma postura. Com a prática, e o tempo necessário, seu corpo se tornará muito mais flexível. Evite paschimottanasana se tiver asma, diarreia ou estiver grávida. Em caso de lesões nas costas, procure orientação especializada. Eu gosto de paschimottanasana, eu gosto dos asanas fáceis. Daqueles que você sente seu corpo inteirinho entrando na postura. Que você pode relaxar e sentir a expansão a cada inspiração. Que você pode sentir com facilidade. E que se deixa levar à entrega e intensidade de cada exalação. Quando sua consciência percorre cada cantinho seu, e vem um conforto de estar na sua pele. Pratique sua presença onde quer que esteje. Não importa se é em um asana fácil ou na fila do pão.   Om Namah Shivaya  

Acordar bem - Respire
Dicas de Yoga | 3 jun 2021 | Daniel De Nardi

Dica para Acordar Bem – Respire

Como a Respiração é essencial! Nesta live falamos da Segunda Dica para Acordar Bem - Respire. Entenda como a respiração pode melhorar o começo do seu dia e aprenda quais técnicas do Yoga podem ajudar nisso. Respirar é viver e quem respira melhor vive melhor.   YogIN App - Escola de Yoga OnLine · Live Dica para Acordar Bem - Respire  

Dicas de Yoga | 28 maio 2021 | Carla Winter Afonso

Pragmatismo, ceticismo e meditação

Ceticismo e meditação! Para um cientista a palavra transcender significa elevar sob ou  ir além de um determinado limite, superar. Logo, quando pensamos que a todo o momento estamos superando limites, a todo o momento estamos transcendendo algum tipo de obstáculo. Talvez pela minha formação ou mesmo minha criação, acredito que transcender é simplesmente transpor um obstáculo, seja ele conseguir o emprego dos sonhos, ou obter o desempenho desejado num determinado esporte. Assim, quando comecei a praticar Yoga há 10 anos, sempre me fascinou a meditação, que implica em transcender matéria, corpo e se conectar com seu eu (o tão famoso self, estar presente). As ideias de estar presente, viver o agora,  essa noção Renato Russo: é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque na realidade não há. Era isso que buscava quando comecei minha jornada. Era uma manhã fria quando saí de casa para minha primeira aula. Pensei, é agora que consigo ficar uma hora no silêncio dos meus pensamentos, até aquietá-los. No entanto, não foi o que aconteceu, ao contrário, fizemos uma série de exercícios físicos, alguns respiratórios e a professora, na sua calma, explicava o propósito de cada Asana e cada movimento que nosso corpo fazia. Confesso que quando saí da aula, senti que talvez não era bem aquilo que procurava, senti também partes do meu corpo que não sabia que estavam lá. Fiquei intrigada e resolvi ir uma segunda vez. Também não meditamos, fizemos alguns exercícios respiratórios que não entendi bem o propósito, fiquei montando mentalmente, para ser sincera, minhas aulas de administração que iria dar aquele dia. E assim foi por um longo tempo. Anos acho....não tenho  muita certeza. Quando tinha uns 4 ou 5 anos de prática, me mudei e também passei a frequentar outro espaço de Yoga. Tive a feliz constatação de que nesse novo espaço tinha uma aula específica para meditar. Foi então que nos primeiros 5 minutos a professora nos explicou que deveríamos liberar nossa mente de pensamentos. E fez uma brincadeira que não sabia ser uma história, uma parábola feita a outro Yogin muitos milênios atrás. Disse ela então: pessoal, meditar é simples. Fechem os olhos, se concentrem na respiração e não pensem em macacos. Mas por que diabos eu iria pensar nisso? Todos que praticam conhecem a parábola e foi exatamente isso que me aconteceu, eu só vi macacos durante uns 35/40 minutos que ficamos em silêncio. Nessa aula fizemos vários exercícios, meditações guiadas, exercícios de concentração, de memória. Eles corriam em paralelo com a prática de asanas. A prática física permitiu o vigor mental para que depois de uns 6/7 anos de prática eu finalmente conseguisse sentar confortavelmente sem dor ou formigamentos em nenhuma região. Isso vai de cada um,, cada um tem seu tempo. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Alguns efeitos interessantes que senti foram maior clareza mental, controle e tranquilidade após todas as sessões meditativas. Na prática ficamos sentados com a mente num estado interessante de”não pensar”. É a melhor descrição que pude encontrar do processo. No entanto, em sendo pragmática e cética, nunca pensei que ficar alguns minutos do dia ou algumas horas pudessem provocar algum efeito sob o corpo ou a mente. Claro que a prática física permite que você tenha resultados efetivos de força, flexibilidade, mobilidade, superação, transcendência. Mas a prática mental também. Sabemos, como cientistas, que o cérebro também pode e deve ser exercitado, sejam com exercícios matemáticos ou mesmo com exercícios de alta concentração mental. Sabemos que em se praticando podemos até produzir mais ou menos impulsos elétricos que permitem melhor funcionamento do coração, dos órgãos em geral e até mesmo do sistema imunológico. Isso tudo é comprovado, não preciso aqui me ater a isto. Tão somente quero deixar registrado um depoimento pessoal, de uma pessoa cética e pesquisadora curiosa. Sou formada em administração e nos anos que participei de pesquisa, sempre procuramos testar hipóteses. Como por exemplo, será que existe relação da variável A e B. Fácil saber:  basta você testar a relação. Mas como cientista social também sei a dificuldade de testes usando como cobaias seres humanos. Assim, com esse enquadramento mental, passei a fazer testes pessoais: meditar antes de palestras importantes, entrevistas, reuniões. Tentar usar a meditação como simplesmente aquietamento. Percebi que fico mais perceptiva e empática a outras pessoas. Isso significa que percebo melhor o que o aluno, por exemplo, quer saber, está com dúvidas. Parece simples, mas isso melhora a qualidade da aula. Seja ela uma aula de Yoga ou uma aula na faculdade de administração. No dia a dia, também percebi mudanças circunstâncias, fiquei mais calma, com a fala mais mansa, e com melhor claridade para resolver qualquer problema que por ventura ocorre. Faz muitos anos que não tenho uma explosão emocional, TPM não conta..... Mas o mais engraçado disso tudo foi como aprendi a meditar. Todas às sextas durante muitos anos faço uma aula que trabalha articulações e por acaso ela é voltada para mobilidade na terceira idade. Uma das alunas que tivemos foi a Lúcia ( que já está em outro plano, para os que acreditam). A Lucia tinha coleção de contadores de passos e vivia me contando que tinha um fascínio por contar passos, nos diversos locais que ia a pé no centro da minha cidade. Ela me mostrava seu contador sempre que chegava na sala, para dizer que tinha se exercitado, o que iria melhorar a prática dela de yoga. Sempre me contava e a professora que isso aliviava sua cabeça e a distraia, já que era muito sozinha. Numa das práticas de meditação a Lúcia me falou que contar a ajudava a relaxar. A professora sempre falava para nos fazermos isso e eu achava banal que não levaria a lugar nenhum. Daí comecei a mentalizar minha ida a pé até a universidade e contar os passo até lá....rs Ufa anos depois meditei. E te falar que o tempo não passou, como se você ficasse boiando num tempo paralelo, numa sensação de leveza. Voltei revigorada. Cada um, tenho certeza, tem a sua história com a meditação e com o Yoga. Mas meditar implica num trabalho de dedicação que não somente mental, mas também físico de flexibilização da mente e do corpo. De acordo com os textos védicos, a meditação é uma prática onde o individuo foca a mente num objetivo, visando alcançar um estado de clareza mental e emocional. Talvez os textos hinduístas védicos sejam os primeiros a terem usado a meditação como forma de encontrar a libertação, ela entendido como sendo a libertação de tudo, inclusive emocional e material. É comum encontrarmos figuras e deidades em posturas meditativas dentro da tradição hinduísta. Já a chegada da meditação no ocidente trouxe a evolução do estudo sobre o self e a acuidade mental. Questões de atenção plena, desenvolvimento mental para alterar estruturas do corpo físico. Tudo isto feito numa perspectiva cientifica. Acredito que ainda temos um longo caminho a evoluir. Assim, como professora, pesquisadora e curiosa continuo nos meus estudos. E seguimos na contagem dos passos da vida para que assim possamos tranquilizar e sintonizar com nossa verdadeira essência. Namastê 

Dicas de Yoga | 24 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Desapega!

Desapegar, um das normas do Yoga! O grande desafio do Yoga chitta vritti nirodha (supressão das instabilidades da mente), é assim tão simples e tão complexo. Desapega! Existem dois princípios essenciais que devem estar em equilíbrio para que o caminho do yoga seja percorrido: Abhyasa e Vairagya. Já falamos sobre Abhyasa aqui: https://yoginapp.com/abhyasa-a-pratica-leva-a-excelencia/#axzz5XRIpaOj0. Já Vairagya é um conceito simples e muito difícil de seguir. Vairagya significa desapego. “O desapego é chamado de domínio de quem é livre de desejo por objeto visto ou escutado.” O Yoga que Conduz a Plenitude - Gloria Arieira É fácil compreender porque o desapego é tão importante para o Yoga acontecer quando compreendemos que nossa mente é poluída pelos desejos. O desejo é um grande perturbador da mente (os vrittis) que  nos move, mas também pode nos estagnar. Estes desejos são resultado do nosso apego por objetos materiais. Somos apegados a tudo que nos dê a sensação de segurança. Essa falsa sensação de segurança que nunca é realmente preenchida por nenhum tipo de objeto, move nosso desejo, sempre para o próximo objeto e o próximo, tentando suprir um apego sem fim de uma fonte vazia. Do entendimento de que nada que é visto ou escutado, como dito nos sutras, pode trazer realmente segurança e como consequência, felicidade, nasce o desapego. Este desapego é muito maior do que não dar valor aos objetos materiais conquistados por nós, mas principalmente é aceitar o presente como ele é. Se não projetamos nossa felicidade em algum objeto/pessoa, vemos aquilo como realmente se apresenta. Vamos tentar colocar em prática essa visão com um exemplo… Quero que você imagine algo com valor sentimental para você, um objeto, que você possua e possa tocar. Talvez você possua algo desde a sua infância que não conseguiu se desfazer até hoje pelo “valor” que dá a tal objeto ou talvez tenha guardado a primeira roupinha que seu filho usou. Então sigamos com esse exemplo e vamos imaginar que você perde a roupinha na mudança e te presenteio outra roupinha idêntica. Você receberá com o mesmo valor? Não? Porque a questão não é o objeto em si, mas o apego a uma memória que te traz sensações. A roupinha que te dei é idêntica, mas se você acredita que foi muito feliz ao ver seu bebê no primeiro dia de vida, ver aquela roupinha específica te “trará” a sensação de felicidade. Pessoas valorizam objetos de forma diferenciada pelo apego às sensações que eles causam em cada um. Uma roupinha de bebê é só um conjunto de materiais que toma forma. Ela te ajuda a acessar uma emoção que há dentro de ti enquanto você não encontra o caminho para acessar independente do externo. Não há nada de mágico no objeto que te emociona, quem se emociona é você. É de dentro que surge a felicidade. É a compreensão de que você já possui o todo dentro de si e não necessita de nada externo que traz o desapego e não somente a renúncia ao desejo. A renúncia forçada, a supressão de um desejo, só traz mais sofrimento. O desapego acontece naturalmente através de conhecimento e auto-estudo e não de imposição. Se não há desejo, não há falta. Sem desejos, estamos completos e há felicidade, mente estável, presença, Yoga. E tudo isso trabalhado através de Abhyasa, a prática, diária e constante. Olhe para dentro. Aceite o presente. Tudo está bem neste momento. Namastê new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

lifestyle
Dicas de Yoga | 23 maio 2021 | Adri Borges

Um texto para incentivar quem quer fazer uma mudança no lifestyle

Um texto para incentivar quem quer fazer uma mudança no lifestyle Decidi compartilhar esse resultado, para incentivar quem gostaria de fazer uma mudança no lifestyle.Confesso que não é nada fácil mudar ... mudar assim do nada!Ao longo de uns bons 15 anos, muito antes de chegar em Cuiabá, era bem estressada e sofria muitas consequências por viver aquela minha vida.Fiz tratamento psiquiátrico, tomei remédios controlados por 2 anos e a colite sempre prejudicando minha qualidade de vida. Tinha dias que ficava com receio de sair de casa. Já pensou pegar um engarrafamento na Marginal Tietê e a colite atacar ? Nem tem prá onde correr! Ah, ... nunca tinha tempo para atividade física. MEDITAÇÃO aff nem pensar ... imagina ficar parada de olhos fechados! Sem contar com as dores crônicas no pescoço, que apareciam ... ahh na lombar também ! Enfim, naquela época quando ia viajar, minha necessaire era recheada de remédios ( colite, ansiedade, dor no pescoço...)   Tive que chegar no fundo do poço para entender que era necessário MUDAR! Ter um PROPÓSITO ! Quando se tem um propósito, e você conhece as ferramentas adequadas para mudar, tudo fica mais fácil. O YOGA, me trouxe tudo isso! Fortaleceu meus vínculos com meu propósito. Me mostrou o que é viver uma vida com escolhas mais conscientes. Ele principalmente me mostrou como é importante a gente fazer o que precisa ser feito e não fazer só o que a gente gosta. Muitas vezes, viver uma vida fazendo apenas o que gosta, não nos coloca no caminho do nosso propósito.LÓGICOOOOO, que existem deslizes nesse meio do caminho... mas quando esses deslizes são conscientes, tudo muda também. É aí que você entende que sua VIDA é resultado completo de suas ESCOLHAS... você começa a ser o piloto do seu avião ....e não adianta fugir, culpar o amigo do lado ou a situação. Este post aqui, é para INCENTIVAR quem quer MUDAR, mas ainda não teve CORAGEM. Dica    cerque-se de pessoas que estão na mesma vibração que você. Fique perto de quem te inspira e também busca o mesmo que você. Defina seu propósito, e lembre-se sempre dele naquelas situações onde tudo parece estar um pouco confuso. PRECISAMOS NOS AJUDAR !Como é que o Universo vai conspirar a nosso favor se é a gente mesmo que parece que torce contra. Namastê new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 22 maio 2021 | Fernanda Magalhães

O Guerreiro que há em mim, saúda o guerreiro que há em você – Virabhadrasana I

O Guerreiro - Virabhadrasana I. A postura do guerreiro I - वीरभद्रासन; Vira - Herói, Bhadra - Amigo, Asana - Postura - ou Virabhadrasana I Virabhadra era um guerreiro do exercito de Shiva. A história conta que Shiva se casou com Sati, sem o consentimento de seu pai, Daksha. Daksha era um conservador e preservador da sociedade tradicional e considerava Shiva impuro por seus hábitos peculiares como meditar em cemitérios e montanhas e não participar da sociedade por passar longos períodos em meditação. Certa vez Daksha organizou uma grande cerimônia para a qual ele convidou todas as divindades, com exceção de Shiva e Sati. Não seguindo os conselhos de Shiva, Sati foi a cerimônia do pai. Diante dos milhares de convidados, perguntou ao pai por que ele não convidara seu marido. Daksha respondeu exclamando que Shiva era um patife desprezível que não conhecia as convenções da sociedade. Com esse insulto ao marido, a raiva de Sati foi tão despertada que ela pegou fogo e foi reduzida a cinzas. Quando shiva ouviu sobre a morte de Sati, ficou terrivelmente irritado, arrancou um dos seus jatars (dreadlocks) e o esmagou no chão. Desse impacto dos cabelos de Shiva com o chão surgiram os terríveis guerreiros virabhadra e bhadrakali. Shiva ordenou-lhes que seguissem para o festival de Daksha, destruíssem o salão, matassem todos um por um, decapitasse Daksha, bebessem seu sangue e jogassem sua cabeça no fogo. A postura do Guerreiro I é uma postura básica das práticas de Yoga e visualmente pode passar uma simplicidade enganosa. Se executado corretamente ativa a musculatura das coxas e acelera o batimento cardíaco. O guerreiro é uma postura que ao mesmo tempo aterra e eleva, em ações de direções opostas, tornando a própria postura uma batalha. A execução do guerreiro I (postura virabhadrasana I) alivia dores nas costas, lombalgia e ciática, fortalece os músculos das costas, ombros e braços; tonifica e alonga os músculos abdominais, coxas, panturrilhas e tornozelos; alivia a acidez e ajuda à digestão; fortalece a bexiga; relaxa a mente e o corpo. Para executar com plena atenção em todas essas forças opostas exigidas em Virabhadrasana, a partir de Tadasana, afaste o pé esquerdo do direito na distância aproximada da dimensão de uma perna sua. Mantenha o pé direito voltado para a frente do seu tapete e o esquerdo com um giro de aproximadamente 45º. Alinhe os calcanhares. Mantenha a pelve em direção neutra voltada para a frente do tapete. Eleve os braços acima da cabeça e una as palmas das mãos. Dobre o joelho direito e leve o olhar para os dedões das suas mãos. Se você possui um bom nível de flexibilidade, mantenha a coxa direita paralela ao chão. Quando dobramos o joelho da frente ocorre uma tendência de inclinar a pelve para a frente, o que comprime a região lombar. A forma de prevenir que isso ocorra é ativar e elevar a pelve em direção ao umbigo direcionando o cóccix para o chão. Enquanto eleva a pelve, aproveite para crescer em direção ao céu com os braços esticados porém mantendo os espaços entre ombros e pescoço descendo as escápulas. É nesse ponto principal que ocorre a ação das forças opostas, pois enquanto seu corpo desce e aterra com a dobra do joelho, toda a parte superior do seu corpo se eleva. O Guerreiro - Virabhadrasana I.   Permaneça por algumas respirações e retorne o pé esquerdo junto ao direito e as mãos ao longo do corpo em tadasana. Repita para o outro lado. Há contra-indicações para pessoas com pressão alta e problemas cardíacos e adaptações para questões na cervical e ombros. Pode-se levar os braços paralelos na linha dos ombros e não unir as palmas para suavizar a pressão e deixar o olhar na linha do horizonte para proteger o pescoço. Em casos de artrite, dor nos joelhos ou qualquer outra deficiência de equilíbrio, use a parede como suporte para realizar o asana. Gestantes podem se beneficiar deste asana durante o segundo e terceiro trimestre, se a prática já era parte da rotina da mulher antes da gestação. O que é realmente reverenciado nesta postura é o guerreiro que guerrilha contra a ignorância (avidya), a fonte de todo sofrimento, e busca o autoconhecimento. A postura virabhadrasana I acessa a nossa força interna e coragem para encarar nossas sombras e medos. A postura do guerreiro te move do estado de estagnação e desânimo despertando a força interior para que tenhamos a coragem e a iniciativa necessárias tanto para avançar no caminho do autoconhecimento e agir diante de qualquer desafio, físico, ou emocional destruindo os inimigos internos e externos. Namastê! new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();    

Utthita Parsvakonasana
Dicas de Yoga | 21 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Utthita Parsvakonasana – Postura de Yoga

Aprenda a executar o Utthita Parsvakonasana! Utthita = Estendido · Parsva = Lado ·  Kona = Ângulo · Asana = Postura Utthita Parsvakonasana ou Pose do ângulo lateral estendido utiliza todos os músculos do corpo, alongando os quadris, pernas, tornozelos, joelhos e isquiotibiais; tonifica os músculos abdominais e fortalece o assoalho pélvico. Esta postura de aparência simples também é conhecida somente como Parsvakonasana e ajuda a compor a série fundamental do método Ashtanga Yoga. Você pode se surpreender com a dificuldade de manter uma permanência longa nesta postura por ela reunir alongamento, equilíbrio e força. Diversas forças e ações trabalhando em oposição te obrigam a levar a consciência por todas as partes envolvidas. A postura trabalha o segundo chakra contribuindo para tratamento da fertilidade e de problemas menstruais. Melhora o funcionamento do intestino e a irrigação sanguínea dos órgãos abdominais, estimula a digestão e trabalha equilíbrio. Inicie em Tadasana. Afaste os pés e os braços na estrela. Deixando que as pernas formem um triângulo equilátero com o chão (3 a 4 pés de distância) e os braços se afastem na altura dos ombros. Palmas para o chão. Vire o pé direito 90º para fora. Mantenha os calcanhares alinhados. Durante uma exalação, dobre o joelho direito até alinhar com o tornozelo e desça a mão direita ao chão apoiada ao lado externo do pé direito. Tente deixar a coxa paralela ao chão. Eleve o braço esquerdo acima da cabeça, alinhando com a linha da sua orelha e direcione a palma para o chão. Feche levemente a axila em direção ao seu rosto com um movimento que inicia nas escápulas. Ombros afastados da orelha. Olhe para seus dedos da mão esquerda. Mantenha o tronco longo e a força de suporte da postura nas pernas e no tronco. Não deixe pesar na mão apoiada ao chão nem que o peso do seu quadril te “puxe” para baixo. Para isto, pise firme com o pé esquerdo no chão esticando a perna esquerda e apoiando bem a lateral externa do pé fazendo com que seu tronco e perna esquerda formem uma linha sem quebra. Mantenha uma rotação da coxa direita para fora, de forma que seu joelho permaneça acima do tornozelo. Mantenha peito aberto e alongado, não deixe seu tronco se fechar direcionando para o chão. Inspire e suba novamente na estrela. Nesse momento você irá perceber se estava centralizando a força corretamente. Quando estamos apoiados na mão, é mais difícil subir com a força dos músculos da perna e core. new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Gire o pé esquerdo e repita tudo para o outro lado. “Se todas as instruções fornecidas até agora foram seguidas com precisão, o rosto mostrará uma expressão de felicidade e serenidade. Se a expressão do rosto é de esforço ou ambição, há chances de termos nos perdido em algum extremo da postura, e é hora de recuar. Se tivermos alcançado o equilíbrio sutil entre todos os músculos envolvidos, resultará a liberdade, a leveza e o silêncio interior. Isso é yoga” - Gregor Maehle, Ashtanga Yoga Practice and Philosophy Pessoas que sofrem de insônia e pressão arterial alta devem evitar este asana. Faça uma variação sem mover a cervical se possuir sensibilidade na área e não pratique se tiver dor de cabeça. Se você é iniciante e/ou possui pouca flexibilidade, talvez seja válido executar a variação apoiando o cotovelo direito no joelho direito, no lugar de tentar levar a  mão ao chão ao lado do pé. Como na variação completa, não deixe o peso do seu corpo apoiado totalmente no cotovelo, faça a musculatura do seu tronco trabalhar. Sempre priorize o alinhamento pois o alongamento é uma conquista. Como sempre digo: Não sacrifique o alinhamento pelo alongamento! Bom treino de Utthita Parsvakonasana!

Dicas de Yoga | 18 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Bandhas – Contrair para Soltar

Contrair para Soltar! Bandha, em sânscrito significa “fecho” ou “trava”. Estes fechos são ativados no corpo físico através de contrações de determinadas áreas relacionadas a alguns dos principais chakras - os centros de concentração de energia do corpo sutil. Realizar esses bloqueios pode ajudar o praticante a melhorar seu foco e regular sistemas hormonal, sexual, metabólico e digestivo. São três os principais Bandhas utilizados durante a prática: Mula Bandha Normalmente é o primeiro bandha a ser explicado e o mais fácil de ser executado. Mula é raiz em sânscrito e é relacionado com o chakra básico, no assoalho pélvico. É realizado através de contração e elevação do assoalho pélvico. Experimente contrair a musculatura dos esfíncteres do ânus e da uretra, depois, acione de forma sutil a elevação dessa estrutura. Com treino fica mais fácil identificar o ponto correto de contração, no períneo, suavizando a contração dos esfíncteres. Uddiyana Bandha Uddiyana significa “voar para cima” e é ativado no baixo ventre. Às vezes, se confundido com o Uddiyana feito como Kriya, onde a sucção do abdome é completa e feita como preparação para o nauli, a intensidade pode atrapalhar o fluxo respiratório. O Uddiyana bandha executado durante a prática de posturas, principalmente no Vinyasa Yoga, é mais sutil. Para ter sucesso, é preciso isolar a musculatura transversal superior do abdômen e engajar somente a parte inferior, abaixo do umbigo durante a inspiração, como se quisesse levar seu umbigo para dentro e para cima ao mesmo tempo. Costumo dizer aos meus alunos: leve o umbigo na base do estômago. Quanto menos esforço é colocado na contração do baixo ventre, o bandha se torna mais sutil e a respiração flui livremente. Jalandhara Bandha Por último, o fecho da garganta é executado ao levar suavemente seu queixo em direção ao pescoço. Sente-se de pernas cruzadas ou em lótus, e não utilize muito esforço ou tente encostar o queixo no peito. Olhe a ponta do seu nariz, desça o queixo sem arredondar a cervical e continue com sua respiração longa e profunda. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); O Mula Bandha está ligado à expiração enquanto o Uddiyana Bandha está ligado à inspiração, mas o desafio é manter ambos ativos ao longo de toda a prática. “Devido ao efeito combinado dos bandhas com a respiração são criados firmeza no tronco, alongamento na coluna vertebral e espaço para o movimento.” - Dr. Ronald Steiner   Os bandhas são excelentes ferramentas posturais podendo, inclusive, serem utilizados fora da prática em atividades diversas. Mas eles são executados, durante o sadhana, principalmente para o controle do prana. Prana, se refere não somente a respiração como também a energia vital do corpo sutil. Apesar de não serem a mesma coisa, o movimento da energia vital está relacionado ao movimento da respiração. Logo, o movimento da energia no corpo sutil, pode ser influenciado pelo direcionamento da respiração. O prana pode ser inclusive ser armazenado através de mudras, que são combinações entre postura, respiração e bandhas. A execução de Jalandhara bandha  impede que o prana suba, enquanto Mula bandha bloqueia o movimento descendente de energia e o puxa de volta para a região do umbigo. A energia apana, que está localizada na parte baixa do corpo, é forçada para cima e alcança agni (o fogo digestivo) no manipura chakra. Quando ambos estão engajados, é como se duas varetas estivessem sendo esfregadas juntas para produzir o fogo que é intensificado através da ativação do uddiyana bandha. “Praticando (simultaneamente) uddiyana bandha, múla bandha e jalándhara bandha, faz-se ascender o prána por sushumná. Desta forma, o prána fica imóvel em sushumná e se vence a velhice, a doença e a morte. Os yogis conhecem estes três bandhas que praticavam os grandes siddhas, eles são meios fundamentais para conseguir o sucesso no Hatha Yoga” - Hatha Yoga Pradipika III:74-76   Ativar os bandhas é um grande trabalho de consciência corporal e concentração a princípio, mas ao longo do tempo, essas contrações vão se tornando parte das posturas, e se tornam ferramentas de aprofundamento da prática, física, energética e mentalmente. Namaste!

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