Brand

A BUSCA DE UM MESTRE

A BUSCA DE UM MESTRE –

Nesse caminho do yoga, encontramos vários praticantes seguindo um mestre ou em busca de um.
Quando comecei a praticar yoga há 14 anos atrás, fui apresentada a um yoga que se identifica com um mestre, permaneci por 5 anos mas isso nunca de verdade fez sentido pra mim.
Depois me afastei desse método e experimentei vários “tipos” de yoga, mas sempre essa limitação do “tipo” me desagradava em algum ponto. Como algo que significa união, pode se limitar a um “tipo”?
Gostava de várias partes de cada prática, mas sempre em algum momento sentia que precisava me adaptar ou aceitar algo que para mim não era o ideal.
Quando conheci e comecei a praticar com o Pedro Franco tudo começou a fazer mais sentido. Pois ele me apresentou uma nova forma de ver o yoga, um yoga sem “tipo”.
Me mostrou um yoga integrativo, que não nega nada, aceita tudo e todos, o yoga não dual, o yoga tântrico. Um yoga onde a prática se adapta o praticante e não o praticante que precisa se adaptar a prática.
Então minha vida mudou para sempre.
Mas o Pedro Franco nunca se colocou como um mestre, mas como um guia, um professor e ao mesmo tempo parceiro no caminho da evolução e busca da consciência.
No yoga tântrico não existe essa separação entre discípulo e mestre, entre a divindade e o indivíduo.
O nosso verdadeiro mestre é o nosso coração, não há nada a buscar no lado de fora. Todas as respostas e tudo que precisamos está dentro de nós, não há nada que alguém possa de verdade nos ensinar.
Os mestres e professores são apenas guias que apontam os caminhos, mas o aprendizado e a abertura da consciência só acontece em um único lugar, dentro de cada um de nós, quando percorremos com nossos pés esses caminhos e deixamos esse conhecimento transformar o nosso coração. Ninguém é capaz de fazer isso a não ser nós mesmos.
Admiro muitos mestres, muitos me tocaram e transformaram profundamente, todos eles têm muito a ensinar, mas quando existe a “necessidade” de um mestre isso pode se transformar em uma “bengala”, uma dependência que pode não ser saudável.
Colocar o mestre do lado de fora pode significar transferir a responsabilidade para outro sobre seu próprio caminho, onde existe o conforto de seguir apenas o que o mestre “manda” ou fala.
Todos esses mestres são muito sábios e almas iluminadas, que nos ajudam e muito a encontrar esse caminho que nos leva ao nosso coração, ao nosso verdadeiro guru interior.
Escrevo esse texto como um convite à reflexão. Sem qualquer tipo de julgamento, a quem segue seus mestres, pois muitas pessoas realmente sentem essa necessidade de um Guru, e encontram seus caminhos dessa forma.
Se assim for, acredito do fundo do meu coração que cada um deve seguir o caminho que mais se identifica e que funciona melhor para si.
Todos os caminhos na busca da consciência são válidos. Quem se interessar em entender melhor essa via tântrica, indico um livro lindo que fala sobre a história de um homem que encontra uma guru tântrica que o ajuda a encontrar seu guru interior.
O livro se chama “Tantra Um culto ao amor absoluto” do Daniel Oldier
“Nenhuma rota leva a si mesmo, nada pode reabrir a consciência enquanto não percebermos que tudo está em nós. O verdadeiro mestre não sou eu e nem ninguém mais, é você mesmo. Não há nada a procurar externamente. Todo o divino que procuramos está em nós. Entender isso é encontrar a liberdade” trecho do livro.

Renata Mozzini

Praticante de Yoga há 13 anos, buscou nesse período aprofundar-se nessa filosofia milenar através de seus diferentes métodos. Formada em Administração, busca unir cada vez mais sua vida profissional com seus objetivos de vida, e vive o Yoga integralmente, transmitindo e compartilhando seus ensinamentos e filosofia para as pessoas ao seu redor e seus alunos.

  • Avatar

    isthersantos - 15 out 2017

    Adorei o texto Renata! Concordo que o mestre é como um guia que mostra o caminho! :)