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Podcast de Yoga | 6 mar 2020 | Daniel De Nardi

Como acessar um podcast?

Como acessar um podcast? Sou declaradamente um fã de podcasts. Só que quando uso alguma referência e digo que ouvi isso num podcast, o interlocutor costuma me olhar com cara de interrogação. Já tentei resolver isso gravando um podcast pra falar como usar um podcast. Não funcionou bem, porque as pessoas já não ouviam podcasts então como iam ouvir um podcast que fala como acessar podcasts. O podcast pode ser acessado também pelo desktop com um click em um link (você pode testar com o de cima). Só que a boa utilidade dele, pelo menos para mim é usá-lo no celular. Assim posso ouvi-los no trânsito ou quando tenho que esperar. Na minha segunda tentativa como evangelizador de podcasts fiz esse vídeo que vai mostrar - como acessar um podcast do seu celular. Pra quem quer otimizar seu tempo e aprender sobre os assuntos que interessam, assista o vídeo e bons estudos!   Links Podcast sobre o que é um podcast Texto sobre Podcast  

Podcast de Yoga | 3 mar 2020 | Daniel De Nardi

Tá Pago Múmia – Podcast #96

Tá Pago Múmia - Podcast #96 O título desse podcast foi para criar buzz mesmo. Múmia era o apelido que Nelson Rodrigues se deu e que seus amigos gostavam de brincar. Nelson é tido pelos estudiosos como o Shakespeare brasileiro, mas na prática não tem o reconhecimento que merece. Esse podcast está sendo publicado no meu aniversário de 39 anos, 12 de dezembro, então decidi colocar uma entrevista dele e do Otto Lara Resende que eu acho muito oportuna, pois eles tratam de assuntos existenciais e outros simples com a mesma leveza e sinceridade.   LINKS   Curso online de Formação em Yoga https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores/   Miguel De Falla Entrevista de Nelson Rodrigues e Otto Lara Resende https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa Playlist do Spotify com as músicas da série Perfil do Instagram da série https://yoginapp.com/planos/   Para quem quer saber mais sobre Nelson Rodrigues   Leia A filosofia da adúltera, do Pondé. Ele mostra a base filosófica de Nelson Leia a peça - Otto Lara Rezende Bonitinha, mas ordinária. Uma crítica da sociedade que se estende aos dias de hoje. Vá em alguma peça na sua cidade. Veja essa entrevista - TUDO O QUE EU PEÇO Pus nessa playlist tudo o que achei de bom do Nelson na Internet Há uns 4 podcasts bons do Nelson, com especialistas e dramaturgos. Procure no seu app de podcast.        TRANSCRIÇÃO O título desse podcast foi para criar buzz mesmo. Múmia era o apelido que Nelson Rodrigues se deu e que seus amigos gostavam de brincar. Nelson é tido pelos estudiosos como o Shakespeare brasileiro, mas na prática não tem o reconhecimento que merece. Esse podcast está sendo publicado no meu aniversário de 39 anos, 12 de dezembro, então decidi colocar uma entrevista dele e do Otto Lara Resende que eu acho muito oportuna, pois eles tratam de assuntos existenciais e outros simples com a mesma leveza e sinceridade. Em 2016 fiz um período de estudos à obra do Nelson e escrevi um texto ao final. Vou lê-lo e depois deixo vocês com a entrevista de Otto e Nelson. A música é de Manuel De Falla, um pianista e compositor espanhol que morou em Buenos Aires boa parte da sua vida, após sair de Madri no início da ditadura de Franco em 1936. El Amor Brujo é uma música com forte influência dos ciganos da região de andaluzia, que exerce influência na música de Falla.   Vamos às Histórias Apesar de ser reconhecido como um dos grandes retratista da vida carioca de quase todo século passado, Nelson nasceu em Recife em 1912 e com 4 anos partiu para o Rio de Janeiro de onde pouco saiu. Nelson veio duas vezes a São Paulo e fez mais uma outra viagem e jamais saiu do Brasil. Dizia frases \"porque rico de verdade só tem em São Paulo, pois no Rio de Janeiro não há como ser rico, aqui não tem dinheiro.\" Seu pai, Mario Rodrigues era dono de um dos maiores jornais do Rio, o A manhã. Nelson começou a escrever no jornal do pai com 14 anos e ditou textos na véspera de sua morte. Era fascinado pela morte, se considerava um escritor do sexo e da morte. Pediu ao pai para parar o colégio e continuar escrevendo, Mario deixou. Quando Nelson tinha 17 anos, o jornal estava sem notícia para publicar, era 26 de dezembro de 1929, e puseram a foto de uma senhora dizendo que ela havia se desquitado o que era um insulto na época. A moça entrou na redação e perguntou pelo Mario (que ela sabia que era o dono do jornal), Mario havia saído e quem lhe atendeu foi Roberto um ilustrador que Nelson dizia ser o único realmente gênio da família. Ela atirou em Roberto na frente de Nelson. No enterro, Mario repetia o tempo todo \"esse tiro era meu.\" o pai da família não suportou a dor e morreu um mês depois. A morte do pai e apedrejamento e destruição do jornal desestruturaram toda a família e os Rodrigues passaram fome. Nelson quase morreu de tuberculose nessa época e só sobreviveu porque Roberto Marinho, que era amigo de seu pai, bancou o tratamento do jovem em Campos do Jordão. Quando se recuperou, voltou ao Rio empregado pelo jornal O Globo e começou a escrever sobre tudo. Como via filas nos teatros decidiu escrever peças de teatro para ganhar um dinheiro extra. Com 25 anos faz sua primeira peça, A mulher sem pecado, dois anos depois escreve Vestido de Noiva e da noite para o dia é alçado para maior dramaturgo de todos os tempos. Nelson tinha acima de tudo coragem. Ele viveu o céu depois de Vestido de Noiva, era ovacionado, mas não deixou a fama afetar sua originalidade e quando estreiou Album de família foi censurado e visto como o pior dos seres humanos por boa parte da sociedade carioca. Nelson continuou acertando e errando, mas acima de tudo sendo original e deixando sua marca. Escreveu de tudo, crônica esportiva, romance, peças de teatro, poesia, todas as formas, mas suas favoritas eram as histórias de crimes passionais. Era fã de seus amigos e os homenageava constantemente em suas obras como é o caso da famosa peça - Otto Lara Rezende ou Bonitinha, mas ordinária em que o tempo todo se discute uma frase do escritor Otto Lara Rezende amigo de Nelson \"o mineiro só é solidário no cancer.\" \"o problema é que não é só mineiro, somos todos nós.\"diz Edgar. Combatia a esquerda alertando para a questão que a esquerda estava usando bandeiras como justiça social para ter direito a impor ideias e padrões sociais, como o politicamente correto. \"A esquerda tomou o lugar da direita;\" Foi a autor mais censurado da História, tendo 6 obras proibidas durante as exibições. Não se importava com a opinião pública o importante era trazer o âmago das pessoas à cena, se incomodasse, azar o seu. E como isso incomoda muito, Nelson vivia sendo atacado de todos os lados, dos socialistas que o chamavam de reacionário de alta sociedade a quem ele não perdoava.   Era um apaixonado pela velhice \"os anos são soluções para muitos problemas.\" Era, acima de tudo o que a filosofia tem como conceito de moralista, um dissecador da alma humana.

Filosofia do Yoga | 2 mar 2020 | Cherrine Cardoso

O compromisso com o Satya

O compromisso com o Satya Todos mentimos. Isto é fato. Mentimos para os outros, em níveis/graus e intensidades diferentes, mas sem dúvida, a pior mentira é aquela que proclamamos contra nós mesmos. Alguns de forma compulsiva e descarada, o que nos faz perceber que estes ainda estão em estados de muita inconsciência e ignorância. Outros, de forma mascarada pelo ego, dizendo ser omissão o que bem se vê como uma mentira mesmo. E aquela mentira que escapa, mas faz o emissor de tal se sentir culpado segundos depois, por já estar mais atento às suas próprias ações.   O próprio Dani De Nardi tem um podcast (e a transcrição dele) aqui neste blog falando sobre este tão nobre valor yogín, que é Satya (a verdade ou o não mentir). Uma das observações feitas por ele que mais tem a ver com a reflexão que venho fazer hoje aqui é: \"O brasão da Índia tem a frase: \"Satyameva jayatê\", da Mundaka Upanishad, que significa \"no final a verdade triunfará\", porque se você constrói algo em cima da mentira, aquilo se desmancha\". Ou seja, demore o tempo que for, uma mentira será sempre desmascarada pela verdade, que tarda mais chega.   Neste caminho ao autoconhecimento, todos, sem exceções, falharemos com os preceitos éticos de Patáñjali, que há milênios atrás nos deixou como um legado estes 10 yamas e nyamas, onde vemos entre eles o Satya. E estes dez mandamentos comportamentais, não à toa, seguem sendo atemporais. Se ele previu, lá na antiguidade, que para que humanos pudessem se ver yogíns seria necessário antes lapidar o ahamkara (seu ego), ele já sabia que de nada adiantaria praticar horas a fio ásanas e pránáyámas se não houvesse uma base comportamental sólida que permitisse à este praticante acessar as outras partes de uma prática. E assim, quem sabe, atingindo seus outros níveis de consciência. Afinal, como ser mais consciente se não há nem observância sobre seu próprio comportamento?   O compromisso com a verdade anda muito em voga. Nos vemos mais intolerantes com quem mente, com quem é negligente com a transparência, com pessoas que fazem uso da inverdade para manipular, coagir ou se beneficiar em cima de outras pessoas. E não pense você que mentir é algo feito só com palavras. Mentimos com atitude corporal, mentimos em pensamento.   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); E se fora do Yoga isso já se tornou algo fácil de ler e perceber, no mundo do Yoga mais ainda. As pessoas que despertam, despertam junto a sensibilidade real para detectar uma falsa verdade e uma pessoa igualmente falsa. Não só por intuição, mas por percepção mesmo. Estar sutil nos permite detectar com mais rapidez aquele que falha com este preceito. Porém, igualmente, não nos cabe julgar e nem condenar, apenas atestar que mesmo dentro de uma filosofia tão completa e ampla de ensinamentos, ainda somos humanos em busca de sermos melhores; e muitas vezes, falharemos.   Mas, o que podemos aprender com esta percepção? Para além de que sim, mesmo em evolução ainda erraremos muito; sendo profissionais desta filosofia milenar temos que arcar com um compromisso ainda maior com estes preceitos. Temos que honrar tudo o que nos foi deixado como herança e fazer bom uso destes ensinamentos. Não só como um conteúdo a propagar em teoria, mas principalmente, colocando-o em prática.   E sim, é difícil. Mas também é difícil ficar de ponta cabeça, na invertida. Também é difícil entender que respirar não é só levar oxigênio para os pulmões. Que meditar é difícil para caramba, ainda mais em meio a caos de Maya (mundo ilusório) em que vivemos. Portanto, tudo é difícil até que se torne fácil. E tal como tudo na prática vai ficando mais incorporado com a disciplina, os preceitos éticos e morais também precisam desta constância. Ser verdadeiro se tornará um hábito, quanto mais for colocado na rotina do praticante.   E em tempos de redes sociais, de mídias imediatistas, precisamos como um dever ser ainda mais rigorosos com o que recebemos de imagem e palavras. Temos que deixar nosso filtro mais ativo. Temos que sim ligar nosso canal intuicional e ficarmos em atenção. Pois se vende e se compra de tudo hoje em dia. Do bom e do ruim. Não significa que usar mídias virtuais para propagar a cultura do Yoga seja ruim. Tanto que pelo advento da internet chega até nós grandes e valiosas formas de aprendizados e conhecimento, que sem dúvida nos favorece e muito o esgarçar dos nossos antolhos da ignorância. Mas até mesmo tudo o que recebemos deve passar por este filtro.   Daí você me pergunta: \"ok, bom saber, só que como eu consigo diferenciar uma pessoa verdadeira de uma pessoa mentirosa?\". Honestamente te digo: não é fácil. Um bom mentiroso faz facilmente muita gente cair na sua lábia! Mas fique atento. Atente para a forma como esta pessoa se comporta no dia a dia. E não será vendo o stories dela no instagram tá bem? Não! Ali é a máscara que a pessoa quer passar que você estará vendo. Se dê a oportunidade de conhecê-la na vida real.   Tem interesse? Procure estar onde esta pessoa esta. Se for um professor de Yoga, vá fazer uma aula com ele. Se for um político, se aproxime dele em algum lugar. Se for um escritor, tente acompanhá-lo em algum evento, em alguma oportunidade. A vida está sempre nos permitindo estes encontros e eles não são à toa. Eles acontecem para que possamos tirar nossas próprias conclusões.   Outro bom aspecto a ser observado. A verdade não deve ser para você a verdade de uma outra pessoa. Você não deve simplesmente passar para frente a visão ou insatisfação de alguém sobre outro alguém. Ouviu algo sobre alguma pessoa? Não espalhe. Investigue antes. Você tem todo o direito de ter suas próprias observações. E vai se espantar ao perceber que muitas vezes o que a outra pessoa fala sobre algo ou alguém, não é a mesma conclusão a que você chegará ao se permitir conhecer, ver, ouvir, tudo com suas próprias percepções.   Não existe verdade absoluta sobre nada, porque nem mesmo nós conhecemos nossas próprias. Até mesmo aquilo que você considera uma verdade hoje, pode deixar de ser para você mesmo daqui um ano, quando olhar para trás e rever seus conceitos. As vezes em segundos! Mas esta observância precisa se manter ativa. Satya é um dos compromissos mais nobres de um yogín, de um educador desta filosofia, de um admirador desta cultura. Sejamos comprometidos em sermos verdadeiros, transparentes, emanando apenas o que vá somar e agregar valor ao desenvolvimento nosso e do próximo, nunca o contrário. Já será um enorme desafio!    

Filosofia do Yoga | 1 mar 2020 | Fer Degilio

Um apelo à decência do Yoga

Um apelo à decência do Yoga Com o crescimento exponencial da popularidade do Yoga nas mídias sociais, tenho percebido há tempos, um movimento sensual direcionado ao Yoga. Publicações com exposição do corpo (em aproximadamente 95% dos casos, feminino) praticamente nú ou exatamente assim, são a maioria no meu feed do Instagram. Creio que se você está inserida(o) nesse meio, no seu também. Sou da opinião que tudo tem seu lado bom e seu lado ruim. Neste caso, vamos começar pelo lado bom! É lindo de se ver um ásana bem executado e um corpo bonito demonstrando a técnica (adendo: todos são! Inclusive os diferentes dos padrões impostos pela mídia). Os olhos brilham, a admiração cresce e a vontade de ser assim tão perfeita, em beleza e controle do próprio corpo, desperta cada vez mais e mais adeptas à prática do Yoga. Que maravilha isso! Uma boa foto ou vídeo de uma pessoa com atributos (corpo, força e flexibilidade) que desejamos conquistar, pode ser a porta de entrada para esta filosofia tão extraordinária. Posso defender também a nudez ou exposição excessiva na divulgação do Yoga, direcionando este texto para o contexto do Tantra onde o corpo físico é o veículo ou templo que deve ser cuidado e cultivado para se atingir a meta principal do Yoga. Ou então pela ótica do Sagrado Feminino onde a beleza e o corpo da mulher é aceito e valorizado. Afinal o corpo humano é realmente lindo e pode ser mostrado até para quebrar conceitos primitivos e culturais sobre a opressão feminina. E pode acreditar, eu concordo com isso! Então, você poderia me perguntar: Você é a favor ou contra ao movimento de \"Ásanas Quase Nús\" no Instagram? E eu te responderei: sou a favor do Equilíbrio, do caminho do meio. Sou a favor da livre expressão de cada ser, sou a favor da liberdade de ir e vir. Sou a favor da liberdade sexual e corporal. E também da liberdade de escolha, desde que essas escolhas não machuquem ninguém ou não deturpam nada.       Mas não sou a favor do exagero que pode corromper o Yoga. Não sou a favor dessa onda gigante de nudez que traz a falsa impressão que Yoga é superficial, sexual e físico. Porque nas mídias é muito fácil e rápida essa banalização. Tenho sentido que com isso, cada vez mais as pessoas buscam o Yoga pelo externo e esquecem do interior. E infelizmente, desta forma o Yoga vai se vulgarizando, pois quando estamos levando em consideração a sua origem e originalidade isso fica muito nítido! new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Por isso, me preocupo com a quantidade enorme de postagens diárias enaltecendo o corpo despido com posturas do Yoga e uma frase copiada e colada como legenda, para atrair mais seguidores, para vender mais um produto, para ser mais desejado(a), para atrair um(a) parceiro(a) ou seja lá o motivo que for....motivo este que não tem relação alguma com o objetivo desta prática.      Já que o propósito do Yoga é a libertação do sofrimento, que acontece por meio de vivências e técnicas que apenas usam o corpo como meio para conseguirmos o que talvez seja o maior desafio desta vida, a desidentificação com o ego. Além de outras coisas que ficam inviáveis de se aprofundar quando o foco é: como posso chamar mais atenção com Ásanas? Mostrando peitos durinhos, barriga sarada, bunda empinada e pernas torneadas? Sendo assim, a meu ver, fica um pouco contraditório valorizarmos potencialmente o corpo, quando esse comportamento tem a forte tendência em enaltecer o ego. E ainda acharmos que estamos contribuindo positivamente com a transmissão do conhecimento ou mensagem do Yoga. Não é? Portanto, meu apelo é em prol da beleza do Yoga acima da beleza dos corpos! Não é preciso dizer não a uma bela foto de ásana com um corpo esculpido. Poste a sua quando quiser, exponha o seu corpo se achar necessário. Sem falso moralismo. Mas cuidado para não cair na armadilha do condicionamento social e virtual, com intuitos mundanos, usando algo tão valioso como ferramenta: O Yoga. Fernanda Degilio @sattwa.yoga Fisioterapeuta, Acupunturista, Mestre em Bioética, Professora de Yoga e Pilates, Fundadora do Espaço Sattwa (Espaço Integrado de Saúde) @espaco.sattwa Cada dia mais apaixonada pelo Yoga, em aprendizado constante sobre o ser humano e a vida… Acredito que o Yoga seja um dos caminhos para o desenvolvimento de virtudes, manutenção do corpo e mente saudável e principalmente para dar sentido ao propósito de vida de cada um.  

o futuro da inteligencia artificial
Podcast de Yoga | 29 fev 2020 | Daniel De Nardi

O Futuro da Inteligência Artificial – SÉRIE COMPLETA

O FUTURO DA INTELIGENCIA ARTIFICIAL - PODCAST - A Inteligência Artificial é a tecnologia que mais afetará a vida das pessoas nos próximos 100 anos. Para tentar prever o que essa tecnologia pode fazer com o mundo no próximo século, pegamos as ideias de 3 pesquisadores de A.I. e produzimos uma série de 3 episódio, um para cada pensador. O Futuro da Inteligência Artificial será o assunto de Yuval Noah Harari, Nick Bostron e Kau Fu Lee.   Assista todos os 3 episódios da série o Futuro da Inteligência Artificial nesta playlist ou procure pelo YogIN Cast no Spotify ou no seu leitor de podcasts favoritos.  

Filosofia do Yoga | 27 fev 2020 | Cherrine Cardoso

A síndrome do “Ser Guru”

A síndrome do “Ser Guru” Estamos passando por uma fase interessante no desenvolvimento na classe humana, já reparou? Parece que estamos entrando num despertar coletivo na busca de algo que faça mais sentido para a grande dúvida do homem: quem sou eu? qual minha missão nessa vida? Pois bem, a resposta não vem de forma simples e juntamente com este despertar e com as perguntas, surgem aqueles que garantem te conduzir ao caminho das descobertas. Na verdade, os questionamentos não são recentes e nem a busca incessante por encontrar as respostas o são. Tanto que já passaram por este planetinha centenas de filósofos e profissionais ligados a psique humana para contribuir com essas dúvidas. E por conta deste ciclo, em que mais pessoas tem buscado algo que lhes auxilie nestas questões, surgem profissionais de vários calibres falando sobre autoconhecimento, alta performance, coachings, mentores, entendidos de todos os assuntos. Como em todo mercado a procura gera a demanda, né? Mas, como saber em quem confiar? Essa sim é uma pergunta difícil de responder. E por quê? Porque todos somos gurus em potencial. Todas as pessoas que somam experiências de vida, podem ser grandes professores. Cada coisa que aprendemos pode ser compartilhada e servir para alguém em sua jornada. No entanto, eu dividir com você coisas que aprendi nas fases da minha vida, não necessariamente servirão para as suas. Porque cada vida é uma e cada pessoa é um universo diferente e cheio de possibilidades. Os profissionais destas áreas, que visam contribuir para que você encontre o seu caminho e as suas verdades, têm um papel importante sim, mas é preciso um bom filtro para saber quem é o certo para você. E se a pessoa que você está seguindo têm algo real a contribuir; se só fará você se perder mais no seu caminho ou se estará fazendo você desperdiçar um tempo precioso no processo. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Não existe profissional perfeito, porque o profissional em si é uma pessoa. E todas as pessoas carregam suas imperfeições. E, não estamos imunes a elas. Mas dentro de uma gama bem ampla de opções, ainda mais nos dias de hoje com o advento da internet e redes sociais, você precisa deixar seu botão de alerta ativo, para que encontre profissionais sérios e não somente os grandes charlatões. E olha, tem vários. Bons mentores, bons professores, bons coachings são aqueles que escutam e contribuem com um norte para quem os segue, sem doutrinar ou impor as suas verdades. Profissionais sérios são aqueles que continuam estudando por toda a vida, pois só assim somam mais conhecimentos. Guru bom é o que não se vangloria de sua posição e nem guarda pra si o que aprende por medo de dividir seu conhecimento com outros, com receio de que sejam melhores do que ele. E por que esse assunto é importante? Para que seu crivo te ajude a escolher o melhor para você. Podemos ter vários gurus ao longo de nossa existência. Se parar para analisar, seus primeiros professores estavam dentro da sua casa. Foram seu espelho e referência pelos primeiros anos de sua vida até que chegassem os outros. E neste caminho, tantos puderam te levar a muitos aprendizados. Mas quando o questionamento é existencial como: quem sou eu, o que eu tenho que fazer, qual minha missão? Sua escolha deve ser cuidadosa, pois o caminho que seguir poderá te ajudar ou só deixa-lo ainda mais confuso. Uma outra dica que eu vejo como importante é: gurus que usam muito o pronome EU, talvez ainda estejam demasiadamente envoltos numa cortina de seu próprio ego. Eu sei, eu posso, eu consigo, eu conheço o melhor caminho para..., eu tenho as respostas... esse EU incessante demonstra pouca humildade e uma necessidade de reconhecimento constante. Dessa maneira, em algum momento, a admiração que temos por quem tem algo a nos ensinar, passa para uma grande frustração por alguém que promete e fala demais, mas não aplica seus próprios conhecimentos. Estamos todos neste caminho? Sim. Mas há quem reconheça que segue aprendendo, mesmo na polaridade de ensinante; e há quem já se julgue sábio o suficiente, a ponto de não precisar de feedbacks de ninguém. Destes, corra!  

Dicas de Yoga | 26 fev 2020 | Fernanda Magalhães

Paschimottanasana

Paschimottanasana Talvez você esteja se perguntando o porquê de um texto sobre uma postura tão simples. É que eu gosto das posturas simples. É muito fácil para o nosso ego se sentir estimulado a entrar em um asana difícil, ou tentar. Lutar pelo desfiador é estimulante, é o que nos move. E não me leve a mal, não é errado. Somos humanos, sem o desejo, não nos movemos, ficamos estagnados. Mas o que acontece quando praticamos focados no ego, é que as posturas ganham valores diferentes, quando, na verdade, o exercício mais importante da prática é a presença. E presença é SER, em todas as posturas com o mesmo empenho. Se você já praticou Yoga alguma vez na vida, é bem provável que você já tenha executado um paschimottanasana. Uma das mais tradicionais posturas do Hatha Yoga, descrita no Hatha Yoga Pradipika, o texto sagrado escrito há mais de 500 anos atrás, é também uma postura muito popular.  Por ser classificada como de fácil execução, aparece com frequência nas sequências de asanas sentados. Mas não se engane pela aparente simplicidade do movimento, há muito trabalho envolvido neste alongamento posterior intenso… Paschima - Oeste, considerando a parte traseira do corpo quando se é praticado conforme a tradição, voltado ao nascer do sol (leste). Uttana - Alongamento Intenso. Asana - Postura Sânscrito: पश्चिमोत्तानासन;   PASCHIMOTTANASANA   Segundo Lino Miele, no Astanga Yoga, o controle de mulabandha e uddiyanabandha durante a execução, permite que o ar estimule Sushumna Nadi. A inalação e exalação ativam o fogo digestivo (agni) ajudando a purificar os órgãos.   Paschimottanasana A, B, C e D por John Scott - Astanga Yoga, Lino Miele Sushumna Nadi é o canal mais importante do nosso corpo energético por onde passa a energia mais preciosa para a prática de Yoga, a Kundalini. Sushumna segue pelo eixo da coluna vertebral até a extremidade da cabeça. “É considerável seu efeito (de paschimottanasana) sobre baço e rins, Vitalizando os centros nervosos lombares e sacros, beneficia todos os órgãos por eles inervados (sexuais, bexiga, próstata e reto). É de excepcional eficácia contra os distúrbios do estômago, onde estimula a produção de suco gástrico. Normaliza fígado, rins e intestinos, varrendo deles o catarro, curando também a prisão de ventre. Para melhor efeito contra hemorroidas, pode-se associar a este abençoado asana o que os yoguins chamam de aswini-mudra - contrair e descontrair o esfíncter. É especificamente indicado para vencer a dilatação do baço e fígado. Controla e estabiliza o diabete e polução noturna. Vence insuficiência hepática e restaura o apetite. Tem sido constatada, por médicos de institutos da India, a cura do lumbago cronico e das dores ciáticas. Incomparável para rejuvenescimento e emagrecimento. É indicado para restaurar a força das senhoras depois de seus trabalhos diários. Tanto são os benefícios que os yoguins o chamam de - a fonte da energia vital” - Hermógenes, Autoperfeição com Hatha Yoga Paschimottanasana ainda é conhecido por energizar o manipura chakra, aumentando a autoconfiança e a energia. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Alonga toda a parte posterior do corpo dos tornozelos até a cabeça. E além de tudo isso, é uma delícia! É uma postura revigorante e introspectiva. É espetacular o quanto você consegue se sentir relaxado apesar de todas as ações que ocorrem durante a execução.   Como executar:   Como toda prática física de yoga, é ideal estar com estômagos e intestinos vazios antes de entrar no asana. Programe-se para ao menos algumas horas de jejum. Inicie sentado em Dandasana, pernas esticadas à frente, dedos dos pés flexionados em direção ao seu abdômen. Ao inspirar, sinta o espaço criado entre as suas costelas e a sacro-ilíaca. Rotacione a bacia para trás, de maneira que o cóccix fique voltado para trás. Ao exalar, incline-se para frente a partir das articulações dos quadris, não da cintura, com objetivo de levar seu queixo até canela e deitar seu abdômen em suas coxas. O ventre inferior deve tocar primeiro as coxas, depois o ventre superior, depois as costelas e a cabeça por último. Leve os dedos indicadores e médios abraçando os dedões dos pés para paschimottanasana A, ou segure os pés para as demais versões. Segure firme para ajudar a intensificar a postura, mas não tensione seus ombros. Mantenha pescoço alongado e relaxado. A cada inspiração em paschimottanasana, alongue a sua coluna permitindo-se ir mais a frente. Exalando, tente deitar o rosto entre as canelas. Desta forma, o corpo alonga e flui na postura quase imperceptivelmente junto com a respiração. Talvez você consiga até mesmo esticar os braços além dos pés no chão e segurar seus punhos. Mantenha por no minimo 5 respirações. Para sair da postura, ao inspirar alongue a coluna mantendo o gancho feito com as mãos e esticando os braços. Exale ainda nesta parcial da postura e na próxima inspiração, retorne o corpo a dandasana.   Não deixe suas coxas rotacionarem para fora ou a sola de seus pés se fecharem uma em direção a outra. Mantenha as pernas ativas como se estivesse em pé no chão Não arredonde as costas, afastando o tronco das pernas. Isso criará tensão e inibirá sua respiração, o que pode prejudicar suas costas. Se você é iniciante e/ou necessita de adaptações, dobre os joelhos para manter a coluna alongada. Para maior conforto, coloque um cobertor enrolado ou um bolster abaixo dos joelhos. Outra variação é usar uma faixa passando pela sola dos pés para manter os joelhos esticados. Não se preocupe em tocar os pés. Ou em esticar os joelhos. Escute onde o asana quer te levar mas nunca sacrifique seu corpo para “fechar” uma postura. Com a prática, e o tempo necessário, seu corpo se tornará muito mais flexível. Evite paschimottanasana se tiver asma, diarreia ou estiver grávida. Em caso de lesões nas costas, procure orientação especializada. Eu gosto de paschimottanasana, eu gosto dos asanas fáceis. Daqueles que você sente seu corpo inteirinho entrando na postura. Que você pode relaxar e sentir a expansão a cada inspiração. Que você pode sentir com facilidade. E que se deixa levar à entrega e intensidade de cada exalação. Quando sua consciência percorre cada cantinho seu, e vem um conforto de estar na sua pele. Pratique sua presença onde quer que esteje. Não importa se é em um asana fácil ou na fila do pão.   Om Namah Shivaya  

Podcast de Yoga | 25 fev 2020 | Daniel De Nardi

Yoga é uma filosofia? Podcast #45

Yoga é uma filosofia? Podcast #45 Yoga é uma filosofia? Filosofia prática? Mas as filosofias não vem apenas da Grécia? Responda por você mesmo após ouvir o podcast de hoje!   https://soundcloud.com/yogin-cast/yoga-e-filosofia-podcast-45   LINKS     Impressionismo Texto que escrevi sobre Impressionismo em 2007 https://yoginapp.com/o-novo-impressionismo   YOGA PARA LONGEVIDADE – LIVE DE PAUTA DO PODCAST #45   https://youtu.be/0iQaNfpXyMM   Podcast que fala sobre a música de Saint Saens   https://yoginapp.com/ioga-brasileira-yoga-e-politica-podcast-44   Músicas da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa Transcrição: Yoga é Filosofia – Podcast #45   Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e está começando o 45º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Ravel com a música Pavane. O tema de hoje é como o yoga pode se posicionar como uma filosofia prática. O que é efetivamente uma filosofia prática? E se de fato as filosofia só podem ter uma origem grega, uma origem helênica. Se você quiser estudar a filosofia como algo puramente acadêmico, e tentar encaixá-la no padrão da academia, pode até ser que pense que ela seja algo exclusivamente grego. “Filos” vem do grego e, por aí, se tem toda a construção grega. Não existe prática da filosofia, apenas a teoria, até porque ela precisa ser debatida. Discordo desta afirmação, a filosofia discute alguns conceitos e traz reflexões que propõe algum tipo de mudança, seja ela na nossa visão de vida ou no nosso comportamento. Se for esse o intuito o yoga pode efetivamente se classificar como uma filosofia, porque o yoga faz debates, ele faz reflexões. Não é à toa que exista esse podcast semana com 45 episódios, trazendo diferentes conceito do yoga. Esses conceitos todos quando debatidos podem ser sim uma filosofia, não de origem grega (o yoga é de origem indiana, como já mencionamos aqui, e é ainda mais antigo que as filosofias gregas, como o hedonismo). Existe um debate e um conhecimento sendo debatido, a gente pode classificar. E como você falaria que não existe filosofia prática? Existe sim. Se pensarmos em todo o debate que existe na Grécia com Aristóteles, com Platão, todo o debate que existe, inclusive, antes de Cristo, ele chegou como reflexão não só para os gregos como, também, para o império seguinte, o romano. O império romano bebeu muito do que estava sendo debatido na Grécia e aplicou a constituição das leis. Se vê, então, uma aplicabilidade da filosofia, a filosofia do direito. Quando se usa um conhecimento para contribuir com a vida das pessoas. Foi que Roma fez, aplicou muito da filosofia grega, e a própria Grécia fez uso de sua própria sabedoria para, de alguma forma, contribuir com a cultura daquele ambiente. O yoga faz isso de diferentes formas, tudo aquilo que é compreendido na parte teórica, nessa parte especulativa e reflexiva, se aplica, de alguma forma, com as técnicas, com os exercícios. Um exemplo: o yoga vê a importância de se reduzir a agitação da mente, de reduzir o que chamamos de Vitris, que é todo o tipo modificação, de agitação. Então, se o intuito for diminuir a agitação, parar de pensar em várias coisas e focar, a prática faz com que o indivíduo que se centra mantenha o conceito de estabilidade praticando. Se executa o conceito de estabilidade e se observa a resposta e o funcionamento deste conceito. No yoga se estuda, também, a importância de se ter a energia vital para processar mudanças, para a longevidade. Tudo isso é trabalhado nas escrituras e dos textos de yoga, na prática isso é trabalhado na ampliação da capacidade pulmonar, em absorver oxigênio e eliminar gás carbônico. Um ganho de energia vital e de saúde, um conceito aplicado na prática. É trabalhado no yoga a desidentificação, o desapego e o envolvimento com o corpo em determinadas situações. E não seria negar o corpo ou mortificá-lo, mas vê-lo de maneira distante. Isso é trabalhado nas técnicas quando, por exemplo, se está em uma posição desconfortável e se sente uma área do corpo e a atenção é transferida para a respiração ou para alguma outra área ou, até, para uma mentalização específica. Neste caso também existe uma desidentificação para focar em algo que se considera importante. Aplicando algo que foi teoria, inicialmente. O yoga também trata, desde suas primeiras escrituras, o descondicionamento. O ser humano é bastante condicionado, e quando só se produz condicionamento, não se sai da roda do sofrimento, há apenas a repetição de condicionamentos, muitas vezes repetidos por outras pessoas, como por exemplo os pais, ou pelo ambiente. A função do yoga é de descondicionar, de despertar a consciência à sua forma mais espontânea, sem nenhum direcionamento pré-determinado. O descondicionamento é realizado de diversas formas como, por exemplo, o jejum. Estamos acostumados a nos alimentar a todo momento ou a cada três horas. Mas dentro da prática, o que seria? Existem várias formas, uma delas é a respiração, geralmente respiramos de maneiro curta no nosso dia-a-dia, ampliando a respiração já se modifica o condicionamento respiratório que muda, por consequência, o padrão emocional. Além disso, o nosso corpo tem, por hábito, se mexer o tempo todo, até quando a gente dorme a gente se mexe. Com o trabalho de condicionamento do asana, se manter em uma postura às vezes simples, mas sem se mexer, é um conceito, que o yoga entende como importante, sendo transferido para a prática. Por fim, as escrituras, desde os Vedas, falam sobre ouvir o silencia, ouvir a meditação. O que seria a meditação senão a melhor forma que se tem para construir isso? Para finalizar, esse é o “coroamento”, quando a gente para tudo e olha para dentro, o que não é tão simples, o corpo não pode estar incomodado, a respiração não pode ser rápida para que não haja ansiedade, é preciso estar numa posição de conforto, aí então, a partir de tudo que já foi investigado, se consegue um mergulho no coração que não seria bem realizado se todo este trabalho não tivesse sido feito anteriormente. A música que vocês ouviram hoje é Pavane, de Ravel. Este compositor é muito conhecido pelo “Bolero de Ravel que, inclusive, já foi tocado aqui no episódio 15, em que eu coloquei Debussy e Ravel, que são dois compositores contemporâneos que tentavam trabalhar com estilos de músicas bem diferentes. Debussy construiu uma obra que ele chamava de impressionista, ele era o líder deste movimento e a ideia central era a de acompanhar o movimento artístico que acontecia na França naquela época. O impressionismo expôs uma fidelidade ao que se via na tela, a incidência da luz em determinado ângulo ou horário. Como a câmera fotográfica foi inventada e difundida naquela mesma época, no final do século XIX, a pintura que anteriormente tinha como principal trunfo retratar as imagens perdeu um pouco o sentido. A partir daí, os impressionistas passaram a trazer, além da forma visual, emoção para o que eles pintavam. Claro que antigamente as telas também tinha emoção, mas o movimento Impressionista foi o primeiro a, através das cores, dar a emoção necessária a pintura. O movimento foi liderado, especialmente, por Monet, mas teve outros nomes como: Manet, Degard e Renoir. E a pintura impressionista tenta tirar a impressão, não tem um acabamento perfeito porque as coisas se diluem conforme damos cor a elas, muitas vezes se misturam pela própria cor. Então, as músicas de Debussy não finalizavam a frase. Geralmente as melodias tem uma frase completa construída, Debussy finalizava tirando o “tônus” do final, como se a frase não tivesse sido finalizada e se mantivesse ali, flutuando como a pintura impressionista. Não sou o maio fã de Debussy, embora é necessário reconhecer que ele tem um trabalho expressivo. Sou mais da linha do romântico, como falei no episódio passado, Ravel estudou com Samsei, que era mais romântico e apegado a estrutura da música que estava sendo construída com pequenas modificações, mas Ravel criou um estilo próprio de música. Estreou recentemente no cinema um filme chamado “Van Gogh com Amor”. Todo mundo deve saber que Van Gogh fez parte do movimento impressionista no começo, porém nunca se adequou e sempre quis desenvolver uma arte própria, algo que era dele e que ninguém conseguisse imitar. Ele acabou produzindo um estilo próprio em cima do movimento que existia na época, exatamente como Ravel. Esse filme vale muito a pena assistir, quem está assistindo pelo aplicativo do YogIN App está vendo algumas cenas e consegue ver como que elas foram construídas O idealizador do filme fizeram uma grande pesquisa em torno da vida de Van Gogh e usaram os personagens que ele havia pintado e construíram uma trama em cima da dúvida sobre qual teria sido o motivo para o suicídio de Van Gogh ou se poderia ter acontecido algum tipo de assassinato. Toda a história se passa dentro dos quadros dele. É uma animação, porém não foi usado nenhum tipo de computador, foram cem artistas que pintaram frame a frame, quadro a quadro. É muito interessante porque quadros famosos, como o Dr. Gachê, são vistos primeiramente estáticos e, depois, em movimento e o personagem do quadro passa a falar. Recomendo muito este filme, é quase uma viagem alucinógena, mas o filme é uma perfeição e de uma beleza incrível, além dos fator serem correspondentes com que conhecemos da  história (não conheço muito a história do Van Gogh, mas todo mundo sabe um pouco sobre o relacionamento muito próximo que ele tinha com o Gauguin, que ele cortou a orelha e deu para uma amante do Gauguin e que, depois, disso, Van Gogh se isolou para tentar se tratar, mas a vida dele acabou seguindo um rumo não muito bom), o filme constrói de uma forma tão boa que se enxerga que tudo isso pode ter sido razão para o suicídio. Ele está em cartaz no cinema, mas, caso você esteja escutando este podcast muito à frente, porque no Now ou na Netflix. Agora vou deixar vocês com Pavane de Ravel.

O início do Yoga
Filosofia do Yoga | 24 fev 2020 | Daniel De Nardi

O início do Yoga – Podcast #24

O início do Yoga - Podcast #24 O Yoga surgiu há tanto tempo, que é difícil datar precisamente seu início. Neste podcast levantei algumas hipóteses. Para entender, ouça o podcast e tire suas conclusões! https://soundcloud.com/yogin-cast/o-inicio-do-yoga-podcast-24   Links Inscrição Grátis para a Aula Aberta do Curso de Formação     As origens do Yoga no Rig Veda https://youtu.be/pLcQYCwwfWM?list=PLguXTQeNTLeMSiiz9_d-PiEtM_yT10oQE   As Universidades indianas na Era da dinastia Gupta - https://youtu.be/j0kLX2aPgo8   PDF Yoga-Sutra, tradução Carlos Eduardo Barbosa  Panini, gramático codificador do Sânscrito Badarayana, refutou o Yoga-Sutra e serviu de inspiração para Shankaracharya Shankaracharya, formulador do Vedanta Depoimentos das alunas da 1ª Turma de Formação https://youtu.be/jPGgluaHjCs?list=PL3Y5CFIJsp-zvkZwM9iwmWj9_wixik1jG   Depoimentos 2ª turma da Formação de Yoga online https://youtu.be/xu7y9GA6Fkw?list=PL3Y5CFIJsp-zvkZwM9iwmWj9_wixik1jG   Playlist da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa     Transcrição do Podcast #24 - O Início do Yoga  O meu nome é Daniel De Nardi e está começando o 24º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast semanal a respeito do yoga e tudo que envolve essa filosofia. Essa música eu você está ouvindo chama-se Scheherazade e é uma música que remete a obra clássica importante da literatura que é “As mil e uma noites”, uma obra que se tornou famosa, por uma tradução francesa, mas é um texto muito mais antigo, ele foi registrado em língua árabe no século IX, provavelmente ele te origens mais antigas e indianas. Nesta época, século IX d. C. a Índia tinha acabado de ser dominada pelos muçulmanos árabes, então, muita coisa que havia ali foram apropriadas por esse povo que depois começou a levar para outras culturas, por exemplo as universidades. As primeiras universidades da Europa são fundadas pelos árabes, mas na verdade o conceito veio Índia, da dinastia Gupta que formou várias universidades no século V d.C., uma outra propriedade dos árabes são os números, que era uma ciência indiana, mas que foi levada pelos árabes para fora. As Mil e uma Noites é uma história em que o rei soube que foi traído e ele vai matando uma a uma das suas esposas, a cada dia e Scheherazade todo dia conta uma história para o rei de forma que ele seja envolvido e queira saber a história no dia seguinte e não a escolha para morrer. Então a história é toda encadeada, sendo que um dia depende do outro, dependia da criatividade da Scheherazade para criar uma história que ligasse, que envolvesse o rei a ponto de ele não querer cortar a sua cabeça. E eu estou usando esta obra porque no primeiro livro escrito sobre yoga, o Yoga Sutra, é traduzido como aforismos do yoga. Aforismo é uma ideia de uma frase completa e sábia por ela mesma, mas os sutras não são aforismos porque uma frase depende da outra, construindo um significado de acordo com o contexto do capítulo. Então são quatro capítulos e cada frase vai puxando a outra, inclusive é por isso que sutra se traduz por cordão, por barbante, porque um vai dando sentido ao seguinte. Como falei no episódio passado, eu montei, agora finalizei, a parte do yoga Sutra da formação, ficou um curso bacana, bastante completo, com várias referências, sempre com os sutras que eu estou comentando, sendo expostos na tela, então ficou muito bacana, é uma das aulas que eu mais gostei. Na semana passada eu também mencionei do webinar que a gente vai organizar no domingo, nesse webinar a gente vai falar um pouquinho dessa parte da estruturação, do nascimento do yoga e como ele foi difundido. Então, é interessante a gente conhecer para saber de onde surge a ideia e quais sãos as consequências daquela ideia, esse webinar vai ser já a primeira aula do nosso curso de formação do segundo semestre, o YogIN APP já está indo para a quarta turma, cada turma teve em torno de 20/25 pessoas e esperamos fazer um curso bastante proveitoso, como foram os demais. Até agora, com um pouco de sorte e um pouco de mérito, só tivemos elogios e bons depoimentos em relação ao curso, inclusive gravamos os depoimentos sobre o curso (vou deixar o link aqui). Então esse curso está muito bacana, ele é de cinco meses, com duas aulas teóricas semanais explicando a estrutura do yoga, as técnicas, os principais conceitos, e aí uma vez por mês a gente tem um encontro online, depois desse encontro a gene tem mais dois encontros presenciais, em que a gente conhece as pessoas e as avalia, além de fazer uma revisão de todos os assunto abordados. O próximo encontro, que irá finalizar a terceira turma será dia 15 de julho, eu estou bem feliz porque este é o momento do fechamento, a gente faz a avaliação das aulas e é muito proveitoso e prazeroso pra mim ver o trabalho sendo construído. Então teremos esse webinar que será no domingo, às 21h, lá a gente vai abrir pra perguntas, vai conversar e vai falar um pouco sobre o que venho falando e já será a primeira aula da quarta turma, mas esta aula será aberta e gratuita. Como eu estava falando, o Yoga Sutra é fundamental dentro da estrutura do entendimento do yoga, porque ele é o primeiro livro. O Yoga Sutra não é fruto de uma revelação, ele é fruto de debates que vinham acontecendo, mencionando o yoga, como eu já citei aqui alguns textos como vedas e Upanishads, então esses textos todos foram construindo a ideia de yoga, assim como uma ideologia, como um método, como uma doutrina, chegando ao ponto de Patanjali fazer esse momento de formatar tudo isso. Patanjali faz essa organização, não sozinho – como vamos ver mais pra frente –, fruto de debates, então o yoga é o resultado de debates que estavam acontecendo na Índia e ele estrutura esse primeiro formato do yoga em quatro partes, em quatro capítulos.   O primeiro capítulo, diz respeito a Samádi, que é o estado no qual você deve praticar todos os outros capítulos e trabalhar dentro do yoga para atingir o último objetivo que é o último capítulo que é o Kaivalya. Algumas pessoas falam que o objetivo do yoga é o samádi, mas ele é o estado em que você deve fazer as coisas, dentro da proposta do yoga, para atingir a libertação, a verdadeira manifestação, a libertação da sua natureza mais autentica. Nesse estado o indivíduo está intensamente junto com algo, essa junção é a interna, a junção do coração, que faz com que a sua mente trabalhe de uma forma mais serena, mais coerente, mais tranquila. Então você estará indo de encontro aquilo que for mais importante pra você e isso vai acalmando a sua mente e o oposto também é verdade, a medida em que você for acalmando a mente você terá um vislumbre maior da sua verdadeira essência. Esse é o estado que Patanjali propõe que se trabalhe os outros capítulos, conceitos relatados por ele. Não vou me estender, o curso, dentro da formação, é que explana todo esse conceito, toda a obra de Patanjali, aqui vamos ver só a estrutura dos quatro capítulos e as evidências da datação de Patanjali. Em seguida vem o capítulo Sâdhana, que é a pratica buscando a perfeição, então é o trabalho, a prática. Depois ele fala dos resultados da prática que são os vibhutis, que é o terceiro capítulo. E então ele começa a ensaiar a proposta dele que menciono bastante, e vou trabalhar bastante no curso, que é a libertação, o Kaivalya. Como fazer isso, eu vou deixar uma tradução do Yoga Sutra feita pelo Calos Eduardo Barbosa, você pode ler e fazer a sua própria análise, mas você já terá um bom alicerce, entendendo que cada frase deve depender da outra e que esses capítulos vão se montando para se chegar à conclusão final que é o Kaivalya. Sobre a época em que Patanjali viveu e que a gente pode de fato datar o início formal do yoga. Você pode dizer que o yoga começou em vários períodos dentro da Índia, como na tese do David Frawley, dizer que o yoga começou nos vedas porque o deus maior dos vedas que é Hidra pode se assemelhar a Shiva em muito a aspectos, inclusive com a utilização do fogo em alguns rituais. Mas as evidências maiores mostram que yoga surge nas Upanishads, e passam a tornar forma nelas e o assunto passa a ser mais debatido e observa-se a palavra yoga em muitas das Upanishads já citadas aqui, especialmente nesta que é a Swetaswatara. A Swetaswatara é muito próxima do yoga sutra, então esta é de fato a inspiração do yoga sutra, ela é de 900 a.C. e Patanjali provavelmente viveu em 500 a.C., a data pode variar, mas eu vou colocar os pontos que favorecem a data citada. O primeiro ponto é como o Yoga Sutra começa, o primeiro capítulo dele é o Samádi, mas a primeira palavra é Atha, uma palavra utilizada nesse período, mais ou menos 5 a.C., foi um período em que a difusão da civilização védica que começa em Varanasi e passa a se espalhar, compondo os textos védicos, esta civilização chegou nesse momento começa em 3.400 a.C., época do primeiro Rigveda, e vai se difundindo, se desenvolvendo e nesse período é uma época em que houve muitas normatizações. Como as cidades começaram a ficar populosa, eles criaram diversos tipos de normas, relacionadas a lei, literatura, matemática, até mesmo de como receber alguém em casa, este período de normas tinha essa expressão que, traduzido, seria mais ou menos como “olha, especialistas discutiram sobre determinado assunto e a conclusão é esta”. O atha não é encontrado apenas no yoga, mas em vários outros textos indianos da época, ele já é uma demonstração do estio literário do período. Justamente por ser um texto normativo, o Yoga Sutra, que não cita rios, que não cita reis, que não cita guerras, acaba dificultando a datação, então nas Upanishads há uma precisão maior justamente por conta disso, há o testemunhos dos episódios históricos, que eles conseguem fazer uma aproximação e chegar, o Yoga Sutra já é mais difícil fazer este tipo de trabalho. Então nós temos essa evidência do estilo literário do Yoga Sutra, e a segunda evidência é que existia um gramático chamado Panini de 520 a 460 a.C. vivendo por sessenta anos, ele desenvolveu normas gramáticas para o sânscrito sendo considerado, inclusive, o fundador do sânscrito que era um tipo de linguagem falada, ele fez uma organização e fez esta fundação do sânscrito nesse período. Consta que existia um gramático na época que foi, inclusive, aluno de Panini, chamado Patanjali, que se tornou um do maiores eruditos e sábios da antiguidade. A gramática tem relação com o yoga, inclusive Panini usa o termo para expressar a palavra quando ela significa (int.) [14:04]. Então existia uma relação de yoga com gramática nesse período, os grande sábio estudavam a gramática, aí há mais um indício, o mesmo nome, Patanjali, para um período falando de um assunto relacionado, então há mais uma evidência que ele tenha vivido nesse período. Por fim, existe um texto muito importante para os Vedanta que são os Vedanta Sutras ou Bramas Sutras, esses textos dão a base para o Vedanta, escritos por um sábio chamado Badarayana 200 a.C., ele refuta o yoga. Mas qual? Badarayana refutava o yoga de Patanjali, se sabe disso porque muito tempo depois, em 788 a 820 que é o período em que esse personagem viveu, chamado Schankaracharya, ele faz uma revisão do hinduísmo e das culturas que estavam difusas, ele cita o texto dos Bramas como sendo a base do hinduísmo. Schankaracharya valoriza Bhagavad-Gita e valoriza as Upanishads, o que ele deixa de fora é o Yoga Sutra, isso significa que – como os Brahma sutras dão origem a filosofia de Schankaracharya, Vedanta sutras falam contra o yoga, especialmente sobre o yoga de Patanjali, o yoga tem que ser anterior a 200 anos a.C., por essas aproximações, por a gente ter todas essas evidências, podemos chegar bem próximo a época em que Patanjali no século entre V e IV a.C. A gente vai falar muito mais no domingo, às 21h, dia 09 de julho. A inscrição é grátis, eu vou deixar o link na descrição do espólio. E para finalizar, como é clássico no nosso podcast, eu vou deixar a música Scheherazade, de Rimsky-Korsakov. Esse não é um compositor famoso, especialmente eu não conheço nada além dessa música, que meu pai ouvia bastante em casa e eu acabei gostando, mas ela e realmente maravilhosa, a música das Mil e uma Noites, até o próximo podcast. Ohm Namah Shivaya!  

Podcast de Yoga | 23 fev 2020 | Daniel De Nardi

Reflexões de um YogIN Contemporâneo – Série de Podcasts

Reflexões de um YogIN Contemporâneo - Série de Podcasts Reflexões de um YogIN Contemporâneo é uma série de podcasts que tratam assuntos relacionados ao Yoga que aparecem no nosso cotidiano. Se você quer saber mais sobre como os conceitos do Yoga podem ser usados no dia a dia, acompanhe a série no seu leitor de podcasts.   https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/podcast-reflexo-es-de-um-yogin   Se você não conhece bem como funciona um podcast, assista o vídeo abaixo que vai ajudar. https://youtu.be/t4CDnbc6KM8     CLIQUE AQUI