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Como fazer chandra namaskar
Vídeos de Yoga | 4 jul 2020 | Equipe YogIN App

Aprenda a Saudação à Lua – Chandra Namaskar

Como Fazer Chandra Namaskar - Saudação à Lua! A saudação ao Sol você deve conhecer, mas já ouviu falar na saudação à Lua? Aprenda a fazer o Chandra Namaskar? Sobre a sequência mais conhecida, o Surya Namaskar, fizemos um post explicando cada passo dessa sequência e você pode lê-lo clicando na imagem abaixo. Ambas as sequências foram criadas com o intuito de saudação a importantes elementos da Natureza que influenciam diretamente à vida humana. O Sol e a Lua. 🌤🌝🌘🌗🌖🌕🌤🌤 https://yoginapp.com/como-fazer-surya-namaskar/ Como funciona a Saudação à Lua? Esta saudação também é uma sequência encadeada de posturas, asanas e que tem como principal intenção um agradecimento sincero à Lua. Esse astro que tem influência direto no nosso ciclo de vida recebe essa homenagem de posturas de gratidão. 🙏🙏🙏 O treinamento da gratidão é uma forma de demonstrarmos para o nosso corpo o que é importante para nós. Associando essa intenção à movimentos físicos (asanas) você marca no corpo essa sensação. Falamos mais sobre comprovações científicas da Gratidão no episódio #43 da série de podcasts CLICANDO AQUI. https://yoginapp.com/gratidao-e-thanksgiving-podcast-43/ DICAS PARA O CHANDRA NAMASKAR Dicas que vão ajudar você a vivenciar mais os efeitos da sequência :🤝😃😃✨✨ Ao executar a Saudação à Lua, você deve manter a atitude de retribuir pelas influências positivas da Lua nos seus ciclos de vida. O treinamento da gratidão valoriza o que é valioso para você na vida. O ideal é praticar à noite e de preferência na Lua Cheia (o que não deve servir de desculpa para não fazer hoje se não tiver a Lua assim). Compreendeu? 🤔😊 Então dê um PLAY no vídeo você aprenderá o Chandra Namaskar, esta antiga sequência que saúda um importante elemento da Natureza para todos os seres humanos.   https://youtu.be/bGijsNbcn3g Se você tem interesse em explorar melhor o Universo do Yoga. Deixe a gente saber que poderemos enviar mais dicas como essa. Para aprender mais sobre as Posturas do Yoga chamadas de Asanas basta você deixar seu nome e eamil no formulário abaixo e enviaremos um email com mais informações. 📨📨📨📨 Esperamos que esse seja apenas o primeiro contato de uma longa jornada. 🎇🎆🎇 Namaste! new RDStationForms(\'formulario-post-chandra-namaskar-8906ca49e8bbbec7d955\', \'UA-68279709-2\').createForm();

proposta do Yoga para o Autoconhecimento
Filosofia do Yoga | 3 jul 2020 | Lucas De Nardi

Qual a proposta do Yoga para o Autoconhecimento

Como o Yoga desenvolve o autoconhecimento e a espiritualidade - proposta de autoconhecimento! O Yoga é conhecido como uma prática milenar que desenvolve o autoconhecimento, mas de que forma o Yoga se propõe a fazer isso? Entenda a proposta do Yoga para o Autoconhecimento Neste vídeo você vai entender como o Yoga usa suas técnicas para despertar melhor a percepção de si e a evolução pessoal. https://youtu.be/BXPUHKbm8PQ     Este trecho é parte de uma aula completa que você pode assistir aqui mesmo no nosso canal, clicando aqui      https://youtu.be/mUJc-93j1zU   Neste outro trecho da aula você pode entender melhor a relação do Yoga com as posturas, asanas. O corpo pode ser ao mesmo tempo uma ferramenta, mas também um obstáculo à libertação. CLIQUE ABAIXO PARA ASSISTIR   https://yoginapp.com/como-o-corpo-pode-ser-uma-ferramenta-ou-uma-armadilha-na-libertacao/     Namaste! new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Bhuta Shuddhi – A limpeza periódica do corpo
Filosofia do Yoga | 2 jul 2020 | Equipe YogIN App

Bhuta Shuddhi – A limpeza periódica do corpo

Bhuta Shuddhi - A limpeza periódica do corpo! A limpeza periódica do corpo, conhecida como Bhuta Shuddhi é uma das características do yogin. O próprio sádhana, prática disciplinada de yoga, é uma forma de limpeza: praticar as posturas é um exemplo de limpeza do corpo, por estimular órgãos de excreção e eliminação, pranayamas e meditação produzem uma limpeza de canais sutis do corpo, meridianos e uma faxina mental, excluindo os pensamentos da mente condicionada. Além disso, no Hatha Yoga tem-se o chamado shat karma, conjunto de seis kriyas clássicos que merece um post especial, só para explica-los, mas comumente ministro alguns deles nas minhas práticas aqui do YogIN App. Esse período que entramos, de mudança de estação, é um período que yogins costumam intensificar suas práticas de limpeza. Bhuta shuddhi é a prática de purificação dos elementos do corpo:  água, ar, terra, fogo e espaço (éter, akasha). Tudo na Natureza é composto por estes elementos, no nosso corpo a composição é de setenta e dois por cento de água, doze por cento terra, seis por cento ar, quatro por cento fogo, e o éter (akasha) seis por cento. new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); O termo vem do sânscrito, bhuta, que significa \"elemento\"  e shuddhi, que significa \"purificação\". O objetivo da prática é libertar o yogin de sua natureza física e abrir a porta para níveis mais elevados de consciência, de modo que o praticante possa se sutilizar e tornar-se um com Brahman. Praticar  bhuta shuddhi cria mudanças físicas, emocionais e mentais profundas para limpar o corpo, mente e espírito. Algumas referências modernas acabam catalogando bhuta shuddhi como apenas um período de desintoxicação alimentar, o que faz parte do processo de sutilização dos corpos, mas é uma parcela muito pequena da prática. Bhuta shuddhi também não é um kriya. Kriyas são atividades de purificações, como citei acima o conjunto de kriyas clássicos, dos quais o mais conhecido é o nauli kriya. Existem muitas maneiras de praticar bhuta shuddhi, a fim de purificar os elementos. Um método comum é a meditação no bija mantra de cada chakra, no som dos nossos centros de força. comPara executar este tipo de bhuta shuddhi , comece  15 minutos de asanas simples de alongamento que estimulem a coluna e alguns ciclos de  pranayama. Em seguida, continue com 15 minutos de meditação sobre os chakras. Começando com o chakra da raiz indo até o coronário. Temos práticas dos chakras em nossa página de aulas. Meditação nos chakras e o Bhuta Shuddhi Sente-se com as pernas cruzadas e a coluna ereta, feche os olhos e sinta a vibração do seu corpo e de seus pontos de energia.   [caption id=\"attachment_16534\" align=\"aligncenter\" width=\"370\"] Bhuta Shuddhi atua nos Chakras[/caption]   Comece a entoar o som semente de cada chakra da base em direção ao topo da cabeça, como na foto acima. LAM, VAM, RAM, YAM, HAM, OM, silêncio. LAM, VAM, RAM, YAM, HAM, OM, silêncio. Faça por 10 minutos e depois fique 5 minutos em silêncio em meditação em algum chakra específico ou apenas em silêncio, sem pensar, apenas sentindo e mergulhando na pureza de sua essência.    

Yoga e India
Filosofia do Yoga | 1 jul 2020 | Daniel De Nardi

YOGA E INDIA – série de Podcast – #DiariodeUmYogIN

YOGA E INDIA - 17 episódios [SÉRIE DE CONTEÚDOS] Esta série de Podcasts eu gravei na minha viagem a Índia em dezembro de 2015.  Nesta série de 17 episódios relatei minhas experiências no berço do Yoga. Abaixo vou deixar a playlist, mas você pode acessar por algum episódio que prefira também!   Sinopses dos episódio   Episódio 1 - Chegada na Índia Cometi um grande de erro no planejamento da viagem e descobri depois que já tinha feito check-in que precisava de visto para entrar na Índia, e eu não tinha. Ouça o primeiro episódio da série pra saber o que aconteceu. https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-entrei-na-india-sem-visto-episodio-1   Episódio 2 - Primeiras Impressões Neste episódio falo do impactante encontro com o Taj Mahal. Sensações e Insights! https://soundcloud.com/yogin-cast/diario-de-um-yogin-as-primeiras-impressoes-da-india-episodio-2   Episódio 3 - As tentativas de conciliação religiosa Neste episódio conto um pouco sobre histórias de conflitos e conciliações religiosas na Índia. https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-as-tentativas-de-conciliacoes-religiosas-episodio-3 Episódio 4 - Rishkesh Rishkesh pode ser considerada a capital mundial do Yoga. Há dezenas de ashrams (espécie de mosteiros do Yoga) e os Beatles quando vieram à India ficaram em um deles. https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-rishkesh-a-capital-mundial-do-yoga-episodio-4 Episódio 5 - Shivanada Ashram e Rafting É possível fazer rafting e até mergulhar no Rio Ganges em pleno inverno. Este episódio também fala do Shivananda Ashram, importante centro de Yoga também situado em Rishikesh. https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-episodio-5-shivananda-ashram-rafting-e-mantras   Episódio 6 - Crianças da Montanha Neste episódio Daniel conta sobre o Hatha Yoga no amanhecer do Ganges, a conversa com o Swami Mandraji no Ashram mais antigo de Rishkesh e as crianças das montanhas. https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-hatha-yoga-guruji-e-as-criancas-da-montanha   Episódio 7 - Yoga e comidas indianas em Rishikesh Neste podcast falo sobre a aula com a professora Usha Devi, a yogin mais respeitada de Rishikesh, também sobre sadhus e comidas indianas. https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-7-episodio-iyengar-yoga-comidas-indianas-e-bollywwod   Episódio 8 -  A Terra de Shiva Vaishshta Guja é um local isolado às Margens do Rio Ganges onde há uma caverna que acredita-se tenha sido local de meditação de muitos iluminados. https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-8-episodio-a-terra-de-shiva?in=yogin-cast/sets/di-rio-de-um-yogin-experi-ncia     Episódio 9 -  Reveillon na Caverna Neste episódio conto como foi passar o reveillon numa caverna isolada às margens do Rio Ganges. Para ver as fotos da Caverna CLIQUE AQUI https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-9-episodio-o-dia-na-caverna 10 Episódio - Ukimath, a Catmandu Indiana Neste episódio Daniel conta a viagem de 7h contornando o Rio Ganges e seus afluentes. Para ver as fotos da junção de rios nos Himalayas CLIQUE AQUI https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-10-episodio-ukimath?in=yogin-cast/sets/di-rio-de-um-yogin-experi-ncia 11 Episódio - Deurital Lake Neste episódio conto os primeiros passos do trekking, o encontro com mulheres que carregam cestos com mais de 5okg de folhas montanha acima e também a visão dos topos congelados dos Himalayas. Para ver as fotos CLIQUE AQUI https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-11-episodio-deurital-lake   Episódio 12 - Vale a pena YogINs fazerem um trekking? Reflexões sobre trekking. Para ver as fotos CLIQUE AQUI https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-12-episodio-dica-para-trekking Episódio 13 - A Busca Este episódio falo da busca humana, a curiosidade que o fez buscar novos mundos externos e adentrar mais pelo universo interior. Para ver as fotos CLIQUE AQUI https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-13-episodio-a-busca Episódio 14 - O Cume de ChandraSila O cume de ChandraSila, uma das montanhas mais altas da Índia. Para ver as fotos clique aqui https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-14-episodio-cume-de-chandrashilla   Episódio 15 - Viajar Sozinho O caminho até a montanha onde um casal de sadhus, homens santos que abdicam dos confortos da vida para uma busca espiritual, moram isolados. Para ver as fotos CLIQUE AQUI https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-15-episodio-viajar-sozinho-e-o-templo-a-kali   Episódio 16 - A capacidade de servir do povo indiano Neste episódio Daniel fala sobre o retorno para as cidades e a incrível capacidade do indiano de servir bem. Para ver as fotos CLIQUE AQUI https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-16-episodio-a-capacidade-de-servir-dos-indianos Episódio 17 - A despedida Último episódio da viagem! https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-17-episodio-ileso-e-mudado Até a próxima viagem!

A ética protestante e o espírito tântrico
Filosofia do Yoga | 1 jul 2020 | Daniel De Nardi

Podcast #07 – A ética protestante e o espírito tântrico

A ética protestante e o espírito tântrico A ética protestante e o espírito tântrico será um episódio com tantas referências que só ouvindo para entender do que se trata. https://soundcloud.com/yogin-cast/a-etica-protestante-e-o-espirito-tantrico-podcast-07 Links Curso Roberto Simões - Neurofisiologia da Meditação   Livro de Max Weber - A ética protestante e o espírito do capitalismo PDF   Canal de podcast de Roberto Simões https://soundcloud.com/yoga-contempor-neo Curso Yoga, Liberdade e Aprendizado   Lenda sobre Patanjali Playlist da série de Podcasts - Reflexões de um YogIN Contemporâneo   Transcrição: A ética protestante e o espírito tântrico   A Ética Protestante e o Espírito Tântrico #7 Olá, meu nome é Daniel De Nardi e está começando o sétimo episódio de Reflexões de um YogIN Contemporâneo. O episódio de hoje chama-se “A Ética Protestante e o Espírito Tântrico”, deve ser um dos títulos mais complexos que já teve durante os podcasts, mas ele faz uma referência a uma obra bastante famosa que é essencial no estudo da sociologia chamada “A Ética Protestante e o Espírito Capitalista”, essa obra fez uma análise observando o quanto a ideia de protestantismo favorecia o enriquecimento das nações e, por conta disso, era a explicação pela qual os países protestantes era os mais ricos como no caso dos Estado Unidos, Alemanha, Grã-Bretanha, enfim, acabam sendo mais ricos os países protestantes. E a conclusão da obra é que no Protestantismo você não tem uma ideia clara do que irá acontecer após a morte, uma das coisas que o protestante tem como indício de que ele está num bom caminho, no caminho de Deus é que ele vai prosperando, então a prosperidade é uma demonstração de uma iluminação, de um agrado de Deus de que você está no caminho certo de Deus e isso fez com que as pessoas dessas nações, tendo essa visão, pensando e sentindo especialmente acreditando dessa forma, eles acabaram gerando um acúmulo maior de capital, diferentemente de outras culturas que não valorizam essa construção em vida, então muitas culturas projetam tudo pra depois da morte, então depois da morte é o que interessa e isso não favorece a construção aqui em vida. Eu peguei esse nome, porque nos últimos dias eu estou editando um curso novo que nós já disponibilizamos no YogIN App, então, quem adquiriu o curso vai recebendo aos poucos – a medida que a gente for terminando a edição – e é um curso de um professor que eu já acompanho a algum tempo, ele faz um podcast, uma série de podcast bastante interessante que é o Roberto Simões do Podcast Yoga Contemporâneo, se você não conhece, vale a pena ouvir lá. O que eu gosto, o que me agrada muito no trabalho do Roberto: eu acredito que a gente tem que ter um bom entendimento de diversas áreas da vida, essa questão de especialização profissional excessiva dificulta o próprio aprendizado da sua área, porque a medida que você tem mais referências e outras áreas isso vai favorecendo todo o tipo de aprendizado. No meu curso que fala sobre aprendizado, ele explica um conceito chamado Chunk, que é justamente o auxílio de diferentes aprendizados para aquilo que você está aprendendo no momento. Então, por exemplo, se você estudou ecologia, às vezes isso vai favorecer de alguma forma e te fazer aplicar à matemática e, assim, em diferente áreas. Então áreas em que você não vê conexão, à medida que você vai compreendendo, elas vão favorecendo o entendimento de qualquer coisa que você esteja aprendendo ou estudando. Essa visão ampla é importante para a gente ter uma visão mais precisa do mundo que não é dividido só em áreas profissionais ou estilos de educação, o mundo tem várias nuances, entre eles nuances políticas, históricas, sociais, então tudo isso é importante a gente tem o mínimo de entendimento. O Roberto faz um trabalho amplo nesse sentido de ter várias visões, ele é um pesquisador profundo da ciência, ele escreveu um livro que é “A Neurofisiologia da Meditação”, por outro lado, ele fez o doutorado na área da religião e, também estudou Psicologia. Então ele consegue fazer um apanhado sem misturar, “esta é a visão da ciência”, “esta é a visão da história”, “na religião, uma leitura da espiritualidade funciona desta forma...”. Aprendi bastante com o Roberto nesses últimos tempos, que ele vem produzindo esses podcast dele e venho trocando mensagens com ele, queria muito que tivesse um curso dele no YogIN App, porque é uma pessoa que agrega muito pra nós professores e praticantes, pela sua visão realista da ciência em relação a meditação, redução de estresse e essas outras questões que muitas vezes a gente se pergunta: O yoga de fato funciona pra isso? Hoje em dia ninguém menos que a ciência para validar isso. Ao mesmo tempo existe um tipo de visão que só um estudo de espiritualidade e história consegue dar, a ciência não chega a determinadas questões que o trabalho no yoga é bastante profundo então tem a questão da linguagem, que é algo que não é percebido ou medido, então a ciência não estra nessa questão da linguagem, o quanto ela e a criação de mitos influencia o nosso comportamento, por exemplo, e isso é algo que um estudo de espiritualidade, um estudo histórico se faz necessário para a compreensão. Então ele vai fazendo esse paralelo nesse curso com essas diferentes áreas, e é muito interessante pra gente ver a compreensão de todo o funcionamento do cérebro e como que este funcionamento é afetado, modificado, moldado a partir das práticas de meditação e outras técnicas do yoga. Esse trabalho que o Roberto está fazendo que é uma espécie de uma releitura do yoga é bastante tradicional na Índia, então a Índia cultiva muito a valorização do conhecimento, mas também uma valorização de uma releitura, então os comentaristas de sutras de vedas tem um papel muito importante dentro da construção do conhecimento indiano, como isso tem uma determinada escritura lá, o comentarista comenta, mas faz acréscimos de coisas que estão acontecendo no seu momento e aí aquilo é incorporado, agregado a escritura original, então esse processo de releitura no tempo atual das escrituras antigas ele é muito famoso, muito valorizado dentro da Índia. Então nós temos, por exemplo, comentários do yoga sutra que é o primeiro livro de yoga, então o Yoga Sutra é escrito por Patanjali, que não sabemos se foi uma pessoa ou um grupo, mas tem um comentarista famoso que é o Vyasadeva, e ele faz um comentário de cada sutra colocando a ideia dos sutras no tempo dele, ele foi, inclusive, nomeado escritor do Mahabharata e desse livro, só pra vocês entenderem, sai o famoso Bhagavad Gita que tem um conhecimento maior é uma parte do Mahabarata que talvez tenha sido escrito por um comentarista, então se vê a importância dos comentaristas dentro da história. Um dos textos mais conhecidos da Índia pode ter sido escrito por um comentarista, como os textos mais antigos de uma civilização a gente não tem precisão de quem escreveu aquilo, a gente tem indícios, e muitas lendas são criadas em cima daquilo. Então se você procurar, por exemplo por Patanjali, você encontra toda a história do Patanjali, a gente publicou na fan page essa semana, quem não viu vai lá e olha, tem a história de como Patanjali surgiu, como ele nasceu (eu não vou contar a história pra você ir lá e ler), mas mesmo Vyasadeva e, depois, todos os demais, vão se criando mitos em cima deles e dando, muitas vezes, textos que não eram originalmente, mas que passaram a ser parte da cultura, do conhecimento e da inteligência indiana a partir de comentários. No processo mais recente a gente tem como comentarista dos vedas e de todo o entendimento indiano o Mircea Eliade, que é muito conhecido no yoga, todo mundo que estuda yoga acaba lendo, uma hora ou outra, e ele faz justamente esse trabalho só que com uma visão mais atualizada e muito mais ocidental. Então o Mircea Eliade é um dos primeiros intelectuais aceitos pela academia, por toda a ciência europeia, então ele tem um trabalho reconhecido na Sorbonne e em outras universidades francesas e americanas, então ele fez esse papel de releitura do conhecimento indiano, foi agraciado e, hoje, é muito reconhecido no meio do Yoga. E na Índia, inclusive, muitas vezes ele transformam esses escritores, intelectuais, esses sábios em santos, você chega a ver nas lojas estátuas de Sai Baba, de Osho, de Gandhi, várias pessoas que a gente teve acesso, que a gente vê em vídeos no YouTube, essas pessoas foram transformadas em santos, então tem esse valor da pessoa que faz essa releitura do yoga. O Roberto tem feito esse trabalho, trazendo essa parte da ciência, que é muito importante para o yoga, a ciência e o yoga tem se apoiado no trabalho, a ciência tem apoiado muitas descobertas e muitas pesquisas em cima do yoga, especialmente da meditação, então o que eu queria demonstrar agora , eu queria deixar uma explicação, pra mostrar esse tipo de conexão que o Roberto faz no trabalho dele que me agrada muito e que venho aprendendo nos podcast dele, pra gente finalizar com  a explicação do título que até agora eu não expliquei o que é esse título maluco que eu fiz. Então, “A Ética Protestante e o Tântrico”, a gente entendeu até aqui “A Ética Protestante e o Espírito Capitalista”, a obra no Max Webber. Esse nome vem – o Roberto faz um explicação muito interessante sobre o surgimento do movimento tântrico dentro da Índia comparando com o movimento protestante, dentro do processo religioso dentro do ocidente. Patanjali escreve o seu livro Yoga Sutra por volta do ano 3 a.C., e na Índia com a questão das castas, quem conduzia o conhecimento, quem manuseava, quem tinha acesso aos textos, lia em sânscrito e fazia consultas e explicava, eram os brâmanes, que eram os sacerdotais que conduziam os rituais, eles detinham o conhecimento e que estava restritos aos textos e eles produziam estes que e os vedas que iam sendo acrescentados.   Então isso, ao longo de muitos anos, no século VI um determinado grupo percebeu que o mais importante não era os textos, mas sim o corpo, o que está no corpo a sensação e não o que Patanjali escreveu, então naquele momento passa-se a valorizar mais o corpo. Então ali, nesse momento histórico passa-se a valorizar mais o asana, a técnicas corporais, os pranayama, começa-se a valorizar a questão da saúde, isso não era tão expressivo no yoga, isso começa a partir do tântricos que começam a questionar essa perfeição dos textos e começam a dizer “se as coisas existem de fato elas devem existir aqui, onde eu consigo sentir, onde eu consigo tocar”. E o que isso tem a ver com o processo do outro lado, de Lutero? Até então que fazia a leitura da bíblia eram os padres, os sacerdotes da igreja Católica Apostólica Romana. A bíblia era escrita em latim, eles detinham a língua, a partir do momento em que Lutero traduz a bíblia ele faz com que o conhecimento não pertença só a eles, quem quiser estuda a bíblia e faz o que bem entender. Então, de dois lados diferentes houve uma libertação de um determinado grupo que detinha conhecimento, “isso aqui é mais valioso que tudo e só nós temos acesso” e vem um outro grupo e vem um outro grupo dizendo “olha, talvez vocês não sejam os detentores, talvez consigam pegar esse conhecimento através de uma outra fonte” e então, obviamente, começam os conflitos: na Índia, os brâmanes versus os tântricos e na igreja, os protestantes contra a igreja do Vaticano. Eu me despeço hoje por aqui, a pedidos vou fazer algumas coisas em relação as músicas, tenho recebido feedbacks em relação a isso, eu não sou um estudioso profundo, mas há algum tempo eu escuto música clássica, vou a concertos, já fui mais recorrentemente, hoje não vou tanto, mas eu sei, dentro da música clássica, algumas músicas mais populares que eu acredito que as pessoas vão gostar mais, e estou trazendo uns trechos. Vou criar no Spotify do YogIN App uma playlist com cada música que eu coloco aqui nos podcast, quem quiser vai lá, faz a pesquisa e ouve mais. As músicas sempre tem uma relação com o assunto, eu não queria explicar, mas me pediram, então eu vou falar o que a música significa, a que a gente vai ouvir hoje é um trecho do primeiro movimento do concerto para violino de Mendelssohn, que vivia uma vida prospera, o livro de Max Weber é sobre prosperidade, o “A Ética Protestante e o Espírito Capitalista” era como sobre a prosperidade surgiu. Mendelssohn tinha uma vida muito prospera ele era muito rico, diferentemente da maior parte dos artistas, ele tinha condições de fazer orquestras na casa dele, então ele fazia testes, coisas que os outros não conseguiam, a maior parte dos compositores escrevia a peça e testava na hora. Ele tinha várias doenças, quando se enchia de algum lugar viajava pra outro, Itália França, Alemanha e ia compondo nesses lugares. Mendelssohn morreu muito cedo, aos 38 anos, ele atingiu um nível de genialidade que, entre os entendidos, é considerável nível de Mozart, ele teve pouco tempo de vida, mas compôs obras famosas como a Marcha Nupcial. Então eu vou deixar aqui a que eu gosto mais, um concerto para violino, um trecho, quem gostar, procura mais lá, na playlist do YogIN App no Spotify, uma boa semana a todos! Quem quiser saber mais sobre o curso, eu vou deixar o link, as duas primeiras aulas são abertas, são gratuitas e aí você já começa a entender e ver qual é a ideia dele, qual a ideia que o Roberto tem sobre meditação, é muito interessante. A primeira aula tem cinco minutos, a segunda vinte e cinco, então você já tem meia hora de conteúdo gratuito, quem quiser pode adquirir o curso, está baratinho (R$99,00), mas só esse trecho, essa meia hora, já vale a pena, é que o curso tem cinco horas e ficou fantástico, é um conteúdo que vale a pena ser adquirido. Tá bom? Boa semana, estudem o curso e nos vemos na semana que vem Om namah shivaya!  

o cérebro boicotando o EU
Filosofia do Yoga | 1 jul 2020 | Daniel De Nardi

O cérebro boicotando o EU – podcast #03

O cérebro boicotando o EU! Entenda como o cérebro boicota o EU nesse é o 3° episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo que estou subindo semanalmente no canal de podcast do YogIN App Hoje falo sobre como a principal função do cérebro dificulta a percepção da voz interna e quais os conflitos daí decorrentes. https://soundcloud.com/yogin-cast/cerebro-boicotando-o-eu-podcast-03-reflexoes-de-um-yogin-contemporeneo Links Meu curso Yoga, Liberdade e Aprendizado que trata desse tema   canal de podcast do YogIN App https://soundcloud.com/yogin-cast   Podcast citado sobre Realização do EU https://soundcloud.com/yogin-cast/la-la-land-e-a-realizacao-do-eu-reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-podcast-01   PDF - Yoga Sutra de Patanjali traduzido por Carlos Eduardo Barbosa   Página de planos de aulas do YogIN App   Aula Aberta de Yoga para iniciantes https://www.youtube.com/watch?v=fgzKdilzZCI&t=6s Playlist de Meditação https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/medita-o-iniciantes   Mandukya Upanishad - PDF em português   Bons estudos!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Transcrição do podcast- Cérebro Boicotando o Eu - #03 Cérebro Boicotando o Eu - #03 Olá, meu nome é Daniel De Nardi e estamos começando mais um Reflexões de um Yogin Contemporâneo” Esse é o terceiro episódio dessa série que eu gravo e o objetivo dela é sempre trazer fatos ou descobertas recentes que acontecem no nosso dia a dia, trazer e analisar pra uma visão do conhecimento do yoga, seja um conhecimento mais recente ou seja o conhecimento de textos antigos como os shastras, os textos mais antigos do hinduísmo. Hoje nós vamos falar sobre o funcionamento do cérebro e o boicote ao eu. Bom, pra começar essa explicação a gente vai ter que primeiro relembrar um conceito que nós vimos no podcast nº 1, quem não assistiu vale muito a pena que fala sobre o filme La la Land e a realização pessoal. Então lá eu falava de um texto antigo, uma Upanishad chamada Mandukya Upanishad, então a Mandukya fala sobre três eu’s: o eu do corpo, o eu da mente e o eu do coração. O eu do corpo é responsável por captar as informações que estão no mundo e trazer essas informações internamente, fazer uma boa captação, um bom funcionamento dos sentidos; já o eu da mente é responsável por escolher se ele vai seguir esses impulsos dos sentidos ou se a mente vai deixar e ouvir, de fato, a voz do coração. Então o grande conflito que existe é que a gente muitas vezes vai por essa voz da mente e não segue a nossa real voz, a voz da consciência mais interna, mais pura, que é chamada nos textos antigos de voz do coração. Essa voz não é no coração no sentido de emoção, aquela coisa dramática. Não, é o coração como centro da espiritualidade humana. Então, os textos antigos, os Shastras, especialmente o que a gente chama de cultura sânscrita é toda cultura produzida e escrita nessa língua. A cultura sânscrita considera essa região do coração, não especificamente físico, mas essa região do coração como um local de aconchego, um local pro qual a gente deve levar a nossa atenção algumas vezes ao dia, parar e meditar em cima desse local porque ali está a nossa verdadeira voz, ali está a nossa real natureza e o trabalho do yoga é trazer essa real natureza para o nosso dia a dia. E por que a gente simplesmente não faz isso? A gente não faz isso justamente por um boicote da mente. Mas a mente está ai para no ajudar e está nos atrapalhando é isso? É mais ou menos por aí. Então agora a gente vai deixar um pouco de lado a análise de Upanishad e vamos ver o que a ciência entende hoje pela mente ou entende mais especificamente pelo órgão cérebro que aí vai envolver as funções de mente nas quais essa Mandukya Upanishad fala que são os fluxos dos pensamentos, a nossa agitação interna. O nosso cérebro foi sendo formado ao longo dos milhares de anos, e a gente pode colocar aí cem mil anos de formação do cérebro humano como ele é hoje e ao longo desses cem mil anos, geração após geração, o que foi mais valioso para o cérebro, quem sobreviveu e conseguiu passar adiante os seus genes foram os cérebro das pessoas que conseguiram lutar mais pela sobrevivência, então a sobrevivência é vista na natureza como um bem e o cérebro, de alguma, forma acaba premiando isso. O nosso cérebro recebe todo o tipo de estímulo para trabalhar com a sobrevivência, para garantir a sobrevivência humana. E o que é a sobrevivência para o cérebro? Para o cérebro a melhor situação é, se ele busca a sobrevicência, o mínimo de desgaste possível e o máximo de energia acumulada. Quando você faz isso, quando você acumula energia, quando você guarda e não gasta energia, o cérebro vai te premiar praquilo. Por isso que os alimentos mais gordurosos e com mais carboidratos contém uma quantidade calórica e energética maior, eles produzem uma quantidade de prazer maior, porque é o seu cérebro trabalhando na função da sobrevivência, dizendo pro corpo, esse alimento é bom. Não necessariamente esse é o melhor alimento para o funcionamento do corpo, para a saúde, para essa voz interna não necessariamente o chocolate é o melhor alimento, às vezes vai precisar ser, mas nem sempre porque o cérebro pensa sempre no sentido de sobrevivência, mas o eu pensa no sentido de observação e de seguir a coisa mais certa praquela pessoa, então o cérebro vem estimulando olha coma chocolate eu vou te dar uma recompensa e internamente tem a voz dizendo “olha talvez esse não seja o melhor alimento agora”. E você vive constantemente este conflito, lindando e seguindo ora essa necessidade de sobrevivência, que aí ela vai se estender para outras atitudes como, por exemplo, dormir. A gente muito prazer em dormir porque essa é a função do cérebro de preservar energia, um outro ponto também, as relações sexuais. Então como o objetivo é sobrevivência, quando a gente trabalha por conta da espécie nesse sentido, da sobrevivência, o cérebro também nos dá um estímulo. Nós ficamos recebendo esse estímulo, a mente fica “vou seguir o eu do corpo, eu vou seguir as minhas vontades, eu vou seguir a opinião externa para não passar vergonha”. A mente ela tem que decidir em seguir essa voz do corpo, dessas necessidades, ou seguir a voz do coração. E a gente vive esse conflito, e se você não está escutando a voz do coração e está constantemente só atuando para trabalhar com a voz da mente e do corpo, você começa a gerar uma quantidade de conflitos. E aí nós voltamos mais uma vez a Patanjali, a gente sempre tem que falar dele quando fala de yoga, porque Patanjali identifica da onde vem, quando acontece essa má utilização da mente. Primeiro ele fala da ignorância, você desconhecer que você tem essa voz interna mais profunda, que você deve ouvi-la que você deve externa-la, que você deve realmente ir atrás da sua real natureza. Depois Patanjali fala em apego, o apego vem do desejo, vem do sentido, mostrando pra você que é um prazer e que vale a pena você repetir aquilo. Então o desejo pra mente é um prazer, o prazer é o reflexo de que você fez algo no sentido da preservação. Depois Patanjali fala da aversão, aversão é você sentir medo e não agir naquele sentido. Então é o medo que te afasta de uma atitude que muitas vezes a voz do coração está te enviado. Depois ele fala do medo da morte que aí vem em toda essa função do cérebro e do egoísmo, do egotismo. O ego muito grande impede a observação do eu, por uma questão óbvia, então ele não vai analisar a voz interna, vai seguir mais o que os outros estão pensando, vou parecer isso, vou parecer aquilo. Então, é justamente nesses conflitos que a gente vai tomando decisões erradas. Ou a gente vai não seguindo a voz do coração, indo instintivamente seguindo a voz da mente e isso vai gerando conflitos ou decisões erradas. Isso é uma coisa bem subjetiva que a gente falou, mas eu vou dar um exemplo bem prático disso pra que você entenda e observe que você está cometendo isso também muitas vezes na sua vida: Eu ando de moto em São Paulo, que é uma cidade bastante movimentada, todo mundo fala, e eu sei que moto é algo perigoso, mas eu tenho a minha velocidade, que eu me sinto seguro. Se eu estou entre os carros eu sei que uma determinada velocidade é boa pra mim, eu estou seguro, se acontecer algo eu vou conseguir evitar e quando eu ando assim eu estou muito bem. Quando começam a vir outros motorista atrás de mim, outros motociclistas e começa a buzinar, a pressionar, eu começo a acelerar mais. Eu começo a agir, não por conta do que é a minha observação, mas “o que eles vão pensar que eu tô andando devagar” ou “eu devia estar andando mais rápido, como eles”, começam a vir esses pensamentos que são bobos, mas que são primitivos porque eles buscam uma aceitação do grupo e aí eu não ajo de acordo com o que eu sei que é o mais correto pra mim, a medida que eu vou agindo com essas informações externas, que não é algo meu, que é algo externo, eu vou gerando essas incoerências internas que vão me gerando angústia, desconforto. Com isso eu tenho aquela pressão, eu estou agindo em cima da pressão a chance de eu errar é ainda maior.   Uma outra observação que também tem a ver com o que a gente tá falando sobre o coração, é porque o coração avisa, eu fico nervoso, então o meu coração acelera, então de fato eu estou saindo um pouco de mim, eu estou saindo da minha real voz, da minha observação profunda, interna, pra agir de acordo com o que outras pessoas acham que eu devo fazer que é correto, e não com o que eu sei que é o correto. O mais certo nessa situação é, no caso, eu ir para o lado, ficar tranquilo, deixar todo mundo passar, não me importar e não me afetar com a opinião dos outros porque eu sei o que é melhor pra mim, eu sei qual é a velocidade que eu posso e qual é a velocidade segura pra mim. Esse foi um exemplo simples, mas em diferentes pontos da nossa vida a gente acaba não seguindo a voz do coração por uma ignorância, por não ouvi-la por medo, medo da morte ou o que quer eu seja, ou medo do que o cérebro avisa, por um apego, então você tem muito prazer em uma determinada coisa e aquilo ali distorce a sua real vontade, você tem tanto prazer que a vontade toma conta do eu, ela não deixa a voz do eu vir à tona, o medo também, então internamente você sabe que tem de fazer alguma coisa, mas você é paralisado pelo medo. E, por fim, o egotismo, que é um ego muito grande, uma valorização muito grande pessoal, essa valorização conflita com a busca interna, com a busca da consciência. Pra deixar claro, essa função da preservação do cérebro ela não é errada e não é possível a gente viver constantemente fazendo todas as coisas da voz do coração, mas a gente tem que buscar essa voz com uma constância cada vez maior. Por que que não é possível? Porque muitas vezes a gente tem de fato que viver e agir pela sobrevivência, as vezes a gente vai ter que fazer algo que gere um conflito porque é necessário pra gente viver melhor ou para estabelecer um determinado relacionamento que você ache importante, mas esse conflito vai acontecer. A sobrevivência, o cérebro tendo uma funcionalidade de sobrevivência é essencial pra preservação da nossa espécie e pra nossa vida. Mas o tempo todo, esse é o ponto, se você está o tempo todo agindo pela sobrevivência, se você está o tempo todo agindo em relação a sua aparência, no que você vai pareceu para os outros, se você está o tempo todo em busca de prazer e não em busca de uma satisfação de uma realização a chance de você erra é bastante grande. Como o yoga se propõe a ajudar nesse processo? O yoga é um momento em que você tem paz, de observação. “Ah, mas eu tenho esse momento de paz quando eu tô correndo”, tem, de fato, é inegável que qualquer processo em que você fique sozinho ou que você repita algo durante muito tempo você vai começar a ter uma redução dessa agitação de emoções de pensamentos e vai começar a fazer uma observação mais interna. Agora, é inegável que isso é mais fácil com o corpo parado, então a gente viu que justamente o eu do corpo atrapalha, impede ou dificulta a observação do eu do coração. Então se o corpo está muito agitado ele dificulta essa auto observação, por isso a prática ela vai trabalhar bastante a estabilização do corpo pra gente criar, no corpo, um assento da mente, pra mente deixar vir à tona a voz do coração. Então é isso que o yoga se propõe e consegue realizar com suas mais diferentes técnicas, se você não conhece a prática eu sugiro que faça, eu vou deixar aqui o link de uma aula pra iniciantes, pra quem ainda nunca fez, é uma aula no YouTube que a gente tem e é uma das aulas que nós temos disponível nos planos do YogIN App, então essa aula é aberta pra você virem como funcionam as aulas, a qualidade das aulas e tudo o mais, e aí quem quiser, pode fazer no YouTube. Quem quiser mais aulas, aí conhece os planos do nosso site, mas temos playlist pra meditação e respiratórias para quem quiser praticar por podcast ou pelo nosso canal no YouTube, o YogIN TV. Eu me despeço por aqui, espero que tenha conseguido gerar uma reflexão, um despertar pra esse eu do coração e que durante essa semana você faça a sua observação e veja se de fato você está seguindo o eu do coração ou você vem seguindo vozes externas, situações externas, medo ou prazer, e está gerando um conflito interno. Quanto mais a gente segue a voz do coração, maior a nossa probabilidade de acerto.

cerebro bom exige
Dicas de Yoga | 1 jul 2020 | Daniel De Nardi

Cérebro Bom Exige, Cama Comida E Aprendizado – Podcast #02

Cérebro bom, Cama Comida e Aprendizado - Reflexões De Um YogIN Contemporâneo O que um Cérebro Bom exige? Este é o 2º episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo que traz interpretações de acontecimentos na visão de diferentes ensinamentos do Yoga. Neste podcast, fiz comentários sobre uma entrevista com a neurocientista Tara Swart que fala de comportamentos que ajudam a mente a tomar melhores decisões e funcionar melhor. Se você gostou das reflexões, isso já me faz sentir com a missão cumprida. Se quiser ajudar essa mensagem chegar a mais pessoas, vou ficar muito feliz se você avaliar esse podcast na Itunes ou no seu leitor de podcast do Android.   Abaixo os links citados no podcast Meu curso Yoga, Liberdade e Aprendizado que trata desse tema Entrevista lida no podcast  Meu curso sobre aprendizado que falei no início do podcast - Yoga, Liberdade e Aprendizado Curso online de Literatura do escritor Fábio Barreto Playlist de Meditação do YogIN App Se quiser aprender como acessar e assinar um podcast CLIQUE AQUI Transcrição do Podcast #02 - Cérebro Bom Exige   Cérebro bom exige cama, comida e aprendizado #02 Olá, meu nome é Daniel De Nardi e eu sou responsável pela parte de conteúdo do YogIN App eu venho trazendo pra vocês semanalmente neste podcast reflexões que entendam o mundo contemporâneo com uma vida agitada como nós temos, de que forma este mundo pode ser compreendido, pode ser ajudado por ensinamentos antigos, do que vou chamar de cultura sânscrita, que é a cultura que deixou registrada todos os seus insights na língua sânscrita que é uma língua antiga da Índia, traz o conhecimento do yoga para nosso os dias agitados e como esse tipo de conhecimento pode, de fato, nos ajudar a ter uma vida melhor. E essa, de fato, é a proposta do yoga, a proposta do yoga como uma “salvação”, digamos, nem tanto no sentido religioso, mas uma salvação de você livrar o sofrimento seja ele qual for. Este desconforto, tudo isso era a proposta inicial que desde Patanjali, primeiro professor a registrar os seus ensinamentos sobre yoga sempre houve essa busca pela libertação, para você ter de fato uma vida mais bem vivida, uma vida mais plena. Eu vou falar um pouquinho sobre o que aconteceu nos meus últimos tempos de estudos e trabalho pra você entender sobre o que a gente vai falar hoje que o assunto é o cérebro bom exige cama, comida e aprendizado. Na metade de 2015 decidi a construir junto com outros sócios o YogIN App e eu coloquei de fato toda a minha energia, e a minha capacidade para desenvolver o projeto porque eu acreditava bastante nele. Só que eu não sabia, não tinha uma dimensão do que era uma empresa de tecnologia, de fato a gente começou a montar mesmo sem querer, mesmo sem saber só. Era uma questão que a gente acreditava muito na mensagem do yoga a gente viu que era possível aumentar essa difusão desse ensinamento através da internet  e aí nos propomos a fazer esse projeto que foi um projeto bastante inovador desde o início como, por exemplo, ele trouxe aulas ao vivo, primeiro pelo hangout do YouTube, então toda a semana tinha aula, e hoje em dia a gente tem um sistema de transmissão da aula de forma interativa que no Brasil não existe, não existe em língua portuguesa alguma então foi um trabalho bastante diferente do que eu fazia. O nível de compreensão, de  aprendizado que eu precisei ter desde então foi bastante grande, teve de ser acelerado, uma empresa de tecnologia é uma empresa cara e não é simples vender na internet como as pessoa criam fantasias ou imaginam que seja que você vai montar uma coisinha e você já vai vender e ficar milionário, existe um oferta de conteúdo grátis na internet muito grande e muito qualificado, então pra você entregar algo que realmente tenha uma diferença que seja algo a mais que aquele conteúdo grátis ali, que faça uma diferença na vida das pessoas a ponto de elas querem pagar isso não é simples, como  por exemplo, você ligar a tevê e assistir o jornal nacional ou ver qualquer programa de tevê e você ir ao cinema que você se propor um gasto extra por que você vai ter uma experiência melhor de algo que realmente vale a pena pra você. Embora todo mundo venha com essa ideia, não é fácil vender na internet e o YogIN App teve uma necessidade de um desenvolvimento rápido de aprendizado e de desenvolvimento porque senão a gente não teria dinheiro suficiente para bancar o projeto. O YogIN App não teve investidores, ele foi desenvolvido com o nosso próprio capital, a gente se orgulha bastante disso, a gente não tinha tempo pra perder e tinha que sair atrás de aprendizado, e eu lembro que logo que eu comecei o trabalho no YogIN App eu tinha um certo receio de como eu ia mudar a minha assinatura no e-mail e isso era uma coisa que pra mim era algo que eu teria que parar e pensar, algo complexo, algo chato, algo que me incomodava a fazer porque era difícil era totalmente fora do meu trabalho. Como eu falei anteriormente, como eu comecei a desenvolver uma empresa de tecnologia eu tive que de fato mergulhar e aprender sobre isso e sobre tudo que envolve tecnologia, mesmo que alguns assuntos superficialmente como inteligência artificial, que eu tenho uma noção curta, mas não sou um estudioso, mas em outra áreas deu tive de me dedicar mais e estudar e aprender um pouco mais. Então, especialmente o ano de 2016 foi o ano, pra mim, que eu mais aprendi na minha vida. E eu aprendi sobre diversas áreas, desde a parte de literatura, eu me inscrevi num curso online pra escritores, o Conti, do escritor Fábio Barreto, quem tiver interesse vale a pena procurar, ele é um professor muito bom de literatura. Eu fiz curso de vídeos, eu fiz curso de inglês online, eu estudei muito durante esse ano de 2016 e praticamente todos os dias eu estuei algo sobre o yoga. Foi um anos que realmente cresceu muito a força do yoga, eu fiz uma revisão do yoga na minha vida tentando compreender outras visões e tentando o que de fato o yoga representava na minha vida, acabou me surpreendendo por que o yoga é muito mais daquilo que aparenta ou aquilo que é uma foto de um asana. O yoga busca uma natureza própria uma identidade totalmente pessoal, de a gente buscar a nossa verdadeira natureza e, de alguma forma trazer isso à tona ao mundo e isso é um aprendizado, é um caminho para a via toda a gente sempre tá presente externalizando a nossa real natureza é algo que o yoga se propõem a ajudar seus praticantes e é algo que pra mim faz sentido como busca pra todo mundo. Então se existe técnica pra isso, existe um estudo pra isso, vale a pensa a gente aprofundar, estudar e ler sobre isso, como eu disse no início do podcast vai nos ajudar a viver melhor, eu acho que não existe esforço mais bem empregado do que o esforço para uma vida melhor e é isso que de fato o yoga se propõe e pelo menos como experiência pessoal, ele conseguiu preencher. Então, o ano de 2016 muito aprendizado pra mim, e foi um ano que eu comecei a perceber que eu tinha facilidade de aprender assuntos diversos, e isso se deve ao fato dos meus pais terem me incentivado a estudar e praticar diferentes esportes e atividade, mas se deve pelo fato de eu ter começado a lecionar cedo eu comecei a dar aula de yoga aos dezoito anos, e quando você ensina você dá uma valor maior ao conhecimento porque você sabe que aquilo que você está aprendendo você pode ensinar para outras pessoas, então o conhecimento acaba tendo um valor duplo não só pra você, que você vai poder usar de alguma forma, mas pra passar para outras pessoas. Quando você é professor, seja de qualquer área, você tem que trabalhar a capacidade de aprender e de transmitir aquele conhecimento, então, quanto mais variado for aquele conhecimento mais fácil você aprende qualquer conhecimento. Voltando, quando você se limita a estudar profundamente uma única matéria, isso é interessante, é importante, se aquilo é a sua vocação se é o que você ama você realmente deve ir nessa linha, mas estudar áreas diferentes ajuda diferentes compreensões porque você vai criando associações diferentes, então, por exemplo você estudou literatura e depois você vai estudar você consegue fazer associações com isso, se você estudou história...então você vai fazendo associações que vão fazendo você compreender mais profundamente a área que está estudando naquele momento. E isso foi uma coisa sempre presente na minha vida eu sempre me interessei por assunto diversos e eu comecei a observar que eu deveria ajudar as pessoas nesse sentido, do aprendizado ou da transmissão do aprendizado, comecei a fazer anotações, insights, fui estudando e aprofundando discursos na área, também, e acabei montando um curso que no final do ano eu fiquei vinte dias com os meus pais foi um período bastante feliz pra mim e durante esses vinte dias eu consegui produzir e concretizar esse curso que eu comecei a desenvolver lá. E esse curso começa pelo aprendizado do yoga que foi a minha experiência mais forte, a mais presente no ano de 2016, uma revisão da minha forma de ver o yoga eu começo o curso mostrando a importância dessa busca pessoal para o aprendizado, o quanto você está conectado ou se conhece, vai ajudar ao aprendizado como um todo tirando no sentido de ir mais fundo no aprendizado quanto no sentido de aprender seja o que for, por que você vai estar mais conectado. Então esse assunto eu desenvolvo bastante no curso, vou deixar um link na descrição do podcast, quem tiver interesse pode clicar lá e ver. Eu falei desse curso porque nessa semana eu recebi uma reportagem de uma amiga minha, A Regiane, que sempre me traz conteúdos bastante relevante e eu parei pra ler e a entrevista tinha tudo a ver com o que eu tenha disponibilizado como curso na semana anterior ou há duas semanas, então como foi dois assuntos casados eu decidi hoje trazer essa entrevista pra vocês. Vou ler e comentar algumas partes e já trazer junto o assunto que tem tudo a ver com o assunto que eu acabei finalizando no final do ano. Bom, quem quiser eu vou deixar também o link da entrevista. Foi uma entrevista dada para a Folha de São Paulo por uma neurocientista chamada Tara Swart, e ela é especializada em liderança. A minha leitura de liderança ela não é tanto no sentido de você ser líder de uma empresa, ou de um tipo, mais a ver com uma liderança pessoal, quem de fato está comandando a sua vida. Você está sendo líder de você mesmo? Então, isso tem mito a ver com que o curso fala sobre a voz da consciência de você ouvir e de todo o sistema de aprendizado que o curso desenvolve. Esse tipo de liderança pra mim e para o yoga é a liderança mais verdadeira, quando a gente realmente tá comandando as nossas ações e não indo com o rebanho, fazendo as coisas porque é importante para as pessoas ou por uma pessoas específica ou por um desejo prazer ou por um medo, então você está realmente liderando as duas ações, pra mim isso é a grande definição de liderança, ela é especializado em liderança então ela vai ter essa visão mais empresarial, então ela começa falando que o início da formação em negócios vai passar por cursos que oferecem yoga meditação  ginastica comida saudável, segundo  a neurocientista Tara Swart. O primeiro ponto é que a ciência começou a chegar num ponto multidisciplinar de conexões sistêmicas, as coisas estão interligadas, que não é corpo e mente, que não é o cara é intelectual e sedentário, que você tem de ter para um bom funcionamento do corpo, você precisa de uma integração do todo, de  nada adianta você estimular o cérebro e deixar o seu corpo definhar, por outro lado de que adianta você só trabalha corpo se você não faz nenhum tipo de estímulo emocional ou cerebral, então o trabalho vem como um todo e isso foi descoberto pelos yôgins em todo o seu trabalho desde Patanjali, os nathas,  que é o segundo momentos do renascimento do yoga, que a gente pode começar ali pelo século VI d.C., eles trazem essa visão do corpo, que a ciência tá começando a aprender também. Então a neurocientista começa a trazer esse tipo de informação para as pesquisasse, então a Folha pergunta: - Como a neurociência pode ser útil na vida profissional? Tara Swart: - Quando você atua como um líder, se entender algumas questões chaves sobre o funcionamento do cérebro, conseguira tomar as melhores decisões e também extrair o melhor do cérebro da outras pessoas. Mas vamos pensar no nosso próprio comportamento, o quanto que as emoções e o cansaço afetam a nossa capacidade em decidir o que realmente a gente quer, então o yoga busca um estado em que a mente consegue ficar suficiente mente tranquila, para que a gente consiga ouvir a mais profunda voz, a mais verdadeira voz que é a voz que, segundo a cultura sânscrita, é a voz que vai tomar as decisões mais acertadas. Na cultura sânscrita o mais importante é a verdade, é você de fato estar conectado com essa voz da verdade, se você estiver lá você não vai errar por que você vai agir de forma verdadeira, de forma conectada com a sua essência. E o cansaço ou uma mente muito agitada, ela vai atrapalhar esse tipo de observação dessa voz interna. Ela fala no sentido mais físico de quanto o cansaço atrapalha o funcionamento do cérebro, mas aqui a gente tá falando não só do cérebro, mas também da consciência. A gente vai falar do cérebro, mas de uma consciência por trás que é o eu, o Purusha. E aí a Folha pergunta: - Como seria a escola de negócios perfeita no ponto de vista da neurociência? Tara Swart: - Quando você ensina, neurociência, precisa sentar com os alunos para aprender da melhor forma possível. Neurociência tem muito a ver com mudar o comportamento e conhecer as coisas novas. Vou dar a minha explicação, o comportamento ou a forma como a gente age e aprende também fisicamente está relacionado a nossa forma mental de aprender, o processo é o mesmo. Nos dois casos você precisa gerar um tipo de incômodo para que aja transformação. Quem quer desenvolver força no músculo ou alongamento, sabe que se ficar sempre na zona de conforto não vai mudar. O músculo muda quando você tira ele da zona de conforto e aí começa a gerar um estresse, que é o estresse que causa a mudança, o que acontece é eu você vai mudando o tipo de comportamento. E o comportamento, nesse caso do músculo, mas se você muda o tipo de comportamento mental ele vai facilitar o aprendizado. Quando você aprende várias áreas você está treinando uma mudança do comportamento natural que seria o comportamento de aprender só uma coisa ou poucas coisas. Daí ela continua a resposta: - Fazer exercícios pela manhã, antes do início das aulas deve ser incluído no programa porque assim os alunos vão faze-lo. Em dias que você se exercita, há uma chance maior de você ser mais produtivo por que o cérebro fica mais oxigenado, lembra mais coisas, aprende melhor e pensa de forma mais criativa, também há outros aspectos: a comida que consome, a agua que bebe, se toma café ou álcool a noite, tudo isso afeta o cérebro, então é preciso dar os melhores conselhos, mas também ajudar os alunos a ter acesso a isso. Precisa disponibilizar, ter comida saudável, ter água, muita água na sala de aula, por exemplo. Um outro nicho da neurociência que atua hoje nos modos de acalmar a mente e ajudar a focar no que realmente importa. Então, no fim do dia, no curso do MIT temos um guia que dá uma aula para acalmar a mente, também tem esteiras para que o aluno faça os exercícios, isso ajuda no que chamamos de aprendizado espacial. É uma técnica na qual você aprende alguma coisa, para e vai aprender outra completamente diferente, como correr. Pequenas coisas, como isso, estimulam o seu cérebro a aprender mais do que se você só ficar sentado ouvindo o professor falar. Bom, mais uma vez a questão. Primeiro essa coisa sistêmica que é o trabalho como um todo, então você exercitar o físico ajuda a parte cerebral. E outro é o que ela fala da importância de você aquietar a mente para que o corpo também se estabilize, para que a mente possa decidir de forma mais correta, ela precisa estra mais calma. “Um outro nicho da neurociência que atua hoje nos modos de acalmar a mente e ajudar a focar no que realmente importa”, então como eu falei, se você está com a mente mais tranquila, você começa a identificar o que é mais importante pra você e você vai tomar as decisões mais acertadas, se você tomar a decisão em função de agitação, ansiedade e turbulência você tem mais chance de errar. Mais uma pergunta: - É possível ensinar o cérebro a liderar? Tara Swart: - Pessoas tem habilidades naturais, mas há duas opções: ou ficar nessas habilidades que possui ou aprender novos hábitos e comportamentos, sabemos hoje que o cérebro tem plasticidade e habilidade de mudar, não podemos exagerar dizer que todo mundo vai virar um líder, mas a maior parte das pessoas pode mudar e atuar no comando e fazer coisas que acham não podem fazer. Um caminho é aprender novas línguas ou um instrumentos musical, por que isso ajudar o cérebro a ficar flexível, o que permite pensar menos, solucionar problemas de maneiras diferentes e ser mais criativo. Sensacional essa resposta, porque ela fala aquilo que eu trabalho no meu curso, da importância de você desenvolver habilidades que aparentemente você não faria ou que você não se vê fazendo, você acha que não consegue fazer, mas que sabe que são importantes pra você, que gostaria de fazer. Por exemplo, tocar um instrumento ou falar uma língua que ninguém conhece ou que pouca gente fala, são habilidades interessantes de desenvolver e elas vão “remodulando” o nosso cérebro, porque o nosso cérebro é formado por neurônios, como todo mundo sabe, e esses neurônios ele vão se associando um ao outro criando caminhos de comandos cerebrais, quando você aprende novas habilidades você vai criando novos caminhos , então o cérebro de fato fisicamente ele vai se mudando, ele tem uma capacidade de plasticidade como qualquer outro músculo, de se modificar e essa modificação tem muito a ver com o tipo de estimulo que você vai dando para o cérebro. Se você vai estimulando o seu cérebro a diferentes habilidades, você vai desenvolvendo áreas que já estavam ali mas estavam adormecidas, mas você acordou por novos estímulos. No início não vai ser fácil, vai gerar um incômodo, um estresse, mas imagina isso, o quanto do seu cérebro tá dormindo e você pode acordar com coisas simples como fazer uma atividade que você não faz, estudar algo que você não estudaria, fazer um tipo de treinamento de meditação e ir evoluindo nisso para você treinar a concentração, a expansão da concentração, tudo isso você pode fazer. E por fim, a última pergunta dele é como melhorar o rendimento do cérebro. Tara Swart: - É preciso começar com parte física dele, primeiro ele precisa descansar com sete a nove horas de sono por noite. Se não fizer isso, terá um QI menor no dia seguinte, é preciso dar mis nutrientes para p cérebro, o que significa consumir uma comida mais saudável, mais alimentos como abacate, salmão, ovos, óleo de castanha de côco, chá verde e beber mais água. Mantenha o corpo mais hidratado e o cérebro oxigenado através de exercício, não precisa ser nada pesado, só não pode ficar sentado o dia todo é preciso ser ativo, se você não tiver tempo apenas medite e respire melhor, isso já ajuda a oxigenar o cérebro. Por último, é preciso levar um pouco de simplicidade para a rotina, ser um líder exige muito do tempo, então, se não se organiza o cérebro vai perder tempo com questões menos importantes como escolher qual roupa escolher para vestir no outro dia de manhã. Muito bom, ela coloca essa importância, não precisa ser alguma coisa exagerada. Eu já treinei exageradamente há uns anos e eu sei que quando você treinar muito deixa o seu cérebro lento e difícil por que você coloca uma energia tamanha pro físico que aquilo dificulta a sua capacidade intelectual por conta do cansaço. A gente pensa pior cansado, e quando você faz uma atividade que pode ser asana ou pranayama, como ela mesma falou, mas pode ser outra atividade também, você precisa regular essa atividade para que ela te traga energia e não você ficar extremante cansado. Você pode fazer isso se o seu objetivo é um desenvolvimento corporal “ok”, mas se o seu objetivo é um desenvolvimento mais completo, como ela tá falando aqui, é interessante esse trabalho de exercício física não ser desgastante, mas ele é essencial para te dar um gás pra te dar um up. Então isso ajuda a gente a pensar melhor, a tomar melhores decisões e fazer essa busca essa investigação dessa natureza interna. Então eu fico aqui, quem quiser ler a reportagem completa acessa o link abaixo e quem quiser saber do meu curso também no link abaixo. Uma boa semana a todos e nos vemos semana que vem em outro podcast.

liberdade disruptiva
Filosofia do Yoga | 1 jul 2020 | Daniel De Nardi

Liberdade Disruptiva – Podcast #16

Liberdade Disruptiva - Reflexões de um YogIN Contemporâneo. O episódio de hoje falará de tecnologias disruptivas e a constante busca pela liberdade expressa desde os pri.meiros textos que falam de Yoga. Como tudo isso vai se encontrar você acompanha no podcast - Liberdade Disruptiva. https://soundcloud.com/yogin-cast/liberdade-desruptiva-podcast-16   Links   https://yoginapp.com/podcast-07-etica-protestante-e-o-espirito-tantrico/   Independência do Judiciário  O Sistema Judicial Hindupor P. B. Mukharji, juiz na Corte Suprema de Calcutta, Referência bibliográfica: THE RAMAKRISHNA MISSION INSTITUTE OF CULTURE. The Cultural Heritage of India. Calcutta, 1970. 5 v. (Inglês) (Vol 2, cap. 26, pág 434 a 439) \"A independência do judiciário era uma das características mais destacadas do sistema judicial hindu. Mesmo nos dias da monarquia hindu, a administração de justiça sempre se manteve separada do Executivo. Era uma regra independente tanto na forma quanto no espírito. O sistema judicial hindu foi o primeiro a perceber e reconhecer a importância da separação do judiciário do executivo, e deu a esse princípio fundamental uma definição e formulação prática. O caso de “Anathapindika contra Jeta”, relatado no Vinaya-Pitaka, é uma brilhante ilustração deste princípio. Nesse processo, um príncipe e um cidadão comum submetem seu caso à corte de justiça, e a corte decidiu contra o príncipe. O príncipe aceitou tal decisão como uma questão de competência à qual ele estava sujeito. A evolução do princípio de separação do judiciário em relação ao executivo foi em grande medida resultado da concepção hindu de que a lei se aplica também ao soberano. A lei, na jurisprudência hindu estava acima do soberano. Ela era o dharma.\"   Tripitaka e a distribuição do poder da informação sobre Budha. https://t.co/IjySW0RFEH — Daniel De Nardi (@danieldenardi) May 8, 2017 Trilha Sonora da série - Reflexões de um YogIN Contemporâneo   Artigo da Harvard Business Review sobre Blockchains A verdade sobre os Block Chains - Harvard Business Review - Abril de 2017. https://t.co/BwuAT9Ywie — Daniel De Nardi (@danieldenardi) May 8, 2017   The Truth About Blockchain Conheça o Blog do YogIN App Transcrição do Podcast - Liberdade Disruptiva Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e está começando o 16º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast semanal a respeito de assuntos contemporâneos com uma visão voltada para a inteligência da cultura indiana, desde os seus princípios até o dia de hoje. A nossa ideia é sempre fazer uma análise com algum tipo de conteúdo relacionado ao yoga, com a cultura sânscrita, com o hinduísmo, de alguma forma relacionar os assuntos cotidianos com essas filosofias. E hoje o nome do podcast é Liberdade Disruptiva. Como eu disse no episódio anterior é importante sempre a gente dar o conceito. Parte da filosofia é explicar conceitos, deixá-los mais inteligíveis a todas as pessoas. Disruptiva é uma palavra usada bastante no ramo da tecnologia, mas nem todo mundo sabe o que é, mas significa quebrar comportamentos padrões. Hoje se fala muito sobre tecnologia disruptiva, que é o caso do Uber. Existe uma forma de pegar transporte público, especialmente taxi, e a tecnologia do Uber, através do aplicativo e a conciliação de todos os sistemas dos carros, foi diruptiva, quebrou um padrão de mercado para se pegar um taxi. E a liberdade é o tema central do yoga desde os seus primórdios, o próprio yoga sutra de Patanjali(..) as pessoas falam que a meta do yoga é o Samádi, ele é o estado que propicia a kaivalya, que é a liberdade, a libertação. Que liberdade é essa que o yôgin busca e que está escrita no Yoga Sutra de Patanjali? É a liberdade para fazer o que ele bem entende, acordar tarde e gastar o que não tem, fazer tudo o que ele sempre quis? Não, é a liberdade de você conseguir expressar a sua real natureza. A liberdade que o yoga busca é que sem nenhum impedimento você consiga expressar o que tiver de verdadeiro. A busca pela verdade de cada um é parte do yoga e isso é considerado um estado de liberdade, de libertação (kaivalya). Inclusive o Yoga Sutra é dividido em quatro blocos ou capítulos e o último é tratando de kaivalya, da liberdade e o Samádi é o estado que irá ajudar nessa busca pela libertação proposta por Patanjali. Então o podcast chama Liberdade Disruptiva e ele irá abordar tanto da parte filosófica da liberdade quanto o que estiver relacionado a tecnologia, então nós temos o podcast 7 que fala sobre o tantra e que mostra o movimento tântrico como um movimento de busca e liberdade e, depois deu origem ao Hatha Yoga, o yoga de alguma forma sempre esteve relacionado com assuntos de liberdade, em diferentes maneira de expressar a liberdade. Isso e a própria proposta do yoga é de liberdade como vimos na palavra kaivalya que é descrita como objetivo último do yoga. Pra gente começar a nossa análise, vamos começar a entender dois momentos dos primeiros textos a ser compostos na Índia, que são os Vedas. Há dois momentos dos Vedas que são os primeiros livros que começam a compilar a sabedoria indiana, os debates e tudo que havia de inteligência naquela região e pode-se datar o início do primeiro veda, que é o Rigveda, em 3400 a.C., então temos escrituras com mais de 5000 de existência. Essas escrituras começam a ser construídas e passa a ter dois momentos, o primeiro, chamado de Karma kanda e o segundo momento chamado de Brahma kanda. E aí, a gente vai ver o início dessa busca de liberdade. O Karma kanda é a primeira parte dos vedas e é muito relacionado, ele tem muitas descrições de rituais que era muito presente e se valorizava muito a capacidade do próprio Brahma de conduzir os rituais, de ele ser uma espécie de elo entre o que se buscava e a forma como se busca. O Brahma, o sacerdote, tinha um poder muito forte e todos os primeiros vedas sãos escritos neste formato, com grande poder para os brâmanes e uma grande valorização dos rituais. O segundo momento que é chamado Brahma kanda, que é do final da construção do Rigveda e começo da construção das primeiras Upanishads, tem uma diferenciação com o que acontecia Karma kanda. Então vamos entender a política da Índia para saber o que dá fato significa a mudança de um momento para outro. No primeiro momento, os brâmanes, que são detentores do conhecimento e dos textos antigos, era pastore, então havia uma troca que existia da seguinte forma: eles chegavam em determinado local e faiam uma troca com a pessoa local, essa troca consistia em poder deixar o gado pastando e em troca eles faziam rituais que davam avalia de que a região pertencia a pessoa ou ao grupo de pessoas com quem estava mantendo contato. Então, a propriedade privada era determinada pelo próprio brâmane detentor desses rituais, que era a validação da propriedade privada. Como os brâmanes estavam num posto em que eles determinavam de quem era as propriedades, os rituais demoravam, as vezes mais de três anos, mas após o ritual o proprietário poderia ter a certeza de que determinada terra pertencia a ele. Só que com o tempo a sociedade indiana passou a se organizar e a criar regras que não necessitassem do poder dos brâmanes, houve um questionamento, quando se começa a construir as primeiras Upanishads, por volta de 1900 a.C. E isso começou a ir para todas as esferas, inclusive na política, existem textos que mostram que nessa época houve um julgamento ocorrido por meio de uma denúncia feita por um indivíduo contra um rei ou um príncipe (vou deixar o trecho deste julgamento que aparece nas escrituras indianas) que assumiu o erro. Isso ocorre nesse momento em começou a se questionar o poder dos brâmanes e o indivíduo comum passa a ter mais poder. Então vem a diferença entre Karma kanda, o primeiro momento da sabedoria hindu, e Brahma kanda, o primeiro é mais fortalecido nos rituais e o Brahma kanda traz o poder para o indivíduo. As Upanishads começas a deixar claro que o conhecimento dos vedas é importante, mas que o maior conhecimento de todos é o que está´ no nosso coração. Então tira o poder que as escrituras tinham e levam para o indivíduo, para o poder que cada um possui independentemente de um ritual ou de um a situação específica. Tudo dentro das organizações da sociedade tem a ver com convenção, como no primeiro momento em que o brâmane designava de quem era a propriedade, isso era uma convenção. Com o tempo, as pessoas começaram a ver que poderiam ter outras convenções como regras escritas que quem as cumprisse teria mérito, então começou a se estabelecer um código civil que mantem uma autonomia entre judiciário e executivo. Quem estuda direito, vê o romano como o primeiro povo a distinguir o judiciário do executivo, mas isso aconteceu na Índia há muito tempo antes. Só que antes eles acreditavam nos rituais, na força evocada pelos brâmanes, e quando eles passam a não acreditar mais isso passa-se a se formar o Estado que é uma instituição que aparece para cuidar para que as regras fossem cumpridas e respeitadas. O que acabou acontecendo não só na Índia como no mundo todo (porque essa estrutura de estado acabou sendo muito parecida em várias partes do mundo, estabelece-se determinadas regras e alguém precisava controlar isso de maneira isenta, mas como sabemos o ser humano não é um ser isento em nada que ele faz) o estado ganhou um poder tamanho e começou a prejudicar e interferir na vida da pessoa, então esse trabalho que era feito pelo brâmanes  agora pelo Estado começou a diminuir a liberdade de cada indivíduo, porque a partir do momento em que o Estado tem muito poder ele pode controlar o indivíduo pela sua própria vontade. O grande problema é que o estado que foi criado para observar o que está certo passa a interferir e prejudicar a vida de todos. Como o Estado pode fazer isso de fato? Digamos que um país tenha determinado dinheiro e que todos tenham trabalhado para a produção dele, o Estado que foi criado para cuidar desse dinheiro, de repente imprime mais dinheiro e, quando isso acontece, ele fica com mais dinheiro enquanto o que era da sociedade se dilui, acaba valendo mesmo. Quando se imprime mais dinheiro ele perde o valor por uma óbvia matemática. Então essa é uma das formas que o Estado prejudica, além disso ele coloca mais dinheiro no mercado, o que aumenta a inflação. O Estado começou a controlar algo, a exercer um papel na sociedade que hoje em dia chega ao limite de estar insuportável, as pessoas não aguentam mais o poder que um político tem na mão de com uma caneta acabar como seu trabalho ou tirar dinheiro diretamente de você como o caso eu que citei. Isso está chegando em um ponto que está insustentável, e o que a gente consegue vislumbrar para um primeiro momento é que se a gente diminuir a interferência do Estado na nossa vida será melhor para cada um, porque podemos tomar decisões de acordo com a nossa vontade e aí a gente volta de alguma forma a Patanjali, a gente está mis livre, a gente pode agir de forma mais livre e não tendo que se submeter a regras impostas pelo Estado. Tudo o que a gente vai estabelecendo dentro do Estado tem a ver com convenção, até mesmo a data de hoje, você acha que hoje é que dia? Não sei que dia você está lendo isto, mas digamos que seja dia 15 de maio, só que você quer que hoje seja dia 18 de maio. Isso pode acontecer? Pode, se você conseguir a convencer todas as pessoas que de fato é melhor ou o correto é o dia que você quer e elas acreditarem a mudança acaba acontecendo porque essas questões das regras são convenções que se estabelecem em determinados momentos e passa a ser validado como verdade, então muitas vezes a gente pensa nisso de uma forma muito concreta, mas é totalmente abstrato, pessoas que tiveram uma ideia e aplicaram, muitas vezes ele fazem coisas erradas, mas tudo é questão de convenção, como atualmente que para que uma lei passe a entrar em vigor ela deve passar pela Câmara, do Senado, for sancionada pelo presidente. É uma convenção que todos aceitam e passa a ser tido como verdade. A mudanças das convenções vai transformando a forma como o mundo se comporta, está começando agora a um movimento pra tirar esse poder todo de regulamento e transferir para os indivíduos e isso se dará especialmente por uma mudança de convenção. Quando Buda morreu, a primeira ação de um dos discípulos mais próximos dele foi de analisar qual eram os principais ensinamentos de Buda, eles estabeleceram quais era e a partir daí criaram hinos, cantavam e repetiam para que a ideia central fosse preservada. Se acreditava que a repetição levaria ao aprendizado e manteria a palavra de Buda viva, mesmo quando o grupo de discípulos estava apartado, a mensagem principal deveria estar presente e quando eles se encontravam ajustavam possíveis modificações. O que acontecia era que a responsabilidade de se manter a ideia de Buda foi espalhado por vários de seus discípulos e demorou de 200 a 300 para que o primeiro livro com os ensinamentos fossem reunidos e escritos, o primeiro momento da mensagem de Buda é totalmente oral, apenas posteriormente passa a ser construído e compilado em um livro bastante conhecido na cultura budista chamado Tripitaka, criado a partir das convenções dos discípulos em cima do pensamento de Buda. Uso esse exemplo porque essa questão de dissipar a responsabilidade é a convenção que está mais se mudando no mundo. E começa a partir de 2008 com uma tecnologia chamada Blockchain, para falar sobre teremos de dar um passo pra trás e a gente vai ter que entender um pouco melhor como se formou a internet e como esta ferramenta pode ajudar na maneira nos comportamos, trabalhamos e nos relacionamos, quantos anos pra frente eu não sei, tudo vai depender de um momento de convenção, mas adotar o Blockchain não é tão simples quanto o Uber e ele não é uma tecnologia disruptiva, mas de base. Então para entender o que é uma tecnologia de base eu vou tentar se o mais simples possível e eu acredito que eu m não sabe vai conseguir entender. A internet surgiu a partir de experimentos do exército americano para transmitir uma determinada informação gráfica, com palavras, de um ponto para o outro, muito próximo do que era o telefone, só que mais sofisticado por que o número de dados enviados poderia ser maior. A partir do momento em que conseguiu se estabelecer o envio de mensagens as próprias empresa começaram a criar estruturas de redes internas para que esse tipo de mensagem começasse a circular dentro delas.  Então havia um investimento financeiro para que o desenvolvimento das redes acontecessem de maneira rápida, porque haveria um aumento de produtividade com elas. A partir daí, houve o protocolo to TCP IP, que é o que muda completamente a estrutura de rede inicial. Esse primeiro protocolo determina que certos códigos não fossem enviado diretamente destinatário, eles iriam para uma rede não controlada por ninguém e qualquer pessoa tendo a permissão para acessar a informação exatamente como ela foi enviada, não existe mais um ser controlador que controla as informações como acontecia no telefone (que para ter uma ligação realizada precisava da ajuda de uma telefonista estatal), hoje não ocorre isso porque a internet é livre, então você manda a informação para o espaço e o computador que tiver permissão poderá ler a mensagem. A internet abriu o fluxo de informações, a gente começou a ter fluxo de informações rápidas e fáceis, mas ainda existe algumas coisas que tem um intermediário, como por exemplo, os contratos que são intermediados pelo governo.  O blockchain vai quebrar isso. De que forma? Você já usou Google Drive dou Dropbox, esses sistemas de rede? Eles funcionam da seguinte forma: um determinado arquivo de Word ou Excel que é salvo na nuvem e compartilhado com outras pessoas, se elas tiverem acesso ao arquivo ele poderá ser editado que se atualizará para todos que acessarem. Esse sistema dissipa a informação, assim como o blockchain, só que em relação aos contratos. O blockchain é uma espécie de Google Drive só que fica hospedado e você estabelece com alguém algum tipo de contrato que ficará numa espécie de nuvem que é um sistema inteiramente criptografado, nunca foi burlado, então não tem como sofrer invasões. Então digamos que nós dois façamos um contrato, podemos fazer o acordo via blockchain, ele será espalhado por toda a internet, reconhecerá as nossas assinaturas e poderá ser editado desde que haja a assinatura de ambos. Isso já está sendo feito em alguns escritórios de advocacia, dentro d algumas empresas que usam internamente, como no início da internet. Hoje esse sistema já existe, porém de maneira interna, quando ganhar a massa e se transformar numa convenção(...) claro que isso vai mudar, e é preciso ter cuidado com as mudanças e o meu objetivo com este podcast é dar um pouco mais de lucidez no sentido de assuntos, se você não tiver informação nenhuma, não vai conseguir nem decidir o que e melhor e quanto mais a gente tiver o debate aberto e as pessoas sendo esclarecidas sobre o assunto,  será melhor porque terá uma participação maior da sociedade opinando sobre ele. Todos assuntos relacionados a tecnologia não tem como serem evitados, não há como impedir o avanço de escolhas genéticas ou a robótica, inteligência artificial...não tem como. O que a gente pode fazer é se munir de informações e cobrar dos governantes porque a gente entende, tem uma opinião formado sobre assuntos. Então a tecnologia não é mais coisa de nerd, e é comportamento e certamente após o Blockchain isso vai ficar muito maior. Fala-se em décadas de implementação, para você não se assustar, mas estas previsões relacionadas à tecnologia ninguém consegue acertar. Um exemplo disso é a bitcoin, que é uma moeda independente que não tem governo controlando, inclusive o Blockchain foi criado pela Bitcoin, para validar as transações desta moeda e toda a vez que há um momento de turbulência, uma possível guerra, a saída do Brexit o valor da bitcoin aumenta no mercado. Se estourar alguma guerra talvez as pessoas migrem para a tecnologia, porque é um sistema autônomo, não depende de governo. Aparentemente é um lugar livre e ele será se cada vez mais a gente conseguir construir opinião e informação para gerar convenções mais convenientes para nós e não deixar na mão de quem souber de tecnologia que vão decidir o que é convenção para todo mundo. Então a gente tem uma massa crítica para opinar como, por exemplo, neste caso do Blockchain é fundamental para que o poder seja dissolvido no momento de uma decisão que afeta a todos. O Blockchain está nesse primeiro momento, de acesso interno pelas empresas, e o segundo momento será como aconteceu com a Internet, porque quando a internet se tronou popular ela já tinha uma estrutura interna nas empresas. O Que está acontecendo agora é que as pessoas estão aprendendo e se habituando a esses contratos internos e o próximo passo vai ser a diminuição drástica da interferência do governo em todo e qualquer contrato, seja de compra e venda, seja de trabalho. Uma das coisas que se consegue no Blockchain é usar linguagem de programação, então você vai começar a programar um tipo de empresa em que você não vai precisar absolutamente de ninguém porque tudo será programado e automatizado. Aí você me diz:” que horror, você não vai ter mais contato com ninguém no mundo?” Não, muito pelo contrário, você vai conseguir automatizar uma forma que precisa de pessoas, hoje se você precisa de pessoas há a burocracia do governo. A partir do momento em que você tem um sistema automática de contrato direto para determinados acordos de trabalho, haverá mais liberdade para se fazer o que se bem entender, não vai depender do governo aceitar as regras estabelecidas entre as duas partes, fora que o custo irá baixar bastante. Até a questão da propriedade provada, quem garante é o Estado, mas a partir do momento em que a gente tiver um sistema como o Blockchain muito firme por que eu vou precisar dizer para o estado detalhes da transação de venda do meu apartamento se interessa apenas ao comprador? A informação já estará na nuvem, todos saberão que eu negociei com a pessoa, terá a minha assinatura, então não haverá a necessidade de um intermediário, livremente se poderá negociar com quem quiser, não precisa pagar por isso e terá segurança até maior, ninguém poderá tomar a sua propriedade porque o contrato estará lá, na nuvem no Google Drive bem seguro independentemente do governo ou do país, assim como hoje é muito difícil bloquear a internet, se você tem o espaço que as pessoas podem inserir informações, ninguém pode controlar  isso. A partir do momento em que a gente tiver um espaço em que os acordos entre as pessoas são válidos dentro de um espaço virtual, a gente vai precisar bem mesmo do governo, as coisas serão muito mais azeitadas e a gente vai acabar tendo muito mais liberdade. A música de hoje é Sagração da Primavera, uma obra de Stravinsky, um compositor russo que h=chegou na França ou menos na década de 20 e causou uma grande revolução, inclusive a primeira apresentação desta música é considerada como um momento marcante em Paris, da década de 20, um momento em que reuniu praticamente todos os intelectuais, o pessoal de literatura dizem que tanto Proust quanto James Joyce estavam no mesmo ambiente. Foi um momento em que as pessoas se revoltara é uma música difícil, que incomoda. Uma música difícil, mas altamente disruptiva.

Samadhi - o filme
Vídeos de Yoga | 1 jul 2020 | Daniel De Nardi

Samadhi o filme, 2017 – “Maya, a Ilusão do Self”

O que o documentário Samadhi pode ensinar! Acabei de assistir a primeira parte desse documentário chamado Samadhi. Achei a narrativa boa, embora tenha sentido falta de um pouco mais de citações referências sobre os conceitos, pois muita coisa que vi no documentário é parte da sabedoria indiana. A referência aos conceitos é prejudicado quando o narrador evoca uma \"revelação\" no início do filme (1\'58\"). Anotei alguns pontos que achei interessantes: 6\'24\"- reflexão sobre medo muito parecida com a que desenvolvo no Curso sobre Abhinivesha https://yoginapp.com/curso/refletindo-sobre-os-medos-que-nos-travam-dvesha-abhinivesha/ 20\' 10\"- fala do estado Samadhi como um estado corriqueiro que se entra e sai várias vezes durante a Meditação; 22\' 24\" - consequências das ideias de Descarte; 43\'56\" - explicação do sentido serpentino da kundalini, copiar a forma das galáxias espirais, demonstrando o que é citado na Kathaka Upanishad \"O que está aqui, está em toda a parte. O que não está aqui não está em parte alguma. Aquele que acredita estar a ver outra coisa, vai de morte em morte.\" Além disso, nesta parte do filme apresenta o despertar da kundaliní como a ativação de uma força pessoal de realização de forma muito parecida com que a Mayara Beckhauser abordou nesse texto; 50\'52\"- a mente é uma ótima servente, mas uma péssima mestre - princípio do Vedanta 52\'50\" - será que você está sendo sincero em seus questionamentos existenciais? 53\'30\" - você está apto a remover qualquer condicionamento que desejar? 55\'40 - a mudança é primeiro dentro. Assista o Documentário : Samadhi : Maya, a Ilusão do Self - CLICANDO AQUI https://youtu.be/Bw9zSMsKcwk   E você ? O que achou de mais interessante nesse video? Deixe nos comentários que adorarei responder. Dois Documentários para Desistir do Yoga Agora que você sabe de um docuementário de Yoga que eu gostei, clique abaixo para ver Dois Documentários sobre Yoga que me fizeram passar vergonha pela comunidade do Yoga. Clique AQUI para ouvir o Podcast sobre Dois Documentários para Desistir do Yoga https://yoginapp.com/dois-documentarios-de-yoga-para-desistir-do-yoga-podcast/ Quer receber conteúdos com dicas sobre Yoga? Deixe seu email no formulário abaixo new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Cachorro Olhando para Baixo
Dicas de Yoga | 1 jul 2020 | Fernanda Magalhães

Cachorro Olhando para Baixo: Alinhamentos Essenciais

Alinhamentos Cachorro Olhando para Baixo. Quem não conhece o cachorro olhando para baixo?  A postura de Yoga mais conhecida no mundo é muito utilizada como transição entre posturas, sendo inclusive, parte da famosa saudação ao sol (surya namaskar). Ao mesmo tempo que serve de descanso em práticas vigorosas, ela é utilizada também como  postura para fortalecimento de braços, pernas e troncos. O nome vem do sânscrito adhas, que significa \"baixo\", mukha, que significa \"rosto\", svana, que significa \"cachorro\" e asana, que significa \"postura\". O nome descreve a ação feita pelos cachorros para se espreguiçar descendo o peito ao chão com o quadril para o alto, o que se assemelha muito à estética desta postura de Yoga.  Com tanta naturalidade do movimento realizado pelos cães, pode parecer que entrar em adho mukha svanasana é simplesmente subir o quadril e deixar as mão e pés no chão partindo de uma posição de quatro apoios, mas a postura exige uma grande ativação do corpo por inteiro necessitando de alinhamentos sutis em todas as partes.   Para não negligenciar mais esta postura que é repetida diversas vezes em práticas de fluxo, traremos a consciência para os pontos principais a serem observados durante a execução. Começamos a destrinchar os detalhes de alinhamento observando o tal do cachorro se espreguiçando. Podemos perceber que o cão leva o peito ao chão durante o movimento. Não devemos imitar literalmente este movimento ao entrar em adho mukha, permanecendo com as costas retas, o que pode ser um desafio para os mais flexíveis. Uma movimentação das escápulas ajuda a proteger a superexposição do peito. Costumo dizer que devemos girar as axilas em direção ao rosto, direcionando os cotovelos para trás, sem alterar a posição das mãos no chão. Dedo do meio permanece apontando para a frente. Esse movimento encaixa as escápulas “para fora e para baixo” criando espaço entre os ombros para o relaxamento do pescoço. Ao mesmo tempo, para os menos flexíveis, o esforço é o contrário, pois as costas tendem a arquear para fora, como se desenhasse uma corcunda. Se seus isquiotibiais estão rígidos ainda, dobre os joelhos, mas mantenha a coluna alongada e alinhada. Não se apresse em chegar com os calcanhares no chão, aqui é mais importante direcionar os ísquios para cima e sustentar o espaço da coluna. Acredito que posição e ativação das mãos no chão tem um enorme impacto no sucesso desse alinhamento. É a partir delas que seu corpo vai ser “empurrado” para a postura. Assim como os pés funcionam como base das posturas de pé, as mãos são as impulsionadoras do cachorro olhando para baixo.  Mantenha as mãos sempre abertas com seus dedos bem afastados entre eles com o dedo do meio direcionado para a frente. Sinta a conexão com o solo mantendo todas as partes da mão tocando o chão e bem ativas. Existe uma tendência de elevar a parte localizada entre o indicador e o dedão. Resista a esta tentação empurrando a almofada dos indicadores contra o chão. São as partes em contato com o solo que mais vão ajudar na fundação sólida da postura. Lembre-se de trazer essa energia do solo através das suas mãos até seus braços esticando-os mas mantendo a posição das escápulas conforme descrito anteriormente. Os braços estão na largura dos ombros. A energia flui do contato das mãos com o solo passando pelo seu corpo e chegando aos ísquios, em direção ao céu. E então relaxe a tensão do pescoço e deixe sua cabeça pendurar naturalmente entre os braços. A ideia é realizar um “V” invertido com seu corpo levando essa energia das mãos em contato com o solo para os calcanhares no chão, mas não sem antes atingir seu ápice nos ísquios.  E por falar em calcanhar, se estiver vendo grande parte deles ao soltar a cabeça, talvez seja necessário afastá-los partindo de um giro de rotação interna das coxas desde a cabeça do fêmur no encaixe do quadril. Aqui, é como se você quisesse deixar a lateral externa dos seus pés bem paralelas à linha lateral do seu tapetinho. Por último e não menos importante, utilizar a ativação de uddiyana bandha ajuda na subida desta energia sustentando os ísquios na direção correta. Tente colar seu umbigo nas costas a cada inspiração ativando bem a musculatura frontal das coxas. Adho Mukha Svanasana ajuda na digestão, alivia dores de cabeça, insônia, dores nas costas e cansaço e combate pressão alta, asma, ciática e sinusite. Também é conhecida por ajudar a aliviar os sintomas da menopausa e o desconforto menstrual. É uma ótima postura para aumentar o sistema imunológico. Além desta série de benefícios físicos, acredita-se que acalma a mente, mas energiza e rejuvenesce o corpo aumentando a circulação sanguínea nos órgãos do tronco e na cabeça. E assim, fazemos como os cães, espreguiçamos e acordamos o corpo, alongando e energizando-o. O que você está esperando para energizar seu cachorro olhando para baixo? Pratique! Namaste! PRATIQUE COM ESSE VÍDEO EXPLICANDO A EXECUÇÃO DA POSTURA DO CACHORRO OLHANDO PARA BAIXO https://youtu.be/BTZr42819C0 new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Quer aprender outras posturas do Yoga? 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