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Filosofia do Yoga | 10 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Yoga é para Todos – 3 Mitos sobre Yoga para Quebrar seu Preconceito

Yoga é para Todos - 3 Mitos sobre Yoga para Quebrar seu Preconceito Quase todo mundo já ouviu falar de yoga, mas ainda hoje, existem equívocos na compreensão do que é essa prática milenar.   Quem é o praticante de Yoga? Ou, quais os requisitos para a prática de yoga?   “Sou muito duro”, “não consigo ficar parado”, “mas eu já faço crossfit/ natação/ corrida”… são algumas das justificativas dadas para não se praticar yoga.   Existe uma frase famosa de  SRI K Pattabhi Jois que diz que Yoga é para todos, menos para os preguiçosos.   Mas, talvez, nossa “ocidentalização” do yoga, que mostra a prática como uma performance acrobática realizada por mulheres magras e longilíneas seja o culpado pela má compreensão do que vem a ser um estudante de Yoga.   Sim, digo estudante de Yoga para introduzir o primeiro mito em questão:   1.Yoga é atividade física Eu mesma já escrevi aqui no blog sobre a questão de yoga ser confundido com atividade física por conter componentes relacionados ao movimento do corpo em parte de suas técnicas. Sim, existe a parte física, que pode ser, dependendo da sua pratica, bem exigente. Mas as posturas, ou asanas, são apenas um dos componentes da tradição.   Yoga é uma filosofia que trata da relação com a mente. Sim, mente. O objetivo do Yoga é sempre um trabalho interior, mesmo quando acessado pelo corpo. Através de técnicas, que incluem a execução de posturas psicofísicas, é traçado um caminho para o controle das flutuações da mente. Estas flutuações são as camadas que adquirimos ao longo da vida e nos impedem de ver o verdadeiro Eu. Yoga é o caminho para conhecer este Eu verdadeiro, inteiro e feliz. Yoga é autoestudo.   Nunca apenas o físico pelo físico. O corpo é o instrumento para acessar camadas mais sutis.   Por isso não há comparação entre Yoga e pilates, como é comum de acontecer, ou qualquer outra atividade de capacitação física. Os objetivos são diferentes, pois yoga é o que acontece por dentro.   2. Yoga é para pessoas flexíveis e magras Não existe corpo certo para a prática de Yoga. Se yoga não é uma atividade física, não há sentido em existirem atributos físicos que tornem a pessoa apta ou não à prática de yoga. Tamanho, sexo ou idade não definem um praticante de Yoga.   A prática física é apenas uma parte do Yoga, mas ainda assim, qualquer asana é passível de variações que se encaixem ao seu corpo. A não ser que você esteja com a ideia de praticar yoga para postar a foto no instagram, sua prática será bem sucedida independente da sua estrutura física. Porque yoga não é sobre a postura perfeita, ou sobre se sobressair. Não se guie pelas imagens de asanas aparentemente perfeitos em fotos nas redes sociais. Como disse B.K.S Iyengar: \"A mente é a parte mais difícil de se ajustar no asana.\" e isso não se vê em fotos.   Yoga é para experimentar, descobrir seus limites e criar intimidade com seu próprio corpo. Relaxando a tensão de exercer o desempenho criado e esperado por nós mesmos, nasce espaço para uma flexibilidade que você nunca viu em si.   A flexibilidade, é sim uma boa consequência da prática de asanas, não um pré-requisito. Ao contrário, uma pessoa que inicia a prática de asanas com muita flexibilidade no corpo tem dificuldade de encontrar o desafio necessário a ser enfrentado para que aconteça o crescimento. Se tudo é muito fácil para ela, também é fácil permitir que a mente se distraia.   A liberação das articulações e alongamento dos músculos é uma conquista trabalhada nos níveis físico, emocional e espiritual. A flexibilidade adquirida no yoga é resultado da prática de tapas (autodisciplina) e ahimsa (não violência) dentro do tapete.   Eu já ouvi, inclusive, que a inflexibilidade é uma benção.   3. Yoga é muito parado Bom, dizer que yoga é parado chega a ser engraçado para quem já praticou métodos dinâmicos de sequências de asanas. Mas a questão principal é que se você se considera muito agitado para ficar parado, isso significa que você precisa aprender a ficar parado mais do que quem tem facilidade para isto.   Yoga é sobre equilíbrio e existem diversas técnicas capazes de desacelerar a mente mais agitada. Um dos benefícios da prática é proporcionar relaxamento.   Da mesma forma, a pessoa muito apática colhe os mesmos benefícios, pois equilibrando corpo, mente e emoções, evitamos a oscilação destes extremos, preservando nossa energia.   Além de tudo, estar parado não significa estar sem fazer nada. Mas se você tem muita dificuldade com permanências, busque uma prática dinâmica que te leve da agitação ao relaxamento através do movimento. Existem diversos métodos de aprendizado de Yoga e um deles é compatível com seu momento, experimente.   E, acima de tudo, divirta-se com o processo.   Namastê!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

aprendendo a meditar com o yoga
Meditação | 9 nov 2020 | Daniel De Nardi

Aprendendo a Meditar com o Yoga – Podcast #60

Aprendendo a Meditar com o Yoga. Neste episódio falaremos do livro do YogIN App - Aprendendo a Meditar com o Yoga -  e como o esforço sobre si mesmo, chamado no Yoga de tapas é essencial para quem quer evoluir em qualquer atividade.     LINKS     Podcast que trata de tapas - Auto Superação https://yoginapp.com/preparacao-podcast-09/   Curso - Refletindo sobre Medos https://yoginapp.com/curso/refletindo-sobre-os-medos-que-nos-travam-dvesha-abhinivesha/   Página de Cursos do YogIN App https://yoginapp.com/curso-yoga/ Ebook - Aprendendo a Meditar com o Yoga  https://yoginapp.com/curso/ebook-aprendendo-meditar-com-o-yoga/   Projeto YogIN - 21 dias de Yoga consecutivos    https://yoginapp.com/projeto-yogin-2018-podcast-56   Musica de Camâra     PLaylist da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa      

Dicas de Yoga | 8 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Padangusthasana

Padangusthasana   Quem já fez minha aula sabe que Padangusthasana está incluída em 99% das vezes. Não só por usar como base o conhecimento proveniente do Ashtanga Yoga, mas também por considerá-la uma postura ao mesmo tempo fácil e intensa. Assim como ocorre na prática do ashtanga (Padangusthasana é a primeira postura da série fundamental) costumo colocá-la no início da prática para “acordar o corpo. Segundo Lino Miele, junto com Padahastasana, Padangusthasana possui um papel importante para o início do processo de purificação. Padangusthasana é uma flexão em pé para a frente. O nome é derivado do sânscrito pada= pé, angustha= dedão do pé, sendo a postura segurando o dedão do pé. A postura trabalha especialmente dois chakras, o Ajna Chakra (o terceiro olho) e o Swadhisthana (o Chakra sacral ou sexual), trabalhando sabedoria, intuição e emoções inconscientes. A posição mais baixa da cabeça ajuda a irrigação sanguínea da área e facilita a concentração, equilibrando mente e corpo, sendo um excelente asana de preparação para meditação. Para executar a postura: Inicie de pé, em tadasana. Afaste os pés na largura de seus quadris, ou com aproximadamente 15cm entre eles. Mantenha os pés paralelos, com Arcos elevados e dedos ativos. Contraia o quadríceps, subindo a patela dos joelhos. Mantendo esta atividade nas pernas, incline-se para a frente a partir do quadril, mantendo as costas alongadas, o máximo que for possível. Enganche os dedões dos pés com os dedos indicador e médio das mãos. Se precisar dobrar os joelhos para chegar aos dedões, faça, mantendo a coluna alongada, como se quisesse colar o abdome nas coxas. As vezes, é útil realizar uma inspiração alongando ainda mais a coluna e esticando os braços, já com os dedos em gancho, criando espaço antes de descer na exalação. Desça o tronco como se quisesse deitar nas suas coxas e levar o topo de sua cabeça entre os pés no chão. Libere os isquiotibiais fazendo uma leve espiral para dentro nas pernas. Ative seu uddiyana bandha para criar mais espaço na coluna e aproximar mais o abdômen das coxas. Verifique se seu peso está bem distribuído nos pés e traga seu quadril para o alinhamento dos tornozelos. Ao descer, dobre os cotovelos e puxe o gancho entre mãos e pés. Relaxe os ombros e mantenha o espaço no pescoço. Se seus isquiotibiais estão encurtados, não curve a coluna para tentar descer mais a cabeça. Mantenha sua base da coluna bem alinhada e ísquios apontados para trás. Mantenha a postura por, no mínimo 5 respirações e siga para padahastasana, ou suba na inspiração com a coluna ainda alongada. Padangusthasana trabalha os órgãos internos do abdômen, estimula fígado e rins, alonga isquiotibiais e panturrilha, fortalece coxas, melhora a digestão e alivia dores de cabeça e insônia. Evite a postura se sentir dores nas costas ou pescoço ao executar. Padangusthasana apesar de simples é capaz de alongar diversos músculos do seu corpo trabalhando ele por completo. Entre as ações de puxar e empurrar, a tensão pode ser aliviada, tornando a postura relaxante e prazerosa. As flexões para a frente em geral estão relacionadas a nossa capacidade de se entregar e confiar. Aprendendo a confiar que há uma inteligência que mantém tudo em ordem, mesmo que não pareça a nossos olhos. Entregue-se a Pagangusthasa!   Boa prática!   new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();    

Filosofia do Yoga | 7 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Muladhara

Muladhara No artigo passado falamos sobre a relação entre as posturas de pé e o chakra básico, o muladhara chakra. O chakra básico, sendo o primeiro da fila, está mais conectado ao material, à terra e nossas necessidades de sobrevivência. Se nosso objetivo no yoga é crescimento espiritual, tendemos muito a valorizar os chakras superiores, que estariam ligados à iluminação, dando pouca atenção aos chakras inferiores. Mas calma, vamos passar rapidamente por alguns conceitos sobre os chakras para compreender a importância da nossa raiz. Chakras são os vórtices circulares de energia espalhados por todo nosso corpo energético. Sete deles, são os mais importantes e estão posicionados em sete pontos diferentes ao longo da coluna vertebral. Eles são carregados e recarregados através do contato com a corrente de energia cósmica na atmosfera ou Prana. Então, considerando o alinhamento dos sete principais chakras na coluna é como se possuíssemos um tubo que permite a energia subir e descer do topo da cabeça a base do assoalho pélvico. Podemos considerar que somos como flores, nos voltamos a luz pelo topo, mas nos alimentamos da terra a partir da base. Essa conexão entre nossa raiz e a luz é feita nesse “tubo de energia”. Nosso nosso tubo energético “entope” ocasionalmente por causa de questões emocionais, causando problemas físicos ou mentais. Estes problemas podem se apresentar na forma de fechamentos emocionais e físicos. Como os ombros para frente e para baixo de quem está deprimido e sentindo-se só, “protegendo” seu chakra cardíaco. Ou com a hiperatividade de um chakra laríngeo, por exemplo, que faz uma pessoa falar demais deixando-a com dificuldade de ouvir o outro. Podemos cuidar para manter livre o fluxo de energia através do equilíbrio entre os sete chakras através da prática de asanas, pranayama e meditação. Nosso chakra raiz, que fica na base da coluna, simboliza nosso relacionamento com a terra e com o material, influenciando nossa vitalidade, paixão, vontade de viver e instinto de sobrevivência. Está relacionado com nossos sentimentos mais básicos e primários e instintos primitivos. Ele traz a necessidade do pensamento lógico e da ordem em nossas vidas. Há também uma relação deste chakra com nossas estruturas de sustentação, pés, pernas, quadril, coluna, ossos e músculos. Por isso, um muladhara chakra desequilibrado gera insegurança.   Nosso primeiro chakra carrega registros de nossos ancestrais e praticamente todos experimentamos desequilíbrio neste chakra iniciando a existência a partir de memórias de guerra, fome e desastres naturais. Passando de geração a geração padrões inconscientes. O mais instintivo de todos os chakras, é o que inicia a reação de fuga frente a uma ameaça. Quando em desequilíbrio, gera a resposta de reação a ameaças não reais, incluindo as reações aos padrões inconscientes herdados de gerações anteriores e grupos sociais onde estamos inseridos. Pessoas com mente inquieta possuem dificuldade de “aterrar”, necessitando de estímulos para este chakra. Como dito no texto da semana passada, vivem mais na mente do que no corpo gerando dificuldade de materializar as ideias.   Clique abaixo e conheça o Curso - Práticas para os Chakras       Muita atividade no muladhara provoca agressividade e materialismo, muito apego ao corpo e dificuldade de conectar com a sensibilidade. Mudanças, que simbolicamente tiram nossas raízes, podem gerar o desequilíbrio do muladhara. Não só mudanças físicas de residência, cidade ou país, mas também demissões, alterações na constituição da família ou no corpo provocam a sensação de insegurança típica do desequilíbrio energético do chakra básico. Neste desequilíbrio nasce o medo e, as vezes, o apego. A necessidade de se sentir seguro através de um objeto exterior ao próprio corpo é a prova da falta de confiança de que tudo que precisa será fornecido a você através de suas próprias raízes. Este objeto pode ser dinheiro, um emprego estável, um cônjuge ou nossos pais. Qualquer coisa onde podemos segurar e criar a falsa sensação de que estamos salvos ali. O grande propósito deste chakra, é nos desafiar a praticar o desapego e vencer os medos. Para toda transformação há necessidade de estabelecer base firme e permitir florescer. As posturas que trabalham nossos pés, pernas e base da coluna nos trazem a sensação de estar em casa em nosso próprio corpo desenvolvendo coragem de enfrentar os desafios. Os sete chakras são importantes e, equilibrar um chakra pode provocar mudanças em outro chakra, mas antes de tentar trabalhar nossos chakras superiores, é importante equilibrar o raiz primeiro. Sem este chakra equilibrado, não temos a estabilidade e a segurança necessária para a transformação.   Namaste!   new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();      

Alinhamentos Cachorro Olhando para Baixo
Dicas de Yoga | 6 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Cachorro Olhando para Baixo: Alinhamentos Essenciais

Alinhamentos Cachorro Olhando para Baixo Quem não conhece o cachorro olhando para baixo?  A postura de Yoga mais conhecida no mundo é muito utilizada como transição entre posturas, sendo inclusive, parte da famosa saudação ao sol (surya namaskar). Ao mesmo tempo que serve de descanso em práticas vigorosas, ela é utilizada também como  postura para fortalecimento de braços, pernas e troncos. O nome vem do sânscrito adhas, que significa \"baixo\", mukha, que significa \"rosto\", svana, que significa \"cachorro\" e asana, que significa \"postura\". O nome descreve a ação feita pelos cachorros para se espreguiçar descendo o peito ao chão com o quadril para o alto, o que se assemelha muito à estética desta postura de Yoga.  Com tanta naturalidade do movimento realizado pelos cães, pode parecer que entrar em adho mukha svanasana é simplesmente subir o quadril e deixar as mão e pés no chão partindo de uma posição de quatro apoios, mas a postura exige uma grande ativação do corpo por inteiro necessitando de alinhamentos sutis em todas as partes.   Para não negligenciar mais esta postura que é repetida diversas vezes em práticas de fluxo, traremos a consciência para os pontos principais a serem observados durante a execução. Começamos a destrinchar os detalhes de alinhamento observando o tal do cachorro se espreguiçando. Podemos perceber que o cão leva o peito ao chão durante o movimento. Não devemos imitar literalmente este movimento ao entrar em adho mukha, permanecendo com as costas retas, o que pode ser um desafio para os mais flexíveis. Uma movimentação das escápulas ajuda a proteger a superexposição do peito. Costumo dizer que devemos girar as axilas em direção ao rosto, direcionando os cotovelos para trás, sem alterar a posição das mãos no chão. Dedo do meio permanece apontando para a frente. Esse movimento encaixa as escápulas “para fora e para baixo” criando espaço entre os ombros para o relaxamento do pescoço. Ao mesmo tempo, para os menos flexíveis, o esforço é o contrário, pois as costas tendem a arquear para fora, como se desenhasse uma corcunda. Se seus isquiotibiais estão rígidos ainda, dobre os joelhos, mas mantenha a coluna alongada e alinhada. Não se apresse em chegar com os calcanhares no chão, aqui é mais importante direcionar os ísquios para cima e sustentar o espaço da coluna. Acredito que posição e ativação das mãos no chão tem um enorme impacto no sucesso desse alinhamento. É a partir delas que seu corpo vai ser “empurrado” para a postura. Assim como os pés funcionam como base das posturas de pé, as mãos são as impulsionadoras do cachorro olhando para baixo.  Mantenha as mãos sempre abertas com seus dedos bem afastados entre eles com o dedo do meio direcionado para a frente. Sinta a conexão com o solo mantendo todas as partes da mão tocando o chão e bem ativas. Existe uma tendência de elevar a parte localizada entre o indicador e o dedão. Resista a esta tentação empurrando a almofada dos indicadores contra o chão. São as partes em contato com o solo que mais vão ajudar na fundação sólida da postura. Lembre-se de trazer essa energia do solo através das suas mãos até seus braços esticando-os mas mantendo a posição das escápulas conforme descrito anteriormente. Os braços estão na largura dos ombros. A energia flui do contato das mãos com o solo passando pelo seu corpo e chegando aos ísquios, em direção ao céu. E então relaxe a tensão do pescoço e deixe sua cabeça pendurar naturalmente entre os braços. A ideia é realizar um “V” invertido com seu corpo levando essa energia das mãos em contato com o solo para os calcanhares no chão, mas não sem antes atingir seu ápice nos ísquios.  E por falar em calcanhar, se estiver vendo grande parte deles ao soltar a cabeça, talvez seja necessário afastá-los partindo de um giro de rotação interna das coxas desde a cabeça do fêmur no encaixe do quadril. Aqui, é como se você quisesse deixar a lateral externa dos seus pés bem paralelas à linha lateral do seu tapetinho. Por último e não menos importante, utilizar a ativação de uddiyana bandha ajuda na subida desta energia sustentando os ísquios na direção correta. Tente colar seu umbigo nas costas a cada inspiração ativando bem a musculatura frontal das coxas. Adho Mukha Svanasana ajuda na digestão, alivia dores de cabeça, insônia, dores nas costas e cansaço e combate pressão alta, asma, ciática e sinusite. Também é conhecida por ajudar a aliviar os sintomas da menopausa e o desconforto menstrual. É uma ótima postura para aumentar o sistema imunológico. Além desta série de benefícios físicos, acredita-se que acalma a mente, mas energiza e rejuvenesce o corpo aumentando a circulação sanguínea nos órgãos do tronco e na cabeça. E assim, fazemos como os cães, espreguiçamos e acordamos o corpo, alongando e energizando-o. O que você está esperando para energizar seu cachorro olhando para baixo? Pratique! Namaste! PRATIQUE COM ESSE VÍDEO EXPLICANDO A EXECUÇÃO DA POSTURA DO CACHORRO OLHANDO PARA BAIXO https://youtu.be/BTZr42819C0 new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Quer aprender outras posturas do Yoga? Clicando na IMAGEM ABAIXO você terá acesso a uma playlist com treinamento de diversas posturas do Yoga. https://yoginapp.com/como-fazer-as-posturas-do-yoga/ Quer saber mais sobre Asana, as posturas do Yoga? Baixe gratuitamente o livro preenchendo o formulário abaixo. new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Podcast de Yoga | 5 nov 2020 | Daniel De Nardi

O Yoga e os Doshas – Podcast #49

O Yoga e os Doshas. Nesse podcast a professora Gisele Correa, vai falar sobre doshas. Características individuas que devem ser equilibradas para que a pessoa consiga expressar suas capacidades. LINKS Podcast #47 sobre Condicionamentos e Reprogramação   https://yoginapp.com/o-yoga-e-reprogramacao-de-condicionamentos-podcast-47   Livro - O Poder do Hábito   Playlist com todas as músicas comentadas na série Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa       PARA ALUNOS YOGIN APP   Aula do Dosha Vata   https://yoginapp.com/aulas/ayur-yoga-dosha-vata/   Aula do Dosha Kapha https://yoginapp.com/aulas/ayur-yoga-dosha-kafa/ Transcrição: Yoga e os Dhoshas – Podcast #49   Está começando o 49º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast semanal a respeito do yoga e da espiritualidade, dando uma visão da cultura ancestral da Índia para as acontecimentos do dia-a-dia. Você está ouvindo uma música chamada “Pedro e o Lobo” de Prokofiev, que foi um compositor russo e ele compôs essa música com a intenção de que as pessoas aprendessem o som de cada um dos instrumentos, ao final eu vou deixar uma versão narrada explicando sobre cada um dos elementos que compõe a música. Assim, os personagens com o som vão contando uma história. É uma música muito interessante para quem quer aprender sobre os sons da música clássica e também conhecer melhor como são esses sons e como eles criando uma música. Porque a música é de fato uma conversa, ela quer transmitir algo e a gente entender como isso funciona, especialmente no caso da música clássica, favorece a contemplação deste tipo de som. Hoje eu vou começar lendo um e-mail que chegou da Ana Beatriz que é uma ouvinte recente do podcast, inclusive, eu nem pedi autorização para ler o e-mail. Se você não quiser, pode me mandar uma mensagem que eu edito e tiro esta parte. Ela escreve: “Olá Daniel, Quis escrever para dizer que gostei muito do podcast ‘O Yoga e a Reprogramação de Condicionamentos’ (...)” Esse podcast foi o 47, no episódio 48 fiz uma mensagem para 2018, então quem não ouviu vale ir lá, foi nesta época de final de ano, então nem todo mundo ouvir esse podcast, vou deixar o link na descrição. “(...) sinto que o yoga já me ajuda bastante neste processo, principalmente com os exercícios de respiração, mas me identifiquei bastante quando você falou sobre comer rápido (...)” Efetivamente essa desprogramação do condicionamento que o yoga propõe pode ajudar em diversos outros tipos de condicionamentos, em muitas outras ações que a gente faz no automático. A medida em que você para e observa o seu corpo em uma determinada posição ou observa como a sua respiração está respondendo, isso irá ajudar quando você quiser observar um tipo de comportamento ou alterar algo que esteja arraigado a tantos anos. Mudar comportamento não é algo simples, é difícil, é doloroso, custoso e, dependendo do nível, vai ter uma dor, um sofrimento. A minha sugestão é que –tem um livro muito interessante, recente, chamado “O Poder do Hábito”, ele fala que hoje a ciência estuda e entende sobre hábitos, o que se parece muito com o conceito de Samkhya, que envolve os condicionamentos, os vassanas, que é a visão indiana dos condicionamentos. Então, o que a ciência descobre hoje parece muito, e nos dois casos vai funcionar se você adotar as sugestões, tanto do livro quanto se você estudar Samskar e Vassanar. A Ana fala “me identifiquei bastante quando você falou sobre comer rápido”, naquele podcast eu falei muito sobre o simples fato de eu sentar na frente do meu pai nas refeições, que é uma pessoa que come rápido, me influenciou. Então, eu tenho que fazer um trabalho para que haja uma mudança, hoje em dia já tenho muito mais consciência quando vou comer, mas isso foi uma das coisas que eu trabalhei na minha vida e que eu acho importante também as pessoas observarem e fazerem um tipo de reprogramação de condicionamento. “(...)eu como absurdamente rápido e sinto que isso me faz mal, mas é algo muito difícil para eu mudar, mas aceitei p desafio e vou começar a mentalizar, como você sugeriu e me esforçar para começar a mudar isso. Mas vai ser o meu primeiro passo e tenho certeza que isso irá me fazer bem. Enfim, demorei muito para ouvir o podcast, mas gostei tanto que quis compartilhar. Este livro já está na minha lista, eu quero ler, e agora estou mais interessada. Feliz 2018! Ana Beatriz” Muito obrigado pelo e-mail, o livro ao qual ela se refere é o que estou num processo de produção, ele vai sair em audiobook em breve, espero que em janeiro ele saia, é um livro que trata sobre o yoga e o autoconhecimento. É um trabalho bem amplo que desenvolvi ao longo e 2017 finalizando este processo agora no início de 2018. Então aguardem porque haverá novidades sobre esse audiobook. A gente falou sobre o episódio 47, mas agora vou falar um pouco sobre o episódio 48 onde eu falo o quanto é importante a gente fazer uma observação no sentido de valorizar aquilo que a gente já tem e não sempre buscando o que não temos ou que não está acessível. Então é muito mais inteligente, quando se está buscando uma tranquilidade interior, aceitar o que já tem, o que já é. Nesse sentido, a visão dos Dhoshas da medicina ayurveda se encaixa muito nisso. Os Dhoshas são uma forma de autoconhecimento que você vai perceber características pessoais, vou fazer uma comparação bem rude, mas os Dhoshas são mais ou menos como os signos do zodíaco, cada signo tem suas características, inclusive, a Nath sampradaya, que criou o Hatha yoga, tem como estudo o Hatha, a ayurveda e a astrologia, ninguém é especialista em todos, mas se tem uma noção dos assuntos. Estou começando o meu estudo agora de Dhoshas e ayurveda, não sou um conhecedor profundo, e quando a gente não conhece alguma coisa, a forma mais inteligente é primeiro assumir, porque ninguém conhece tudo e pegar de pessoas que já estão estudando, já estão aprendendo. No podcast de hoje, vou deixar uma explicação que a professora Gisele fez num live explicando sobre os Dhoshas, explicando como as técnicas do yoga podem casar neste tipo de prática, casar no sentido de equilibrar os Dhoshas. Então, por exemplo, se você tem um Dhoshas que é Pita, que significa muita agitação, pode usar positivamente e canalizar esta energia para uma coisa mais tranquila e você vai fazer um trabalho se ele tiver desequilibrado, isso vai muito de encontro com essa mensagem minha de 2018, de a gente ajustar aquilo que a gente já é pra conseguir viver melhor. Entender sobre os Dhoshas, entender o que são Dhoshas desequilibrados e como ajustá-los, podendo usar a prática do yoga para esse tipo de equilíbrio, é algo que eu acredito e vejo acontecendo nas pessoas. A Gisele especialmente tá trabalhando com a Ayuryoga, que vai muito fundo nessa análise dos Dhoshas e depois com as técnicas especificas. Nós gravamos três aulas com ela, uma para cada Dhosha, e quem é aluno do YogIN App pode assistir a essas aulas, a gente já publicou duas delas e em breve vem a terceira. Vou deixar a Gisele aqui com vocês, aproveitando o áudio que ela fez. Quem já assistiu, vale a pena assistir de novo, é um conceito que tem sempre coisas pra gente aprender, e, ao final, terá a narração de “Pedro e o Lobo”, de Prokofiev, que eu espero que seja um despertar para um conhecimento dos instrumentos, e que será muito interessante depois, ao ouvir outras músicas, a identificar cada instrumento. Quando se tem um aprofundamento em determinada área, se tem aspectos mais sutis. Um bom áudio com a Gisele, no vemos na semana que vem Satya mevajayate!   “Como eu já me apresentei, o meu nome é Gisele Correia, eu conheci a ayurveda através da professora Márcia de Lucca, então tenho uma grande gratidão por ela, minha professora. E no ano passado, quando voltei da Índia, fui conversar com ela me falou sobre o trabalho dela com ayurveda, eu achei superinteressante. Li os livros dela, ela tem um livre completo sobre o assunto, inclusive o tenho aqui, acho que para quem não conhece ayurveda e Ayuryoga, é um livro super gostoso, é uma leitura gostosa. O nome do livro é “Ayurveda – Cultura de bem viver”, sempre recomendo para os meus alunos. Fui lendo o livro e me interessando, comecei a aplicar algumas coisas na minha vida, em paralelo a isso, uma das minha alunas começou a fazer curso com o Dr. Ruget, que é a Aline Arruda, e a gente acabou abrindo uma empresa que se chama “Você no Infinito”, uma empresa que fala sobre ayurveda e yoga, tem até o nosso Instagram (@voce_no_infinito), quem quiser acompanhar o nosso trabalho, a gente posta bastante coisa sobre ayurveda e yoga. Acabei fazendo curso de especialização em Ayuryoga, então foi uma semana na fazendo Lila, com a Márcia de Lucca e um grupo, foi super legal, a gente passou uma semana imersos nesse conhecimento sobre ayurveda e yoga. E de lá pra cá tenho aplicado bastante nas minhas aulas, tenho lido bastante, tenho procurado mais informações sobre o assunto e nesse ano, na verdade, comecei a dar algumas aulas sobre Ayuryoga. Pelo Você no Infinito, eu e a Aline promovemos um retiro que, inclusive montamos uma apostila da qual irei ler pra você saber sobre cada Dhosha. Pra quem já conhece um sobre Ayuryoga, é um assunto muito extenso, muito difícil falar em 10/15 minutos, sobre esses dois assuntos, principalmente sobre ayurveda, que muita gente não conhece, então vou conversar com vocês um pouquinho sobre os Dhoshas e de como eu apliquei esse conhecimento nas aulas que foram gravadas e que o YogIN App vai disponibilizar pra vocês nas próximas semanas. Ayurveda (ayur, que significa vida e veda, conhecimento, então seria o Conhecimento da Vida ou também A Ciência da Longevidade) é uma medicina da Índia, ela consiste em um apanhado de conhecimentos milenares, existem textos que falam sobre tais conhecimentos, muito profundo sobre o ser humano e tem uma abordagem muito particular. Na ayurveda existe um tratamento para cada pessoa, na Índia existem hospitais ayurvédicos, o tratamento consiste em uma investigação sobre o estilo de vida do paciente, não simplesmente a indicação de um medicamento, indo, desta forma, do profundo da causa. É uma transformação, Então, para se cuidar de acordo com a ayurveda, é importante analisar os próprios hábitos alimentares, o sono, a maneira como se lida no cotidiano com as tarefas rotineiras e com os relacionamentos. Enfim, é uma investigação e dentro dela existem orientações que vão desde aulas de yoga (técnicas do yoga, Ayuryoga) e tem também as terapias, como massagens, recomendações alimentares, ervas. Então, é um tratamento bastante completo. Quando falamos sobre ayurveda é entender que o universo é constituído por cinco elementos (terra, água, fogo, ar e éter), ele é o macrocosmo enquanto nós, o microcosmo desse macro, então nós também temos os cinco elementos, terra seria a nossa estrutura mais densa (ossos, órgãos, músculos...), a água seria os músculos que a gente tem no nosso corpo, o fogo seria o nosso fogo digestivo, um conceito da ayurveda chamado agni, responsável por digerir tudo o que a gente assimila através dos sentidos, não só a digestão de alimentos, como a digestão de emoções, cheiros, visão, tato...Tudo isso é muito importante na Ayurveda, depois se tem o ar, que a gente respira, e depois o éter que seria o espaço que a gente tem no nosso corpo. Dhosha significa desequilíbrio, também é um conhecimento extenso para ser passado em pouco tempo, mas o que é importante, quando se passa a ter contato com esse conhecimento da ayurveda, é saber que os Dhoshas sãos constituídos pelos elementos. O primeiro Dhosha é o vata, que é constituído pelos elementos ar e éter, o segundo Dhosha é o Pita, que é fogo com um pouquinho de água e, por último, Kapha, que é terra com água. Vou falar um pouco sobre cada um desses Dhoshas, vou ler da apostila que preparamos para o retiro porque está de uma maneira bem resumida, vocês vão observar que haverá uma identificação com cada Dhosha, e é natural que se tenha características de cada um à medida que se tem os cinco elementos no corpo. O fato de um Dhosha ser predominante, não significa que os outros não estarão em seu corpo e também não significa que que não haverá equilíbrio dos outros Dhoshas. Inicialmente pode parecer confuso, mas conforme formos estudando e aplicando nas nossas vidas, esse conhecimento fica mais fácil. Vata (ar + éter) União de espaço e ar, regula todo o movimento do corpo e da mente, diz respeito, principalmente ao sistema nervoso, responsável pelo pensamento, pela atividade neuromuscular, respiração, circulação e movimento peristáltico. Está diretamente ligado aos ossos, a energia de Vata se concentra na região do cólon (intestino grosso, pélvis), juntas, sacro ilíacas e lombar. Quando o Dhosha entra em desequilíbrio, esses são os primeiros órgãos a apresentar problemas. Características: frio, leve, seco, irregular, inconstante, áspero, ágil e instável. Esse é o Dhosha do movimento, as pessoas que tem predominância desse Dhosha são pessoas com a mente muito ativa, que tem a mente pululante, então ela pensam em tudo ao mesmo tempo, falam bastante, se comunicam muito bem, são muito criativas, são pessoas que precisam estar em movimento o tempo todo. Exatamente por isso, dentro da Ayuryoga (Ayurveda + yoga), o yoga traz um equilíbrio para esta condição, quando em desequilíbrio, e uma prática do yoga boa para o equilíbrio do Vata, é uma prática que traz o oposto, Isto se chama teoria dos opostos. Dessa forma que a gente aplica as técnicas do yoga e todo o tratamento da ayurveda. Na teoria dos opostos o Dhosha Vata, por exemplo, que pertence, geralmente, as pessoas que sentem muito frio, pessoas leves que estralam as juntas com muita facilidade, sempre é possível saber que uma pessoa Vata está no ambiente devido ao estralo das suas juntas. Para trazer equilíbrio é necessário aquecer esta pessoa, no caso das juntas secas, é necessário consumir água e cuidar das articulações. Técnicas que não só ajudem no corpo físico, como também na estrutura sutil. Aquecer as articulações e, também, devido à mente pululante de um Vata, sugiro uma respiração ritmada, pra diminuir um pouco a necessidade de se movimentar, de falar, de se comunicar, para que Vata treine o oposto e consiga o equilíbrio. A prática que preparei para o equilíbrio de Vata começa com uma respiração ritmada, é uma prática bastante gentil, a gente cuida bastante das articulações, foca bastante na respiração para que a mente não saia voando por aí e não fique pensando em outras coisas e esqueça da execução da prática, há mais permanência nos asanas para trazer o equilíbrio inerente ao Vata, trazer a estabilidade. Pitta (muito fogo + pouca água) Representa o metabolismo e a energia potencial que dá brilho ao olhar, regula a fome, a sede e todos os processos de transformação que ocorre no corpo, como a digestão, a sua função é gerar energia, diz respeito ao sistema digestório, endócrino e enzimático. É responsável pela clareza mental, percepção visual, digestão, metabolismo e regulagem da temperatura. Está diretamente conectado ao sangue. Dinamismo e paixão caracterizam as pessoas de Pitta. Esse Dosha se concentra na região abdominal, intestino delgado, parte baixa do estômago e fígado, quando o dosha entra em desequilíbrio, esses são os primeiros órgãos a sofrer. Características: quente, leve, intenso, perspicaz, impetuoso e cáustico. Pitta é o responsável pelo metabolismo, o fogo digestivo (agni) responsável por metabolizar tudo o que a gente recebe pelos sentidos. Por ser quente, ele é o oposto de Vata. Tudo em desequilíbrio não é interessante, então quando muito quente, Pitta pode estar em pessoas muito agressivas, impacientes, irritadiças. Neste caso é necessário resfriar Pitta com técnicas como as ante flexões. Técnicas que esfriem e acalmem, como a invertida sobre a cabeça (todos que fazem yoga querem esta posição). Pra Pitta, dependendo do dia, as coisas se agravam ainda mais, então é necessário que se vá para a prática de yoga para acalmar a irritação com as pessoas e com a competitividade exacerbada. E, as vezes, a pratica do yoga acaba intensificando o desequilíbrio, neste caso, ao invés de realizar a invertida sobre a cabeça, se pode fazer um sarvangasana (invertida sobre os ombros), que acalma e traz equilíbrio. Também coloquei uma técnica respiratória onde se puxa o ar pela boca e solta pelo nariz, então essa é uma técnica que resfria. É importante ir se testando e observando se a técnica está sendo importante pra você. Existem técnicas que irão pressionar a região do plexo solar (do estômago e do fígado), diferentes para o solo (como o asana, dolasana, shalabhasana...as torções também são técnicas importantes para se trazer equilíbrio para Pitta, então as inclui na nossa prática. Vale ressaltar que nenhum dosha é bom ou ruim, cada um tem a sua característica. A gente identifica o desequilíbrio porque na marioia das vezes estamos em desequilíbrio, a ideia é que o desequilíbrio seja identificado e que se entenda como as técnicas do yoga podem trazer o equilíbrio. Kapha (terra + água) Influência estabilizadora que lubrifica, mantem e contem. Dhosha responsável pelo acúmulo de gordura no corpo e pela retenção de líquido, representa a estabilidade e o “pé no chão”, sua função é regular a energia. Diz respeito, principalmente, ao sistema linfático, é responsável por dar suporte e nutrir o sistema nervoso, lubrificar o trato digestivo, as articulações e o trato respiratório, regular água e gordura. Está diretamente conectado em cinco do sete tecidos do corpo humano (plasma, músculo, gordura, medula e fluído reprodutivo), sua energia se concentra na parte alta do estômago e nos pulmões e vias respiratórias, os primeiros órgãos a adoecerem quando o Kapha entra em desequilíbrio. Características: frio, oleoso, pesado, sólido, estável, suave, leve e letárgico. O frio é a única coisa que Vata e Kapha tem em comum. Por se pesado, ter a tendência a letargia e a lentidão, é necessário, para trazer a teoria dos opostos, uma prática voltada no caminho inverso, neste caso: movimento, leveza e dinamismo. Então, a prática deste dhosha começa com um respiratório que vai aquecer o corpo, que vai movimentar esta energia sutil (que é o [inint 30:34], respiração acelerada), depois a gente começa com surya namaskar. Então a gente faz alguns suryas para ir aquecendo e movimentando o corpo, não permanecemos muito tempo nos asanas, a gente tenta desafiar o corpo porque Kapha tem a tendência a estagnação, então a gente precisa de movimento e de desafio. São muito boas as técnicas de extensão da coluna (quando se vai com ela para trás), isso estimula a região das vias respiratórias e pulmões, além de se trabalhar a extroversão. Kapha em desequilíbrio tende a depressão, se torna nostálgico. A prática deste dhosha e a mais intensa, quando comparado aos outros, a descontração no final não pode ser muito longa. E é recomendável para quem, por exemplo, senta para meditar e sente que está com sono, fazer uma respiração acelerada e depois fazer a meditação, isso irá deixa-lo mais acordado, e vai fazer com que você aproveite melhor a sua prática. Caso haja dúvidas, se quiser perguntar, podem me mandar mensagens por aqui, me marcar ou mandar um direct no Instagram. Aconselho a voc~es fazerem as três práticas (quem não conhece), e sentir como é que cada prática atua no seu corpo físico, atua na sua sensação, nos seus sentimentos, na sua mente. Perceber a diferença entre cada prática e notar qual delas traz equilíbrio ou desequilíbrio. Quando falamos sobre ayurveda, é importante que tenhamos em mente que não é uma ciência de bolo, aprendi isso com a Laura Pires, que é super conhecida na ayurveda, uma pessoa muito especial, uma estudiosa, se especializou em alimentação, mas tem bastante conhecimento na ayurveda (depois vou recomendar dois livros pra vocês). Pode ser que você seja uma pessoa que tenha uma constituição Vata, mas que esteja com desequilíbrio de Kapha, então, a pratica mais indicada será a de Kapha. Tudo depende de como se está no dia, qual o comportamento de vida. É importante ver e cuidar do desequilíbrio.   E como se descobre isso? Vou recomendar dois livros que tem testes que podem ser feitos e ter uma ideia de qual é o dhosha mais predominante. É importante ler sobre o assunto e identificar o que se está em desequilíbrio. Quem estiver afim de ir a fundo pode se consultar com uma terapeuta ayurveda que irá recomendar os alimentos e a prática de yoga mais interessante no momento. Se for uma doença grave, o ideal é que se vá ao médico porque o tratamento será outro (que pode ser o Dr. Ruguê ou o Dr. César Deveze e tem outro muito bons de ayurveda no Brasil). “O Sabor da Harmonia” é o livro da Laura Pires, tem umas receitas muito bacanas, tem o questionário e depois ela discorre um pouco sobre cada dhosha. “Cultura de Bem Viver”, da Márcia de Lucca, bem completo. E, para quem já conhece esses títulos, também tem outro que eu gosto que é o “Yoga e Ayurveda – selfhealing and self realization”, do David Frolley (é possível comprar na Amazon). É um livro interessante porque no livro, o Dr. David Frolley é um grande mestre de ayurveda, ele fala sobre astrologia védica. Sugiro que leiam os outros livros antes do Dr. Frolley. Não consegui acompanhar as perguntas no live, se quiserem, temos alguns minutos ainda. Acho que vi que alguém perguntou se darei aula em grupo. Não tem como dar aula em grupo de Ayuryoga, mas é possível orientar cada um, é importante que todos tenham uma prática pessoal (aluno e professor). Conversando e tendo conhecimento, o professor pode orientar qual é a melhor técnica de yoga a ser feita naquele momento pelo aluno na própria casa ao acordar. Quando dou aula em grupo, consigo apenas explanar rapidamente sobre cada dosha, não é possível, desta forma, indicar algo específico para cada aluno, até porque é um processo mais demorado e pessoal. Não é algo simples de se verificar na aula. É preciso passar por uma consulta ayurvédica e, então, entender como se busca o equilíbrio através do yoga e das outras recomendações. É isso, acho que falei tudo. Obrigada, espero que vocês gostem das aulas que estarão disponíveis ao longo das semana. Qualquer dúvida, pode mandar pelo direct do Instagram, terei o maior prazer de falar com você, ok? Obrigada e Namastê!  

Filosofia do Yoga | 4 nov 2020 | Daniel De Nardi

Ganesha e Skanda – quem vale mais?

Ganesha e Skanda, filhos de Shiva. Um dia, os dois filhos de Shiva fizeram uma aposta que quem desse a volta ao mundo mais rápido seria o favorito dos pais. Veja o que aconteceu. https://youtu.be/_ba0xE8ygJI    

Qualidade de Vida | 3 nov 2020 | Equipe YogIN App

Pesquisas Provam que Yoga atua contra o declínio cognitivo no envelhecimento

Pesquisas Provam que Yoga atua contra o declínio cognitivo no envelhecimento   ​   Cientistas do Instituto do Cérebro (Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein), da Universidade Federal do ABC e da Harvard Medical School fizeram imagens do cérebro de mulheres idosas praticantes de yoga e encontraram um córtex pré-frontal mais espesso em regiões associadas a funções cognitivas como atenção e memória. Os resultados sugerem que o yoga pode ser uma maneira de proteger o cérebro contra o declínio cognitivo que ocorre no envelhecimento. Quando envelhecemos, ocorrem mudanças estruturais e funcionais do cérebro e isto frequentemente leva ao declínio cognitivo, incluindo deficiências na atenção e memória. Uma das mudanças é a redução da espessura do córtex cerebral, o que os cientistas têm associado ao declínio cognitivo. Então, como podemos retardar ou reverter estas mudanças? Para continuar lendo CLIQUE AQUI   https://www.einstein.br/noticias/noticia/estudo-sugere-praticantes-yoga-tenham-protecao-contra-declinio-cognitivo-envelhecimento  

Astavakrasana
Dicas de Yoga | 2 nov 2020 | Equipe YogIN App

Como fazer | ASTAVAKRASANA | POSTURA DOS 8 ÂNGULOS

Como fazer | ASTAVAKRASANA | POSTURA DOS 8 ÂNGULOS Astavakrasana ou postura dos 8 ângulos, virou uma das mais pedidas para um COMO FAZER. Aqui está! No vídeo atente-se para o movimento dos quadris para trás e dos ombros para frente. Pratique que tudo vem. Permita-se ser um iniciante, trabalhe sua humildade. Habilidade nasce com a prática. Asana é uma poderosa ferramenta de autoconhecimento e autosuperação. Benefícios de Astavakrasana: * Fortalece a musculatura dorsal e abdominal * Fortalece mãos, punhos e braços * Melhora o equilíbrio * Excelente trabalho para quadris e pernas * O equilíbrio exigido para praticar ajuda a concentrar a mente A prática constante trabalha perseverança, o conceito de tapas, autosuperação. Saiba mais sobre esse importante conceito do Yoga no meu e-book de yamas e niyamas. Clique aqui e baixe gratuitamente.   https://www.youtube.com/watch?v=-756suC26MM new RDStationForms(\'e-book-yamas-e-niyamas-1f965e8db29fe9c4625b-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Podcast de Yoga | 1 nov 2020 | Daniel De Nardi

Aprendizados – Podcast #20

Aprendizados - Podcast #20 - Reflexões de um YogIN Contemporâneo No 20º episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo, falo sobre a importância da habilidade de aprender para a realização do Dharma, que é o propósito de vida de cada um. https://soundcloud.com/yogin-cast/aprendizados-podcast-20 Links  Dharma e Yoga - A busca do propósito https://youtu.be/H6uD6jMPtsI?list=PL3Y5CFIJsp-zNlhOw9t2Tdf1ECwPz_lzs   Curso  https://yoginapp.com/curso/yoga-aprendizado-e-liberdade/ Debate sobre o Futuro do Trabalho  https://youtu.be/vPd91hzDQr4    Nelson Freire, após me dar uma bronca por o ter cumprimentado forte demais Página de cursos de Yoga no YogIN App https://yoginapp.com/curso-yoga    Playlist da Série Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Série de Podcasts - Reflexões de um YogIN Contemporâneo   Transcrição Podcast   Aprendizados Podcast #20 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi, estamos começando o 20º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo” que traz assuntos do nosso cotidiano sendo interpretados por uma visão, uma cultura ancestral da Índia. Hoje o assunto é “aprendizado”, desde que eu comecei a profundar os meus estudos no yoga, especialmente após o lançamento do YogIN APP, comecei a produzir uma quantidade bastante grande de conteúdo para o site, isso foi tema de um curso que eu lancei este ano chamado “Yoga, aprendizado e liberdade”, a minha ideia por trás do curso foi trazer conceitos e coisas que eu mesmo aplicava o aprendizado, e o que  o aprendizado tem a ver com tudo isso que a gente está falando, sobre yoga e sobre esses assuntos que a gente discuti aqui no site? O yoga tem como um dos objetivos a realização do Dharma, a realização daquilo que só você pode cumprir, aquilo que é o seu papel no universo. O yoga acredita muito nessa visão do Dharma e isso é muito importante pra que a pessoa se realize ela precisa fazer um ofício que a realize, não precisa ser algo relacionado ao financeiro, mas ela tem que agir no mundo de forma coerente com a sua essência interna e assim, essa parte de realização do Dharma é parte da realização pessoal. Então eu vi que uma das grandes dificuldades da realização plena do Dharma era a capacidade que a gente tinha de aprender, à medida que a gente aprende mais a gente conseguiria colocar no nosso ofício aquilo que de fato somos, a gente conseguiria expressar melhor que somos a medida que se tem mais aprendizados em diversas áreas ou na área específica que você está atuando. Então eu montei esse curso, que é dividido em diferente módulos e que traz ideias e conceitos sobre a questão do aprendizado que eu acho essencial, não no sentido da modernidade, porque esse é um tema a que a gente traz sempre no podcast, o aprendizado está sedo cada vez valorizado, mais pelo valor pessoal e pelo desejo em aprender. No curso eu explico que no primeiro momento a mente tem uma resistência ao aprendizado, mas na medida que o tempo passa ela, tudo se torna mais prazeroso e habitual. A realização desse Dharma depende de uma expressão interna, de coisas que te agregaram na vida e se você tem o universo interno mais rico, um universo subjetivo, tudo torna-se mais fácil de expressar e de desenvolver a própria singularidade. Hoje eu estava ouvindo um podcast que eu gosto bastante (vou deixar o link), nesse podcast especificamente eles falavam sobre trabalhos no futuro, como vai funcionar, esse é um assunto bastante discutido na tecnologia, tem alguns pontos que eu discordo deles, mas, o geral, a ideia é muito boa. Uma das coisas que eles que debatem sobre o aprendizado, fazendo mais ou menos essa reflexão que estou fazendo aqui, do quanto o aprendizado será essencial para a realização da nossa vida. E o quanto você tem uma massa maior a gente vai conseguir disseminar o conhecimento. Aí tem dois pontos: o primeiro não é mais a questão do acesso, tem muita gente com acesso à internet, mas que só usa o básico. O ponto não é só o acesso, é você ter um estímulo para o aprendizado, as pessoas não sabem que hoje você tem cursos de diversas áreas que você pode fazer online, isso com diversas coisa, inclusive com o yoga. Então, além das aulas regulares de yoga, a gente tem uma página com diversos cursos. E esse tipo de aprendizado você pode buscar em diferentes áreas, o que eu estou querendo dizer é que deve a ver ume estímulo a aprendizado, não apenas ao social, a internet tem que ser uma ferramenta de crescimento pessoal e o crescimento relacionado ao Dharma passa pelo aprendizado. Então o primeiro ponto é disseminar, eu sou um viciado por cursos pela internet, se alguém tivesse me dito que daria para aprender pela internet eu teria começado muito tempo antes. Há conteúdos pagos que avaliam se o indivíduo está, de fato, apreendendo tudo o que é ensinado, o conteúdo pago vale para esses casos, se você está interessado em determinado assunto, você verá um leque de informações maior sobre ele no canal/site do professor que estiver lecionando sobre ele. Por que o MEC não reúne todos os arquivos que as pessoas devem aprender e coloque no YouTube? Acho realmente válido, mas o MEC determinando o que é conhecimento não sei se é muito valioso, claro que a proposta é que o conhecimento chegue a áreas inacessíveis, como acontecia antes com programas como Telecurso 2000, isso já está acontecendo, talvez não com o MEC, mas com outras áreas. O segundo ponto, que mudou muito também a minha capacidade de aprendizado é o inglês, que nunca foi um aprendizado fácil pra mim, eu sempre tive um inglês meia boca, mas hoje ele tem o que é mais importante pra mim. O meu nível de inglês não me permite escrever um livro todo no idioma, ou até mesmo realizar uma palestra, mas ele me permite entender o que está registrado em inglês, o que muda completamente. A gente fala que tem muita coisa na internet, não sei se você tentou pesquisar trechos de livros que você já leu, se você leu em português é muito difícil, a não ser que seja um Best seller, é muito difícil encontrar algo pela internet. Mas em inglês a opção é muito maior e mesmo grande empresas como o Google e a Amazon estão transformando tudo o que for off-line em online, então o acesso é maior. Assim como os audiobooks, que é um aprendizado que utilizo muito. Por que o conteúdo de um audiobook tem vantagem? Apesar dos saudosismos em relação ao livro físico, no meu ponto de vista, é a mensagem que se tira do conteúdo, o que você vai absorver do que está sendo dito. Não tenho apego ao papel, quando comecei a ler pelo Kindle eu percebi que era muito mais fácil, porque consigo sublinhar, marcar, se eu tiver lendo em inglês ao tocar na palavra já consigo ver a tradução, o Kindle te da todas as possibilidades, inclusive o ajuste da luz, algo que no livro físico não há. Então eu diminui a compra de livros físicos, comecei a utilizar o Kindle e agora estou ouvindo audiobook porque um livro de 500 páginas eu demoro, em média, um mês para ler, este mesmo livro terá cerca de 9 horas no audiobook ou até menos, dependendo da velocidade. Daí você me diz “Ah, você não absorve”, tem como absorver sim, depende do treinamento, começa a ouvir o meu podcast na velocidade 2, verá que é possível absorver e, depois, não terá paciência para ouvir na velocidade normal e quando o assunto é complexo, dá para voltar e ouvir novamente. Essa e outras dicas eu dou no meu curso, ele tem uma linha de pensamento mais ampla que isso e eu dou essas dicas. Queria finalizar deixando uma obra do Johann Sebastian Bach, que são os Concertos de Brandenburgo. No início você ouviu “Jesus, alegria dos Homens”, tocada pelo Nelson Freire que é um dos pianistas mais reconhecidos internacionalmente, faz concertos regularmente no Brasil. Tenho uma história interessante que na primeira vez que eu vi o Nelson Freire foi na Sala São Paulo com uma amiga minha, a Bel. E no Intervalo ele esperou para cumprimentar as pessoas, fui cumprimentá-lo e ele quando apertei a mão dele ele tirou a mão e me alertou que não poderia se cumprimentar um pianista apertando a mão fortemente, me lembrei disso porque como estamos falando sobre aprendizado fica aí uma dica, se você for cumprimentar um pianista, faço mão de bobo, se não ele ficará bravo. Vou deixar o Bah por que ele é considerado um grande aprendizado pra todos os grandes mestres da música clássica, Mozart amava, copiou e tocou Bach, Beethoven tocou Bah, hoje outro músicos tocam Bach. Com certeza o próprio Bach tinha as suas referências e que o levaram a ser considerado o compositor dos anjos, se os anjos produzissem algum tipo de música seria a do Johann Sebastian Bach, que fica aqui com vocês para finalizarmos esse podcast. Até a próxima semana. Ohm Namah Shivaya!