Blog



Dicas de Yoga | 2 jul 2021 |

A maneira correta de ficar em pé

A maneira correta de ficar em pé “É portanto essencial dominar a arte de ficar em pé corretamente.” B.K.S Iyengar É necessário prestar atenção à maneira correta de ficar em pé. ⠀ Frequentemente colocamos o peso do corpo sobre os calcanhares ou nas bordas dos pés ou até mesmo deslocamos todo o peso do corpo para os dedos dos pés. ⠀ Isso pode ser notado observando como a sola e saltos dos sapatos se desgastam. ⠀ Devido a má distribuição do peso do corpo sobre os pés adquirimos deformidades particulares que prejudicam a elasticidade da coluna. Passamos muito tempo do dia com os pés presos em sapatos de salto e tênis. Perdemos a aderência da sola dos pés no solo assim como a flexibilidade da musculatura dos pés. ⠀ É importante sentir o contato dos seus dedos dos pés metatarsos e calcanhares no solo. Procure concentrar o peso do seu corpo em ambas partes de forma igual. Sentir o toque dos pés no solo é sentir a nossa relação com a realidade. ⠀⠀ Segundo Iyengar se ficamos em pé com o peso do corpo jogado somente sobre os calcanhares sentimos uma mudança no eixo de gravidade os quadris ficam soltos o abdômen fica protuberante o corpo se inclina para trás a coluna sente esforço e como consequência logo sentimos cansaço e a mente embotada. É portanto essencial dominar a arte de ficar em pé corretamente. Sente-se leveza no corpo e a mente adquire agilidade. Tadasana também denominada a postura da montanha é a postura básica de pé realizada nas práticas de Yoga. Esta postura consiste em permanecer em pé firme e ereto. Permancer em Tadasana além de atuar no âmbito físico atua também no energético equilibrando assim o Muladhara Chakra. O Muladhara Chakra é conhecido também como Chakra raíz ou de base. Muladhara é uma palavra sânscrita que significa “apoio da raiz”, mula significa raiz e adhara, suporte ou apoio. Este Chakra está localizado na base da coluna na região do períneo e está relacionado à sobrevivência. Desequilíbrios neste chakra são comuns em pessoas que não tiveram estabilidade na primeira infância. O sentimento de medo é portanto uma das características do desequilíbrio deste chakra. Medo de ser quem você é ou de mudanças pode estar relacionado a este desequilíbrio. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Mas o que são Chakras? Chakras são centros de energia que se conectam com o corpo físico. São centros energéticos de captação, armazenamento e distribuição de energia vital (o prana) no corpo. Quando tocamos nossos pés corretamente no solo estabelecemos conexão com o elemento terra trabalhando assim nossa segurança e estabilidade. Além do âmbito físico e energético o Tadasana também atua no mental. Quando permanecemos estáveis em Tadasana a mente também ganha estabilidade. Em Tadasana mantemos o queixo paralelo ao solo e a verticalidade da coluna. Os ombros são projetados para trás e para baixo. Quando levamos nossos ombros para trás abrimos o peito aumentando assim nossa capacidade pulmonar. Quando respiramos melhor melhoramos nosso bem-estar nossa saúde e alteramos nosso padrão emocional. A qualidade da nossa respiração está intimamente ligada ao nosso padrão emocional Uma vez em Tadasana quando projetamos o peito a frente e os nossos ombros para trás incorporamos uma atitude corporal de confiança e estabilidade. Observe uma pessoa com ombros arqueados para frente. Uma das causas pode ser a falta de fortalecimento da musculatura da região das costas Por outro lado pode ser sinal de timidez medo de enfrentar as situações ou medo de se expôr ou simplesmente um mal hábito. Atualmente quantos de nós passamos longos períodos com o queixo projetado para baixo por conta do uso abusivo dos computadores e celulares. Com a projeção do queixo para baixo automaticamente arqueamos nossos ombros para frente desestabilizando nossa postura. Desta forma limitamos nosso ângulo de visão assim como reduzimos nossa mobilidade da região cervical. A má postura como esta descrita acima a longo prazo pode gerar padrões corporais e condicionamentos. Trabalhando a permanência em Tadasana através da consciência sobre seu próprio corpo é possível reconhecer esses padrões. Uma vez detectado podemos desconstruí-los. Se não tomamos consciência disso começamos a criar registros e marcas em nosso corpo. Ao permanecer em Tadasana procure afastar seus ombros das orelhas relaxando a região dos ombros onde acumulamos tensões do dia a dia. Muitas das tensões do dia a dia ficam registradas em nossa musculatura gerando dores e limitações de movimentos. Por isso que muitas vezes durante uma prática de yoga algumas pessoas choram pois passam por uma verdadeira catarse de emoções reprimidas uma vez que suas emoções estiveram impregnadas em sua musculatura. Quando relaxamos conseguimos agir sobre os músculos tensionados. Muitas vezes essas tensões estão associadas a acontecimentos passados ou emoções não resolvidas. Segundo Pierre Weil e Roland Tompakow em O Corpo Fala nosso corpo é antes de tudo um centro de informações para nós mesmos. É uma linguagem que não mente. Através de uma postura correta que começa desde o apoio correto dos pés no solo a energia circula melhor assim como o fluxo sanguíneo. A boa postura está relacionada aos aspectos físicos energéticos fisiológicos mentais e comportamentais. Através do corpo também enviamos mensagens. O corpo também é o nosso meio de comunicação. Ele manifesta posicionamentos internos e expressam sentimentos Quando nos comunicamos a maioria da comunicação não é explícita. A comunicação também pode estar implícita na sua atitude corporal. O corpo é uma linguagem não verbal silenciosa. Uma ferramenta poderosa para quem está em busca do auto-conhecimento.  Namastê.  

Podcast de Yoga | 1 jul 2021 | Daniel De Nardi

Liberdade de Expressão – Podcast #29

Liberdade de Expressão - Podcast #29 Liberdade de expressão é um assunto bem mais complexo do que eu conseguia imaginar. https://soundcloud.com/yogin-cast/liberdade-de-expressao-podcast-29 Links Página de Ebooks gratuitos do YogIN App https://yoginapp.com/ebook-yoga/ Grupo do Facebook - Conhecendo o Yoga a Fundo Paganini Trilha Sonora da série, Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Liberdade e expressão – Podcast #29 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi, essa é Hilary Hahn interpretando uma música de Paganini. Esse é o 29º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Acho que dentro de todos os episódios, eu sempre acabei concluindo o tema trazido, hoje não irei concluir, o tema ficará aberto para reflexão de cada um. É sobre a liberdade de expressão. Este tema é bem delicado e atual, por conta dos acontecimentos que ocorreram nos Estados Unidos recentemente, em Charlottesville, onde ouve um embate de dois grupos supremacistas (negros e brancos) defendendo a ideia de que existe uma raça superior. O triste episódio ocorrido no EUA é de um nível tribal, como se o ser humano não tivesse compreendido nada no decorrer do tempo, sendo que como é possível determinar uma raça superior por uma questão geográfica? Por ter nascido em determinado local se seria superior? Isso vai contra tudo o que a ciência tem descoberto e que a filosofia ou as religiões acabam observando também, a gente vê no caso do yoga que o Purusha, que é a essência, está dentro de cada um, então não teria como existir uma raça superior, uma vez que todo mundo tem dentro de si, não é distinto de acordo com o local e época de nascimento. Essa essência está dentro de cada um e é o papel de cada um deixar vir, trazer, despertar. Esse assunto, que acabou criando esse embate nos EUA, é fruto de uma outra discussão que é a liberdade de expressão. Como eu disse, a liberdade de expressão é um assunto muito delicado, é necessário um estímulo dela, há uma vantagem nos ambientes em que a liberdade de expressão é possível ser explorada e, então, surgem ideias novas, surgem soluções diferentes, isso é muito visto nos locais que são abertos para as ideias em que há o desenvolvimento da sociedade muito maior do que nos locais em que todas as ideias novas são castradas e obstruídas, ficando atrás em relação ao desenvolvimento da sociedade como um todo. Por outro lado, a liberdade de expressão nos dá acesso a ideias como a de grupos extremistas como o nazismo ou qualquer outo grupo que de intitule superior racialmente. Usando como pretexto a liberdade de expressão, fala-se sobre o nazismo ou qualquer outro grupo excludente. No Brasil e em outros países, como a Alemanha, isto é proibido, não se pode criar grupos nazistas, enquanto nos EUA pode. Há leis diferentes de acordo com o entendimento de cada país com a questão. Nos EUA se parte do pressuposto de que o debate pode ocorrer desde que ele não se torne em uma ação prejudicial a alguém, no caso, como vimos, teve mortes e isso é em uma escala macro, com consequências enormes. Numa escala micro, o debate e a liberdade de expressão está em várias áreas da nossa vida. Recentemente a gente teve um caso bastante interessante com o nosso grupo de yoga no Facebook, um grupo de discussão chamado “Conhecendo o Yoga a fundo”, sempre foi um grupo em que as pessoas expuseram as ideias, havia alguma discordância, mas existia uma harmonia no grupo, até qganadosue dois integrantes o grupo começaram a atacar e falar de forma mais agressiva, alegando que os participantes do grupo estavam sendo enganados e que eles detinham a verdade sobre o que era o yoga verdadeiro. A gente tem uma dificuldade em relação ao yoga porque diferentemente de outras regiões, como Roma e Grécia que se preocupavam em data, no yoga e no hinduísmo como um todo não há essa preocupação, os textos não possuem datações. E naquela discussão do grupo no Facebook, um dos participantes se diz ser de uma tradição que antecede o yoga de Patanjali, a dos Nathas, então, segundo ele, quem teria a verdade seria os Nathas, no extremo do conhecimento acaba-se chegando num limite de fé, como neste caso. Porque se há uma história que foi contada, que seria primeiro os Vedas, depois as Upanishads, depois o começo do Tantra no século III ou IV e que vai se desenvolvendo de acordo com a dinastia Gupta. Os detentores da tradição Natha dizem que ela é anterior a Patanjali, que o que Patanjali escreveu seria consequência dessa sabedoria e aí há essa postura de um dos participantes de se colocar como alguém que sabe de algo e os outros como os ludibriados. É um pouco complicado porque, como eu falei, se restringe apenas uma visão e temos que respeitar, mas cada um deve olhar pra si e ver o que mais faz sentido dentro deste quebra-cabeça, dentro das evidências mais fortes que conseguimos construir uma verdade. Não vi totalmente o debate, como chegaram algumas reclamações acabei dando uma olhada e identifiquei esse ponto limítrofe que esbarra na fé, mas isso não acontece somente na parte histórica, mas na ciência também. O fato de eu não ter participado do debate é pelo fato de eu estar escrevendo o terceiro livro de uma série de cinco que irei publicar, este livro trata de um assunto que acaba se aproximando dessa discussão, uma ala da ciência que tenta provar que os pensamentos são apenas reflexos de uma série e estímulos anteriores no cérebro. Então a gente tem uma ideia que surge, um pensamento, que acaba gerando uma descarga ou influenciando o cérebro. Esta área da ciência, chamada de Fisicalismo, tenta provar o contrário, que no fundo tudo é consequência de estímulos cerebrais, que não temos o controle sobre esses estímulos, o que a gente tem é apenas uma justificativa consciente, o que a gente faz é uma decisão a priori com impulsos nervosos e liberações endócrinas. É um assunto bastante delicado, mas que se esbarra na questão da fé ou de reconhecimento de evidências, então existe de fato uma consciência que seria o que comanda ou simplesmente é uma enganação do tipo de estimulo que os pensamentos geram que nos dão a impressão de que a gente percebe algo antes, mas no fundo tudo acontece no nosso cérebro, sem nenhum livre arbítrio efetivo nosso. Então chega nesse ponto que é a fé, uma questão de opinião baseada numa crença, porque como se saber qual tradição veio antes ou como saber se existe tal percepção por trás, vai sendo da evidência de cada um. O ponto é que se deve liberar a discussão sobre os diferentes assuntos, tem que estimular, mas daí vem o outro lado porque na vida a gente nunca tem o ganho dos dois lados. Estamos passando agora pela era da comunicação, dos smartphones, que é interessante, a gente fala com todo mundo a na hora que em entende, mas há de convir que o mundo como um todo está ficando aparentemente mais “retardado”, com todos concentrados em seus aparelhos. Então sempre tem um lado que ganha, outro que perde. No caso da liberdade de expressão temos risco no que aconteceu nos Estados Unidos e no nosso grupo o que acaba acontecendo é que pode-se até criar fakes para mostrar ter receber apoio, e quando há pessoas te apoiando já é muita coisa. O que é complicado porque o interesse de quem faz isso pode ser financeiro, comercial. O fato é que esta pessoa teria mais tempo para trabalhar e desenvolver as ideias, o que acaba desestimulando as pessoas que se dispunham a fazer um debate mais tranquilo, que passam a se sentir desmotivadas pelo tipo de comportamento agressivo de um integrante. É uma situação delicada, o que fazer? Censurar, retirar a pessoa do grupo? Ou não, vai tentar fazer com que ela se adeque, mas enfim...Como eu disse no início, este episódio não terá uma conclusão, apenas um ponto de vista e como a liberdade de expressão tem as duas facetas e como, no geral, as duas tem em todas as coisas da nossa vida, as mudanças sempre trazem os dois lado, sempre uma ambivalência, um ganha e um perde, é isso que eu quero dizer. Pra finalizar vou deixar a música completa do Paganini, quem estiver assistindo pelo App conseguirá ver as imagens da violinista Hilary Hahn tocando Paganini que foi um violinista e compositor do século XVIII (1772 a 1840), ele tinha um virtuosismo, tocava acima dos outros, de uma forma que ninguém conseguia tocar, por esta razão foi considerado ter pacto com o diabo. Vou deixar com vocês a Caprice 24 que, em sua época, era o único que consegui tocar, mesmo não sendo uma das músicas mais lindas é das mais difíceis de tocar.  

Formação de Professores | 30 jun 2021 | Daniel De Nardi

Depoimentos do Curso Formação Yoga

Curso Formação Yoga Com muita satisfação finalizamos mais um ciclo do Curso de Formação Yoga semi-presencial do YogIN App. Neste curso os alunos recebem o conteúdo online semanalmente. Mensalmente há um encontro ao vivo para tirar dúvidas e duas vezes nos encontramos presencialmente para ver correções e alinhamentos para quem quer dar aula. O curso online de Yoga permite o estudo a hora que o aluno consegue e ele pode rever a aula quantas vezes quiser. Além disso há perguntas ao final de cada aula que são corrigidas individualmente pelos professores que ministram o curso. Esta é a segunda turma em que 100% dos participantes finalizam o curso. Para nós da equipe da Formação, isso é um excelente sinal, acima até mesmo das nossas expectativas e comparações com outros cursos online. Isso nos deixa muito felizes em saber que as alunas estão gostando do conteúdo. Temos consciência que sempre há espaço para melhorias. A cada edição, gravamos novas aulas que são disponibilizadas para as turmas anteriores. Acho que já falamos demais. Para nós é fácil falar com paixão desse curso de Formação em Yoga, mas preferimos deixar a palavra com as alunas que compartilharam suas experiências.   https://yoginappacademy.com/formacao-yoga-online/              

Filosofia do Yoga | 29 jun 2021 | Daniel De Nardi

Como o Yoga pode ajudar você a aprender

Como o Yoga pode ajudar você a aprender - Para falar de aprendizado temos que entender o princípio básico de funcionamento do cérebro, que explorei melhor nesse outro artigo, o cérebro humano foi projetado para a sobrevivência. Sendo assim o que rege suas decisões é o princípio de conservação de energia. O cérebro trabalha incansavelmente para fazer as coisas com o mínimo de esforço possível. Toda mudança significa readaptação, logo desgaste. Como o cérebro não quer desperdiçar energia, luta contra as mudança, produzindo estímulos que prejudicam a mudança na forma como fazemos as coisas. Esse princípio de preservar a energia e evitar novos aprendizados não é ruim, ele foi necessário para nossa perpetuação como espécie, especialmente quando passávamos constantemente por situações de perigo. Não podíamos aprender uma nova técnica a cada vez que nos deparássemos com um animal predador. Não dava nem para pensar, usávamos sempre o que funcionou. Inventar moda podia custar a vida. Continuamos precisando de padrões, sem eles a vida congela. Se você tentar uma nova forma de amarrar o cadarço cada vez que tiver que por um tênis, sua vida se tornará um estorvo. Só que de vez em quando, pode tentar amarrar diferente, não vai fazer mal. O condicionamento de manter padrões aprendidos e confirmados como eficientes é atávico. Para o cérebro, há pelo menos 100.000 anos continua funcionando a mesma fórmula: [ mudança = gasto de energia] [Plano de ação = produzir hormônios que estimulem análises mostrando que a mudança não vale mesmo a pena. Medo pode ajudar aqui também. Que fique claro - em time que está ganhando não se mexe.] {Conclusão: Estamos vivos, PRA QUE MUDAR????} new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Até 10 anos de idade (pode passar um pouco), o cérebro humano mantém-se extremamente propenso ao aprendizado. O mundo é uma novidade e precisamos aprender a habitá-lo. Todos os estímulos que uma criança nessa fase inicial recebe, serão determinantes para seus hábitos como adulto. O que é apresentado à criança começa a definir os caminhos no cérebro que serão revisitados ao longo da sua vida adulta. Criamos trilhas para facilitar nosso vida, temos trilhas para estímulos corporais, forma de se relacionar com as pessoas, para gostos de música ou comida. O exemplo clássico de Mozart é somente entre os milhares de gênios que tiveram uma infância repleta de estímulos nas áreas que depois despontaram. Com esses estímulos da infância o cérebro já começa a entender que não precisa mais muita coisa para se manter vivo. Aquilo que aprendeu já serve para sobreviver. Logo, qualquer coisa a mais representa gasto energético e ele tentará impedir. É como se ele tivesse já traçado suas trilhas e já sabe como chegar nos lugares que precisa. Toda vez que começamos a aprender algo novo, a primeira reação do cérebro é tentar convencê-lo de que aquilo não vai servir para nada. Desnecessário. Não há porque aprender algo novo se você já sabe se virar na vida. Borá fazer o que funciona. Devido aos estímulos iniciais tendemos a seguir essas mesmas trilhas, elas são seguras, funcionam e não geram desconforto. Novos horizontes de aprendizados demandam gasto energético e o cérebro não gosta disso. Se você gosta de filme de ação, quando começa a ver um filme de diálogos, acha a situação absolutamente inútil e desnecessária. Que Coisa Chata!!! Em 30 minutos você já dormiu ou saiu da sala. Vou chamar esses atalhos da infância de trilhas de 10 anos. Elas não são criadas apenas nas nossas habilidades mentais, mas também nas questões emocionais e corporais. O tipo de estímulo corporal que você teve nas trilhas de 10 anos é o que o cérebro entendeu que é o melhor a se fazer, mesmo que o esporte gere um monte de lesões, você continuará achando que é a melhor atividade do mundo. Atividades corporais que geram tipos de habilidades que você não está habituado a fazer são excelentes para tirar o cérebro de sua zona de conforto e começar a jogá-lo em situações que precisa se readaptar. O ásana, é um excelente exercício para forçar o cérebro a sair de sua zona de conforto. Para aprender a sair das trilhas de 10 anos você ter que forçar  sua readaptação. Isto será importante não apenas para favorecer sua capacidade de aprendizado como fará você segurar melhor a barra em situações difíceis que todos passamos. Quem não passou dificuldade até os 10 anos, deve começar a pensar em formas de incomodar um pouco o seu cérebro. Fará bem para sua vida. Quem passou, não se iluda, se perder o treino, não continuará sabendo se readaptar. mexa ele também para manter-se em forma. O cérebro precisa sair da sua zona de conforto para se manter capaz de se readaptar, se ele não for estimulado a se readaptar ficará acomodado e isso sim é perigoso, pois além de dificultar novos aprendizados, qualquer situação de stress real como relacionamentos ou saúde podem levar um cérebro acomodado à tragédia. Crianças que passam por dificuldades na infância e conseguem se adaptar tem mais tendência à felicidade. O cérebro reclama menos, aprendeu a se virar. Passou por poucas e boas e o que acontecer a parti de agora é lucro. Lugares pobres como Índia, Indonésia, Peru parecem concentram mais pessoas felizes que os desenvolvidos países europeus. Nada contra a civilidade, mas não há como negar que facilidades prejudicam o psiquismo das pessoas. Não precisamos ir longe, basta olhar para as partes mais pobres do Brasil e constatar essa relação de:   Necessidade de se adaptar   X   Reclamar menos e aproveitar mais a vida. E o que dizer de jovens mimados que passam o tempo todo reclamando de coisas inexpressivas? Podemos gerar essas necessidades de readaptação forçando o cérebro a se ajustar à situações desconhecidas. Você pode fazer isso se forçando para aprender uma língua por exemplo (onde usarei italiano?) X (se você pensar esse aprendizado novo apenas como um treino de capacidade de readaptação do cérebro que interferirá diretamente na sua felicidade, será que não vale a pena aprender italiano? De quebra pode assistir La Traviata sem precisar olhar para o letreiro.) Assistir filmes que você sabe que não gosta, experimente iranianos, japoneses, indianos. Na parte emocional é complicado gerar esse tipo de desconforto. Não posso ligar para você e dizer que seu chefe vai demiti-lo amanhã. Não será legal e talvez você bloqueie nas redes sociais. Agora garanto que se você vem se forçando a se readaptar a situações desconhecidas, você passará melhor por uma situação real de demissão ou qualquer outro stress emocional. Experiências de desconforto corporal podem ensinar ao cérebro o funcionamento da readaptação. Que tal conhecer um tipo de arte que você nunca ouviu falar ou ler revistas que nunca lê? Tal como um músculo, a medida que você vai treinando seu cérebro a aprender sobre assuntos diversos, ele começa a reclamar menos de cada novo aprendizado, tal como um músculo está mais maleável e já sabe que não vai morrer por gastar um pouco mais de energia. Mircea Eliade, falava no Yoga como uma técnica de transcender a condição humana. O que seria mais insuportável para o órgão dos comandos que parar de dar ordens? Talvez a meditação seja a tarefa que ele vai lutar mais para não fazer, mas imagina a capacidade de flexibilidade e consequentemente de aprendizado que ela pode te dar?   aaaaaaaa não vai dar...... vou morrerrrrrrrr.... não tudo menos parar os pensamentos, aprendo italiano,isso não.....      

Vídeos de Yoga | 28 jun 2021 | Daniel De Nardi

On Yoga – A Arquitetura da Paz estréia amanhã nos cinemas

On Yoga - A Arquitetura da Paz estréia amanhã nos cinemas   Yoga  nos cinemas. Estreia dia 16 o filme  On Yoga - Arquitetura da Paz inspirado no livro do fotógrafo Michael Oneil e dirigido pelo cineasta Heitor Dhalia   Em breve um artigo comentando o filme.     https://youtu.be/lA-gglGMluk

Filosofia do Yoga | 27 jun 2021 | Daniel De Nardi

O Oriente encontra o Ocidente, o início do Yoga por aqui – Podcast #13

Como o Yoga começou por aqui - Podcast #13 No podcast de hoje vamos entender quando o Yoga chega ao ocidente trazido pela influência de um violinista. O desconhecido no mundo do Yoga e famoso no mundo da música Yehudi Menuhin, primeiro aluno ocidental de B.K.S. Iyengar. A primeira aparição do Yoga no ocidente acontece em 1893 na Conferência Internacional das Religiões em Chicago. Vivekanada, o yogin que primeiro falou sobre o Yoga no ocidente foi homenageado com o nome dessa rua na cidade onde a conferência aconteceu. Depois disso, as ideias do Yoga não criaram raízes no pensamento ocidental. A prática de Yoga começa a ganhar força apenas na década de 50 quando o violinista Yehudi conhece Iyengar e começa a traze-lo regularmente para palestrar no ocidente. Primeiro na Suíça em 1952 e depois em várias cidades americanas, onde funda escolas e começa a difusão do Yoga no Ocidente. Iyengar conheceu Menuhin em 1952 em Bombaim, Índia. Menuhin estudou com Krishnamurti que recomendou que Iyengar ensinasse Yoga ao violinista. Quando se encontraram, Menuhin disse que estava muito cansado e que não ia poder ficar muito tempo com o professor. Iyengar lhe ensinou uma invertida e o músico executou. Menuhin adorou a técnica e ficou praticando por mais uma hora com Iyengar. Menuhin começou a perceber que o Yoga melhorava sua performance na música. Tornou-se um yogin disciplinado e estudioso. Manteve contato com Iyengar por toda a vida dedicando seu mais famoso livro - Light on Yoga ao seu aluno Äo meu melhor professor de violino.\"B.K.S. Iyengar.             Links Álbum gravado por Yehudi e Ravi Shankar - West Meets East Curso de Formação do YogIN App https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores Trilha Sonora da série - Reflexões de um YogIN Contemporâneo Praça de Chicago onde há uma ruela homenageando Vivekananda   Documentário sobre Menuhin Yehudian https://youtu.be/sMTFMVvzHfQ Curso de Mantra com Sandro Shankar - Audiobookm de Iyengar B.K.S. Iyengar O que Iyengar pensa da evolução do Yoga https://youtu.be/mv4SkZVGxU8 Iyengar foi homenageado na página do Goolge em seu \"97\" aniversário https://youtu.be/Jot8PoRASh0   https://yoginapp.com/aulas/hatha-yoga-com-props/   Yoga com Props com Mariel Gunsch Aulas YogIN App Apresentação da aula de Yoga com Props no YouTube https://youtu.be/4DwvplhcYJg   Planos de assinatura de aulas de Yoga online Boas reflexões e até o próximo Reflexões de um YogIN Contemporâneo. Transcrição do Podcast   O Oriente Encontra o Ocidente, O Início do Yoga por Aqui #13 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e hoje é o dia em que a gente vai unir a música clássica com o nascimento do yoga no ocidente ou a vinda do yoga para o ocidente. No curso de formação do YogIN App, nós temos uma aula bem extensa que explica detalhadamente qual é o contexto histórico tanto na índia quanto no ocidente quando o yoga passa a ser difundido e praticado e reconhecido. Hoje a gente vai falar um trecho desta história porque vamos comentar sobre quem canta esta música com Ravi Shankar, é um violinista chamado Yehudi Menuhin, podemos considerá-lo o padrinho do yoga no ocidente. Oficialmente o yoga chega ao ocidente em 1893, na Conferência Internacional da Religiões, um grande mestre de yoga indiano chamado Vivekananda é convidado para falar sobre o yoga e o hinduísmo e ali se pode dizer que o yoga foi explicado como conceito pela primeira vez no ocidente, em Chicago. Inclusive, na praça principal da cidade, onde tem alargada da maratona de Chicago, tem uma ruela chamada Vivekananda way, em homenagem ao mestre, por ter trazido o yoga ao ocidente. Mas após a palestra o assunto não fica presente, não cria raiz, tanto que passa-se muitos anos e demora para que se tenha uma escola de yoga por aqui. Fala-se que em 1940 abriu a primeira escola de yoga, de uma russa em Cuba, porém não foi nada expressivo. O yoga começa de fato ser conhecido no ocidente a partir desse violinista, o Yehudi que eu já mencionei. Yehudi Menuhin não é muito conhecido como popstar, mas dentro do meio da música clássica ele é bastante reconhecido, ele foi um dos maiores violinistas do mundo de sua época, ele nasceu em 1916 e morreu em 1999, e ele era um prodígio desde o início de sua carreira ele tocava de forma magnifica, começou muito cedo e tinha muita habilidade para aquilo. E ele esgotou os recursos da música ocidental e começou a pesquisar os padrões orientais, ele começou a observar que a Índia não seguia o mesmo padrão de notas musicais e ritmos, e passou a estudar a música inicialmente indiana, mas você fizer um estudo profundo sobre a música indiana (e a gente tem um outro curso de mantra do Sandro Shankara que pesquisa a música indiana clássica) vem junto muitos conceitos do hinduísmo não é só a música pura. E, a partir dali, Menuhin começa a travar contato com a inteligência indiana, filosofia, modo de viver, especulações sobre a vida, então ele começou a estudar um autor famoso no ocidente chamado Krishnamurti que recomendou a ele que conhecesse o Iyengar e praticasse yoga. Um dia Menuhin estava na Índia e chamou o Iyengar para fazer algumas posições pra ele (esta história é conhecida ela, inclusive, está na página do Iyengar), ele estava muito cansado e, então, o Iyengar chegou lá e disse que ensinaria um exercício que iria melhorar o cansaço dele, pediu para que ele levantasse as pernas, provavelmente pediu para que ele fizesse um sarvangasana – uma invertida sobre os ombros – , Menuhin gostou daquilo, sentiu os efeitos e ficou mais de uma hora praticando com Iyengar. Depois passou a chamá-lo porque sentiu-se muito bem, assim tornou-se um exímio praticante. Em 1952 ele chama Iyengar para ir a Suíça para dar uma palestra, foi aí que o yoga começou, realmente, a criar raiz no ocidente.  Depois Iyengar vai para os EUA e começa a fundar as primeiras escolas de yoga, então o yoga funda-se realmente como uma estrutura, como uma marca indiana no ocidente, a partir desse movimento desses dois importantes ícones da cultura do yoga e foi esse acaso que fez com que o yoga fosse difundido, porque ele ganha corpo no ocidente com o Iyengar que, inclusive em 2004, entrou para a lista da revista Times como um dos cem homens mais importantes do mundo, ele chegou a um patamar que nenhum outro mestre de yoga chegou, e talvez chegue, ele foi mundialmente reconhecido e quando você vê entrevistas ou estuda a obra dele (eu sempre falo da audible, que tem muitos livros dele para quem gosta de ouvir, mas que gosta e ler tem a obra toda traduzida para o português) percebe que e não era a intenção dele ficar conhecido no mundo todo, tanto que ele ficou morando na cidade dele a vida toda. Ele era um difusor, ele sobre levar a mensagem do yoga com um aspecto terapêutico, mostrando fato os efeitos que prática fazia nos praticantes e adequando a pratica como um estilo de vida para a vida inteira. Ele inclui props que são aquele bloquinhos e também faixas. Se você for muito tradicionalista você vai dizer “ah, imagina, na antiguidade não se praticava com bloco e nem com faixas” mas e daí? Na antiguidade se dormia na pedra, então vamos dormir também? Isso não faz sentido, o yoga é um filosofia que venceu ao tempo justamente pela sua adequação, ele não ficou preso a dogmas inflexíveis, e foi mantendo o centro essa busca por uma paz interna, por uma sensação de auto-observação mais precisa, o yoga manteve isso apesar das técnicas irem mudando ao longo do tempo e isso se preservou e isso é o que se tem de mais valioso no yoga, agora, “não vou usar o props porque os primeiros praticantes não tinham” isso eu acho uma besteira muito grande, eu uso e me ajuda muito na prática, assim como as faixas, determinadas posições você não consegue realizar (como alcançar o pé ou levantar a perna)  e você não vai usar a faixa porque é um tradicionalista, mas se usasse conseguiria realizar a posição, relaxando o músculo sem fazer força, qual é a escolha mais inteligente? Então o Iyengar trouxe esses materiais e a adequação do yoga como um estilo de vida para as pessoas praticarem ao longo dos anos, inclusive ele era um crítico dos altos, no Ashtanga ele dizia “como é que você vai saltar aos 80 anos?”. A prática dele tem esse objetivo, ficar a vida inteira praticando (como ele, existe imagens dele bem velhinho praticando) porque ele usou desse método, se o yoga é uma prática que desenvolve longevidade, precisa ser uma prática que você consiga levar para a longevidade, então o estilo de yoga do Iyengar faz esse trabalho. A gente tem uma aula de yoga com props da professora Mariel, eu vou deixar o link pra quem for aluno e quiser praticar, pra quem não for aluno eu vou deixar uma apresentação dessa aula que a gente tem o YouTube e também o link das nossas aulas, pra você ver quantas aulas o YogIN App tem disponível. A gente mais de cem aulas e o aluno pode escolher por diferentes períodos e estilos, você poderá fazer uma triagem de acordo com as suas necessidades, praticar quantas vezes quiser, salvar nos favoritos, então você poderá acessar facilmente essa aula e fazer tudo isso pelo aplicativo ou pelo site. Quem não conhece e quer conhecer aproveita que a gente está por um período, que eu não sei quanto tempo irá durar, para baixar o aplicativo e tem trinta dias grátis para experimentar, pode cancelar antes dos trinta dias, sem custo. Uma oportunidade para você que não pratica yoga começar. A ideia não é substituir a aula presencial, algumas pessoas não tem a possibilidade de frequentar aulas de yoga, às vezes não tem na cidade delas, então para ela seria interessante. Quem  faz em uma escola pode conciliar, aulas online tem essa vantagem de a gente fazer na hora que a gente quiser ou nos momentos em que não tem aula, hoje, por exemplo, eu estou gravando numa sexta-feira de feriado e muitas escolas podem estar fechadas e quando o aluno quiser praticar ele tem a opção do yoga on line, pode fazer um plano simples, tem planos a partir de R$29,00 e escolher um plano pra você ter como um plano B. E pra quem faz regularmente e só tem essa opção, eu sugiro que faça um plano que vocês consigam interagir com os professores (é uma opção, você pode continuar com a aula gravada), o plano Premium a gente consegue interagir e vê-los durante a prática. Então eu encerro por aqui, esse foi mais um Reflexões de um YogIN Contemporâneo, e eu vou deixar o link do álbum que eles gravaram do Menuhin com Ravi Shankar que começa a ligação do yoga com o ocidente, vou deixar o álbum pra quem quiser ouvir. Até o próximo podcast. Om Namah Shivaya!     https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts-yoga-pro-seu-dia-dia

Podcast de Yoga | 26 jun 2021 | Daniel De Nardi

Aprendizado online – Podcast #25

Aprendizado online - Podcast #25 da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo.   A capacidade de aprender é considerada uma metacompetência, uma habilidade que favorece a aquisição de todas as outras. Nunca esteve tão fácil aprender a aprender.   https://soundcloud.com/yogin-cast/aprendendo-online-podcast-25   LINKS   Curso de aprendizado https://yoginapp.com/curso/yoga-aprendizado-e-liberdade/   Curso de Formação de Yoga online - início 6 de agosto https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores/ Reportagem do Podcast   Aprenda Mais reportagem: Você S/A - Junho de 2017. #pesquisavocesa https://t.co/fOAjfCVvvt — Daniel De Nardi (@danieldenardi) June 14, 2017   Aprendizado online Podcast Jovem Nerd https://jovemnerd.com.br/nerdcast/nerdtech/aprendizado-online/ Grupo do Facebook - Conhecendo o Yoga a Fundo    Podcast sobre Vontade de Potência https://yoginapp.com/vontade-de-potencia-podcast-10   Podcast sobre Aprendizado   https://yoginapp.com/aprendizados-podcast-20/   Filme Amadeus no Netflix   Assista a \"Amadeus\" na Netflix https://t.co/VDIDHn4Du3 pic.twitter.com/EzoKPN7ZgD — Daniel De Nardi (@danieldenardi) June 30, 2017   Ubook aplicativo de audiobooks Podcast que se fala do filme Amadeus https://yoginapp.com/narrativas-internas-ariana-na-india-podcast-22 Trilha sonora da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa       Aprendendo Online – Podcast #25 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e está começando o 25º episódio de Reflexões de um YogIN Contemporâneo, um podcast semanal a respeito de assuntos cotidianos e da sabedoria ancestral do yoga. Nesse episódio nós vamos falar sobre aprendizado online, eu já gravei um outro episódio sobre aprendizado, mas este vai ser um pouco diferente, complementar ao episódio 20 sobre aprendizado. O episódio de hoje surgiu porque aconteceram um cruzamento de conteúdo, primeiro o nerd Cast, que é um podcast que eu gosto e acompanho, fez um podcast sobre aprendizado online com o pessoal daLura que é uma escola de tecnologia, inclusive tem cursos excelentes para quem quiser estudar alguma coisa dessa área, eu inclusive sou do Alura, e lá eles discutiram algumas coisas que estão de acordo com o curso que eu desenvolvi aqui no YogIN App sobre Aprendizado, Yoga e liberdade. Então nesse curso eu aprofundo esse assunto passando mais técnicas e toda a jornada do aprendizado, como ela pode ser melhorada, como ela pode ser acelerada ou mesmo retardada, reduzindo o tempo pra que de fato o aprendizado seja assimilado, então vale muito a pena conhecer o conteúdo do curso, vou deixar o link na descrição deste podcast. E hoje a gente vai falar alguns assuntos que já estão lá, mais aprofundados, mas que são de interesses comuns e que aparecem nesses podcasts. No nerd Cast sobre aprendizado online, eles falam duas coisas que eu concordo plenamente. A primeira é a importância da comunidade, então quando a gente vai aprender sobre alguma coisa, o grupo que se envolve e que tem interesse comum ajuda muito no processo de aprendizado, por isso é tão importante buscar grupos de acordo com os seus interesses. Hoje eu uso o Facebook basicamente como ferramenta de pesquisa em grupos, porque lá você consegue uma informação muito mais específica, com pessoas que estão realmente interessadas em discutir e não aquela história de postar algo que recebe um comentário de um amigo zoando e acaba a seriedade da discussão. Além de serem pessoas que estão predispostas a compartilhar o conhecimento e o tempo pra aprofundar determinados debates. Então nesse podcast eles falam bastante sobre os grupos, eu tenho duas sugestões: o grupo que temos no YogIN App que é o Conhecendo o Yoga a Funda, hoje tem praticamente cinco mil membros discutindo diversos assuntos relacionado ao yoga, e a gente faz diversos grupos, inclusive esse meu curso de aprendizado tem um grupo focado para isso, pra debater esse tipo de assunto. Além disso, um grupo que tem funcionado bem é o do curso de formação. Nós sabemos que o envolvimento com um grupo favorece o estudo, a gente vê que a cada turma do grupo de formação, esse grupo fica unido e as pessoas até desenvolvem projetos juntos. Os grupos nos ajudam a entender, ajudam nesse processo de aprendizagem, porque são pessoas que estão com interesse comum, e quando isso acontece, todas as coisas são possíveis, basta ter a motivação e a vontade, daí todo o tipo de aprendizagem acaba sendo efetivo. O segundo ponto que também observo, e isso eu não estou falando como um dos fundadores do YogIN App, mas sim como um estudioso de cursos online. Então, por exemplo, você vai estudar um assunto variado como o hinduísmo, se você for buscando pela internet, Wikipédia e depois alguns vídeos, é um processo válido e para muitos assunto é desta forma que se pode fazer quando não existe um caminho. Mas, quando você tem um caminho traçado por alguém que está dedicando o seu tempo para aprofundar aquele assunto, a trazer mais referências, isso facilita muito a sua vida. Aquela pessoa não será a “dona da verdade” sobre o assunto, mas ela está trilhando um caminho antes de você, ela dedicou muito tempo com esse percurso estudando e aprofundando, então ela vai favorecer esse caminho. Então, para não citar o caso do YogIN App, desse curso de formação que a gente dá justamente esse trilho, mas citando o caso da Alura, caso você queria estudar determinado programa, digamos que seja, o Photoshop, poderá baixar um e-book sobre a técnica, ou ver um vídeo que fale sobre uma ferramenta exata, uma função do programa ou poderá ter um curso preparado sobre Photoshop, no qual o professor irá detalhar cada passo de cada ferramenta, ensinando passo-a-passo e, paralelamente, quando você vai lidando com o programa é um pouco diferente do que o professor fala, muitas vezes acontecem coisas inesperadas, então é só entrar no fórum e em um dia ele o responde. Este processo de curadoria tem muito valor porque é o valor do nosso tempo. Então, quando você estiver estudando, se tiver alguém para sanar as dúvidas, isso vai economizar muito tempo. E o aprendizado depende de você ter calma, ter tranquilidade para dar o tempo de assimilação, mas por outro lado, se você não vê o progresso em seus estudos é natural que se desmotive. Então se a gente puder, de alguma forma, acelerar o processo de aprendizado, isso vai estimular cada vez mais o próprio aprendizado, porque ele fica mais rápido e, consequentemente você efetivamente observando os resultados daquilo, favorecendo a assimilação do seus estudo. Isso vale para o yoga, que é o caso aqui, tanto o curso de formação quanto os cursos esporádicos e as nossas aulas ao vivo, porque na aula ao vivo você consegue ser efetivamente visto pelo professor, além de ter um acompanhamento da sua evolução. O que eu vejo, hoje em dia no YogIN App, é que os alunos que regularmente frequentam as mesmas aulas já são conhecidos pelos professores. Os professores já sabem qual é o nível dele, o que ele pode ou não fazer, então isso é mais um acompanhamento desses que nos poupam tempo e, no caso do yoga, pode nos poupar até uma lesão. Um outro conteúdo que acabou casando na mesma época que o nerd Cast, foi uma reportagem que saiu na Você S/A sobre aprender mais rápido, eu ouvi essa reportagem no Ubook que é um aplicativo que você assina com vários audiobooks e revistas que você ouve. No meu caso, por exemplo, essa revista não seria algo que eu compraria ou pararia para ler, mas podendo ouvi-la no momento em que eu estou no trânsito, pra mim vale a pena. Então, como o assunto é do meu interesse, acabei comprando a revista e depois li com mais atenção, mas essas pequenas dicas vão favorecendo muito, e eu insisto nisto, no podcast como um sistema de pesquisa e de estudo em momentos que a gente está efetivamente perdendo tempo, não é por estar na praia curtindo, mas no trânsito, às vezes dentro do ônibus, parado no carro, perdendo tempo ouvindo uma rádio que não te traz nada e você dedica o tempo em algum estudo, em algo que te interessa. Então o podcast ajuda muito neste sentido e Ubook favorece porque tem diversas revistas que você pode ouvir, e alguns livros, o acervo deles é pequeno, eu falei isso no outro episódio, a Audible tem um acervo maior, mas vale a pena conferir os serviços desta Startup que é o Ubook (também vou deixar o link na descrição). Voltando a reportagem que ouvi no Ubook, foi interessante porque há várias referências que eu também uso no meu curso, como o Cursera, que é uma plataforma de cursos online que se chama Learn how to Learn, é um curso em inglês, mas que faz também esse processo de aprendizado, estuda esse processo de aprendizado, então a reportagem usou este curso como uma das referências. Eles tratam o aprendizado como uma metacompetência, que seria uma competência acima das outras, porque ela te ajuda a adquirir todas as outras, então a questão do aprendizado se encaixa neste conceito. Por exemplo, se você for uma pessoa desorganizada, mas que quer aprender a se organizado, tem facilidade em adquirir uma competência nova como a organização. Particularmente eu não consigo me organizar no sentido de arrumar e dobrar a roupa o tempo inteiro e deixar tudo organizado, mas quando o assunto é o estudo, eu sou bastante organizado porque sei o quanto tempo aquilo me poupa. Então, eu tento dividir bem determinado assunto ou curso em várias pastas dentro do Google Drive e vou organizando aqueles assunto para que, depois quando quiser consulta-lo, possa diminuir o meu tempo de pesquisa. O mesmo eu faço com os e-books, por isso prefiro ler no Kindle, porque é mais fácil de anotar e recuperar a informação que poderia levar tempo para procurar, o Kindle facilita muito mais que um livro em que você cola post-it, faz anotação, enfim. A organização pode ser desenvolvida uma vez que você tenha a capacidade de aprendizado, que é uma das competências mais importantes para o futuro. Se as coisas estão efetivamente mudando cada vez mais, o que a gente está aprendendo, talvez não tenha valor muito rapidamente e só vai conseguir se manter atualizado a pessoas que aprender o processo de assimilação. A tarefa de aprender pode ser captada uma vez que a gente entenda esse processo como, por exemplo – isso é muito mais elaborado dento do curso -, o primeiro momento que gera um incomodo, o primeiro momento quando você vai aprender algo sempre há um incomodo e, então, você precisa ter uma força para vencer o primeiro momento sabendo que sempre quando aprender algo novo isso poderá acontecer. Tenho um exemplo prático do que aconteceu comigo em relação a isso, nesta semana inclusive, eu resolvi mudar o mouse de lugar. Então eu já tenho assimilado na minha mente que ela sempre reclama quando algo novo precisa ser feito e sempre há uma justificativa do novo aprendizado como algo inútil. Mas eu quis fazer como uma experiência, sabendo da resistência da mente, várias vezes eu peguei querendo voltar na posição geralmente usada, mas aí entra a questão do aprendizado, quando eu tenho que fazer algo mais elaborado, coloco o mouse na posição acostumada, mas eu estou testando e treinando o funcionamento do mouse da mão esquerda só como um treinamento de um aprendizado. Um teste que vale a pena fazer, você vai precisar mudar a configuração dos botões, vale a pena fazer e verá como esse processo da dor (neste caso uma dor pequena) é bem percebido, a musculatura mais tensa, o corpo reclamando do mouse, mas conforme você for vencendo, pode chegar o momento em que se pergunte: Será preciso voltar para o que era antes? Então você ganhou uma outra habilidade, simples, mas o processo que foi pequeno, você precisou insistir, de um tempo, sentiu-se incomodado, mas depois o corpo foi se reajustando e, as vezes, até viu o novo aprendizado como algo melhor. Para finalizar, um assunto que também concordamos que a reportagem da Você S/A acabou colocando que é sobre o descanso. Tanto o sono quanto um momento de relaxamento é necessário para a assimilação do conteúdo. Quando só se joga conteúdo a mente não tem tempo de fazer a elaboração daquilo e esses novos caminhos internos dos neurônios que o cérebro vai gerando, é construído boa parte quando a gente dorme ou quando a gente relaxa, diminuindo a atividade mental. Essa é justamente a proposta do yoga e da meditação, então o processo do yoga está totalmente relacionado com esse processo de aprendizado, de diversas formas, mas essa é muito prática, você precisa de um momento do dia para que toda a informação que você está coletando se ajuste na sua cabeça, para que faça sentido na sua cabeça. Não deixe de acessar a área de cursos para conhecer este curso de aprendizado, e também o curso de formação que vai começar dia 07/08. Como falei no episódio passado, quem está gostando dos podcasts eu garanto que vai gostar bastante do curso, onde a gente vai aprofundar, discutir, conversar e se desenvolver e aprender coisas novas juntos, aprender especialmente o que é o yoga, assunto este que dediquei a minha vida ao estudo, a pesquisa e a prática e é um assunto que vale a pena ser estudado porque é muito profundo e tem muita coisa legal, bacana, a história é interessante, ensinamento prático para a nossa vida, então vale a pena não só para aqueles que querem efetivamente dar alas de yoga, mas para aqueles que querem conhecer um pouco mais sobre esse vasto universo de sabedoria ancestral com, pelo menos, 5.500 anos de história comprovada. Fiquem com Mozart e até a próxima semana. Hoje nós vamos ficar com a serenata de Mozart, K361 que é o grande jogo. Primeiro uma observação deste K, é uma curiosidade sobre música clássica que é normalmente você vê Opus. O Opus 320 ou Opus 450 e por aí vai, ele se refere ao número da obra, quando a obra foi classificada, organizada entra nesta categoria. O Mozart teve um classificador, não me recordo o nome dele, mas no caso dele é diferente e 361 é o número da obra dele. Esta música é muito presente no filme Amadeus, que eu falei há alguns episódios. O filme começa com um padre indo visitar um músico, Salieri, que confessa que matou Mozart porque na época em que Mozart surgiu na corte da Áustria, Salieri era o compositor oficial e fez uma série de boicotes para que Mozart não se sobressaísse porque ele era extremamente fã deste e não consegui aceitar a sua superioridade de talento, porque Deus teria dado m talento muito maior a quem ele considerava menor moralmente. A histórica tem um pouco de verdade e um pouco de ficção por conta do cinema, mas efetivamente os talentos tendem a serem boicotados pelos comuns e isso a gente falou bastante no episódio dez que é o “Vontade de Potência” em que a gente fala sobre a obra de Nietsche, que trata da potência que é obstruída pela inveja e muitas vezes pelo medo, e no filme isso é muito nítido, o quanto as forças que estavam em torno, que não aceitavam  a superioridade de talento de Mozart, o quanto elas dificultaram a obra dele de ser comporta. O primeiro momento aqui a gente vai ver quando a música está sendo tocada sem ele, ele a toca e o Salieri fica apenas olhando. E depois, o Salieri confessando para o padre acaba por descrever essa música. Quem ouve o podcast pelo aplicativo vai conseguir ver a cena, inclusive as legendas. Ele começa a falar assim: “No começo, o início é bem simples. É quase infantil. Apensas um pulso: fagotes, trompas, como um acordeão enferrujado, até que, de repente, acima de tudo, em do alto, um oboé. Uma nota única fluindo sem oscilar. Até um clarinete arrebata a melodia com leveza em encanto” “The beginning simple, almost comic. Just a pulse. Bassoons, basset horns, like a rusty squeezebox. And then, suddenly, high above it, an oboe. A single note, hanging there, unwavering. Until a clarinet took it over, sweetened it into a phrase of such delight. This was no composition by a performing monkey, this was a music I had never heard. Filled with such(...)” Então ele fala que o pai dele considerava Mozart um macaco de circo por ter sido estimulado a treinar desde cedo, e isso é um dos processos que facilita muito o aprendizado, ele não se conformava com aquilo, então ele fala que aquela música não poderia estar vindo de um macaco de circo. E ele enche Mozart de elogios, naquele momento que é após a sua morte. E ele fala que aquilo só poderia ser a voz de Deus, nunca ouvira nada igual.

Podcast de Yoga | 25 jun 2021 | Daniel De Nardi

A força das histórias – Podcast #26

A força das histórias - Podcast #26 da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo Esse podcast trata da força de transformação que as histórias tem no desenvolvimento dos indivíduos.   https://soundcloud.com/yogin-cast/a-forca-das-historias-podcast-26 Links Curso de Formação de Yoga https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores/   Informações sobre o curso de Formação Podcast sobre o início do Yoga https://yoginapp.com/o-inicio-yoga-podcast-24 Ashoka Maurya, imperador que converteu-se ao budismo no século Ii A. C   Sobre Dinastia Gupta https://youtu.be/j0kLX2aPgo8?list=PLguXTQeNTLeMSiiz9_d-PiEtM_yT10oQE   Vaishshta Gufa https://soundcloud.com/yogin-cast/diariodeumyogin-9-episodio-o-dia-na-caverna     Trailer - De Canção em Canção https://youtu.be/yuww_5tnaw8   2ª sinfonia de Mahler https://youtu.be/4MPuoOj5TIw   Trilha sonora da série  https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa     Transcrição do Podcast #26 -  A Força das Histórias Olá, o meu nome é Daniel De Nardi, você está ouvindo a 2ª Sinfonia de Gustav Mahler e esse é o 26º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Um podcast semanal a respeito do yoga e doa assuntos cotidianos. O podcast de hoje se chama o Poder das Histórias, o que eu vou tentar mostrar aqui é a força que uma histórica bem contada ou uma história que aconteceu como um exemplo pode nos ensinar e nos transformar efetivamente. Mas antes eu queria falar que eu estou muito feliz, foram muito acontecimentos nesses últimos dias, de trás pra frente, o primeiro deles foi a finalização da terceira turma do curso de formação, então nós finalizamos mais um grupo de 25 pessoas, que estudaram, se prepararam, algumas delas fizera avaliação, outras não. E no dia 07/08 nós começamos a quarta turma, então a gente já vai fechando esta turma, quem tem interesse ainda tem algumas vagas, vou deixar o link na descrição. Dia 07 começa o curso de formação em yoga no YogIN App, eu não vou entrar em detalhes do curso hoje, mas quem tem interesse vale a pena dar uma pesquisada, falei sobre o curso em outros episódios e o que eu vou falar um pouco mais hoje é sobre um outro curso que a gente está desenvolvendo, esse curso já está pronto, o curso da formação, mas como já passaram mais de setenta pessoas por ele, e tem muitos professores que não tem interesse em fazer uma formação, por já terem feito, eles gostariam de se aprofundar, então nós estamos montando uma formação nível 2, ela vai contar com alguns professores do YogIN App e alguns professores convidados que serão: eu, a Mayara, a professora Sá Souza, a professora Renata Mousini, a professora Bianca Vita, a professora Eliana, nós vamos montar um currículo conforme o que acharmos mais importante para as pessoas que já fizeram um formação ou para aquelas que estão para começar a darem aulas e querem um segundo nível, essa formação nível 2 vai começar em setembro e é exclusiva para quem já tem formação em yoga. Quem não tem nenhuma formação, poder procurar uma escola na cidade onde mora ou fazer a formação nível 1 do YogIN App, porque essa vai ser bem mais avançada, só para quem está mais inteirado no assunto. No podcast 24 eu tratei sobre o surgimento do yoga, então abordamos a época de Patanjali, mais ou mesmos 500 anos a.C., agora nós vamos estender um pouco mais ao longo da história, então vamos sair de Patanjali e vamos chegar mais ou mesmo 280 anos a.C. então vamos andar cerca de 220 anos de história. Nesse momento, a Índia passa por uma transformação muito importante, Patanjali compõe os versos dele na época em que é considerada o nascimento de Buda, então tanto o yoga quanto o budismo beberam das mesmas fontes que foram os vedas e as Upanishads, então não se sabe quem emprestou conceitos a quem, os conceitos do yoga, nessa época, esse tipo de literatura e coisas que estão até hoje e coisas do budismo se mesclam muito, sendo difícil diferenciar. Não vou me aprofundar nessas semelhanças, mas a gente pode ver, por exemplo a utilização do número 8, como algo bastante recorrente, isso já era inspiração da Upanishad, termos como pragnya que é um conhecimento profundo, existem tanto no Dhammapada que é um texto importante do budismo, quanto no Yoga Sutra. Mas o que acontece é que o budismo ganhou força naquela época, muito mais que o yoga, em 280 a.C. um rei da Índia, Asoka Maurya, se converte ao budismo – ele tinha sido um imperador bastante doutrinário –, talvez por uma questão de Karma ou sensação de culpa, então ele foi de um extremo a outro porque o budismo prega muito a questão do ahimsa, da não violência, e ele fez com que toda a Índia se convertesse ao budismo e, então o país ficou durante muitos anos, predominantemente budista, entre 300 a.C. a 300 d.C., após esse período surge uma dinastia importante, dos Guptas. Comentei sobre os Guptas em outro episódio, mas o seu domínio se estende mais ou menos de 300 anos d.C. a 700 d.C., eles dominaram praticamente todo o território indiano e fortaleceu novamente o Dharma do hinduísmo, então a Índia voltou debater e a trazer assunto relacionados e buscar sempre como fonte de inspiração. A época dos Guptas, foi de muita produção de cultura, que passou a ser produzidas por todas as castas. Até então, o que era considerado superior era produzido pelos brâmanes, que eram os sacerdotes, eles produziam um conhecimento que tinha valor. A partir dos Guptas passa-se a valorizar todos tipos de conhecimento, de cultura. Então foi um momento em que a população começou a produzir cultura e esse foi o ambiente em que o Tantra floresceu, como um filosofia bastante tolerante no sentido ideológico e um trabalho de fortalecimento da base de todos os indivíduos e não só dos sacerdotes. Então o tantra faz esse processo de valorização de cada indivíduo à medida que cada um passou a ter um valor de divindade. Como um todo, o ambiente era muito tolerante e tinha uma forte presença do hinduísmo, ao final da dinastia, eles coletaram boa parte desta literatura vasta que tinha sido produzida em diferentes espectros da sociedade, e produziram os maiores épicos indianos que mantém a sua grandeza até hoje. Que são o Ramayana e o Mahabharata. Aqui vale pontuar que, muitas vezes, quem estuda yoga e dá aula de yoga sofre um certo preconceito por quem estuda filosofias ou fontes ocidentais. Uma pessoa que estuda filosofia grega, pode ter um certo desprezo para quem dá aulas de yoga. Aquela coisa meio primitiva, meio mística, sem muito valor, sem muita lógica, enquanto por outro lado pode-se  pensar no hinduísmo como algo difícil de ter fontes, muitas referências, escritos em caracteres não tão comuns...Estou falando isso porque as duas principais obras gregas, que acabam influenciando o sistema romano, que por sua vez dá origem ao cristianismo, então toda a nossa base filosófica e espiritual tem inspiração em obras gregas, como A Odisseia (com 12 mil versos) e A Ilíada (com 15 mil versos), juntando as duas obras teremos 27 mil versos, sendo que só o Ramayana, tem 47 mil versos e o Mahabharata tem 140 mil versos. Então esses épicos produzidos na mesma época tem uma diferença absurda em sua produção, em termos de quantidade. Claro que quantidade não significa qualidade, mas o fato é que a Índia teve bastante produção durante a sua história, na fase dos Guptas ganhou ainda mais força, porque os Guptas patrocinavam artistas, poetas, escritores, eles os bancavam para que continuassem produzindo. Você deve estar se perguntando aonde eu quero chegar, sobre o que estou detalhando aqui tem a ver com o yoga. O ponto é que o yoga não foi um assunto trabalhado na época em questão, ele renasce com um comentário de Vyasa, mas ficou muito tempo esquecido após Patanjali. Ele renasce no final da dinastia Gupta com Vyasa comentando os Yogas Sutras e comentando os Yogas Sutras e trazendo de novo esse assunto para a pauta e para as discussões do dia-a-dia. O Ramayana é composto por volta do século VII d.C., a obra conta a história do deus Rama (não cheguei a ler, mas existem vídeos na internet em que você consegue ver e entender a história) que, assim como todas as pessoas, foi jovem, tendo uma série de questões e angustias condizentes a idade. O local em que eles viviam, que é mostrado no Ramayana é Ayodhya e o pai de Rama era Dasharatha. Então vocês já devem ter ouvido um badham que cita Dasharatha, esse badham conta a história que se passa no Ramayana. Em determinado momento do texto, um brâmane, que é um sacerdote, um sábio, chega para o rei e começa a reclamar que haviam demônios atrapalhando o ritual dele, no lugar onde ele mora, e que ele precisa da ajuda de Rama para resolver o problema. Rama estava na adolescência, vivendo um conflito comum a idade, o Rei tinha que servir Vishwamitra, o sábio, porque este já havia ajudado a família real, então ele se via na obrigação de emprestar o seu filho para que pudesse ajudar na luta contra os demônios. Existia um brâmane, um conselheiro dentro do palácio chamado Vashishta - inclusive o lugar onde fui na Índia é a caverna de Vashishta Gufa, é uma lenda que fala que ali era o local em que o Vashishta meditava – que fala para o Rei que irá fazer um trabalho para que Rama fique preparado para a batalha, então após a preparação Ramayana surge pronto para a batalha. Depois existia um texto na Índia chamado Yoga Vashishta, há um conflito em relação ao texto porque quem vê Rama como um deus não gosta de ver o seu momento de fraqueza detalhado no texto, o Yoga Vashishta são textos compostos por Valmiki, o mesmo escritor de Ramayana. É muito comum nas histórias indianas contar uma história dentro de uma história, então ele separou o trecho em que Vashishta se isola com Rama para ensiná-lo e escreveu alguns textos que levaram o nome em questão. Yoga Vashishta são as histórias que Vashishta conta a Rama e que o fizeram se transformar, se modificar internamente e se transformar em outra pessoa, após a conversa ele estava preparado, havia entendido o mundo e o seu papel. As histórias tem um poder muito grande que eu acredito que a transformação interna dependa de um tipo de conhecimento técnico, mais teórico, e uma parte, daquilo que a gente consegue imaginar, porque no fundo os dois conhecimentos vão se entrelaçando, um vai apoiando a outro. Quando você tem mais histórias na sua cabeça consegue criar soluções para problemas bem práticos e intelectuais, por outro lado, se você ficar só como contador da história, muitas vezes não saberá a base do que está contando ou transmitir da melhor forma, porque não terá a técnica essencial para elaborar histórias e expandir a criatividade. O trabalho deste podcast hoje é de justamente nos fazer ver a importância das histórias, das que Vashishta contou a Rama que o transformaram em um grande rei, num grande sábio, foram as histórias que o modificaram. E as histórias que acontecem com a gente, também aquelas que a gente absorve nos filmes, nos livros, tudo isso vai nos dando uma série de informações e vais nos deixando trabalhar com elas e contar a nossa história. Vi recentemente um filme que acabou de ser lançado em que a história de algo que a gente fala muito aqui, sobre não estar bem consigo mesmo, não estar ajustado. Falei em outros episódio que yoga pode ser traduzido por ajustamento também, o ajustamento com o Dharma, o ajustamento com o “eu”, e a gente fala sobre isso, voltar e se alinhar, mas muitas vezes é difícil fazer isso na prática, como está efetivamente acontecendo. Acho que esse filme que vi, chamado “De canção em canção” consegue mostrar bem como uma vida baseada no hedonismo, a busca simplesmente pelo prazer, fazer o que se quer – gera um vazio existencial, porque a pessoa acaba não construindo nada porque ela respondeu a impulsos, o filme retrata isso de uma forma bem executada. O diretor do filme é Terrence Malick, um diretor difícil de assistir (você já devem conhecer ele pelo filme A Arvore da Vida) acompanhei um pouco a sua história não por ter gostado de Arvore da vida, que foi um filme marcante, apesar de não ter gostado.   Embora, nesse filme, tenha um estilo de uma viagem há também uma trilha que acaba marcando, pois tem uma história. Só que se você for assistir ao filme por indicação, encare como um dia em que você vai treinar asana mais forte, ou que você vai meditar por mais tempo, porque ele é um filem que exige uma certa resiliência e nos tira da zona de conforto, a forma como Mailick conta a história é totalmente diferente de como a gente está acostumado, o filme tem mais de duas horas e em nenhum momento é dito o nome de nenhum dos personagens, e a forma como o filme não tem narrativa é tudo em cima dos diálogos, mas o que passa – que é o que eu acho mais válido para o que a gente está detalhando aqui que é o poder de transformação da história – é muito importante, sobre desviar de um rumo, fazer coisas e depois ver que não tinha a ver com você. Então vale a pena, a minha dica vai ficar como ilustração de tudo o eu a gente falou e uma das músicas que faz parte da trilha sonora é a 2ª Sinfonia de Mahler que agora vou deixar mais um trechinho para vocês ouvirem, lembrando que na descrição de cada episódio eu sempre deixo a playlist do podcast que vem sendo construída desde o primeiro episódio, você pode seguir, é uma lista do canal no Spotify. Espero que você esteja aberto para que as histórias toquem, de fato, o seu coração e para que você consiga também produzir e contar a sua história. Tem uma frase do escritor Varga Llosa (que ganhou o prêmio Nobel) em que ele fala “Toda vida merece um livro”.  

Filosofia do Yoga | 24 jun 2021 | Equipe YogIN App

A maior aula de Yoga do Mundo

A maior aula de Yoga do mundo A maior aula regular de Yoga do mundo . O vídeo mostra uma dessas aulas que acontecem em Red Rocks, no estado americano do Colorado. Esta aula que acontece apenas nos finais de semana e durante os meses de junho a agosto pode ser considerada a maior aula regular de Yoga do mundo. Veja mais informações no vídeo! Obrigado a Raissa de Souza Rossi pelas imagens ;)      

guru
Formação de Professores | 23 jun 2021 | Daniel De Nardi

Como escolher um Guru – Podcast #27

Reflexões de um YogIN - episódio 27 No episódio de hoje, falei sobre a escolha de um professor, orientador ou guru de Yoga.   Links Curso de Formação https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores/   Curso de Especialização para Professores de Yoga Experimento Milgram no NetFlix Brilhante - \"O experimento de Milgram\" na Netflix https://t.co/sATzcosWDD pic.twitter.com/b3saCmHbE7 — Daniel De Nardi (@danieldenardi) July 31, 2017 Trilha Sonora da Série Reflexões de um YogIN Contemporâneo     https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa     Transcrição Satya, Um Valor Yogin – Podcast #27 Olá, meu nome é Daniel De Nardi. Você está ouvindo Maria Callas cantando uma ópera de Puccini. Estamos começando o 28º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Nesse final de semana nós gravamos, como eu falei no podcast passado, o curso de especialização para professores de yoga. Então será um curso voltado para aqueles que já fizeram alguma formação, seja no YogIN App ou em uma formação presencial em algum lugar. O curso é voltado para quem já está dando aula ou para quem já fez a formação e tem interesse em dar aula. Foi um curso muito especial, com conteúdo muito rico. Nós começamos com a Renata Mozzini, ela trabalhou com a questão de como montar uma aula de acordo com aquilo que você gosta, ou que o seu aluno precisa, depois a Bianca Vitta falou muito sobre as correções, do toque, o ajustamento perfeito e a adequação da prática para os diferente níveis de dificuldade dos alunos, e a Sá Souza filmou especialmente sobre yoga pra gestantes, como proceder quando uma aluna gestante estiver em aula, embora isso pareça simples e tenha algum tipo de orientação nos cursos de formação, ela falou mais de três horas coisas extremamente interessantes. Então, valeu muito a pena, eu mesmo aprendi bastante, e os próximos cursos estão sendo gravados, vamos montar com seis professores, vai ficar muito bom para aqueles que estão na jornada como professor de yoga. O assunto de hoje do podcast é Satya, que é a verdade. A verdade é um valor muito importante, muito precioso para os yôgins porque a Índia, como um todo, ao longo da sua história, sempre fez uma busca pela verdade. Nos textos indianos é muito mais uma busca pela verdade do que um discernimento entre o bem e o mal, a verdade é aquilo que se busca. A verdade na expressão de si mesmo e como uma coerência existencial. O brasão da Índia tem a frase “Satyameva jayatê”, da Mundaka Upanishad, que significa “no final a verdade triunfará”, porque se você constrói algo em cima da mentira, aquilo se desmancha. Só a verdade que se sustenta, então efetivamente o que nós somos é uma verdade, porque o que a gente realmente é fica e é aquilo que a gente tem que manifestar mais, então é muito importante, dentro do processo do yoga, a gente fazer esse trabalho e esse questionamento interno, se estamos realmente sendo coerentes, verdadeiros. Essa coerência é muito importante para o estilo de vida de um yôgin, entre aquilo que sente, que percebe, aquilo que pensa e aquilo que efetivamente age. Existe um episódio clássico da vida de Gandhi, em que ele foi dar uma conferência no Parlamento inglês, e ele acabou colocando tudo aquilo que realmente acreditava, que a colonização não estava sendo boa para a Índia, falou num certo assim, um pouco agressivo, de forma a desconcertar muitos dos parlamentares, o discurso durou cerca de duas horas. Ao final os repórteres que o viram discursando perguntaram ao assessor de Gandhi como ele discursou durante duas horas sem ter nenhuma anotação como apoio e consulta, o assessor respondeu que quem necessita de papéis para verificar as anotações eram eles, incluindo a si mesmo, que estavam acostumados a falar uma coisa e sentir outra. Como Gandhi buscava uma vida de coerência, claro que como ser humano certamente tinha os seus defeitos, mas ele tinha essa busca pela verdade, pela coerência, então ele não precisava, segundo o assessor, consultar alguma referência. O que ele falava era o que estava sentindo e pensando, e ele manifestava aquilo através da voz. Isso é muito interessante porque é uma demonstração de espontaneidade, de algo verdadeiro. E o Satya e Sat tem o mesmo prefixo que é o de existir, então a verdade é o que existe. Algumas coisas que a gente pode observar, que pode nos ajudar nessa busca de coerência, nesse trabalho de coerência vão muito do cumprimento de contratos, sejam internos, aqueles que você faz consigo ou de externos, com outras pessoas. Não existe muito uma dissociação, então cumprimentos de contrato, quaisquer forem. Essas duas habilidades andam lado a lado, uma vez que você cumpre o que diz a si mesmo, acaba tendendo a cumprir com outras pessoas. Daí você me diz “ah, eu vou ficar muito quadrado, nunca vou poder mudar de planos”. Claro que mudar de planos é sempre necessário, devemos estar abertos para o erro, mas o ponto é que se você não cumpre a sua palavra começa a perder uma força interna, uma força mental de execução. Quando você cumpre o que diz, vai criando uma confiança que aumenta à medida que você cria projetos mais elaborados. Se não cumpre o que diz para si, pode achar normal também não cumprir para com as outras pessoas e isso vai enfraquecendo a sua capacidade de realização e, até mesmo, a sua coerência interna porque sente que deve fazer algo, diz, pensa e age de forma coerente, agora sentir e não fazer por preguiça e em outro momento não fazer também vai criando um nível de incoerência a ponto de que a mentira sempre revela esta incoerência. Um pouco de mentira faz parte da vida, não tem como a gente viver em uma sociedade sendo cem por cento sincero, mas o ponto aqui, o que vale mesmo é o que se faz consistentemente na vida, se você tem uma coerência na sua existência, uma coerência de constância, isso traz espontaneidade. Não criando papéis para interpretar, simplesmente manifestando aquilo que efetivamente é você. Essa coerência vem com essas coisas aparentemente que não tem uma relação como esse cumprimento de verdades nas suas palavras ou atitudes. E esse tipo de treinamento, de cumprir as coisas, precisa ser pensado antes de se fechar o acordo. Por exemplo, se combina algo com alguém, mas no ato não está muito afim, inventa uma desculpa e não vai, isso vai criando uma aceitação da mentira. Quando decide ter tarefas é importante ter certeza se elas tem real sentido para você e se vai consegui entregá-las, porque se não, não se comprometa, é melhor assim do que no final não dar um resultado prometido. Ao fazer uma meditação, por exemplo, pode-se treinar isso, ao fazer uma meditação de dez minutos, que é um tempo muito bom (meditação de dez a quinze minutos tem um tempo excelente, o recomendado), mas aí em cinco minutos após começar já se começa a reclamar e mais dois minutos depois você para. É uma quebra de contrato, houve o comprometimento em se fazer com dez. Ou se faz uma meditação de cinco minutos ou não se faz, porque cumprir com o que se determinou, é parte do processo meditativo. A mente sempre vai dizer o que é mais importante no momento da meditação, ela vai tentar desviar do que é prioridade. “Ah, então eu vou ficar sempre em cinco minutos?” não, eventualmente você vai ter que se desafiar, sair da zona de conforto, perceber que faz sentido sair dela e, então, vai passar dos cinco para os dez. Mas o dia em que se decidir fazer dez ou quinze, precisa cumprir com o prometido, no dia seguinte você pode até recuar, mas precisa cumprir o que determina, isso vai criando um poder interno, crescente, porque a cada contrato cumprindo se ganha uma confiança interna, e se cumpre um contrato com uma pessoa também se ganha confiança e mais crédito com ela. A confiança, que é baseada na verdade, cresce e nos dá mais poder de realização e de manifestação da nossa espontaneidade. Então o que eu queria falar hoje é sobre o Satya que é esse yama muito importante, um dos conceitos éticos do yoga. Hoje escolhi uma ópera, apenas no episódio quatro que coloquei uma – A Flauta Mágica –, e hoje trouxe uma de Puccini que é o compositor de ópera...acho que ele e o Verdi são os mais populares, inclusive essa que você vai ouvir agora, Madame Butterfly, uma das óperas mais populares que já foi escrita. Para quem não sabe, o Japão, no final do século XIX e início do XX, era um país extremamente fechado, não tinha abertura para nenhum país próximo e muito menos para o ocidente, esse processo foi começando aos poucos, mas o que aconteceu foi que os EUA começou a fazer investigações no Japão, levar militares para lá, que tiveram casos com muitas japonesas deixando-as por lá, depois. A história de Madame Butterfly é contada neste contexto, final do século XIX, um militar americano chega ao Japão, compra uma terra e ganha uma gueixa, uma menina de dezesseis anos, e promete casar com ela. O amigo dele, cônsul do Japão, alerta ele de que será muito difícil para ela, ele a fará sofre demais, ele não dá muita bola, mas vai embora dos EUA e diz que vai voltar. A menina fica a sua espera, recebe um pedido de casamento de um outro home, mas não aceita e todos ficam tentando alertá-la de que ela vive uma via ilusória, ela não acredita. Um dia ele volta, porém com a esposa americana, a Butterfly, a gueixa, havia tido um filho dele e leva o menino para uma casa e acaba se suicidando na frente dele. O Japão tem um alto incide de suicídio, muitos causados pela verdade, pela honra. Quando ela se suicida, retira do baú um punhal, que e o pai dela havia cometido um seu, conhecido como haraquiri, um suicídio, um ritual de suicídio. No punhal estava escrito: com honra morre aquele que não mais com honra pode viver. A verdade fere esta ideia antiga, mais do que a vida. Vocês vão ficar com Maria Callas, que foi uma das maiores cantoras de ópera de todos os tempos. Passou um série sobre ela no canal GNT, chamado Callas, quem puder ir atrás, no site da Net pode-se acessar programas antigos, vou deixar um link com a reportagem sobre esse documentário. Maria Callas a vida inteira cantou a ópera, e no fim, quis viver aqueles dramas todos. Teve um relacionamento com Onassis, largou o marido dela para viver com ele, porém este era uma galanteador, ele estava mais preocupado em fazer fama e ela era uma das mulheres mais desejadas no mundo todo, na época e ele a abandonou, fazendo com que ela viesse um final de vida sofrido. Tem um filme sobre Maria Callas que concorreu ao Oscar alguns anos atrás, focando, principalmente no final de vida dela, quando a voz dela começou a falhar e após os problemas amorosos sofreu muito, após o término com Onassis entrou em depressão. Uma das vozes mais lindas da ópera, das mais conhecidas, equivale ao nosso tempo o que é Luciano Pavarotti, com vocês um trecho de Madame Butterfly cantado por Maria Callas. Até o próximo Podcast.