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Podcast de Yoga | 16 jan 2021 | Daniel De Nardi

Homo Deus – Livro resumido e Comentado

Homo Deus - Livro resumido e Comentado Uma série de 4 podcasts resumindo e comentando o livro Homo Deus, de Yuval Noah Harari.

Podcast de Yoga | 15 jan 2021 | Daniel De Nardi

Mascarados – Podcast #101

Mascarados - Podcast #101   O 101º episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo tem um formato diferente: interpretação de uma música do cantor Rubel pelo professor Lucas De Nardi. LINKS   Inscrição gratuita na JORNADA PARA SER PROFESSOR DE YOGA   Curso online para Formação de Professores de Yoga Playlist da série   Perfil do Instagram da série   Letra Da Musica Havia uma sacola com uma mascara E uma garota a encontrou De início teve medo Não sabia o que fazer E nem como compor Mas colocou sobre o seu rosto E lhe caiu tão bem Ficou Acometida pela euforia de uma nova face se lançou Na rua e o mundo lhe retribuiu com flores Ninguém duvidou Que a mascara cobria um rosto que antes era só Temor E nada parecia lhe fazer parar de acreditar Que o novo rosto, e forte, na verdade sempre fora o seu E mesmo que alertassem Ela respondia só Sou eu Mas teve um dia que ao descer à rua O mundo desabou Outros tantos lindos mascarados transitavam sem pudor Ajoelhou com raiva Olhou pros céus E antes de gritar Chorou E ao se levantar Olhou pros mascarados Condenou São todos falsos Tantas cópias De um rosto que antes era meu Ninguém lhe dava ouvidos Ela então cansada se desmascarou E sorriu E dizem que sorrindo ela entendeu Que a vida só se dá Pra quem se deu

Por que meditar parece tão difícil?
Qualidade de Vida | 14 jan 2021 | Equipe YogIN App

Yoga no Everest

Yoga no Everest Dr Jon Kedrowski alpinista profissional 🧗‍♀️ com 4 cumes do Everest (ponto mais alto do globo 🌍). Jonkedski é praticante de Yoga 🧘🏻‍♂️ e usa as técnicas nos momentos mais extremos nas expedições em montanhas 🏔 . Nesta foto, ele ensina algumas posturas a outros alpinistas do seu grupo no heliponto do acampamento 🏕 base do Everest 🏔.    

YOGA PARA INICIANTES - 6 DICAS PARA COMEÇAR
Dicas de Yoga | 13 jan 2021 | Daniel De Nardi

YOGA PARA INICIANTES – 6 DICAS PARA COMEÇAR

Yoga para iniciantes - 6 dicas para começar já! O começo de qualquer atividade é sempre um pouco estranho. Não conhecemos o meio em que vamos pisar, seus trejeitos particulares ou gestos ocultos. Mas também é sempre a possibilidade de novas descobertas, de outras aventuras e experiências. No final, conhecer algo novo sempre vale a pena, mesmo que seja apenas uma vez, mesmo que seja só pelo novo aprendizado. Iniciar a prática de Yoga é começar a entender um universo de conhecimento que vem crescendo por mais de cinco mil anos. É como acessar um site que vem sendo alimentado por usuários do mundo todo ao longo de séculos. Claro que você não fará o acesso todo de uma vez. Sun Tzu, autor de A arte da Guerra, falava sobre os cuidados que os guerreiros devem ter sempre que pisam em território desconhecido. É preciso ir aos pouco, mas neste caso o começo é bastante simples.   DESEJA SABER O QUE É O YOGA?   Qual melhor tipo de Yoga BLOG from YogIN App on YouTube. INVISTA EM UM BOM MAT Você já deve ter visto as pessoas andando de lá para cá com seus tapetinhos enrolados nas costas. Pois bem, o mat representa para o yogin o mesmo que uma bicicleta para um ciclista - o local onde ele vai viver suas alegrias daquela atividade. Com um tempo geramos uma relação afetiva com o objeto. Um bom mat ajudará muito na sua experiência, é um dinheiro bem gasto que vale a pena o investimento.   ENCONTRE UM LUGAR AGRADÁVEL A medida que você aprimora sua capacidade de foco e abstração dos sentidos, o local passa a ter menos importância, entretanto, especialmente para o iniciante, é essencial que o local de prática seja arejado, iluminado, de preferência pelo sol, limpo e quieto. Nas primeiras práticas, você precisará deste “isolamento” para poder prestar mais atenção no seu corpo, respiração e sensações. Quanto menos dispersão fora, mais experiências dentro.   DESLIGUE O CELULAR Mesmo que você vá usá-lo para colocar as músicas da aula, mantenha-o no modo avião. O Yoga acontece da pele para dentro. É preciso esquecer um pouco o turbilhão de coisas que estão acontecendo lá fora para se dedicar ao que acontece dentro. Deixe as dispersões para depois da prática, você terá muito tempo para elas.   new RDStationForms(\'e-book-yamas-e-niyamas-1f965e8db29fe9c4625b-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();     VIVA NO PRESENTE Essa dica pode parecer um pouco clichê, mas não há nada tão importante para a qualidade da prática do que você estar com 100% da sua consciência no momento em que executa alguma técnica. Os efeitos do Yoga muitas vezes são sutis, sensações que nos ensinam sobre nós mesmos, e se você estiver pensando em outra coisa no momento em que essas sensações vierem à tona, elas escaparão como uma mão tentando agarrar o ar.   ESCUTE SEU CORPO Um dos objetivos da prática do Yoga é ampliar a consciência corporal, então, seria discrepante se o praticante não atentasse para os sinais que o corpo envia. Para o progresso dentro da prática é essencial o constante contato com esses sinais. Vejamos, por exemplo, a evolução dentro de um alongamento. Quando alongamos, o corpo precisa de um tempo, que varia de pessoa para pessoa, para começar a se soltar. Se o praticante não presta atenção nesse tempo, irá forçar o alongamento antes da hora e o corpo irá enrijecer num grau que não haverá força que fará ele evoluir no alongamento. É preciso que se respeite este tempo interno do corpo para cada modificação, desprezar isto é adiar em meses o progresso na prática. Além disso, ouvir o corpo é a garantia evitar qualquer tipo de lesão.     ANOTE SEUS PROGRESSOS Tenha um local onde você possa anotar seus progressos. Pode ser aqueles cadernos de anotação indianos que lembram os Moleskines ou uma página no Drop Box. Fazer anotações dos seus insights durante a prática ou de aspectos puramente físicos como o ponto em que suas mãos tocaram as pernas em determinadas posições possibilitará um acompanhamento mais preciso da sua evolução na prática. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Podcast de Yoga | 12 jan 2021 | Daniel De Nardi

A transcendência da flor de Lótus – Podcast #92

A transcendência da flor de Lótus - Podcast #92 A devoção que a flor de lótus recebe na cultura hindu, aparecendo em muitos contos mitológicos e gravuras, se deve em boa parte ao exemplo de auto aperfeiçoamento que ela dá. Suas raízes nascem cravadas ao lodo fétido, e é desse lodo que ela extrai os elementos para externalizar uma flor colorida e perfumada. Hoje usarei a Literatura para me explicar, pois ela é um excelente analisador de fatos, pois trata daquilo que não se vê, do que não é evidente, do que não se pode medir, mas que foi captado por pessoas mais sensíveis que percebem antes as mudanças do mundo. LINKS https://yoginapp.com/planos/ Álbum no Spotify do filme Madame Bovary https://open.spotify.com/album/6ymsyqe2Q6PZcuCJK4D85t?si=SBRzcaZCSzanI9ZgrdoC5A   Perfil do Instagram da série - Reflexões de um YogIN Playlist das músicas da série Transcrição Na verdade, este texto não é sobre o aperfeiçoamento de Flaubert, mas sobre a possibilidade de auto aprimoramento de cada um de nós. A devoção que a flor de lótus recebe na cultura hindu, aparecendo em muitos contos mitológicos e gravuras, se deve em boa parte ao exemplo de auto aperfeiçoamento que ela dá. Suas raízes nascem cravadas ao lodo fétido, e é desse lodo que ela extrai os elementos para externalizar uma flor colorida e perfumada. Hoje usarei a Literatura para me explicar, pois ela é um excelente analisador de fatos, pois trata daquilo que não se vê, do que não é evidente, do que não se pode medir, mas que foi captado por pessoas mais sensíveis que percebem antes as mudanças do mundo. Li livros importantes, fiz oficinas de escrita, publiquei alguns contos em meu blog, mas não me considero um profissional de Literatura. O que direi aqui é fruto dos meus estudos, especialmente porque o Marne, meu professor de literatura, amava Flaubert.   “Madame Bovary c’est moi” Talvez esta seja uma das mais famosas frases saídas da boca de um escritor e quem a disse foi Gustav Flaubert. Quando Flaubert apresentou aos seus amigos as primeiras versões da sua obra-prima, Madame Bovary, eles aconselharam-no a largar a carreira de escritor.  Entretanto, o teimoso Flaubert estava convicto de que sua história valia a pena ser contada. Nas primeiras versões de Madame Bovary, Emma Bovary a personagem principal, era uma beata, uma personagem descrita de forma rasa e que pouca empatia gerava com os leitores. Após incessantes correções, Bovary tornou-se a primeira adúltera da Literatura Mundial. Entre um rascunho ridicularizado até uma obra imortalizada há uma distância quase infinita. Um nível de aprimoramento alcançável apenas aos obstinados. Flaubert era um perfeccionista, passou 5 anos procurando “le mot juste” (a palavra precisa)  para cada linha do seu livro. Passeava pelas ruas de Paris entoando frases em voz alta de Madame Bovary para analisar a métrica e o ritmo das palavras dentro do texto. Revisava incessante mente seu texto “Hoje ganhei meu dia, escrevi mais um parágrafo.” Anotava nas cartas que escreveu aos seus familiares. A publicação de Madame Bovary aconteceu em capítulos num jornal parisiense, durante dois meses e meio. Quando a história terminou, Flaubert teve que responder um processo por atentado ao pudor. Dispensou o advogado e escreveu sua própria defesa. Absolvido, juntou os capítulos e publicou sua primeira edição com vendas esgotadas. Madame Bovary marcou a Literatura, pois Flaubert teve a coragem de mostrar um mundo onde nada é perfeito. Onde há traições e vontades ocultas, embora no discurso a maior parte das pessoas negue. Hoje em dia isto parece até mesmo clichê, mas na França de 1857 poderia levá-lo a cadeia. “Esta Madame Bovary não possui virtudes” dizia uma parte da acusação. A intensidade com que Flaubert se envolveu com sua personagem foi tamanha que quando escreveu a cena em que Emma se envenena, Flaubert parou no hospital com sintomas de envenenamento. Quando perguntado quem era Emma Bovary ele respondeu com frase imortal “Madame Bovary c’est moi” “Eu sou Madame Bovary” O que imortalizou Flaubert na História é ter dado um dos passos mais importantes da Literatura. A Literatura começa com os gregos e suas Odisséias. Shakespeare traz o drama dos Deuses para a vida real. Só que até Flaubert, havia um certo maniqueísmo na narração das histórias, uma eterna luta entre o bem e o mal, entre Hamlet X seu tio traiçoeiro, entre santos e diabos. Podemos dizer que a Literatura tinha apenas dois plano e Flaubert tridimensionalizou os personagens. Tal como a vida real, ninguém em seu conto é completamente bom e tampouco totalmente ruim. Flaubert abriu os olhos do mundo para a complexidade humana, com suas variáveis infinitas e reações inesperadas. Sim, poderia uma mulher com uma vida aparentemente perfeita trair seu marido fiel! O processo de pegar o rascunho e melhorá-lo até que se torne um livro eterno é opção de cada um. Claro que nenhum samádhi levará o Homem à perfeição. Podemos sim, polir nossas atitudes, melhorar nossas reações, viver de maneira a nos preencher do que queremos e merecemos. Isto precisará de certo esforço, quem sabe 5 anos dizendo aos ares aquilo que se quer.

Podcast de Yoga | 11 jan 2021 | Daniel De Nardi

Teoria dos Códigos dos Grupais – Podcast #38

Teoria dos Códigos Grupais - Podcast #38 Nesse episódio apresento uma antiga teoria sobre como os grupos se comportam e como aprender mais sobre eles.   https://soundcloud.com/yogin-cast/teoria-dos-codigos-grupais-podcast-37   Links     Trilha Sonora da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa     Transcrição     Teoria Dos Códigos Grupais – Podcast #38   Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e está começando um 38º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast semanal onde falamos sobre assuntos do yoga, conceitos das filosofias indianas e, também, sobre assuntos cotidianos. Já que a gente está falando em uma reunião, num grupo de muitos yôgins que estarão juntos na semana que vem, eu trouxe um vídeo antigo que eu tinha, que será passado como áudio para os ouvintes do podcast, quem assina o YogIN App e assiste as aulas no aplicativo poderá assistir o vídeo. Este vídeo eu gravei há um tempo sobre uma teoria que eu tinha em relação ao códigos grupais, que os grupos tem determinados códigos e a percepção desses códigos nos ajudam no aprendizado do meio que o grupo está trabalhando, que o grupo tem como atividade comum. Vou deixar o vídeo para vocês e desenvolver mais essa ideia, mas é o que eu vou deixar como essa aula, como o podcast de hoje. Ao final, vamos ouvir um outro alemão chamado Brahms. Brahms nasceu um pouco depois da morte de Beethoven, que nasceu em 1770 e morre em 1827, Brahms nasce em 1833, seis anos após a morte de Beethoven, e morre em 1897. Ao longo da sua vida ele desenvolveu e apurou ainda mais o estilo romântico fundado por Beethoven. Brahms é da mesma linha que Beethoven em termos de qualidade de música, inclusive, a sua primeira sinfonia é considerada a 10ª Sinfonia. Beethoven escreveu nove sinfonias, a nona é a mais conhecida, mostramos aqui em algum episódio que não me lembro qual. O interessante da história de Brahms é que ele viveu em 1870, nesta época a força estava sendo transferida para os consumidores, a força e o poder econômico não era só dos reis. Quem viu o filme Amadeus, viu a situação em que Mozart se coloca, de ter de agradar o rei, o duque ou o seu patrocinador. E começam a fazer lobby em cima de sua música, falando mal dele por inveja o que faz com que ele perca o seu posto (de agradar a nobreza do Austro-húngaro, na época). Brahms, já é de uma época em que os músicos fazem sucesso por uma aceitação do público, então ele começa a fazer sucesso por uma aceitação do público, então, ele passa a ter que agradar ao público, ao gosto faz pessoas que o ouviam, não apenas de uma pessoa. Brahms escreve algumas sintonias e concertos que o tronam famoso, e ele vive uma vida financeira muito tranquila, diferente dos seus antecessores que tinham de agradar a nobreza ou o clero ou viviam na miséria. A burguesia crescer, tem poder de escolha e isso é muito interessante porque a música voltada para o indivíduo, não para agradar apenas uma pessoa de qualquer forma. Em 1870, Brahms recebe um convite da Universidade de Breslau, ele responde com uma carta, algo que o reitor não gosta, pois acreditava que a ocasião merecesse uma comemoração maior. Brahms escreve, então, uma música que é a abertura para uma festa acadêmica, para ser usada para a formatura de uma turma. Se fosse hoje, seria como se Bono Vox compusesse uma música para a sua turma de faculdade. Ele era muito conhecido na época, então gerou-se um burburinho ao redor. Vou deixar o vídeo/áudio desta minha teoria que desenvolvi há um tempo atrás e em seguida vai entrar a música “Abertura de uma Festa Acadêmica” de Brahms. Até o próximo episódio, espero vê-los no sábado e no domingo no Yoga Lifestyle BR, evento que vamos organizar aqui em São Paulo na semana que vem. Uma boa semana e até a próxima. Hari Om! “Olá, Então, hoje uma amiga minha falou pra mim ‘Daniel, agora quem você aprendeu a fazer vídeos você não vai mais escrever’. Isso em parte é verdade, tenho escrito com uma certa constância, mas os vídeos facilitam muito, tanto a minha parte para desenvolver um assunto que demoraria algumas horas para escrever quanto da parte daquele que está ouvindo ou que está lendo que muitas vezes não gostaria de perder tanto tempo para se dedicar a este assunto. Fico feliz, vou continuar fazendo os dois trabalhos. Hoje eu vou falar sobre a Teoria dos Códigos Grupais, foi uma teoria que eu criei, quem sabe esta teoria já existe, em alguma área da psicologia que estuda grupos ou comportamento de manadas, mas o fato é que eu dei uma pesquisada na internet e não encontrei nada neste sentido do que eu vou dizer agora. O objetivo não é ser uma teoria científica, com um embasamento teórico, mas algo empírico que foi observado e que de fato funciona quando a gente coloca em prática. A teoria fala sobre os comportamentos dos grupos e os códigos que os grupos possuem. Todo grupo possui determinados códigos, alguns que são explicitamente falados, outros não. E são esses códigos mais sutis que são essenciais para aquele que quer se desenvolver em determinada área. Digamos que você deseja se desenvolver na área do esporte, da corrida, e aí você começa a correr com determinado grupo, e um dia você faz um comentário como ‘Eu treino sempre em jejum’. Aquele grupo talvez quisesse chamá-lo para integrar a equipe em uma corrida, este comentário que vai contra o que todo o corredor com o mínimo de conhecimento sabe (que correr em jejum não faz bem) vai fazer com que o grupo te deixe de fora da equipe que seria montada. Então, o desenvolvimento das áreas, dos grupos depende desses conhecimento sutis, de a gente observar como se comportam as pessoas que fazem parte desse grupo, como se comportam os líderes daquele grupo e, também, quais são as palavras, os jargões utilizados por eles. Os jargões são essenciais dentro do desenvolvimento dos grupos, digamos que você comece a trabalhar no mercado financeiro, por exemplo, ou que você comece a operar da sua casa no mercado financeiro. Se não conhecer termos da área (como, por exemplo, o termo “venda a descoberto”), vai limitar a sua gama de operação dentro desta área, limitando também o seu desenvolvimento dentro desta área. É essencial que a gente conheça os termos e os códigos sutis, os códigos comportamentais não explícitos. Vamos na área de literatura, que a gente filmou no vídeo passado. Se você quer falar sobre literatura ou escrever, é preciso conhecer os comportamentos dos escritores e precisa saber quais são os livros essenciais que eles leram. Todo o escritor leu, por exemplo, Madame Bovary (do Flaubert), leu Dostoievski, leu Marcel Proust. Pode ser que você não goste destes livros, mas se você quiser se desenvolver nesta área é preciso ter o mínimo de conhecimento deles. Então, fica aqui uma dica para a gente ter mais atenção para esses códigos sutis nas áreas que a gente quer desenvolver, é essencial que você observe o tipo de comportamento e as linguagens pra progredir e não limitar o seu desenvolvimento nessas áreas. A partir do momento em que a gente começa a conhecer esses códigos, é como se todo o conhecimento do grupo ‘escorresse’ até você, o grupo começa a fluir conhecimento, a te ensinar mais e aí você começa a aprender mais nesta área porque é como se você tivesse uma ligação com o inconsciente coletivo daquele grupo e para acessá-lo é necessário conhecer determinados códigos e esses códigos são grupais e sutis que a teoria se propõe a explicar um pouco mais. Obrigado e até o próximo vídeo!”      

Filosofia do Yoga | 10 jan 2021 | Livia Aranha

Psoas, Ansiedade e Equilíbrio

O músculo Psoas relação direta com o sistema nervoso e com respostas emocionais A ansiedade é algo que pode atacar qualquer um de nós de modo inesperado, todo mundo hora ou outra passa por um momento d nervosismo, preocupação e ansiedade de tempos em tempos. Sentir-se ansioso é algo tão natural quanto beber água, e quando não percebida a tempo pode tomar conta do nosso corpo, mente e alma. Semana passada, eu estava me sentindo assim muito ansiosa, bateu um bode danado. A mudança de país, a preocupação com o projeto novo, a necessidade de sair o tempo todo para conhecer pessoas, formar vínculos em uma cidade nova, tudo isso pra quem presa muito o silêncio como eu foi se acumulando dentro do meu corpo, e quando menos percebi acordei chata, triste e sem perspectiva. Acordei completamente perdida, me achando feia, me dei nomes, e me comparei aos outros. Eu não entendia o que estava acontecendo, parecia que tudo o que eu tinha aprendido entre a India e o Nepal, fazendo trilha sozinha, praticando yoga, estudando o Sutras, tudo tinha evaporado. Confesso que a minha primeira reação foi querer não fazer nada, queria passar o dia todo olhando o Instagram, mas de repente olhando minhas próprias fotos, algumas bem antigas com frases de incentivo que eu mesma escrevi, achei uma de mais ou menos um ano atrás em que eu estava em EKA PADA RAJA KAPOTASANA pela primeira vez. Era dia de filmagem, eu tinha trabalhado 14hs seguidas e mesmo assim cheguei no hotel, fiz alguns Suryas Namaskars e tentei fazer a pose. Deu certo! O que isso tem a ver com o Psoas e a minha ansiedade? Simples, essa foto me lembrou de que mesmo na correria de filmagens, trabalhando sem parar e quase sem energia, eu achava tempo para praticar yoga. Podia estar exausta, mas mesmo que fizesse práticas pequenas de 5 –10 minutos, só pelo simples fato de eu abrir um pouco meu quadril e alongar o Psoas diariamente, a minha mente era outra. Eu estava pouco preocupada se estava bonita, se era legal, se os atores com quem trabalhava ia com a minha cara ou não. Eu estava feliz e era isso que importava, ao contrário dessas últimas semanas em que passei muito tempo sentada escrevendo e sem praticar. Muitos anos atrás, em uma das minhas primeiras experiências com yoga ainda em Washington-DC, lembro da professora que já tinha seus 50 anos e muita experiência, terminar a aula na posição do Pombo - Eka Pada Rajakapotasana e dizer a seguinte frase: “Relaxa, aproveita esse momento para perceber todos os sentimentos que vão surgindo”, ali deitada sobre a perna direita e com a esquerda esticada para trás me lembro de pensar: Relaxa? Relaxar o que?! Essa mulher tá louca. Lembro também que saí daquela aula flutuando, com muita clareza e de pouco em pouco me tornei adepta a pose que aquele dia tanto me fez suar. Em uma outra aula, com outra professora, lembro de ter feito um modificação de “low lunge” na parede. “Anjanayasana - libera a raiva que está acumulada dentro de você”, dizia ela, enquanto nós todos sofriamos segurando aquela pose por 90 segundos. Não há dúvidas de que o nosso consciente e todas as nossas experiências dependem do nosso corpo, isto é a mente e o corpo são de certa forma inextricáveis. Mesmo que muitas pesquisas parecem já ter descoberto que a mente têm um poder por si só, um poder que pode ser alcançado através da meditação, reflexão, e treinos, para a maioria de nós o nosso estado mental ainda é o reflexo da nossa postura física. Depois daquela aula lembro de andar até em casa pensando – cara, que negócio incrível, quer dizer então que se guardamos todos esses sentimentos negativos pela região do psoas, não é à toa que bate aquela dor na lombar, aquela cólica forte em época de menstruação (para nós mulheres) e para aqueles que que passam muito tempo sentados em frente ao computador rola uma certa ansiedade e desespero de sair correndo depois do trabalho. Não é à toa que o Psoas é chamado o músculo da Alma. Relaxando a musculatura do Psoas, melhoramos a passagem de ar pelo corpo, melhoramos circulação e liberarmos também adrenalina, endorfina e demais toxinas que se acumulam pelo corpo e são os grandes causadores de stress, ansiedade, raiva, e todos aqueles sentimentos negativos que surgem as vezes não sabemos de onde e nem porque. Para quem não sabe o Psoas é o músculo mais profundo e estabilizador no corpo humano, e portanto é o responsável pelo nosso equilíbrio estrutural, a amplitude dos nossos movimentos, o funcionamento dos órgãos do abdomen e a mobilidade articular. O psoas é o único músculo que conecta a sua coluna à suas pernas e está ainda ligado ao seu diafragma, ou seja é responsável por tudo mesmo – seus movimentos, sua respiração, e a passagem de sangue e linfa para as células do corpo humano. E o que isso quer dizer? Simples, o “de acordo com pesquisas recentes, o Psoas é senão um órgão de percepção composto de tecido bio inteligente que incorpora literalmente o nosso desejo mais profundo de viver.” E é claro que se esse músculo tão importante vive tensionando, preso, sem mobilidade nenhuma, nossa vontade de fazer as coisas consequentemente também diminui. Tudo aquilo de negativo que sem querer pensamos durante dias, meses, as vezes até anos no caso de uma pessoa depressiva vão se acumulando por ali. Perdemos a força para andar, temos preguiça de ir até a padaria a pé, passamos muito tempo deitada ou sentada e sentimos muitas dores pelo corpo. As células do corpo que precisam de linfa para reagirem, começam a entender que talvez a gente não precise se exercitar...e de pouco em pouco o corpo vicia em ficar parado. Isso mesmo. Ficar parado, estagnado também é um vício. Depois de passar por essa rápida crise de ansiedade  eu entendi porque o Psoas é o músculo da Alma. Levantei no dia seguinte, fui caminhar pela praia, mergulhei no mar, e fiz algumas posturas de yoga chegando em casa. Qualquer tipo de exercício, e principalmente com a prática Yoga, estamos fortalecendo nosso Psoas e gradualmente, iluminando a nossa alma. Cuidando desse músculo tão essencial  ao bem estar, com poses como os Guerreiros I, 2 e 3, a postura do Pombo e muitas outras, nós temos o poder de acariciar o nosso coração, viver mais alegres, e mudar aqueles pensamentos e hábitos negativos que tentam tomar conta da gente. Não precisamos de truques para viver uma vida equilibrada, já nascemos com muitas ferramentas embutidas que estão só esperando para serem usadas, e o Psoas é uma delas. Da próxima vez que sentir-se meio pra baixo, ou cansada, lembre-se de lavantar da cadeira, ou da cama, nem que seja pra dar uma volta pela casa, e se for possível entra na pose do Pombo ou do “Low Lunge” , em qualquer variação– o resultado é imediato !   Quer saber mais sobre Asana, as posturas do Yoga? Baixe gratuitamente o livro preenchendo o formulário abaixo. new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Cuide bem do seu corpo, cuide bem da sua alma! Namaste !

Podcast de Yoga | 9 jan 2021 | Daniel De Nardi

Problemas Reais – Podcast #36

Problemas Reais - Podcast #36   Nesse episódio falaremos das diferenças entre os problemas reais e os que existem apenas na nossa cabeça. https://soundcloud.com/yogin-cast/problemas-reais-podcast-36   Links   Schubert   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   TRANSCRIÇÃO   Problemas reais – Podcast #36 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e está começando o 36º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast semanal a respeito de yoga e da busca pela nossa verdadeira natureza. Agora você está ouvindo “Sinfonia Inacabada” ou “Sinfonia Incompleta” de Schubert. Conforme eu falei no episódio passado, sobre arte, em que a arte vai sendo construída em cima de uma tradição e ela depende de esforço, depende do desenvolvimento de técnica pra daí sim expressar a verdadeira natureza daquele artista. Haydn e Mozart estudaram os seus antepassados, estudaram, por exemplo, Bach. E depois, os seguinte a Mozart e Haydn, estudaram eles também, caso de Schubert. Schubert viveu boa parte da sua vida na mesma cidade que Mozart viveu, Viena, que naquele momento histórico (final do século XVIII), Mozart morre em 1791 e Schubert nasce em 1797. Então, Schubert também estudou muito Mozart, ele apreciava bastante Mozart e ele foi um momento de transição da música de Mozart para a música de Beethoven. Schubert também conheceu Beethoven, ambos reconheceram a genialidade que o outro tinha e se admiravam. O ponto é que quando há momentos de dificuldade, quando a gente passa por momentos de perigo real, como a gente passava anteriormente vivendo na selva e quando a gente estava em situação de perigo, a gente não reflete realmente a nossa verdadeira essência, a gente vai lutando desesperadamente e pra sobreviver àquele momento. E tem que ser assim porque se não for, quando existir um perigo real se não lutar para sobreviver e ficar só tentando observar e tentando meditar sobre o que está acontecendo, não haverá sobrevivência. O perigo real exige uma necessidade de ação real. O ponto é que a maior parte dos perigos que a gente coloca na nossa cabeça pra funcionar, não são perigos reais, são perigos que a gente cria na nossa cabeça. Você fica com aquela pré-ocupação, é uma preocupação anterior a algo que vai acontecer, e fica remoendo aquilo dentro do seu cérebro, sempre achando que o perigo e iminente e vai te afetar a vida. Mas se parar realmente para pensar, os perigos reais que vão afetar a sua vida são muito raros, como sempre foram. E hoje em dia, ainda mais, se comparado aos nossos antepassados que viveram há dez, quinze, trinta mil anos atrás, eles viviam no meio da floresta. Eles tinham perigos reais mais constante que nós temos, hoje boa parte dos perigos e das ameaças que nos incomodam e nos deixam remoendo pensamentos, fazem parte de uma criação de um perigo ideológico, que não se reflete na prática. Então, essa mensagem de hoje é nesse sentido, do quanto a gente dá atenção grande, projeta enormemente um perigo que muitas vezes não é tão grande quanto ele é realmente. Só que a nossa mente tem essa capacidade porque ela entra num processo de proteção, de busca pela sobrevivência dos instintos e ela passa a atuar especificamente nesse drive, nesse sentido de sobrevivência, só que nem sempre eles são perigos de sobrevivência. Muitas vezes, são pequenas coisas que merecem uma ação, mas que não mereciam uma grande preocupação. E a dica aqui é uma observação, sempre que a sua mente entrar nessa linha de desespero ou de pensar muito em escassez, faça uma reflexão se o perigo é real ou se é apenas uma criação da mente. Mantendo uma ação sobre aquilo que precisa ser feito, não necessariamente com preocupação, você vai fazendo os ajustes que são importantes, mas não deixe que a projeção do perigo tome conta das suas atitudes. Fico por aqui lembrando que nos dias 28 e 29 de outubro teremos aqui em São Paulo o Yoga Lifestyle BR, o maior evento de yoga do Brasil. Um evento que está sendo liderado pela Mayara e que vai contar com a presença de grandes personalidades do yoga (vou deixar o link aqui para quem quiser consultar a programação). Terá a presença do Pedro Franco, da Monja Cohen, a Liana, que vem da Austrália e diversos professores qualificados, então vai ser um grande evento. Para a inscrição, é o mesmo link, quem quiser pode usar um cupom de desconto com o meu nome, então quando você entrar no link é só digitar “Daniel” e, assim você terá um desconto de 10% no evento. A música, “Sinfonia Inacabada”, é porque Schubert passou durante a sua vida diversos momentos de muita dificuldades, dificuldade real como a financeira. Em boa parte da sua vida ele foi bancado pelos seus amigos, que acreditavam no talento dele, mas ele em vida não foi reconhecido, só houve reconhecimento após a sua morte. Ele sempre compôs, passou a vida inteira realmente exercendo a arte dele e teve problemas reais. Pode-se pensar que não acabar uma sinfonia é um problema real, mas no fundo acabou não sendo porque a Sinfonia Inacabada é a maior obra dele conhecida no mundo. Uma boa semana, nos vemos na semana que vem. Ohm Namah Shivaya!

Meditação | 8 jan 2021 | Daniel De Nardi

ESPORTES E A MEDITAÇÃO

Meditação! Eu estava pedalando com um amigo que me questionou - mas o fato de você fazer esses esportes de resistência não é contraditório com a filosofia de vida que você segue? Não achei a pergunta inusitada, inusitado era o fato de lecionar Yoga há 17 anos e ninguém nunca ter me questionado isto antes. Uma vez eu fiz esse mesmo questionamento em relação ao life style de escritores, que no imaginário coletivo sempre tem uma vida boêmia e desregrada. Poderia um escritor viver de forma saudável e disciplinada? Encontrei a resposta num livro do renomado Haruki Murakami, que descobri depois ser um exímio triatleta. Em Do que eu falo quando eu falo de corrida Murakami fala dos seus longos e repetitivos treinos e como isso o ajuda no ofício da escrita. \"Por mais mundana que uma ação possa parecer, fique nela o tempo suficiente e ela se tornará um ato contemplativo, meditativo até.\" Se você buscar no dicionário a palavra meditação, encontrará uma definição relacionada a pensar, refletir. Entretanto, meditar significa justamente o oposto, meditar é não pensar. Mas, como somos condicionados a pensar o tempo todo não conseguimos simplesmente \"parar de pensar\". Para tanto, você precisa saturar a sua mente com um único pensamento até que ela pare. Quando isso acontece, a consciência pode fluir por planos mais sutis como o da intuição. Os exercícios de meditação, são técnicas em que precisa-se repetir o mesmo som ou imagem por muito tempo até que se atinja o estado desejado. Quando você nada, pedala ou corre por horas, de alguma forma você também entra num outro estado de consciência. É interessante observar, que assim como acontece na meditação, na maior parte das vezes, o começo é mais difícil, ao longo da prática, quando você atinge esse estado, o corpo e a mente entram num fluxo de atenção contínua, é como se um escudo contra a dispersão e o cansaço tomasse conta do praticante. Você cansa muito menos e fica cada vez mais claro na sua mente onde você quer chegar. Um praticante pouco treinado na meditação, não consegue sustentar a concentração por muito tempo, dispersa rápido e sente muito desconforto tendo vontade de parar rapidamente. O atleta pouco treinado, sempre pensa que não vai conseguir, sente mais do que cansaço, um incomodo mental quando faz treinos muito longos e muitas vezes não consegue terminá-los. Mas nos dois casos, a persistência vai tornando a prática mais prazerosa, o corpo para de brigar com a mente e a coisa flui. Então para mim, aqui existe uma simbiose entre os esportes de endurance e a meditação, ambos vão se apoiando, ambos vão se ajudando a manter a nossa mente mais focada e isso permite mais tempo e mais performance no que quer que façamos.    

Podcast de Yoga | 7 jan 2021 | Daniel De Nardi

O Yoga e a Reprogramação de Condicionamentos – Podcast #47

O Yoga e a Reprogramação de Condicionamentos - Podcast #47   Nesse podcast falaremos sobre a proposta do Yoga para agir com menos condicionamento e mais liberdade e autenticidade.       LINKS   Série de podcast gravada na Índia   https://yoginapp.com/diariodeumyoginpelaindia/#   Podcast sobre sentidos https://yoginapp.com/ilusao-dos-sentidos-podcast-45/   Livro Mindset     Resumo do livro Mindset Livro ???? sobre reprogramação de condicionamento. @ResumoCast https://t.co/E83O1QiteE — Daniel De Nardi (@danieldenardi) December 22, 2017 Cânone substantivo masculino 1. mús tipo de composição polifônica em que uma melodia é contrapontada a si mesma. 2. mús peça de canto coral em que as várias partes repetem a parte inicial, em tempos diferentes. 3. norma, princípio geral do qual se inferem regras particulares. 4. p.ext. maneira de agir; modelo, padrão. 5. p.met. lista, catálogo, coletânea. 6. dir.can decreto, conceito, regra concernente à fé, à disciplina religiosa. 7. p.met. dir.can conjunto dos livros considerados de inspiração divina. 8. litur.cat uma das partes em que se divide a Santa Missa. Play list da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Transcrição: O yoga e a reprogramação de Condicionamento – Podcast #47 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e está começando o 47º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Você está ouvindo Cânone. Você já deve ter ouvido esta música antes, ela é muito conhecida, uma das mais conhecidas da música clássica. Apesar disso o seu compositor, Johann Pachelbel, fez pouca coisa expressiva além dessa música. Uma música simples que vai se repetindo, e ganha uma melodia belíssima, que se repete, como um cânone, algo que tenha que ser seguido. É uma música que me agrada, eu gosto muito, já a conheço a algum tempo, porque é uma música que a gente escuta muito como tema de filmes, na televisão, em todos os lugares. Esta é uma música bastante usada deste compositor. Este episódio era para ser o que eu gravei na semana passada com o meu irmão sobre yoga e surf. Quem acompanhou nas redes sociais, a gente fez uma gravação que ficou muito boa, foram mais de quarenta minutos trazendo insights sobre as relações de surf e yoga, sobre a atitude de iogue, só que quando fui transferir o arquivo para o computador acabei perdendo toda a gravação. O meu irmão tá indo viajar, vai voltar dentro de alguns dias, e a gente vai tentar regravar, só não acho que vamos conseguir chegar aos insights e a qualidade do que foi gravado, mas talvez seja melhor, quem sabe...Não tenho nada registrado, apenas na memória, me lembro de algumas perguntas que fiz, então com isso vou conseguir trazer o assunto que ficou muito interessante, mas o que foi, foi. Nunca me preocupei muito com registros, até a minha viagem para a Índia, em 2015, eu nunca havia levado uma câmera fotográfica numa viagem, tirava fotos apenas com o celular. A partir desta viagem, que eu gravei uma série de podcasts chamada “Diário de um iogue”, em que eu conto cada parte da viagem, a partir daí comecei a ver o valor que há no registro. De a gente registrar seja por voz ou por imagem os momentos que são importantes para a nossa vida. Falamos no episódio passado sobre os sentidos, do quanto eles nos engano e de como eles não são a real expressão da nossa verdadeira natureza, mas os sentidos constrói um valor para a vida, a partir das coisas que a gente percebe do mundo que a gente vai dando uma direção para a nossa vida e construindo. Então, reviver momentos que foram importantes, que foram marcantes é uma construção da nossa identidade, então é algo que vale a pena.  A viagem para Índia fez com que eu tivesse interesse por registrar em imagens e áudios. Não por uma neurose, tem gente que vive pelo registro. Acho que o registro tem que ser a consequência de se ter vivido um momento importante, um momento que vale a pena ser registrado. Há um tempo atrás eu havia dito sobre um projeto, acabei até por dar a data de estreia, que acabei não cumprindo, mas isso vai sair, chamado “Yoga Falado”. A ideia desse projeto consiste em gravar em áudio os mais de 500 artigos que temos disponibilizados no YogIN App. Nós vamos começar este processo em 2018, ainda sem previsão de datas, para que não haja descumprimentos. É algo que quero fazer e que acho relevante porque ler um texto é algo que demanda muito tempo, muita atenção, uma exclusividade que nem sempre as pessoas tem. Ouvindo, podemos interagir com outras atividades como, por exemplo, dirigir, lavar louça, arrumando o quarto, na academia ou correndo. Não terá a mesma qualidade de uma leitura, até porque a leitura exige um foco maior, mas a mensagem é passada de ambas as formas. Eu mesmo estudo muito em áudio (audiobooks ou podcasts) e pra mim é um tipo de informação que fica, ela realmente é assimilada. Reconheça que quando leio assimilo mais, mas tem determinados assunto que eu gostaria de aprender, mas que não conseguiria parar um tempo e fazer exclusivamente isso, por exemplo, astronomia. Eventualmente escuto um podcast sobre o assunto, mas nunca vou parar a minha rotina para ler um livro de mil páginas sobre astronomia. Então o yoga, talvez, não seja o interesse maior neste momento para você. Ou talvez você seja professor e precise ler o artigo para se aprofundar. Ou, ainda, talvez você se interesse por yoga como eu me interesso por academia ou como um exercício complementar, tudo isso é válido, não podemos exigir uma atenção plena, cada pessoa tem a sua vocação para se dedicar exclusivamente a uma atividade, o yoga tem interesse e é nesse caso que a parte gravada, o áudio, irá ajudar na compreensão. Então a gente vai fazer este projeto e hoje vou fazer uma pequena experiência aqui. Recentemente ouvi um podcast que é um resumo sobre o livro Mindset, a ideia do livro (vou disponibilizar tanto o link do livro quanto o do podcast) é que nós temos uma programação que foi injetada quando éramos crianças. De como devemos reagir a uma agressão, de como devemos ficar quando terminam um namoro com a gente, existe uma programação que é a junção de várias influências, seja dos nossos amigos mais próximos, seja da nossa família, dos nosso professores, e aquilo tudo vai fazer com que agimos de uma determinada forma. Mas essa maneira de agir nem sempre expressa o que de fato queremos no momento ou o que é a nossa verdadeira natureza. Muitas vezes essa maneira de expressar só é o reflexo do que se aprendeu. Por exemplo, no meu caso, o meu pai como muito rápido e eu sempre sentava na frente dele, isso fez com que eu tivesse uma tendência a me alimentar rapidamente. Existem vários desses padrões que absorvi, que faço muitas vezes involuntariamente. O livro (Mindset) tem como proposta se fazer uma reprogramação, verificar determinados pontos da vida e fazer uma reprogramação sobre eles. Não é algo fácil, ´mas é algo que se você se observar alguns tipos de comportamentos pontuais você conseguirá mudar. Você pode ver que determinado comportamento ou postura que tenha não te agrada e quando você tiver dentro da situação você poderá alterá-la a partir da consciência sobre aquele ato. Efetivamente no momento em que agimos há um segundo de lucidez, há um segundo em que a gente pode mudar de atitude e descondicionar. Existem experiências, algo que falei bastante no episódio passado, em que pesquisadores fazem uma série de perguntas para as pessoas e, dependendo de como é a reação dos neurônios daquela pessoa eles já sabem como ela vai responder. “Na década de 1980, o neurocientista Benjamin Libet fez um experimento mostrando como as decisões racionais ocorrem segundos depois de processos neurais inconscientes se ativarem, descoberta que colocou em xeque nossa capacidade de livre-arbítrio. De lá para cá, munidos de aparelhos de ressonância magnética, outros cientistas analisaram cérebros de voluntários e comprovaram a hipótese de Libet. Eles constataram que, quando uma pessoa faz uma escolha consciente, como apertar um botão, o inconsciente dela já decidiu. A atividade cerebral ligada àquela decisão começa até 10 segundos antes de você ter como verbalizar aquela decisão.” Eles colocam a foto da Malu Mader e de um Gorila, então eles perguntam “Quem é a mais bonita?” você responder que é a Malu Mader, daí eles já sabem qual é a região do seu cérebro que ativa. Em outro momento eles fazem o mesmo experimento, só que no ato da resposta trocam a foto da Malu Mader pelo do gorila, então você tenta justificar a escolha, mas no fundo a decisão já havia sido tomada, independente da coerência, só que você justifica de uma forma elaborada mentalmente. Mas uma nova pesquisa demonstrou que: “(...) Pesquisas recentes têm questionado a soberania do inconsciente. Em alguma medida, seríamos capazes de “vetar” uma escolha tomada pelo lado oculto da mente. Foi o que mostrou uma experiência do neurocientista John-Dylan Haynes, do Centro Bernstein de Neurociência, em Berlim. O cientista monitorou o cérebro de voluntários enquanto eles disputavam um jogo contra um computador (um game bem simples, de apertar um botão). O computador conseguia detectar que a pessoa ia apertar o botão, vários segundos antes de ela efetivamente apertar. A máquina tinha tempo de reagir a isso e, em tese, ganhar 100% das partidas. Mas não foi isso o que aconteceu. Os voluntários foram capazes de interceptar, e cancelar, a ordem de apertar o botão que havia sido emitida pelo inconsciente e, com isso, driblar o computador e vencer o jogo. ‘Nosso estudo mostra que a liberdade é muito menos limitada do que se pensava. No entanto, há um ponto de não retorno no processo de tomada de decisão, em que cancelar o movimento não é mais possível’, disse Haynes. Ou seja: o inconsciente está no comando, mas existe uma janela dentro da qual é possível manobrá-lo. Mesmo quando não der, não é o fim do mundo. Consciência e inconsciente, afinal, são partes da mesmíssima coisa.” Embora este condicionamento seja a coisa mais automática e mais forte, aquilo que a gente vai efetivamente responder, existe um segundo de lucidez antes, existe um segundo em que você pode mudar a atitude e mudar o seu comportamento, reprogramar a sua reação para determinadas áreas que você não está satisfeito hoje com o tipo de reação. Então esse livro é recente, acho que deve ter cerca de cinco ou dez anos, mas esse tipo de pesquisa dos condicionamentos já vem sendo trabalhado na Índia, o conceito de sâmskara e de vasanah sempre fez parte do hinduísmo, sempre fez parte da inteligência indiana, porque o que eles acabavam vendo é que se a gente só responde a uma tendência natural do comportamento, nós nunca teremos a libertação, não iremos sair desse condicionamento, vamos apenas reproduzir a vontade dos desejos e da mente e nunca conseguir fazer algo superior como, por exemplo, descansar a mente. Se a mente está condicionada a sempre pensar, você não vai conseguir simplesmente pará-la, vai precisar descondicioná-la. O descondicionamento é parte do processo de desenvolvimento indiano, à medida que você tem mais consciência e toma cada decisão com mais presença, com mais relação com a sua verdadeira natureza. E então eu escrevi um artigo há algum tempo chamado “Yoga e a Capacidade de Auto Reprogramação”. Vou ler ele. Não sei ainda como vai ser, exatamente, o modelo do Yoga Falado, aceito sugestões – se posta apenas o artigo ou se faço comentários...Embora as pessoas prefiram com comentário, acredito que ele possa induzir a uma análise do texto, como hoje estou lendo para o podcast, farei alguns comentários para finalizar. “YOGA E A CAPACIDADE DA AUTO REPROGRAMAÇÃO Patanjali, considerado o pai do Yoga, termina suas explicações escritas ensinando Kaivalya (liberdade absoluta), objetivo final do YogIN. Mas como as técnicas e os ensinamentos do Yoga, que foram evoluindo desde Patanjali podem ajudar o praticante em seu objetivo de libertação? O pensamento indiano sempre esteve muito atento a questão dos condicionamentos (vasanas) e como desfazer esses condicionamentos para se aproximar da essência (purusha). A maior parte desses condicionamentos são desenvolvidos durante a juventude. Comportamentos aprendidos a partir de observação e repetidos por puro hábito e adaptação. Imagine um programa de computador que fica sendo programado durante 10 anos e quando a tecla “Enter” é acionada, o programa entra num loop apenas repetindo funções programadas. Exagero sim, mas vale a questão do quanto temos de livre arbítrio. O YogIN parte numa aventura investigativa do que realmente é seu purusha, o seu eu, e o que lhe foi programado de fora. O Yoga pode ser comparado a um aprendizado de um tipo de programação. A programação em que nos foi colocado condicionamentos comportamentais. Se você vai usar um programa no seu computador e não conhece programação, pode apenas seguir os comandos pré-programados. Mas se você conhece a forma como os softwares são desenvolvidos (open source software que são aqueles em que o código fonte é aberto para todo mundo mexer – se não entendeu essa parte pense num Windows que todo mundo pode mexer), esse tipo de programa, open source, pode ser alterado por qualquer um. Precisa conhecer os padrões usados e como eles se repetem. Pode, assim, montar um novo programa em cima do que recebeu. O Yoga é uma forma de reprogramar o comportamento mais de acordo com as direções da consciência. Patanjali fala desse tipo de “reprogramação” no Yoga-Sutra, no versículo 3. ‘A serenidade da mente é conquistada com a amizade com os felizes, compaixão com os infelizes.’ O que se sabe, sente ou pensa pode ser reprogramado. Construir novos padrões de comportamentos dependem de auto-observação, uma habilidade bastante treinada na prática do Yoga. Numa época chamada de Renascimento do Yoga (século VII), os tântricos começaram a experimentar no corpo o direcionamento de sensações. Entenderam que se conseguissem dominar vontades, dominariam a instabilidade da mente e estariam livres para a revelação do EU. Asanas, as técnicas corporais do yoga, e os pranayamas, os respiratórios, são exemplos de exercícios que ensinam o YogIN a conduzir suas sensações. Num determinado treinamento respiratório o praticante inspira e quando sente vontade de soltar o ar, segura mais um pouco, treinando sua mente a atender a comandos pessoais. Quando o praticante deita-se em shavasana (postura de relaxamento) entra num estado de menos interferência dos sentidos externos. Pode relaxar o corpo e direcionar sua atenção para um padrão comportamental. Como há menos interferência dos sentidos (pratyahara) o YogIN observa melhor como o condicionamento foi construído e reprograma-se para agir diferentemente na próxima oportunidade. Durante este período, o conceito de Kundalini ganhou bastante visibilidade na literatura do Yoga. Como uma poderosa energia criadora parece-se muito com o conceito de Eros da psicologia. Ambas associadas a instintos e criação artística. Os YogINs não se contentam apenas em estimular a Kundalini, mas domá-la e conduzir esta energia para o caminho espiritual. O sexo tântrico, tão alardeado no Ocidente, nada mais é que uma continuação desse objetivo de conduzir ações, desejos e pensamentos. O loop dos condicionamentos dificulta qualquer mudança de rumo. Mudar condicionamentos é uma habilidade que as técnicas do Yoga estimulam. A prática do Yoga, desperta vontade de mudar hábitos. É até engraçado, pois ninguém nos obriga a isso, mas quando percebemos, estamos escolhendo alimentos mais saudáveis no supermercado. A prática desperta uma vontade de fazer coisas diferentes que você nem sabia que gostava, ou que sempre soube mas acabou nunca agindo para isso. A prática do Yoga vai nos dizendo muito mais sobre nós mesmos. Faz parte do objetivo de revelar o Eu, trazê-lo para o dia a dia, para a vida. Parar um tempo para observar a respiração é uma forma de contato com as emoções. A respiração influencia as emoções e vice-versa. Aquietar as emoções e observá-las é um dos objetivos da prática. Como cada praticante vai conduzir o aprendizado da observação é algo totalmente pessoal, mas o Yoga te dá a chave para um estado. Um estado de aquietamento e relaxamento que permite uma observação melhor de si mesmo. O Yoga ensina a observar padrões comportamentais para reconstrui-los conforme aspirações pessoais. Reprogramar-se para ser o que você sabe que pode ser.” Então aqui nós finalizamos este episódio. A minha dica é que você use esta técnica de reprogramação na sua vida, isso não é algo complexo, você vai simplesmente nos próximos dias, antes de dormir ou num estado de relaxamento durante a sua prática de yoga, escolher um único hábito e visualizá-lo. Em seguida irá visualizá-lo novamente, mas mudando a sua atitude diante dele, trocando a resposta do condicionamento, agindo de forma mais condizente com aquilo que você verdadeiramente é e não com o que foi programado nos seus comportamentos. Até a próxima, Ohm Namah Shivaya!  

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