E-Motion é o novo What bleep do we know?

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Vídeos de Yoga | 29 mar 2021 | Daniel De Nardi


E-Motion é o novo What bleep do we know?

Quem não acompanha documentários relacionados a desenvolvimento pessoal pode não entender o título deste post, mas vamos lá.

O primeiro blockbuster a tratar de habilidades humanas “não reconhecidas pela ciência” foi um documentário de 2006 chamado –  O Segredo. A boa produção apresentando assuntos como mentalização e gratidão, vendeu milhões de DVDs e até hoje, livros da série permanecem no topo de listas dos mais vendidos.

Acredito que tudo que venda bem, de alguma forma está ajudando as pessoas. Afinal, ninguém compra um livro por obrigação. Seu sucesso não é fruto do acaso, O Segredo tem muitos pontos interessantes, mas também algumas lacunas.

o_segredo

Leio sobre mentalização desde que comecei o Yoga.

Já fiz experiências que comprovaram o poder desta técnica (se quiser reproduzir, pegue dois copos, mesma quantidade de algodão e 5 grãos de feijão em cada, num escreva cresça e mentalize ele crescendo todos os dias, no outro não faça nada). Tenho dezenas de fotos dos meus alunos com os feijões do copo de cresça enormes e os outros ainda sementes.

Só que a mentalização apenas não muda o rumo da vida de ninguém. Pra algo de fato acontecer também é preciso Ação. Modificações internas, crescimento e aprendizados. O filme fala muito de mentalização e pouco de transformação interna e sem isso nada muda.

Posso mentalizar durante uma década 8 horas por dia que vou ganhar uma partida de tênis do Roger Federer, mas se eu não jogar muito, não aprender a modificar meu entendimento tanto físico quanto mental do jogo, minha chance de ganhar um único game é praticamente zero.

Em seguida, o sucesso foi de Quem Somos Nós? (What bleep do we know?), apesar do documentário ser anterior (2004), só ficou conhecido no Brasil depois do sucesso de O Segredo.

Quem Somos Nós? apresenta relações entre física quântica e ensinamentos ancestrais. Uma das teorias é a de que a cada milionésimo de segundo, podemos decidir como faremos a leitura de tudo o que acontece conosco e inclusive modificar a realidade material em torno de nós. 

A física quântica é uma ciência recente e subjetiva. É cheia de contradições e polêmicas. Albert Einstein por exemplo, se interessou muito por ela no início das pesquisas quânticas, mas depois negou seu valor até o final de vida. Dizendo que era um equívoco.quem somos nós

Amit Go Swami, é um dos cientista deste documentário. PhD em Física Quântica pela Universidade de Calcutá, Índia, ex-professor da Universidade de Oregon nos EUA, foi banido do meio acadêmico por suas colocações filosóficas especialmente a respeito do papel da consciência no mundo físico. Suas pesquisas de laboratório tentam deixar cada vez mais evidente, algo que a antiga filosofia naturalista de seu país chamada Sámkhya já havia descoberto por empirismo há pelo menos 4000 anos. A consciência que cada um possui dentro de si, e que o Yoga chama de Purusha é o que permite as manifestações materiais se realizarem.

amit go swami

Amit Go Swami, escritor de diversos livros sobre física quântica e filosofia.

A ciência ainda não conseguiu tirar conclusões precisas a respeito da consciência. É um tema difícil de ser mensurado e por isso contradiz os princípios da ciência atual. E quem se aventura por esse caminho, pode acabar como Amit, excluido do meio científico.

 

“A voz da consciência é tão delicada que é fácil ignorá-la. Mas também é tão clara que se torna impossível iludi-la”.  Madame de Stael 

 

Apesar de ser extremamente elaborada, a teoria quântica também tem suas lacunas. 

Segundo sua ideologia apresentado no filme, estamos o tempo todo, escolhendo, de forma consciente ou não, qual a estrutura do mundo se apresentará para nós. A luz pode ser tanto partícula (fóton) quanto uma onda, dependendo apenas de como decidimos vê-la. Caso a coloquemos em uma câmara de condensação a luz se torna matéria (fóton) e quando acendemos a lâmpada do quarto ela é onda. O que será a luz? Depende apenas da sua decisão.

Acabamos vendo o mundo sempre da mesma forma pois somos ensinados a ver as coisas dentro de padrões. Não conseguimos mentalmente conceber que o sólido pode instantaneamente se tornar líquido, e que isso dependa apenas de uma reorganização da matéria diretamente relacionada com a consciência. Neste contexto, nosso livre-arbítrio seria pleno. O que impede isso segundo a teoria de Quem Somos Nós? é que desde que nascemos, somos condicionados a entender o sólido como sólido e o líquido como líquido. Vemos o mundo de forma previsível, é bem mais seguro e nos poupa de ter que decidir a todo momento.

Os problemas da teoria quântica começam a aparecer em casos cotidianos como uma simples parada num sinal de trânsito.

Se tenho livre-arbítrio pleno, posso decidir sobre a matéria que me rodeia e escolher que o sinal vermelho, se torne verde em determinado momento, mas como a matéria a minha frente irá se comportar se outra pessoa decidir que o sinal deve ficar vermelho?

  

e-motio2.0

 

Esses dias, a Liana Linhares me apresentou E-Motion, quem tem tudo para ser o blockbuster da vez do nosso meio. Psicólogos, PhDs, nutricionista e outros profissionais discutem a interferência que o inconsciente, com seus comportamentos condicionados e traumas, produz no corpo e como isso está diretamente ligado à nossa saúde e bem-estar.

Gostei bastante da narrativa, especialmente por explicarem de forma mais científica diversos conceitos do Sámkhya Yoga e Hatha Yoga. Tal como a vibração das emoções influenciando o corpo físico

 

 

E-motion trata da importância de reconhecermos nossos condicionamentos para sermos mais livres nas escolhas. O Yoga desde sua origem tratou o tema da liberdade como seu foco principal e percebeu que para isso é imprescindível a observação atenta à questão dos condicionamentos.

“A Índia aplicou-se com rigor inigualável à análise dos diversos condicionamentos do ser humano. Apressemo-nos a acrescentar que ela o fez, não para chegar  a uma explicação precisa e coerente do homem (como, por exemplo, na Europa do século XIX, quando se acreditava possível explicar o homem através do seu condicionamentos hereditário ou social), mas para saber até onde se estendiam as zonas condicionadas do ser humano e ver se existe algo além desses condicionamento hereditário ou social), mas para saber até onde se estendiam as zonas condicionadas do ser humano e ver se existe algo além desses condicionamentos. É por esta razão que, bem antes da psicologia profunda, os sábios e ascetas indianos foram levados a explorar zonas obscuras do inconsciente. Eles haviam constatado que os condicionamentos fisiológicos, sociais, culturais, religiosos, eram relativamente fáceis de serem delimitados, e, em consequência, controlados; os grandes obstáculos para a vida ascéticas,  e contemplativa surgiam da atividade do insconsciente, dos samskáras e dos vásanas, impressões ou resíduos, latências que constituem aquilo que a psicologia profunda designa como conteúdo e estrutura do insconsciente. Por outro lado, não é esta antecipação pragmática de certas técnicas psicológicas modernas que é valiosa, mas sua utilização para o “descondicionamento” do homem. Pois, para a Índia o conhecimento dos sistemas de “condicionamento” não podia ter seu fim nele mesmo; o importante não era conhecê-los, mas dominá-los, trabalhava-se sobre os conteúdos do inconsciente para “queimá-los”.”

Mircea Eliade, Yoga Imortalidade e Liberdade.

 

Os YogINs do período da Renascença Indiana (século VII D. C.) trocaram muita informação com budistas, jainistas e médicos ayurvêdicos e começaram a entender que poderiam usar o corpo para o trabalho de “descondicionamento” de comportamentos. Tudo o que sentimos e o que pensamos de alguma forma é absorvido pelo corpo, logo o corpo é uma ferramenta de aprendizado de informações do nosso insconsciente. O Yoga explora essa ferramenta ao máximo a partir do Hatha Yoga, especialmente com as posturas (asanas) e respiratórios (pranayama).

O Kulārnava Tantra (I:18) deixa isso bem claro:

Sem o corpo, como realizar o [supremo] objetivo humano?
Portanto, depois de adquirir uma morada corpórea,
o ser deve realizar ações meritórias (puṇya)
.

E a Śiva Saṁhitā (II:1-5) reafirma a mesma ideia:

Neste corpo, o monte Meru [a coluna vertebral] está rodeado
por sete ilhas: há rios, mares, campos e senhores dos campos.
Há ṛṣis e sábios, e nele estão todas as estrelas e planetas.
Há peregrinações sagradas, templos e deidades nos templos.
O sol e a lua, agentes da criação e da destruição, movem-se nele.
O espaço, o ar, o fogo, a água e a terra também se encontram aqui.
Todos os seres que existem no mundo estão igualmente no corpo.
Rodeando o monte Meru, fazem suas tarefas.
Aquele que sabe disto é um yogi. Não há dúvida sobre isto.

Os YogINs entenderam que o corpo é um mapa muito preciso do que acontece em nosso psiquismo. Atentar aos sinais do corpo é uma forma brilhante de entender a si mesmo. Quando tomamos decisões contrárias ao que sabemos ser certo, o corpo vai apresentando sinais e se esse tipo de decisão persiste, pode-se gerar doenças graves.

O filme mostra um exemplo de um rapaz que passa por uma situação de stress e começa a ter sintomas como dor de cabeça. Ao invés de perceber aquele sinal do corpo e tentar entender o que está acontecendo com suas emoções, ele toma a atitude mais fácil de tomar um comprimido para dor de cabeça. O comprimido, inibe os sinais neurais que o sistema nervoso central estava enviando. Ele corta o sinal do corpo e assim que a dor passar, provavelmente vai repetir o comportamento maléfico.

A prática do Yoga é o momento em que você para pra observar essas incoerências comportamentais que temos no dia a dia e que de alguma forma, são absorvidas pelo corpo. A dor nunca é à toa, ela tem uma causa que pode ser um hábito errado, uma emoção pesada ou um pensamento destrutivo. Não podemos ignorar isso, a dor é um sinal preciosíssimo para nosso bem-estar, é um aviso que algo está em desequilíbrio e precisa ser revisto. Temos a sorte de que isso tem sido comprovado pela ciência e psicologias modernas que estão usando técnicas YogINs como respiratórios e meditação para melhorar as relações corpo/mente. Realmente, parar pra se observar e sentir-se melhor, ajustando comportamentos para uma vida mais equilibrada é uma oportunidade que o Yoga nos dá todos os dias quando sentamos no mat.

Boas práticas!

 

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Daniel De Nardi>

Daniel De Nardi

Daniel é Professor de Yoga há mais de 20 anos. Pesquisador do Yoga e das raízes dessa Filosofia Milenar. É autor de diversos livros: "Aprenda a Meditar com o Yoga", "As Origens da Meditação e do Yoga", "Asana - Posturas do Yoga", "Como a Meditação funciona?", "O Yoga do Autoconhecimento", "Pra que Meditar?", dentre outros. Também é responsável por produzir a série de podcasts "Reflexões de um YogIN Contemporâneo" do YogIN Cast, o canal de podcasts de Yoga mais acessado do Brasil. Instagram: @reflexoesdeumyogin

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Exercendo a Gratidão para um Encontro com Santosha Pode até ser moda entre a comunidade Yogin, parecer meio bobo, e um pouco otimista demais, talvez, mas o exercício da gratidão pode transformar completamente a sua maneira de ver as coisas. Quem aí não conhece uma pessoa que apesar das adversidades está sempre alegre e ainda consegue elevar o astral de quem se conecta a ela? Mesmo, e talvez principalmente, possuindo poucos bens materiais essas pessoas parecem sempre felizes. Você já parou para pensar nisso? Estas pessoas estão no momento presente, apreciando o pagode de domingo sem pensar em acordar às 4h na segunda-feira... Somos buscadores. É natural que tenhamos desejos e normalmente falhamos em reconhecer o que já está presente em nossa vida. Esta é uma percepção que pode ser alterada para uma vida mais equilibrada, onde nossos desejos não serão mais valiosos do que a realidade.   O ser humano aprende a associar a felicidade com objetos desde o seu nascimento. Objetos, neste caso, também são outras pessoas, ou qualquer coisa que não seja ele mesmo. Tudo que é lido e compreendido neste mundo através de seus órgãos de sentido.   Então buscamos a vida inteira pelo outro, pelo homem ou a mulher, pelo carro, pela casa, pelo filho, pelo emprego, pela estética, pela grama mais verde do vizinho… É uma busca incansável por mais e mais um pouco.   O sentimento de alegria e o reconhecimento da felicidade pode vir quando nos reunimos com o tal objeto de desejo, mas isso é passageiro, porque está relacionado com esse o desejo e não com o objeto em si. O mesmo objeto tem um valor diferente se é desejado ou se já se faz presente.   E esta busca se torna interminável, por toda a vida, desejando o amanhã. Mas assim que conseguimos nosso grande desejo, surge um novo. Reconhece o sentimento?   Tem uma frase que sempre me faz parar e refletir, você já até deve ter lido por aí nas mídias sociais: “Você se lembra de quando você queria o que você tem hoje?”   É aí que colocamos nossa felicidade para depois, quando eu tiver tal coisa. Quando eu estiver em tal lugar. Quando estiver com tal pessoa. Ah, aí sim, eu serei feliz! E a tal felicidade nunca chega. Porque ela não mora em um objeto, ela mora na ausência de desejos a estes objetos. Ao reconhecer que ela já está dentro de você pois é um ser completo, que já possui tudo que precisa.   Se você já possui tudo que precisa, seja grato! Agora! Presença!   Não digo que é fácil, afinal, somos buscadores, é nossa natureza. Mas se mudarmos nossa forma de pensar e começarmos a enxergar o que é no lugar do que queremos?   Aquilo que você pensa, onde coloca seu foco, cresce. E, se sentimentos são resultados de pensamentos, você escolhe o que quer sentir hoje. O que vai ser?   Passei um ano inteiro escrevendo diariamente no meu pote da gratidão e percebi que os dias mais difíceis de reconhecer o que havia para ser grata eram aqueles onde não houveram flutuações, distrações ou inconvenientes. Naqueles dias onde tudo correu bem, dentro da minha rotina. Não era naquele dia onde tudo deu errado, sabe como é esse dia, né? Nos dias “ruins” é ainda mais fácil encontrar razões para ser grato do que em um dia neutro. Eram nestes dias neutros que eu precisava enxergar a vida pelos olhos de Santosha para exercitar minha gratidão.   Santosha, o segundo Niyama do Yoga é o contentamento. Não é alegria exacerbada, estar sempre sorrindo, aquele estereótipo de buda feliz que parece nem perceber o estresse externo. Santosha é equilíbrio. É reencontrar a felicidade que mora dentro de você independente dos cenários externos. É se sentir completo. Santosha é compreender que neste mundo, tudo é finito e mutavel, principalmente as emoções - incluindo alegria e tristeza.   Para mim, gratidão é instrumento ideal para obtenção de Santosha. Todo mundo sabe o quanto é fácil ser grato quando se está alegre. Os momentos turbulentos são reconhecidos e até mesmo enaltecidos atualmente como momentos de grande aprendizado. O difícil de verdade é ser grato pelo “comum”.   A Gratidão precisa se tornar um hábito. Quando exercido diariamente, programa o seu cérebro para se sentir agradecido mais frequentemente, afastando emoções negativas. Hábitos são ações que você se propõe a realizar até que se tornem cada vez mais natural. E pode confiar, essa mudança de olhar acontece. Fica cada vez mais frequente no dia a dia.   Como? new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Se ao invés de reclamar do formato do seu corpo, você olhar para todo o complexo funcionamento dos seus sistemas que te permitem estar vivo lendo este texto? Então neste caso, você escolhe no cardápio de emoções que sua mente te proporciona, entre sofrimento pela vergonha e gratidão pela vida que vibra em todo seu corpo.     E durante a sua prática de asanas, você vai reclamar da mão que não chega até o pé ou você vai agradecer por ela abraçar seus tornozelos?   Meu pote da gratidão foi um excelente instrumento para desenvolver essa visão de presença através da gratidão, mas você pode começar apenas com um caderninho mesmo. Todos os dias um motivo de gratidão. Anote, tente não repetir. Use o mesmo horário, todos os dias. Se for fazer a noite, relacione com o dia que passou e se lembre de tudo que você viveu. De quanta vida você tem aí dentro.   Além dos benefícios relacionados a felicidade, segundo Emmons, psicólogo estudioso dos efeitos da gratidão, existem também benefícios físicos relacionados ao exercício da gratidão como: fortalecimento do sistema imunológico, diminuição das queixas de dores, diminuição da pressão arterial, melhora no sono e mais disposição ao acordar.   O exercício da gratidão nos faz perceber que estamos no poder do direcionamento de nossas emoções. Algumas mais fáceis de lidar que outras, certamente... Mas somos mestres da nossa mente e podemos alterar o curso de nossos pensamentos com ferramentas simples como “sou grato”.     Então faça sua mente trabalhar de forma positiva. Tirar o negativismo proporciona fluidez, desbloqueia e abre caminhos. Valorizar tudo que te fez chegar onde você está agora te tira do vitimismo. 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