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Aprendizado online – Podcast #25

Aprendizado online – Podcast #25 da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo.

 

A capacidade de aprender é considerada uma metacompetência, uma habilidade que favorece a aquisição de todas as outras. Nunca esteve tão fácil aprender a aprender.

 

 

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Aprendendo Online – Podcast #25

Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e está começando o 25º episódio de Reflexões de um YogIN Contemporâneo, um podcast semanal a respeito de assuntos cotidianos e da sabedoria ancestral do yoga.

Nesse episódio nós vamos falar sobre aprendizado online, eu já gravei um outro episódio sobre aprendizado, mas este vai ser um pouco diferente, complementar ao episódio 20 sobre aprendizado.

O episódio de hoje surgiu porque aconteceram um cruzamento de conteúdo, primeiro o nerd Cast, que é um podcast que eu gosto e acompanho, fez um podcast sobre aprendizado online com o pessoal daLura que é uma escola de tecnologia, inclusive tem cursos excelentes para quem quiser estudar alguma coisa dessa área, eu inclusive sou do Alura, e lá eles discutiram algumas coisas que estão de acordo com o curso que eu desenvolvi aqui no YogIN App sobre Aprendizado, Yoga e liberdade. Então nesse curso eu aprofundo esse assunto passando mais técnicas e toda a jornada do aprendizado, como ela pode ser melhorada, como ela pode ser acelerada ou mesmo retardada, reduzindo o tempo pra que de fato o aprendizado seja assimilado, então vale muito a pena conhecer o conteúdo do curso, vou deixar o link na descrição deste podcast. E hoje a gente vai falar alguns assuntos que já estão lá, mais aprofundados, mas que são de interesses comuns e que aparecem nesses podcasts. No nerd Cast sobre aprendizado online, eles falam duas coisas que eu concordo plenamente. A primeira é a importância da comunidade, então quando a gente vai aprender sobre alguma coisa, o grupo que se envolve e que tem interesse comum ajuda muito no processo de aprendizado, por isso é tão importante buscar grupos de acordo com os seus interesses. Hoje eu uso o Facebook basicamente como ferramenta de pesquisa em grupos, porque lá você consegue uma informação muito mais específica, com pessoas que estão realmente interessadas em discutir e não aquela história de postar algo que recebe um comentário de um amigo zoando e acaba a seriedade da discussão. Além de serem pessoas que estão predispostas a compartilhar o conhecimento e o tempo pra aprofundar determinados debates. Então nesse podcast eles falam bastante sobre os grupos, eu tenho duas sugestões: o grupo que temos no YogIN App que é o Conhecendo o Yoga a Funda, hoje tem praticamente cinco mil membros discutindo diversos assuntos relacionado ao yoga, e a gente faz diversos grupos, inclusive esse meu curso de aprendizado tem um grupo focado para isso, pra debater esse tipo de assunto. Além disso, um grupo que tem funcionado bem é o do curso de formação. Nós sabemos que o envolvimento com um grupo favorece o estudo, a gente vê que a cada turma do grupo de formação, esse grupo fica unido e as pessoas até desenvolvem projetos juntos. Os grupos nos ajudam a entender, ajudam nesse processo de aprendizagem, porque são pessoas que estão com interesse comum, e quando isso acontece, todas as coisas são possíveis, basta ter a motivação e a vontade, daí todo o tipo de aprendizagem acaba sendo efetivo.

O segundo ponto que também observo, e isso eu não estou falando como um dos fundadores do YogIN App, mas sim como um estudioso de cursos online. Então, por exemplo, você vai estudar um assunto variado como o hinduísmo, se você for buscando pela internet, Wikipédia e depois alguns vídeos, é um processo válido e para muitos assunto é desta forma que se pode fazer quando não existe um caminho. Mas, quando você tem um caminho traçado por alguém que está dedicando o seu tempo para aprofundar aquele assunto, a trazer mais referências, isso facilita muito a sua vida. Aquela pessoa não será a “dona da verdade” sobre o assunto, mas ela está trilhando um caminho antes de você, ela dedicou muito tempo com esse percurso estudando e aprofundando, então ela vai favorecer esse caminho. Então, para não citar o caso do YogIN App, desse curso de formação que a gente dá justamente esse trilho, mas citando o caso da Alura, caso você queria estudar determinado programa, digamos que seja, o Photoshop, poderá baixar um e-book sobre a técnica, ou ver um vídeo que fale sobre uma ferramenta exata, uma função do programa ou poderá ter um curso preparado sobre Photoshop, no qual o professor irá detalhar cada passo de cada ferramenta, ensinando passo-a-passo e, paralelamente, quando você vai lidando com o programa é um pouco diferente do que o professor fala, muitas vezes acontecem coisas inesperadas, então é só entrar no fórum e em um dia ele o responde.

Este processo de curadoria tem muito valor porque é o valor do nosso tempo. Então, quando você estiver estudando, se tiver alguém para sanar as dúvidas, isso vai economizar muito tempo. E o aprendizado depende de você ter calma, ter tranquilidade para dar o tempo de assimilação, mas por outro lado, se você não vê o progresso em seus estudos é natural que se desmotive. Então se a gente puder, de alguma forma, acelerar o processo de aprendizado, isso vai estimular cada vez mais o próprio aprendizado, porque ele fica mais rápido e, consequentemente você efetivamente observando os resultados daquilo, favorecendo a assimilação do seus estudo. Isso vale para o yoga, que é o caso aqui, tanto o curso de formação quanto os cursos esporádicos e as nossas aulas ao vivo, porque na aula ao vivo você consegue ser efetivamente visto pelo professor, além de ter um acompanhamento da sua evolução. O que eu vejo, hoje em dia no YogIN App, é que os alunos que regularmente frequentam as mesmas aulas já são conhecidos pelos professores. Os professores já sabem qual é o nível dele, o que ele pode ou não fazer, então isso é mais um acompanhamento desses que nos poupam tempo e, no caso do yoga, pode nos poupar até uma lesão.

Um outro conteúdo que acabou casando na mesma época que o nerd Cast, foi uma reportagem que saiu na Você S/A sobre aprender mais rápido, eu ouvi essa reportagem no Ubook que é um aplicativo que você assina com vários audiobooks e revistas que você ouve. No meu caso, por exemplo, essa revista não seria algo que eu compraria ou pararia para ler, mas podendo ouvi-la no momento em que eu estou no trânsito, pra mim vale a pena. Então, como o assunto é do meu interesse, acabei comprando a revista e depois li com mais atenção, mas essas pequenas dicas vão favorecendo muito, e eu insisto nisto, no podcast como um sistema de pesquisa e de estudo em momentos que a gente está efetivamente perdendo tempo, não é por estar na praia curtindo, mas no trânsito, às vezes dentro do ônibus, parado no carro, perdendo tempo ouvindo uma rádio que não te traz nada e você dedica o tempo em algum estudo, em algo que te interessa. Então o podcast ajuda muito neste sentido e Ubook favorece porque tem diversas revistas que você pode ouvir, e alguns livros, o acervo deles é pequeno, eu falei isso no outro episódio, a Audible tem um acervo maior, mas vale a pena conferir os serviços desta Startup que é o Ubook (também vou deixar o link na descrição).

Voltando a reportagem que ouvi no Ubook, foi interessante porque há várias referências que eu também uso no meu curso, como o Cursera, que é uma plataforma de cursos online que se chama Learn how to Learn, é um curso em inglês, mas que faz também esse processo de aprendizado, estuda esse processo de aprendizado, então a reportagem usou este curso como uma das referências. Eles tratam o aprendizado como uma metacompetência, que seria uma competência acima das outras, porque ela te ajuda a adquirir todas as outras, então a questão do aprendizado se encaixa neste conceito. Por exemplo, se você for uma pessoa desorganizada, mas que quer aprender a se organizado, tem facilidade em adquirir uma competência nova como a organização. Particularmente eu não consigo me organizar no sentido de arrumar e dobrar a roupa o tempo inteiro e deixar tudo organizado, mas quando o assunto é o estudo, eu sou bastante organizado porque sei o quanto tempo aquilo me poupa. Então, eu tento dividir bem determinado assunto ou curso em várias pastas dentro do Google Drive e vou organizando aqueles assunto para que, depois quando quiser consulta-lo, possa diminuir o meu tempo de pesquisa. O mesmo eu faço com os e-books, por isso prefiro ler no Kindle, porque é mais fácil de anotar e recuperar a informação que poderia levar tempo para procurar, o Kindle facilita muito mais que um livro em que você cola post-it, faz anotação, enfim.

A organização pode ser desenvolvida uma vez que você tenha a capacidade de aprendizado, que é uma das competências mais importantes para o futuro. Se as coisas estão efetivamente mudando cada vez mais, o que a gente está aprendendo, talvez não tenha valor muito rapidamente e só vai conseguir se manter atualizado a pessoas que aprender o processo de assimilação. A tarefa de aprender pode ser captada uma vez que a gente entenda esse processo como, por exemplo – isso é muito mais elaborado dento do curso -, o primeiro momento que gera um incomodo, o primeiro momento quando você vai aprender algo sempre há um incomodo e, então, você precisa ter uma força para vencer o primeiro momento sabendo que sempre quando aprender algo novo isso poderá acontecer. Tenho um exemplo prático do que aconteceu comigo em relação a isso, nesta semana inclusive, eu resolvi mudar o mouse de lugar. Então eu já tenho assimilado na minha mente que ela sempre reclama quando algo novo precisa ser feito e sempre há uma justificativa do novo aprendizado como algo inútil. Mas eu quis fazer como uma experiência, sabendo da resistência da mente, várias vezes eu peguei querendo voltar na posição geralmente usada, mas aí entra a questão do aprendizado, quando eu tenho que fazer algo mais elaborado, coloco o mouse na posição acostumada, mas eu estou testando e treinando o funcionamento do mouse da mão esquerda só como um treinamento de um aprendizado. Um teste que vale a pena fazer, você vai precisar mudar a configuração dos botões, vale a pena fazer e verá como esse processo da dor (neste caso uma dor pequena) é bem percebido, a musculatura mais tensa, o corpo reclamando do mouse, mas conforme você for vencendo, pode chegar o momento em que se pergunte: Será preciso voltar para o que era antes? Então você ganhou uma outra habilidade, simples, mas o processo que foi pequeno, você precisou insistir, de um tempo, sentiu-se incomodado, mas depois o corpo foi se reajustando e, as vezes, até viu o novo aprendizado como algo melhor.

Para finalizar, um assunto que também concordamos que a reportagem da Você S/A acabou colocando que é sobre o descanso. Tanto o sono quanto um momento de relaxamento é necessário para a assimilação do conteúdo. Quando só se joga conteúdo a mente não tem tempo de fazer a elaboração daquilo e esses novos caminhos internos dos neurônios que o cérebro vai gerando, é construído boa parte quando a gente dorme ou quando a gente relaxa, diminuindo a atividade mental. Essa é justamente a proposta do yoga e da meditação, então o processo do yoga está totalmente relacionado com esse processo de aprendizado, de diversas formas, mas essa é muito prática, você precisa de um momento do dia para que toda a informação que você está coletando se ajuste na sua cabeça, para que faça sentido na sua cabeça.

Não deixe de acessar a área de cursos para conhecer este curso de aprendizado, e também o curso de formação que vai começar dia 07/08. Como falei no episódio passado, quem está gostando dos podcasts eu garanto que vai gostar bastante do curso, onde a gente vai aprofundar, discutir, conversar e se desenvolver e aprender coisas novas juntos, aprender especialmente o que é o yoga, assunto este que dediquei a minha vida ao estudo, a pesquisa e a prática e é um assunto que vale a pena ser estudado porque é muito profundo e tem muita coisa legal, bacana, a história é interessante, ensinamento prático para a nossa vida, então vale a pena não só para aqueles que querem efetivamente dar alas de yoga, mas para aqueles que querem conhecer um pouco mais sobre esse vasto universo de sabedoria ancestral com, pelo menos, 5.500 anos de história comprovada. Fiquem com Mozart e até a próxima semana.

Hoje nós vamos ficar com a serenata de Mozart, K361 que é o grande jogo. Primeiro uma observação deste K, é uma curiosidade sobre música clássica que é normalmente você vê Opus. O Opus 320 ou Opus 450 e por aí vai, ele se refere ao número da obra, quando a obra foi classificada, organizada entra nesta categoria. O Mozart teve um classificador, não me recordo o nome dele, mas no caso dele é diferente e 361 é o número da obra dele. Esta música é muito presente no filme Amadeus, que eu falei há alguns episódios.

O filme começa com um padre indo visitar um músico, Salieri, que confessa que matou Mozart porque na época em que Mozart surgiu na corte da Áustria, Salieri era o compositor oficial e fez uma série de boicotes para que Mozart não se sobressaísse porque ele era extremamente fã deste e não consegui aceitar a sua superioridade de talento, porque Deus teria dado m talento muito maior a quem ele considerava menor moralmente. A histórica tem um pouco de verdade e um pouco de ficção por conta do cinema, mas efetivamente os talentos tendem a serem boicotados pelos comuns e isso a gente falou bastante no episódio dez que é o “Vontade de Potência” em que a gente fala sobre a obra de Nietsche, que trata da potência que é obstruída pela inveja e muitas vezes pelo medo, e no filme isso é muito nítido, o quanto as forças que estavam em torno, que não aceitavam  a superioridade de talento de Mozart, o quanto elas dificultaram a obra dele de ser comporta.

O primeiro momento aqui a gente vai ver quando a música está sendo tocada sem ele, ele a toca e o Salieri fica apenas olhando. E depois, o Salieri confessando para o padre acaba por descrever essa música. Quem ouve o podcast pelo aplicativo vai conseguir ver a cena, inclusive as legendas. Ele começa a falar assim:

“No começo, o início é bem simples. É quase infantil. Apensas um pulso: fagotes, trompas, como um acordeão enferrujado, até que, de repente, acima de tudo, em do alto, um oboé. Uma nota única fluindo sem oscilar. Até um clarinete arrebata a melodia com leveza em encanto”

“The beginning simple, almost comic. Just a pulse. Bassoons, basset horns, like a rusty squeezebox. And then, suddenly, high above it, an oboe. A single note, hanging there, unwavering. Until a clarinet took it over, sweetened it into a phrase of such delight. This was no composition by a performing monkey, this was a music I had never heard. Filled with such(…)”

Então ele fala que o pai dele considerava Mozart um macaco de circo por ter sido estimulado a treinar desde cedo, e isso é um dos processos que facilita muito o aprendizado, ele não se conformava com aquilo, então ele fala que aquela música não poderia estar vindo de um macaco de circo. E ele enche Mozart de elogios, naquele momento que é após a sua morte. E ele fala que aquilo só poderia ser a voz de Deus, nunca ouvira nada igual.

Daniel De Nardi

Head de conteúdo do YogIN App. Autor de 6 livros sobre Yoga. Pesquisador da História do Pensamento Indiano.