5 pranas

Alimentos para cada chakra

HOME > BLOG > Alimentos para cada chakra

Dicas de Yoga | 28 jun 2020 | Vanessa Mayer Mayer


Quais são os melhores alimentos para cada chakra?

Escolher os melhores alimentos para cada Chakra é importante para quem busca equilibrar melhor a energia nestes centros de força. Os Chakras são centros de energia em forma de círculo (chakra = roda) que vibram constantemente no nosso corpo, distribuindo o prana, a energia, através das nadis para nutrir órgãos e sistemas.

Existem inúmeros chakras no nosso corpo, uns mais importantes que outros. Dentre os chakras mais importantes, destacam-se sete que estão localizados ao longo da coluna vertebral até o topo da cabeça.

Você já deve ter visto alguma ilustração com 7 círculos coloridos que fazem uma linha no corpo, esses são os chakras mais conhecidos e estudados. Cada um desses chakras tem uma vibração diferente, por isso cada um é representado por uma cor e um som (mantra) diferentes, e também tem elementos específicos (terra, fogo, água, ar e éter).

Quando os chakras estão em equilíbrio, a energia flui pelo nosso corpo livremente, nos mantendo alegres, com energia e saúde. Porém quando um chakra está vibrando em demasia ou menos do que deveria, nosso corpo fica em desequilíbrio, podendo gerar alterações emocionais, psíquicas, problemas de saúde e queda de vitalidade.

TEXTO QUE EXPLICA OS CENTROS DE FORÇA NA VISÃO OCIDENTAL – QUAIS CHAKRAS ESTIMULÃO O CORAÇÃO?

Quais asanas estimulam o chakra do coração?

Quais são os melhores alimentos para cada chakra – 7 Chakras mais Importantes

Podemos (re)equilibrar os chakras de várias maneiras, uma delas é a alimentação. Abaixo veremos umpouco de cada chakra e quais são os  melhores alimentos para cada chakra. Se quiser saber mais detalhes sobre os chakras – CLIQUE AQUI.

1 – Chakra básico = Muladhara

Nome: Muladhara

Significado: Suporte. Está ligado aos órgãos que dão estrutura ao corpo (osso, músculo, coluna, pernas e pés), além do cóccix (períneo) e glândulas suprarrenais (adrenalina).

Cor: Vermelho.

Elemento: Terra.

Quando em desequilíbrio: estresse, solidão e sensação de insegurança. Você também pode sentir espasmos musculares.

Alimentação: Como esse é o chakra da nossa “raiz”, que representa nossa fundação/estrutura, procure ingerir as raízes da natureza, como beterraba, alho, gengibre, batatas, nabo, cenoura, cebola e etc. Alimentos vermelhos, a cor que simboliza o chakra, também são importantes para equilibrá-lo. Opte por maçã, tomate, romã, morango e cereja. Carne vermelha para aqueles que não são vegetarianos são ótimas para balancear esse chakra também.

2 – Chakra sexual ou sacro = Swadhisthana

Nome: Swadhisthana

Significado: Cidade do prazer. Está relacionado às gônadas (ovários e testículos), à sexualidade, à energia feminina, procriação, ao baixo ventre e criação de projetos.

Cor: Laranja (roxo ou vermelho, dependendo da circunstância).

Elemento: Água.

Quando em desequilíbrio: Impotência, desânimo, incapacidade de se fazer entender pelos outros. Você também pode sentir dores na lombar, alterações de ciclos menstruais, infecções urinárias ou de rins.

Alimentação: Seu elemento é a água, então água pura é o melhor que você pode dar ao corpo para equilibrar esse chakra. Porém, também pode caprichar na hidratação com chás e sopas/caldos. Salmão,

gergelim, sementes de abóbora e girassol contém gorduras boas que nutrem esse chakra. E os alimentos laranjas, já que a cor do chakra está ligada aos alimentos que o equilibram. Então vá de cenoura, laranja,

abóbora, manga, pêssego e mamão.

3 – Chakra do plexo solar ou umbilical = Manipura

Nome: Manipura.

Significado: Cidade das jóias. Representa o corpo mental, está ligado ao pâncreas, emoções densas (raiva, trsteza, medo, ansiedade, angústia, tristeza), e a auto estima, transforma energia bruta em ação

Cor: Amarelo (verde forte e vermelho).

Elemento: Fogo.

Quando em desequilíbrio: O Manipura desequilibrado pode gerar sensação de vergonha, baixa autoestima e falta de confiança em si mesmo. Você também pode ter complicações gastrointestinais

como má digestão e gastrite.

Alimentação: Alimentos amarelos como abacaxi, pimentão amarelo, milho, melão e banana. Para balanceá-lo, evite açúcar, farinha branca e alimentos ultraprocessados, que são digeridos rapidamente, pois é um chakra que trabalha na transformação de energia, ou seja, precisa de alimentos complexos, como leguminosas (grão de bico, lentilhas e feijões) e cereais integrais (aveia, arroz integral, centeio) que são metabolizados mais lentamente e mantém a energia por mais tempo. Aposte em temperos como gengibre, cúrcuma e canela que são antiinflamatórios e aquecem o corpo, energizando o Manipura chakra.

4 – Chakra cardíaco = Anahata

Nome: Anahata.

Significado: Câmara secreta do coração. Localizado no centro do peito, coração, está ligado à glândula timo, ao pulmão, ao amor e relações interpessoais. Relacionado ao equilíbrio, compaixão e sistema imune. Representa o corpo astral.

Cor: Verde (amarelo ouro).

Elemento: Ar.

Quando em desequilíbrio: Depressão, angústia, taquicardia, irritação. Você pode sentir dores no peito, ter alterações na pressão arterial e dificuldade na respiração.

Alimentação: Apostar nos alimentos verdes, da cor do chakra é sempre uma boa pedida. Invista em couve, alface, espinafre, brócolis, couve flor, acelga, kiwi e ervilha. Algas como a spirulina também são ótimas. Além de ervas como orégano, manjericão, alecrim e coentro.

5 – Chakra laríngeo = Vishudha

Nome: Vishuddha.

Significado: Purificador do sangue. Está ligado às glândulas tireóide e paratireoide (Filtrar sangue e regular ciclos menstruais). Localizado na garganta, está realzionado a comunicação, expressão, voz, autenticidade, concretização. Cuida da boca, garganta e vias respiratórias.

Cor: Azul celeste (lilás, branco, prateado e rosa).

Elemento: Éter.

Quando em desequilíbrio: Com o Vishuddha desequilibrado, você pode se sentir incapaz de tomar decisões, dores no pescoço, tosse, dor de garganta e gengivite.

Alimentação: mirtilos e amoras são os alimentos que mais se assemelham a cor desse chakra, mas as frutas de árvores que são “verdadeiras às suas essências” (caem da árvore quando maduras) como maçã, pêssego, pera, damasco e ameixa, por exemplo, também fortalecem Vishuddha. Alimentação mais líquida como sopas, sucos e chás também são ótimas para esse chakra.

6 – Chakra frontal = Ajña

Nome: Ajña.

Significado: Centro de controle, 3º olho. Localizado na testa, entre as sobrancelhas, está relacionado à glândula pituitária ou hipófise. Cuida do lobo frontal, representa nossa lógica, ideias, raciocínio, aprendizagem, intuição. Também está ligado à saúde de olhos e nariz.

Cor: Azul índigo (branco azulado, amarelo e esverdeado).

Elemento: Todos.

Quando em desequilíbrio: falta de foco, sinusite, dor de cabeça, confusão mental, até problemas psíquicos. Quando Ajna está desequilibrado você pode sentir dificuldade de se conectar com seu lado espiritual e de pegar no sono.

Alimentação: framboesa, uva roxa, amora, jabuticaba e mirtilo. Alimentos ricos em ômega 3, nutriente para o cérebro, como salmão, sardinha, linhaça, chia e nozes são excelentes para esse chakra.

7 – Chakra coronário = Sahasrara

Nome: Sahashara.

Significado: Lótus das mil pétalas. Localizado no topo da cabeça, está ligado à glândula pineal ou epífise. Energiza o cérebro, e está relacionado à consciência e a produção de serotonina (sono, apetite, humor), além da nossa porção espiritual, fé e evolução.

Cor: Violeta (branco fluorescente ou dourado).

Elemento: Todos.

Quando em desequilíbrio: problemas neurológicos, falta de fé, fobias, depressão e tendências suicidas.

Alimentação: Sahashara chakra é muito espiritual e pode ser melhor equilibrado com outros tipos de terapias. Porém, como está ligado à serotonina, é possível que se beneficie de alimentos que aumentem a produção desse hormônio como o cacau e a banana, que são fontes de triptofano, precursor da serotonina.

Gostou de saber quais são os melhores alimentos para cada chakra?

Se você se interessa em conhecer melhor o Yoga, conheça o blog do YogIN App, no qual diariamente publicamos conteúdo sobre Yoga, Chakras, Meditação e muito mais.

ACESSE O BLOG CLICANDO AQUI 

Se preferir, deixe seu nome e email que informaremos das novidades no seu email.



Compartilhar: Compartilhar no http://WhatsAppCompartilhar no http://FacebookCompartilhar no http://Twitter

YogIN App

Vanessa Mayer Mayer

Vanessa é aluna do Curso de Formação do YogIN App, atua profissionalmente como Nutricionista. Pós graduada em Nutrição Esportiva Funcional pela VP Consultoria. Pós graduada em Nutrição Clínica pela UFRJ

6 comentários

    YogIN App Thaieny |

    Tem algum alimento salgado para o chakra laringeo??

    YogIN App Daniel De Nardi |

    Olá Tha!
    Está no texto :
    “5 – Chakra laríngeo = Vishudha
    Nome: Vishuddha.

    Significado: Purificador do sangue. Está ligado às glândulas tireóide e paratireoide (Filtrar sangue e regular ciclos menstruais). Localizado na garganta, está realzionado a comunicação, expressão, voz, autenticidade, concretização. Cuida da boca, garganta e vias respiratórias.

    Cor: Azul celeste (lilás, branco, prateado e rosa).

    Elemento: Éter.

    Quando em desequilíbrio: Com o Vishuddha desequilibrado, você pode se sentir incapaz de tomar decisões, dores no pescoço, tosse, dor de garganta e gengivite.

    Alimentação: mirtilos e amoras são os alimentos que mais se assemelham a cor desse chakra, mas as frutas de árvores que são “verdadeiras às suas essências” (caem da árvore quando maduras) como maçã, pêssego, pera, damasco e ameixa, por exemplo, também fortalecem Vishuddha. Alimentação mais líquida como sopas, sucos e chás também são ótimas para esse chakra.”

    YogIN App Pablo |

    Muito bom estudo. Focado realmente nós chakras e as glândulas. Fazendo uma ligação perfeita entre chakras, glândulas e alimentação.

    Somente poderia colocar um pouco mais de sujestão de alimentos. Principalmente no chakras coronário.

    YogIN App Cris ferreira |

    Muito esclarecedor. 🙂

    YogIN App Renata Domingues |

    Impossível um cadáver equilibrar um chacka! E mesmo que equilibrasse, animal ser assassinado para o humano comer e ainda equilibrar chakra! Afee..
    Como dizia Mahatma Gandhi: Tudo o que tem vida quer viver

    YogIN App Renata Domingues |

    Impossível um cadáver equilibrar um chacka! E mesmo que equilibrasse, animal ser assassinado para o humano comer e ainda equilibrar chakra! Egoísmo puro.
    Como dizia Mahatma Gandhi: Tudo o que tem vida quer viver!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

YogIN App
Dicas de Yoga | 28 nov 2020 | Fernanda Magalhães
Disciplina é Liberdade

Disciplina é Liberdade! Te parece estranho ouvir que a disciplina pode te levar a liberdade? Talvez porque você tenha comprado a ideia de que a liberdade é fazer tudo que tem vontade, não é? Comer o que quer, ir onde tem vontade, só fazer o que gosta. Você já parou para pensar as consequências disso? Na vida real, não existem ações sem consequências. Se você tem um objetivo, precisa fazer escolhas e abrir mão de alguns prazeres momentâneos em nome de algo maior. Patanjali parece já ter percebido isso, há séculos atrás, quando compilou o primeiro grande tratado de Yoga e descreveu o caminho para liberdade em 8 passos, ou o Ashtanga Yoga. No Yoga sutras, Samadhi é considerado o objetivo do Yoga e são apresentados alguns passos que devem ser seguidos para se chegar lá. Samadhi é a libertação do ego, a absorção em purusha, o degrau mais alto dos oito. Para chegar em Samadhi, Patanjali descreve passos que determinam limites e exigem disciplina. Na verdade, o caminho para Samadhi, ou, o Yoga, começa com disciplina. Os dois primeiros passos, inclusive, são aqueles que te ajudam a construir a estrutura, a base para o caminho. São aqueles que ninguém vê, mas que se fazem fundamentais na jornada. Estes passos estabelecem limites, controles e restrições para que seu comportamento interno, consigo mesmo e no relacionamento com os demais, seja ajustado de forma a te direcionar corretamente até a libertação. Segundo Patanjali, nossa mente conturbada, agitada e indisciplinada é impura, nos impedindo de ver a verdade. Como o lago que quando com ondulações não fornece um reflexo nítido. A proposta do Ashtanga Yoga é a correção da mente através desta disciplina para que estejamos prontos para aplicar os passos práticos. Em ordem, os passos do Ashtanga Yoga são: Yama - O controle dos impulsos naturais que se manifestam através de nossos órgãos de ação Niyama - As disciplinas ou observâncias internas que o Yogi deve seguir. Asana - As posturas psicofisicas Pranayama - O controle do prana através de respiração consciente Partyahara - A Abstração dos sentidos Dharana - A concentração Dhyana - A meditação Samadhi - A libertação Yama e Niyama preparam o praticante a lidar consigo mesmo e estar pronto a aplicar asana e pranayama, que por sua vez, equilibram o fluxo da energia no organismo, e o preparam para as técnicas que seguem. Por exemplo, como sentar em meditação para trabalhar os próximos passos se seu quadril é tão rígido que não permite relaxar com a coluna alongada? Até este ponto, as etapas sugeridas por patanjali preparam o corpo fortalecendo o sistema nervoso e melhorando a qualidade da respiração e o emocional controlando pensamentos e atitudes para que o Yogin possa chegar a etapa central que fica entre as esferas de trabalho externo e interno do caminho - Pratyahara. Pratyahara é a transição entre o corpo (asana e pranayama) e a mente (dharana). Esta abstração dos sentidos tem o objetivo de te levar de fora para dentro. ignorar a influência dos objetos internos te deixa absorto na sua mente para Dharana. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   A partir daqui tudo acontece internamente e os três próximos passos são chamados de Samyama e acontecem consecutivamente, como um sendo o aprofundamento do outro. Em Dharana, seu trabalho é se concentrar em um ponto só, limitando a atividade da consciência. Em Dhyana, o objeto de concentração ocupa sua atenção parando o fluxo de pensamentos para então chegar em Samadhi e a união com o objeto e o ato de meditar se concretizar. Em Samadhi, o contemplador é absorvido na consciência universal, livre do ego. Como qualquer caminho, o início é sempre mais difícil. É necessário fazer as alterações de comportamento e renúncias (Yamas e Niyamas), a aplicação de práticas que tornem possível trilhar o caminho desejado, (Asana, Pranayama e Pratyahara), para então começar um processo progressivo e mais fluido na direção correta (Samyama) até o objetivo final. O caminho tem sempre a mesma estrutura básica, não importando seu objetivo. O grande impulso para a disciplina é saber qual o caminho você quer trilhar. A verdadeira liberdade está em seguir tudo que você escolheu. A vida sem limites e disciplina não te faz livre, te faz escravo dos desejos e dos sentidos. Se você quer correr uma meia maratona não vai poder sair com os amigos toda noite e beber, se você quer ter um diploma universitário vai abrir mão de muitos programas e até oportunidades durante o período de estudo. Controlar o passageiro visando o objetivo maior. Assim é, no Yoga e na vida. O domínio de si é instrumento para a liberdade. Não importando se seu objetivo é a libertação espiritual ou qualquer outro na vida material, a disciplina e o autocontrole são instrumentos para manter o caminho claro. A liberdade exige disciplina até que não haja mais necessidade de esforço em abrir mão do que não te leva ao seu caminho. Se você segue seu interior, seu desejo íntimo, nada mais é sacrifício, é feito com coração, com verdade. E então você é livre.    

Podcast de Yoga | 27 nov 2020 | Daniel De Nardi
Gratidão e Thanksgiving – Podcast #43

Gratidão o que a Ciência conhece sobre seu poder Thanksgiving, o dia da gratidão. Esse é o primeiro episódio a tratar sobre esse tema, mas ele vai além e discorre sobre comprovações do que funciona para construir felicidade.   https://soundcloud.com/yogin-cast/gratidao-e-thanksgiving-podcast-43   LINKS   O que a ciência sabe sobre felicidade - Superinteressante - Setembro de 2017. https://t.co/ygfpXMu2IA — Daniel De Nardi (@danieldenardi) November 24, 2017   Podcast do Murilo Gun sobre Gratidão - https://soundcloud.com/murilogun/gratidao   Pirâmide de Maslow   Leonard Berstein Episódio que fala do compositor George Gershwin  Mihaly Csikszentmihalyi Relato de Budapeste  Crítica sobre a obra de Sandor Marai, escritor Húngaro https://youtu.be/yG4tv9Sddcc   Trilha sonora da série - Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Transcrição: Gratidão e Thanksgiving -  Podcast #43 Está começando o 43º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, o seu podcast semanal a respeito de yoga e de assuntos relacionados a espiritualidade e outras buscas. Estou tentando encontrar uma frase que fique boa para este começo, mas isso não parece ser algo tão simples, se alguém tiver alguma sugestão pode escrever no comentários. Todo podcast tem uma slogan para abrir o episódio, e o meu cada dia penso em um diferente. Hoje vamos falar sobre gratidão, que é uma palavra bastante falada e difundida pelos iogues, quem acompanha o meu trabalho sabe que eu não uso muito essa palavra, não porque eu não goste ou não a valorize, mas porque acho que tenha se transformado em um clichê e acabou modificando um conceito do qual acredito, então acabo não usando, muito embora eu já tenha escrito sobre gratidão muito antes de virar uma tendência de hashtag. O texto que vou ler agora pra vocês escrevi em 2008, quando estava nos EUA no Thanksgiving, que é um dia especial pela gratidão, um dia que surge com o intuito de gratidão. Estamos falando após o Thanksgiving que foi ontem, na quinta-feira, e hoje vamos conversar um pouquinho sobre o conceito da gratidão e sobre esse dia. O texto que escrevi em 2008 diz o seguinte: “Hoje é dia de Thanksgiving, um dia para agradecer a tudo que temos, a data começou a ser celebrada em 08 de setembro de 1565 quando um grande almoço foi organizado de maneira colaborativa em Santo Agostino, Flórida, entre os exploradores ingleses e os nativos da América. Mesmo sabendo de todas as barbáries cometidas a posteriori, o fato de se ter reservado o dia para a consciência da gratidão foi bastante feliz. A gratidão é um dos mais nobres sentimentos humanos e é tão pouco praticado com sinceridade. Agradecemos o tempo todo por educação e não com o coração. Esse tipo de agradecimento só acontece quando estamos plenos, satisfeitos e consciente do valor das coisas. Só agradece sinceramente quem sente, vive e quem percebe com sinceridade. É preocupante o quanto reclamamos da vida e o quão pouco a valorizamos, agradecer é abrir espaço para receber mais e mais. Se recebo um presente e reclamo, é natural que quem me deu evite me presentear novamente, mas se agradeço com veracidade, a tendência é que eu receba outro presente e outro, e outro...Esse mesmo processo acontece na nossa vida, se agradecemos aos acontecimentos, aos amigos que temos, a boa relação familiar, ao sucesso no trabalho, abrimos espaço para continuar sempre.” Saiu uma reportagem, recentemente, na revista Superinteressante, falando sobre como construir a sua felicidade, na edição de setembro de 2017, ali eles usam de pesquisas cientificas e as comprovações relacionadas a felicidade. Um desses pontos, ao todo são sete comprovados pela ciência, é a gratidão, eu poderia explorara apenas ela, mas como a reportagem tá bastante rica e ela tem uma relação muito grande com o yoga, porque a medida que a gente observando que a ciência foi descobrindo como se produz felicidade, como a gente pode viver uma vida com mais bem estar, a gente vai observando que essas coisas, algumas delas que foram comprovadas já, mais da metade delas são trabalhadas na prática do yoga. Se eu quiser forçar, posso dizer que todas elas, mas tem algumas que são bem pontuais e bem nítidas, inclusive as citadas, como a meditação. Mas sabemos que yoga e meditação são uma coisa só, vou falar um pouquinho sobre o que mais me chamou a atenção nessa reportagem que achei interessante, e o que vale a pena relacionada a felicidade sendo construída pela prática, pela filosofia de como o yoga vê o mundo. A reportagem se chama “Felicidade, como construir a sua”, e eles vão tocar em sete pontos que foram comprovados pela ciência. Atitudes ou mudanças que se pode fazer para ter mais felicidade, mais bem estar. Eles usam bastante a pesquisa que cito aqui, uma pesquisa que foi transformada em documentário da Netflix do Happy, inclusive, eles vão citar aqui o Martin Seligman, que é quem conduz a pesquisa e o filme, então a reportagem diz que ele teve uma grande sacada, mas isso já havia ocorrido com outros psicólogos como, por exemplo, Maslov. Ele foi um dos primeiros cientistas a afirmar que a psicologia estava focando apenas em problemas e que se podia fazer um desenvolvimento através de coisas positivas. Que a gente poderia mudar aspectos da nossa personalidade a partir de aspectos positivos. Na reportagem eles falam que isso aconteceu pela primeira vez pelo Seligman, pesquisador da Universidade da Pensilvânia. A história começou a mudar em 1998, quando Seligman, especialista em depressão, deu uma palestra na Associação Americana de Psicologia. Ele pediu para que os cientistas se preocupassem mais com as qualidade humanas e não apenas com os seus defeitos, ali eles fundaram a psicologia positiva, que seria mais ou menos isso que eu estava falando, de você trazer estímulos positivos e trabalhar com aspectos positivos para melhorar problemas. Essa ideia já vem da cultura indiana, que se você tem um ambiente escuro, não se pode tentar expulsar a escuridão, tem que se trazer coisas positivas, mais luz. Então se a sua questão é ficar doente a todo o momento, a ideia não é ir se aprofundando na doença e nos remédios para trata-la, mas observar e praticar hábitos mais saudáveis ou evitar aquilo que tá aparentemente gerando aquele tipo de doença, então isso seria a psicologia positiva voltada para uma busca de felicidade. Então, quais foram os sete pontos que eles identificaram? A primeira teoria que eles abordam surge de uma pesquisa do Daniel Kahneman, que é o escritor do livro “Pense rápido e devagar”. Kahneman foi Prêmio Nobel de economia, por comprovar através do livro que temos a tendência de agirmos de determinada forma, e que isso acaba gerando, muitas vezes, uma intuição. De tanta repetição feita é desenvolvida uma inteligência que não é possível mensurar, mas que pela habilidade e repetição acaba-se agindo quase que instintivamente, intuitivamente. Ele provou outras coisas, como essa questão das memórias, que é a primeira dica em relação a felicidade. Ele fez uma experiência de medir a dor. Colocaram um paciente par medir o nível de dor, digamos que numa escala de 0 a 10, ele o mantiveram no nível 7 e no final da pesquisa eles diminuíram o nível de dor. Este paciente relatava a intensidade da dor que sentiu. Em outro paciente, o nível de dor mantido era praticamente zero, e no final eles aumentavam muito, o paciente ia de um nível quase nulo ao máximo de dor. Ao indagar o paciente, eles observaram que o segundo paciente relatava a experiência bastante dolorosa. Aqui entra a questão dos contrastes em relação a felicidade, que a gente precisa ter um contraste para que a gente perceba uma melhoria e aí sinta felicidade. Só que esses contrastes não podem acontecer o tempo todo, e isso é muito difícil, inclusive na reportagem isso fala, que se quiser manter esse estado de contaste o tempo todo seria necessário um desencadeamento de fortes (e boas) emoções, o que efetivamente é impossível. Não tem como gerar o tempo todo situações melhores, a vida vai sempre oscilar bastante porque a gente tem esse momento em que aparentemente está melhor, mas sempre se compara ao que aconteceu anteriormente. Não é necessariamente o real, depende sempre de uma comparação. O Kahneman diz que existem dois “eu’s” o eu do presente e o do passado, esses eu’s entram em conflito porque o do presente percebe as coisas de uma forma, mas a memória é diferente do que se está vivenciando. Então existe esse conflito dentro de nós, que a gente tem sempre o eu do presente e o do passado em conflito. É citada uma pesquisa realizada com os soldados da Segunda Guerra Mundial em que relatam como foi a experiência. Em 1946, cerca de 34% dos participante relataram que estiveram no meio do fogo cruzado e 25% confessaram te matado alguém. Quarenta anos depois os números haviam mudado, 40% disseram que haviam participado de batalhas e apenas 14% relataram que chegaram a matar. Ou seja, a passagem dos anos faz com que vida se torne mais aventura e menos perigosa, na hora, as vezes não é a melhor situação, mas as memórias que a gente vai criando, memórias positivas, não é o caso aqui da guerra, não é o caso da guerra, mas eles acabaram lembrando mais foi sobre a aventura que vivenciaram na guerra, e não das mortes. Isso é um caso extremo, mas na nossa vida a gente precisa, segunda esse primeiro ponto, geras memórias positivas, diferentes, gerar momentos que marquem a nossa vida de forma que os momentos de tristeza irão aparecer, que são esses momentos de flutuação ou de perda do status quo, sempre vão existir. E o que vai trazer o ânimo novamente, é o resgate das memórias positivas que a gente já teve. Tentar gerar movimentos, experiências diferentes são coisas que nos ajudam muito quando temos esses momentos da queda, por exemplo, eles falam sobre se investir em experiências muito mais do que em objetos, isso vai ser trazido quando se estiver num período mais pra baixo. A medida que se cria experiência, se ela tiver relevância, a gente acaba lembrando como algo positivo, mesmo que no momento tenha sido algo angustiante aquilo é lembrado de forma positiva. Investir em experiências pode manter a nossa fica com mais felicidade. A segunda dica é sobre meditação, como uma técnica para a melhoria do foco, isso as pesquisas já mostram, porque quando estamos no presente, a gente não tem tanto a vivencia do medo, não temos a vivencia da ansiedade, a vivencia do presente faz com que a gente reduza o seu medo e, consequentemente, o estresse, a preocupação constante que hoje a vida impõe as pessoas, e a meditação tem esse poder, de nos deixar totalmente no presente e, com isso, reduzir o estresse no nosso dia-a-dia. A terceira dica é o que eles chamam de estado de graça, essa teoria muito interessante – já a conhecia – é a teoria do Flow, uma teoria aplicada a administração, há muitos anos ela tem sido aplicada, mas agora cada vez mais pela difusão do Mindfullness. O Flow é, basicamente, o Mindfullness pra tudo, só que ele começou a ter comprovações científicas a partir de um psicólogo húngaro chamado Mihaly Csikzentmihalyi. (Há uns anos atrás fui para a Hungria sozinho, ninguém queria ir por ser inverno. A minha vontade de ir para lá se deu por dois motivos, o primeiro pelo fato do meu escritor favorito – Sándor Márai – ser húngaro, tinha um desejo de conhecer a terra dele; o segundo, porque na abertura do filme “Budapeste”, baseado no livro do Chico Buarque, tem uma cena filmada no Rio Danúbio, isso me fascinou a ponto de querer conhecer. Li um pouco que o húngaro é a língua do diabo, por ser a mais difícil do mundo. Quando cheguei no aeroporto de lá e vi as placas e ouvi as pessoas falando fiquei realmente assustado.) Csikzentmihalyi criou uma teoria de que o nosso cérebro consegue processar 110 bits e que quando fazemos uma atividade simples, estamos processando uma quantidade menor de bits. Se você faz uma atividade mais complexa, você vai acabar usando os 110 bits. Então se você está, por exemplo, dirigindo, é possível ouvir um podcast porque não exige totalmente da sua atenção. Agora, você não conseguiria fazer isso surfando, ali é necessário tem 100% da atenção no momento em que se está fazendo, ou qualquer outra atividade que exija 100% da atenção. As atividades que exigem uma atenção especial, geralmente atividade relacionadas a arte e ao esporte, deixam o executor tão envolvido que ele acaba entrando num estado de graça. A prática da meditação tem o intuito de levar a esse estado porque não estaria se usando os bits para nada além da função, pegaria algo simples e daria muita importância, isso faria com que o seu cérebro, ocupando toda a sua capacidade, desenvolvesse esse estado de graça, que é muito descrito em várias áreas, não apenas na meditação. Inclusive foi realizada uma pesquisa com 8 mil pessoas ao redor do mundo (monges, montanhistas, CEO’s...), esse estado de graça, o estado de flow, tem sempre as mesmas características, é uma concentração extrema que leva ao êxtase, um senso de claridade, um feedback imediato, a perda da noção do tempo e do indivíduo, e a sensação de que se faz algo maior. Isso é, efetivamente, uma descrição de um estado meditativo. A teoria do flow sugere que a gente faça essa ocupação da nossa capacidade do cérebro em todos os momentos, ou na maior parte dos momentos da nossa vida. Isso não abre espaço para preocupação. Por exemplo, quando se está no mar surfando, não tem como pensar que não se tem dinheiro para pagar o cartão de crédito, se está 100% focado no que está acontecendo no momento e quando se mantem mais foca nas atividades menos espaço se dá para o medo, para a preocupação, se faz essa vivência plena do momento presente, o que mantem um estado de motivação. A quarta dica eles chamam de antídoto para a tristeza, que seria uma capacidade de resiliência a suportar as dificuldades e se reabilitar por uma próxima dificuldade que vem à tona. Então seria não sofrer um baque tão grande, porque todos temos momentos na vida em que a emoção pesa, um momento mais difícil. Todo mundo já perdeu algum ente querido, perdeu algum relacionamento que gostava ou teve problemas no trabalho, isso é normal. O ponto é o quanto aquilo irá abatê-lo a ponto de você não voltar mais a vida como você quer viver, que pode desperdiçar, acabar com a vida de alguém quando ela não consegue se recuperar de uma situação emocional muito difícil. Isso não tem a ver com quantidade de dificuldade ou de dor que a pessoa está passando ou passou, mas sim com a capacidade de resiliência, de resistir aquela dor. Falei um pouco sobre o Sándor Márai, um outro escritor de romances, o Ian McEwan, tem como base em seu trabalho justamente esse tipo de situação, em que os personagens se colocam em situações extremas e não conseguem voltar à vida normal. Um bom exemplo é o livro “Na Praia” que retrato muito isso, o quanto um impacto pode acabar com a vida de alguém se ela não tiver a capacidade de se reerguer. Tem a ver com otimismo, de a gente ver a vida de uma forma positiva, saber que os momentos difíceis vão passar e que a gente vai poder se reconstruir, apesar de todas as perdas. A diferença entre o otimista e o pessimista é o tamanho da importância que eles dão para esses momentos mais difíceis, e a gente tentar dar menos importância para o que não está acontecendo de tão bom e valorizar mais o que é importante vai melhorar a nossa vida como um todo. Esse ponto está ligado a quinta dica que é a gratidão, o tema desse podcast, que será desdobrado em outro podcast a partir do que o Murilo Gun fala, que “gratidão não é moda e sim, tendência”. Moda é algo que passa, mas a gratidão faz com que valorizemos mais a vida, comecei lendo o meu texto que fala muito sobre isso, que ser grato faz com que as coisas venham com você. Nesse podcast do Murilo ele fala que a gratidão chegou para ficar, é uma tendência de comportamento, que não é passageiro, que marcou o nosso momento histórico, a gente está no momento de já resolver os problemas da humanidade, que a gente vai escalando nas necessidades, segundo Maslov, sendo essas necessidade fisiológicos, depois o ser humanos vai buscar um agrupamento e depois destaque nesse grupo, e dentro desse processo de evolução da sociedade como um todo, a gente está num momento em que não ´mais necessário lutar desesperada mente pela sobrevivência, algo que os nossos antepassados tiveram que fazer frequentemente. Hoje devemos ser muito gratos aos que vieram antes porque vivemos uma situação de conforto que não nos cabe outra coisa senão a gratidão aos antepassados, aqueles que sofreram para que hoje tenhamos a vida que temos. Lendo na íntegra o que a reportagem fala: “(...)5. Gratidão Ela surgiu em 2015 geralmente acompanhadas com fotos de pôr do sol ou de casais apaixonados, espalhou-se pelo Instagram e Facebook até se tornar a hashtag do momento. Logo, “#gratidão” virou desculpas para ostentar situações especiais pela rede. Mas não deveria ser assim, a gratidão – aquele genuína – que sentimos por alguém que nos faz bem, é uma fonte real de felicidade, pelo menos e o que dizem as pesquisas. Dois psicólogos da Universidade da Califórnia resolveram fazer o teste. Dividiram um grupo de participantes em três times. O primeiro, deveria escrever toda a semana frases sobre o que s deixam gratos; o segundo, sobre tristezas; e o terceiro, sobre eventos neutros, nem bons nem ruins. Depois de dez semanas, quem escreveu sobre gratidão, não estava mais otimista. Tinha feito mais exercícios e visitado menos os médicos. Faz sentido porque a gratidão funciona como um detector de coisas boas, quando começamos a agradecer pelos momentos bons da vida, e pelas coisas boas, ficamos também mais conscientes quando essas coisas acontecem de fato. Outra pesquisa mostrou que pessoas gratas apreciam mais as coisas simples do dia-a-dia, não dependem tanto de eventos extraordinários para se sentirem felizes. O bê-á-bá da gratidão Uma vez por mês, tire cinco minutos para escrever um e-mail para alguém que te ajudou, vale um professor inspirador, um amigo que te emprestou um dinheiro em algum momento de crise, uma ex-namorada que segurou a onda quando a sua mãe morreu...Pode parecer bobo e, talvez, você se sinta constrangido em enviá-lo, mas acredite, os efeitos do bem estar serão imediatos. Ao final do dia, anote três coisas boas que aconteceram nas últimas 24 horas, mesmo que pareçam insignificantes. Como, por exemplo o rapaz que ofereceu o lugar no ônibus para você sentar. Para incentivar o hábito, publique a lista todos os dias no Facebook, ao ver as palavras na tela, ela ficarão oficializadas e o saldo do seu dia parecerá melhor. Quando alguém fizer algo de bom para você, detecte e formalize o agradecimento na hora, faça uma ligação curtinha, mande uma mensagem no WhatsApp ou deixe um bilhete. O seu cérebro vai se acostumar a reconhecer as pequenas alegrias do dia-a-dia.” A sexta dica: nada e mais importante do que as pessoas. O Grand Studyé um estudo que começou a ser feito em 1938, eles se propuseram a acompanhara vida de 268 alunos da Universidade de Harvard até a morte com o objetivo de entender padrões em relação as escolhas, a felicidade, aos amigos. Hoje, dos alunos acompanhados, apenas 19 estão vivos, eles tem mais de cem anos. Um dos participantes era o John Kennedy. E o que a pesquisa acabou mostrando foi que as pessoas que tiveram menos problemas de saúde e que viveram uma vida com mais qualidade, o que ele tiveram não foi mais dinheiro ou mais fama, mas mais relações sustentáveis, saudáveis com a família e amigos de modo geral. As pessoas que tinham um casamento satisfatório, tinha isso bem mais como um valor do que o dinheiro e não obtiveram nenhum tipo de doença grave. Eles acabaram por mostrar nesta pesquisa, através do pesquisador, a conclusão de que a felicidade é amor. Então, a relação com as pessoas é muito importante para que se tenha a sustentação de um estado de felicidade. A sétima e última dica, para fechar, fala sobre a paz, de valorizá-la, de não gerar agressões ou conflitos desnecessários. Encontrar um tipo de solução, dentro do possível, já é uma grande contribuição. Isso que já é tratado no primeiro norma ética do yoga que é o Ahimsa, que tem uma relação com a paz. O princípio da não agressão é quando você tem certeza que não será agredido, só quando se tem essa tranquilidade é que se consegue ficar num estado de paz. Jamais existiria paz com possibilidade de agressão a qualquer momento. Então, se você não agride, você sabe que o outro também não irá te agredir, aí se gera um estado de confiança. Este é o podcast de hoje, ele começou com a música, homenageando a América, com um compositor nova iorquino Leonard Bernstein, a música é um trecho de um obra composta por ele chamada “The West Side Story”. A evolução da música clássica acabou indo para o cinema, como vimos com o John Williams e com o Phillip Glass, e também c para os musicais, como é o caso de Bernstein. Ele foi o regente principal do Lincoln Center durante muito tempo, compôs algumas óperas e foi para a Broadway. Independendo do veículo no qual está sendo veiculado, tudo é música e se está contando uma história através dela. Claro que a ópera tem um valor de antiguidade, mas a questão de ser popular é só devido ao momento histórico, hoje é mis agradável para as pessoas absorverem um musical do que uma ópera, mas no fundo eles são uma coisa só. E se vê esse momento de fusão que não aconteceu apenas com o Bernstein, mas também com o Gershwin, que é um outro compositor que morava em Nova Iorque e que passou a compor peças para a Broadway, falamos sobre ele no episódio 9 com o Rhapsody in blue, uma música bastante famosa. Temos aqui Leonard Bernstein com um trecho de “The West Side Story”. A história gira em torno do momento em que estava havendo uma desocupação da parte oeste de Nova Iorque, devido a construção do Lincoln Center. Bernstein conta a história de duas gangues rivais (uma de porto-riquenhos e outra de americanos) e um do líderes se apaixona pela irmão do líder da gangue rival. Uma história baseada em Romeu e Julieta uma ópera dos nossos tempos atuais. Leonard Bernstein ainda está vivo e compõe, trabalhou recentemente na composição de uma música pra um filme. Fiquem com um pouquinho de Leonard Bernstein um trecho de “West Side Story – América”.

Dicas de Yoga | 26 nov 2020 | Fernanda Magalhães
Para Incluir a Prática na sua Rotina

Para Incluir a Prática na sua Rotina Eu sempre recebo perguntas sobre como manter a prática ou como retomar após um tempo parado… Acredito que por ser praticante de Ashtanga Yoga e me beneficiar da prática diária e individual, as pessoas imaginam que eu saiba a “receita”. Digo receita por que nossa sociedade atual espera tudo pronto e fácil como se juntar ingredientes fosse fazer funcionar, quando na verdade, a mudança de hábitos é uma responsabilidade e um caminho exclusivamente seu. Sabe, eu nunca tive muitas dificuldades em ter disciplina, e provavelmente esta característica é até mesmo um defeito meu. Não se permitir falhar é um fardo grande onde não existe perfeição. Mas nessa luta para equilibrar tanta disciplina entre Tapas (autodisciplina) e Ahimsa (a não violência), eu estou aqui escrevendo para ajudar meus colegas Yogis que tem a dificuldade contrária, de criar novos hábitos, sair da zona de conforto, na intenção de dividir um pouco desse fogo transformador. A autodisciplina também faz parte dos 8 passos do Yoga descrito por Patanjali no Yoga Sutras. Tapas é um dos 5 Nyamas, as observâncias internas que o Yogi deve ter para seguir com sucesso o caminho do Yoga. Tapas é o esforço envolvido em todo processo de transformação, muitas vezes descrito como o fogo que queima as impurezas. É fazer o que deve ser feito, porque sim. Sabe quando, na infância, sua mãe te mandava fazer algo sem escapatória? Então, Tapas é sua mãe mental, que não deixa seu cérebro entrar na zona de conforto e comanda a execução do que é necessário.   “Tapas são disciplinas, na forma de votos ou decisões que negam a você mesmo alguma coisa que você gosta. Através da disciplina nasce o poder de lidar com os pequenos sofrimentos da vida diária aqui descritos como impurezas“ Gloria Arieira - O Yoga que conduz à plenitude   Certamente você usa essa autodisciplina diariamente para executar tarefas como sair para o trabalho no horário, escovar os dentes e etc. A principal dica que posso dar é que você encare sua prática como uma destas tarefas que são obrigatórias e naturalmente ela se tornará um hábito. Se você pratica em estúdio de yoga ou academia, realizar a matrícula como comprometimento inicial é muito fácil, mas ainda há o desafio de comparecer às aulas. Algumas das dicas abaixo também ajudarão quem precisa sair de casa para praticar, mas a intenção deste artigo realmente é ajudar aquelas pessoas que praticam em casa, e que enfrentam um desafio ainda maior de manter seu comprometimento mesmo distante dos olhos alheios. Então, vamos à elas:   Estabeleça um objetivo Não pratique Yoga para conseguir fazer posturas específicas. Existem atividades físicas muito mais eficientes para te ajudar a se tornar um contorcionista ou um expert em parada de mão. Se praticar pelas posturas a desistência será quase certa. Alguns dias seu corpo vai estar incrivelmente flexível e vai te dar prazer executar asanas difíceis, no outro será penoso tentar as mesmas posturas que você já está acostumado a fazer. O que vai te fazer manter a prática mesmo passando por uma fase física ruim, como durante o tratamento de uma lesão, por exemplo, é seu objetivo. Pratique com um objetivo maior e compreenda que a prática diária é um comprometimento de longa data com você mesmo e sua evolução. No início seu objetivo pode ser algo mais simples como relaxar para dormir bem, mas sua prática pode ser sua terapia, sua reza, seu auto-estudo e tudo ao mesmo tempo. Entenda o porque você quer praticar e mantenha esse foco em mente. Mantenha um horário fixo e pratique diariamente. Mesmo que por pouco tempo, comparecer em seu tapetinho todos os dias no mesmo horário estabelece um hábito. Idealmente se pratica de manhã, ao acordar, em jejum. Sim, o ótimo é inimigo do bom, e da mesma maneira que você não vai deixar de praticar se tiver somente 15 minutos livres, não deixe de praticar se seu cronograma não permite uma prática matutina.   Ajuste seu tempo de prática com suas atividades diárias e determine o melhor horário para este compromisso. Você pode ter 2hs para executar asanas 3 dias da sua semana, mas nos outros dias tudo que você consegue são 15 minutos de meditação, e tá tudo bem! Sabe aquele dia em que você jura que não consegue praticar, seja por cansaço, dor no corpo, doença ou estresse? Pratique! Talvez você se surpreenda com a sua prática neste dia, talvez você tenha um colapso emocional e traga a tona o que era preciso para se renovar energeticamente, ou talvez você desista no meio e deite no sofá. O importante é não criar expectativas de como sua prática vai se desenrolar, o foco aqui é praticar diariamente. Simplesmente faça! new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Siga uma orientação precisa Não espere acordar antes do necessário para sua rotina diária e estar disposto a desenvolver uma prática do zero. Receita para o fracasso é acordar mais cedo ou chegar em casa cansado de um dia de trabalho e não estar certo do que vai fazer. Se você pretende seguir o caminho da prática em casa, e não pode assistir as aulas ao vivo do YoginApp, opte por seguir um método com séries fixas, como o Ashtanga ou utilize video aulas. Praticar por aulas gravadas traz um trabalho extra de programação do que você pretende fazer com certa antecedência. Crie uma lista com 5 aulas para a semana, por exemplo, e siga durante 1 ou 2 meses, depois renove sua lista para os próximos meses. Crie um ritual: Tome banho, acerte o nível de luz e acenda um incenso, ou qualquer outra coisa que faça você se conectar com o momento. Tomar um banho antes de praticar é realmente uma dica importante que dou para meus alunos. Retirar a energia pesada do sono ou de tudo que ocorreu durante o dia do seu corpo através de água corrente é renovador. E nunca pratique na cama ou com a mesma roupa que usou para dormir. Se puder, deixe tudo semi-pronto para o horário em que você se comprometeu, talvez seu tapete já estendido no chão e sua roupa de prática dobrada na bancada do banheiro para quando você acordar ou chegar em casa. O “cenário” funcionará como um gatilho para o seu cérebro fazendo-o lembrar da recompensa, que é como você se sente ao final da prática Pratique a presença e esqueça passado ou futuro no momento que antecede sua prática. A expectativa de sucesso ou fracasso baseada em experiências prévias ou a esperança de futuro podem contribuir para a procrastinação. Se você é daquele tipo de pessoa que vai começar na segunda, esquece. Inicie já. Sempre haverá um amanhã na sua mente para você adiar seus planos, mas seu corpo não conhece os dias de semana. Seu corpo está sempre no presente, ele não conhece esse seu amanhã, aprenda com ele. Pratique sempre como se fosse a primeira e última vez. Você conhece o plano das 24h dos alcoólicos anônimos? Ou, “só por hoje”? Trabalhe com expectativas de curto prazo e diariamente aplique a mesma meta. Se por acaso você falhar com seus compromissos em um dia, retorne no dia seguinte novamente como único, primeiro e último.   E acima de tudo, trabalhe sua auto-estima. Estar no tapetinho diariamente é uma demonstração de amor próprio. Não se esqueça de que praticamos também para nos tornarmos melhores para todos, partindo do princípio que nos tornamos primeiramente melhores para nós mesmos. Apesar de ser uma jornada solitária e desafiadora, a prática diária te torna altamente conectado consigo e independente.   Boas Práticas!  

Dicas de Yoga | 25 nov 2020 | Fernanda Magalhães
Saucha – Limpeza Interna

Saucha Você possui rituais antes da sua prática? Como você se prepara? Sabe, uma coisa que eu sempre precisei fazer antes de praticar é escovar os dentes. Quando comecei a frequentar as aulas de Yoga, as aulas da noite se encaixavam melhor no meu cronograma, então eu ia direto do escritório onde trabalhava para a academia. Precisava chegar com tempo suficiente para me trocar e escovar os dentes. Não sei, mas de certa forma, me sentia mais limpa e confortável durante a prática. Nenhum dos meus colegas pareciam compartilhar da minha “mania”, mas fazia tanto sentido para mim que fiquei surpresa ao aprofundar meus estudos e conhecer o primeiro Niyama descrito por Patanjali no Yoga Sutras: Saucha. Os Niyamas são observâncias internas que o yogin deve ter.  Ao contrário dos Yamas, que são as observâncias externas, o compromisso em relação a todo o mundo, os niyamas trabalham um compromisso interno, com si próprio. Sendo os primeiros “passos” do Yoga nas descrições de Patanjali, os Yamas e Niyamas são considerados de extrema importância para a prática. Existe um motivo para que os Yamas e Niyamas venham antes de asanas na ordem de apresentação dos passos do Yoga. Ao trabalhar nosso corpo físico através da prática de asanas, estamos trabalhando e direcionando uma energia poderosa. Não devemos chegar ao tapete despreparados e com atitudes mentais e emocionais conflitantes com os princípios do Yoga. Saucha ou Shaucha pode ser traduzido como limpeza ou pureza, onde não só o corpo físico é considerado. Sendo o Yoga uma ferramenta para um trabalho holístico, essa limpeza se estende também para a mente e espírito se referindo a uma pureza do externo, do interno e até mesmo do ambiente. Essa limpeza mais óbvia, a do corpo, vai muito além do banho, do escovar os dentes e do lavar as mãos. Técnicas para limpeza de mucosas, algumas aparentemente estranhas para nós, chamas de Kryias são praticadas pelos Yogis mais dedicados há séculos. Alguns desses kriyas já foram incorporados no ocidente como, usar um lota com água salgada para limpar a mucosa nasal; praticar trataka para limpar os olhos; ou experimentar a respiração kapalabhati durante uma prática, mas outros requerem um pouco mais de comprometimento e alguma coragem como o varisara dhauti, onde bebe-se água morna com sal para evacuar e limpar os intestinos, ou o vamana dhauti, onde deve-se beber a água morna com sal e induzir o vômito para limpar o estômago. Ainda considerando a pureza física do nosso corpo, devemos cuidar também do que ingerimos. A escolha de alimentos saudáveis e a rejeição a drogas evita que nosso corpo tenha que lidar com substâncias tóxicas tornando a purificação através da prática física menos dolorosa e exigente. A limpeza física também está relacionada aos ambientes em que vivemos, nossas casas, locais de trabalho e especialmente o nosso local de prática. É comum neste caso fazer uma referência da organização do ambiente com a sua mente. Observe que quando seu quarto está bagunçado, geralmente suas emoções também estão. Em contrapartida, trabalhar em um ambiente organizado melhora sua produção. Ambientes claros, limpos e livres de acumulação contribuem para uma clareza mental. Esses dois tipos de purificações se chamam Bahir Shaucha (a externa) e Antah Shaucha (a interna). Antah Shaucha aborda uma limpeza energética, emocional e mental. Nossa mente quando não consciente, reage com base em impressões previamentes gravadas (impurezas), como um modo automático, em ciclos que se repetem. Você já ouviu que não se pode encher um pote que já está cheio? É preciso esvaziar-se para receber o conhecimento. Para nos livrarmos do lixo, é necessário trazer consciência para os nossos atos, deixando de agir pelo impulso da mente. Reconhecer e dominar nossas emoções e selecionar o que pensamos é o caminho para esta limpeza interna. Evitar vibrações baixas, músicas e filmes agressivos, apreciar a natureza, estar próximo de pessoas positivas são ações de purificação interna.   “E, da pureza da mente, [nasce] a satisfação da mente, a concentração, a conquista dos sentidos [e por fim] a preparação para o autoconhecimento” Yoga Sutras de Patanjali 2.41 “ Os sentidos oferecem informações sobre os objetos do mundo, então a mente responde com desejo, repulsa ou indiferença. Se a mente consegue se manter calma e satisfeita, há pureza da mente, que é o preparo necessário para o conhecimento do Eu.”  Gloria Arieira - O Yoga que Conduz à Plenitude   A meditação e a prática de asanas podem ser utilizadas para essa “faxina” interna. Tirar alguns momentos do dia para trazer consciência aos seu atos e observar seus pensamentos podem te renovar como um bom banho. A prática de asanas, além de trazerem bem estar, é uma ferramenta para purificação do nosso corpo, limpeza de canais energéticos e concentração mental.   Olhar para dentro é um trabalho difícil e normalmente doloroso. Ninguém quer olhar seu lixo interno principalmente porque, para limpar, em algum momento você vai precisar se sujar. Esse é o processo natural. Antes de encarar toda essa impureza, é importante reconhecer que você não é este lixo e não criar identificações com o que for encontrado. Na verdade, o verdadeiro Eu é aquele que está sufocado por toda essa bagunça que acumulamos.   Então deixo com vocês a mesma dica que dou aos meus alunos: antes de iniciar sua prática, tome uma banho e chegue ao seu tapete ou ao estúdio alguns instantes antes. Se você caminha até o estúdio, experimente tornar esta caminhada em uma meditação em movimento. Sobre o banho, muito mais do que retirar a sujeira material, a água corrente é capaz de renovar a energia absorvida no dia inteiro, se você pratica a noite ou mesmo aquele peso do seu sono, se você pratica de manhã. Se você não pode tomar banho, lave o rosto, as mãos, e, por que não, escove os dentes! Estes instantes logo antes do início, onde você só está “entrando no clima” podem mudar completamente a sua prática. Não só a tornam mais ritualística, como te dão um novo frescor físico e mental.   Acima de tudo que foi dito, é importante compreender que a pureza também é estar livre de julgamentos. Nada é essencialmente puro ou impuro. Não torne-se obsessivo com essa limpeza. Não julgue atitudes e pensamentos, sejam seus ou do outro como impuros. Aceitar nossa mente como ela é também é um exercício de presença. Saucha é falta de excessos, redução, simplicidade, para que possamos nos “limpar” da poluição desnecessária, do acúmulo material, mental, energético e emocional.   Namastê!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();